Setor sucroenergético

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Vignis, especializada em cana-energia, entra em recuperação judicial

Problemas na administração e cancelamentos de contratos impediram a realização de novos investimentos. Administradora judicial tem 60 dias para apresentar plano de recuperação.

O Grupo Vignis, referência em biotecnologia voltada ao setor da cana-de-açúcar desde 2010, entrou com um pedido de recuperação judicial no dia 4 de junho e recebeu seu deferimento na última semana.

O grupo tinha grandes expectativas de produção para a safra atual, mas dificuldades na administração do projeto e o cancelamento de contratos com grandes empresas sucroenergéticas impediram a realização de novos investimentos, criando a necessidade de uma recuperação judicial.

Com o pedido, o grupo quer encontrar novas perspectivas e reformular seu modelo de gestão de negócios a fim de obter lucros para a manutenção das atividades.

A Vignis tem 60 dias a partir da data da sentença para apresentar o plano de recuperação para deliberação dos credores. (Nova Cana matéria aberta 21/06/2018)

 

Retomada do consumo de etanol patina

Vinte dias após o fim da greve dos caminhoneiros, que paralisou o mercado de combustíveis do país na segunda metade de maio, impedindo as vendas de cerca de 300 milhões de litros de etanol hidratado, o consumo do biocombustível segue aquém do esperado por analistas e participantes desse mercado.

A lentidão dessa retomada é ainda mais frustrante para os produtores de etanol porque o biocombustível está consideravelmente mais competitivo que a gasolina nas bombas dos principais polos consumidores pelo menos desde o fim de abril. O etanol torna-se mais vantajoso para a média da frota brasileira de veículos flex quando é vendido nos postos por um valor abaixo de 70% do preço da gasolina.

Antes da paralisação dos caminhoneiros, quando o consumo de etanol vinha registrando níveis bem maiores do que em 2017, a consultoria INTL FCStone estimava que o volume das vendas do produto em maio seria de 1,36 bilhão de litros e, em junho, de 1,4 bilhão de litros. Agora, João Paulo Botelho, analista da consultoria, avalia que, embora os volumes sigam acima do ano passado, a projeção para maio certamente não foi alcançada, enquanto a tendência é que os motoristas não consumam todo o volume previsto para este mês.

Um trader, que prefere não se identificar, esperava antes que as vendas de etanol hidratado fossem alcançar ao menos 1,5 bilhão de litros neste mês, mas agora acha que "dificilmente" esse volume será alcançado. Para maio, ele esperava vendas de 1,6 bilhão de litros, mas acredita que o número ficou em 1,3 bilhão de litros.

Apesar do arrefecimento, essas vendas, se confirmadas, ainda serão maiores do que em 2017. A base de comparação porém, é fraca, já que houve mudanças na tributação dos combustíveis em julho do ano passado que favoreceram a competitividade do etanol.

O dado das vendas de maio será divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no fim de junho.

Uma das explicações para a dificuldade de retomar e acelerar a venda de etanol é a mudança do comportamento do consumidor, segundo um trader. Ele compara a recente crise de abastecimento de combustíveis às já vividas no país com energia elétrica e água, que "mudaram o padrão de consumo da população".

Já Tarcilo Rodrigues, presidente da comercializadora Bioagência, pondera que a mudança do comportamento dos consumidores ocorreu de forma mais concentrada no fim da greve, no início de junho, quando os motoristas correram aos postos para abastecer seus tanques com gasolina. "Os motoristas que usavam etanol, por falta do produto, abasteceram com gasolina e ficaram com o tanque cheio", diz.

Para Botelho, mesmo os donos de carros flex, que tinham opção, preferiram inicialmente abastecer com gasolina porque esta rende mais do que o etanol.

Outro fator que deve atrasar a retomada das vendas é a Copa do Mundo, segundo um trader. Ele estima que, nos meses de junho em que ocorre o campeonato, quando muitas empresas reduzem a atividade e chegam até a dar folga aos funcionários, o consumo de etanol caia 3% ante a média dos mesmos meses dos anos anteriores.

