Setor sucroenergético

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Mitsubishi foca o controle total da Agrex, ex-Ceagro

A Mitsubishi quer instalar uma cerca ao redor de toda a Agrex, ex-Ceagro, e ficar sozinha no controle da empresa.

Dona de 80% da produtora de grãos, estaria negociando a compra dos 20% restantes, nas mãos de Paulo Fachin, fundador da companhia.

Oficialmente, a Agrex nega a operação. (Jornal Relatório Reservado 22/07/2014)

 

A (ir) responsabilidade pela crise do setor canavieiro é de Dilma Rousseff

Em entrevista ao TV BrasilAgro (WEB TV www.brasilagro.com.br) o consultor Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, sem rodeios e com precisa objetividade, aponta para a presidente Dilma Rousseff a responsabilidade pela tragédia que envolve a cadeia produtiva sucroenergética.

Ele lembra que outros setores também padecem em razão da miopia e falta de estratégias para alavancar o crescimento do país, mas ressalta que é no setor canavieiro que os resultados são piores.

Medidas em curso no âmbito da Casa Civil do Palácio do Planalto, como o aumento da mistura de etanol anidro à gasolina dos atuais 25% para 27,5%, em nada atenuarão os efeitos da crise que já atingem duramente as gestões de mais de mil municípios canavieiros do país.

A íntegra da entrevista pode ser assistida na WEB TV do www.brasilagro.com.br

 

As empresas com os maiores prejuízos do setor sucroenergético

Entre as empresas e usinas que mais perderam dinheiro em 2013, Biosev, Bunge, PBio e Odebrecht encabeçam a lista, mas ao todo 31 fecharam o ano no vermelho entre as maiores do Brasil.

A crise do setor sucroenergético que vem ceifando usinas e colocando outras à deriva, não deixou que praticamente nenhuma empresa com atuação na área saísse incólume em 2013. A lista que coloca 78 companhias com atuação no setor de açúcar e etanol entre as 2 mil maiores do país em faturamento, conforme o ranking elaborado pela Revista Exame, também revela o agravamento das finanças das usinas como um todo.

Entre as 78 empresas do setor que registraram os maiores faturamentos no ano passado, 41 terminaram o ano no azul e 31 no vermelho (seis não apresentaram dados de lucratividade). Enquanto estas 41 empresas tiveram um lucro líquido ajustado que somado chega a US$ 715 milhões, o grupo das 31 alcançou um prejuízo somado de US$ 1,760 bilhão.

A crise do setor fica mais evidente ao observar a evolução dos lucros em relação aos últimos dois anos. Entre estas as empresas com maior faturamento, 37 viram os prejuízos aumentarem ou os lucros diminuírem. Apenas 23 alcançaram um resultado em 2013 melhor que em 2012. As 18 restantes não informaram os ganhos em algum dos últimos dois anos, ou em ambos, e portanto não há dados sobre a variação dos lucros no período.

 

Crise que cresce

O grupo Biosev, com 12 unidades produtoras, oferece um retrato do quadro pelo qual passam as empresas com atuação na área de açúcar e etanol. Os faturamentos de suas empresas – Biosev (US$ 891 milhões) e Biosev Bioenergia (US$ 875,8 milhões) – figuram entre as empresas com os cinco maiores faturamentos. Se somados os resultados, as vendas de 2013 tiveram um crescimento de 26,6% ante o resultado de 2012.

Apesar de ser uma das campeãs em faturamento, o grupo também acumula outro título, este nada positivo: o maior prejuízo do setor em 2013, com uma perda de US$ 277 milhões. Agregando a perda da Biosev Bioenergia (US$ 54,9 milhões), o prejuízo da companhia chega a US$ 331,9 milhões.

O segundo maior prejuízo ficou com a Agroindustrial Santa Juliana, localizada em MG, uma das oito usinas pertencente à poderosa Bunge, com perdas de US$ 259,2 milhões. A Santa Juliana também mantém a atividade de exploração agrícola.

Outra usina da Bunge, a Pedro Afonso Açúcar e Bioenergia (TO), registrou um prejuízo de US$ 136,2 milhões, o que a coloca em quinto lugar entre as maiores que mais perderam com a operação no setor. A Bunge, com atuação global em agronegócio e alimentos, registrou US$ 11,5 bilhões em vendas e lucro de US$ 73,6 milhões em 2013.

A relação elaborada pela Exame revela ainda que o braço de biocombustíveis da Petrobras (PBio) operou no vermelho em US$ 172,3 milhões durante o ano passado, ocupando o terceiro lugar. Com participação em nove usinas no Brasil e uma em Moçambique, além de negócios no biodiesel, o prejuízo foi aumentado em 20% na comparação entre anos. A receita da PBio no ano passado encolheu 12,4%, para US$ 365,7 milhões. Desde que a subsidiária da estatal foi criada, ainda no governo Lula, todos os trimestres registraram prejuízo.

