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Commodities Agrícolas

Cacau: Otimismo com demanda: Em meio à expectativa de aumento na moagem da Ásia, os preços do cacau subiram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para dezembro subiram US$ 15, cotados a US$ 2.473 a tonelada. A consultoria Barchart afirmou em relatório diário que o mercado aguarda para hoje a divulgação dos dados de moagem do segundo trimestre deste ano da Ásia, e especula-se que terá um salto de 13,8% ante igual período de 2018, para 211 mil toneladas, o que seria um recorde. Após o pregão, foram divulgados os dados de moagem na América do Norte de abril a junho que, em relação ao ano passado, tiveram incremento de 3,71%, para 123,731 mil toneladas. Em Ilhéus, o preço médio do cacau subiu 0,7%, para R$ 152,40 por arroba, informou a Central Nacional de Produtores.

Algodão: Os EUA sem a China: O clima favorável à produção de algodão nos Estados Unidos e o acirramento das disputas com a China voltaram a pressionar a pluma ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro fecharam a 61,71 centavos por libra-peso, queda de 78 pontos. Ao Valor, o analista Élcio Bento, da consultoria Safras&Mercado, disse que as condições das lavouras americanas melhoraram na última semana e que o país está mais perto de alcançar a produção de 4,79 milhões de toneladas de algodão, conforme projetou o USDA. "O problema é que não há demanda fora dos EUA sem a China", disse. Ele estimou que o preço para dezembro encontrará suporte em 60 centavos de dólar a libra-peso. Na Bahia, o preço ao produtor ficou em R$ 83,28 a arroba, segundo a associação local Aiba.

Milho: 'Chove em Chicago': O retorno das chuvas ao cinturão produtor nos Estados Unidos derrubou as cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para dezembro caíram 11,75 centavos de dólar, a US$ 4,2975 o bushel. À Dow Jones Newswires, o trader John Payne, da Daniels Trading, disse que foi afastado, por ora, o temor de que altas temperaturas nos Estados Unidos pudessem prejudicar as lavouras. "Chove em Chicago", disse ele, em tom de brincadeira, próximo do fim do pregão. "Sinal de que os fundos vão aumentar sua posição vendida [aposta de queda] para os grãos". O mapa do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA mostra que, nos próximos 14 dias, as chuvas voltarão ao cinturão agrícola. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho recuou 0,91%, para R$ 36,98 a saca.

Trigo: Pressão de todo lado: A demanda enfraquecida pelo trigo dos EUA, o avanço da colheita no país e a queda nos preços dos demais grãos pesaram sobre os futuros do cereal ontem. Na bolsa de Chicago, os contratos para dezembro caíram 12 centavos de dólar, a US$ 5,0525 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o produto de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento caíram 9 centavos de dólar, a US$ 4,5325 o bushel. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os exportadores do país negociaram 347,3 mil toneladas de trigo de 5 a 11 de julho. Apesar da alta de 22% em relação à semana móvel anterior, o volume ficou dentro da expectativa dos traders. No mercado interno, o preço do trigo no Paraná apurado pelo o Cepea/Esalq caiu 0,27%, para R$ 872,10 a tonelada. (Valor Econômico 19/07/2019)