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Ao que parece, o apoio da família Maggi à Dilma Rousseff vale também para a política externa do governo. O Grupo Amaggi planeja plantar soja na África. (Jornal Relatório Reservado 15/08/2014)

 

Cosan fará cisão da área de logística em outubro

O grupo de origem sucroalcooleira Cosan informou ontem que entrou com pedido de registro de companhia aberta da Cosan Logística na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A criação da empresa faz parte do processo de cisão do grupo, modelo previsto para entrar em vigor em 1º de outubro.

A empresa pretende que, já na data prevista, sejam iniciadas as negociações da nova companhia em bolsa. "A Cosan Logística, resultante da cisão, será uma companhia aberta, listada na BM&FBovespa no segmento 'Novo Mercado'", informou a empresa, ressaltando que o modelo ainda precisa de aprovação em assembleia geral extraordinária de acionistas.

A criação da Cosan Logística é um passo do grupo para incorporar a América Latina Logística (ALL), de ferrovias. A ALL está em processo de fusão com a Rumo, controlada da Cosan. De acordo com os planos da diretoria do grupo, o investidor da Cosan vai passar a ter em mãos a participação em dois papéis: na Cosan (que, conforme disseram diretores anteriormente, passará a se chamar Cosan Energia) e na Cosan Logística (a ser criada). Mas quanto o acionista receberá de cada papel ainda dependem de cálculos.

Segundo os diretores, a cisão serve para que o mercado tenha mais clareza ao investir nos negócios da companhia. A Cosan Logística surge com um único ativo: a participação na Rumo, companhia avaliada em R$ 4 bilhões que possui terminais no interior e no litoral paulista. Os planos é que a Rumo seja fundida com a ALL (com valor de quase R$ 7 bilhões) depois da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Para a Cosan, a aprovação do Cade ocorrerá no fim deste ano ou no começo do ano que vem. Segundo os executivos, há preocupação com o ritmo do órgão antitruste. "Nossa preocupação é com prazos. Porque vemos uma necessidade premente de se fazer coisas na companhia. Dada a nova lei [do Cade, que impede junção das operações antes da aprovação], a gente não pode fazer nada. Tem que esperar", disse o vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores da Cosan, Marcelo Martins, em teleconferência ontem com jornalistas. O Cade tem 330 dias, no total, para avaliar a questão.

Empresas e entidades, como por exemplo a distribuidora de combustíveis Ipiranga, já manifestaram preocupação com a fusão no órgão, mas os diretores minimizaram a questão. "A gente já esperava que essas peças entrassem no Cade, porque nesta semana o prazo para as manifestações se encerram. Por ser uma companhia com grande presença geográfica, [a ALL] tem muitas partes interessadas e é legítimo que elas se manifestem", afirmou Martins.

"A gente está tranquilo a respeito disso isso. Estamos nesse momento revisando [as petições] para ver se tem algo novo", afirmou. Segundo ele, a fusão é simples do ponto de vista da concorrência. "Na nossa opinião, é uma fusão tecnicamente simples do ponto de vista concorrencial. Porque já se parte de um monopólio legal, estabelecido por lei e regulado para se manter economicamente correto. Não tem um aumento de concentração no que ela [a ALL] faz", afirmou.

Ainda de acordo com Martins, uma nova revisão das orientações de resultado poderá vir após a listagem da Cosan Logística em bolsa. "Fizemos uma revisão na Raízen Energia com relação à cana moída [bem como de volumes] e optamos por não fazer outras revisões no trimestre porque estaremos, a partir de 1º de outubro, com duas empresas listadas, a Cosan S.A. e a Cosan Logística", disse o executivo já na teleconferência com analistas.

Conforme Martins, "será mais adequado trabalhar no novo 'guidance' [meta] com o número já quebrado por segmento de negócio ou por empresa". Para a Rumo, a previsão de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em 2014 será atualizada, segundo a companhia.

Em relação à Cosan Lubrificantes, o executivo adiantou que é possível que a previsão para o Ebitda anual seja revista para baixo. "Os resultados do segundo semestre devem mostrar recuperação bastante forte em relação ao resultado que tem sido visto até agora, [mas] o guidance de Ebitda pode ser revisto para esse negócio."