Chama atenção o desempenho de quatro usinas do grupo Odebrecht Agroindustrial, listadas como empresas individuais. As unidades Conquista do Pontal, Brenco (usina Alto Taquari), Agro Energia Santa Luzia (usina Santa Luzia) e Rio Claro alcançaram os melhores crescimentos percentuais em vendas líquidas, respectivamente, de 97% (para US$ 172,5 milhões), 46% (US$ 269,7 milhões), 44,8% (US$ 172,2 milhões) e 41,9% (US$ 134 milhões).

No entanto, assim como a Biosev, a evolução da receita não impediu que as mesmas usinas tivessem prejuízos altíssimos. A Conquista do Pontal, que praticamente dobrou a receita líquida com vendas, teve um défice de US$ 32,9 milhões. A Brenco perdeu US$ 151,5 milhões (o 4º pior resultado do ranking), a Agro Energia Santa Luzia e a Rio Claro ficaram no vermelho em US$ 36 milhões e US$ 85,8 milhões, respectivamente.

Ainda entre os maiores prejuízos, acima de US$ 100 milhões, aparecem a indiana Renuka que possui quatro usinas no Brasil, com perdas de US$ 121,8 milhões, e a usina paulista Umoe que perdeu US$ 106,2 milhões.

 

Louis Dreyfus estuda paralisar atividades na unidade de Matão

O suco de laranja da Louis Dreyfus está cada vez mais azedo. Além da suspensão da produção na fábrica de Engenheiro Coelho, a companhia estuda paralisar as atividades na unidade de Matão, também em São Paulo.

Os cortes estão relacionados à queda na demanda internacional. (Jornal Relatório Reservado 22/07/2014)

 

Dreyfus recompra ações da Biosev por R$ 619 milhões

Apesar de já previsto, a francesa Louis Dreyfus Commodities enfrentou ontem mais um revés em seu negócio sucroalcooleiro. Teve que desembolsar R$ 619,7 milhões para recomprar mais de 37,4 milhões ações em circulação da Biosev, que nas últimas duas safras acumulou prejuízos de mais de R$ 2 bilhões. Esses papéis haviam sido emitidos na oferta inicial de ações da companhia de açúcar e álcool, em abril do ano passado, juntamente com uma opção de venda dessas ações, 15 meses depois, a R$ 16,57.

Três meses antes da oferta inicial, que rendeu à Biosev R$ 700 milhões, a Dreyfus já havia injetado no negócio, por meio de aumento privado de capital, R$ 600 milhões. Com a recompra das ações realizada ontem, o aporte da controladora na empresa sucroalcooleira, que é a segunda maior do Brasil, supera R$ 1,2 bilhão em menos de dois anos.

Ao recomprar as ações, por meio da Hédera Investimentos, veículo que criou para lançar as opções, a Louis Dreyfus ficou com mais de um terço dos papéis em circulação na bolsa (free float). Nesse caso, o controlador deve, segundo normas da CVM, lançar uma oferta para todos os acionistas. Mas a Biosev conseguiu uma permissão da autarquia para não ter de realizar a oferta e vender as ações para recompor o free float em um ano e meio. Também a bolsa deu um prazo, de seis meses, para que a Biosev retome um patamar de 25% das ações em circulação, como fixa o Novo Mercado, segmento de listagem da BM&FBovespa no qual a Biosev é negociada.

O exercício das opções se deu porque os papéis da empresa na BM&FBovespa não superaram o limite previsto no contrato da opção de venda, de R$ 16,57. Bem pelo contrário, caíram 47,9% desde a oferta inicial de ações (R$ 15) até ontem - quando caíram 1,76%, a R$ 7,81.

A ruína dos papéis da Biosev começou dois meses após o IPO, quando a sucroalcooleira anunciou que uma forte geada reduziria a produtividade de seus canaviais, impactando fortemente na moagem de suas usinas de Mato Grosso do Sul.

De fato, o processamento de cana da companhia na safra 2013/14, em abril de 2013 estimada em 33 milhões de toneladas, caiu 10% para 30 milhões de toneladas. Para a safra 2014/15, o clima impõe ainda mais desafios. A Biosev, assim como boa parte da indústria da região Centro-Sul, está sendo afetada por uma seca que deve reduzir novamente a produtividade de suas áreas de cana.

A empresa anunciou em junho que sua moagem em 2014/15 deveria ficar entre 29 milhões e 31,5 milhões de toneladas em 2014/15, ou seja, pode ser até menor que as 30 milhões de toneladas da temporada passada.

A condição climática tende a ofuscar, em parte, o esforço da empresa por eficiência operacional. Neste ano, a Biosev anunciou uma reestruturação do negócio que significou a desativação de uma usina localizada em São Paulo (Usina Jardest) e a demissão de mais de 500 funcionários, entre eles, executivos. À época, a companhia anunciou que previa com isso reduzir custos e gerar fluxo de caixa positivo ainda neste ciclo 2014/15.

Conforme já divulgado, a expectativa da companhia, que teve receita líquida de R$ 4,267 bilhões na safra passada, é elevar o nível de utilização das usinas de 79,2%, em 2013/14, para 83% no atual ciclo.

