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Commodities Agrícolas

Açúcar: Doce respiro: O dólar em queda ante o real contribuiu para os preços do açúcar demerara subirem ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para outubro subiram 4 pontos, a 12,09 centavos de dólar a libra-peso. Quando a moeda americana se desvaloriza ante o real, desincentiva as exportações do Brasil, maior produtor mundial da commodity. Os analistas do mercado, no entanto, acreditam em novas baixas. Até o dia 21, o saldo líquido dos gestores de recursos nos contratos do adoçante estava vendido em 166.723, alta semanal de 22,1%. Em relatório, o Joe Nikruto, da consultoria RJO Futures, disse que a ampla oferta na Índia e fragilidade do real ante o dólar ainda devem pressionar as cotações. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal caiu 2,53%, para R$ 66,96 a saca.

Café: Sopro de esperança: Com o recuo do dólar ante o real e o clima frio nas áreas produtoras de café arábica do Brasil, os preços do grão subiram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para setembro tiveram alta de 270 pontos, a 98,30 centavos de dólar a libra-peso. O movimento se deu em meio à queda da moeda americana frente ao real, que desincentiva as exportações brasileiras. Segundo o analista Rodrigo Costa, os investidores estão alertas à frente fria que chegou ao Brasil e ao rompimento de novos patamares de preços nos gráficos. Em relatório das Archer Consulting, ele disse que a queda da pressão vendedora sobre os contratos de arábica também dá força ao grão, que tem se mantido acima dos 90 centavos de dólar. O indicador do arábica Cepea/Esalq ficou em R$ 400,97 ontem, alta de 2,35%.

Cacau: Demanda aquecida: O ritmo acelerado das entregas de cacau nos portos da Costa do Marfim colaborou para pressionar as cotações da amêndoa na bolsa de Nova York ontem. Os contratos para setembro caíram US$ 6, a US$ 2.456 por tonelada. O governo da Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa, divulgou que de 1° de outubro a 26 de maio, foram entregues 1,97 milhão de toneladas de cacau nos portos do país, 17,7% mais que no mesmo período de 2018, segundo nota da consultoria Barchart. Porém, analistas acreditam que as cotações têm potencial para subir, sustentadas pela maior demanda da Ásia, Europa e América do Norte. No mercado brasileiro, o preço médio em Ilhéus (BA) se manteve ontem em R$ 162 por arroba, conforme a Central Nacional dos Produtores da amêndoa.

Suco de laranja: Sem freios: Após o feriado prolongado do Memorial Day nos EUA, os contratos futuros do suco de laranja voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York. Os contratos do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em setembro subiram 305 pontos, fechando a US$ 1,0720 a libra-peso. De acordo com a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), na semana encerrada no dia 21 de maio, caiu a aposta na queda dos preços da commodity, produzida principalmente nos EUA e no Brasil. O saldo líquido vendido dos gestores de recursos nos contratos do suco caiu 9,7%, para 7.431 no período. No Brasil, o preço da fruta na indústria ficou em R$ 17,78, alta de 0,62% a caixa de 40,8 quilos, segundo o Cepea. (Valor Econômico 29/05/2019)