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Commodities Agrícolas

Açúcar: Doces altas: Na esteira do câmbio, as cotações do açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos futuros para outubro subiram 14 pontos, a 12,64 centavos de dólar a libra-peso. Em relatório diário, a trading Sucden sustentou que as altas do açúcar estão sendo encorajadas por "melhores" perspectivas para a moeda brasileira; pela escalada nos preços do etanol, mesmo com o recuo do petróleo; e pela elevação das temperaturas no norte da Índia, em função de as monções ainda não terem começado. Segundo a trading, 6 de junho é o limite para que o país comece a sentir a influência dos ventos de monções, que tendem a aumentar o volume de chuvas. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal recuou 0,44%, para R$ 63,23 a saca.

Café: Dólar e superávit: Com a queda do dólar ante o real, os preços do café arábica subiram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para setembro avançaram 190 pontos no pregão, a US$ 1,0820 a libra-peso. O movimento se deu com o recuo do dólar ante a moeda brasileira e também diante da redução no superávit mundial do grão. A Organização Internacional do Café (OIC) estimou ontem um excedente de 3,4 milhões de sacas de 60 quilos para o ano cafeeiro internacional 2018/19, que vai de outubro a setembro. Embora tenha consolidado a estimativa de um segundo ano consecutivo de produção maior que a demanda, a OIC reduziu sua projeção de superávit em 200 mil toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou em R$ 427,58 a saca de 60 quilos, valorização de 1,19%.

Milho: Sem rumo certo: Após ficarem sem rumo definido na maior parte do pregão, as cotações do milho fecharam em alta ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para setembro subiram 1 centavo de dólar, a US$ 4,3475 o bushel. O atraso recorde no plantio nos EUA contribuiu para os preços encerrarem o dia no campo positivo. Até o último domingo, segundo relatório do Departamento de Agricultura do país (USDA), 67% da área projetada havia sido semeada, ante média de 96% nas últimas cinco safras. Os preços fecharam no azul mesmo com a ameaça do presidente Donald Trump de impor taxas de 5% sobre importações do México, maior comprador do cereal dos EUA, "provavelmente" a partir de segunda-feira. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 38,10 a saca, valorização de 0,87%.

Trigo: Surpresa ingrata: A melhora nas condições das lavouras de trigo dos EUA pressionou as cotações do cereal ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para setembro caíram 11,25 centavos de dólar, a US$ 5,1475 o bushel. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o produto de maior qualidade, os lotes para setembro recuaram 17,25 centavos de dólar, para US$ 4,8150 o bushel. O movimento refletiu o relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que mostrou que 64% do trigo de inverno está em condições de boas a excelentes no país. Há uma semana, o percentual era de 61%. O avanço no plantio de trigo de primavera, que já chega a 93% da área, também colaborou para pressionar os preços. No Brasil, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná caiu 0,26%, para R$ 870,72 a tonelada. (Valor Econômico 05/06/2019)