Com uma dívida líquida de R$ 3,474 bilhões em 31 de março de 2014 - cerca de R$ 1,9 bilhão no curto prazo, - a Biosev anunciou em junho a contratação de uma linha de crédito rotativo na modalidade ACC (Adiantamentos de Contratos de Câmbio) com vencimento em três anos, no valor de US$ 440 milhões. O empréstimo, feito ao custo de Libor mais 4,4% ao ano (equivalente a aproximadamente 4,9% ao ano), foi feito dentro do objetivo da empresa de alongar sua dívida. (Valor Econômico 22/07/2014)

 

Produção menor de cana faz preço subir em NY

A evolução da safra de cana-de-açúcar indica que a oferta de açúcar vai ficar abaixo das previsões anteriores. Além da oferta menor da matéria-prima, a seca provocou quebra no rendimento da cana. Com isso, os preços reagiram e subiram 2% nesta segunda-feira (21) em Nova York. (Folha de São Paulo 22/07/2014)

 

Açúcar tem valorização no mercado futuro

Moagem de cana-de-açúcar em ritmo acelerado faz mercado reagir.

Previsões para este ano apontam produção entre 550-560 milhões de toneladas de cana-de-açúcar

O preço do açúcar encerrou a última semana com uma reação na bolsa de Nova York. Ele foi cotado a 16,97 centavos de dólar por libra-peso no vencimento outubro/14. Uma alta de cinco pontos de quinta, dia 17, para sexta, dia 18. Já em Londres, a commodity teve queda. Ela foi comercializada a US$ 449,60, no mesmo vencimento. Uma retração de US$ 0,60 na tonelada.

O analista Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, acredita que a cotação é resultado da divulgação do total de moagem acumulado até a quinzena de junho, de 202,9 milhões de toneladas, segundo a União da Indústria da Cana-de Açúcar (Unica).

– O número foi considerado baixista pelo mercado que o comparou com o mesmo período do ano passado em que o total de moagem foi de 182,0 milhões de toneladas. A leitura do mercado é que o ritmo acelerado de moagem vai se manter – disse Corrêa.

Ele comentou ainda que no mesmo período analisado da safra 2010/2011, mais de 215 milhões de toneladas haviam sido moídas e depois o ano safra foi encerrado com 557 milhões.

– As previsões refeitas para este ano, em sua maioria, revisam o número para baixo. O consenso está agora entre 550-560 milhões de toneladas. E, no entanto, o mercado cai – concluiu.

Mercado interno

No mercado interno, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, registrou uma valorização nos preços do açúcar na sexta, dia 18. As usinas paulistas comercializaram o açúcar cristal a R$ 46,68 a saca de 50 quilos, alta de 0,11%. (canal Rural 21/07/2014 às 16h: 14m)

 

Dilma promete a aliados que corrigirá erros se for reeleita

Na largada da disputa eleitoral, a equipe da presidente Dilma Rousseff, num esforço para reduzir sua crescente rejeição, tem transmitido o seguinte recado a empresários e políticos aliados.

Ela reconhece que cometeu erros em seu primeiro mandato na Presidência e promete corrigi-los numa eventual segunda administração. O aceno é uma tentativa de recuperar o apoio de dois setores ressabiados com seu estilo de governar.

Em conversas reservadas, empresários manifestam um certo ceticismo com a iniciativa. Demonstram, por exemplo, ter dúvidas sobre o que Dilma de fato reconhece como erro e qual sua real disposição para tentar consertá-los no futuro.

Em alguns casos, eles admitem que ela tem feito uma autocrítica. Está mais aberta ao diálogo com o setor privado e abandonou a idéia fixa de tabelar a taxa de retorno de leilões de concessão.

Em outros, contudo, prevalece a desconfiança, principalmente na condução da política econômica, que gerou crescimento baixo, inflação alta e juros elevados.

Entre assessores presidenciais, é possível listar, nem sempre de forma consensual, pelo menos sete erros cometidos pelo governo.

Dois, como anotam os empresários, são vistos como superados. A iniciativa de sair do isolamento no Planalto e a decisão de acertar com o setor privado as regras dos leilões de concessão.

Outros são classificados como políticas corretas na idealização, mas que falharam na elaboração final ou execução. Entre eles, o programa de redução das tarifas de energia elétrica.

Um assessor diz que a ideia surgiu para resolver o problema de competitividade da indústria, principalmente a que consome muita energia, mas num impulso eleitoreiro foi ampliada para todos consumidores, até residenciais.

Resultado: o programa ficou ambicioso demais, saiu caro para os cofres do governo e fragilizou estatais do setor elétrico –sem solucionar o problema do setor que inspirou a medida, a indústria.

DESONERAÇÕES

Até a desoneração da folha de pagamento é, hoje, vista com ressalvas. Deveria ter sido concedida apenas para a indústria, alvo original da proposta para aumentar a competitividade de nossas exportações. Por pressão de empresários, foi ampliada para outros setores e pesou demais no caixa do Tesouro, gerando dificuldades fiscais.

