Setor sucroenergético

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Área de plantio vai a 31 milhões de hectares

O país deverá semear 31,2 milhões de hectares na safra 2014/15, com aumento de 4% em relação à anterior.

Ao atingir essa área, a produção poderá atingir 91,4 milhões de toneladas, segundo estimativas da consultoria Céleres. Mato Grosso lidera com 8,8 milhões de hectares. (Folha Online 02/09/2014)

 

DSM e Poet dão largada em etanol celulósico

Com investimentos de US$ 275 milhões, a empresa holandesa DSM e a americana Poet, maior produtora de etanol dos Estados Unidos, saem na frente e colocam em funcionamento hoje a primeira planta de etanol celulósico em escala comercial dos Estados Unidos. A unidade, fruto de uma joint venture entre as duas companhias, terá capacidade para produzir por ano cerca de 75 milhões de litros do biocombustível feito a partir de "resíduos" da colheita do milho, como sabugo, folhas, casca e talos.

Também estão previstas para começar a operar em 2014 nos EUA unidades de etanol de segunda geração da espanhola Abengoa, no Kansas, da DuPont e da Quad County Corn Processors, também em Iowa. No Brasil, a expectativa é que a unidade de etanol de segunda geração da Granbio (Bioflex), prevista inicialmente para começar a operar no primeiro trimestre, entre em operação ainda neste ano. A usina da Raízen (Cosan / Shell) também é aguardada para 2014.

Sem revelar o custo de produção por litro de etanol da nova planta, o presidente da DSM para a América Latina, Antônio Ruy Freire, garantiu que o projeto já tem viabilidade econômica nos Estados Unidos, onde o etanol celulósico é vendido com um prêmio sobre o etanol de primeira geração. "No caso do Brasil, o problema não é de custo, mas de preço de venda", diz o executivo referindo-se ao teto que o preço da gasolina impõe ao etanol no Brasil.

Do total investido no projeto, a DSM participou com US$ 150 milhões, por meio de capital próprio e financiamento. O restante foi aplicado pela americana. O plano das duas empresas é comercializar o pacote tecnológico com empresas que pretendam produzir etanol celulósico em outros lugares do mundo. Freire garante que a tecnologia já está pronta para ser replicada com retorno financeiro.

"O que faremos a partir de agora é adquirir mais conhecimento de como o processo funciona. É como um software de computador. É preciso fazer 'updates' para melhorar a aplicação da tecnologia", comparou.

Além de receita com a venda do próprio etanol celulósico e com a venda da tecnologia - já patenteada pelas duas empresas - a DSM e a Poet não descartam construir no futuro uma fábrica de químicos a partir da biomassa do milho nos Estados Unidos.

A unidade que entra hoje em operação fica em Emmetsburg, no Estado de Iowa, cinturão do milho americano. Por ano, as empresas vão comprar US$ 20 milhões em biomassa, que será originada em fazendas a um raio médio de 70 quilômetros da fábrica - que num segundo momento pode atingir produção de 90 milhões de litros por ano.

A nova planta usará enzimas e leveduras desenvolvidas e patenteadas pela holandesa, explica o diretor de biotecnologia da DSM no Brasil, Marcelo Castañares. No mercado brasileiro, a DSM tem contrato de fornecimento de leveduras para a usina Bioflex, da Granbio, que usará bagaço e palha de cana para fabricar etanol celulósico.

Com forte atuação no Brasil nos mercados de nutrição animal e humana, a DSM teve uma receita líquida global em 2013 € de 9 bilhões. Líder na produção de etanol nos Estados Unidos, a Poet já está em tratativas para construir uma planta de etanol de milho de primeira geração em Mato Grosso do Sul, segundo informações do governo do Estado. (Valor Econômico 03/09/2014)

 

Contran libera caminhão canavieiro do uso de lona até setembro de 2016

Cobertura para transporte de cargas a granel é obrigatória desde junho de 2013.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou nesta terça, dia 2, no Diário Oficial da União, a resolução 499, de 29 de agosto, que libera, até 1º de setembro de 2016, os caminhões canavieiros do uso obrigatório de lonas no transporte de cana-de-açúcar em vias públicas.

