Setor sucroenergético

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Fundo perdido

A campanha de Dilma Rousseff não vai capturar a revisão do PIB de 2014, prevista para o primeiro semestre de 2015.

É dado como certo que o novo cálculo provocará um aumento no índice. Isso explicaria em parte o porquê da taxa de desemprego não subir.

O PIB é maior do que diz a atual medição. (Jornal Relatório Reservado 20/08/2014)

 

A turma do mercado

A turma do mercado mais afeita ao risco já está apostando suas fichas que Marina Silva, o antigo horror da burguesia, vai fazer a reforma tributária, a previdenciária, o ajuste fiscal e coisa e tal.

No fundo, é tudo ódio de Dilma Rousseff. Vamos ver o que vão dizer as bolsas. (Jornal Relatório Reservado 20/08/2014)

 

Açúcar: Demanda fraca:

As cotações do açúcar registraram queda ontem na bolsa de Nova York, pressionadas pelas indicações de que a China suspenderá as importações para entrega entre setembro e dezembro. Os contratos com vencimento em março fecharam com queda de 27 pontos, a 17,37 centavos de dólar por libra-peso. Com o sinal emitido pela entidade que representa as refinarias chinesas, cresceu a percepção no mercado de que os estoques globais estão elevados, o que pode dificultar uma recuperação da demanda. "A tendência ainda é de baixa de preços", afirmou Nick Penney, trader sênior da corretora Sucden Financial, em relatório diário a clientes. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo caiu 0,46%, para R$ 45,30. (Valor Econômico 20/08/2014)

 

Petrobras e BSBios avançam sob a sombra do TCU

A Petrobras e o empresário Erasmo Battistella não estão preocupados com o rumo das investigações em curso no Tribunal de Contas da União (TCU).

Ao que tudo indica, acham desprezível o risco que paira sobre sua parceria. Desde março, o TCU analisa as denúncias de irregularidades na associação entre a Petrobras Biocombustíveis e a BSBios, produtora de biodiesel controlada por Battistella.

Mas o que interessa para a dupla são os negócios. Battistella e a estatal querem deixar o TCU em outra gaveta. De costas para as investigações, namoram um ousado projeto, que prevê a expansão das duas usinas da companhia, localizadas em Marialva (PR) e Passo Fundo (RS), e a construção de duas novas plantas industriais.

O que mais chama atenção são os números sobre a mesa. Segundo fontes próximas às duas empresas, a cifra ultrapassa R$ 1 bilhão, mais do que a Petrobras Biocombustíveis investiu em todas as suas operações no ano passado.

Consultada, a BSBios negou os planos de expansão. Mas a fonte do RR é boa.

E desdizer a veracidade de projetos estratégicos é uma matusalêmica prática defensiva das empresas. De qualquer forma está feito o registro.

O que é difícil negar é a capacidade da dobradinha BSBios e Petrobras para produzir números impactantes. Foi justamente esta característica que colocou as duas empresas na alça de mira do TCU.

Tudo começa em 2009, quando a Petrobras pagou R$ 55 milhões para ficar com metade da usina de Marialva. Seis meses antes, a BSBios havia desembolsado apenas R$ 37 milhões para assumir integralmente o empreendimento. Em 2011, as duas companhias firmaram um novo acordo.

Dessa vez, a estatal pagou R$ 200 milhões para ficar com 50% da usina de Passo Fundo. BSBios e Petrobras asseguram que todas as operações seguiram valores de mercado. Por ora, ainda não conseguiram convencer o TCU, que está enfurnado nos contratos firmados pela dupla. Mas quem está aí para o TCU, ora bolas!

Apesar da ambiência contrária, Battistella pensa grande.

Se os planos forem adiante, a BSBios praticamente duplicará sua produção, chegando a uma capacidade instalada da ordem de 650 milhões de litros por ano. Para convencer a Petrobras a abrir o caixa, Battistella usa como argumento a decisão do governo de aumentar o percentual de biodiesel misturado ao diesel.