Outro erro apontado por assessores foi a decisão de pedir aos prefeitos, no início do ano passado, para não reajustar o preço das tarifas de transporte público.

Adotada para evitar um estouro da inflação em janeiro de 2013, a ideia só postergou o problema, virou combustível para as manifestações de junho e criou um passivo para as prefeituras das capitais.

Assessores e até o ex-presidente Lula também criticam, hoje, o represamento dos reajustes de combustíveis para combater a inflação.

A medida não surtiu o efeito desejado, fragilizou o caixa da Petrobras e reduziu sua capacidade de investimentos.

Já a política fiscal, defendida pela presidente e sua equipe econômica, tem críticos também internamente.

A avaliação é que o governo não compreendeu que "fabricar superavit primário" não tem o mesmo efeito que "fazer superavit" –a economia de gastos para pagar a dívida pública. Em outras palavras, não ajuda a combater a inflação, porque não reduz efetivamente os gastos do governo, que estão em alta. (Folha.com 22/07/2014)

 

Software auxilia produtor a economizar na aplicação de defensivos

Plantio Direto (PD) é a forma de manejo de água e solo mais recomendada por proporcionar satisfatória economia e melhorias sociais e ambientais, conservar e melhorar o solo, a biodiversidade e a disponibilidade e qualidade da água. Nenhuma outra forma de manejo apresenta tantos benefícios. Apesar disso, ao longo da última década, áreas em que o PD é adotado têm apresentado problemas como compactação do solo, erosão hídrica, quebra da estabilidade da produtividade e aumento do custo de produção, como observaram pesquisadores da Embrapa. Grande parte dessas dificuldades pode ser atribuída ao manejo inadequado, por desconhecimento ou simplificação do conjunto de procedimentos.

O pesquisador Luís Carlos Hernani, da Embrapa Solos (Rio de Janeiro,RJ), revela que, dos 32 milhões de hectares que adotam essa prática, em apenas 2,7 milhões de hectares são seguidos corretamente os preceitos preconizados pelos pesquisadores. Entre as recomendações, estão, principalmente, ausência de preparo do solo, rotação de culturas e cobertura permanente do solo.

"Infelizmente, muitos agricultores optaram por uma 'simplificação' das técnicas e estão adotando o cultivo continuado de monoculturas sobre cobertura formada por espécies espontâneas; a semeadura em linha reta e, muitas vezes, morro acima e abaixo; e até a eliminação de terraços", diz o pesquisador. Essas provavelmente são as causas para os problemas que vêm ocorrendo em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Hernani diz ainda que a monocultura de soja/pousio ou sucessões contínuas do tipo soja/milho safrinha ou soja/milheto ocupa a esmagadora maioria da área total com plantio direto. Aqui vale também estabelecer uma distinção entre sucessão e rotação de culturas. Enquanto na sucessão se tem, numa mesma gleba, o cultivo de duas culturas simultaneamente (soja/milho safrinha, por exemplo); a rotação implica, para uma mesma gleba, o cultivo de espécies diversificadas ao longo do tempo, uma após outra (soja/milho safrinha/algodão em sequência).

O professor Ricardo Ralisch, da Universidade Estadual de Londrina (PR), explica que pode não ser fácil a adoção da rotação. "Não há dúvida de que essa prática torna a atividade agrícola mais complexa. Ela exige, em alguns casos, maior investimento, o que dificulta o planejamento da atividade por ausência completa, por exemplo, de programas regionais de oferecimentos de sementes", explica Ralisch, que também é secretário executivo da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha e Irrigação – FEBRAPDP.

Portanto, a adoção correta do PD passa necessariamente por adequada capacitação, por questões de infraestrutura e de disponibilização de insumos e, sobretudo, por motivação econômica.

Hernani explica que deve haver consciência na sociedade de que a atividade agrícola gera serviços que interessam à qualidade de vida de todos e, para ser sustentável deve considerar também os aspectos sociais e ambientais. "Para gerar produtos diversificados e de boa qualidade e ainda conservar e melhorar o ambiente, a agricultura conservacionista baseada no PD deve focar a promoção da gestão da terra, visando maximizar biodiversidade, atividade fotossintética, raízes ativas/efetivas e a cobertura do solo ", define Hernani.

Atualmente, para o agricultor em busca de ajuda sobre a melhor aplicação do PD, a saída é procurar a empresa estadual de extensão rural.

O plantio direto como deve ser

O plantio direto é uma técnica agrícola em uso no Brasil desde os anos 1960. No início, ele era baseado em dois requisitos básicos: não revolvimento do solo e cobertura permanente do solo. Um terceiro item, a rotação de culturas, só começou a ser adotado em meados dos anos 1980. A adoção do PD pelos produtores parecia fácil. De fato, devido principalmente aos impactos conservacionistas e econômicos, a área com essa forma de manejo cresceu rapidamente, atingindo, em 2012, cerca de 32 milhões de hectares no País.

Nas áreas onde o plantio direto tem sido adotado de acordo com os princípios preconizados, percebe-se a melhoria da fertilidade do solo, a eliminação quase total da erosão, a melhoria do uso e da produção de água, boa produtividade das culturas e estabilidade econômica da propriedade.