A nova resolução não informa, no entanto, o que será feito com as autuações já realizadas nos 14 meses em que a regra anterior valeu para os caminhões de transporte de cana para usinas. A nova resolução ratifica que os outros veículos de transporte de cargas de sólidos a granel serão passíveis de autuações se não tiverem as cargas cobertas.

A cobertura com lonas de todas as cargas de sólidos a granel é obrigatória desde 28 junho do ano passado e foi determinada pela resolução 441, também do Contran. (Canal Rural 02/09/2014 às 16h: 51m)

 

Redução de 90% na mão de obra rural paulista provoca mudanças nos canaviais

Canal Rural Na Estrada desta semana investiga o transporte e a situação atual dos trabalhadores do campo no Brasil.

Nos últimos três anos, o número de trabalhadores rurais caiu mais de 90% no Estado de São Paulo.

O Canal Rural Na Estrada desta semana investiga o caminho percorrido pela mão de obra do campo. O momento atual é de crescente mecanização do trabalho rural: números de 2012 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2012) registraram redução de 756 mil postos no campo em comparação com 2011. Entretanto, os recursos humanos ainda são necessários e insubstituíveis para a realização das tarefas produtivas.

No Estado de São Paulo, o trabalho nos canaviais segue se sustentando em grande parte com mão de obra de migrantes nordestinos. Entretanto, o contingente de camponeses também reduziu drasticamente nesta unidade federal: dos 4 milhões de pessoas trabalhando no meio rural em 1970, atualmente resta um milhão.

Se não parece razoável fazer uma comparação com o período de 40 anos atrás, quando o movimento de migração do Nordeste para o Sudeste era especialmente forte, a mão de obra humana dá sinais de "encolhimento" mesmo num espectro mais curto de tempo: nos últimos três anos, o número de trabalhadores rurais reduziu em mais de 90% – se nos arredores de Piracicaba mais de 2 mil trabalhadores passavam, hoje são cerca de 200.

Se houve mudanças nos números da colheita paulista, a base do trabalho ainda permanece a mesma: se embrenhar pelo canavial e o manejo braçal do podão. Outros aspectos desta realidade e a situação da mão de obra em outras regiões do Brasil estão em pauta no episódio do Canal Rural Na Estrada deste domingo: é às 8h, com reprise às 20h. (Canal Rural 02/09/2014 às 19h: 03m)

 

USDA reduz cota de importação de açúcar para o mínimo da OMC

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) afirmou nesta terça, dia 2, que reduzirá a cota de importação de açúcar bruto para 1,23 milhão de toneladas curtas (1,117 milhão de toneladas) no ano fiscal 2015 dos Estados Unidos, que se inicia em 1º de outubro.

Conforme acordo firmado pelo país na Organização Mundial do Comércio (OMC), esse é o menor volume que os Estados Unidos podem estabelecer como cota de importação da commodity. A redução foi anunciada uma semana após o governo norte-americano elevar o imposto para o produto mexicano, sob a justificativa de que o governo do México subsidia a indústria local.

Com essas medidas, as indústrias norte-americanas que utilizam açúcar como matéria-prima podem pagar mais pelo produto. Enquanto o demerara negociado na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) acumula queda de 7,38% em 2014, a 15,82 cents/lb no fechamento de hoje, os preços domésticos do alimento registram alta de 25,2%, a 25,5 cents/lb. (Canal Rural 02/09/2014 às 21h: 00m)

 

Até tu Marina?- José Luiz Tejon Megido

Agronegócio nos momentos pré-eleitorais cai na graça dos presidenciáveis.

Aécio prometeu criar, se eleito, um superministério do agronegócio para coordenar todos os fatores do antes, dentro, pós-porteira das fazendas e indo até o além das porteiras. O que estaria corretíssimo.