De acordo com o presidente da Cosan, Marcos Lutz, tanto o mercado quanto as margens desse negócio se contraíram muito no segundo trimestre. "Vemos alguma reação neste mês, mas é difícil projetar uma recuperação total em relação ao orçamento do ponto de vista de Ebitda. É um negócio que sofreu muito neste trimestre", enfatizou.

De abril a junho, a área de lubrificantes registrou Ebitda de R$ 21 milhões, frente a R$ 40 milhões um ano antes. Para o acumulado do ano, a meta atual é de Ebitda entre R$ 140 milhões e R$ 170 milhões. (Valor Econômico 15/08/2014)

 

Biosev registrou prejuízo 55% menor no primeiro trimestre

A sucroalcooleira Biosev, segunda maior produtora de açúcar e etanol do país, informou que teve no trimestre encerrado em 30 de junho, equivalente aos primeiros três meses da safra 2014/15, um prejuízo líquido de R$ 148,3 milhões. No mesmo período do ciclo passado, a empresa havia registrado um resultado negativo de R$ 325,8 milhões.

O presidente da companhia, Rui Chammas, disse que o desempenho foi afetado pela estratégia de vender menos produto (açúcar e etanol) no trimestre e carregar mais estoques. Ao fim de junho deste ano, os estoques de açúcar estavam 77% mais elevados que nos doze meses anteriores e os de etanol, 70% mais altos.

Assim, a receita líquida da companhia, controlada pela francesa Louis Dreyfus Commodities, caiu 14,5% no trimestre, a R$ 911,098 milhões. O volume vendido de açúcar caiu 19,3%, a 376 mil toneladas, mas o preço médio subiu 14%, destaca o executivo, a R$ 1,086 mil por tonelada. "Foi uma combinação de eficiência no hedge de açúcar e venda de produto de maior valor agregado, como açúcar refinado e líquido". No caso do etanol, o volume vendido recuou 25,7% no trimestre a 269 milhões de litros, e os preços médios avançaram 3,8%.

Chammas ressaltou ainda que pesa sobre a empresa uma despesa financeira relevante, apesar de esse dispêndio ter caído no trimestre. O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 87,7 milhões, ante a despesa de R$ 241,7 milhões de igual trimestre de 2013/14. O resultado financeiro antes da variação cambial foi uma despesa de R$ 135,8 milhões, ante a despesa de R$ 104 milhões de um ano antes.

No trimestre, a companhia processou 9,7 milhões de toneladas de cana, aumento de 5,6% em comparação com o mesmo período de 2013/14. Conforme Chammas, o acréscimo reflete o desempenho das usinas dos polos de Ribeirão Preto (SP) e de Leme (SP)/ Lagoa da Prata (MG) que aumentaram a moagem em 11,1% e 17,1%, respectivamente.

No entanto, a Biosev registrou uma produtividade da matéria-prima 7,8% menor, de 74,1 toneladas de cana por hectare. Essa queda, segundo o executivo, reflete o impacto das geadas de julho de 2013 nos canaviais de Mato Grosso do Sul. Já o teor de açúcar na cana colhida pelo grupo ficou estável em 118,4 quilos por tonelada na comparação com igual trimestre de 2013/14.

Chammas reiterou que essa retração já estava inclusa no guidance anunciado em junho deste ano. Portanto, a companhia mantém a previsão de moagem de cana entre 29 milhões e 31,5 milhões de toneladas em 2014/15.

No trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado ao valor justo dos ativos biológicos (canaviais) recuou 0,5%, a R$ 219,2 milhões. A margem Ebitda ajustada subiu 3,4 pontos percentuais, a 24,1%. Em função da menor disponibilidade de caixa típica dessa época do ano, explica Chammas, a dívida líquida em 30 de junho havia crescido 16,8%, a R$ 4,056 bilhões na comparação com a posição de 30 de março deste ano. (Valor Econômico 15/08/2014)

 

Cosan reduz estimativa de moagem para esta safra e espera melhora para 15/16

Marcos Lutz: Em 2015/16 "a cana vai começar a crescer mais cedo... a gente consegue imaginar uma safra melhor em alguns aspectos, não deveremos ter uma entressafra tão seca".

A Raízen Energia; divisão de açúcar, etanol e cogeração da Cosan; reduziu a expectativa de moagem de cana na temporada 2014 e também cortou projeções dos volumes de vendas dos produtos, em função da seca que afetou as regiões produtoras do centro-sul, disse a companhia nesta quinta-feira.

