Setor sucroenergético

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A guerra da gasolina

Com a concorrência menor do etanol, a Petrobras e a Shell apostam na sofisticação da gasolina, agora de padrão internacional.

A partir deste mês, encher o tanque de combustível não será uma tarefa tão simples quanto apenas escolher etanol ou gasolina.

Duas das grandes distribuidoras do Brasil, a Petrobras Distribuidora e a Shell, marca controlada pela Raízen, anunciaram no início da semana as vendas de novas gasolinas aditivadas em seus postos.

São fórmulas avançadas que se traduzem em duas novas marcas para o consumidor e, consequentemente, na expectativa de mais negócios. Líder do mercado, a rede de distribuição ligada à Petrobras já abastece os seus clientes com a marca Petrobras Grid.

Já a Shell promete, para a segunda semana de agosto, vender a Shell V-Power Nitro+. Na disputa pelo aumento de margem de lucro do setor, essa estratégia é considerada a principal parte do plano de produtos das duas empresas neste ano.

Ainda mais com o fato de o mercado de etanol não ter acompanhado a expansão de consumo de combustíveis nos últimos anos, devido à diminuição de produção e a concorrência com à gasolina subsidiada.

"Pretendemos ampliar significativamente nossa participação no mercado de combustíveis aditivados", afirmou Luis Alves de Lima Filho, diretor da Petrobras Distribuidora.

Apoiada em gastos de R$ 85 milhões de desenvolvimento, a Grid foi introduzida com um preço intermediário entre a gasolina comum e a marca Podium, mais sofisticada.

Em São Paulo, custa R$ 2,89, em média. O combustível traz um aditivo que promete diminuir o atrito.

Já do lado da Raízen, a estratégia é a de substituir a sua atual gasolina aditivada por uma nova, adotada em outros 15 países onde a marca Shell está presente. A promessa para a Shell V-Power Nitro+ é a de limpar o motor enquanto é consumida.

A formatação de preço para o produto ainda não foi divulgada, mas o ganho principal não deve vir do aumento da margem. "O nosso objetivo é volume", afirma Rachel Risi, responsável por produtos da Raízen.

Segundo uma pesquisa feita pela empresa, 50% dos motoristas brasileiros utilizam combustível aditivado, mesmo que de vez em quando. Na guerra da gasolina, vencerá quem convencer o cliente que uma gasolina mais cara pode significar, na ponta do lápis, mais economia. (Isto é Dinheiro 27/07/2014)

 

 Governo pode não aceitar volta da Cide, diz Cid Caldas

São Paulo - O coordenador de Açúcar e Etanol do Ministério da Agricultura, Cid Caldas, disse que a volta da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e o reajuste da gasolina são dois pleitos "complexos" do setor sucroenergético e, por isso, muito difíceis de serem aceitos pelo governo no curto prazo. Caldas lembrou que a Cide, cobrada sobre a gasolina, e o reajuste do combustível do petróleo, medidas que dariam maior competitividade ao etanol, afetam toda a economia por conta do impacto na inflação e enfrentam resistência em outras áreas do governo.

"Eu entendo os outros ministérios quando dizem que não dá no momento. Quando aumenta um ponto de inflação, isso afeta toda a economia. Você pode beneficiar um setor, mas isso afeta toda a economia", ressaltou. "É muito mais complexo, não digo impossível, de ser feito (atendido) no ritmo que o setor espera", completou ele, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, durante evento em Sertãozinho (SP).

A Cide chegou a onerar a gasolina em R$ 0,28 por litro no passado, mas a contribuição foi zerada pelo governo, justamente para evitar repasses de aumentos do combustível aos consumidores. O preço da gasolina controlado prejudicou o combustível de cana-de-açúcar que é competitivo nas bombas com um valor até 70% do cobrado pelo combustível feito a partir do petróleo.

Caldas avaliou que outro pedido dos produtores de etanol, o aumento de 25% para 27,5% na mistura do etanol anidro à gasolina, passa por testes técnicos em veículos no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes) para avaliar o impacto nos motores. "Se não houver problemas ao consumidor, o governo tem condições de propor o aumento de mistura, que iria ocorrer apenas na próxima safra, porque a atual safra está em mais da metade e não teria produto", explicou.