Dilma afirma que irá manter o apoio à reforma agrária, demarcação de terras indígenas, mas ser contra invasões e ações em áreas de minifúndios e médios proprietários que estão, há décadas, plantando e criando nessas terras.

E Marina, até pouco, a rainha do Avatar, inimiga do diabo do agronegócio, agora reformula seu texto e contexto e diz ser a favor do agronegócio com sustentabilidade, e que a maioria dos produtores são corretos, apenas uma minoria não se enquadra.

O ponto concreto está que, assuma quem assumir, em 2015 a sua dependência econômica estará a curto prazo totalmente dependente da safra a ser colhida a partir de março do novo ano. E, além da consciência da dependência econômica e social que o Brasil tem efetivamente com o setor do agronegócio, os candidatos também sabem, nas pesquisas, que o cidadão urbano, o rei do voto, já percebe hoje o agronegócio não mais como o reino dos barões, caudilhos e coronéis do passado e o associa com tecnologia, empregos, alimentos e combate à inflação.

Além de um novo interior brasileiro com qualidade de vida, o que falta, sim, colocar com ênfase decidida nos planos do governo está no cooperativismo. As cooperativas representam de fato e de direito a única opção para sustentar um discurso que apoie tanto grandes produtores quanto micros, pequenos e médios, além dos novos empreendedores que virão para o negócio do agro.

Logo, como o agro ficou conhecido e reconhecido, o discurso dos candidatos pela primeira vez no país, a nível popular, passa a considerar o setor com respeito (José Luiz Tejon Megido, Diretor Vice Presidente de Comunicação do Conselho Cientifico para a Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o núcleo de agronegócio da ESPM, Comentarista da Rede Estadão-ESPN)

 

Senado aprova aumento de mistura de etanol e biodiesel em combustíveis

O Senado aprovou nesta terça-feira (2) medida provisória que determina o aumento dos percentuais de biodiesel misturado ao óleo diesel e do etanol à gasolina vendidos nos postos de combustíveis do país. O texto segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

A proposta eleva para 27,5% o percentual de álcool anidro que será adicionado à gasolina, desde que exista viabilidade técnica para isso. Hoje, o percentual máximo é de 25%. A medida mantém o limite mínimo atual, que é de 18%.

De acordo com a proposta, o percentual obrigatório de mistura do biodiesel ao óleo diesel passou para 6% desde o início de julho e passará para 7% a partir de 1º de novembro de 2014. Até o final de maio, quando a MP foi editada pelo governo, o percentual era de 5%.

Relator da proposta na Câmara, o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) alterou a permissão para que o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) possa modificar o percentual entre os limites de 6% e 7%. Os parâmetros para definição desses limites serão definidos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O texto estabelece ainda a previsão de que a ANP regule os limites de variação.

A proposta do governo determina que o biodiesel a ser utilizado deverá vir, prioritariamente, da agricultura familiar. As normas para garantir o cumprimento desta exigência ainda serão editadas pelo governo. (Folha de São Paulo 02/09/2014 às 19h: 26m)

 

MP que pode beneficiar anidro passa no Senado

O plenário do Senado aprovou ontem a Medida Provisória 647, que eleva o percentual de adição de biodiesel no diesel vendido no país para 7% e também autoriza o governo a elevar a "banda" de mistura de etanol anidro na gasolina de entre 18% e 25% para entre 18% e 27,5%. O Senado manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara, que agora segue para sanção presidencial.

Originalmente, a MP, encaminhada pelo governo ao Congresso em maio, não previa qualquer alteração da mistura de etanol na gasolina. A "novidade" foi incluída pelo deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), que foi relator da proposta em comissão especial. A intenção inicial do Planalto era aumentar apenas a proporção de biodiesel no diesel.

