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Commodities Agrícolas

Açúcar: Realização de lucros: Um rápido movimento de liquidação de posições no fim do pregão de sexta-feira derrubou os preços do açúcar na bolsa de Nova York. Os lotes do açúcar demerara para outubro fecharam com recuo de 20 pontos, a 12,48 centavos de dólar a libra-peso. Em uma semana, os papéis acumularam queda de 3,4%. O recuo do dólar ante o real ofereceu um pouco de suporte às cotações, mas não o suficiente para manter a tendência até o fim do pregão. Com a aproximação do fechamento, os traders e fundos preferiram tentar embolsar lucros. As cotações estão perdendo um pouco da pequena força anterior diante de previsões de chuvas para importantes áreas canavieiras na Índia. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo recuou 1,82% para R$ 61,93 a saca de 50 quilos.

Cacau: Problemas na África: As preocupações com a próxima safra de cacau no oeste da África levaram os preços futuros da amêndoa a fecharem em alta na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos da commodity com entrega para setembro terminaram a sessão cotados a US$ 2.502 a tonelada, alta de US$ 56. Segundo o analista do Price Futures Group, Jack Scoville, há receios tanto por causa das chuvas que caem no oeste da África como por causa de uma doença fúngica que tem afetado as lavouras de Gana. Segundo o analista, o problema em Gana pode afetar tanto a safra intermediária como pode chegar à safra principal, colhida no fim do ano. No mercado doméstico, o preço do cacau em Ilhéus (BA) alcançou R$ 159 a arroba na quarta-feira (último dado disponível), alta de R$ 2, de acordo com a Secretaria de Agricultura da Bahia.

Soja: Turbulências à vista: Em uma sexta-feira marcada pela liquidação de posições em vários ativos, os preços da soja recuaram na bolsa de Chicago. Os lotes para agosto caíram 13,25 centavos, a US$ 9,085 o bushel. Os traders tentaram embolsar ganhos após a alta do dia anterior e se posicionaram para uma semana em que o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a área plantada no país, que será divulgado no dia 28, e a retomada das conversas entre Washington e Pequim devem ditar os preços das commodities agrícolas. "Se os consumidores finais entrarem em pânico, pode ter uma disparada", disse Stephen Davis, estrategista sênior da corretora RJO Futures. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a soja no porto de Paranaguá, no Estado do Paraná caiu 1,49%, para R$ 81,53 a saca.

Milho: Posição técnica: Os contratos futuros de milho recuaram na sexta-feira na bolsa de Chicago com vendas técnicas de traders, à espera de novos dados e notícias climáticas que indiquem um rumo para a oferta e demanda. Os papéis para setembro caíram 7,25 centavos, para US$ 4,475 o bushel. Os traders buscaram embolsar ganhos antes da expiração dos papéis para julho. Há a expectativa de que o mercado passe por mais volatilidade nesta semana, com a aproximação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a área plantada no país - que deve ter sido menor nesta safra. O clima seco também preocupa, já que pode afetar a produtividade e fragilizar ainda mais a oferta. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho caiu 0,34%, para R$ 38,58 a saca. (Valor Econômico 24/06/2019)