Macroeconomia e mercado

Notícias

Commodities Agrícolas

Café: Avanço da colheita: Em meio ao avanço da colheita de café no Brasil, maior produtor e exportador mundial, as cotações da commodity caíram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos futuros de café arábica com vencimento em setembro fecharam o pregão cotados a US$ 1,0555 por libra-peso, desvalorização de 470 pontos. Ontem, a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) informou que a colheita de café de seus cooperados atingiu 66,4% da área total. No mesmo período do ano passado, 46% da área havia sido colhida, segundo a cooperativa. A Cooxupé estima uma colheita de 7,6 milhões de sacas de café na atual safra (2019/20). No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica em São Paulo ficou ontem em R$ 415,95 por saca, o que representa uma desvalorização de 3,3%.

Algodão: Melhora nos EUA: Em resposta aos novos dados que indicaram melhora nas condições das lavouras de algodão nos Estados Unidos, os preços futuros da pluma recuaram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro caíram 89 pontos, a 63,06 centavos por libra-peso. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgados na segunda-feira à noite, até o dia 14 de julho 56% das lavouras de algodão da safra 2019/20 do país estava em boas ou excelentes condições, aumento de 2 pontos percentuais em uma semana. Já a área em situação ruim ou muito ruim representava 15% do total, queda de 4 pontos percentuais na semana. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias recuou 0,8% para R$ 2,6557 por libra-peso.

Soja: Do contra: Ao contrariar a expectativa dos traders e apontar melhora nas condições das lavouras de soja nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) abriu caminho para a queda dos contratos de soja negociados na bolsa de Chicago. Ontem, os lotes da oleaginosa com entrega para setembro recuaram 14 centavos, a US$ 8,9375 por bushel. O total de lavouras de soja em bom estado passou de 53% para 54% até o último domingo, enquanto traders apostavam em algo entre 51% e 52%. Apesar da melhora, alguns investidores apostam que esse cenário é temporário. Além disso, as condições das lavouras podem ter piorado com a chegada do furacão Barry, o que pode não ter sido registrado no relatório. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 78,74 a saca, desvalorização de 0,4%.

Milho: Tempo favorável: A leve melhora da situação das lavouras de milho dos Estados Unidos e as previsões de tempo favorável à cultura no país pressionaram as cotações do cereal ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para dezembro caíram 5,75 centavos, a US$ 4,4125 o bushel. Na semana até dia 14, 58% dos campos estavam em boas ou excelentes condições, informou o Departamento de Agricultura do país (USDA) na segunda-feira à noite. Houve alta de 1 ponto percentual em uma semana e ficou melhor do que o esperado por traders. Para o fim de julho e início de agosto, há previsões de clima mais frio e chuvas regulares nos EUA, o que é benéfico para as lavouras, segundo a consultoria ARC Mercosul. No Brasil, indicador Esalq/BM&FBovespa teve leve queda de 0,03%, para R$ 37,20 a saca. (Valor Econômico 17/07/2019)