Pressionado pelo setor produtivo, o governo vem testando os motores dos veículos que rodam apenas com gasolina para checar a viabilidade técnica de elevar a mistura de etanol anidro no combustível fóssil, atualmente fixada em 25%, para 27,5%. Segundo a indústria automobilística, esse aumento pode comprometer o desempenho dos automóveis.

Mesmo a Unica, que representa usinas sucroalcooleiras do Centro-Sul, não conta com a possibilidade de a elevação da mistura sair neste ano. As usinas criticam a atual política do governo para o segmento. Se queixam de que investiram e foram penalizadas pelo "represamento" do preço da gasolina, que tirou competitividade do etanol hidratado (usado diretamente nos tanques).

"A medida é boa, pois incentiva o aumento da oferta de etanol na gasolina e interfere diretamente na economia brasileira, porque mexe com o preço", disse o senador Walter Pinheiro (PT-BA). O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), comentou que a medida dá "alento" ao segmento, que vem sofrendo não apenas com secas, mas com "a política errada do governo".

No caso do biodiesel, a Medida Provisória aprovada pelo Senado confirma que o percentual de mistura do produto no diesel aumentará para 7% em novembro. Desde 1º de julho, o percentual, que era de 5%, passou a 6% - limite agora definido como o "piso". (Valor Econômico 03/09/2014)

 

Marina defende fontes de energia limpa

Além do pré-sal e das termelétricas, candidata apóia a diversificação de olho nas energias renováveis como a eólica, a solar, e a proveniente da biomassa.

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, defendeu em entrevista exibida na madrugada desta terça-feira o uso de fontes de energia tradicionais aliado à ampliação dos investimentos e da participação das chamadas energias limpas na matriz energética brasileira.

Questionada no Jornal da Globo sobre o peso que um governo seu daria ao pré-sal, Marina ressaltou a importância de o Brasil buscar, assim como outros países, a diversificação de olho nas energias renováveis como a eólica, a solar, e a proveniente da biomassa.

“Se eu estou dizendo que o pré-sal é uma prioridade entre outras, eu estou dizendo que nós vamos explorar os recursos do pré-sal, mas também vamos dar um passo à frente. Vamos investir em energia limpa”, afirmou a candidata, que na última semana já havia declarado não ter “posição ideológica” contra as hidrelétricas.

Sobre as termelétricas, a ex-ministra do Meio Ambiente afirmou que não se pode “prescindir dessa fonte auxiliar”, mas que é necessária a busca de “novos investimentos”.

A presidenciável disse ainda esperar que o governo reajuste os preços administrados, referindo-se à gasolina, deixando a entender que a atual gestão tem evitado o aumento por questões eleitorais.

“O que eu espero é que os preços administrados pelo governo possam ser corrigidos pelo próprio governo... Eu quero é que se tenha uma visão de país e não uma visão apenas das eleições.”

Marina aproveitou a entrevista na TV Globo para reafirmar a necessidade de “recuperar” o tripé macroeconômico –regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal-, considerando-o “fundamental” para a estabilidade macroeconômica do país e para que os investidores “readquiram confiança” no país.

Ao reforçar os compromissos de manter e ampliar programas sociais e a destinação de verbas federais para setores como a saúde, Marina argumentou que essas demandas serão cobertas a partir de um espaço fiscal que será aberto dando eficiência aos gastos públicos.

"Democratizar a democracia"

Em consonância com o discurso que vem mantendo em defesa do que chama de nova política, Marina defendeu uma combinação entre a democracia representativa e a democracia direta, sistema já previsto na Constituição Federal.

A maior participação popular é justamente uma das bandeiras da candidata, prevista em seu programa de governo lançado na sexta-feira passada.

“Eu diria que a gente precisa aprofundar sim a nossa democracia... É uma combinação das duas coisas (democracia representativa e direta): ampliar a participação das pessoas e ao mesmo tempo melhorar a qualidade da representação e das instituições”, disse.

"O que eu busco é aperfeiçoar a nossa democracia. Democratizar a nossa democracia, combinando a participação correta e legítima, o que é assegurado pela Constituição, dos cidadãos.”

