Setor sucroenergético

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Após dois incêndios, Codesp pretende 'endurecer' regras no porto de Santos

Após a ocorrência de dois incêndios de grandes proporções em menos de um ano no porto de Santos (SP), a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) pretende endurecer as regras de segurança de operação no porto paulista. No domingo, um armazém da Rumo, empresa de logística da Cosan, pegou fogo, resultando na destruição de 15 mil toneladas de açúcar. Em outubro passado, um incêndio também atingiu armazéns da Copersucar, queimando 180 mil toneladas do produto.

A Codesp vai debater com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a revisão dos procedimentos de segurança para operação no cais santista para torná-los mais rigorosos. Novas medidas devem ser aplicadas por meio de resoluções de ambas as partes.

O incêndio na Rumo atingiu o Armazém "X", que ficou bastante danificado, e uma pequena parte externa do Armazém "V", informou o Corpo de Bombeiros, além de uma correia transportadora. A Cosan informou que, além do armazém "X", apenas foi destruída uma esteira que liga o "X" ao armazém "V".

Ontem pela manhã, a Rumo entrou em contato com alguns de seus clientes para comunicar que acionou a cláusula de "força maior". Assim, em função do incêndio, está momentaneamente desobrigada de cumprir seus contratos de exportação de açúcar. Segundo a empresa, a medida foi tomada preventivamente, enquanto não se conclui a avaliação dos impactos do incidente.

O armazém "X" fica dentro do terminal 19, cujas operações foram interrompidas. Já o terminal 16 não foi afetado e ontem mesmo voltou a funcionar com o carregamento de um navio. Ambos armazéns ficam na retaguarda da zona de cais. Não houve danos aos terminais marítimos da Rumo no porto, mas no domingo dois navios que estavam operando nos cais público em frente a eles foram desatracados por motivos de segurança, disse a Codesp.

Desde domingo, a Codesp interditou o acesso viário aos armazéns "X" e "V" por motivos de segurança. Ontem, não foi constatado impacto no tráfego de caminhões dentro do porto ou no Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga o Planalto paulista ao litoral.

A Cetesb, a agência ambiental do Estado de São Paulo, não constatou mortandade de peixes ou presença visível de melaço decorrente do combate ao fogo. Os dados foram apurados por técnicos da agência que participam das ações emergenciais. A Cetesb disse que a mensuração completa dos danos ambientais só ocorrerá ao fim das operações, quando será realizado um balanço. A autuação decorrente do incêndio seguirá a legislação ambiental, que prevê advertência ou multa, o que também só será definido ao fim da operação, informou a Cetesb.

Ontem estava sendo realizada a sucção do material residual do combate ao incêndio contido nas galerias de águas pluviais e o tamponamento dos bueiros, visando a evitar que mais resíduos atinjam as galerias e sejam carreados para o estuário. Os técnicos da agência permanecerão monitorando a área por pelos menos dois dias. (Valor Econômico 05/08/2014)

 

Açúcar fecha em leve queda em NY após notícia de incêndio em Santos

O preço do açúcar bruto negociado na bolsa de Nova York (ICE) fechou em leve queda nesta segunda-feira, após saltar 5,6 por cento nos primeiros três minutos de negociações em uma reação instintiva ao incêndio que atingiu um armazém da Cosan no porto de Santos.

"O incêndio pode aumentar um pouco a pressão no curto prazo para a situação de logística e carregamento, embora as estatísticas mais recentes da fila de navio indiquem que não há urgência nos embarques do centro-sul do Brasil", disse a Green Pool Commodities, em relatório.

O contrato outubro do açúcar bruto fechou com oscilação negativa de 0,2 por cento, a 16,32 centavos de dólar por libra-peso. Mais de um quinto dos negócios foram feitos nos primeiros três minutos de sessão, quando os preços bateram em 17,26 centavos, maior patamar desde 24 de julho.

O açúcar branco negociado na Liffe de Londres caiu 0,2 por cento, para 434,70 dólares por tonelada. (Reuters 04/08/2014)

 

Incêndio destrói armazém de açúcar no porto de Santos

Um incêndio destruiu 15 mil toneladas de açúcar em um armazém da Cosan no porto de Santos, o que pode causar atraso no carregamento das exportações.

A avaliação de analistas de que o prejuízo para a exportação de açúcar não deve ser muito grande limitaram o efeito nas ações, que fecharam em alta de 1,13%, a R$ 37,46.