No mês passado, a dose subiu de 5% para 6%. Em novembro, passará a 7%.

O Ministério de Minas e Energia já sinalizou novas elevações ao longo de 2015, no caso de um segundo mandato de Dilma Rousseff. Battistella também acena à estatal com a expectativa de aumento das exportações da BSBios.

Por ora, no entanto, o que existem são apenas gotículas. A companhia fechou recentemente um contrato de venda de oito mil litros de biodiesel para o mercado europeu, o equivalente a menos de 3% da sua produção anual. (Jornal Relatório Reservado 20/08/2014)

 

Apenas um terço das usinas que entraram em recuperação judicial continuam ativas

Matéria publicada hoje pelo Valor Econômico informa que muitas das usinas ainda continuam paradas. Resgate das usinas em recuperação judicial passaria pela atração de novos investimentos estrangeiros.

Atualização 19/08 14h20m: De acordo com informações do CEO da RPA consultoria, Ricardo Pinto, existem atualmente 50 usinas em recuperação judicial. O acompanhamento feito pela empresa indica que outras nove empresas entraram com pedido mas já tiveram a falência decretada, e, assim, não integram a lista de unidade em recuperação judicial. O trabalho constatou ainda que dessas unidades, 24 ainda estariam ativas, e não 20 como estimado pela Unica. O título e texto desta notícia foi alterado para refletir esta atualização.

Apenas um terço das usinas sucroalcooleiras em recuperação judicial no Brasil estão conseguindo continuar em operação, segundo revela a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) em matéria publicada nesta terça-feira (19) pelo jornal Valor Econômico. Para o jornal a entidade canavieira estimou que 66 unidades já pediram proteção da Justiça contra credores nos últimos seis anos, das quais apenas 20 estão de fato conseguindo operar. Já a RPA consultoria informa que seriam 24 usinas em operação, entre as 50 que estão atualmente em recuperação judicial. Além disso, outras nove empresas do setor passaram pelo processo e tiveram a falência decretada.

A inatividade seria causada por uma combinação de fatores, como os crescentes custos de produção, a rentabilidade baixa e uma sucessão de problemas climáticos. Sem funcionar, a usina fica ainda mais distante do cumprimento do plano de recuperação.

Estima-se que 30% das usinas em recuperação judicial estejam renegociando prazos de pagamento já aprovados por credores. Com a dificuldade de retomada dessas empresas, diz o jornal, os bancos aceitam alongar diversas vezes as dívidas de uma mesma empresa, de forma a evitar que ela entre em recuperação.

Apesar da dificuldade, o advogado Joel Thomaz Bastos, sócio da Dias Carneiro Advogados, afirma que as empresas em recuperação judicial estão melhor do que se tivessem ido à falência. "Muitas estão com o plano aprovado, estão moendo cana-de-açúcar, gerando empregos", disse Bastos. O escritório cuida, no momento, da recuperação judicial de 22 empresas, 70% delas usinas de cana-de-açúcar.

Na opinião do advogado, a solução para resgatar usinas em recuperação judicial passa pela atração de novos investimentos estrangeiros. A tendência, de acordo com ele, é que operações de fusões e aquisições envolvendo essas companhias sejam capitaneadas por fundos de private equity nacionais ou estrangeiros.

No entanto, para isso é preciso que sejam esclarecidas as questões regulatórias do mercado de combustíveis no Brasil - controle dos preços da gasolina e um marco regulatório para a participação do etanol na matriz energética do país. No momento não há interesse nas transações e Bastos estima que o ambiente fique mais propício para fusões e aquisições a partir de 2016.

Filão para os bancos

Na visão de Bastos, outra saída seria ampliação do crédito à disposição das unidades em recuperação. Ao Valor, ele afirmou que este é um grande filão para os bancos, mais ainda falta essa percepção. Segundo ele, a vantagem para as instituições financeiras seria que, além de emprestar a taxas de juros mais elevadas, teriam o direito de, em caso de falência, serem os primeiros a receber.