O coordenador de Açúcar e Etanol do Ministério da Agricultura afirmou, ainda, que somente no dia 9 de agosto, com a divulgação da segunda estimativa da safra de cana-de-açúcar da Conab, será possível avaliar o impacto da estiagem nas lavouras da cultura. "O setor está preocupado, mas não posso dizer qual a expectativa de quebra, porque é preciso de base técnica", concluiu. (Folha Vitória 27/07/204 às 08h: 28m)

 

Setor sucroenergético: O que está ruim tende a ficar pior

Na eleição passada um candidato pedia para votar nele usando como mote a frase “pior do que está não fica”. Como um dos coordenadores da Frente Parlamentar de Defesa do Setor Sucroenergético criada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, diante da gravidade da crise que o assola – gerando desemprego de trabalhadores, prejuízo para os produtores de cana e falência para os empresários – sou forçado a admitir: o que já está ruim tende a ficar muito pior se o governo federal não assumir as responsabilidades a ele inerentes.

Em entrevista recente ao TV BrasilAgro (WEB TV www.brasilagro.com.br) o consultor Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, com objetividade, apontou a presidente Dilma Rousseff como responsável por essa tragédia envolvendo toda a cadeia produtiva sucroenergética.

Outros setores, segundo ele, também padecem em razão da falta de estratégias para alavancar o crescimento do país, mas no setor canavieiro é que os resultados são piores.

Medidas em curso no âmbito da Casa Civil do Palácio do Planalto, como o aumento da mistura de etanol anidro à gasolina dos atuais 25% para 27,5%, segundo ele, em nada atenuarão os efeitos da crise que já atinge duramente as gestões de mais de mil municípios canavieiros do país.

O quadro, efetivamente, é tétrico, conforme reportagem publicada no jornal “O Globo”, do Rio de Janeiro, em sua edição do último dia 22/07, mostrando números desalentadores: nos últimos dois anos, o setor de açúcar e etanol perdeu 60 mil empregos, 58 usinas fecharam as portas e, só neste ano, 12 delas deixaram de produzir.

Só na região de Ribeirão Preto, foram 5; as fábricas de Sertãozinho, que fornecem peças e equipamentos para usinas, já demitiram, segundo o Sindicato dos Metalurgicos daquela cidade, mais de 2000 trabalhadores desde o final de 2013, 70 deles (pela Dedini) foram desligados no último dia 3 de julho.

Pior de tudo é que não existe mercado de trabalho para esses profissionais qualificados, levando-os a uma situação desesperadora no âmbito de suas famílias. É o tipo da situação em que só existem perdedores; além do mais, ninguém pode se sentir feliz com a desgraça alheia. Vale lembrar um velho ditado espanhol que diz: "quando você vir as barbas de seu vizinho pegar fogo ponha as suas de molho".

Eu me preocupo muito com esse aspecto social, talvez o mais grave. Mais ainda porque o desemprego no setor metalúrgico leva ao desemprego no comércio e no setor de serviços que sofrem as consequências da perda do poder aquisitivo desses desempregados; as próprias prefeituras sentem queda nas suas arrecadações e cria-se, ai, um ciclo inegavelmente vicioso: o que já era ruim ficou pior e tende a piorar ainda mais.

A retomada econômica de um setor tão fundamental para o próprio país deveria ser encarada pelo governo federal como uma prioridade inadiável; este, asseguro, será o foco da Frente Parlamentar de Defesa do Setor Sucroenergético na continuidade dos seus trabalhos.

Pretendemos cobrar responsabilidade dos responsáveis e reclamar as medidas mínimas recomendadas pelo mais elementar bom senso, entre elas a deixar de fazer uso político do preço da gasolina em detrimento da produção do etanol e da própria Petrobrás, outro patrimônio do povo brasileiro ora ameaçado pela miopia dos nossos administradores. (Welson Gasparini é deputado estadual (PSDB), advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto. (Brasil Agro 28/07/2014)

 

Etanol hidratado cai 2,45% e anidro 0,12% nas usinas de SP

O preço do litro do etanol hidratado nas usinas paulistas caiu de R$ 1,2358 para R$ 1,2055, em média, baixa de 2,45% nesta semana, de acordo com o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) divulgado nesta sexta-feira, 25. Já o preço do anidro teve queda leve de 0,12% no período, de R$ 1,3666 para R$ 1,3650 o litro, em média. Os preços não incluem impostos. (Agência Estado 25/07/2014)

 

O Brasil redescobre a África

Empresas nacionais aproveitam o crescimento da economia e as semelhanças com o Brasil para exportar para o continente, que cresceu, em média, 5,1% nos últimos anos.

