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Açúcar: Pressão do petróleo: A queda do petróleo pressionou as cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Os lotes do demerara para março recuaram 20 pontos, a 13,27 centavos de dólar a libra-peso. A desvalorização do petróleo afeta a competitividade do etanol no Brasil, que está maior até do que na safra passada. Um repasse da queda do petróleo à gasolina reduz a atratividade do etanol e as usinas podem preferir produzir açúcar. Até agora, porém, a produção de açúcar no Centro-Sul está menor nesta safra, e algumas áreas produtoras podem passar por geadas fracas nos próximos dias. Na Índia, as chuvas de monções chegaram às regiões produtoras após atrasos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal teve alta de 0,34%, para R$ 61,29.

Algodão: EUA no foco: Os preços do algodão subiram na bolsa de Nova York ontem ante receios de traders com a situação das lavouras nos Estados Unidos. Os papéis para outubro subiram 60 pontos, a 66,57 centavos de dólar a libra-peso. Em nota, a consultoria Brugler Marketing disse que o impulso veio de dados do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que indicaram que o desenvolvimento das lavouras no país está atrasado em relação há um ano. Até domingo, havia atrasos na formação e abertura das maçãs do algodão. Conforme Jack Scoville, diretor da consultoria Price Futures, o preço também é sustentado pela área menor que o esperado no país e pelo otimismo com a trégua com a China. No Brasil, o indicador de algodão Cepea/Esalq ficou em R$ 2,7165, queda de 0,32%.

Milho: Não está favorável: Os futuros do milho subiram ontem na bolsa de Chicago diante da pior situação das plantações americanas para a próxima colheita. Os contratos para entrega em setembro fecharam com elevação de 3,5 centavos, a US$ 4,19 o bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na segunda-feira, que 56% da área plantada no país estava em condições boas a excelentes, ante 76% há um ano, em razão das chuvas torrenciais no plantio. A umidade ainda atrasou a germinação. Até domingo, 94% da área havia germinado, enquanto um ano atrás toda a área plantada havia passado dessa fase. O cálculo da área plantada nos EUA deve ser revisado no mês que vem pelo USDA. No Brasil, o indicador da Esalq/BM&FBovespa para o milho caiu 0,86%, a R$ 37,95.

Trigo: Guerra Fria: As cotações do trigo fecharam no vermelho ontem na bolsa de Chicago diante de mais um leilão de compras do Egito sem aquisições do produto americano. Os contratos com entrega em setembro recuaram 8,5 centavos, a US$ 5,0325 o bushel. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o produto de maior qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 11,5 centavos, a US$ 4,3250 o bushel. Ontem, a agência estatal egípcia de aquisição de grãos acertou a compra de 60 mil toneladas de trigo da Romênia em leilão internacional a US$ 210,46 a tonelada, o menor valor pago pelo país neste ano. O resultado, segundo traders, indica que os preços dos EUA estão altos ante aos da Europa Oriental e a Rússia. No Brasil, o valor da tonelada em R$ 873,59, alta de 0,67%, informou o Cepea/Esalq. (Valor Econômico 03/07/2019)