O advogado defende ainda que o modelo de plano de recuperação baseado na conversão de dívida em ações é uma alternativa viável em alguns casos. Esse foi o perfil do plano aprovado pelos credores do grupo paulista Baldin, que entrou em recuperação em 2011. Os antigos proprietários da empresa foram diluídos e ficaram com 25% do negócio. Os 75% restantes foram "entregues" aos credores, que receberam um papel (bônus) conversível em ações da empresa.

A Aralco, que pediu recuperação judicial em março, menos de um ano após emitir US$ 250 milhões em bonds, fez uma proposta semelhante aos credores. Na proposta, que deve ser avaliada em assembleia no fim de setembro, a ideia é converter 60% da dívida em participação acionária em uma nova empresa, que seria criada para ficar com o controle dos ativos do grupo.

Nesta semana o escritório Felsberg Advocacia deve entregar seu parecer sobre a proposta da Aralco, aos detentores dos bonds, apurou a reportagem do Valor Econômico. A empresa é encarada com certa desconfiança pelo mercado, após apresentar a investidores na ocasião da captação números que não foram cumpridos. Entre as causas de desconfiança está a projeção de moer 6 milhões de toneladas de cana em 2013/14, quando, de fato, o volume foi muito abaixo disso, ficando em 5 milhões de toneladas.

Usinas em recuperação

A mais recente sucroalcooleira a pedir proteção contra credores no país é o Grupo Andrade que teve seu pedido de recuperação judicial aceito pela comarca de Santa Vitória (MG) no dia 15 de julho. Segundo a publicação, o dono da usina, José Carlos de Andrade, ainda busca captar recursos para iniciar a safra 2014/15.

A primeira usina a entrar em recuperação judicial pós-crise de 2008, a Infinity Bioenergia quase não conseguiu processar cana neste ciclo 2014/15. Há poucas semanas, duas de suas seis unidades conseguiram efetivamente iniciar a safra e uma terceira deverá retomar a operação neste mês. Em janeiro, a empresa convocou acionistas para levantar recursos e chegou a informar que estava vendendo caminhões para pagar a folha de funcionários. Uma nova renegociação com credores terá de ser realizada em busca de uma extensão de prazos de pagamento, conforme apurou o Valor.

No ano passado, duas usinas em recuperação foram vendidas para pagar credores e tiveram os ativos transferidos para uma Unidade Produtiva Independente (UPI). A primeira foi a Campestre, de Penápolis (SP), vendida ao grupo Clealco e que está operando, com o andamento da recuperação considerada positivo pelo mercado.

Já na usina Floralco, localizada em Flórida Paulista (SP), mais de um ano depois de ser vendida à GAM Participações, não está operando. A compradora alega que não consegue iniciar a moagem porque ainda está aguardando a liberação da inscrição estadual da Flórida Paulista Açúcar e Etanol, como foi batizada a nova empresa. Sem a liberação do documento não é possível sequer emitir nota fiscal, além disso, o atraso fez com que a empresa ficasse impossibilitada de captar recursos e fazer investimentos.

Na região Nordeste, são cerca de 12 usinas em recuperação judicial.

Segundo a Unica, muitas outras unidades têm "potencial" para também entrarem em recuperação judicial, a considerar que o endividamento total das usinas brasileiras, cerca de R$ 60 bilhões, supera o faturamento do setor.

 

Transportadoras têm dificuldade em fechar contratos para 2015

Empresas que oferecem transporte na hidrovia Tietê-Paraná estão encontrando dificuldades em negociar contratos para o próximo ano.

"Os contratos de 2015 não podem ser fechados porque não sabemos quando a navegação será retomada", diz Luiz Fernando Horta de Siqueira, presidente do sindicato das empresas que oferecem o serviço.

Agosto é quando as negociações começam e alguns negócios já são feitos. Neste ano, porém, nenhuma negociação foi concluída ainda.