José Eloir Denardin, pesquisador da Embrapa Trigo (Passo Fundo,RS), lembra que o plantio direto é adequado às regiões de clima temperado. Para regiões de clima tropical e subtropical, deve ser percebido como um sistema, chamado Sistema Plantio Direto, assumindo seis preceitos da agricultura conservacionista: mobilização de solo apenas na linha de semeadura; manutenção dos restos culturais na superfície do solo; diversificação de espécies em modelos de rotação e/ou consorciação de culturas; adoção do processo colher-semear; depósito de resíduos de plantas no solo em quantidade, qualidade e frequência compatíveis com a demanda biológica do solo; cobertura permanente do solo.

Certificação de Plantio Direto

Definir índices para qualificação do manejo em propriedades que adotam o PD pode ser um caminho para manter a eficiência do sistema. Para isso, a rede de pesquisa SoloVivo, composta pela FEBRAPDP, representante dos produtores que praticam PD, a Itaipu Binacional e a Embrapa Solos, está trabalhando no desenvolvimento de ferramentas para a avaliação do PD, tanto em propriedades rurais como nas microbacias hidrográficas.

"Creio que o caminho é esse", diz Ricardo Ralisch. "Seria ótimo estabelecer um sistema de certificação do PD para todo o País e atividades agropecuárias. Isto exigirá ampla discussão e validação científica, nos moldes do que propõe o SoloVivo".

Pelo projeto, serão acompanhadas doze pequenas bacias hidrográficas – nas quais o manejo é realizado predominantemente em PD –, seis com bom manejo e outras seis com manejo inadequado, localizadas em cinco estados (GO, MS, PR, RS e SP), durante quatro anos.

O trabalho vai permitir o desenvolvimento de ferramentas para avaliar o desempenho técnico do manejo do solo e da água em estabelecimentos rurais e microbacias hidrográficas. Também oferecerá recomendações, para cada região, de arranjos de produção agropecuários, que atendam aos preceitos e consolidem o Sistema Plantio Direto. Todas as ações e etapas de desenvolvimento e validação dos produtos do SoloVivo contarão com a participação de agricultores.

O projeto SoloVivo reúne 57 pesquisadores de 21 instituições atuando em rede. Com ele, espera-se orientar políticas de avaliação do desempenho ambiental na utilização agrícola das terras, bem como fomentar iniciativas para que as ferramentas desenvolvidas no âmbito deste projeto sejam usadas como base de programas governamentais. Uma das políticas públicas a serem beneficiadas é o Plano Agricultura de Baixo Carbono - ABC. Seria possível alcançar a adoção de 8 milhões de hectares até 2020 com adoção plena da agricultura conservacionista com base no Sistema Plantio Direto. É o desafio. (Embrapa 21/07/2014)

 

Mato Grosso já produziu 11 milhões de litros de etanol de milho em 2014

A produção de etanol através do milho é uma das saídas diante a produção excedente e os preços baixos pagos no mercado disponível. Em 2014 o Estado já produziu 11 milhões de litros de etanol hidratado (para abastecer veículos flex), provenientes de 29 mil toneladas do grão. Investimento para transformar uma usina em flex, pra produzir etanol de milho e cana de açúcar, pode chegar a R$ 250 milhões.

De acordo com o Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool-MT), existem duas usinas operando na modalidade flex, sendo uma em Campos de Júlio e outra em São José do Rio Claro.

"Quando e se for resolvido nosso problema de logística entendemos que todas as usinas aderirão ao milho. É uma excepcional opção, notadamente em um Estado campeão em produção e produtividade. Mas, assim como a ideia do milho surgiu em função da inexistência de logística competitiva para a sua comercialização, o etanol tem o mesmo problema. A vantagem do milho é que ele pode ser estocado e utilizado durante a entressafra da cana", comenta o diretor executivo do Sindalcool-MT, Jorge dos Santos.

Santos comenta, ainda, que as maiores vantagens em se utilizar o milho para a produção de etanol é "a de otimizar a utilização da indústria durante a entressafra de cana e agregar valor a um produto agrícola do qual nosso Estado é o maior produtor".

Operando a dois anos, incluindo a fase experimental, a Usimat, em Campos de Júlio opera entre 20 de abril e 20 de novembro com cana de açúcar e entre 25 de novembro e 15 de abril, com um intervalo de 15 dias em fevereiro para manutenção da caldeira, com a produção de etanol a partir do milho. A ideia de produzir etanol de milho na usina, segundo o gestor da Usimat, Sérgio Barbieri, surgiu pelo excesso de produção na região do cereal com preços abaixo de R$ 10 para a saca de 60 quilos, além de altos custos fixos, visto a safra da cana de açúcar durar sete meses apenas.

Além da Usimat, há a Libra que também produz etanol de milho.

