Setor sucroenergético

Notícias

Brasília-DF: Denise Rothenburg

O empresário Rubens Ometto, do grupo Cosan, informou, por meio de assessoria, que, oficialmente, não apóia o candidato do PSB, Eduardo Campos. O maior produtor de etanol do país apóia o processo democrático. Quanto ao voto, é secreto. (Correio Braziliense por Denise Rothenburg 08/08/2014)

 

Embrapa

Ventos fortes sopram a informação de que a Embrapa pretende montar centros de pesquisa no exterior.

A mesma corrente de ar bafeja o nome da Basf como um provável parceiro na iniciativa - as duas empresas já têm um acordo para a produção da soja transgênica Cultivance. Procurada, a Embrapa nega o projeto. Mas, por dever de ofício, o RR registra a informação. (Jornal Relatório Reservado 08/08/2014)

 

Cade pede punições para Raízen

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) registrou, nesta quarta-feira, dois votos para punir a Raízen em dezenas de milhões de reais por fixação de preço de revenda, em Marília e Bauru, no interior de São Paulo. O conselheiro Alessandro Octaviani votou pela aplicação de multa de R$ 59,6 milhões e Eduardo Pontual por pena de R$ 29,8 milhões à empresa.

Os conselheiros também votaram por punições de R$ 30 mil para as pessoas físicas envolvidas com a prática. Mas o julgamento foi suspenso por pedido de vista do conselheiro Márcio de Oliveira Júnior. A empresa é um joint venture entre a multinacional Shell e o grupo Cosan, com atuação na distribuição de combustíveis e produção de etanol.

No início do julgamento do caso, em 2013, o conselheiro relator Marcos Paulo Veríssimo votou pelo arquivamento do processo. No total há, portanto, dois votos a um pela imposição de multa. Além de Oliveira Júnior, a conselheira Ana Frazão ainda terá que se manifestar sobre o processo.

Esse foi o segundo caso relativo à Raízen que foi julgado na manhã de hoje. No processo anterior, Octaviani e Pontual votaram por multa de aproximadamente R$ 30 milhões à companhia por fixação de preços de combustíveis em São Carlos (SP). Naquele caso, também houve pedido de vista de Oliveira Júnior.

As acusações foram feitas contra a empresa, quando ela era a Shell do Brasil. A segunda denúncia julgada nessa quarta-feira foi apresentada pelo Ministério Público da Bahia, após analisar mensagens de proprietários de postos, entre 1999 e 2001, sobre os mercados de Marília e Bauru.

A empresa negou a prática. Alega que a Shell não controla os preços de revenda de combustíveis, apenas faz sugestões. A Raízen também argumentou que o processo deveria ser arquivado, pois o caso ficou por três anos sem movimentação processual, o que caracterizaria a prescrição.

Veríssimo votou pelo arquivamento por entender que houve prescrição. Em seguida, Octaviani pediu vista do processo e passou meses analisando os autos. Ontem, ele levou o seu voto. "Divirjo desse posicionamento", disse.

Segundo Octaviani, as autoridades antitruste não ficaram de mãos atadas, pois, apesar de não chegarem a uma conclusão sobre o caso, houve o envio de ofícios para apurar a suposta fixação de preços de revenda. "Não houve inércia da administração pública superior ao prazo de três anos", afirmou Octaviani. "Muitos são os prejuízos para a concorrência da política de fixar preços de revenda", afirmou. Como exemplo, ele falou sobre a possibilidade de aumento nos preços e na criação de barreiras à entrada de novos concorrentes.

Segundo Octaviani, a prática ficou comprovada por meio de e-mails. "A conduta não se enquadra em situações dúbias. Essa articulação da distribuidora Shell tem origem muito anterior aos e-mails", disse, ao citar atas de reuniões em que "ficou acertado que seremos bons companheiros dos revendedores não acertando guerra de preços". "Vejo uma prova muito forte de que a Shell atuou para fixar preços", disse Pontual, referindo-se aos e-mails. Mas ele considerou que deveria ser aplicado um valor menor de multa. Em seguida, Oliveira Júnior pediu vista. (Valor Econômico 07/08/2014)

 

SAFRA 14/15

A área de cana-de-açúcar no país sobe 3,3%, para 9 milhões de hectares na safra 2014/15, estima a Conab.

