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Cacau: Volta por cima?: Diante de um movimento técnico e com os investidores mais cautelosos, o preço do cacau caiu pela quarta-vez seguida na última sexta-feira. Na bolsa de Nova York, os lotes com vencimento em dezembro recuaram US$ 43, a US$ 2.445 a tonelada. Em relatório, a consultoria Zaner Group, avaliou que as cotações passaram por um ajuste, após as altas da semana retrasada. Apesar da maré de baixa, um grupo de analistas ouvido pela agência Reuters acredita que os preços da amêndoa irão subir 2% até o fim do ano, partindo do patamar atual. O que sustenta a projeção deles é a perspectiva de um déficit global na safra 2019/20, estimado em 80 mil toneladas. Em Ilhéus, na Bahia, o preço médio do cacau ficou estável na sexta-feira, a R$ 153,40 por arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores.

Suco de laranja: Peso da oferta: As indicações de maior oferta de laranja pressionaram as cotações do suco na bolsa de Nova York. Na sexta-feira, os contratos futuros da bebida congelada e concentrada (FCOJ, na sigla em inglês) caíram 170 pontos, fechando o pregão a US$ 1,0520 por libra-peso. Na quintafeira, o Departamento de Agricultura dos EUA estimou que a produção global de laranja deve alcançar 54,3 milhões de toneladas na safra 2018/19, aumento de 13% ante a temporada anterior. Conforme o órgão, esse é o nível mais alto em oito anos, resultado do clima favorável para a produção tanto no Brasil, maior produtor global da fruta, quanto nos EUA. Em São Paulo, o preço médio da laranja destinada à indústria ficou estável na sexta-feira, a R$ 19,91 a caixa de 40,8 quilos, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea.

Algodão: Boa vontade: A permissão dada pelo governo chinês para a compra de algodão dos Estados Unidos ajudou a elevar as cotações da pluma na última sexta-feira. Na bolsa de Nova York, os contratos futuros com vencimento em dezembro subiram 35 pontos, negociados a 64,54 centavos de dólar a libra-peso. Os preços da pluma reagiram à autorização de Pequim para que empresas do país asiático comprem algodão dos Estados Unidos sem pagar a sobretaxa de importações, informou a agência Bloomberg. A decisão da China é uma demonstração de boa vontade com os americanos nas negociações por um acordo comercial entre as duas potências. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o algodão ficou em R$ 2,5128 por libra-peso, valorização de 0,3%. No acumulado de julho, houve desvalorização de 7,46%.

Milho: Secos e molhados: Em meio à incerteza do clima nos EUA, os contratos futuros de milho recuaram na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os lotes do cereal com vencimento em dezembro caíram 3 centavos de dólar, a US$ 4,2450 por bushel. Em relatório, a consultoria ARC Mercosul avaliou que os preços da commodity recuaram com a atualização do modelo europeu de previsão climática, que adicionou condições um pouco mais úmidas para o centro e o leste do cinturão agrícola dos Estados Unidos, o que é positivo para as lavouras. Por outro lado, a consultoria Allendale ponderou que nas próximas semanas os Estados de Illinois, Indiana e Iowa podem voltar a sofrer com o calor excessivo. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o cereal ficou na sexta-feira em R$ 36,36 a saca de 60 quilos, leve queda de 0,05%. (Valor Econômico 29/07/2019)