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Commodities Agrícolas

Cacau: Realização de lucros: Pressionados por um movimento de realização de lucros e pelo ritmo mais intenso de entregas de cacau nos portos da Costa do Marfim, os preços do cacau caíram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos futuros com vencimento em setembro recuaram US$ 83, negociados a US$ 2.420 a tonelada. De acordo com a consultoria Zaner, os preços sofreram com a pressão oriunda da liquidação de contratos dos fundos especuladores. Além disso, as entregas nos portos da Costa do Marfim, maior produtor global da commodity, contribuíram para a queda dos preços. No acumulado da safra até julho, foram entregues 2,1 milhões de toneladas, avanço de 14,4%, segundo a consultoria Barchart. Na Bahia, o preço em Ilhéus (BA) ficou em R$ 153 por arroba, alta de 2%, segundo a Secretaria de Agricultura do Estado.

Café: Recuperação: Os preços do café arábica recuperaram ontem parte das perdas acumuladas na semana passada. Na bolsa de Nova York, os contratos futuros da commodity com vencimento em setembro subiram 360 pontos, fechando o pregão cotados a US$ 1,1025 por libra-peso. Na última semana, as cotações do café caíram 4%. Apesar da alta de ontem, a tendência para o preço do grão ainda é "baixista", de acordo com o analista da consultoria INTL FCStone, Fernando Maximiliano. Os preços são influenciados pela ampla oferta de café no Brasil, maior produtor global, e no mundo. No curto prazo, porém, a ocorrência de geadas em polos de produção de café no Brasil pode elevar as cotações, conforme o analista. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o grão ficou ontem em R$ 430,26 a saca de 50 quilos, valorização de 2%.

Soja: Devolvendo os ganhos: Em correção de preços, as cotações da soja recuaram ontem na bolsa de Chicago. Os contratos da oleaginosa para agosto caíram 11,5 centavos, para US$ 9,0175 o bushel. De acordo com o Valor Data, os papéis de segunda posição do grão (que geralmente têm maior liquidez) acumularam alta de 4,25% na última semana. Os preços vinham subindo na semana passada com o corte do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) nas estimativas de produção e estoques americanos da safra 2019/20, e com o clima seco e quente nos EUA. Segundo relatório da consultoria ARC Mercosul, a previsão é de tempo mais seco para os próximos dez dias no cinturão agrícola americano. No porto de Paranaguá (PR), o indicador Esalq/BM&Bovespa ficou em R$ 79,06 por saca, recuo de 0,44%.

Milho: Correção técnica: Um movimento de correção derrubou os preços do milho na bolsa de Chicago no pregão de ontem. Os contratos com vencimento em dezembro recuaram 12,25 centavos de dólar, encerrando o dia a US$ 4,47 por bushel. No Twitter, o diretor da trading americana Central States Commodities, Jason Britt, disse que "correções são boas e saudáveis", embora confundam os investidores menos atentos. De acordo com ele, apesar da queda dos preços no pregão de ontem, basta dar uma volta pelas lavouras dos EUA para se certificar que a tendência para os preços do milho continua a ser de alta. O plantio do grão no país atrasou em razão do excesso de chuvas, o que deve afetar o rendimento da safra. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou estável ontem, a R$ 37,20 por saca. (Valor Econômico 16/07/2019)