Barbieri revela que foram investidos R$ 36 milhões para a construção da Usimat. "Com uma tonelada de milho se produz de 370 a 375 litros de etanol, além de produzir 200 quilos de DDGS, que é o farelo destilado e seco muito usado nos semiconfinamentos e confinamentos", diz o gestor da Usimat, revelando que enquanto o etanol de cana de açúcar custa R$ 1,20 nas usinas o etanol produzido de milho custa apenas R$ 1,08.

O etanol de milho produzido na Usimat atende, diz Barbieri, especialmente Mato Grosso e na entressafra da cana de açúcar Amazônia e São Paulo. "O que trava a produção de etanol de milho no Brasil e Mato Grosso é que não há incentivos fiscais para você transformar a matéria in natura em produto industrializado"

Saída

De acordo com o ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho no Brasil (Aprosoja), Glauber Silveira, “se tivermos uma política de incentivo a usar etanol ao invés da gasolina isto viabilizaria já que o problema atual é o excedente de etanol em MT já que estamos consumindo mais gasolina que etanol, se isto mudasse rapidamente poderíamos consumir de 5 a 8 milhões de toneladas de milho para etanol, isto traria equilíbrio ao preço do milho e não precisaríamos exportar milho perdendo tanto dinheiro, sem falar que iríamos ter geração de empregos, impostos e um grande incentivo à produção de carnes mais competitivas”.

Um exemplo, de viabilidade da produção de etanol de milho é os Estados Unidos, aonde aproximadamente 50% do que o país produz do cereal é destinada a fabricação de etanol. Os Estados Unidos produzem cerca de 350 milhões de toneladas de milho. "O governo deu grande apoio para que fossem instaladas as indústrias de Etanol de milho e cereais nos EUA, afinal eles não queriam ficar dependentes só da gasolina e precisavam de um combustível renovável, sem falar que neste processo eles tiveram o DDGs que incentivou em muito o crescimento da indústria regional de carnes, o programa nos EUA é um sucesso". (Cenário MT 21/07/2014)

 

Rumo garante espaço para cargas de concorrentes na ALL

Ao notificar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a incorporação das ações da ALL, na tarde de ontem, a Rumo informou sobre a criação de um Comitê de Assessoramento para garantir o transporte de cargas de empresas concorrentes do grupo Cosan, que controla a companhia.

A informação é importante, pois o açúcar produzido pela Cosan é transportado pelos trilhos da ALL. Dado esse cenário, os integrantes do Cade, que terão de julgar a união entre as companhias, devem exigir medidas concretas para garantir que a Cosan não utilize a ferrovia para discriminar outros produtores de açúcar e demais concorrentes que queiram escoar as suas respectivas produções pelos trilhos da ALL. Essas medidas foram apresentadas pela própria Rumo na notificação do negócio ao órgão antitruste.

De acordo com a petição que o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, teve acesso, a Rumo apresentou salvaguardas de modo a garantir o uso da ferrovia por empresas concorrentes. "Embora não haja qualquer risco de discriminação ou preferência às cargas operadas pelas empresas do grupo Cosan, a nova companhia resolveu adotar algumas salvaguardas", diz o texto apresentado ao Cade.

A principal salvaguarda foi a criação de um Comitê de Assessoramento. O órgão terá caráter estatutário e permanente. Será composto por três a cinco membros independentes do conselho de administração da nova companhia resultante da união entre a ALL e a Rumo. Um desses membros será necessariamente indicado pela BNDESPar.

"Qualquer manifestação negativa por parte do Comitê de Assessoramento com relação à determinada operação ou transação condiciona sua aprovação ao voto afirmativo de, no mínimo, 90% dos membros do Conselho de Administração, o que significa, praticamente, poder de veto por cada um dos acionistas representados no conselho", afirma a Rumo no texto apresentado ao Cade.

Segundo o documento, o Comitê vai "impedir que exista tratamento desigual nas transações" envolvendo a nova companhia e as empresas do grupo Cosan.

A Rumo enfatizou ainda que o total de cargas transportadas pela Cosan nos trilhos da ALL é muito pequena. "Além disso, em mercados onde o modal rodoviário tem custos competitivos, pela proximidade do Porto de Santos, as usinas das empresas do grupo Cosan estão, em média, mais próximas do porto em relação a outras usinas, de modo que não há racionalidade logística para privilegiar essas usinas no uso da ferrovia", destacou a companhia no documento.

Na petição ao Cade, a Rumo argumenta ainda que a operação de incorporação de ações da ALL "representa um passo fundamental na direção de um grande salto para desatar o nó da logística brasileira, que tanto tem dificultado o crescimento do país". O investimento na malha gerará a ampliação da capacidade para a ferrovia, o que, aliado ao projeto logístico para captação de cargas, já desenvolvido pela Rumo, significará maior acesso de produtores ao modal ferroviário, aumentando a concorrência nos mercados de produção agrícola e a competitividade do país nas exportações."

A partir da notificação feita na tarde de ontem, o caso será examinado primeiramente pela Superintendência-Geral do Cade. Esse órgão poderá aprovar o negócio ou encaminhar sugestões com condições a serem impostas às empresas pelo Tribunal do Cade. É no Tribunal que os conselheiros decidem pela aprovação ou não das fusões e aquisições no Brasil.