Pela hidrovia são levados soja, milho, celulose, cana-de-açúcar, madeira, carvão e adubo. Os grãos vêm de Goiás e Mato Grosso. A madeira e a celulose vêm do Mato Grosso do Sul; a cana, de São Paulo.

Horta estima que o prejuízo com a paralisação chegue a R$ 200 milhões e que cerca de mil trabalhadores tenham sido demitidos por causa da interrupção da navegação.

Edeon Vaz, coordenador da Aprosoja, a maior associação de produtores da oleaginosa do país, disse que a prioridade para 2015 será o transporte por rodovia, já que não há previsão de retorno da atividade na hidrovia.

Segundo ele, apenas 500 mil toneladas foram transportadas pela hidrovia até maio deste ano --um quinto da previsão inicial. O prejuízo para o setor deve passar dos R$ 60 milhões neste ano.

Segundo Vaz, esses dois milhões de grãos transportados por rodovia devem levar quase 40 mil caminhões às estradas e elevar custos. "O transporte fluvial é 55% mais barato que o rodoviário." (Folha de São Paulo 20/08/2014)

 

Tonon tem prejuízo no trimestre

A Tonon Bioenergia, empresa sucroalcooleira que tem como acionista o fundo de private equity FIP Terra Viva, da DGF Investimentos, informou que teve no trimestre encerrado em 30 de junho - equivalente ao 1º trimestre da safra 2014/15 - um prejuízo líquido de R$ 29,6 milhões, ante a perda de R$ 99,5 milhões de igual período de 2013.

O resultado reflete despesas de cerca de R$ 30 milhões geradas pela emissão dos bonds de US$ 230 milhões - feita em maio deste ano - e do custo de antecipação do pagamento das dívidas de curto prazo.

Com isso, a dívida bancária bruta de curto prazo recuou para R$ 162 milhões no trimestre, ante R$ 568,8 milhões de 31 de março deste ano. O endividamento de longo prazo subiu de R$ 796 milhões para R$ 1,291 bilhão em igual comparação.

No 1º trimestre da safra, a receita líquida da Tonon cresceu 32,7%, a R$ 211,7 milhões. Considerando o desempenho "pro-forma", que consolida no mesmo trimestre do ano passado a aquisição da Usina Paraíso, a receita líquida teve uma queda de 8,2%. "Estamos carregando mais estoques", explicou o gerente financeiro e de relações com investidores da empresa, Marcelo Miyake.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi no trimestre de R$ 101,1 milhões, alta de 9,4%. A margem Ebitda avançou 5,5 pontos percentuais, a 47,7%. O Ebitda pro-forma caiu 1,4% e a margem Ebitda recuou 3,3 pontos. Devido à seca, as três usinas da Tonon devem moer 7,5 milhões de toneladas em 2014/15, ante a estimativa inicial de 8,1 milhões. (Valor Econômico 20/08/2014)

 

Shree Renuka tem prejuízo de US$ 13,2 milhões no 1º tri de 2014/15

SÃO PAULO - A indiana Shree Renuka Sugars, produtora de açúcar e etanol na Índia e no Brasil, informou que teve no trimestre encerrado em 30 de junho (equivalente ao primeiro trimestre da safra 2014/15 no Centro-Sul do Brasil) um prejuízo líquido 806 milhões de rúpias indianas (US$ 13,26 milhões), ante a perda de 636 milhões de rúpias (US$ 10,46 milhões) registrada em igual trimestre de 2013.

A empresa tem quatro usinas de cana-de-açúcar no Brasil (São Paulo e Paraná) e seu controle é compartilhado entre os sócios fundadores da companhia e a trading de Cingapura Wilmar International.