O volume de cana a ser processada até o final desta temporada foi previsto pela empresa entre 58 milhões e 60 milhões de toneladas, ante 61-63 milhões na projeção anterior e contra 61,4 milhões de toneladas processados em 2013 --o volume moído pela Raízen equivale a cerca de 10 por cento da safra do centro-sul do país.

A Raízen Energia, que opera 24 usinas com capacidade de moagem total de 65,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano safra, revisou também o total de etanol a ser comercializado em 2014 para 2 bilhões a 2,2 bilhões de litros, contra 2,3 bilhões e 2,6 bilhões de litros anteriormente, ante 2,475 bilhões de litros em 2013.

Para a próxima temporada, no entanto, o diretor-presidente praticamente descartou a possibilidade de uma safra tão ruim quanto a atual.

O diretor-presidente da Cosan, Marcos Lutz destacou que, em função de a moagem estar bem adiantada na atual safra, a cana da próxima temporada terá mais tempo para se desenvolver.

"Isso significa que a cana vai começar a crescer mais cedo... a gente consegue imaginar uma safra melhor (em 2015/16) em alguns aspectos, não deveremos ter uma entressafra tão seca, seria pouco provável duas entressafras tão secas", declarou.

Ele afirmou que é "cedo" para que se tenha projeções sobre a próxima safra, mas admitiu que a moagem deverá ser maior em 15/16.

Segundo Lutz, é provável que no próximo ano o mercado global de açúcar tenha menos superávit e eventualmente um déficit, com perspectivas de melhores preços de etanol e açúcar, mas é preciso acompanhar como serão as safras de Brasil, Índia e Tailândia, os grandes produtores mundiais.

A Cosan teve lucro líquido de 104,1 milhões de reais no segundo trimestre, ante prejuízo de 201,5 milhões de reais na mesma etapa de 2013, quando o câmbio impactou fortemente os resultados da empresa.

As ações operavam em baixa por volta das 13h20, enquanto o Ibovespa subia 0,19 por cento. (Reuters 14/08/2014)

 

Com seca, moagem de cana da Cosan pode cair até 7,9% em 2014/15

SÃO PAULO - Devido à queda da produtividade dos seus canaviais causada pela forte estiagem que afetou o Centro-Sul, em especial o Estado de São Paulo, a Cosan, que controla juntamente com a Shell a Raízen Energia, revisou para baixo sua estimativa para a moagem de cana-de-açúcar do ciclo 2014/15. Agora, a empresa prevê que as 24 usinas do grupo vão processar entre 58 milhões e 60 milhões de toneladas da matéria-prima, ante a previsão inicial de 61 milhões e 63 milhões, queda de até 7,9%.

A produção de açúcar, que estava prevista em 4,4 milhões e 4,7 milhões de toneladas, foi revisada para um volume entre 4,2 milhões a 4,5 milhões de toneladas. A produção de etanol também foi revisada para baixo. Em vez de um volume de 2,3 bilhões a 2,6 bilhões de litros, a Raízen Energia deve produzir agora entre 2 bilhões e 2,2 bilhões de litros.

No primeiro trimestre da safra 2014/15, ou seja, entre 1º de abril e 30 de junho, as usinas da Raízen processaram cana com um teor de açúcar de 124,3 quilos por tonelada, 2,5% acima do registrado em igual período do ciclo passado. No entanto, em produtividade agrícola, o desempenho caiu 8,1%, para 79,5 toneladas de cana por hectare.

Ao todo, a empresa processou no primeiro trimestre do ciclo 20,9 milhões de toneladas, 13% acima do realizado em igual intervalo da safra passada. Do total de cana moída, aproximadamente 44% foram de cana de fornecedores enquanto 56% de cana própria.

A receita líquida da Raízen Energia subiu 14,1% no trimestre, a R$ 1,7 bilhão, efeito de maiores volumes vendidos de etanol e energia elétrica. O preço médio desses dois produtos também cresceu no período. No caso do etanol, o avanço foi de 12%. Na energia elétrica, de 50,6%. Por outro lado, a receita líquida com açúcar recuou 23,2%, reflexo de menores volumes vendidos (postergação de embarques para o fim da safra) e de preços médios 0,75% mais baixos.

