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Commodities Agrícolas

Café: Para o alto e avante: Diante da preocupação com o clima no Brasil e do possível déficit na safra 2019/20, as cotações do café arábica fecharam em alta na bolsa de Nova York na sextafeira. Os papéis para setembro fecharam a US$ 1,0945 a libra-peso, alta de 275 pontos. Ao longo da semana passada, a cotação subiu 880 pontos. De acordo com a consultoria Barchart, o clima frio e as chuvas previstas para a próxima semana podem retardar a colheita e a secagem da safra de café arábica do país. Além do clima no Brasil, maior produtor global da commodity, a estimativa de um déficit global de 2,7 milhões de sacas na safra 2019/20, divulgada pela corretora Marex na quinta-feira, deu suporte às cotações do grão. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou em R$ 434,39 a saca de 60 quilos, valorização de 1,33%.

Soja: Pior que o esperado: Uma área menor de soja nos Estados Unidos em 2019/20 e estoques mais baixos que o estimado pelo mercado deram suporte às cotações do grão na sextafeira. Os papéis para agosto subiram 10,75 centavos de dólar, a US$ 9,045 o bushel. As estimativas do USDA indicaram uma área plantada de 32,4 milhões de hectares na safra 2019/20, queda de 10% ante o ciclo anterior. Analistas esperavam uma área plantada de 35,21 milhões de hectares. Além disso, o USDA divulgou que os estoques de soja estavam em 48,7 milhões de toneladas em 1º de junho, abaixo da expectativa de 50 milhões de toneladas. No mercado interno, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 81,80 a saca, alta de 0,26%. No acumulado de junho, o indicador registrou uma desvalorização de 0,94%.

Milho: Área surpresa: Contrariando as expectativas de analistas de mercado, o Departamento de Agricultura dos EUA estimou uma área plantada com milho na safra 2019/20 maior que em 2018/19. Com a notícia, os contratos futuros do cereal para setembro caíram 21 centavos de dólar, a US$ 4,2475 o bushel. "Os mercados ficaram definitivamente surpreendidos pela extensão do alcance da promessa de subsídios do governo americano", afirmou Sal Gilbertie, presidente da Teucrium Trading, à agência Dow Jones Newswires. Para Guilherme Bellotti, analista do Itaú BBA, se esse cenário de fato prevalecer, a disponibilidade do grão nos EUA tende a seguir elevada, apesar dos problemas climáticos. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 38,85 a saca, queda de 0,23%.

Trigo: Peso dos estoques: O estoque maior que o esperado nos EUA fez as cotações do trigo caírem na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos para setembro recuaram 19,5 centavos de dólar, a US$ 5,2725 por bushel. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o produto de maior qualidade, os papéis com mesmo vencimento fecharam em US$ 4,6150 o bushel, queda de 20 centavos de dólar. Segundo o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os estoques do trigo produzido nos EUA estavam em 29,12 milhões de toneladas, queda de 2% na relação anual. A previsão era de 27,72 milhões de toneladas. A área plantada ficou em linha com a projeção de analistas, de 18,45 milhões de hectares. O preço médio no Paraná recuou 0,18%, para R$ 861,81 a tonelada, segundo o Cepea. (Valor Econômico 01/07/2019)