Já a produtividade cai para 72,4 toneladas por hectare, 3,1% menos. Com isso, o total de cana para ser moído fica estável em 659 milhões de toneladas nesta safra.

PRODUÇÃO

A Conab prevê que as usinas do país vão produzir 38,3 milhões de toneladas de açúcar nesta safra, 1% mais do que na anterior.

Já a produção de etanol cai para 27,6 bilhões de litros, 1,5% menos. (Folha de São Paulo 08/08/2014)

 

Unica diverge de Conab e prevê dificuldades para a nova safra de cana

A quantidade de cana do centro-sul do Brasil disponível para moagem na temporada 2015/16 (abril/março) provavelmente será bastante semelhante ao total processado na fraca temporada atual (2014/15), demonstrando contínuos problemas do setor, disse o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), ressaltando ainda que os números do governo superestimam os volumes da colheita em desenvolvimento.

Segundo ele, ainda há muitas variáveis que determinarão a moagem da próxima safra, após a severa seca deste ano ter afetado a produção de cana. As previsões da Unica indicam uma redução de 40 milhões a 50 milhões de toneladas no processamento em 14/15, para cerca de 550 milhões de toneladas, ante o recorde da safra passada.

E não se pode esperar mudanças expressivas na safra para 2015/16, assim como grandes crescimentos nos próximos anos, até porque boa parte do setor está em dificuldades financeiras que afetam a capacidade de investimento.

"Se tiver uma variação da quantidade de cana (em 15/16), ela vai ser ou um pouco maior ou menor em relação à quantidade de cana processada na safra atual... Vejo uma estabilidade nos próximos cinco anos (na safra)", afirmou o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, à Reuters.

Segundo ele, as atípicas chuvas registradas ao final de julho em áreas produtoras foram "positivas" para a brotação da cana que deverá ser colhida no ano que vem.

Mas a lavoura ainda precisa de mais precipitações em agosto e também das chuvas do primeiro quadrimestre de 2015.

Além das questões climáticas, apontou Padua, a área a ser colhida provavelmente "vai ser um canavial mais velho" e menos produtivo. "O plantio de janeiro a abril não aconteceu porque não teve chuva."

Ele disse ainda que vai haver um percentual de cana de primeiro corte (mais produtiva) com menor participação na próxima safra, sem falar que o rendimento agrícola dependerá muito do índice de reforma do canavial.

DIVERGÊNCIAS

As previsões divulgadas pelo governo nesta quinta-feira sobre a safra de cana 2014/15 e sobre a produção de açúcar e etanol para a região centro-sul do Brasil não deverão se confirmar, disse o diretor técnico.

A produção de açúcar do centro-sul do Brasil em 2014/15 foi estimada nesta quinta-feira em 34,59 milhões de toneladas, ligeira alta na comparação com a produção registrada na temporada passada, apesar da severa seca que atingiu os canaviais brasileiros, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projetou uma safra praticamente estável ante 2013/14.

"Gostaria que fosse verdade, se tivesse essa cana para processar e tivesse essa produção de açúcar e etanol, as empresas não teriam tantos problemas...", afirmou Padua.

Ele rebateu representante do Ministério da Agricultura que, ao ser questionado mais cedo sobre a diferença entre os números do governo e do setor privado, afirmou que o levantamento da Conab está correto, uma vez que os técnicos da estatal vão a todas as unidades produtoras.

Segundo Padua, todos números dos especialistas para 14/15 estão mais próximos aos apurados pela Unica, indicando um problema no levantamento da Conab.

Ele citou, por exemplo, problemas nos números da Conab sobre o Estado de São Paulo, que colhe mais da metade da cana do centro-sul.

"Como a quebra agrícola vai ficar em 7 por cento em São Paulo, se até o final de junho quebrou mais de 7 por cento... a quebra daqui para frente vai ser muito maior, por conta da falta de chuva", declarou.

Padua disse ainda que o problema no levantamento da Conab pode estar relacionado ao fato de os técnicos terem contabilizado as mesmas áreas de cana mais de uma vez, ao perguntarem às usinas o total de volume a ser colhido, num ambiente de disputa da matéria-prima junto aos fornecedores.