Até 30 de junho de 2014, a companhia havia fixado o preço de 2,275 milhões de toneladas do açúcar que pretende exportar nesta temporada 2014/15. O volume representa cerca de 65% da exposição líquida da companhia (volume exportado menos o volume equivalente de cana comprado de fornecedores).

O presidente da Cosan também disse que a companhia não vai mudar sua estratégia de comercialização de etanol diante de uma possibilidade de reajuste dos preços da gasolina. “Isso é uma variável não controlável. Seria uma aposta pouco baseada em planos concretos”, afirmou.

Questionado se elevaria o volume de etanol para vender na entressafra, o executivo afirmou que, independentemente do que acontecer com o preço da gasolina, a companhia faz projeções de oferta e demanda de etanol e avalia que preços o biocombustível pode chegar para aquele cenário. “Não vou revelar o que decidimos fazer, pois seria informar a nossa estratégia a nossos concorrentes”, afirmou Lutz.

De qualquer forma, diz ele, o que acontecer com os preços dos derivados de petróleo pode trazer uma transformação no mercado, inclusive no de açúcar. “Se isso acontecer, você desloca sacarose do açúcar para fazer etanol, o que deixa o mercado da commodity mais enxuto”, afirmou.

Lutz disse não haver ainda uma projeção dos impactos do clima neste ano para a safra do ano que vem, a 2015/16, mas avaliou que ela pode “ser melhor em alguns aspectos”. Em primeiro lugar, ele considera improvável que o próximo verão seja tão seco como o deste ano. Além disso, como as usinas estão colhendo cana mais cedo em 2014, haverá mais tempo para a planta rebrotar e crescer até ser colhida novamente no ano que vem.

Sobre esta safra 2014/15, ele afirmou não acreditar numa outra revisão da moagem. “A esta altura do campeonato, os principais fatores de mudança já são conhecidos. O que pode mudar é o ritmo da moagem. Se o clima for mais chuvoso daqui em diante, o fim da safra pode ocorrer mais à frente”, afirma Lutz. (Valor Econômico 14/08/2014 às 12h: 55m)

 

Raízen mantém projeção de Ebitda apesar de menores vendas

A companhia, maior produtora individual de açúcar do mundo, manteve sua projeção de crescimento da geração de caixa (Ebitda) em 2014 apesar de uma expectativa de menores volumes vendidos de açúcar, graças a uma precificação do produto a valores superiores aos obtidos no ano passado.

"Não estamos revendo o Ebitda, mantivemos o Ebitda, uma vez que nós acreditamos que melhorias operacionais... entre outros fatores deverão compensar o menor volume de cana moído", afirmou o vice-presidente de Finanças e diretor de Relações com Investidores da Cosan, Marcelo Martins, em conferência com analistas para comentar os resultados da companhia no segundo trimestre.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Raízen Energia foi mantido entre 2,3 bilhões e 2,7 bilhões de reais, contra 2,1 bilhões de reais no ano passado.

"Estamos precificados um pouco acima da safra passada... o que faz inclusive que, apesar do volume menor de moagem, não tenhamos de rever o Ebitda", destacou Lutz, na mesma teleconferência.

A comercialização de açúcar neste ano é estimada agora entre 4,2 milhões e 4,5 milhões de toneladas, contra 4,4 milhões a 4,7 milhões de toneladas no ano na projeção anterior. Em 2013, a empresa vendeu 4,47 milhões de toneladas.

A Cosan disse que o volume de vendas de açúcar, com operações travadas com hedge na safra 2014/15 até o fim do último trimestre, atingiu pouco mais de 2,3 milhões de toneladas, a um preço médio de 18,23 dólares por libra-peso.

Para esta época do ano, a companhia normalmente já tem hedge para 65 por cento do total a ser comercializado, uma situação mantida nesta safra, de acordo com a política da empresa. "Tenho 35 por cento da minha produção (ainda) exposta às variações das commodities", acrescentou Lutz. (Reuters 14/08/2014)

 

Na expectativa de preços melhores Raízen também estoca mais açúcar

Usinas esperam melhores cotações para o produto. São Martinho também mantém estoques maiores de açúcar.

O grupo Cosan tem adotado a estratégia de estocar o açúcar enquanto os preços da commodity estão baixos. A esperança é que haja uma melhora nas cotações do produto.

