Setor sucroenergético

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Cargill investirá na primeira usina de etanol flex fuel do Brasil

A norte-americana Cargill planeja construir a primeira usina de etanol "flex fuel" do Brasil. A planta poderá usar como matéria-prima milho ou cana de açúcar.

Mato Grosso do Sul e Goiás disputam o empreendimento, orçado em aproximadamente R$ 150 milhões. (Jornal Relatório Reservado 01/08/2014)

 

Etanol foi o único produto agropecuário que subiu na BM&F

Os problemas climáticos que afetam a safra canavieira na região Centro-Sul do país e o perfil mais "açucareiro" do que se imaginava da moagem fizeram do etanol a única commodity agropecuária negociada na BM&FBovespa a encerrar julho com cotação média dos contratos futuros de segunda posição de entrega superior a de junho.

A alta foi pequena (1,46%), mas poderá ganhar fôlego a depender dos reflexos climáticos e da confirmação do aumento do percentual de mistura de etanol anidro na gasolina nos próximos meses. As cotações médias de boi, café, milho e soja caíram. (Valor Econômico 01/08/2014)

 

Usinas esperam retomada do consumo de etanol

A demanda menor de combustível nos últimos meses tem reduzido as entradas de caixa das usinas nesta safra 2014/15. Além disso, a remuneração no setor sucroalcooleiro registrou leve recuo no mês passado.

Outro fator de aperto é o encurtamento da safra --que deverá terminar mais cedo neste ano--, concentrando os custos de produção em um período menor.

O quilo de ATR (açúcar Total Recuperável) está em R$ 0,4662 no acumulado da safra até jul-14, conforme dados divulgados nesta quinta pelo Consecana (Conselho de Produtores de cana,  açúcar e etanol do Estado de São Paulo).

Já o acumulado até jun-14, o valor era de R$ 0,4666 por quilo de ATR.

Essa falta de reação dos preços ocorre, principalmente, devido à demanda menor por combustíveis. No primeiro bimestre do ano, o consumo vinha com uma elevação de 10% ante igual período de 2013. Nos dois últimos meses, houve uma queda de 5%.

A economia, um pouco abalada, e a menor movimentação dos brasileiros em julho, devido às férias e à Copa do Mundo, seguraram a demanda por combustíveis, que deve voltar a aumentar a partir deste mês.

Se esse aquecimento ocorrer e o mercado começar a ler com mais clareza os efeitos desse encurtamento da safra, os preços vão reagir, segundo Antonio de Pádua Rodrigues, da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

Padua diz que a não reação dos preços e a quebra de safra elevaram os custos de produção neste ano. O diretor da Unica acredita que haverá uma recuperação de preços com a volta da demanda e que poderá melhorar também a remuneração da cana-de-açúcar para os produtores.

O valor médio da cana está em R$ 62 por tonelada nestes primeiros meses de colheita, tomando como base a rentabilidade da matéria-prima. (Folha de São Paulo 01/08/2014)

 

Bunge deve estender até outubro revisão de negócios de açúcar e etanol no Brasil

Soren Schroder: "A situação da indústria e da política no Brasil torna mais difícil para mim estabelecer uma data".

A Bunge deve estender pelo menos até outubro a revisão estratégica de seus negócios de açúcar no Brasil, indicou nesta quinta-feira, 31, o executivo-chefe da companhia, Soren Schroder. A avaliação, que teve início em outubro do ano passado, levará mais tempo do que o previsto devido às incertezas políticas no País, disse ele.

'A situação da indústria e da política no Brasil torna mais difícil para mim estabelecer uma data', afirmou, referindo-se às eleições presidenciais, em outubro. Na última década, a Bunge comprou cinco usinas de açúcar no País, mas os negócios vêm enfrentando dificuldade devido à queda dos preços da commodity. No último trimestre, no entanto, o segmento obteve lucro de US$ 6 milhões devido à alta dos preços de etanol no Brasil.