A capacidade de armazenagem era de 18 mil toneladas do produto, segundo a Cosan, que opera em Santos por meio de sua divisão de logística, a Rumo. A capacidade total dos armazéns da empresa no porto é de 500 mil toneladas.

As 15 mil toneladas perdidas no incêndio equivalem a um terço da capacidade de um navio dos que atracam usualmente em Santos.

A empresa não informou, no entanto, o impacto do incêndio para sua capacidade de recebimento e embarque de açúcar.

A Cosan disse que cerca de cem funcionários trabalhavam no local na tarde de domingo, quando o fogo começou. Não houve relato de feridos no local.

O Brasil, maior produtor e exportador mundial de açúcar; está no meio da safra de cana do centro-sul, que deve produzir entre 32 milhões e 34 milhões de toneladas de açúcar, levemente abaixo das estimativas iniciais, devido ao impacto de uma seca no início do ano.

HISTÓRICO

Em outubro do ano passado, um outro incêndio causou grandes estragos no terminal de exportação da Copersucar, maior comercializadora de açúcar do mundo.

Até junho, a Copersucar já havia restaurado metade de sua capacidade anual de 10 milhões de toneladas de exportação via Santos e conseguido realocar parte dos carregamentos para outros terminais, incluindo o da Rumo.

A Copersucar estima conseguir voltar à capacidade normal em seu terminal depois de fevereiro de 2015. (Folha de São Paulo 05/08/2014)

 

Grupo Aralco apresenta nova proposta a fornecedores de cana

O Grupo Aralco realizará, nos dias 15, 22 e 29 de agosto, encontros com fornecedores de cana para oferecer 7 mil hectares de terras, além de apresentar a nova proposta de arrendamento. Os encontros são voltados àqueles que têm interesse em expandir seus negócios e aos que querem iniciar uma nova parceria.

A proposta, a ser apresentada nos três eventos, pretende também explanar todas as argumentações referentes às formulações contratuais, objetivos de crescimento e expansão empresarial dentro do setor sucroenergético.

Os participantes receberão também todas as informações relativas à realidade atual da empresa; perspectivas de contrato; de logística do plantio, colheita e fornecimento dacana. Além disso, serão apresentados os objetivos e resultados esperados com as parcerias.

O convite é aberto a todos os fornecedores de cana que têm interesse em conhecer a nova proposta.

Os encontros acontecerão sempre a partir das 17h30 nos endereços:

15/08 - Fazenda Bom Jesus - Rod.SP 425/km 307 + 600 m - Bairro do Bonito - Igreja do Bonito, Penápolis/SP

22/08 - AFGAC - Rua José Duran 320, General Salgado/SP

29/08 - Resort Tietê - Rodovia Elyezer Montenegro Magalhães - km 58, 8S/N - Araçatuba/SP. (Brasil Agro 04/08/2014)

 

Temer diz que ainda não há decisão sobre volta da Cide

'Há apenas estudos, mas não há decisões'.

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse que ainda 'não há conclusões' a respeito do retorno da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina. 

'Há apenas estudos, mas não há decisões', disse nesta segunda-feira, 4, em rápida entrevista a jornalistas ao chegar ao 13º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em São Paulo.

A Cide, que incidia sobre a importação e a comercialização de petróleo e derivados, gás natural e álcool etílico combustível, foi zerada pelo governo federal em 2012 como forma de compensar o reajuste nos preços da gasolina e do diesel em junho daquele ano. A intenção era evitar que a alta chegasse até o bolso do consumidor.

A Cide zerada, contudo, é uma das principais críticas do setor sucroalcooleiro ao governo, com a alegação de que a isenção tira a competitividade do etanol.

Críticas do agronegócio

O vice-presidente da República disse ainda que o agronegócio tem sido "prestigiado" pelo governo federal com diversos tipos de incentivos.

"O agronegócio tem sido prestigiado pelo governo em diversas políticas e pretendemos convencer o setor disso", disse Temer, quando questionado sobre o motivo do governo estar recebendo críticas por parte de entidades do setor.

Defendendo a política do governo, Temer destacou a liberação de financiamentos e a renegociação de dívidas dos produtores rurais e desonerações tributárias.