A previsão de uma safra menos produtiva é esperada também pelo grupo São Martinho, uma das 20 empresas mais lucrativas do setor sucroalcooleiro.  Em uma teleconferência com investidores, a empresa anunciou que espera uma queda de produtividade de 10% em seus canaviais.

Segundo a Cosan, a maior produtora de açúcar e etanol do país, de abril a junho a sua produção de açúcar subiu 13,7% para 1,35 milhões de toneladas.

O número reflete um aumento de 13% nos volumes da cana moída pela Raízen Energia, o braço sucroalcooleiro do grupo, que também registrou uma concentração de açúcares totais recuperáveis (ATR) maior em sua safra, graças à seca do início do ano.

Atraso nas entregas de açúcar

Apesar disso, o volume de açúcar vendido despencou 23%, levando as receitas com o adoçante a uma queda de 23%, alcançando R$ 582,8 milhões.

"O principal fator que levou a esta redução na receita líquida nas vendas do açúcar foi o atraso nas entregas até o fim da safra 2014/15", disse o grupo Cosan.

No final de junho, os inventários eram de 800 mil toneladas, volume 84% superior ao registrado no ano anterior.

O aumento reflete a expectativa que há entre os produtores de açúcar brasileiros em relação aos preços atuais do adoçante que estariam insustentavelmente baixos com a perspectiva de um fim antecipado da safra. Na quarta-feira os preços do açúcar caíram para baixo de 16 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York (ICE Futures), o menor valor em cinco meses.

Impacto na produtividade

Embora a moagem de cana tenha aumentado no Centro-Sul, que é responsável por 90% da produção do país, os números registrados até então são considerados baixos para um clima seco, que em geral tende a acelerar a colheita e diminuir o rendimento da planta.

No segundo trimestre, a produtividade dos canaviais da Cosan foi de 79,5 toneladas por hectare, queda de 8,1%.

Já a concorrente São Martinho, que reportou um aumento na produtividade de seus canaviais no trimestre, para 93,3 toneladas por hectare, disse que o aumento deverá ser temporário.

"Na safra 2013/14, o TCH ficou na casa de 100 toneladas por hectare, e neste ano deverá cair para 90, ou menos de 90", disse a investidores o porta-voz do grupo São Martinho, Felipe Vicchiato.

"Neste ano o TCH será 10% menor", previu.

Término antecipado da safra

Enquanto as usinas do Centro-Sul moem mais e registram uma produtividade menor, analistas sugerem que a oferta de cana acabará mais cedo que o esperado.

"Se não tivéssemos esta longa e seca temporada, provavelmente teríamos um superávit de cana-de-açúcar, e teríamos novamente cana não moída a ser processada na safra seguinte", disse Vicchiato.

No início da semana a São Martinho disse que também estava estocando açúcar, na expectativa de um fim de safra mais cedo no Centro-Sul, que pode impulsionar os preços do adoçante.

Numa projeção um pouco mais otimista, o banco australiano Macquarie afirmou que existe a possibilidade de haver uma "quebra de preços" para cima em relação ao adoçante.

A safra da cana-de-açúcar, que normalmente começa em abril, se estica até novembro ou dezembro, antes do período de chuvas.

Lucros crescem

Mesmo com uma queda nas vendas do açúcar, o braço sucroalcooleiro do grupo Cosan registrou uma receita 14,1% maior no segundo semestre do ano, de R$ 1,69 bilhões.

As vendas de etanol saltaram 51%, e os ganhos com cogeração dispararam 80%.

O Ebtida da Raízen cresceu 15,8% para R$ 478,3 milhões.

Nos resultados consolidados do grupo, os lucros foram de R$ 104,1 milhões, queda de 93,5% ante os R$ 201,5 milhões registrados um ano atrás. As receitas do grupo subiram 0,9% e chegaram a R$ 2,25 bilhões. (Agrimoney.com 14/08/2014)

 

Valor do açúcar cristal recua em SP mesmo com menor safra

Apesar de estimativas de menor oferta, a atual disponibilidade do cristal no spot tem sido suficiente para pressionar as cotações do produto.

As cotações do açúcar cristal estão em queda no mercado spot paulista. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar de estimativas indicarem menor oferta de açúcar na safra 2014/15, a atual disponibilidade do cristal no spot tem sido suficiente para pressionar as cotações do produto.