Rodrigues acredita que as vendas de etanol devem se normalizar nesta segunda metade de junho e, no mês, devem superar as vendas de abril, uma vez que o produto está mais competitivo do que a gasolina do que dois meses atrás.

Já Botelho avalia que a retomada do ritmo de vendas deve ser observada em julho, com a perspectiva de que o etanol ganhe mais competitividade nos postos nas próximas semanas. Na semana passada, o indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado (recebido pelas usinas paulistas) caiu 2,8%, para R$ 1,6491 o litro, revertendo cinco semanas de valorização. Essa queda, avalia, deve levar duas a três semanas para chegar nas bombas.

Para Leonado Gadotti, presidente da Plural (associação que representa as maiores distribuidoras de combustíveis do país), a retomada do consumo de etanol após a greve é mais lenta porque "a economia toda está dando uma parada". "As expectativas para o PIB estão menores e isso tem reflexo no consumo e renda das famílias, que é o que movimenta as vendas de combustível", afirma Gadotti. (Valor Econômico 21/06/2018)

 

Comercialização direta gera divergência

A venda direta de etanol das usinas aos postos é vantajosa em uma análise regional, principalmente em São Paulo, onde tanto a produção quanto o consumo do combustível são elevados. No entanto, em diversas regiões do país, a necessidade de investimentos para as usinas chegarem a pontos de venda seria muito alta e inviabilizaria a venda do etanol. A avaliação é do coordenador do Grupo Esalq-Log, José Vicente Caixeta Filho, sobre as propostas legislativas que querem permitir a venda direta aos postos.

Um estudo do coordenador técnico da EsalqLog, Thiago Guilherme Péra, divulgado no começo do mês, mostrou que a venda direta do etanol em São Paulo poderia reduzir os custos logísticos em 30%.

Mas Caixeta observa que São Paulo não é o retrato do país. "As usinas não têm logística suficiente para chegar aos milhares de postos espalhados pelo Brasil, não há infraestrutura para muitas regiões, como dutos, ferrovias e bitrens", diz. Segundo ele, das 341 unidades produtoras de etanol em 292 municípios do país, 47% ficam em São Paulo, 17% em Goiás e 10% em Mato Grosso. O resto é residual.

Segundo ele, "a necessidade da cadeia de suprimentos do etanol ter o envolvimento efetivo do agente de distribuição é importante para o ganho de eficiência em escala nacional". Isso porque há fatores como gestão de estoques do etanol, eficiência na alocação da frota e economia de escala na contratação de fretes. Além disso, diz, muitas distribuidoras têm instalações que se integram com canais de distribuição de outros combustíveis, possibilitando economias de escala no transporte.

Ele também observa que a dependência do transporte rodoviário mostrou-se preocupante recentemente, com a greve dos caminhoneiros. Assim, defende, o ideal seria o país investir em dutovias. Em 2017, foram movimentados cerca de 2 bilhões de litros de etanol nas dutovias, apenas 8% da produção total.

O sistema dutoviário para o transporte de etanol no Brasil está em operação desde 2013. A dutovia começa em Uberaba (MG), passa por Ribeirão Preto (SP), Paulínia (SP), Barueri (SP), Guarulhos (SP), Guararema (SP), Volta Redonda (RJ), Duque de Caxias (RJ) e termina em Ilha d'Agua (RJ).

Caixeta destaca que o modelo de distribuição de etanol vigente no país, que consiste na comercialização usinadistribuidora-posto, tem características importantes, como negociações em grandes volumes, otimização de fretes e relacionamento comercial.

Com um cenário de venda direta, admitindo-se que o consumo de cada município ficasse estável, cada usina deveria assumir o papel de distribuidora e atender 123 postos na média em 15 municípios diferentes, diz Caixeta.

Defensor da possibilidade de venda direta de etanol aos postos, Alexandre Lima, presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), diz que a medida também beneficiaria o Nordeste e estima uma redução de ao menos R$ 0,20 por litro no preço final do etanol hidratado na região.

Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar/PE, argumenta que a maior parte das usinas da região está próxima ao litoral, onde também está concentrado o consumo de combustíveis, o que reduziria o custo com frete para os postos.