Ele acrescentou que a quebra de safra de 40 milhões ou 50 milhões de toneladas não vai afetar a oferta de etanol no mercado interno, pois a produção de açúcar será reduzida entre 2 e 2,5 milhões de toneladas e parte do volume exportado de biocombustível no ano passado, de mais de 1 bilhão de litros, será redirecionado ao mercado doméstico. (Reuters 08/08/2014)

 

Entressafra crítica de cana pode resultar em menor oferta de etanol

A próxima entressafra de cana-de-açúcar, que neste ano começa mais cedo por causa da quebra de produção no Centro-Sul do Brasil, tem tudo para ser uma das mais críticas em termos de oferta de etanol hidratado.

Cálculos da SCA, uma das maiores tradings de etanol do País, mostram que a disponibilidade do produto para o período em que as usinas ficarão paradas será de cerca de 3 bilhões de litros. Em ciclos recentes, o volume alcançava 5 bilhões de litros no encerramento da moagem de cana e dava conta da demanda de 1,1 bilhão de litros por mês até o início do ciclo seguinte, evitando alta dos preços.

A entressafra de cana costuma ser de dezembro a março, mas representantes ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado disseram que, em 2014, esse momento será antecipado em até um mês, começando em novembro. O motivo é a seca em janeiro e fevereiro, que prejudicou o desenvolvimento dos canaviais e, consequentemente, limitou o volume de matéria-prima apto a ser moído.

Segundo Luiz Carlos Corrêa Carvalho, sócio-diretor da consultoria Canaplan, esse um mês a mais de entressafra vai gerar um 'desequilíbrio'. Quanto ao anidro, não há preocupações, diz José Dirlei Marcello, gerente de Planejamento da SCA.

'Não devemos ter problemas porque o combustível já está contratado e as usinas precisam honrar os compromissos. Já para o hidratado, a disponibilidade deve ser limitada', avalia. A trading prevê que, no início da entressafra, os estoques de anidro, misturado em 25% à gasolina, serão de 4 bilhões de litros.

Tanto Carvalho quanto Marcello dizem que uma das saídas para se evitar um choque de oferta seria a importação do biocombustível, mas ponderam que a medida tem limitações. 'Se falta hidratado em fevereiro, não adianta importar, porque há restrições nos portos para recebimento. Teria de começar já em outubro, mas não há nenhuma sinalização nesse sentido', explica o gerente de planejamento da SCA.

Assim, a tendência é de que as cotações do produto avancem com força já a partir de dezembro, mês tradicionalmente de maior demanda por conta do início do período de férias. Na BM&FBovespa, esse cenário já é sentido.

O metro cúbico do hidratado para janeiro de 2015 gira em torno de R$ 1.300, 6% superior ante a média de R$ 1.225 observada em igual mês deste ano, conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

Principal região produtora do País, o Centro-Sul pode processar até 40 milhões de toneladas a menos que as 596 milhões de toneladas de 2013/14, segundo projeções de representantes e consultorias. Até a primeira quinzena de julho, haviam sido produzidos 5,88 bilhões de litros de etanol hidratado, 3,70% mais que em igual intervalo do ano passado, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). (Portal do Agronegócio 07/08/2014)

 

Campos nega intenção de subir preço de combustíveis

Candidato desautoriza auxiliar que classificou medida como 'essencial'. Aumento, que incluiria ainda energia, não está nos planos de eventual governo do PSB, disse ex-governador de PE.

Candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos desautorizou um de seus colaboradores nesta quinta-feira (7) e negou que irá aumentar o preço dos combustíveis e da energia caso seja eleito em outubro.

Alexandre Rands, responsável pelo setor no programa de governo pessebista, disse à coluna Painel, da Folha, que Campos "se compromete a reajustar o preço da gasolina" pouco depois da posse em uma "sinalização essencial ao mercado".

O ex-governador, por sua vez, afirmou que a medida não será adotada em seu eventual governo. "Quem falou do aumento do preço da gasolina foi o ministro Guido Mantega (Fazenda). O que tenho dito é que a presidente Dilma Rousseff tem guardado dois aumentos para depois da eleição: energia e combustível".

