Macroeconomia e mercado

Notícias

Commodities Agrícolas

Café: Avanço da colheita: O clima favorável à colheita de café no Brasil e a oferta confortável no mercado mundial pressionaram as cotações da commodity na bolsa de Nova York. Os contratos futuros de café arábica com vencimento em dezembro recuaram ontem 220 pontos, fechando o pregão cotados a US$ 1,0895 por libra-peso. Em relatório, a consultoria paulista Pharos avaliou que o tempo mais seco nessa época do ano colabora para o avanço da colheita no Brasil, que já supera 70% da área planejada. Conforme a consultoria, o clima tem se mantido mais firme, com chuvas esparsas e de pouca intensidade nas áreas produtoras. O Brasil é o maior produtor e exportador global de café. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou ontem em R$ 415,99 por saca, o que representa uma queda de 2,07% ante sexta-feira.

Soja: Dia de correção: Corrigindo parte dos ganhos da sexta-feira e pressionados pelo clima úmido nos EUA, os preços da soja caíram ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para setembro recuaram 13,25 centavos de dólar, a US$ 8,94 por bushel. No pregão anterior, os mesmos papéis haviam subido 20,25 centavos, em meio à especulação de que ocorreriam novas compras pelos chineses. Ontem, os rumores continuaram, mas não sustentaram os preços da soja diante da previsão de clima mais ameno para o cinturão agrícola. De acordo com a Bloomberg, autoridades da China conversam com estatais e empresas privadas para ampliar, de fato, as compras. Mas, por enquanto, nenhum negócio foi confirmado. No Paraná, o indicador Cepea/Esalq ficou estável ontem, a R$ 73,50 a saca de 60 quilos.

Milho: Efeito clima: O clima mais favorável para as lavouras de milho dos Estados Unidos pesou sobre as cotações do cereal no pregão de segunda-feira. Na bolsa de Chicago, os contratos futuros com vencimento em dezembro fecharam a US$ 4,2675 por bushel, queda de 9 centavos de dólar. Durante o fim de semana, as chuvas ocorridas na porção norte dos EUA foram bastante positivas para as lavouras do país, segundo a consultoria ARC Mercosul. Após o fechamento do pregão, novos dados do Departamento de Agricultura dos EUA vieram na contramão, mostrando que a condição das lavouras de milho piorou. Até 21 de julho, 57% das lavouras estavam em bom ou ótimo estado, ante 58% uma semana antes. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 36,74 por saca, retração de 0,38%.

Trigo: Vai com as outras: Acompanhando a soja e o milho, as cotações do trigo caíram ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para dezembro recuaram 14,5 centavos de dólar, a US$ 4,99 por bushel. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o cereal de maior qualidade, os papéis de mesmo mês caíram 11,25 centavos, para US$ 4,4850 o bushel. Em relatório diário, a consultoria Farm Futures afirmou que os preços estão sem direção clara e "tentando se firmar". O avanço da colheita do trigo de inverno e as boas condições das lavouras americanas de primavera pressionam as cotações, além da demanda enfraquecida pelo cereal americano. No mercado brasileiro, o preço médio Cepea/Esalq do trigo no Rio Grande do Sul ficou em R$ 809,64 por tonelada, valorização de 0,72%. (Valor Econômico 23/07/2019)