A receita da empresa, que tem capital aberto na bolsa de Mumbai, caiu 40% no trimestre, para 11,578 bilhões de rúpias (US$ 190,44 milhões) na comparação com igual intervalo de 2013. A maior retração foi registrada nas vendas de açúcar, que caíram no trimestre 44,8%, para 9,878 bilhões de rúpias indianas (US$ 162,48 milhões). Por outro lado, a receita com etanol no período subiu 154%, para 826 milhões (US$ 13,59 milhões).

O resultado operacional da companhia foi uma perda de 1,221 bilhão de rúpias (US$ 20,08 milhões), ante o prejuízo operacional de 923 milhões de rúpias (US$ 15,18 milhões) registrado em igual período de 2013. A operação com açúcar resultou em perda de 307 milhões de rúpias (US$ 5,05 milhões), ante o lucro operacional de 192 milhões de rúpias (US$ 3,16 milhões) de igual trimestre de 2013. (Valor Econômico 19/08/2014 às 12h: 44m)

 

Com seca, moagem de cana da Renuka recua 18% em SP

A Renuka do Brasil, empresa com duas usinas de cana em São Paulo, estima que a estiagem que afetou os canaviais paulistas levará a uma quebra de 18% da sua moagem da atual safra, a 2014/15. Em vez de 10 milhões de toneladas previstas inicialmente, o processamento de cana deve ficar entre 8 milhões e 8,2 milhões de toneladas.

A perda climática, que se repete por, pelo menos, três safras, tende a impactar o resultado da companhia controladora, a indiana Shree Renuka Sugars, com capital aberto na bolsa de Mumbai. A asiática informou nesta semana que teve no trimestre encerrado em 30 de junho - equivalente ao 1º trimestre da safra 2014/15 no Centro-Sul do Brasil - um prejuízo líquido 806 milhões de rúpias indianas (US$ 13,26 milhões), ante a perda de 636 milhões de rúpias (US$ 10,46 milhões) registrada em igual trimestre de 2013. Neste ano, os sócios fundadores da Shree Renuka venderam cerca de 30% (e o controle compartilhado) da companhia indiana à trading Wilmar.

O presidente da Renuka do Brasil, Paulo Zanetti, disse que desacelerou a moagem nas duas unidades, localizadas na região de Araçatuba (SP), para dar tempo de a cana se desenvolver. Assim, a previsão é que a safra 2014/15 se encerre para a Renuka do Brasil em 20 de dezembro. "Essa estiagem de 2014 foi a pior que eu já vi no setor", avaliou o executivo.

A falta de chuvas vai resultar em uma safra mais magra também no próximo ciclo, o 2015/16, segundo Zanetti. A Renuka do Brasil, afirmou ele, até plantou (renovou) em 2014 mais cana do que em 2014 (25 mil hectares, ante 24 mil de 2013). "Mas é fato que a safra do ano que vem não será do tamanho do potencial, pois tanto a cana plantada quanto a soqueira (cana rebrotada) não se desenvolveram à contento".

Zanetti observou, no entanto, que as duas usinas da Vale do Ivaí (subsidiária integral da companhia indiana) não tiveram perdas climáticas e vão, como previsto, moer 2,460 milhões de toneladas em 2014/15. (Valor Econômico 20/08/2014)

 

Estoque derruba preços na Bolsa de Nova York

O café caiu 4% nesta terça (19) na Bolsa de commodities de Nova York. A queda ocorre devido ao aumento de estoques nos EUA. O mesmo ocorreu com o açúcar, que recuou 1,3% devido à divulgação de produção mundial de 181 milhões de toneladas e consumo de 177 milhões. (Folha de São Paulo 20/08/2014)

 

Conselho discute anuência à Usina de Etanol de Milho e aprova termo de referência para termoelétrica

O Conselho Consultivo da Área de Proteção Ambiental das Bacias do Rio Aporé e Rio Sucuriú – APA reuniu-se ontem (18) na sala de reuniões da SEDEMA, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, a fim de discutir vários assuntos relativos ao conselho.

