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Commodities Agrícolas

Açúcar: Temperatura morna: As cotações do açúcar branco recuaram de ontem na bolsa de Londres, em um dia de baixa liquidez por causa do feriado da Independência dos Estados Unidos. Os contratos da commodity com entrega para outubro fecharam com recuo de US$ 1,5, cotados a US$ 326,7 a tonelada. A queda devolve parte dos ganhos acumulados nas últimas duas sessões, quando os mesmos papéis acumularam alta de US$ 5. Na quarta-feira, as indústrias da Índia estimaram que a produção da safra 2019/20 deve cair quase 5 milhões de toneladas ante o ciclo atual, para 28,2 milhões de toneladas. Porém, os estoques para o início da safra serão recordes, e o setor pede mais subsídios para exportar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,34%, para R$ 60,76 a saca de 50 quilos.

Café: Frio brasileiro: As cotações do café robusta subiram ontem na bolsa de Londres, em um dia de baixa liquidez, dado que a bolsa de Nova York estava fechada por causa do feriado de Independência dos Estados Unidos. Os contratos para setembro fecharam US$ 19, cotados a US$ 1.474 por tonelada. Os papéis do robusta vem subindo na bolsa inglesa desde sexta-feira. As cotações estão ganhando impulso diante das preocupações com o clima frio no Brasil, que poderá causar geadas nas regiões produtoras de café, inclusive em áreas mais altas do Espírito Santo, maior produtor de conilon do país. Há sustentação também dos dados de baixos estoques no Vietnã, ainda antes do fim da safra. No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para o de café arábica ficou em R$ 451,45 a saca, queda de 0,32%.

Cacau: Incertezas no mercado: Os futuros do cacau subiram ontem na bolsa de Londres em meio a incertezas sobre a nova política de preços no oeste da África. Os papéis para setembro subiram 39 libras, a 1.848 libras a tonelada. Segundo Thomas Hartmann, diretor da TH Consultoria, circularam notícias desencontradas sobre como será o mecanismo de compensação de queda de preços apresentada pelos governos de Costa do Marfim e Gana. Os dois países disseram que haveria uma renda de até US$ 400 por tonelada em caso de queda abaixo de US$ 2.600, mas alguns traders comentaram que a compensação poderia ser adicionada ao preço mínimo. Com os rumores, muitos traders suspenderam as negociações. Em Ilhéus, a arroba de cacau seguiu a R$ 155,20, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suíno: Alta em SP: Os preços dos suínos vivos tiveram comportamentos distintos ontem nos diferentes Estados produtores, após subirem em todas as regiões ao longo de junho. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esal para o suíno vivo subiu 0,18%, para R$ 5,44 o quilo. Já em Santa Catarina, maior produtor do animal, o quilo teve queda de 0,22%, acumulando recuo de 0,66% no mês. Segundo o Cepea, as cotações médias do suíno vivo subiram mais de 10% de maio a junho nestes Estados e em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A alta refletiu a maior demanda de frigoríficos, que estão aumentando suas exportações diante dos problemas provocados pela peste suína africana nos planteis da China. Maior consumidor de carne suína, o país já teve mais de 120 focos da doença em todas as suas províncias. (Valor Econômico 05/07/2019)