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Commodities Agrícolas

Açúcar: Mais álcool: A alta do petróleo e a maior produção e consumo de etanol no Brasil deram suporte aos preços do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Os lotes do demerara para março subiram 7 pontos, a 13,12 centavos de dólar a libra-peso. O movimento se deu na esteira do petróleo, que ajuda a sustentar as cotações do adoçante, porque o etanol (feito de cana no Brasil) concorre com a gasolina. Assim, quando os preços do fóssil sobem, a tendência é a produção de etanol ser priorizada. Colabora ainda o fato de os preços do etanol estarem atrativos. "A paridade do etanol chegou a 14,24 centavos de dólar a libra-peso essa semana", disse a consultoria inglesa Marex Spectron em relatório. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal caiu 0,83%, para R$ 58,32 a saca.

Algodão: De vento em popa: A melhora nas condições das lavouras americanas de algodão da safra 2019/20 e o acirramento das disputas entre EUA e China pressionaram as cotações da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro caíram 85 pontos, a 63,36 centavos de dólar a libra-peso. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), até 28 de julho 61% das lavouras apresentava boas ou excelentes condições, ante 60% uma semana antes. Em nota, o analista Keith Brown, da consultoria DTN, chamou a atenção para o fato de que as lavouras este ano estão em melhores condições do que no passado, quando as áreas em situação boa ou excelente eram apenas 43%. Na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 84,98 a arroba, segundo a associação de agricultores e irrigantes local, a Aiba.

Soja: Disputa sem fim: Em meio a declarações controversas do presidente americano Donald Trump sobre as negociações com a China, que estão em curso em Xangai, os preços da soja caíram de forma expressiva ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para setembro recuaram 7,25 centavos de dólar, a US$ 8,8425 o bushel. Em nota, o analista Alan Brugler, da consultoria Brugler Marketing & Management, reforçou que os preços caíram com as tensões comerciais evidentes entre EUA e China. "O presidente americano criticou a China por não ter se comprometido com a compra de produtos agrícolas americanos e ameaçou o país dizendo que um acordo pode ficar somente para depois das eleições de 2020", afirmou. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 77,94 a saca, desvalorização de 1,08%.

Trigo: Vai e vem: Os preços do trigo recuaram ontem nas bolsas americanas, apesar da piora nas condições das lavouras do cereal de primavera. Em Chicago, os papéis para dezembro caíram 5,5 centavos de dólar, a US$ 5,03 o bushel. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, a queda foi de 3 centavos, a US$ 4,51 por bushel. O movimento corrigiu parte dos ganhos da semana anterior, amparados no panorama de redução na oferta mundial. Em nota, o analista Michael Seery, da consultoria Seery Futures ,recomendou cautela com os futuros do trigo. De acordo com ele, é preferível "ficar vendido", porque a relação entre risco e retorno para a cereal diminuiu. No mercado brasileiro, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná teve queda de 1,23%, para R$ 868,84 a tonelada. (Valor Econômico 31/07/2019)