Imagine um mercado em franco crescimento, ampla produção de petróleo, forte demanda por consumo e que vê o produto brasileiro com bons olhos. Esse foi o cenário que a gaúcha Brinox, segunda maior fabricante de utilidades domésticas no Brasil, encontrou em Angola em 2004, quando começou a investir no país. Desde então, as vendas cresceram em média 15% ao ano e hoje representam 10% das exportações da empresa, que agora quer fazer do país africano seu ponto de partida para a expansão das operações no continente. Pelos números da balança comercial, o esforço de venda valerá a pena.

Desde 2003, as exportações brasileiras para a África saltaram 287% e chegaram a US$ 11 bilhões no ano passado. Na semana passada, a Brinox integrou uma missão com cerca de 40 empresas brasileiras para participar de seminários de oportunidades comerciais em Moçambique, Angola e África do Sul, organizada pela Agência Brasileira de Promoção e Investimentos (Apex-Brasil). A expectativa é de que as rodadas de negócio gerem cerca de US$ 180 milhões em vendas ao Exterior nos segmentos de alimentos, casa e construção, além de máquinas e equipamentos.

Esses países foram escolhidos pela agência exatamente por seu potencial em compras de produtos com maior valor agregado. Em 2013, além das usuais exportações de açúcar e carne de frango, eles compraram grandes quantidades de tratores, calçados, aviões e máquinas brasileiras. A África subsaariana oferece inúmeras oportunidades de vendas de industrializados. É um quadro bem diferente do existente nos vizinhos do norte, onde a influência muçulmana é muito forte e as dificuldades de fazer negócio são ainda maiores, restringindo-se a commodities como açúcar, minério e carnes.

Já no Quênia e na Nigéria, outros dois grandes compradores de itens brasileiros, os principais produtos vendidos são veículos, aviões e chassis de automóveis. Por causa da língua portuguesa, angolanos e moçambicanos são fãs de novelas, da música e até das igrejas brasileiras, diminuindo os gastos com marketing e tornando, já de saída, o produto nacional superior a um similar chinês aos olhos dos africanos. "O Brasil é o caminho do meio em um mercado que tem sido abastecido por produtos asiáticos de menor qualidade e preço e por europeus de alta qualidade e muito mais caros", afirma Aguinaldo Fantinelli, diretor comercial da Brinox.

Boa parte da expansão das empresas brasileiras no continente acompanhou o crescimento das economias africanas, de 5,1% em média nos últimos dez anos. Esses números atraíram a atenção de gigantes do comércio global, acirrando a competição entre os que querem se tornar fornecedores desse mercado. "Os chineses têm política arrojada para a África, os europeus nunca saíram de lá e até mesmo a Índia está criando uma política comercial de Estado para intensificar as trocas comerciais", afirma Pio Penna, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.

Por isso, alerta, é importante que o plano das empresas brasileiras em descobrir novos clientes seja acompanhado por um esforço de diplomacia. Esse esforço, que foi muito intenso no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, arrefeceu nos últimos anos, levando junto parte do comércio. No primeiro semestre deste ano, as exportações do Brasil para a África caíram 14,5% em relação ao mesmo período do ano passado, para US$ 4,4 bilhões. Já as exportações de um modo geral caíram 3,4%, totalizando US$ 110,5 bilhões.

Ou seja, o mercado africano perdeu espaço e hoje representa apenas 4% do total. "Todo mundo sabe que a África é um grande mercado para a exportação de manufaturados, mas esse mercado está sendo abocanhado pela China", afirma José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Mesmo os empresários que já exportam para o continente reconhecem que os fracos laços diplomáticos estabelecidos dificultam a concretização dos negócios. Sediada em Guarulhos, na Grande São Paulo, a Fanem, líder na fabricação de equipamentos para recém-nascidos, quase perdeu uma licitação de US$ 1,8 milhão no Quênia por falta de relação interbancária entre os países.

