Setor sucroenergético

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Cosan reverte prejuízo e tem lucro de R$ 104,1 milhões no 2º trimestre

SÃO PAULO - A Cosan encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 104,1 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 201,5 milhões registradosum ano antes. Os números foram ajustados pela companhia, que considera a participação de 50% dos resultados da distribuidora de Raízen Combustíveis e a Raízen Energia.

A receita da holding — dona da distribuidora de gás Comgás, da Rumo Logística, e a Radar, de propriedades agrícolas — cresceu 9,5%, para R$ 9,59 bilhões.

Já o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) ficou em R$ 881,4 milhões, com alta de 6,5% na comparação anual. (Valor Econômico 13/08/2014 às 21h: 22m)

 

Tereos sopra para longe os prejuízos do açúcar Guarani

Acabaram-se o açúcar e o afeto.

A Tereos prepara mudanças em sua estratégia de negócios no Brasil. Cansado da baixa rentabilidade no segmento, o grupo francês deverá vender sua divisão de açúcar refinado. Um forte candidato à aquisição é a Camil Alimentos. A operação envolve a marca Guarani e uma fábrica em São Paulo.

O produto refinado responde hoje por menos de 5% do faturamento e por apenas 10% das vendas totais de açúcar da Tereos

A companhia também comercializa a commodity no atacado, este, sim, um negócio de maior peso.

A Tereos, que comprou a Guarani em 2001, nunca conseguiu alavancar as vendas de açúcar refinado na proporção esperada. Sua participação de mercado permanece estagnada na faixa dos 4% desde meados da década passada.

a partida, os franceses fizeram pesados investimentos na modernização do parque industrial e na distribuição do produto, apostando na tradição da marca Guarani. Nos últimos três anos, no entanto, a Tereos praticamente suspendeu os aportes.

Seu apetite acompanhou os declinantes resultados da operação. Desde 2010, o volume de vendas de açúcar refinado da companhia tem caído, em média, 10% ao ano. Isso para não falar das margens cada vez menores do produto.

Se o interesse da Tereos pelo negócio derrete feito açúcar na frigideira, a Camil Alimentos não se preocupa com o risco de sofrer uma hiperglicemia. Dona de sete marcas, a companhia soma quase 60% das vendas de açúcar refinado no Brasil.

A segunda colocada do setor, a Alto Alegre, vem lá atrás, com apenas 13%. Com a compra da Guarani, a Camil aumentará ainda mais sua primazia no setor e seu poder de fogo sobre o varejo. Mas isso é assunto para o Cade. (Jornal Relatório Reservado 14/08/2014)

 

Cana: São Martinho prevê queda de 10% na produtividade

Felipe Vicchiato: 'Se não tivesse acontecido essa seca, teríamos um excesso de cana'.

O Grupo São Martinho prevê uma queda de cerca de 10% na produtividade de seus canaviais no ano-safra 2014/15. Durante teleconferência com analistas, o diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Felipe Vicchiato, comentou que, com essa redução, sobrará menos matéria-prima para ser processada no próximo ciclo, a chamada cana bisada. 'Se não tivesse acontecido essa seca, teríamos um excesso de cana', disse, complementando que o rendimento em 2013/14 foi de 100 toneladas por hectare.

Vicchiato disse ser prematuro projetar a próxima safra, que começa oficialmente em abril do ano que vem. E disse esperar apenas para a temporada 2015 um eventual aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 25% para 27,5%. 'Considerando-se que ainda estão sendo feitos os testes para ver a viabilidade técnica, se vier, será a partir da próxima safra', disse.

No trimestre encerrado em 30 de junho, o primeiro do ciclo 2014/15, o Grupo São Martinho registrou lucro líquido consolidado de R$ 60,726 milhões, aumento de 74% ante igual período do ano passado. A companhia moeu 7,6 milhões de toneladas de cana (+37,8%), atingindo 38,9% do guidance (meta) da safra, que é de quase 20 milhões de toneladas, contra 15,6 milhões de toneladas em 2013/14.

