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Commodities Agrícolas

Açúcar: Entrega chegando: As cotações do açúcar demerara tombaram ontem na bolsa de Nova York diante da perspectiva de que as tradings entregarão volumes elevados da commodity no dia de expiração do contrato para julho. Os papéis de segunda posição, que vencem em outubro, recuaram 25 pontos, a 12,32 centavos de dólar a libra-peso. Traders disseram a agências que uma entrega alta indicaria oferta ainda excessiva sem uma demanda correspondente. A produção do Brasil, no entanto, segue menor. A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) reportou ontem que foram produzidos 6,7 milhões de toneladas até a metade de junho, quase 800 mil toneladas a menos do que um ano atrás. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal recuou 0,58%, para R$ 61,22 a saca de 50 quilos.

Algodão: Más notícias do Texas: Os preços do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York por receios com a situação das lavouras americanas e diante da possibilidade de sucesso nas negociações entre Estados Unidos e China. Os papéis para outubro subiram 67 pontos, a 66,32 centavos de dólar a libra-peso. Jack Scoville, diretor da Price Futures Group, disse que os traders estão preocupados com as condições das lavouras do Texas, onde 25% da área estava em condições ruins ou muito ruins na semana passada, segundo os últimos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). "As condições do Texas pioraram", disse Scoville, em nota. Além disso, um acordo com a China poderia aumentar as exportações. No mercado doméstico, o preço da arroba na Bahia ficou ontem em R$ 88,37, de acordo com a Aiba.

Soja: Depois da tempestade: O clima seco e mais favorável para o desenvolvimento das lavouras de soja nos Estados Unidos, após um período chuvoso que atrapalhou o plantio, pressionou os contratos futuros do grão ontem na bolsa de Chicago. Os lotes com entrega para agosto fecharam em queda de 9 centavos, a US$ 8,9975 por bushel. O clima favorável coincide com uma mudança gradual do foco dos traders para as condições das lavouras, já que a fase de semeadura está chegando no fim. Os traders seguem esperando os dados de área plantada nos Estados Unidos, que será divulgado amanhã. A avaliação, porém, é que o dado mais acurado será sobre estoques. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a oleaginosa ficou em R$ 82,11 por saca no porto de Paranaguá, no Paraná, queda de 0,06%.

Trigo: Onda de calor: Os contratos futuros de trigo fecharam em alta ontem na bolsa de Chicago, acompanhando os ganhos nas bolsas europeias diante dos riscos climáticos da onda de calor para as safras do cereal no continente. Na bolsa americana, os contratos para setembro fecharam com alta de 6,5 centavos, a US$ 5,465 por bushel. Em Kansas, onde é negociado o produto de maior qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 3,75 centavos, a US$ 4,82 o bushel. Apesar da preocupação com o clima na Europa, o analista Gabriel Omnes, da consultoria Strategie Grains, afirmou que o impacto sobre a safra francesa pode ser limitado porque a colheita no país começa na primeira metade de julho. No Brasil, o preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 861,75 por tonelada, leve alta de 0,02%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 27/06/2019)