Quanto aos negócios de grãos, Schroder disse que alguns agricultores sul-americanos estão segurando sua produção em vez de vendê-la a preços reduzidos, após uma grande safra de soja no Brasil. Mas a tendência, semelhante à observada com o milho nos Estados Unidos, não deve afetar os negócios de comercialização de grãos da Bunge, disse o executivo. O lucro do segmento subiu 83% no segundo trimestre, e deve continuar forte no segundo semestre. (Fonte: Dow Jones Newswires 31/07/2014 às 14h: 57m)

 

Resultados globais da Bunge melhoraram no segundo trimestre

A multinacional americana Bunge, uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, encerrou o segundo trimestre com lucro líquido global atribuível aos acionistas controladores de US$ 288 milhões, 111,8% maior que o apurado no mesmo período de 2013. Na mesma comparação, o Ebit (lucro antes de juros e tributos) cresceu 74,9%, para US$ 418 milhões, e as vendas líquidas aumentaram 8,4%, para US$ 16,8 bilhões.

Em comunicado divulgado ontem, o CEO da Bunge, Soren Schroder, disse que os resultados melhoraram em todas as áreas de negócios da empresa. Na divisão "agribusiness", o executivo realçou o aumento das margens de processamento de soja, impulsionado por uma oferta mais confortável de matéria-prima e pela demanda internacional aquecida. Na área de alimentos e ingredientes, destacou os resultados das novas atividades da companhia no segmento de trigo no México.

Schroder afirmou esperar bons resultados também neste segundo semestre, puxados pelas duas áreas de negócios citadas. E lembrou que a "revisão estratégica" na divisão de açúcar e bioenergia, concentrada no Brasil, continua em curso. Como já informou oValor, essa revisão envolve inclusive a venda de ativos. Nos últimos anos, a Bunge se tornou uma das principais companhias do segmento sucroalcooleiro brasileiro, mas os negócios nessa frente têm sido, em geral, pouco rentáveis.

Com a performance de abril a junho, o resultado líquido global da companhia foi positivo também no acumulado do primeiro semestre - US$ 275 milhões, mas ainda abaixo do lucro líquido de US$ 316 milhões registrado em igual intervalo de 2013. Nessa comparação, o Ebit da múlti recuou 12,3%, para US$ 493 milhões, e as vendas líquidas permaneceram estáveis (US$ 20,3 bilhões).

Boa parte dessa receita é garantida pelo Brasil, onde a Bunge é a maior exportadora do agronegócio. Os embarques da empresa a partir do país renderam US$ 3,4 bilhões no primeiro semestre, 9,3% menos que no mesmo período de 2013, por causa da queda dos preços de commodities como soja e milho. (Valor Econômico 01/08/2014)

 

Defasagem do preço da gasolina no Brasil foi de 17,7% em julho

SÃO PAULO - A consultoria Datagro divulgou que no período entre 1º e 24 de julho, a defasagem média do preço da gasolina no Brasil em relação às cotações internacionais do combustível fóssil foi de 17,7%. O presidente da consultoria, Plínio Nastari, afirma que ao longo deste ano, essa defasagem variou de 16,5% a 18,5%.

O especialista afirmou que essa é a razão de o etanol não ser mais competitivo no Brasil em relação à gasolina. “Nos Estados Unidos o galão da gasolina vale mais de US$ 3. O etanol, tanto no Brasil quanto no mercado americano, está em US$ 2,1 o galão. O etanol só não é competitivo quando o governo resolve subsidiar a gasolina”, reclama Nastari, referindo-se à política do governo brasileiro de controlar os preços dos combustíveis.

Nos próximos dias, a Datagro deve divulgar sua revisão para a safra 2014/15 de cana-de-açúcar na região Centro-Sul. Nastari afirma que o novo número deve confirmar uma safra mais açucareira. A última estimativa de safra da Datagro foi divulgada em maio e previa uma moagem de 560,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e uma produção de 32,3 milhões de toneladas de açúcar.

