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Commodities Agrícolas

Café: Reação temporária: Depois de caírem 7% ao longo da última semana, os contratos futuros de café arábica reagiram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes com vencimento em dezembro encerraram o pregão cotados a US$ 1,0475 por libra-peso, valorização de 135 pontos. A reação de ontem, no entanto, não altera o cenário baixista para a commodity. De um lado, o dólar se valoriza ante o real, o que favorece as exportações brasileiras. Enquanto, de outro, o clima continua benéfico à colheita no Brasil, maior produtor e exportador de café. Na avaliação do analista Rodrigo Costa, da trading Comexim USA, o clima favorável afasta o receio dos operadores de voltar a vender os contratos. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq ficou ontem em R$ 409,25 a saca, valorização de 0,8%. No mês, porém, acumula baixa de 5,8%.

Algodão: Alta passageira: O amplo estoque de algodão no mundo pressionou as cotações da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os contratos da commodity para dezembro recuaram 33 pontos, a 64,21 centavos de dólar por libra-peso. Em meios aos estoques mais elevados, os investidores vêm ajustando as posições. Na semana encerrada em 23 de julho, os fundos especuladores elevaram em 2,17% sua posição líquida vendida para a commodity, de acordo com a CFTC. Na Índia, grande produtora de algodão, a área plantada neste ano deve aumentar 6,8%, de 10,2 milhões para 10,9 milhões de hectares. Nos EUA, grande exportador, a queda dos preços vista na sexta-feira foi passageira, avalia a consultoria Zaner Group. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o algodão ficou ontem em R$ 2,5184 a libra-peso, o que representa uma alta de 0,22%.

Soja: Tensão prévia: Os preços da soja subiram ontem na bolsa de Chicago, refletindo a aversão ao risco dos investidores em meio à retomada das conversas entre EUA e China. Os lotes do grão para setembro subiram 2,75 centavos de dólar, para US$ 8,9150 por bushel. Em relatório, a consultoria ARC Mercosul avaliou que, no pregão, houve um movimento de liquidação de contratos vendidos. O motivo é o início de uma nova rodada de conversas entre Washington e Pequim, prevista para começar hoje em Xangai. Os embarques americanos de soja, que superaram as expectativas do mercado, chegando a 1,03 milhão de toneladas na semana encerrada em 25 de julho, também deram suporte aos preços. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja subiu 0,8%, a R$ 78,79 por saca.

Trigo: Caindo a ficha: O panorama de redução na oferta mundial de trigo na safra 2019/20 voltou a dar impulso às cotações do cereal ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro subiram 4,2 centavos de dólar, a US$ 5,085 o bushel. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o produto de maior qualidade, os lotes com o mesmo vencimento subiram 3,75 centavos de dólar, a US$ 4,54 o bushel. À Dow Jones Newswires, o analista Don Roose, da consultoria US Commodities, afirmou que "o mercado tem cada vez mais confirmações de que a oferta global de trigo está caindo". Na última semana, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu projeção para a produção mundial, para 763 milhões de toneladas em 2019/20. No Paraná, o preço médio do cereal ficou ontem em R$ 879,69 a tonelada, queda de 0,1%. (Valor Econômico 30/07/2019)