Macroeconomia e mercado

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Alta forçada: Os preços do açúcar demerara subiram ontem na bolsa de Nova York com apoio dos dados da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica). Os contratos para março fecharam o pregão a 13,03 centavos de dólar a libra-peso, alta de 7 pontos. Segundo disse, em relatório, Thomas Kujawa, analista da trading Sucden Financial, o mercado aproveita o recente movimento de recuo de posições vendidas dos fundos e compra de contratos para sustentar novas altas. Nesse sentido, ele afirmou que os dados da Unica ajudaram, dando suporte. Na primeira quinzena de julho, as usinas do Centro-Sul do Brasil produziram 1,94 milhão de toneladas de açúcar, 19,08% menos que no mesmo período do ano anterior. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal teve queda de 1%, para R$ 57,98 por saca.

Café: Bules cheios: Os preços do café voltaram a cair na bolsa de Nova York, pressionados pela perspectiva de ampla oferta mundial. Ontem, os lotes para dezembro caíram 145 pontos, a US$ 1,047 por libra-peso. Em relatório, a consultoria Marex Spectron avaliou que, após o Brasil exportar um recorde de 41,1 milhões de sacas no ciclo 2018/19, o país iniciou 2019/20 em ritmo acelerado. A consultoria estima que as exportações de julho serão de 3,3 milhões de sacas. Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) indicavam que o Brasil havia embarcado 1,4 milhão de sacas no mês até ontem. Para a consultoria, o fato da queda do dólar ter perdido força dá suporte à tese de um novo recorde nas vendas externas. No Brasil, o indicador Cepea/Esaq para o arábica ficou estável, a R$ 408,96 a saca.

Soja: Relações calorosas: A volta do padrão de clima mais seco ao Meio-Oeste americano e os sinais de retomada nas conversas entre EUA e China - com a aprovação de novas compras de soja americana pelo gigante asiático - deram suporte para a alta nos preços da soja ontem na bolsa de Chicago. Os lotes do grão para setembro subiram 4,75 centavos de dólar, a US$ 8,9625 o bushel. À Dow Jones, a consultoria Allendale disse que a previsão de tempo mais seco para o cinturão dos EUA "domina a mente dos operadores". Além disso, supreendeu o mercado o sinal de boa vontade dos chineses, que autorizaram cinco empresas a comprarem até 3 milhões de toneladas de soja dos EUA sem tarifas de retaliatórias, segundo a Bloomberg. O indicador Cepea/Esalq no Paraná ficou em R$ 78,39 a saca, alta de 0,27%.

Trigo: Corte na Rússia: Com uma nova redução nas estimativas para a produção de trigo na Rússia, os preços do cereal subiram ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para dezembro subiram 8,5 centavos de dólar, a US$ 5,0675 por bushel. Em Kansas, onde é negociado o cereal de melhor qualidade, a alta foi de 6,5 centavos para os papéis de dezembro, a US$ 4,5575 o bushel. No Twitter, o diretor da consultoria russa SovEcon, Andrey Sizov, disse que a produção no país deve ser de 73,7 milhões de toneladas na safra 2019/20, ante 76,6 milhões de toneladas projetadas no início do mês. A produtividade do trigo de inverno na Rússia deve cair em razão do clima seco observado há meses. No Brasil, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná subiu 1%, para R$ 880,38 a tonelada. (Valor Econômico 25/07/2019)