Dentre os assuntos, os conselheiros estava a Anuência referente a Usina de Etanol Hidratado e Anidro, Farelo de Milho de Alto Valor Proteico, Produção de Dióxido de Carbono (CO2) e Cogeração requerida pela empresa Biourja do Brasil Agroindústria LTDA. Todos os presentes foram favoráveis ao pedido de anuência, que então foi aprovado.

Entrou em discussão também o Termo de Referência para elaboração do estudo de impacto ambiental, relatório de impacto ambiental (EIA/RIMA) e método para decisão e termos de referencia para estudo de análise de risco e programa de gerenciamento de risco, requerida pela empresa YTI – Iser Thimberland Investimentos LTDA para a instalação de uma usina termoelétrica com capacidade acima de 10 MW (Combustível Óleo Diesel, Carvão Mineral e Outros), o qual foi aprovado, através do OF/SEDEMA/APA Nº 10/14.

Estiveram presentes na reunião os conselheiros titulares: Antonio Sérgio Santana, Emerson Tiago da Maia, Lucinéia dos Santos Oliveira - Vice-presidente, Pompilio Rocha Silva - Presidente, Reinaldo Rodrigues dos Santos, Vainer Estela Martins André, Vanderson Cardoso; e os suplentes: Lilian Maria Lorenzon e Octávio Barbosa Plaster. (O Correio News 19/08/2014 às 11h: 11m)

 

Vice de Marina é deputado do PSB ligado a agronegócio

Empresas do ramo estiveram entre as principais doadoras de suas campanhas.

Presidente do partido, Roberto Amaral afirma que a viúva de Campos, Renata, era a candidata "dos sonhos" da sigla.

O PSB indicou nesta terça-feira (19) o deputado federal gaúcho Beto Albuquerque, 51, líder do partido na Câmara, para a vaga de vice na chapa de Marina Silva, que nesta quarta assumirá oficialmente a candidatura à Presidência pelo partido, após a trágica morte de Eduardo Campos em um acidente de avião.

O escolhido tem afinidade com o agronegócio --empresas do ramo estiveram entre as principais doadoras de suas últimas duas campanhas-- e trabalhou, na gestão Lula, pela edição de medida provisória que liberaria o plantio de soja transgênica.

Naquela época, Marina era ministra do Meio Ambiente e criticava a iniciativa.

O presidente do PSB, Roberto Amaral, que anunciou a indicação do vice, disse que a viúva Renata Campos era a candidata "dos sonhos", mas recusou a indicação para se dedicar aos filhos.

Integrantes do PSB de Pernambuco queriam uma liderança estadual como vice. Próximo à família do ex-governador e com apreço de Renata, o ex-secretário do governo de Campos Danilo Cabral chegou a ser considerado.

A cúpula do PSB, porém, optou por Albuquerque por acreditar que ele terá melhores condições de representar os interesses da sigla no debate com o grupo de Marina, a Rede Sustentabilidade.

Com base eleitoral no noroeste gaúcho, onde a agricultura sustenta a economia, ele defendeu interesses de cerealistas e empresas de celulose no Congresso.

Na eleição de 2010, companhias de sementes, beneficiadoras de grãos e empresas como a Celulose Riograndense e a Klabin compuseram metade das receitas do deputado gaúcho na campanha.

Suas últimas campanhas para deputado também receberam contribuições de uma empresa de defensivos agrícolas, de uma indústria de armas e de uma cervejaria.

O estatuto da Rede, de Marina, veda a arrecadação de doadores desses três ramos.

O deputado, ao mesmo tempo, também mantém vínculos com agricultores familiares do Estado. Albuquerque já foi duas vezes secretário de governos petistas no Rio Grande do Sul. Na última passagem, de 2011 a 2012, comandou a pasta da Infraestrutura e ajudou a criar a estatal de pedágios idealizada pelo governador Tarso Genro.

Deixou o cargo, se afastou do PT e ajudou Campos a ensaiar em 2013 uma aproximação com a senadora Ana Amélia Lemos, candidata do PP e ligada ao agronegócio.