"Tem havido subsídios e tem havido um grande incremento muito grande da produção por força da atuação conjugada da iniciativa privada, do agronegócio e do governo", analisou o vice-presidente da República. (G1 04/08/2014 às 18h: 23m)

 

ANP: preço do etanol cai em 11 Estados e sobe em 13 e no DF

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em 11 Estados, subiram em 13 e no Distrito Federal e ficaram estáveis no Rio Grande do Sul e na Paraíba na semana encerrada no sábado, 2 de agosto. Na semana anterior, as cotações também haviam recuado em 11 Estados, mais o Distrito Federal, subiram em 14 e ficaram estáveis no Amapá. Os dados são da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e mostram que no período de um mês os preços do etanol caíram em 16 Estados e no Distrito Federal, subiram em outros 9 e ficaram estáveis em Alagoas.

Em São Paulo, principal Estado consumidor, a cotação caiu 0,68% na última semana, para R$ 1,870 o litro. No período de um mês, acumula queda de 1,05%.

Na semana, o maior recuo das cotações foi registrado em Mato Grosso (2,83%), enquanto que a maior alta ocorreu no Amapá (0,88%). No mês, o maior recuo também ocorreu em Mato Grosso (8,73%), enquanto o avanço mais significativo foi observado em Goiás (4,16%).

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,579 o litro, no Estado de São Paulo, e o máximo foi de R$ 3,20/litro, no Acre. Na média, o menor preço foi de R$ 1,870 o litro, em São Paulo. O maior preço médio foi verificado no Acre, de R$ 2,944 o litro.

Etanol x gasolina

De acordo com os dados da ANP, compilados pelo AE-Taxas, o etanol continuou competitivo em Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo na semana encerrada em 02 de agosto. É a quinta semana consecutiva em que o biocombustível mantém vantagem nesses Estados, refletindo a safra de cana-de-açúcar. Nos outros e no Distrito Federal a gasolina continua mais competitiva.

Segundo o levantamento, o etanol equivale a 68,53% do preço da gasolina em Goiás. Em Mato Grosso, a relação está em 63,79%; no Paraná, em 68,61%; e em São Paulo, em 65,75%. A gasolina está mais vantajosa principalmente no Amapá, onde o etanol custa o equivalente a 97,23% do preço da gasolina - a relação é favorável ao biocombustível quando está abaixo de 70%. Na média Brasil, o biocombustível também está competitivo em relação à gasolina, numa proporção de 68,87%, diz a ANP.

O preço médio da gasolina em São Paulo está em R$ 2,844 o litro. Na média da ANP, o preço do etanol no Estado ficou em R$ 1,870 o litro. (Agência Estado 04/08/2014)

 

Unica estima quebra de até 50 milhões de toneladas na safra de cana

Esta é uma revisão preliminar e que a Unica deverá divulgar uma nova estimativa oficial em breve.

A moagem de cana-de-açúcar da safra 2014/15 do centro-sul do Brasil deve ficar entre 40 milhões e 50 milhões de toneladas abaixo da safra anterior, por influência da seca que afetou canaviais no início do ano, disse nesta segunda-feira o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues.

Em 2013/14, a safra de cana do centro-sul ficou em 596,9 milhões de toneladas. A estimativa oficial mais recente da Unica para 2014/15, divulgada abril, foi de uma moagem de 580 milhões de toneladas.

"A grande redução vai ocorrer no Estado de São Paulo, na produtividade agrícola. Deve ser uma quebra de 15 por cento", disse Padua à Reuters, no intervalo do Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo.

O executivo ressaltou que se trata de uma revisão preliminar e que a Unica deverá divulgar uma nova estimativa oficial em breve, sem data definida.

A concentração de açúcar na cana colhida, no entanto, não deve ser muito prejudicada.

Segundo Padua, a taxa açúcar total recuperável (ATR) por tonelada de cana colhida deve crescer 1 kg ante 2013/14, quando atingiu 133,3 kg. Na estimativa de abril, a Unica previu um crescimento de quase 2 kg de ATR por tonelada.

"(A concentração de ATR) está maior que no ano passado, porque as usinas aproveitaram o momento mais propício para fazer açúcar", disse o executivo, ressaltando que o clima mais seco nas últimas semanas ajudou na concentração de açúcar nos canaviais. "Este será o pico de ATR da safra."

A maior concentração não deverá, no entanto, compensar o menor volume de matéria-prima disponível. "Não significa dizer que vai ter mais produção de açúcar. Na verdade, a produção de açúcar deve ser inferior à do ciclo anterior."

