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Commodities Agrícolas

Café: Sinais de demanda: Os contratos futuros de café arábica registraram forte alta ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a sessão cotados a US$ 1,0300 por libra-peso. Na última semana, a chegada de uma frente fria sobre o cinturão cafeeiro do Brasil, maior produtor e exportador global da commodity, estimulou a cobertura de posições vendidas por parte dos fundos especulativos. Em relatório divulgado ontem, a consultoria Zaner avaliou que a indicação de aumento na demanda mundial pode dar suporte às cotações do café. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou recentemente uma demanda recorde na safra 2019/20. No mercado paulista, o indicador Cepea/Esalq para o arábica ficou ontem em R$ 410,65 por saca, elevação de 2,12% ante a sexta-feira.

Suco de laranja: À espera do furacão: O ajuste de posições dos fundos que investem em commodities para encarar a temporada de furacões nos Estados Unidos impulsionou os preços do suco de laranja na bolsa de Nova York. Os contratos futuros da bebida congelada e concentrada (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em setembro subiram 60 pontos, a US$ 1,0390 por libra-peso. Além da movimentação dos fundos, dados de exportação de suco do Brasil, maior fornecedor mundial, reforçaram o ritmo fraco dos embarques. Segundo a CitrusBR, o volume das vendas caiu 17% entre julho de 2018 e maio de 2019, para 870,3 mil toneladas equivalentes ao produto concentrado e congelado (FCOJ). Em São Paulo, o preço da laranja destinada à indústria ficou ontem em R$ 20,29 por caixa, estável ante a sexta-feira, segundo levantamento do Cepea.

Soja: Tempestades: A expectativa de que a safra americana de soja tenha um desempenho pior do que o esperado neste ciclo 2019/20, que está em fase de plantio, impulsionou as cotações do grão na bolsa de Chicago. Ontem, os lotes com vencimento em agosto subiram 6,25 centavos de dólar, a US$ 9,1475 por bushel. De acordo com análise da consultoria Farm Futures, grandes tempestades se movem pelo rio Mississipi e previsões climáticas apontam para o retorno de grande umidade e temperaturas abaixo da média nas regiões produtoras. Segundo Jack Scoville, do Price Futures Group, o plantio de soja tem sido tão difícil quanto foi o plantio para o milho. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá ficou ontem em R$ 81,50 por saca, leve desvalorização de 0,04%.

Trigo: Vendas aquecidas: A demanda aquecida deu suporte às cotações de trigo, que fecharam no campo positivo ontem na bolsa de Chicago. Os contratos do cereal para setembro subiram 11,75 centavos, para US$ 5,425 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis para setembro avançaram 13 centavos, a US$ 4,775 o bushel. O Departamento de Agricultura dos EUA informou que os embarques na semana até 20 de junho foram de 406,4 mil toneladas, alta de 6,3% ante a semana anterior e 11,5% superior à mesma semana de 2018. "Traders parecem esperar melhores condições para trigo de inverno e de primavera", afirmou a consultoria Bugler Marketing, de Ohio, em relatório diário. No Paraná, o preço médio da tonelada apurado pelo Cepea/Esalq recuou 0,37%, a R$ 863,49. (Valor Econômico 25/06/2019)