O Grupo São Martinho possui as usinas de São Martinho, em Pradópolis (SP), Iracema, em Iracemápolis (SP), Santa Cruz S.A, em Américo Brasiliense (SP), e a Boa Vista, em Quirinópolis (GO). A compra da Santa Cruz S.A. foi autorizada pelos órgãos reguladores em julho e, ao lado de São Martinho e Iracema, produz açúcar e etanol. Já a unidade Boa Vista, que integra a Nova Fronteira Bioenergia, empresa formada em junho de 2010 por meio da joint venture com a Petrobras Biocombustível, fabrica apenas álcool. (Agência Estado 13/08/2014)

 

Operadora de avião que caiu com Campos está em recuperação judicial

SÃO PAULO - A AF Andrade Empreendimentos e Participações, operadora da aeronave Cessna 560XL que caiu em Santos nesta manhã e que vitimou o candidato à Presidência da República Eduardo Campos e outras seis pessoas, está em recuperação judicial. A holding, que controla a usina de cana-de-açúcar São Simão, em Minas Gerais e outras empresas, estava em dificuldades financeiras e teve seu pedido de proteção contra credores aprovado pela Comarca de Santa Vitória (MG) há menos de um mês, no dia 15 de julho.

A usina ainda não iniciou a moagem de cana da safra 2014/15 por falta de recursos para pagar fornecedores de cana e retomar a operação. Segundo fontes, a aeronave, que estava alienada à Cessna Finance Export Corporation, era de uso dos executivos da AF Andrade, mas, devido às dificuldades financeiras do grupo, o avião havia sido disponibilizado para locação. 

A reportagem procurou os proprietários da AF Andrade, mas não os encontrou para comentar o assunto. O presidente da holding, José Carlos de Andrade foi dono de uma usina de etanol na região de Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo, mas que foi vendida há alguns anos para o grupo Tereos, controladora da sucroalcooleira Guarani. Em 2010, os sócios da usina Andrade foram acusados de realizar venda de uma mesma carga de etanol para dois compradores diferentes, entre eles a Petrobras. 

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a aeronave acidentada nesta manhã estava em situação regular, com “todos os certificados em dias”. (Valor Econômico 13/08/2014 às 16h: 52m)

 

Aeronave foi vendida há 3 meses por grupo usineiro de Ribeirão

O avião que levava o ex-governador Eduardo Campos está registrado no nome do grupo Andrade, de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo).

A empresa, que atua no setor da cana-de-açúcar, entrou com pedido de recuperação judicial em julho.

A Folha apurou que o avião foi vendido há cerca de três meses, por US$ 7 milhões, para um empresário de Alagoas --que o teria emprestado à campanha. No registro da Anac, o avião continua no nome do grupo Andrade.

A aeronave foi entregue com cerca de 350 horas de vôo à campanha de Campos, segundo Fabiano de Camargo Peixoto, que foi co-piloto do avião por um ano e meio.

Segundo ele, a aeronave era nova quando foi comprada pela Andrade. As revisões foram feitas e não havia histórico de defeitos, disse.

Peixoto afirmou que seu último vôo nela foi em maio, com Campos a bordo. "Foi um voo de demonstração para ele, que gostou da aeronave." (Folha de São Paulo 14/08/2014)

 

Avião era novo e tinha licença em dia

Grupo usineiro arrendou aeronave para campanha.

Modelo novo

O avião Cessna Citation 560XL prefixo PR-AFA, em que voava Eduardo Campos, era novo, com apenas 350 horas de vôo. Estava com a manutenção em dia (venceria em fevereiro de 2015) e com o prazo de aeronavegabilidade válida. O avião foi fabricado em 2010 e começou a voar no Brasil em 2011.

Pertencia ao grupo AF Andrade Empreendimentos e Participações, dono de usinas de açúcar no interior de São Paulo e Minas. A empresa, em dificuldades financeiras, pôs o avião à venda no começo do ano, e ele foi alugado, possivelmente pelo sistema de leasing, pela campanha de Eduardo Campos há três meses, quando passou a voar só para o candidato do PSB.