A união entre a Rumo e a ALL só vai valer de fato com o aval final do Cade. Ao apresentar salvaguardas que garantem o uso da ferrovia por concorrentes da Cosan, as empresas se anteciparam a eventuais condições a serem impostas pelos integrantes do órgão antitruste e sinalizaram a intenção de estabelecerem um diálogo para obterem a aprovação ao negócio. (Valor Econômico 22/07/2014)

 

 Agronegócios: A diferença em transportes e logística está nos processos

Mesmo com safras recordes, o Brasil perde competitividade na hora de estocar ou escoar a produção, tanto que caiu 20 posições no ranking mundial de logística;

- Para garantir eficiência na logística de grãos, a TW Transportes e Logística apostou em modernos equipamentos de gerenciamento de riscos e na qualificação da equipe;

- Com um índice de eficiência de 95% em todas as suas operações e na pontualidade das entregas, a empresa gaúcha conquistou clientes como a Monsanto;

O agronegócio é um dos setores de maior relevância da economia brasileira. Responsável por mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) e por aproximadamente 80% do saldo da balança comercial, avança cada ano mais e conquista mercados em todas as regiões do planeta. De acordo com o IBGE, o Brasil deve fechar o ano de 2014 com uma produção de 193,9 milhões de toneladas. Em relação à safra do ano passado, representa um crescimento de 3%. No entanto, mesmo com os recordes de produção registrados nos últimos anos, o país perde a competitividade na hora de estocar ou escoar a produção. Tanto que, recentemente, perdeu 20 posições no ranking mundial de logística do Banco Mundial, índice que avalia vários fatores como a qualidade da infraestrutura de transportes, serviços e eficiência do processo de liberação nas alfândegas, rastreamento de cargas, cumprimento dos prazos das entregas e facilidade de encontrar fretes com preços competitivos.

De olho nessas estatísticas, a TW Transportes e Logística (www.twtransportes.com.br), empresa gaúcha de armazenagem e transportes nos segmentos de fracionados leves e pesado e químico, investiu pesado em tecnologia e processos para reduzir significativamente as perdas. Resultado: o índice de eficiência em todas as operações e na pontualidade das entregas, hoje, é de 95%. A companhia apostou em modernos equipamentos de gerenciamento de riscos, que garantem o rastreamento de toda a frota, e na qualificação da equipe. Além disso, todos os ambientes de armazenamento são monitorados 24 horas por coletores de temperatura e umidade, garantindo a integridade e a qualidade dos produtos. Os investimentos foram tantos que a empresa, localizada no Sul do país, tornou-se referência no mercado brasileiro. Com mais de 15 mil clientes atendidos mensalmente nos segmentos químico, de pacotes fracionados (leve e pesado), defensivos agrícolas e celulose, entre outros, a TW movimenta 100 mil toneladas, em média, por mês.

O cuidado e a atenção em todas as etapas do processo de transporte e logística chamou atenção da multinacional Monsanto, que optou por contratar os serviços da TW Transportes e Logística. “A empresa buscava fornecedores que tivessem respaldo e competência no Sul do país, com estruturas sólidas e equipes experientes que contribuíssem para o desenvolvimento da imagem da empresa. Além de expertise no segmento de agronegócio, que foi um dos principais fatores para a escolha”, explica Johnny Ivanyi, gerente de Logística da Monsanto no Brasil.

Cliente da TW desde 2009, a Monsanto no Brasil está presente há 50 anos no país. É uma empresa focada em agricultura, e referência em inovação tecnológica. Pioneira no desenvolvimento de herbicidas, sementes convencionais e geneticamente modificadas, a Monsanto busca soluções sustentáveis que proporcionem aos agricultores produzir mais e melhorar de vida. Para isso, investe anualmente mais de US$ 1 bilhão em pesquisas e novos produtos, além de compartilhar seu conhecimento com os produtores, para ampliar o acesso a modernas tecnologias agrícolas. Desde que chegou ao país, em 1963, a Monsanto cresceu em estrutura e no desenvolvimento de soluções para o campo, o que faz da unidade brasileira a segunda maior e mais importante da companhia em todo o mundo. Cerca de 2.700 funcionários trabalham nas fábricas e escritórios distribuídos pelo Brasil.

Para a Monsanto, a TW Transportes e Logística presta serviços de armazenagem, movimentação dos materiais no segmento de sementes, descarga, repaletização, separação, carregamento, amostragem de sementes, reensaque, gestão de avarias e resíduos e descartes de sementes. Além de executar as atividades operacionais, a empresa busca constantemente estar alinhada à política e expectativas da empresa. “No último ano, diversas melhorias referentes à segurança do trabalho foram realizadas para garantir que as equipes tivessem um ambiente ainda melhor”, explica Johnny.