Nastari falou após o evento de lançamento da Fenasucro, feira de negócios do setor sucroenergético que começa no dia 26 de agosto em Sertãozinho (SP). O vice-presidente da Reed Exhibition, empresa que realiza a feira, Paulo Otávio Pereira de Almeida, a expectativa é repetir em 2014 o volume de negócios realizado em 2013. A estimativa dos organizadores é de que durante a feira no ano passado e nos dez meses seguintes à realização do evento, as vendas de máquinas, equipamentos e serviços para o setor alcançaram de R$ 2 bilhões a R$ 2,2 bilhões. “As usinas estão em crise, por isso, não há expansões. O foco dos investimentos têm estado na busca de eficiência”, afirmou Almeida. A Fenasucro vai até o dia 29 de agosto. (Valor Econômico 31/07/2014 às 15h: 36m)

 

São Martinho elege Felipe Vicchiato novo diretor financeiro e de RI

SÃO PAULO  - O grupo sucroalcooleiro São Martinho, um dos mais importantes do país, informou hoje que seu conselho de administração elegeu Felipe Vicchiato o novo diretor financeiro e de relações com investidores da companhia. Há oito anos na São Martinho, Vicchiato ocupava até agora o cargo de diretor de planejamento estratégico e de relações com investidores.

Em nota, a companhia informou que o Vicchiato esteve, durante os últimos oito anos, à frente de “importantes decisões financeiras e estratégicas que ajudaram a companhia na execução de seu plano de crescimento”.

Vicchiato tem 19 anos de experiência na área financeira, já tendo trabalhado na Arthur Andersen, passando pelo Banco Bilbao Vizcaya e Banco Bradesco, onde trabalhou nas áreas de Risco e Corporate Banking. (Valor Econômico 31/07/2014 às 19h: 49m)

 

Maior usina de etanol 2G do mundo será construída na China

Com capacidade para produzir 235 milhões de litros de etanol por ano, usina usará tecnologia da Beta Renewables e enzimas da Novozymes no processo de fabricação do biocombustível.

A corrida global pelo etanol de segunda geração (2G) ganha novos contornos com a construção de uma nova planta na China, que será a maior do mundo e contará com a parceria da Novozymes e a Beta Renewables.

Com investimentos de U$325 milhões (R$ 732 milhões), a nova usina será construída e operada pela Anhui M&G Guozhen Green Refinery CO, uma joint venture criada pela M&G Chemicals e a chinesa Anhui Guozhen Co, que deterão 70 e 30% do novo negócio, respectivamente.

Segundo a M&G Chemicals, do grupo italiano Mossi Ghisolfi, a nova unidade terá capacidade para produzir aproximadamente 235 milhões de litros de etanol celulósico por ano, número quase três vezes superior à capacidade projetada para a usina da GranBio, em Alagoas.

A M&G não deu detalhes sobre a nova usina, mas informou ao novaCana que ela ficará pronta "até o final de 2016" e usará resíduos da agricultura como "palha de milho, palha, etc". "As matérias-primas ainda serão definidas", adiantou a M&G por email.

A unidade será construída na cidade de Fuyang, na China, e processará entre 970 mil e 1,3 milhão de toneladas de biomassa por ano.

A chinesa Guozhen fornecerá a biomassa à nova usina por meio de um contrato de fornecimento de longo prazo, regido por "preços fixos",  enquanto a dinamarquesa Novozymes fornecerá as enzimas para a conversão da matéria-prima.

Beta Renewables assume quarto projeto

Com a nova usina chinesa, a Beta Renewables, joint venture entre a Biochemtex, do grupo italiano Mossi Ghisolfi, o fundo americano TPG e a Novozymes, passa a assumir seu quarto projeto de etanol celulósico no mundo.

Dona da primeira usina 2G do planeta, inaugurada em Crescentino, na Itália, a empresa licenciará à nova planta a tecnologia Proesa, que permite a quebra dos açúcares da biomassa para a fabricação do etanol 2G e de outros bioprodutos.