A candidata teve ainda de se posicionar novamente sobre as correções em seu programa de governo um dia após a divulgação, principalmente no capítulo que trata sobre direitos da comunidade LGBT.

Questionada na entrevista se é favorável ao casamento entre homossexuais, Marina afirmou que sua posição é a de “respeito" à liberdade individual das pessoas.

“Em termos da palavra ‘casamento’, você está errado”, disse ao entrevistador, que a perguntou se seria correta a manchete "Marina é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo".

“O que nós defendemos é a união civil entre pessoas do mesmo sexo”, explicou a candidata, que é evangélica. (Reuters 02/09/2014)

 

Cepea diminui vantagem de preço do açúcar desta safra frente à anterior

Os preços do açúcar cristal em São Paulo, que vinham registrando no correr da safra atual (2014/15) valores superiores aos do ano passado, registraram média de R$ 45,54/saca de 50 kg em agosto/14, exatamente a mesma verificada em agosto/13, em termos reais.

Vale lembrar que, em abril/14, início oficial da safra 2014/15, a média do Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal (mercado paulista), cor Icumsa entre 130 e 180, foi de R$ 50,86/sc de 50 kg, 8,18% superior à de abril/13 (R$ 47,01/sc).

Em maio/14, a média mensal (de R$ 50,88/sc) foi 7,75% maior que a do mesmo mês de 2013 (R$ 47,23/sc). Em junho/14, a média (R$ 49,27/sc) superou em 5,88% à de junho/13 (R$ 46,53/sc) e, em julho/14 (R$ 47,07/sc), apenas 0,73% (R$ 46,73/sc 50 kg). Todos os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de julho/14.

Os maiores preços no correr da atual safra estão atrelados à menor produção, por conta da forte seca que prejudicou as lavouras no período de desenvolvimento. Além disso, a demanda, no geral, segue firme. Já em agosto, o avanço da moagem enfraqueceu os valores ao longo do mês. (CEPEA / ESALQ 02/09/2014)

 

Usina da Fiagril que usará milho terá sócio americano

O projeto de produção de etanol de milho da processadora de soja mato-grossense Fiagril deverá receber em breve um aporte e um novo sócio para seguir adiante. Em entrevista à agência de notícias Agwired, o CEO da empresa americana Summit Group, Bruce Rastetter, informou que vai investir na construção de uma planta de etanol convencional, orçada em US$ 140 milhões, em parceria com a brasileira Fiagril. Segundo apurou o Valor, uma nova empresa deve ser criada para abrigar o projeto.

A usina, que será implantada em Lucas do Rio Verde (MT), vai ser financiada pelo braço de equity do Summit Group, o U.S. Farmland Fund. O executivo não informou a participação que a companhia deterá no negócio. Procurada, a Fiagril preferiu não se pronunciar. Nos Estados Unidos, o Summit Group detém uma área agrícola expressiva e também produção de bovinos e suínos.

Anunciado no ano passado, o projeto da Fiagril previa investimentos de US$ 100 milhões (cerca de R$ 230 milhões) na construção de uma unidade de produção de etanol de milho a partir de 2015. A companhia planejava construir uma usina com capacidade para esmagar 500 mil toneladas do grão por ano, volume suficiente para produzir até 200 milhões de litros do biocombustível.

À época, a intenção da Fiagril era financiar até 80% do investimento com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

Em entrevista ao Valor em setembro de 2013, o sócio-fundador da Fiagril, Marino Franz, afirmou que as linhas de crédito já haviam sido asseguradas e os contratos deveriam ser assinados com o Banco do Brasil ainda em 2013. A expectativa, afirmou ele, era iniciar a construção da planta até abril de 2014 e concluí-la em 18 meses.

A Fiagril era uma empresa de venda de insumos quando foi fundada, há 25 anos. Na última década, voltou-se para a comercialização de grãos e, desde então, multiplicou por quase dez vezes seu faturamento, que foi de R$ 2,75 bilhões em 2013.