O diretor da Unica disse que a produção de açúcar em 2014/15 no centro-sul deve ficar entre 2 milhões e 2,5 milhões de toneladas abaixo do ciclo anterior, que foi de 34,3 milhões de toneladas. A projeção de abril divulgada pela Única é de que a produção do adoçante na atual safra na região atinja 32,5 milhões de toneladas.

A colheita no centro-sul já avançou para 60 por cento da área estimada, informou Pádua. (Reuters 04/08/2014 às 11h: 00m)

 

Faeg: acordo sobre pagamento a produtor será analisado

A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) esclareceu nesta segunda-feira que o acordo fechado entre usinas do Estado e produtores de cana-de-açúcar ainda será analisado juridicamente. Segundo o acerto, intermediado na semana passada pela federação, as usinas de Goiás pagarão aos produtores de cana do Estado 80% da safra 2014/15 no decorrer da temporada e os 20% restantes no fechamento do ciclo.

Ele prevê, ainda, que as dívidas anteriores serão quitadas 50% na atual safra (julho a outubro), 25% em 2015/16 (julho a outubro) e os outros 25% em 2016/17 (julho a outubro). A proposta passará por análise jurídica para verificação de questões relacionadas às garantias reais, diz a Faeg. Produtores disseram que em outubro do ano passado um acordo para pagamento futuro chegou a ser fechado, mas não cumprido. (Agência Estado 04/08/2014)

 

GVO reduz prejuízo a R$ 9,67 milhões no ano-safra 2013/14

O valor representa uma redução de 93,86% sobre o prejuízo de R$ 157,48 milhões do exercício anterior.

O Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), uma das dez maiores companhias de açúcar e etanol do País, registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 9,67 milhões no ano-safra 2013/14 encerrado em 30 de abril deste ano. O valor representa uma redução de 93,86% sobre o prejuízo de R$ 157,48 milhões do exercício anterior. Se considerado, no entanto, o resultado abrangente, incluindo efeitos de hedge e outros, o prejuízo da companhia no último período foi de R$ 124,34 milhões consolidado, ante R$ 157,08 milhões no exercício anterior.

O passivo total do GVO alcança R$ 2,657 bilhões, dos quais R$ 952,2 milhões com vencimento previsto para durante a atual ano-safra 2014/15 e R$ 298,93 milhões com previsão de pagamento entre um e dois anos. O GVO relatou um passivo financeiro consolidado acumulado com empréstimos e financiamentos de R$ 2,023 bilhões, alta de 11,64% sobre o total de R$ 1,812 bilhão de passivo financeiro de igual período do ano passado.

'Em sua maioria, as dívidas vencíveis no curto prazo estão sendo substituídas por novas linhas de financiamentos de longo prazo com taxas de juros menores e linhas do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social)', informa a companhia no balanço. Em 2013/2014, o resultado financeiro foi negativo em R$ 276,64 milhões, queda de 14,44% sobre os R$ 323,35 milhões do resultado financeiro negativo do ano anterior.

O GVO informa várias operações financeiras para a rolagem de dívida realizadas após o fechamento do balanço, em 30 de abril. A primeira foi a emissão de US$ 135 milhões títulos de dívida com vencimento em janeiro de 2020. O GVO alongou, ainda, R$ 121,5 milhões em dívidas com o Banco Pine, com vencimentos até abril de 2017, e com o Banco Votorantim, outros R$ 57 milhões, além de US$ 13,33 milhões, ambos com vencimento até novembro de 2017.

O GVO tem quatro usinas no Estado de São Paulo e processou, na safra 2013/14, 12,32 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, alta de 14% sobre as 10,8 milhões de toneladas moídas na safra anterior. A alta na moagem ocorreu por conta do aumento do processamento de cana própria, de 5,5 milhões para 6,86 milhões de toneladas entre os períodos. O grupo não informa qual a produção na safra passada, mas tem capacidade máxima de fabricar 1,1 milhão de toneladas de açúcar e 1,465 bilhão de litros de etanol. (Agência Estado 04/08/2014 às 12h: 42m)

 

Frio não prejudica safra de cana em MS, diz Biosul

Roberto Holanda Filho: Mesmo assim, 'não vou dizer que a situação está boa'.

O presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), Roberto Holanda Filho, afirmou nesta segunda-feira, 04, ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que a safra de cana-de-açúcar no Estado não foi prejudicada pelo frio intenso na segunda quinzena de julho.

Mesmo assim, 'não vou dizer que a situação está boa', destacou minutos antes do início do 13º Congresso da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em São Paulo. 'Choveu muito em maio. O nível de ATR (Açúcar Total Recuperável) está baixo e eu diria que a safra, hoje, está 7% atrasada', comentou.

A Biosul ainda mantém sua estimativa de moagem em Mato Grosso do Sul para a temporada 2014/15 em 44,3 milhões de toneladas, acima das 41,4 milhões de toneladas observadas em 2013/14.

Unica

O diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antônio de Padua Rodrigues, prevê que a quebra de safra de cana no Centro-Sul do Brasil por causa da estiagem no início do ano será de 40 milhões a 50 milhões de toneladas. 'Essa quebra ficará concentrada em São Paulo', destacou, em rápida entrevista a jornalistas nos bastidores do 13º Congresso da Abag.

De acordo com Padua, o fornecimento de etanol anidro, entretanto, não será prejudicado pela menor moagem de cana. 'As distribuidoras já contrataram 10 bilhões de anidro. O que vai ocorrer é uma diminuição na produção de hidratado e na de açúcar e também uma menor exportação de etanol', explicou o executivo.

Padua revelou, ainda, que a Unica já prepara uma revisão de safra e deve divulgá-la até o fim deste mês. Em abril, a entidade estimava um processamento de 580 milhões de toneladas no ciclo 2014/15. (Reuters 04/08/2014 às 11h: 19m)

 

Guarani reduz projeção de moagem de cana em 5% para até 21 mi t em 14/15

"A perspectiva inicial era de uma moagem maior, e isso foi reduzido, em torno de 5 por cento".

A Guarani deverá moer entre 20 milhões a 21 milhões de toneladas de cana nesta safra 2014/15, 5 por cento abaixo de sua estimativa inicial, por causa dos efeitos da seca sobre os canaviais do centro-sul, mas a safra deve ficar praticamente estável ante o ciclo anterior, disse nesta segunda-feira, o diretor da divisão de cana-de-açúcar do Grupo Tereos, Jacyr Costa Filho.

"A perspectiva inicial era de uma moagem maior, e isso foi reduzido, em torno de 5 por cento", disse o executivo à Reuters durante intervalo do 13º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo.

No ciclo anterior, a Guarani processou 19,7 milhões de toneladas.

Apesar da estabilidade no volume processado de cana, deverá haver uma prioridade maior para a produção de etanol, disse o executivo.

A estimativa para a produção do biocombustível neste ano-safra, iniciado oficialmente em abril no centro-sul, está entre 650 milhões a 720 milhões de litros, ante uma produção de 535 milhões de litros em 2013/14.

Na atual temporada, uma seca atípica entre janeiro e fevereiro provocou uma quebra da safra da região centro-sul, que responde por 90 por cento da produção do Brasil.

Costa explicou que o volume de cana não caiu, apesar da seca, porque o grupo investiu em renovação e área, na esteira dos esforços para ampliar a capacidade de moagem da companhia, que agora está em 23 milhões de toneladas, contra 21 milhões de toneladas em 2013/14.

O executivo não quis detalhar a estimativa para a produção de açúcar, mas disse que o índice de açúcar recuperável (ATR) deve crescer entre 2 a 3 kg por tonelada de cana processada neste ano, acima dos 134 kg de ATR por tonelada de cana do ciclo 2013/14, favorecido pelo recente período mais seco que propicia maior concentração de açúcares.

A Tereos Internacional é a controladora da Guarani com 60,4 por cento de participação. A Petrobras Biocombustível é a outra sócia. (Reuters 04/08/2014 às 14h: 58m)

 

Setor de etanol precisa de previsibilidade para poder competir, diz Aécio

"O etanol sofre hoje com uma concorrência desleal da própria Petrobras, então a previsibilidade é a regra número um do nosso governo".

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse nesta segunda-feira que pretende manter uma previsibilidade no mercado de etanol, inclusive discutindo uma política de preços mínimos, para garantir a competitividade do biocombustível.

"O etanol sofre hoje com uma concorrência desleal da própria Petrobras, então a previsibilidade é a regra número um do nosso governo", disse o candidato a jornalistas depois de participar do 13º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo.