No Brasil, esta mesma tecnologia foi licenciada pela GranBio, e parece ser a solução que mais ganha terreno nos projetos 2G ao redor do globo.

A usina de Crescentino, na Itália, usa a palha de arroz e de trigo para fabricar o biocombustível, além de um tipo de cana encontrado na região, conhecido como cana-do-reino ou cana gigante.

A unidade, que até então era a maior do planeta, tem capacidade para produzir 75 milhões de litros e consome, em média, 270 mil toneladas de matéria-prima por ano. Já a fábrica de etanol 2G da China terá capacidade para processar quatro vezes mais matéria-prima que a usina italiana.

Consolidação de parcerias

A atuação das multinacionais reforça a consolidação do modelo de parcerias no mercado global de etanol 2G.

No Brasil, os dois principais projetos de etanol celulósico contam com parcerias internacionais.

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), por exemplo, tem o apoio da consultoria finlandesa Pöyry e do grupo Andritz, que foi o fornecedor dos equipamentos de pré-tratamento para a planta 2G São Manoel.

Atualmente, o centro negocia com as fornecedoras de enzimas os insumos necessários para uma das principais etapas do processo de conversão da biomassa em etanol: a hidrólise enzimática.

A planta de demonstração São Manoel, que agora está em fase de comissionamento, produzirá 3 milhões de litros por ano e deverá operar em escala comercial a partir de 2016.

Já a GranBio, que estava prevista para iniciar suas operações em junho deste ano, conta com o apoio do BNDES, e de uma série de empresas, como a Beta Renewables, Chemtex, DSM, Novozymes e Grupo Carlos Lyra. (Brasil Econômico 31/07/2014)

 

Em meio à crise no setor, Fenasucro descarta crescimento em negócios

Feira chega a 22ª edição e acontece de 26 a 29 de agosto em Sertãozinho.

Indústria sucroenergética espera recuperação após eleições em outubro.

A crise do setor sucroenergético no Brasil deve refletir diretamente no volume de negócios da 22ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética (Fenasucro), que acontece entre 26 e 29 de agosto em Sertãozinho (SP). A organização do evento espera movimentar R$ 2,2 bilhões, mesmo valor atingido em 2013. Apesar de contar com espaço mais amplo - a área da feira saltou de 35 mil metros quadrados para 75 mil metros quadrados -, o número de expositores também se mantém o mesmo do ano passado, com 550 empresas participantes, assim como a expectativa de público, de 33 mil visitantes.

De acordo com Plínio Nastari, presidente da Datagro -maior empresa de consultoria em açúcar e álcool do país- a feira deve abrir espaço para a discussão dos desafios para a safra 2014/2015. "O setor passa por um momento difícil, que tem trazido consequências econômicas para uma série de polos regionais. Isso tem resultado na diminuição dos investimentos, em alguns casos demissões e até em fechamento de empresas", afirma.

A falta de retorno é atribuída por ele ao retrocesso das vendas do etanol no país, problema que, segundo Nastari, ocorre principalmente devido ao subsídio no preço da gasolina imposto pelo governo federal. "Esse subsídio hoje está avaliado em 17,7% na comparação do preço da gasolina. Esperamos que, passadas as eleições, ocorram correções no preço e até uma revisão no subsídio, já que esse setor [sucroenergético] é sim solução para o país, tanto na área de combustível quanto para a produção de energia elétrica", diz.

O presidente da Fenasucro, Antônio Eduardo Toniello, compartilha as opiniões de Nastari e vislumbra na feira uma saída para que as indústrias discutam como melhorar a produção e modificar o cenário desfavorável. "A Fenasucro acontece em boa hora e traz muita coisa nova para o setor. Nessas horas aprendemos um pouco e melhoramos o nosso negócio. A crise já se arrasta há três anos, é impossível atravessarmos mais um ano nessa situação. Mas são nesses momentos que conseguimos pensar em melhorar nossa produção", diz.