Apesar das dificuldades, o grupo tem negócios com 27 países do continente, que hoje representa 30% das suas exportações. A empresa se beneficiou das semelhanças entre Brasil e África na precariedade da infraestrutura para tornar seus produtos mais competitivos. "Em países como o Quênia e a Etiópia, vendemos incubadoras que funcionam por até cinco horas com um gerador embutido, sem estar ligada a uma fonte de energia", diz Djalma Luiz Rodrigues, diretor-executivo da empresa. Em um país onde as estradas precárias tornam as distâncias ainda maiores, uma incubadora com essa autonomia é um ativo valioso, explica Rodrigues.

Assim como acontece no caso da Fanem, grande parte das vendas é feita diretamente ou com interferência das autoridades africanas, tornando ainda mais importante a atuação do governo brasileiro ao apresentar esse mercado para as empresas nacionais. Mesmo nas negociações com o setor privado, os chineses muitas vezes saem na frente porque oferecem crédito subsidiado através de seus bancos estatais. "Quando você não tem uma escala, é importante ter apoio, financiamento e incentivo do governo", diz José Humberto Prata Teodoro Junior, diretor de desenvolvimento de negócios da gigante BRF, detentora das marcas Sadia, Perdigão e Batavo.

A empresa, uma das maiores exportadoras mundiais de aves do mundo, vende para 35 dos 54 países do continente africano, o equivalente a 10% de suas vendas externas. No ano passado, a BRF criou um departamento de marketing regional para desenvolver campanhas para a marca Sadia, com foco em alimentos processados como margarina e alimentos prontos. "Não é simplesmente vender o que é mais barato", diz Teodoro. "Temos ambição de construir uma marca." As oportunidades estão lá. É só atravessar o Oceano Atlântico. (Isto é Dinheiro 27/07/2014)

 

Grupo Unialco tem prejuízo de R$ 156,1 milhões na safra 2013/14

SÃO PAULO -  A Unialco Açúcar e Álcool, grupo com sede em Guararapes (SP), informou que teve no exercício encerrado em 31 de março deste ano, equivalente à safra 2013/14, um prejuízo atribuído a acionistas controladores de R$ 156,1 milhões. No exercício anterior, a companhia teve um resultado líquido negativo de R$ 53,7 milhões.

O balanço inclui a usina de açúcar e álcool de Guararapes e também incorpora os resultados da Unialco MS Participações, com uma usina em Mato Grosso do Sul. Os dados publicados nesta sexta-feira mostram que o desempenho da empresa foi impactado por uma despesa financeira de R$ 64,4 milhões e uma perda com variação cambial de R$ 27,3 milhões. No ciclo anterior, esses montantes haviam sido de R$ 60,6 milhões e R$ 21,8 milhões respectivamente.

No exercício encerrado em 31 de março, pesou positivamente no resultado o ajuste para cima (de R$ 25 milhões) do valor justo dos ativos biológicos (canaviais). No ciclo anterior, o 2012/13, a empresa havia registrado uma perda do valor justo dos ativos biológicos de R$ 61,8 milhões.

A receita líquida da Unialco caiu 1,5%, a R$ 385,7 milhões na safra 2013/14. O custo dos produtos vendidos, por outro lado, subiu 11,8%, a R$ 321,6 milhões.

Em 31 de março de 2014, a dívida da empresa com empréstimos e financiamentos era de R$ 530 milhões, 11% acima dos R$ 477 milhões registrados em 31 de março de 2013.

A companhia encerrou a referida safra com R$ 501 mil em caixa, ante o montante de R$ 411 mil ao fim do ciclo anterior. (Valor Econômico 25/07/2014 às 18h: 57m)

 

Brasileiro pagaria mais por alimento sustentável

O agricultor está mais confiante e mais satisfeito com o cenário atual da agricultura do que em 2011. É o que mostra a segunda pesquisa "Farm Perspective Study" da divisão agrícola da Basf, feita neste ano em sete países.