Lima afirma ainda que a venda direta não necessariamente ocorreria em toda a safra. Na época de entressafra, o abastecimento da região poderia continuar a partir de Goiás e São Paulo, hoje os principais Estados fornecedores, diz. (Valor Econômico 21/06/2018)

 

Câmara rejeita urgência a projeto sobre venda de etanol por fornecedor

A Câmara dos Deputados rejeitou na noite desta quarta-feira (20) o requerimento de urgência do projeto de decreto legislativo, de autoria do deputado JHC (PSB-AL), que susta trecho da Resolução 43/09 da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 213 parlamentares votaram a favor do requerimento, enquanto 98 foram contrários e três se abstiveram. Era necessário o apoio de 257 deputados para que o requerimento de urgência fosse aprovado.

Essa resolução trata do critério de comercialização de etanol combustível. O projeto pretende permitir a comercialização desse combustível sem a necessidade de venda a distribuidores. (Valor Econômico 20/06/2018 às 23h: 36m)

 

Plural considera preocupante aprovação da venda do etanol diretamente nos postos

Entidade sustenta que os custos extras serão da ordem de R$ 870 milhões e que é possível que ocorra perda de arrecadação.

A Plural (antigo Sindicom) considerou preocupante a aprovação no Senado do projeto de decreto que permite a venda do etanol diretamente do produtor aos postos de combustíveis. Foram 47 votos a favor e apenas 2 contra. A entidade sustenta que os custos extras serão da ordem de R$ 870 milhões e que é possível que ocorra perda de arrecadação.

"É preocupante, ao não levar em conta as complexidades que envolvem o setor. O argumento de que trará benefícios ao consumidor carece de avaliação aprofundada", diz o posicionamento da entidade.

"Na realidade, o preço final ficará mais caro; a garantia de qualidade, mais difícil; e a arrecadação por parte do Estado, mais vulnerável".

"Não à toa, além da Plural, as outras duas principais entidades que representam o setor de etanol são contra a proposta: a Unica, dos produtores, e a Fecombustíveis, dos postos revendedores", acrescenta.

Como já informou o Estadão/Broadcast em reportagem da semana passada, a Plural acredita que as usinas produtoras não possuem logística necessária, que envolve sistemas de dutos, ferrovias e bitrens, para chegar aos mais de 40 mil postos espalhados pelo Brasil.

Segundo a entidade que representa as maiores distribuidoras do País, a complexa malha em funcionamento atualmente só foi possível ao longo de anos de investimento e desenvolvimento sob uma "sólida regulação que define claramente os papéis e responsabilidades de cada agente da cadeia de suprimentos". (O Estado de São Paulo 20/06/2018 às 11h: 48m)

 

Preços do açúcar se recuperam na ICE após mínimas na sessão anterior

Os contratos futuros do açúcar na ICE subiram nesta quarta-feira, junto com outros grandes mercados de commodities, que se recuperaram após a ampla fraqueza na terça-feira.

O contrato outubro do açúcar bruto encerrou em alta de 0,06 centavo de dólar, ou 0,49 por cento, a 12,19 centavos de dólar por libra-peso, após queda acentuada na sessão anterior junto com outras commodities.

Essa foi a primeira alta do contrato em cinco pregões, recebendo um suporte inicial do câmbio no Brasil.

O açúcar branco para agosto avançou 3,30 dólares, ou 1 por cento, a 342,10 dólares por tonelada. (Reuters 21/06/2018)

 

Arrendamento de canavial vira disputa judicial contra usina paulista

Uma disputa judicial por 70 alqueires de terra, na região de Rio Preto (SP), coloca donos de duas propriedades rurais contra a Biofasa Agrícola, empresa produtora de cana-de-açúcar, e a usina Moreno, de Monte Aprazível.

Proprietários alegam que a Biofasa Agrícola, mesmo com os contratos de arrendamento vencidos, continua na terra. Enquanto isso, os proprietários aguardam, sem renda, a intervenção da justiça.