Toniello acredita que mesmo com uma previsão de negócios estável para este ano, o setor pode voltar a crescer a partir de 2015. "O setor sucroalcooleiro tem uma recuperação muito forte. Só depende de respaldo do governo. Hoje nós estamos presos ao etanol. Nosso negócio é vinculado à gasolina e o que produzimos no agronegócio, concorrendo com fóssil, é muito complicado. Mas chegou a hora de trazermos para nossa indústria o que tem de melhor. A feira vem em uma hora de crise, mas precisamos sair dela", conclui.

Fenasucro

Data: de 26 a 29 de agosto

Horário: das 13h às 20h

Local: Centro de Eventos Zanini - Marginal João Olézio Marques, nº 3.563 - Sertãozinho (SP). (G1, 31/7/14)

 

Derrocada argentina de hoje pode ser a do Brasil amanhã – Ronaldo Knack

O circo de horrores em que se transformou a Argentina traz importantes sinalizações para o futuro do Brasil. Vale lembrar que ao final da 2ª Grande Guerra, a economia argentina era mais pujante do que a do Canadá e o país era um dos maiores produtores e exportadores de carnes e grãos do mundo.

Terras férteis e clima apropriado para a agropecuária garantiram durante décadas a prosperidade aos nossos “hermanos” que chegaram a ter um nível de vida compatível a de países europeus. A ‘débâcle’, com efeito, veio a partir da omissão e do distanciamento dos produtores do processo político do vizinho país e que o transformou num sistema autofágico e que o está levando à ruína.

Mentiras e mais mentiras, repetidas a exaustão pelas lideranças políticas que se mantém no poder na base do “custe-o-que custar” remetem ao que aconteceu no Estado de São Paulo quando o então governador Orestes Quércia, do PMDB, lançou à sua sucessão Luiz Antônio Fleury, falando, de boca cheia que “se preciso for, quebraremos o Banespa mas Fleury será eleito” – olhem a Petrobras e a Eletrobras aí gente! - E deu no que deu.

As manobras envolvendo o calote que acaba de ser dado a um grupo de credores pelo governo argentino, beiram o absurdo, tamanho é a cara de pau da presidente Cristina Kirchner e do seu ministro da Fazenda, o marxista Axel Kicillof. Ambos querem se queixar agora ao Tribunal Internacional de Haia.

O comportamento dos políticos argentinos têm muita similariedade com o que estamos assistindo aqui no Brasil. Se lá o parque industrial foi arrasado, aqui estamos caminhando em mesma direção. A falta de apoio ao agronegócio e o ódio destilado contra os produtores de lá, já é visto por aqui também.

A sucessão de mentiras ditas e repetidas, a todo e qualquer momento, faz parte do discurso “oficial” dos mandatários do poder. O roubo, a corrupção e a malversação dos recursos públicos, incluindo aí a sua apropriação indevida, são práticas descaradas por nossos políticos também.

Em recente entrevista concedida ao TV BrasilAgro, o ex-ministro e professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), José Goldemberg, bem definiu a causa da crise energética do nosso país: “Este pessoal (PT & cia.) implantou a sovietização no setor elétrico brasileiro”. E, desculpem a repetição, deu no que deu.

O assalto aos cofres e a estrutura da Petrobras também remetem ao mesmo raciocínio. Não passa de um grande insulto o que as aves de rapina governistas estão fazendo com aquela que já foi a empresa símbolo do nosso país. Lembram do “a Petrobras é nossa, dos brasileiros!”. Pois é, deixou de ser para se transformar em fonte de enriquecimento de quadrilhas travestidas de mandatos políticos.