A empresa brasileira também atua na produção de sementes, armazenagem e logística. Atualmente, conta com capacidade para estocar 730 mil toneladas de grãos e investe em obras da Cianport, criada em parceria com a comercializadora de grãos Agrosoja para escoar a produção do Centro-Oeste pelo Norte do país. Em 2012, criou a Serra Bonita, joint venture com a SinAgro e a Boa Safra para atuar no mercado de sementes. (Valor Econômico 03/09/2014)

 

Tailândia reduz cota doméstica de açúcar para 13/14 e vê maior exportação

A Tailândia, segundo maior exportador de açúcar, reduziu sua cota de consumo doméstico do produto em 2013/14 em 100 mil toneladas, disse uma autoridade, aumentando o volume disponível para exportação, apesar de um atual excedente global da commodity.

O Escritório do Conselho de Cana e Açúcar disse que espera que as exportações de açúcar em 2014 atinjam um recorde de 8,8 milhões de toneladas, embora operadores sejam céticos quanto à capacidade do país de aumentar seus embarques em um momento de ampla oferta global.

O escritório, que regula a indústria de açúcar do país, reduziu a cota destinada ao consumo doméstico para 2,4 milhões de toneladas, ante 2,5 milhões anteriormente.

"O consumo doméstico não está tão elevado quanto esperávamos antes. Entendemos que é melhor exportar", disse o presidente da entidade, Somsak Suwattiga, à Reuters.

O órgão previa anteriormente exportações em 2014 de 8 milhões a 9 milhões de toneladas, ante 6 milhões no ano anterior.

Operadores tailandeses estão oferecendo açúcar com descontos ante o preço da bolsa de Nova York pela primeiro vez desde 2009, depois que mais de um terço da safra mais recente continuava sem ser vendido até o início do no mês passado.

O açúcar bruto tailandês de alta polarização (hipol) com entrega imediata foi oferecido com desconto de 25 pontos sobre os futuros do açúcar bruto em Nova York na semana passada, mas sem nenhum relato de negócio fechado.

A Organização Internacional do Açúcar (OIA) previu um excedente global de açúcar de 1,3 milhões de toneladas em 2014/15, ante superávit de 4 milhões em 2013/14, devido a um aumento no consumo.

A Tailândia produziu um recorde de 11,3 milhões de toneladas de açúcar em 2013/14, devido a um clima favorável.

 

Brasil lança foguete com motor movido a oxigênio líquido e etanol

Operação foi realizada nesta segunda-feira (1º) em Alcântara, MA.

Processo coletou dados para estudos da Universidade Federal do RN.

O Brasil realizou com sucesso nesta segunda-feira (1º) o lançamento do primeiro foguete nacional com motor movido a etanol e oxigênio líquido. A operação no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, teve início às 23h02 e durou três minutos e 34 segundos, até que o veículo VS-30 V13 alcançasse a área de segurança prevista. O tráfego marítimo e aéreo na região precisou ser interditado.

Durante o processo, foram coletados dados para estudos desenvolvidos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e também de um dispositivo de segurança para veículos espaciais. "Não tenho dúvidas de que tiramos lições importantes com esta operação e que colocamos o Brasil num rol de países que detém tecnologia própria para operar veículos espaciais movidos a propelente líquido", disse o Coronel Aviador Avandelino Santana Júnior, coordenador-geral da Operação Raposa, responsável pelo lançamento.

Para o diretor do CLA, Coronel Engenheiro Cesar Demétrio Santos o lançamento representou um salto evolutivo na missão da organização. "Com a Operação Raposa, o CLA alcança um patamar de importância estratégica ainda maior no conjunto do Programa Nacional de Atividades Espaciais. Demos um passo essencial visando a operação de veículos espaciais movidos a combustível líquido, que permitem uma maior capacidade de carga e precisão de inserção em órbita, essenciais para atividades envolvendo o Veículo Lançador de Satélite (VLS) e sucessores", afirmou.