As informações são do co-piloto Fabiano Peixoto, que diz ter feito, ao lado do comandante André, um voo de demonstração do aparelho com Campos a bordo.

-Ele gostou do jato. Imediatamente, o pessoal da campanha contratou os novos pilotos, que assumiram a aeronave - disse Fabiano.

O Grupo Andrade, com sede em Ribeirão Preto, está em recuperação judicial e teve seu pedido de proteção contra credores aprovado pela Comarca de Santa Vitória (MG) em 15 de julho. Procurado, o grupo não retornou as ligações do GLOBO. (O GLOBO 14/08/2014)

 

Produtividade da cana em SP deve cair 13% nesta safra, aponta pesquisa

A quebra agrícola acumulada desde o início da safra até 1º de agosto deve atingir cerca de 7% no Centro-sul do País.

A produtividade da cana deve cair consideravelmente nesta safra, de acordo com levantamento feito pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) junto a 154 unidades produtoras. A redução no rendimento da área colhida em julho na região Centro-Sul deve ficar próxima de 10% e, no Estado de São Paulo, pode superar 13% no comparativo com o mesmo período de 2013. Com isso, a quebra agrícola acumulada desde o início da safra até 1º de agosto deve atingir cerca de 7% no Centro-sul do País.

A moagem de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região atingiu 35,98 milhões de toneladas na segunda quinzena de julho de 2014 - o menor valor já registrado desde a safra 2007/2008, quando 25,27 milhões de toneladas foram processadas nessa mesma quinzena. A moagem no mês passado alcançou 77,39 milhões de toneladas, retração de 11,49% comparativamente a julho de 2013.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 1º de agosto, o volume processado somou 280,43 milhões de toneladas, contra 270,16 milhões de toneladas observadas em igual período do ano anterior.

Para o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, problemas como o volume menor de chuvas e a redução do ritmo de moagem pesaram para diminuir a produção nas usinas. (Agência Estado 13/08/2014)

 

Excesso de chuva retrai moagem e produção de etanol e açúcar em MS

O excesso de chuva registrado no principal polo de produção sucroenergética de Mato Grosso do Sul, na região sul do estado, no mês de julho, acabou desacelerando a moagem de cana-de-açúcar e reduzindo o volume de produção de etanol e açúcar, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (12), pela Associação dos Produtores de Bioenergia (Biosul).

De acordo com a entidade, na segunda quinzena de julho foram processadas 1,83 milhões de toneladas de cana, uma quantidade 43% menor que no mesmo período da safra passada, que foi de aproximadamente 3,2 milhões de toneladas.

“Em julho, choveu duas vezes e meia a mais do que a média histórica, isso fez com que as usinas diminuíssem o ritmo da produção por conta da interrupção de vários dias na colheita, agora em agosto esperamos voltar ao ritmo normal de produção no estado”, aponta o presidente da Biosul, Roberto Hollanda.

A entidade aponta que no acumulado da safra, as usinas do estado moeram até 31 de julho, 16,17 milhões de toneladas, o que representa um volume 13,79% menor em relação ao registrado no ciclo anterior neste mesmo intervalo de tempo, que foi de 18,75 milhões de toneladas.

Com menor quantidade de matéria-prima disponível foi reduzido o processamento de etanol e de açúcar. Do alimento já foram produzidas nesta safra 436 mil toneladas, volume 29,58% abaixo das 620 mil toneladas, do acumulado até o fim de julho na temporada passada.

Em relação ao etanol, a queda na quantidade produzida foi um pouco menor, 10,26%, caindo dos 993,98 milhões de litros para 892 milhões de litros, na comparação do acumulado do ciclo atual com o mesmo intervalo de tempo do anterior. (Primeira Hora 13/08/2014 às 10h: 46m)

 

'Financial Times' compara economia brasileira com 'dança da cordinha'

A cada volta, um pouco mais baixo’, diz o jornal sobre previsões para PIB.