Difícil mesmo é constatar que as opções que temos não são as melhores. Que o digam os dignos representantes do PSDB também envolvidos em mensalão (o mineiro, precursor deste do PT & cia.), desvios de recursos do metrô e até construção de aeroporto em terras de parentes (Tio do candidato à presidência Aécio Neves). Ou então da visão xiita e monstruosa que tem do agronegócio a candidata a vice-presidente de Eduardo Campos (PSB), Marina Silva.

Infelizmente estamos na iminência não de escolhermos o (a) candidato (a) melhor para dirigir os destinos do nosso país. E sim, de escolhermos o menos ruim, o que, convenhamos, é um gigantesco retrocesso que teremos que impor aos nossos descendentes (Ronaldo Knack é Jornalista e graduado em Administração de Empresas. É também fundador e presidente do BrasilAgro; ronaldo@brasilagro.com.br)

 

Commodities Agrícolas

Café: Disparada em NY:Os preços do café arábica dispararam ontem na bolsa de Nova York diante de indicações de problemas na oferta na safra atual e na próxima. Os contratos para dezembro subiram 1.240 pontos, para US$ 1,9875 a libra-peso. Na quarta-feira, a exportadora Terra Forte estimou a safra brasileira em 45,8 milhões de sacas, 14% menos que o calculado antes, e avaliou que a safra 2015/16 também deverá ter redução. A previsão de tempo firme no Sudeste, após fortes chuvas, também preocupa, pois poderá antecipar a florada. Mauricio Galindo, da Organização Internacional do Café (OIC), afirmou que o mundo deverá ter, na safra 2014/15, um déficit de até 10 milhões de sacas. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade foi negociada entre R$ 430 e R$ 450, segundo o Escritório Carvalhaes.

Cacau: Terceira alta seguida: O mercado do cacau viveu ontem seu terceiro dia seguido de valorização na bolsa de Nova York, novamente impulsionada pela demanda aquecida. Os lotes para dezembro fecharam com alta US$ 6, a US$ 3.186 a tonelada. Em três dias, o papel acumulou ganho de US$ 42. Os traders continuam operando diante da perspectiva de forte aquecimento da moagem neste semestre. A oferta, por sua vez, só voltará a ter volume em outubro, quando começará a colheita da safra principal no oeste da África. Segundo analistas, a produção da região terá bom desempenho após fortes chuvas em Gana e na Costa do Marfim. No mercado doméstico, a arroba em Ilhéus e Itabuna foi negociada entre R$ 105 e R$ 110, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Clima nos EUA: As cotações do algodão tiveram mais um dia de baixa na bolsa de Nova York diante da perspectiva de uma boa safra nos EUA. Os contratos para dezembro fecharam com recuo de 113 pontos, a 62,87 centavos de dólar por libra-peso, o menor valor desde 7 de outubro de 2009. Em três dias, o lote recuou 301 pontos. O clima continua favorável às plantações nas regiões produtoras e alimenta as perspectivas de uma ampla produção. As condições das plantações nas planícies do sul dos EUA "são impulsionadas pela tendência de clima frio com chuvas moderadas e tempestades", afirmou a agência DTN. No mercado interno, a cotação média do algodão em pluma no oeste da Bahia ficou em R$ 52,91 por arroba, de acordo com a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Milho: Vendas fracas: Os contratos do milho voltaram a recuar ontem na bolsa de Chicago ante um volume de vendas do grão americano abaixo do esperado. Os lotes para dezembro fecharam com recuo de 4,5 centavos, a US$ 3,67 o bushel. Os exportadores dos EUA acertaram a venda de 1,27 milhão de toneladas entre os dias 18 e 24, das quais 173,8 mil toneladas a serem entregues ainda na atual safra (2013/14). Mas os traders esperavam que o volume para o curto prazo ficasse entre 250 mil e 500 mil toneladas. O clima também continua favorável nos EUA, e as previsões de chuva para a maior parte do Meio-Oeste na segunda metade da próxima semana aumentaram a pressão sobre os preços. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca em Campinas se manteve em R$ 22,73. (Valor Econômico 01/08/2014)