O coordenador do programa de governo do presidenciável, Maurício Rands, disse que seu irmão, Alexandre Rands, foi "totalmente mal interpretado" e afirmou que a equipe de Campos "não adotará medidas heterodoxas para segurar a inflação".

O controle dos preços, diz, será feito com "políticas fiscais e monetárias, Banco Central independente e a criação de um Conselho Nacional de Responsabilidade Fiscal".

Segundo Mantega, todo ano há correção dos preços da gasolina e o governo continuará com os reajustes normais, mas sem "tarifaço".

Campos teve dois compromissos eleitorais em São Paulo, onde prometeu adotar medidas de curto prazo para "tirar a indústria brasileira da UTI" e universalizar o acesso à pré-escola no país. (Folha de São Paulo 08/08/2014)

 

Em meio a tiroteio eleitoral as boas e as más notícias – Ronaldo Knack

A semana começou com o prestigiado Congresso da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), seguiu com o debate promovido pela Confederação Brasileira da Agricultura e terminou com a explosão de negócios que deve provocar o elenco de sanções comerciais à Rússia e que pode escancarar este mercado para nossos produtores de carnes e laticínios.

Tanto no evento da Abag, em São Paulo, como no da CNA, em Brasília, ficou mais uma vez constatado que o governo está distante do agronegócio, pelo qual não cultua qualquer simpatia, em que pesem seus fundamentos econômicos, sociais e ambientais.

A distância da visão de quem produz daqueles que administram o país, é simplesmente abissal. Na opinião de um dos cardeais do PMDB do Estado de São Paulo, 97% dos produtores do agronegócio estão fechados com a candidatura de Aécio Neves (PSDB) e os outros 3% ainda estão indecisos.

Corre pela internet o resultado de um estudo e conjunto de avaliações da economia brasileira para 2015. Trata-se de um trabalho feito pela consultoria Empiricus, cujo título é “O Fim do Brasil” e que chegou a ser mencionado pela revista Veja. Para aqueles que pensam que já chegamos ao fim do túnel, vale a pena conferir em http://www.empiricus.com.br/video-ofimdobrasil0408/.

Com efeito, o TV Brasilagro que será exibido neste domingo pela STZTV e estará disponível no www.brasilagro.com.br a partir da tarde desta próxima segunda-feira, traz entrevistas inéditas com o ministro Neri Geller, da Agricultura; com a secretária da Agricultura do Estado de São Paulo Mônica Bergamaschi; com o diretor técnico da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única) Antonio de Pádua Rodrigues; com o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio Luiz Carlos Heinze (PP-RS); com o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético André Rocha e com o professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) José Luiz Tejon.

Para aqueles que já pensam em 2015 e no futuro do Brasil, vale a pena conhecer o resultado das avaliações da catástrofe econômica que se avizinha na avaliação da Empiricus, bem como, ouvir as opiniões dos nossos entrevistados.

Aos que aceitarem nossa sugestão, fica a certeza de que as dificuldades aumentarão, infelizmente, ainda mais! (Ronaldo Knack é fundador e presidente do BrasilAgro. É também Jornalista e graduado em Direito e Administração de Empresas; ronaldo@brasilagro.com.b

 

Produção de cana deve ser 3,3% inferior à safra anterior em MT

Estado poderá produzir 1,04 milhão de litros de etanol, diz Conab. Área de cultivo cai 5% em relação ao ciclo anterior.

A produção de cana-de-açúcar deve ser 3,3% inferior à safra anterior em Mato Grosso, chegando a 16,38 mil toneladas. A estimativa faz parte do Acompanhamento da Safra Brasileira realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o informativo, do ano passado para cá a área de cultivo da cana também foi reduzida. Neste ciclo devem ser cultivados 225,97 mil hectares com a planta, 5% a menos que no 2013/14. A produtividade deve ser de 72,49 mil quilos por hectare, 1,7% a mais que na safra anterior.

O estado deve gerar 3,78% do volume total de etanol produzido no país, algo em torno de 1,04 milhão de litros, sendo 560 mil litros de etanol anidro e 482 mil litros de etanol hidratado. Para isso deverão ser moídas 13,67 mil toneladas de cana.