O contrato com a primeira propriedade, de 40 alqueires, iniciou em 2001 e venceu em 2015. A área pertence a seis herdeiros e, segundo três delas, responsáveis pelo processo antes de vencer o contrato, o fornecedor foi avisado de que o contrato não seria renovado. Mesmo assim a empresa fez o replantio da cana para novas colheitas.

Um ano depois do vencimento, as três proprietárias afirmam que a empresa renovou o arrendamento com um quarto herdeiro. De acordo com elas, o documento foi assinado sem procuração. Em 2017, a disputa foi para Justiça para que o fornecedor preste contas dos lucros da produção. "Ele tem que prestar contas do quanto colheu, quanto vendeu e porque não pagou nos últimos anos", afirmou Acácia Machado Rodrigues.

No ano passado, a justiça concedeu parcialmente o pedido e condenou a empresa a pagar aproximadamente 240 mil reais aos herdeiros em relação ao quinto corte da plantação, em 2016. A decisão ainda cabe recurso.

Outra ação proposta pela família pede a reintegração de posse da área. "O que inclui a saída dele e a devolução imediata", disse Acácia. Impasse que a família alega ainda que a usina tem conhecimento e mesmo assim fez a colheita da cana na propriedade em 2017 e 2018.

"Informamos a usina Moreno que a terra está sendo usada sem autorização. Se isentam da responsabilidade", afirmou Machado Rodrigues. Impasse que, segundo as filhas, traz prejuízos e desespero. "Faz três anos que estou sem renda. Durante o processo eu já perdi minha irmã, não sei o que pode acontecer daqui para frente. O prejuízo passa muito mais dos 240 mil".

Esse é o mesmo impasse que outro proprietário, Silvio Saes, relata contra a empresa agrícola. No caso dele, representante da família dona da fazenda de 30 alqueires, o contrato de 2013 venceu no final de 2017 e até o momento a empresa não saiu da propriedade. "Venceu o contrato, ele (fornecedor) invocou o Estatuto da Terra e foi lá e colheu a cana agora em maio, sem nenhuma autorização." Segundo Saes, neste caso, com a informação a usina suspendeu o pagamento da cana colhida e juntos tentam reverter a situação.

"Depois disso ele passou o trator em 25 alqueires. Se eu não tivesse entrado na frente do trator, ele teria cortado o restante. Agora está na Justiça", disse o proprietário.

Saes ainda informou que procurou a polícia para tentar resolver o problema, mas sem sucesso. "Os policiais disseram que é coisa que tem que resolver na Justiça." O prejuízo passa dos R$ 200 mil. "Vizinhos tem o meu celular e, se ele entrar lá, já pedi para me ligar na hora", afirma.

Defesa nega acusações

Advogado da Biofasa, Fábio da Silva Aragão afirmou que, no caso da propriedade da família Machado, a empresa não deixou a terra porque renovou o plantio em 2015 e agora tem o direito de explorar.

A defesa alega que o aviso da não renovação do contrato não foi feito dentro do prazo, como também não foi assinado por todos os seis herdeiros. "Os outros três continuam recebendo. O restante não recebe porque recusa". O advogado afirmou ainda que a empresa só deve sair da terra no final do ciclo do plantio.

Sobre a segunda propriedade, o advogado afirmou que, sem o aviso de que o contrato não seria renovado, a parceria foi revalidada automaticamente. Neste caso, a defesa alega também uma questão do ajuste do valor da produção. "Não aceitara o valor recebido", disse o advogado, que também afirmou que a empresa deve continuar na área até decisão judicial. "Teve o replantio e a empresa pretende retirar os investimentos".

O Diário da Região também entrou em contato com a Usina Moreno. Um funcionário identificado apenas como Orlando disse que iria levantar a situação, mas não retornou a ligação com as informações. (Diário da Região 20/06/2018)

 

Decreto cria programa nacional de investigação dos solos do Brasil

O presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, assinaram decreto que institui o Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos). O trabalho será coordenado pela pasta da Agricultura, com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a participação de vários outros órgãos dos governos federal, estaduais e municipais, incluindo setores acadêmicos e científicos.

“Os estudos elaborados e disponibilizados pelo PronaSolos servirão de orientação para os planos e os programas governamentais de recuperação, de conservação, de uso e de manejo sustentável do solo e dos recursos naturais correlatos”, cita o decreto, publicado no Diário Oficial da União (DOU).