Além disso, algumas usinas paulistas entram no mercado ofertando o açúcar a valores mais baixos. Na quarta-feira, 13, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal (mercado paulista), cor Icumsa entre 130 e 180, fechou a R$ 45,39/saca de 50 kg, recuo de 1,52% em relação ao final de julho.(Fonte: Cepea 14/08/2014)

 

Raízen reduz projeções de moagem e vendas de açúcar e etanol em 2014

O volume a ser processado foi previsto entre 58 e 60 milhões de toneladas, ante 61a 63 milhões na projeção anterior.

A Raízen Energia; divisão de açúcar, etanol e cogeração da Cosan; reduziu a expectativa de moagem de cana na temporada 2014 e também cortou os volumes de vendas dos produtos, em meio à seca que afetou as regiões produtoras do centro-sul, disse a companhia nesta quinta-feira.

O volume de cana a ser processada nesta temporada foi previsto entre 58 milhões e 60 milhões de toneladas, ante 61-63 milhões na projeção anterior e contra 61,4 milhões de toneladas processados em 2013 --o volume processado pela Raízen equivale a cerca de 10 por cento da safra do centro-sul do país.

"Temos uma revisão do volume de cana moída em virtude da seca do centro-sul...", afirmou o vice-presidente de Finanças e diretor de Relações com Investidores da Cosan, Marcelo Martins, em conferência com analistas para comentar os resultados da companhia no segundo trimestre.

A Raízen Energia, maior processadora individual de cana do país, opera 24 usinas com capacidade de moagem total de 65,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano safra.

A comercialização de açúcar neste ano é estimada agora entre 4,2 milhões e 4,5 milhões de toneladas, contra 4,4 milhões a 4,7 milhões de toneladas no ano na projeção anterior.

Em 2013, a empresa --maior produtora individual de açúcar do mundo-- vendeu 4,47 milhões de toneladas.

O volume de etanol a ser comercializado pela Raízen Energia agora foi estimado entre 2 bilhões e 2,2 bilhões de litros, contra 2,3 bilhões e 2,6 bilhões de litros anteriormente, ante 2,475 bilhões de litros em 2013.

O executivo ressalvou que o Ebitda não foi revisado, ficando entre 2,3 bilhões e 2,7 bilhões de reais, contra 2,1 bilhões de reais no ano passado. "Não estamos revendo o Ebitda, mantemos o Ebitda, uma vez que nós acreditamos em melhoria operacional... entre outros fatores deverão compensar o menor volume de cana moído", disse Martins. (Reuters 14/08/2014)

 

Adecoagro tem lucro líquido de US$ 1,45 milhão no 2º trimestre de 2014

SÃO PAULO - A Adecoagro, uma das principais companhias agrícolas da América do Sul, controlada pelo megainvestidor George Soros, registrou um lucro líquido de US$ 1,452 milhão no segundo trimestre de 2014, revertendo o prejuízo líquido de US$ 26,857 milhões do mesmo intervalo do ano passado.

Em comunicado que acompanhou o balanço, a Adecoagro disse que o lucro trimestral foi reforçado por melhorias operacionais e financeiras nos negócios agrícola (que inclui a produção de grãos, fibras, café e leite) e de açúcar e etanol. A valorização do real e a adoção de hedge de fluxo de caixa a partir de 1º de julho de 2013 também influenciaram positivamente os resultados.

A receita líquida da empresa cresceu 5% no segundo trimestre, para US$ 197,538 milhões. No acumulado do primeiro semestre do ano, as vendas totalizam US$ 302,75 milhões, alta de 4% ante o mesmo intervalo de 2013.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da empresa cresceu 75,6% no segundo trimestre de 2014, para US$ 72,802 milhões. Já a margem Ebitda ajustada ficou em 36,9% no período, acima dos 22% do mesmo período de 2013. No intervalo de janeiro a junho, o Ebitda ajustado soma US$ 107,53 milhões, crescimento de 52,6% ante os primeiros seis meses de 2013, enquanto a margem Ebitda fica em 35,5%, ante 24,2%, na mesma comparação. (Valor Econômico 14/08/2014 às 20h: 35m)

 

Produtividade da cana-de-açúcar em São Paulo deve cair 13% nesta safra

Dados são de pesquisa do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

Retração da moagem se deve às chuvas que ocorreram no sul de São Paulo, no norte do Paraná e em boa parte de Mato Grosso do Sul.

