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Commodities Agrícolas

Café: Volatilidade na bolsa: Revertendo a alta registrada da última segunda-feira, os preços do café arábica sofreram uma correção no pregão de ontem. Na bolsa de Nova York, os lotes do grão com vencimento em setembro recuaram 165 pontos, a 96,60 centavos de dólar por libra-peso. Na avaliação do Rabobank, a volatilidade deve marcar os preços do café no segundo semestre em razão de dúvidas sobre rendimento, qualidade e possibilidade de geada no Brasil, maior produtor e exportador global. Mas o banco holandês ponderou, em relatório, que o superávit na safra mundial 2018/19 limita uma melhora acentuada dos preços. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café aráfica ficou em R$ 396,80 por saca, recuo de 1,21%. O indicador Cepea/Esalq para o café robusta caiu 1,70%, a R$ 279,70 a saca.

Algodão: Plantio em foco: A falta de surpresas no relatório de acompanhamento de safra dos Estados Unidos do Departamento de Agricultura do país (USDA) pressionou os preços do algodão ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para outubro recuaram 69 pontos, a 66,37 centavos de dólar a libra-peso. Em nota, o analista Keith Brown, da consultoria DTN, de Minnesota, disse que o plantio nos EUA tem bom ritmo, apesar de estar cinco pontos percentuais atrás da média em cinco safras, e ter chegado a 89% da área esperada até 16 de junho. No entanto, o retardo no plantio de algodão na Índia por causa do atraso nas monções pode sustentar os futuros do algodão. Na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 88,37 a arroba, de acordo com a associação local de produtores, a Aiba.

Milho: Realização de lucros: Um movimento de realização de lucros pressionou o milho ontem na bolsa de Chicago. Os contratos futuros com vencimento em setembro caíram 6 centavos de dólar, encerrando a sessão a US$ 4,555 por bushel. No acumulado de junho, os preços subiram mais de 5,85%, impulsionados pelo excesso de chuvas que comprometeu as lavouras dos Estados Unidos. À agência Dow Jones Newswires, o analista Karl Setzer, da consultoria AgriVisor, disse que a falta de notícias "altistas" no último relatório de acompanhamento de safra do USDA, divulgado na segunda-feira, também colaborou para a queda. Segundo ele, a condição das lavouras americanas está melhor do que o esperado. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o cereal ficou ontem em R$ 39,08 a saca, valorização de 1,3%.

Trigo: Competição de grãos: Na esteira do milho, os preços do trigo recuaram ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes do cereal para setembro caíram 7,25 centavos de dólar, a US$ 5,355 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo mês recuaram 10,50 centavos, a US$ 4,7700 por bushel. Ao Valor, o analista Tarso Veloso, da consultoria ARC Mercosul, disse que os preços do trigo estão mais competitivos que os do milho, e quando o segundo cai, a tendência é que o primeiro o acompanhe. No mês, os contratos de segunda posição do trigo em Chicago acumulam alta de 6,47%, segundo o Valor Data, o que também colabora para um ajuste de preços. No mercado interno, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná recuou 0,7%, para R$ 863,19 a tonelada. (Valor Econômico 19/06/2019)