No Brasil, foram ouvidos 300 produtores e mil consumidores. A pesquisa apontou que 66% dos produtores brasileiros concordam que os métodos utilizados na produção são sustentáveis. Já apenas 37% dos consumidores têm a mesma avaliação.

A preocupação dos consumidores brasileiros com relação à sustentabilidade na agricultura aumentou, atingindo 82%. E 75% deles estão dispostos a pagar mais por alimentos produzidos de forma ambientalmente amigável, aponta a pesquisa. (Folha de São Paulo 26/07/2014)

 

Safra 2014/15: governo define áreas e datas de plantio com menor risco

O Ministério da Agricultura estabeleceu o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) referentes à safra de verão 2014/15 para as seguintes culturas: algodão herbáceo, amendoim, arroz irrigado, arroz de sequeiro, feijão 1º safra, feijão caupi, girassol, mamona, milho 1º safra, soja e sorgo granífero. O objetivo do Zarc é identificar os municípios aptos e os períodos de semeadura com menor risco climático. O produtor rural precisa seguir os indicativos do Zarc para se enquadrar nos programas de seguro e garantia do governo federal.

O destaque para esta safra é o acréscimo de 7,5% no número de cultivares com adequação tecnológica para as culturas citadas, ultrapassando a marca de 2 mil indicações, informa o Ministério da Agricultura por meio de comunicado. O produtor precisa estar atento às cultivares indicadas por grupo de maturação, que precisa ser seguido pelo produtor para garantir o plantio de uma semente registrada e também o acesso aos programas de garantia em caso de sinistro. As portarias do Zarc foram publicadas ontem no Diário Oficial da União (DOU)

O Ministério da Agricultura disponibiliza em sua página na internet dois links para ferramentas desenvolvidas pela Embrapa que auxiliam a visualização e o entendimento das Portarias, o SomaBrasil.

A primeira permite a visualização das Portarias de 20 culturas em formato de mapas, a segunda mostra informações por meio de tabelas das culturas indicadas e períodos de plantio para cada município e Estado. (Agência Estado 25/07/2014)

 

Cresce pessimismo entre empresários, afirma pesquisa

Na contramão do índice de otimismo de empresários de 34 países, os brasileiros estão mais pessimistas com as incertezas na economia nos próximos 12 meses e ainda menos confiantes com o futuro.

Somente 32% dos empresários no Brasil estão otimistas com o rumo do país no segundo trimestre deste ano, quatro pontos percentuais abaixo dos que estavam no primeiro, segundo pesquisa da consultoria Grant Thornton.

No Brasil, 300 companhias de médio porte foram entrevistadas.

Na média global, 46% das 10 mil empresas consultadas estão mais confiantes. O percentual é o mais alto desde 2011 e reflete melhora com as exportações principalmente de países desenvolvidos como os EUA e os que integram a União Europeia.

"A conjuntura para exportações no Brasil é desfavorável. A Argentina, em dificuldade, é a maior importadora de nossos carros. As empresas brasileiras são as mais pessimistas também com as exportações", diz Artemio Bertholini, presidente da consultoria, que cita ainda dificuldades estruturais que afetam negócios no país. (Folha de São Paulo 26/08/2014)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Cenário indefinido: Os preços do açúcar demerara subiram na sexta-feira na bolsa de Nova York, pelo segundo dia seguido, diante das incertezas sobre o impacto do clima na produção brasileira. Os contratos da commodity para março de 2015 fecharam em alta de 10 pontos, a 18,77 centavos de dólar por libra-peso. O aumento da produção na primeira quinzena de julho, divulgada na quinta-feira pela Unica, veio em linha com as expectativas dos analistas, segundo Thomas Kujawa, da Sucden Financial. Os fundos que esperam pela valorização do produto apostam que a colheita antecipada indique logo uma quebra de safra no país e adiante a entressafra, quando os preços sobem. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo caiu 0,67%, para R$ 46,19 a saca de 50 quilos.