A produtividade da cana-de-açúcar deve cair consideravelmente nesta safra, de acordo com levantamento feito pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) junto a 154 unidades produtoras. A redução no rendimento da área colhida em julho na região Centro-Sul deve ficar próxima de 10% e, no Estado de São Paulo, pode superar 13% no comparativo com o mesmo período de 2013. Com isso, a quebra agrícola acumulada desde o início da safra até 1º de agosto deve atingir cerca de 7% no Centro-sul do País.

Moagem de cana no Centro-Sul desacelera no mês de julho

A moagem de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região atingiu 35,98 milhões de toneladas na segunda quinzena de julho de 2014 - o menor valor já registrado desde a safra 2007/2008, quando 25,27 milhões de toneladas foram processadas nessa mesma quinzena. A moagem no mês passado alcançou 77,39 milhões de toneladas, retração de 11,49% comparativamente a julho de 2013.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 1º de agosto, o volume processado somou 280,43 milhões de toneladas, contra 270,16 milhões de toneladas observadas em igual período do ano anterior.

Para o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, problemas como o volume menor de chuvas e a redução do ritmo de moagem pesaram para diminuir a produção nas usinas.

Açúcar

Na segunda metade de julho, o teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 141,20 quilos por tonelada de cana-de-açúcar moída, alta de 6,07% quando comparado ao resultado verificado na mesma quinzena de 2013 (133,12 quilos de ATR por tonelada).

Já no acumulado desde o início da safra até 1º de agosto, a concentração de ATR totalizou 128,79 kg, contra 125,76 quilos registrados na mesma data de 2013.

Queda

As produções de etanol e de açúcar diminuíram na segunda metade de julho em relação a mesma quinzena de 2013. A fabricação de açúcar reduziu 12,03% neste período, somando 2,24 milhões de toneladas. O volume produzido de etanol caiu 15,65%, totalizando 1,60 bilhão de litros (733,63 milhões de litros de etanol anidro e 868,11 milhões de litros de etanol hidratado). (Canal Rural 14/08/2014 às 12h: 41m)

 

SLC Agrícola reduz ritmo de expansão e foca em custos na safra 2014/15

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de soja e algodão do Brasil, deverá reduzir o ritmo de expansão de área na próxima safra, em meio a margens mais apertadas, disse nesta quinta-feira o presidente da companhia, Aurélio Pavinato.

"O cenário é de um ano de preços mais baixos... Estamos focando muito em redução de custos de produção", disse o executivo, em teleconferência para detalhar os resultados da companhia no último trimestre.

Na temporada 2013/14, cuja segunda safra está em fase final de colheita, a área total da companhia foi de 343,6 mil hectares, alta de 21,6 por cento ante o ciclo 2012/13.

Pavinato disse que a projeção exata de plantio 2014/15 deverá ser divulgada apenas em outubro, mas adiantou que o índice de crescimento será bastante reduzido, em meio a grandes safras no mundo, especialmente nos Estados Unidos, que têm pressionado as cotações nos mercados de grãos.

"Em termos de rentabilidade, o milho será a pior delas. Então não devemos crescer milho, e crescer em soja e algodão", disse o executivo.

Após aumentar os custos de produção da soja em 13 por cento na temporada 13/14 ante 12/13 e do algodão em até 1,4 por cento, a SLC espera ter menores custos na próxima temporada, devido aos preços obtidos na compra dos fertilizantes.

"Já negociamos os fertilizantes na parte baixa da curva de preços... Isso vai garantir no ano que vem um custo de produção menor que esse ano (safra 2014/15). Igual ou menor, em reais, mesmo com a curva do dólar", disse o executivo.

A SLC registrou lucro líquido de 6 milhões de reais no segundo trimestre do ano, queda de 83,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado. (Reuters 14/08/2014)

 

UE deve compensar agricultores afetados por proibição russa

UE deve compensar agricultores afetados por proibição russa.

A União Europeia implementará na próxima semana um programa para compensar agricultores do bloco que foram mais prejudicados pela proibição russa à importação de frutas e vegetais de países europeus.

