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Commodities Agrícolas

Cacau: Chove chuva: O retorno das chuvas ao oeste da África pressionou os preços do cacau ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro caíram US$ 24, negociados a US$ 2.488 a tonelada. De acordo com o analista Jack Scoville, da consultoria Price Futures, as cotações da amêndoa podem embarcar numa tendência de baixa se o clima no oeste da África voltar a favorecer a produção. "Nas últimas duas semanas, o clima estava mais seco do que o normal na Costa do Marfim, mas as chuvas estão retornando e podem dar um respiro para as árvores", avaliou o analista. Na quarta-feira, foi reportada uma venda de 150 mil toneladas de cacau da safra 2019/20 do país, segundo a consultoria Barchart. Em Ilhéus (BA), o preço médio recuou 0,6%, a R$ 153,40 por arroba, conforme a Central Nacional dos Produtores.

Algodão: Correção de rota: Devolvendo parte dos ganhos das duas últimas sessões, as cotações do algodão recuaram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro caíram 13 pontos, a 64,19 centavos de dólar por libra-peso. O analista Keith Brown, da consultoria DTN, disse que os preços passam por uma correção. Segundo ele, os fundamentos são baixistas e nem mesmo o bom desempenho das vendas externas dos EUA foi capaz de "mover a agulha das cotações para cima". Conforme o USDA, o saldo líquido entre vendas e cancelamentos de compras de algodão ficou positivo em 80,77 mil toneladas na semana móvel encerrada em 18 de julho, alta de 36% ante a semana passada. No mercado baiano, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 83,28 a arroba, segundo a associação de produtores de algodão local, a Aiba.

Soja: Cancelamentos: Os dados negativos de exportações dos EUA pesaram sobre as cotações da soja na bolsa de Chicago. Ontem, os lotes da oleaginosa com entrega para setembro fecharam o dia a US$ 8,8775 por bushel queda de 8,5 centavos. Na semana móvel encerrada em 18 de julho, os cancelamentos de contratos de soja da safra 2018/19 superaram as vendas em 78,2 mil toneladas, informou ontem o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). As exportações americanas para a China somaram 6,51 milhões de toneladas de soja em junho, recuo de 25,1% ante igual mês de 2018. No ano, o país asiático importou 38,27 milhões de toneladas do produto americano. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá ficou em R$ 78,26 por saca, queda de 0,17% ante a quarta-feira.

Milho: Vendas em baixa: Os preços do milho recuaram ontem na bolsa de Chicago, pressionados pelo ritmo fraco das vendas americanas. Os contratos do cereal com vencimento em dezembro caíram 3,25 centavos de dólar, a US$ 4,275 o bushel. Na semana móvel encerrada em 18 de julho, o saldo líquido entre os contratos fechados e os cancelados para exportação de milho ficou em 121,2 mil toneladas, queda de 39% na comparação com a semana anterior, conforme o Departamento de Agricultura dos EUA. O resultado ficou aquém do mínimo esperado por analistas do mercado, que era de vendas entre 250 mil toneladas e cerca de 700 mil toneladas, apontou a consultoria Allendale, em comunicado. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 36,38 a saca, retração de 0,68%. No acumulado do mês, houve queda de 6%. (Valor Econômico 27/06/2019)