Outros lançamentos

No dia 21 de agosto, foi lançado com sucesso o 11º Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) pela Operação Água II/2014, no CLA. O lançamento aconteceu às 13h58 (horário de Brasília) e o foguete voou durante três minutos e 32 segundos antes de cair no Oceano Atlântico, conforme previsto pela operação.

No dia 8 de maio, o CLA lançou o 10º FTI pela Operação Águia I/ 2014. No dia 14 de março, foi lançado o Foguete de Treinamento Básico (FTB) pela Operação Falcão I. As atividades precedem o lançamento do Veículo Lançador de Satélite (VLS), previsto para o segundo semestre deste ano. (G1 03/09/2014)

 

Agronegócio exporta mais para compensar preço baixo

Soja, açúcar, café e carne de aves são os principais produtos com cotações em baixa no mercado internacional

Apesar da queda nos preços internacionais de produtos agropecuários como soja, açúcar e café, a participação do segmento nas exportações totais do Brasil continua crescendo.

No primeiro semestre deste ano, o setor atingiu 44,4%, da pauta de exportações, segundo pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola de Agronomia da USP (Cepea-Esalq/USP). "O bom desempenho das exportações brasileiras do agronegócio até agora foi resultado do maior volume embarcado, uma vez que as cotações dos principais produtos, como soja, açúcar, café e carne de aves se mantiveram em queda no primeiro semestre", explica a pesquisadora do Cepea, Andréia Cristina de Oliveira Adami.

Segundo Andréia, embora os preços tenham caído, o faturamento do setor se manteve estável em relação ao primeiro semestre de 2013. "A manutenção do faturamento está relacionada ao crescimento de volume embarcado dos produtos do complexo da soja (grão, farelo e óleo), café, carne bovina e madeira, já que em termos de preços, apenas a carne suína, o farelo de soja, frutas e etanol apresentaram alta no período".

A pesquisadora do Cepea explica que a desvalorização do câmbio no mercado doméstico levou um efeito positivo para quem produz, incentivando o agricultor brasileiro a ampliar suas exportações. Essa opinião é compartilhada pelo consultor da Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez: "A manutenção do dólar elevado na comparação com o real no primeiro semestre compensou a queda de preço no mercado internacional.

Por isso, muitos produtores nacionais preferiram aumentar as vendas internacionais em detrimento do mercado interno, o que colaborou para aumentar o volume vendido lá fora e manter o faturamento nos mesmos níveis do ano passado". Para o segundo semestre, a tendência é que os preços internacionais continuem caindo, mas sem a compensação do aumento de volume embarcado.

A redução nos preços, diz Gutierrez, se deve principalmente à expectativa de uma supersafra de soja e milho nos Estados Unidos, ao contrário do que ocorreu nos ciclos anteriores, quando problemas climáticos prejudicaram a produção e derrubaram os estoques, pressionando os preços para cima.

No Brasil, a tendência também é de safra de grãos recorde, o que ajuda a derrubar os preços internacionais. "Teremos uma produção mundial de mais de 300 milhões de toneladas de soja neste ano, volume nunca antes alcançado. E, embora a demanda continue crescendo nos mercados emergentes, puxada por China, ela não consegue acompanhar o aumento da oferta. Esse descasamento traz a expectativa de manutenção de queda nos preços", afirma Gutierrez.

Consultor da Empiricus, Gabriel Casonat concorda que as expectativas para os produtores de grãos não são muito animadoras neste segundo semestre. "Por conta desse excesso de oferta, acho difícil que os produtores brasileiros consigam exportar um volume maior no segundo semestre deste ano, o que por si só já seria prejudicial.