Ele acrescentou que, caso eleito, irá discutir uma política de preços mínimos para que o etanol possa resgatar sua capacidade de competição, lembrando que nos últimos anos mais de 40 usinas foram fechadas e cerca de 20 estão em processo de liquidação judicial.

Aécio afirmou que o Brasil está na contramão de outras economias porque "subsidia combustíveis fósseis, o que nenhum país do mundo faz", mas não deu detalhes sobre seus planos para a precificação do petróleo e dos combustíveis como gasolina e diesel no mercado interno, que afetam a competitividade do etanol.

Aécio, que não fez apresentação durante o congresso, disse aos jornalistas que o problema do agronegócio brasileiro começa da porteira para fora, porque é onde faltam rodovias, ferrovias, hidrovias e portos competitivos.

"O que nós temos de fazer é declarar guerra ao 'custo Brasil', com a simplificação do sistema tributário, com regras claras que permitam o retorno dos investimentos. E precisamos de segurança jurídica em todos os setores", disse. (Reuters 04/08/2014 às 11h: 19m)

 

Cinco municípios de Mato Grosso debatem liderança no agronegócio

Rodada compõe programação do Circuito Aprosoja no Estado. Gaúcha do Norte abre programação para região leste mato-grossense.

Cinco cidades da região leste mato-grossense recebem, a partir desta segunda-feira (04), a rodada de palestras do Circuito Aprosoja, promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja-MT). Entram na pauta de discussões do setor as perspectivas para as novas safras e cenários econômicos, além da liderança no agronegócio.

Gaúcha do Norte, a 595 quilômetros de Cuiabá, abre o calendário regional, a partir das 18h (horário de MT), no Sindicato Rural. Já na terça-feira (05) será a vez de Querência, com o encontro sendo realizado no CTG Pousada do Sul. Na sequência, seguirá por Canarana, Água Boa e Nova Xavantina.

"Ano passado o Circuito teve quatro mil pessoas e há possibilidade de superação desse público neste ano. Imaginamos que o debate, a troca de ideias enriquecerá ainda mais a posição do agricultor e também da entidade", disse ao G1 o presidente da Aprosoja, Ricardo Tomczyk.

Ao todo, o Circuito Aprosoja passará por 22 municípios do Estado entre os meses de agosto e setembro, com exposições sobre a liderança no agronegócio especialmente no interior do estado. "Esta é uma novidade e um tema muito pertinente para o setor", avaliou ainda o dirigente.

Paralelamente, no mês de agosto também será promovida a rodada do Circuito Universitário em dez municípios, direcionado aos universitários das áreas de Agronomia, Direito, Administração, Economia, Marketing. O engenheiro agrônomo Eduardo Godoi conduz os debates sobre“As Oportunidades do Novo Mato Grosso”.

O evento é realizado pela Aprosoja-MT e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT).

Programação para Região Leste

04/08 18h Gaúcha do Norte Sindicato Rural

05/08 18h Querência CTG Pousada do Sul

06/08 18h Canarana Centro de Tradições Gaúchas

07/08 18h Água Boa CTG Coração Gaúcho

08/08 18h Nova Xavantina Requinte Buffet

Circuito Aprosoja - Etapa Universitária

12/08 19h Lucas do Rio Verde - Universidade La Sale

03/08 14h Campo Novo do Parecis – IFMT

04/08 13h30 Tangará da Serra – UNEMAT

04/08 19h Diamantino – UNEMAT

08/08 19h Nova Xavantina – UNEMAT

24/08 09h Cuiabá - Auditório do SENAR. (G1 04/08/2014)

 

Agronegócio deve usar redes sociais para atrair público, diz Mesquita

O agronegócio é um setor com imagem positiva perante o grande público, mas precisa estimulá-lo a se manifestar mais sobre os assuntos pertinentes à área, disse nesta segunda-feira, 04, o jornalista Rodrigo Mesquita em palestra no 13º Congresso da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), que está sendo realizado em São Paulo. Para Mesquita, o agronegócio precisa 'capitalizar os espaços para atrair a opinião' desse público a seu favor.