A Comissão Europeia, braço executivo da UE, vai propor o uso de fundos do bloco para compensar produtores de frutas e vegetais que estão atualmente em estágio de desenvolvimento, como certas variedades de tomates, pepinos, cogumelos, pimentas e couve-flor. Representantes da UE disseram ainda que vão estudar a possibilidade de ajuda para outros produtos, como maçãs e peras, nas próximas semanas.

'Vou propor medidas para toda a UE quando necessário', disse o comissário de agricultura do bloco, Dacian Ciolo. 'Produtores da UE podem ficar tranquilos. Estamos acompanhando todos os setores e todos os mercados, e, assim que surgirem riscos materiais, vamos agir.' Segundo Ciolo, a primeira rodada de compensação deve custar dezenas de milhões de euros.

Na semana passada, Moscou proibiu a importação de alimentos e produtos agrícolas de países que impuseram sanções à Rússia devido ao conflito na Ucrânia. A medida já fez cair os preços de alguns produtos, num momento em que agricultores buscam uma alternativa à Rússia, seu maior mercado de exportação fora da EU. (Dow Jones Newswires 14/08/2014)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Estoques abarrotados: O alto volume de açúcar nos estoques dos centros produtores e consumidores no mundo levou ontem os preços do produto negociado na bolsa de Nova York à terceira queda consecutiva. Os contratos do demerara para março de 2015 fecharam em baixa de 5 pontos, a 17,75 centavos de dólar a libra-peso. Já os lotes para outubro fecharam em 15,91 centavos de dólar a libra-peso, o menor valor em seis meses e próximo à mínima do ano. O volume armazenado no Brasil, na Tailândia e na América Central está acima do registrado nessa mesma época de 2013, o que deve manter os preços sob pressão até outubro, estima Bruno Lima, consultor da FCStone. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal registrou elevação de 0,15%, para R$ 45,46 a saca de 50 quilos.

Laranja: Problemas na Flórida: Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) cotados na bolsa de Nova York subiram de forma expressiva ontem, com estimativas de piora na produção da Flórida na próxima safra. Os lotes da commodity para entrega em novembro fecharam com elevação de 320 pontos, a US$ 1,491 por libra-peso. Projeções indicam que a doença do greening deve levar o Estado americano a colher em 2014/15 sua pior safra em cerca de 50 anos. No ciclo 2013/14, que terminou de ser colhido em junho na Flórida, foram ofertadas 104 milhões de caixas, o menor volume em 29 anos. No mercado spot paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para a indústria continuou sendo negociada a R$ 10, queda de 0,79% desde o início do mês, conforme o Cepea/Esalq.

Soja: Aposta em geada: Contrariando os fundamentos para a próxima safra, os preços da soja encerraram em alta na bolsa de Chicago após três quedas seguidas. Os contratos para setembro fecharam com avanço de 18,75 centavos ontem, a US$ 10,9825 o bushel. Após o cinturão produtor dos EUA receber a dose necessária de chuvas na época de desenvolvimento das lavouras, os investidores apostam na última possibilidade de problema climático antes do início da colheita: uma geada antecipada até setembro. Porém, historicamente, a chance de ocorrer geada nesse período é de 5%. Mesmo assim, a possibilidade remota faz os traders negociarem o grão com esse "prêmio climático". No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a oleaginosa em Paranaguá manteve-se em R$ 67,13 a saca de 60 kg.

Trigo: Leve recuperação: Após cinco quedas seguidas, os preços do trigo subiram ontem nas bolsas americanas diante de uma tentativa dos traders recomporem as recentes perdas. Em Chicago, os papéis para dezembro encerraram a sessão com alta de 7,25 centavos, a US$ 5,5275 o bushel. Em Kansas, os lotes com igual prazo de entrega fecharam com elevação de 4 centavos, a US$ 6,2325 o bushel. Parte dos especuladores compra posições novamente diante de um cenário considerado de sobrevenda. Acredita-se também que a valorização do trigo foi reflexo da previsão de chuvas para as áreas produtoras na Europa, que atrasariam a colheita e prejudicariam a qualidade do cereal. No mercado interno, o preço médio apurado pelo Deral para a saca de 60 quilos no Paraná caiu 0,85%, para R$ 33,64. (Valor Econômico 15/08/2014)