Outras 2,7 mil toneladas de cana serão destinadas à produção de 340 toneladas de açúcar, o ue é 17,49% menor que na safra 2013/14, quando foram produzidas 412 toneladas (G1, 7/8/14)

 

Sertãozinho (SP) vai receber encontro mundial do setor sucroenergético

A cidade de Sertãozinho, interior de São Paulo, vai receber, entre os dias 26 e 29 de agosto, a 22ª Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética (Fenasucro), considerada uma das maiores vitrines do setor. No evento serão realizadas rodadas de negócios.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla) participarão da feira por meio do Projeto Setorial Brazil Sugarcane Bioenergy Solution, com o objetivo de promover o comércio entre fornecedores nacionais e internacionais, divulgar o potencial brasileiro e identificar oportunidades para a cadeia produtiva de todo setor da cana no Brasil.

O País é referência mundial na produção de açúcar, etanol e grande fornecedor de tecnologia, máquinas, equipamentos e serviços.

O Projeto Setorial Brazil Sugarcane Bioenergy Solution realizará rodadas de negócios durante o evento, com a participação de 50 empresas brasileiras e 20 convidados estrangeiros.

As rodadas de negócios promovidas pelo Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution movimentarão empresários da indústria, serviços e comércio do setor. “Trata-se de uma oportunidade única para gerar negócios de alcance global, atrair empresas estrangeiras e fomentar a economia do setor em um espaço onde receberemos representantes vindos de países como Argentina, Belize, Colômbia, Cuba, Guatemala, Honduras, México, Peru, Republica Dominicana, Estados Unidos e Venezuela”, afirmou Flavio Castelar, diretor executivo do Apla.

No ano passado, o Apla e a Apex-Brasil reuniram representantes do setor sucroenergético. Os quatro dias de feira resultaram em 463 contatos comerciais. (Agência Brasil 06/08/2014)

 

Conab vê alta na produção de açúcar do Brasil em 14/15; etanol recua

A produção de açúcar do centro-sul do Brasil em 2014/15 foi estimada nesta quinta-feira em 34,59 milhões de toneladas, ligeira alta na comparação com a produção registrada na temporada passada, de 34,42 milhões de toneladas, apontou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu segundo levantamento de safra.

O leve aumento na produção do maior produtor global da commodity deve ocorrer, segundo a Conab, apesar de uma safra menor de cana, estimada em 599,65 milhões de toneladas, ante 602,1 milhões de toneladas na temporada passada.

Já a produção de etanol deverá cair para 25,56 bilhões de litros, ante 26 bilhões de litros da safra 2013/14.

A Conab revisou para baixo as previsões de produção de açúcar, etanol e de cana, na comparação com o primeiro levantamento divulgado em abril, após à severa seca registrada no início do ano.

"Na região centro-sul, as adversidades climáticas ocorridas nas lavouras de cana-de-açúcar em algumas regiões durante o período de desenvolvimento impactaram diretamente as produtividades esperadas", disse a Conab.

Os números da Conab para o centro-sul, que responde por cerca de 90 por cento da safra do Brasil, estão bem superiores às projeções da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que representa o setor.

No início da semana, o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, disse que a moagem de cana do centro-sul do Brasil deve ficar entre 40 milhões e 50 milhões de toneladas abaixo da safra anterior, que foi de 596,9 milhões de toneladas, por influência da seca que afetou canaviais no início do ano.

Padua disse ainda que a produção de açúcar no centro-sul deve ficar entre 2 milhões e 2,5 milhões de toneladas abaixo do ciclo anterior, que foi de 34,3 milhões de toneladas.

Questionado sobre a diferença entre os números da Conab e da Unica, o representante do ministério para o setor de cana e agroenergia, Cid Caldas, disse em entrevista coletiva nesta quinta-feira que técnicos do governo vão a "todas as unidades produtoras e a Unica não faz esse trabalho".

Ele disse ainda que houve melhoria das condições climáticas em julho para a cana de São Paulo, Estado que responde por mais de 50 por cento da safra nacional. (Reuters 07/08/2014)

 

Seca afeta as seis bacias do rio Tietê em 200 cidades

Falta de chuva causa racionamento de água em Itu e Saltinho.

A seca que atinge São Paulo afetou todas as seis bacias do Rio Tietê, com aproximadamente 200 municípios e 27 milhões de pessoas. Embora todas as bacias estejam sendo atingidas, em alguns locais o problema se agrava, como na cidade de Itu.