Segundo a norma, os levantamentos irão considerar potencialidades e limitações de recursos naturais para atender às necessidades de uso e ocupação sustentável do solo e da água; mudanças na qualidade do solo; estudos prospectivos e outros aspectos relacionados com o uso, conservação, recuperação e manejo do solo; planos de uso e ocupação da terra, de manejo, de recuperação e de conservação de solos; ordenamento territorial; e zoneamentos realizados para diversos fins. (Revista Isto É 20/06/2018)

 

Cresce o mercado para Agricultura de Precisão no Centro Oeste do país

Novas tecnologias empregadas nas lavouras ajudam a conhecer condição física da área e aumentar sua produtividade.

O mercado para a agricultura de precisão vem crescendo a cada ano na região Centro Oeste brasileira. Muitos produtores de grãos, como soja e milho, utilizam as novas tecnologias para garantir maior produtividade às suas lavouras. As técnicas utilizadas estão baseadas em conhecer as variações que existem dentro das áreas e trabalhar para tirar o melhor resultado de cada parte. Os equipamentos utilizados permitem ao produtor, ao prestador de serviço, obter informações de forma precisa do solo e indicar o que será necessário colocar de fertilizante, por exemplo, para as próximas culturas.

De acordo com Fernando Rodrigues Alves Martins, da Agroexata, empresa que presta serviços de agricultura de precisão e está no mercado desde 2000, sendo pioneira na região Centro Oeste e atualmente a mais antiga do país, a demanda é muito grande. “No começo precisávamos convencer as fazendas sobre a importância em trabalhar com agricultura de precisão, hoje procuram quem faça esse serviço. Teve um boom muito grande de empresas entrando no mercado e cada mês ficamos sabendo de algum novo player que está atuando com serviço de agricultura de precisão. Portanto, é um mercado que ainda está em expansão”, conta.

Martins salienta que o Estado sofre muito com as questões climáticas e, por isso, quanto maior os cuidados com a fertilidade do solo, melhor o resultado. “É nesse momento que a agricultura de precisão se torna uma ferramenta para cuidar bem do solo e driblar as adversidades climáticas, atingindo boas produtividades. Você pode ter um stress climático, mas, cuidando bem da base, a planta consegue conviver com esse stress de forma mais pacífica”, explica.

Com forte atuação no sul do Mato Grosso do Sul, a Agroexata utiliza equipamentos da Falker, empresa que desenvolve uma linha de produção voltada à agricultura de precisão. O mesmo acontece com a Geosafra, que também é prestadora de serviços neste setor no Estado. Marciano Honorio Lourenço Santos, representante da empresa, ressalta as ferramentas da Falker com as quais trabalha, como o SoloDrill, amostrador de solo hidráulico, o SoloStar que é um sistema automatizado para medição de compactação em grandes áreas e o FieldBox, um GPS de campo para mapeamento de áreas.

Segundo Santos, o seu trabalho consiste em fazer a amostragem de solo e medição de compactação nas propriedades rurais do Estado. Ressalta que as novas técnicas para fazer um diagnóstico do solo têm apresentado uma boa aceitação, principalmente entre os produtores que detêm maior conhecimento na área da tecnologia. "Muitas vezes o desconhecido causa um certo temor, mas nos últimos tempos, mesmo o produtor mais tradicional, acaba aderindo à agricultura de precisão ao conhecer os resultados positivos. O mercado para este setor está em expansão em todo o país", observa.

Marcio Albuquerque, diretor da Falker, destaca a importância em trabalhar com números e registros para que o produtor possa tomar as suas decisões com base em dados concretos e não apenas em impressões. “O planejamento para a implantação das culturas no campo é muito importante e esta prática agrícola permite a quem quer utilizá-la obter maior conhecimento da área a ser semeada, ao mesmo tempo em que oferece uma melhor gestão da propriedade, contribuindo para um maior controle dos custos e aumento da produtividade da lavoura”, explica. (Agrolink 20/06/2018 às 14h: 54m)