Algodão: Mínima em cinco anos: As cotações do algodão sofreram mais uma queda na bolsa de Nova York na sexta-feira em meio a perspectivas pouco animadoras para a demanda global. Os lotes para dezembro fecharam com queda de 70 pontos, a 65,35 centavos de dólar por libra-peso, próximo às mínimas em cinco anos. A nova estimativa do FMI para o crescimento global de 3,45% para 2014, abaixo do estimado anteriormente, continuou impactando o mercado. Os preços da fibra são sensíveis a dados gerais da economia, já que eles indicam o potencial da demanda por vestuário. A queda das cotações ganha mais fôlego com a liquidação em massa de posições por parte dos fundos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,22%, para R$ 1,7699 a libra-peso.

Soja: EUA voltam a vender: A divulgação de novos negócios envolvendo exportação de soja americana sustentaram os contratos do grão com vencimentos mais curtos na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro fecharam com alta de 2,25 centavos, a US$ 11,1375 o bushel. Segundo o Departamento de Agricultura americano (USDA), foram negociadas 360 mil toneladas do grão para a China e 347,7 mil toneladas do farelo de soja para o México. Por outro lado, a previsão de chuvas para as áreas central e leste do Meio-Oeste americano para o fim de semana elevou a expectativa de que haja aumento da produtividade nos EUA e pressionou os contratos de longo prazo. O indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná caiu 0,27%, para R$ 63,02 a saca de 60 quilos.

Trigo: Forte alta: As cotações do trigo registraram altas expressivas nas bolsas americanas na sexta-feira. Em Chicago, os lotes do cereal para dezembro fecharam com valorização de 9,50 centavos, a US$ 5,5975 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os contratos com igual vencimento fecharam com alta de 11 centavos, a US$ 6,4525 o bushel. Embora a oferta continue indicando um bom abastecimento do mercado, fundos especulativos voltaram a adquirir posições compradas avaliando que os compradores podem retornar ao mercado americano após os preços do grão nas bolsas do país caírem para os menores valores desde 2010. No mercado interno, o preço do trigo no Paraná apurado pelo Cepea/Esalq caiu 0,98%, para R$ 649,50. (Valor Econômico 28/07/2014

 

Marinha dos EUA considera uso de etanol em navios e jatos

A Marinha dos Estados Unidos está considerando o uso de etanol em seus navios e aeronaves, de acordo com a relação anual de aquisição de combustíveis a granel divulgada pelo Departamento de Defesa do país.

A lista inclui pela primeira vez um pedido da Marinha por diesel e combustível para jatos misturados a biocombustíveis. Até 2020, a Marinha espera que 50% da energia que consome venha de fontes alternativas e/ou renováveis. O Departamento de Defesa observou, no entanto, que os biocombustíveis militares são opcionais e só serão usados se apresentarem bom desempenho e não tiverem custo alto.

No ano passado, o governo norte-americano propôs pela primeira vez a redução da mistura de etanol na gasolina, o que poderia afetar consideravelmente a demanda interna pelo biocombustível. Com a queda dos preços do milho, usado como matéria-prima no país, a produção vem aumentando, e os militares poderiam ajudar a absorver parte dessa oferta. (Dow Jones Newswires 25/07/2014)

 

Comércio de máquinas agrícolas está mais lento este ano

Concessionárias fazem promoções e oferecem descontos aos clientes.

Em uma loja, queda no faturamento chega a 30% no primeiro semestre.

O comércio de máquinas agrícolas está mais lento este ano. No Paraná, as concessionárias não sabem mais o que fazer para atrair o agricultor, nem as promoções conseguem alavancar as vendas.

Elas estão paradas, à espera de compradores que não aparecem. Desde o início do ano tem sido assim, as vendas de tratores e colheitadeiras caíram 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em uma concessionária, a queda no faturamento chega a 30% no primeiro semestre. "Surpreendeu. A expectativa de todos os fabricantes é que os números deste ano fossem bem parecidos com os do ano passado”, diz o gerente comercial Luís Vargas.

As concessionárias estão fazendo promoções e oferecendo descontos para atrair os clientes. Em uma delas, o fabricante está bancando metade dos juros anuais.

A situação é reflexo do momento no campo. Depois de boas safras, a comercialização da produção de milho e soja este ano está com preços mais baixos. (Globo Rural 25/07/2014)