Processos complexos

Outro fator de grande importância para a Monsanto é a qualidade dos serviços prestados e a transparência com que são tratadas as oportunidades de melhoria na TW. Para se ter uma ideia, o índice de acuracidade (controles de recebimento, conferência, armazenamento, produção e expedição de mercadoria do estoque) é de 99,99%. “Exigimos um alto nível de qualidade nos serviços contratados e a empresa vem atingindo as metas estipuladas ano após ano. A TW também é responsável por todas as operações de armazenagem dos estoques do governo do Rio Grande do Sul, um importante parceiro comercial da Monsanto que é altamente exigente e possui um processo complexo e em constante mudança”, afirma o executivo.

A TW Transportes e Logística emprega 1.500 funcionários diretos e possui 58 unidades operacionais, a maior parte nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de Curitiba, São Paulo, Osasco e Paulínia. Possui mais de 500 veículos de todos os tamanhos, para atender a mais de 750 cidades. “Estamos sempre preparados para atender nossos clientes e pensando cada vez mais na melhoria dos nossos serviços. Investimos cerca de R$ 20 milhões na frota e em novos terminais para garantir a eficiência nas coletas e entregas de produtos. E, ainda, começaremos um projeto de internacionalização para conquistar novos mercados. Também iremos automatizar integralmente, nos próximos seis meses, as nossas operações”, afirma o Alexandre Schmitiz, CEO da TW Transporte e Logística.

SOBRE A TW TRANSPORTES E LOGÍSTICA (www.twtransportes.com.br)

Fundada em 1966 pela família Schmitz, em Carazinho, a 283 quilômetros da capital gaúcha, onde está localizada a matriz, a empresa é especializada em armazenagem e transporte de cargas nos segmentos fracionado leve e pesado e químico.

A companhia emprega mais de 1.500 funcionários e possui 58 unidades operacionais, a maior parte nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de Curitiba, São Paulo, Osasco e Paulínia. Sua frota é composta por mais de 500 veículos de todos os tamanhos, suficientes para atender a mais de 750 cidades. (Brasil Agro 21/017/2014)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Negócios da China: As importações chinesas de açúcar no primeiro semestre deram impulso às cotações do demerara ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com entrega para março de 2015 fecharam com alta de 34 pontos, a 18,68 centavos de dólar por libra-peso. O país asiático comprou 1,39 milhão de toneladas de açúcar nos seis primeiros meses do ano, 9,8% a mais que no mesmo período de 2013. Os traders entenderam que a demanda global pode não estar tão desaquecida quanto se imaginava. A alta também foi resultado de uma correção técnica, já que o mercado estava "sobrevendido", afirmou Thomas Kujawa, analista da Sucden Financial, em relatório. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu 0,09%, para R$ 46,64 a saca de 50 quilos - queda de 4,66% no mês.

Café: Nova valorização: Os preços do café arábica fecharam com mais uma elevação na bolsa de Nova York ontem, ampliando as altas que ocorrem desde quarta-feira passada. Os contratos do grão para entrega em setembro fecharam com alta de 50 pontos, a US$ 1,729 a libra-peso. Em quatro sessões, o papel teve valorização de 6,76%, ou 1.095 pontos. A colheita no Brasil continua adiantada e já alcançou 74% das lavouras segundo a consultoria Safras & Mercado. Os traders esperam agora os resultados da produtividade e da qualidade dos grãos que estão sendo colhidos, já que isso determinará o tamanho do estrago causado pela seca do início do ano. No mercado interno, os negócios continuam estáveis com o café de boa qualidade comercializado entre R$ 400 e R$ 410 a saca de 60,5 quilos, segundo o Escritório Carvalhaes.

Cacau: Demanda robusta: Os dados do processamento de cacau na Ásia e na América do Norte continuaram repercutindo nesta segunda-feira e deram novo impulso aos preços da amêndoa no mercado futuro. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam com elevação de US$ 30, cotados a US$ 3.106 a tonelada na bolsa de Nova York. No segundo trimestre do ano, as indústrias na América do Norte aumentaram a moagem de cacau em 4,5% ante igual período do ano passado, enquanto na Ásia o aumento foi de 5,2% na mesma base de comparação. Os números ficaram acima do esperado. No mercado doméstico, a arroba do cacau negociada em Ilhéus/Itabuna teve uma leve queda e foi negociada entre R$ 104 e R$ 108, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Mercado climático: As cotações da soja registraram mais uma queda na bolsa de Chicago ontem reflexo do clima favorável ao desenvolvimento das lavouras principalmente no Meio-Oeste dos EUA. Os contratos com vencimento em setembro caíram 12,75 centavos e fecharam a US$ 10,915 o bushel. Esta semana começou mais quente na região, mas as temperaturas não devem ficar altas por muito tempo a ponto de causar estresse às plantas, segundo a empresa de meteorologia DTN. Na última semana, o clima contribuiu para uma ligeira melhora nas lavouras nos EUA - até domingo, 73% delas estavam em condição boa a excelente, 1 ponto percentual a mais que na semana anterior. No mercado interno, o preço médio da saca de soja no Paraná caiu 1,46%, para R$ 55,44, segundo o Deral. (Valor Econômico 220/07/2014)