Economistas reduziram pela 11ª semana expectativa de crescimento.

O jornal britânico “Financial Times” compara as perspectivas de crescimento para a economia brasileira com a “dança da cordinha”, na qual os participantes têm de passar sob uma corda esticada ou barra que fica mais perto do chão a cada rodada. Assim como na brincadeira, as previsões feitas por economistas brasileiros ficam, a cada semana, "um pouquinho mais baixas”, diz o texto publicado no blog “beyondbrics”.

Na segunda-feira, a pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central com economistas dos bancos, mostrou que a previsão para o crescimento da economia brasileira em 2014recuou pela 11ª semana seguida. Os analistas agora esperam uma alta de 0,86% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O “FT”, no entanto, ressalta que os eleitores não parecem preocupados com essa perspectiva, já que a aprovação do governo Dilma Rousseff subiu de 31% para 32% em agosto. (G1 13/08/2014)

 

Commodities Agrícolas

Café: Apetite dos fundos: Os preços do café arábica fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York sob impulso dos fundos e sustentados pela quebra de safra no Brasil, que se confirma conforme a colheita avança. Os lotes para dezembro, que passaram as ser os mais negociados, fecharam com alta de 70 pontos, a US$ 1,896 a libra-peso. Os fundos especulativos voltaram a comprar posições na bolsa, já que os patamares de preços estavam atrativos. No dia anterior, indicadores técnicos apontavam que o mercado do café estava sobrevendido, abrindo espaço para a valorização das cotações no curto prazo, como observou Carlos Costa, da Pharos Commodity Risk Management. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o café arábica teve alta de 0,1% ontem, para R$ 429,96 a saca de 60 quilos.

Algodão: Foco no consumo: As cotações do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York diante de dúvidas sobre a baixa demanda global. Os lotes para dezembro fecharam com avanço de 135 pontos, a 64,72 centavos de dólar a libra-peso. Os traders aguardam uma definição da nova política de apoio ao setor produtivo na China até o fim do mês, mas existe a possibilidade de o país voltar a importar alguns lotes enquanto a colheita não começar. A indicação do USDA, divulgada na terça-feira, de que o consumo fora da China deverá ser maior que o previsto anteriormente também ajudou a sustentar os preços. Compras técnicas de investidores especulativos ampliaram a valorização. No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para a fibra com pagamento em oito dias recuou 0,08%, para R$ 1,6625 a libra-peso.

Soja: Safra promissora: Os preços da soja continuaram sob pressão ontem na bolsa de Chicago, ainda sob influência das perspectivas "baixistas" traçadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos para setembro fecharam com queda de 14,75 centavos, a US$ 10,795 o bushel. O relatório do órgão confirmou a tendência de uma produção americana robusta, estimada em 103,85 milhões de toneladas com uma produtividade projetada em 50,88 sacas por hectare. Os traders estimam que o índice de produtividade e o volume a ser colhido podem ser ainda maiores que os previsto pelos USDA devido ao clima favorável previsto para as próximas semanas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão no Paraná teve recuo de 0,3%, para R$ 63,18 a saca de 60 quilos.

Milho: Frustração com USDA: Pelo segundo dia seguido, as cotações do milho na bolsa de Chicago tiveram ontem leve alta, reflexo da frustração dos analistas com os dados do USDA. Os lotes para dezembro fecharam com alta de 0,75 centavo, a US$ 3,6975 o bushel. O órgão previu uma safra de 356,43 milhões de toneladas nos EUA, com produtividade de 175 sacas/hectare. Os analistas apostavam em uma safra de 361,68 milhões de toneladas e produtividade de 177 sacas/hectare. Ajudou a dar sustentação aos preços a notícia de que exportadores dos EUA acertaram a venda de 107,6 mil toneladas para o México e 130 mil toneladas para destinos desconhecidos com entrega para a temporada 2014/15. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa recuou 0,47%, para R$ 23,10 a saca de 60 quilos. (Valor Econômico 14/08/2014)