Além da bacia do Alto Tietê, que abastece nove milhões de pessoas, todas as outras cinco enfrentam dificuldades.

- O racionamento de água ocorre desde fevereiro em Itu e Saltinho (a 80 quilômetros de São Paulo). Nesses municípios, só tem água a cada três dias - diz Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica.

 

Cultivo de Milho é o pior

A seca no interior paulista afeta a safra agrícola. De acordo com José Roberto da Silva, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria da Agricultura de São Paulo, o setor sofre com o calor excessivo.

A cultura mais prejudicada é a do milho, que terá quebra de safra de 33% (os agricultores colherão 2 milhões de toneladas, contra 3 milhões em 2013). As perdas da soja serão de 17% (1,5 milhão de toneladas, contra 1,8 milhão no ano passado).

A cana-de-açúcar terá perda de 8% (409 milhões de toneladas, contra 444,4 milhões no ano passado).

 

São Paulo produz 70% da safra brasileira de açúcar e álcool

O problema é que, se não chover em setembro, não tem como preparar o solo para o plantio da safra do ano que vem, e, fatalmente, teremos redução também na safra em 2015 - diz José Roberto.

Celso Torquato Junqueira Franco, presidente da União dos Produtores de Bioenergia (Udope), explica que a redução na safra de cana no estado já obrigou as destilarias da região de Araçatuba e Andradina a demitirem pelo menos mil pessoas. (O Globo 08/08/2014)

 

Em recuperação judicial, Aralco quer reduzir cultivo próprio de cana

Ao oferecer 7 mil hectares de canaviais para o arrendamento por fornecedores, o grupo pretende reduzir o cultivo próprio de 70% para 50%.

O Grupo Aralco, com sede em Araçatuba (SP), pretende transferir o cultivo de parte de seus canaviais para fornecedores de cana-de-açúcar. O objetivo é reduzir o percentual de cana própria dos atuais 70% para 50%. Com a mudança, a companhia paulista, que está em recuperação judicial desde maio, poderá reduzir custos. A aproximação também é uma forma de fortalecer ou mesmo retomar a credibilidade junto aos parceiros agrícolas.

Serão oferecidos 7 mil hectares de canaviais para os fornecedores atuais e outros que estejam interessados em arrendar a área. A nova proposta de parceria será apresentada a partir da próxima semana, em três encontros com plantadores de cana de Araçatuba e região.

A Aralco acredita que "com os estoques de açúcar em queda no mercado internacional, há forte pressão de recuperação dos preços, tanto de açúcar como de etanol". Com isso conta atrair parceiros e que a cana-de-açúcar "volte a ser uma cultura de forte atratividade na região".

Embora não faça parte do plano de recuperação, indiretamente a redução do cultivo próprio pode trazer um impacto positivo com o corte de gastos fixos. O plano de recuperação da companhia, com dívidas próximas de R$ 1 bilhão, ainda está por ser analisado pelos credores, o que deve acontecer em novembro. (Leia mais aqui)

Conforme Luiz Romeu Voss e Francisco Olivato, respectivamente, coordenadores de qualidade e de relacionamento com produtores rurais da Aralco, atualmente são cultivados cerca de 60 mil hectares de cana para o abastecimento das quatro usinas, que juntas possuem capacidade de moagem de 7,2 milhões de toneladas. A maior parte do cultivo, 95%, é feito em áreas de parceria agrícola e somente 5% em áreas próprias.

Segundo os representantes, o grupo dará um incentivo aos produtores, com antecipação do custo da parceria agrícola e fornecimento de mudas, que deverá ser ressarcido na primeira colheita da cana. A Aralco também oferecerá a assistência técnica sem custo para implantação da lavoura.

O grupo possui quatro unidades controladas: Usina Aralco, Usina Figueira, Destilaria Generalco e Usina Alcoazul, que empregam cerca de 2 mil pessoas.