Marina pressionou contra o acordo e o pernambucano acabou fechando coligação no Estado com o PMDB, do senador Pedro Simon. Ainda assim, Albuquerque e a ex-senadora tem boa relação.

Filiado desde os anos 80 e um dos principais articuladores da pré-campanha de Campos, é visto por correligionários como nome com forte vínculo com a história do PSB e com o ex-governador morto.

O primeiro ato de campanha dele com Marina deve ser uma caminhada no Recife, no fim de semana.

O economista Eduardo Giannetti, conselheiro da candidata, defendeu nesta terça ajuste rápido dos preços das tarifas públicas no ano que vem. "Quando o carimbam como tarifaço"soa como maldade, uma maldade contra a população. “Maldade será quando faltar energia ou quando o setor de etanol quebrar e despedir centenas de milhares de pessoas.". (Folha de São Paulo 20/08/2014)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Demanda fraca: As cotações do açúcar registraram queda ontem na bolsa de Nova York, pressionadas pelas indicações de que a China suspenderá as importações para entrega entre setembro e dezembro. Os contratos com vencimento em março fecharam com queda de 27 pontos, a 17,37 centavos de dólar por libra-peso. Com o sinal emitido pela entidade que representa as refinarias chinesas, cresceu a percepção no mercado de que os estoques globais estão elevados, o que pode dificultar uma recuperação da demanda. "A tendência ainda é de baixa de preços", afirmou Nick Penney, trader sênior da corretora Sucden Financial, em relatório diário a clientes. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo caiu 0,46%, para R$ 45,30

Laranja: Consumo nos EUA: As vendas de suco de laranja nos EUA não para de cair, e essa tendência continua provocar quedas dos preços do produto concentrado e congelado (FCOJ) na bolsa de Nova York. Os lotes para entrega em novembro fecharam ontem em baixa de 95 pontos, a US$ 1,4845 a libra-peso. Nas quatro semanas encerradas em 2 de agosto, as vendas da bebida no varejo americano foram de 132,3 milhões de litros, menor patamar desde janeiro de 2002, segundo dados da Nielsen divulgados pelo Departamento de Citros da Flórida. As vendas têm caído há meses com o aumento da concorrência com outras bebidas e, mais recentemente, ante a elevação do preço da commodity. No mercado spot paulista, o preço para a indústria apurado pelo Cepea/Esalq ficou em R$ 10 a caixa de 40,8 quilos.

Soja: Clima favorável: Embora ainda esteja "embutido" nos preços da soja um prêmio climático referente a eventuais perdas que podem ser provocadas nos EUA nesta safra 2014/15, ontem foi dia de queda das cotações da soja na bolsa de Chicago. E isso porque o risco de que as lavouras americanas enfrentem algum problema é cada vez menor e as lavouras do país atualmente estão na melhor situação da história. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 71% da área plantada nesta safra 2014/15 está em condições boas a excelentes. Assim, os contratos para novembro encerraram a sessão a US$ 10,5275 por bushel, em queda de 5 centavos de dólar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no porto de Paranaguá subiu 0,46%, para R$ 67,44.

Milho: Correção técnica: Os preços do milho registraram ontem uma leve correção para cima na bolsa de Chicago, influenciados pelos movimentos de fundos especulativos, apesar das perspectivas de safra recorde no maior produtor do grão no mundo, os Estados Unidos. Os papéis com vencimento em dezembro subiram 0,75 centavo e fecharam em US$ 3,7225 o bushel. Na semana passada, as áreas plantadas no país tiveram ligeira perda de qualidade, mas continuam com os melhores desempenhos da história. Para Todd Hultman, analista de grãos da consultoria americana DTN, as vendas das usinas de etanol dos EUA, principalmente ao exterior, podem estar dando suporte aos preços do milho a granel. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa recuou 0,22%, para R$ 22,80 a saca de 60 quilos. (Valor Econômico 20/08/2014)