Segundo ele, o 'setor é bem abordado' nas redes sociais por diversas entidades, como a própria Abag e a Associação dos Produtores de Milho e Soja (Aprosoja). No entanto, é necessário um trabalho constante de fidelização para que o assunto passe a ser comentado mais ativamente. Um levantamento feito recentemente na internet mostrou que o tema política agrícola é mais falado do que gera interesse na rede, informou Mesquita. O mesmo ocorre com o tema 'infraestrutura'. (Agência Estado 04/08/2014)

 

Mais duas usinas de cana-de-açúcar são fechadas em Minas

A crise enfrentada pelo setor sucroenergético em Minas Gerais provocou o fechamento de mais duas usinas no Estado na safra 2014/15, aumentando para oito o número total de empresas que deixaram de esmagar cana-de-açúcar nas últimas cinco safras mineiras. Com a confirmação recente, estima-se que foram perdidos nesse período 8 mil empregos diretos. A quebra na capacidade de produção é estimada em 7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. A atual política do governo federal, que beneficia a gasolina e prejudica o mercado do etanol, é a principal causa atribuída ao encerramento das atividades. O cenário é de estagnação do setor.

De acordo com o presidente executivo da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, a crise é grave e vem acarretando diversos problemas, dentre eles o endividamento das unidades produtoras, que culmina no fechamento de unidades.

"Nos últimos cinco anos, perdemos no Estado oito usinas. Em 2014, duas foram fechadas e mais uma corre o risco de encerrar as atividades. No início da safra, a expectativa era de cenário mais favorável, o que infelizmente não está se concretizando. O mercado de açúcar continua em baixa e os preços muito próximos dos custos, o que deverá ser revertido somente em 2015. Em relação ao etanol, a política federal que favorece a gasolina continua prejudicando a competitividade e o consumo do combustível", disse.

Ainda segundo Campos, devido aos preços mais competitivos da gasolina frente aoetanol, o consumo do combustível no Estado ainda é muito pequeno, obrigando as usinas a negociarem 60% da produção em outros estados, o que eleva os custos com logística e causa prejuízo.

"Ao comercializar o produto em outro Estado, as usinas acumulam perda entre 3% e 4% no valor do combustível. Isso acontece porque é necessário absorver o gasto com transporte para que o etanol chegue aos estados vizinhos com preços competitivos. Caso a política federal não favorecesse a manutenção em baixa dos preços da gasolina, oetanol seria muito mais competitivo, o que é essencial para estimular o consumo e manter a produção no Estado", afirma Campos.

Safra

Em relação à safra, a expectativa é que sejam produzidas 59,5 milhões de toneladas decana-de-açúcar, volume 3% menor que o observado no período produtivo anterior. Até a primeira quinzena de julho, já haviam sido esmagadas no Estado 25,5 milhões de toneladas de cana, volume 6,2% superior ao processado em igual intervalo da safra passada. Até sexta-feira, conforme o Siamig, 42,27% da produção estadual haviam sido esmagados.

"A seca registrada nos primeiros meses do ano tem influenciado de forma desigual as unidades produtoras. As mais prejudicadas estão concentradas nas regiões Centro-Oeste, Central, Noroeste e Zona da Mata. Temos no Estado oito usinas bem afetadas, que responderiam entre 15% e 20% da produção total. No Triângulo, região que concentra o maior número de usinas, a produção foi pouco impactada. Por isso, vamos manter a estimativa inicial de produção", explica.

Até a primeira quinzena da julho, a produção de açúcar chegava a 1,2 milhão de toneladas, com crescimento de 7,95% sobre o mesmo período da safra 2013/14. No acumulado, a quantidade é praticamente a mesma da safra passada, totalizando 41,87%. A produção total de açúcar estimada para a safra 2014/15, que ficará 3% superior, é de 3,5 milhões de toneladas.

Já a fabricação acumulada de etanol totalizou 1,06 bilhões de litros, representando um crescimento de 7,7% sobre a safra passada.

A produção de etanol anidro ficou 4,35% superior, com a geração de 468,4 milhões de litros, frente aos 448,9 bilhões fabricados em igual período da safra passada. O volume representa 36,62% do total estimado para o Estado, que será de 1,27 bilhão de litros.

No caso do etanol hidratado, o crescimento foi de 10,58%, com a produção de 591,4 milhões de litros. O índice de conclusão está em 47,22%, de um volume estimado em 1,25 bilhões de litros. (Diário do Comércio 02/08/2014)

 

China e Brasil são parceiros em um projeto de biodiesel menos poluente

O Brasil é parceiro da China na guerra que o governo de pequim declarou à poluição, com projetos em conjunto com universidades daquele país.