Reuniões

As reuniões acontecem no municípios de Penápolis, General Salgado e Araçatuba nos dias 15, 22 e 29 de agosto. Os participantes receberão informações sobre a realidade atual da empresa e perspectivas de contrato, logística, plantio, colheita e fornecimento da cana. Serão apresentados também os objetivos e resultados esperados com a parceria. (Brasil Econômico 07/08/214)

 

Conab prevê que safra de grãos 2013/14 crescerá 2,6% ante 2012/13

A produção brasileira de grãos em 2013/14 deve alcançar 193,47 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 2,6% (mais 4,81 milhões de t) em comparação com a safra anterior (188,66 milhões de t). O dado é do 11º levantamento de safra, divulgado nesta quinta-feira, 7, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).Conforme a Conab, o maior destaque é a cultura de soja, que apresentou um incremento de 5,1% na produção, o equivalente a 4,16 milhões de t. Os produtores de soja colheram nesta safra 2013/14 cerca de 85,67 milhões de t da oleaginosa, em comparação com 81,50 milhões de t em 2012/13.

O trigo também apresenta bom desempenho, com um aumento de 35,7% na produção, o que representa cerca de 2 milhões de toneladas. O crescimento dessa cultura se deve ao aumento de 20,7% na área plantada e às melhores condições climáticas, principalmente no Paraná. A safra 2013/14 do cereal está estimada em 7,50 milhões de t ante 5,53 milhões de t em 2012/13.

O feijão também teve boa participação, a partir da evolução da produtividade do grão, registrando um aumento de 635,9 mil toneladas, cerca de 22,7%. A safra total de feijão (são três ao longo do ano) está projetada em 3,44 milhões de t, em comparação com 2,81 milhões de t no período anterior.

O milho total (primeira e segunda safras) deve apresentar queda de 3,6% (cerca de 3 milhões de t), alcançando 78,55 milhões de toneladas. Segundo a Conab, a redução é reflexo da diminuição da primeira safra, uma vez que o plantio da segunda safra se manteve estável. A primeira safra deve ser de 31,68 milhões de t, queda de 8,4% ante 2012/13 (34,58 milhões de t)

O total de área destinada ao plantio de grãos em 2013/14 deve alcançar 56,85 milhões de hectares, o que significa um aumento de 6,1% se comparado à área de 53,6 milhões de hectares da safra passada.

IBGE

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de julho projeta uma safra agrícola de 193,2 milhões de toneladas em 2014, alta de 0,3% ante o levantamento de junho (+ 0,7 milhão de tonelada), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 07. Se confirmada, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas será 2,6% superior à produção de 2013, que foi de 188,2 milhões de toneladas.

Os agricultores brasileiros devem colher uma área de 56,2 milhões de hectares em 2014, um aumento de 6,4% em relação à área colhida em 2013, de 52,8 milhões de hectares. Em relação à estimativa anterior, de junho (56,3 milhões de hectares), houve redução de 0,1%.

O arroz, o milho e a soja, três principais produtos, representaram juntos 91,1% da estimativa da produção (projetada em 193,2 milhões de toneladas) e por 85,0% da área a ser colhida. Em relação a 2013, espera-se aumento de 0,3% na área para o arroz, 8,6% para a soja e decréscimo de 0,7% na área a ser colhida com milho.

Em relação à produção, a estimativa é de expansão de 4,4% para o arroz e de 6,0% para a soja. Para o milho, a expectativa é de diminuição de 4,4% em relação a 2013. (Agência Estado 07/08/2014)

 

Lucro líquido da Camil no 1º trimestre cai 10%, para R$ 40,1 milhões

SÃO PAULO - A Camil Alimentos, uma das maiores companhias beneficiadoras da América Latina, informou que teve no trimestre encerrado em 31 de maio deste ano, primeiro trimestre do seu ano fiscal 2014, um lucro líquido de R$ 40,168 milhões, 10,5% abaixo dos R$ 44,9 milhões obtidos em igual trimestre de 2013.

A receita líquida da empresa cresceu 8,4%, para R$ 925,155 milhões, mas o custo das vendas cresceu mais, 12,6%, para R$ 688,683 milhões. As despesas administrativas da empresa no trimestre também subiram. Foram a R$ 47,069 milhões, 18% acima da registrada em igual intervalo de 2013.