Some-se a isso os preços em queda no mercado internacional e temos um cenário difícil aos produtores brasileiros de grãos para a safra vigente", afirma Casonat. A boa notícia, diz ele, é que a queda nos preços internacionais traz algum efeito de queda na inflação doméstica, já que suaviza os preços dos alimentos de um modo geral, "componente importante dos indicadores inflacionários", lembra o consultor. O cenário do agronegócio é mais animador para o setor de proteína animal, tanto em termos de preços quanto de demanda.

O embargo russo aos produtos americanose da União Européia pode elevar as exportações nacionais. O consultor enxerga de forma positiva a expectativa de aumento das vendas para a Rússia após a liberação, pelo país, para mais de 80 frigoríficos exportarem carne bovina, suína e aves. "Além disso, a China tem demonstrando um crescimento bastante robusto da demanda por carne bovina, favorecendo diretamente as vendas dos pecuaristas brasileiros", diz Casonat. (Brasil Econômico 03/09/2014)

 

Commodities Agrícolas

Café: Disparada em NY: O mercado do café volta a assistir a mais um ciclo de valorização do grão em Nova York, que ontem ganhou força ante novas estimativas privadas de safra e previsões negativas para o clima. Os lotes do arábica para dezembro fecharam em alta de 825 pontos, a US$ 2,0945 a libra-peso, o maior valor desde 29 de abril. Segundo Thiago Cazarini, da Cazarini Trading, uma das projeções que impactou os preços foi a da Ecom Agroindustrial, que previu uma safra de 53 milhões a 55 milhões de sacas no Brasil. As indicações da Cooxupé de que a região de seus cooperados passa por uma seca inédita também influenciou as cotações, disse Cazarini. Com os produtores retraídos no mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 480 e R$ 490, conforme o Escritório Carvalhaes.

Cacau: Pressão da oferta: Os preços do cacau recuaram expressivamente ontem em Nova York, diante da perspectiva de uma oferta global mais confortável. Dezembro fechou com queda de US$ 64, a US$ 3.165 a tonelada. Segundo Thomas Hartmann, da TH Consultoria, há pressão do alto volume de cacau vindo da Costa do Marfim. As áreas produtoras do país e também as de Gana estão recebendo fortes chuvas, o que é favorável para a safra principal. A expectativa de bom desenvolvimento da produção no Oeste da África foi um dos motivos para a Organização Internacional do Cacau mudar sua projeção para a atual safra de déficit para superávit. No mercado doméstico, o preço médio da amêndoa em Ilhéus e Itabuna (BA) permaneceu em R$ 108 por arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Excedente no mercado: O baixo consumo da China e o aumento da produção previsto para os Estados Unidos conduziram as cotações do algodão para a quarta queda seguida ontem na bolsa de Nova York, onde os lotes para dezembro fecharam com recuo de 126 pontos, a 65,31 centavos de dólar por libra-peso. Nas últimas semanas, o clima levemente adverso à cultura nos EUA reduziu a qualidade das lavouras, mas os traders ainda esperam um crescimento da produção no país. O Comitê Consultivo Internacional do Algodão prevê que a safra global 2014/15 será a quinta consecutiva com superávit de oferta, com um excedente de 1,7 milhão de toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias recuou 0,07%, para R$ 1,7138 a libra-peso.

Trigo: Recuo nos EUA: As cotações do trigo tiveram queda moderada nas bolsas americanas ontem com o foco dos traders no aumento da oferta do cereal no mundo. Em Chicago, os papéis para dezembro fecharam com queda de 8,5 centavos, a US$ 5,55 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual vencimento caíram 10,25 centavos, a US$ 6,325 o bushel. O conflito entre Rússia e Ucrânia (dois dos maiores produtores e exportadores de trigo do mundo) continua no radar dos investidores. Mas contínuas indicações de que o fornecimento a partir do Mar Negro ainda não foi e não deve ser estancado pela disputa reduz os temores dos operadores. No mercado doméstico, o preço médio do cereal no Rio Grande do Sul apurado pelo Cepea/Esalq recuou 0,06%, para R$ 478,52 a tonelada. (Valor Econômico 03/09/2014)