Na quarta reportagem da série "China: a guerra contra a poluição", uma parceria do Jornal da Globo com o Globo Natureza, o repórter André Trigueiro mostra os projetos sustentáveis das universidades chinesas.

Parceria com o Brasil

Em Xangai, eles fazem leilão para conceder licenças. Em junho, uma autorização chegou a custar US$ 12 mil. Se não é possível eliminar totalmente a poluição dos veículos, dá para melhorar e muito a qualidade dos combustíveis. E o Brasil participa desse esforço.

Na Universidade de Tsinghua, em Pequim, funciona o Centro China-Brasil para Mudanças Climáticas e Inovação em Tecnologias para Energia, uma parceria deles com a UFRJ.

Uma nova tecnologia descoberta em laboratório chinês é considerada estratégica para o Brasil. Os chineses aprenderam a produzir biodiesel em escala industrial usando enzimas naturais.

As vantagens desse processo levaram o governo brasileiro a financiar parte do projeto, o que acabou aproximando ainda mais os dois países.

Coordenador do programa, o professor Liu conta que a China entrou com a tecnologia e o governo brasileiro com R$ 3,1 milhões e a missão de divulgar o combustível para a América Latina.

Com a nova geração de biodiesel enzimático, é possível reduzir em 80% a emissão de gás carbônico e em 60% a emissão de material particulado. (Jornal da Globo 01/08/2014

 

Commodities Agrícolas

Café: Realização de lucro: Os contratos futuros de café arábica negociados na bolsa de Nova York registraram ontem a segunda desvalorização consecutiva. Os lotes de café arábica com entrega para dezembro fecharam o pregão a US$ 1,9440 por libra-peso, queda de 170 pontos (0,86%). Investidores vêm embolsando os lucros registrados, principalmente, na quinta-feira passada, quando a cotação da commodity disparou diante das preocupações de que a próxima safra brasileira de café (2015/16) também fique comprometida diante do clima seco e forte calor que atingiram o Centro-Sul do país. No mercado interno, a saca de café de boa qualidade, com 60,5 quilos, é negociada por R$ 450 a R$ 460, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos (SP).

Laranja: Sem tempestade: Apesar do afastamento de uma tempestade da região produtora de laranja da Flórida, os preços do suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) fecharam o pregão de ontem em alta na bolsa de Nova York. Os contratos futuros do produto com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,4585 por libra-peso, valorização de 190 pontos ou 1,3%. Tempestades anteriores danificaram pomares da Flórida, e os comerciantes em geral empurram os preços futuros para cima quando elas passam pelo Estado americano, mesmo que a tempestade Bertha não traga qualquer impacto sobre a produção da região. No mercado interno, a cotação da laranja pera in natura ficou em R$ 9,63 a caixa de 40,8 quilos, recuo de 0,82% sobre o dia anterior, segundo o Cepea.

Soja: Temor com clima: As preocupações com o clima seco nos EUA contribuíram para que a soja registrasse ganhos ontem em Chicago. Os papéis para setembro fecharam em alta de 21,75 centavos, a US$ 10,9525 por bushel. A escassez de chuvas no Meio-Oeste americano no fim de semana aumentou o temor de que o enchimento das vagens de soja seja prejudicado - o que poderia trazer impactos diretos à produção, prevista para ser recorde no país este ano. Mas o fato é que, de maneira geral, a safra tem progredido sem maiores problemas. Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicou que 71% das lavouras de soja estão em condições boas a excelentes. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca da oleaginosa no Paraná registrou baixa de 0,81%, a R$ 63,41.

Milho: Estímulo à demanda: As especulações de que a desvalorização dos preços do milho poderá estimular a demanda pelo grão e as preocupações com a escassez de chuvas no Meio-Oeste americano impulsionaram as cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. Os contratos futuros da commodity com vencimento em dezembro registraram alta de 7 centavos de dólar, fechando o a o pregão US$ 3,6925 o bushel. Os dados de exportações divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA também ajudaram a dar suporte para os preços do milho. Conforme o órgão, os americanos embarcaram 1,14 milhão de toneladas da commodity na semana encerrada em 31 de julho, 39,7% mais que na semana anterior e superior ao que os analistas estimavam. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa recuou 0,22%, a R$ 22,88 a saca de 60 quilos. (Valor Econômico 05/05/2014)