Em relação ao fim do trimestre anterior, ou seja, em 29 de fevereiro deste ano, a dívida com empréstimos e financiamentos da Camil cresceu 7,4%, a R$ 642,028 milhões, sendo R$ 249,925 milhões com vencimento em até 1 ano. Em 31 de maio deste ano, a dívida da companhia com debêntures estava praticamente estável em relação ao trimestre anterior em R$ 635,717 milhões, sendo R$ 195,030 milhões com vencimento no curto prazo.

A Camil teve no exercício encerrado em 28 de fevereiro deste ano um lucro líquido de R$ 124,2 milhões, 8,8% menor do que os R$ 136,5 milhões obtidos em 2013. O resultado da empresa, que detém marcas de arroz, açúcar e pescados, foi penalizado no ano-fiscal por uma despesa financeira 49% maior, de R$ 185,4 milhões, enquanto a receita financeira cresceu 15%, para R$ 65,8 milhões.

A empresa detém onze unidades de beneficiamento de grãos no Brasil, dez no Uruguai, três no Chile , duas no Peru e uma na Argentina, além de três plantas de processamento de pescados e seis plantas de processamento de açúcar, sendo três próprias e três subcontratadas, localizadas no Brasil. (Valor Econômico 07/08/2014 às 19h: 01m)

 

Commodities Agrícolas

Café: Mercado volátil: Os preços do café têm enfrentado volatilidade desde a forte alta na quinta-feira da semana passada em Nova York - e, ontem, passaram por uma nova correção para baixo. Os lotes do arábica para dezembro fecharam em queda de 670 pontos, a US$ 1,8815 por libra-peso. Os traders esperam detalhes sobre a colheita no Brasil. O país elevou as exportações de janeiro a julho em 18,5%. No mês passado, os embarques ainda foram resultantes de estoques remanescentes. Apesar do Brasil estar garantindo o abastecimento da demanda externa, há preocupações com o esvaziamento dos estoques internos e sua capacidade de recomposição ante uma safra menor que está sendo colhida. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca caíram 2,66%, a R$ 433,60.

Cacau: Nova alta em NY: As cotações do cacau registraram mais uma alta ontem na bolsa de Nova York, diante da demanda aquecida e sinais de menor oferta no oeste da África. Os contratos da amêndoa com vencimento em dezembro fecharam com elevação de US$ 15, cotados a US$ 3.215 a tonelada. Na Nigéria, a colheita e a venda do produto no Estado de Osun ficarão paralisadas até a realização da eleição para o governo local - serão retomadas na segunda-feira. Em algumas regiões produtoras, o excesso de chuvas tem dificultado a secagem da amêndoa. Por enquanto, o surto de Ebola na África Ocidental não alcançou os países produtores nem ameaça atingir os preços, de acordo com analistas. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a amêndoa foi negociada, em média, por R$ 110 a arroba.

Soja: Tensão geopolítica: Apesar das previsões climáticas favoráveis às lavouras de soja dos EUA, os preços da oleaginosa avançaram na bolsa de Chicago ontem. Os contratos para setembro fecharam em alta de 2,75 centavos, a US$ 10,9925 por bushel. Os mapas meteorológicos indicam mais chuvas para o cinturão produtor no Meio-Oeste americano, o que deve beneficiar a soja, que está em fase de enchimento de vagens. Ocorre que, no cenário macroeconômico, os traders continuam atentos ao conflito entre Ucrânia e Rússia. Embora os dois países não sejam importantes exportadores de soja, a oleaginosa sofre os reflexos do impacto geopolítico nos preços de outros grãos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos no Paraná registrou leve baixa de 0,19%, a R$ 63,49.

Trigo: Ajuste técnico: Após seis altas seguidas, os preços do trigo recuaram ontem nas bolsas americanas, diante de ajustes técnicos. Em Chicago, os papéis para dezembro fecharam em queda de 7,75 centavos, a US$ 5,79 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os lotes com o mesmo prazo de entrega encerraram a sessão em baixa de 9 centavos, a US$ 6,5975 o bushel. Para analistas, o mercado entrou em um patamar de sobrecompra, o que motivou uma liquidação de posições. Além disso, analistas e traders também estão prevendo que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) vá elevar suas projeções de estoques globais de trigo no próximo relatório. No mercado doméstico, o preço médio do trigo no Paraná apurado pelo Cepea/Esalq caiu 1,33%, para R$ 599,25 a tonelada. (Valor Econômico 08/08/2014)