Setor sucroenergético

Notícias

Sem álcool

O PT de Dilma recebeu R$ 2 milhões em doações de empresas sucroalcooleiras em 29 de agosto, um dia depois de Marina atacar a política do governo para o etanol e prometer apoio aos produtores.

Antes da fala de Marina, o setor deu R$ 1,75 milhão ao PSB. (Folha de São Paulo 09/09/2014)

 

Açúcar: Baixa demanda

As cotações do açúcar demerara continuam recuando na bolsa de Nova York diante da baixa demanda global.

Os contratos para março de 2015 fecharam a 17,21 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 2 pontos. A queda só não foi maior porque os investidores comerciais e especulativos continuam rolando posições entre os lotes para outubro deste ano e março do próximo.

Os especuladores, por um lado, procuram se desfazer de suas posições antes do período de entrega física do produto.

Os compradores comerciais também evitam as entregas, receosos de receberem lotes da Tailândia. Ambos, porém, procuram uma remuneração melhor no próximo ano.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,11%, para R$ 45 a saca de 50 kg. (Valor Econômico 09/09/2014)

 

Preço do etanol sobe nos postos de 11 Estados e do DF

SÃO PAULO - Os preços do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, subiram ao consumidor final de 11 Estados e do Distrito Federal na semana entre os dias 31 de agosto e 6 de setembro, segundo pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A maior valorização foi observada no Estado da Bahia, onde o preço médio subiu 5,93%, a R$ 2,41 o litro.

Em São Paulo, maior Estado consumidor de combustíveis do país, o preço médio do biocombustível voltou a cair na última semana. Recuou 0,26%, a R$ 1,868 o litro na bomba. Além de São Paulo, o preço médio do biocombustível ao consumidor se desvalorizou em outros 10 Estados e em quatro, ficou estável.

Continua vantajoso ao motorista abastecer com etanol em vez de gasolina nos Estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Paraná. Isso porque, nesses Estados, o preço do etanol equivale a menos de 70% do preço da gasolina, conforme parâmetro mais aceito pelo mercado.

Na usina em São Paulo, os preços tiveram leve queda. O indicador Cepea/Esalq para o hidratado caíu 0,081%, a R$ 1,2316 o litro. (Valor Econômico 09/09/2014)

 

Acordo não acelera exportação para a Índia

Cinco anos depois de acerto, venda brasileira é dependente de petróleo e açúcar, produtos que não integram negociação

Para governo, tratado permitiu avanços significativos para itens como interruptores elétricos e motores.

Cinco anos depois de firmado, o acordo comercial do Brasil com a Índia, uma das dez maiores economias do mundo, não foi capaz de deslanchar as vendas brasileiras para o país asiático.

Desde que o acordo entrou em vigor, em 2009, as exportações para a Índia cresceram apenas nos momentos em que subiram as vendas de petróleo e açúcar, produtos que não fazem parte do acerto entre os países.

Juntos, os dois produtos são responsáveis por mais da metade dos embarques brasileiros ao mercado indiano, que somaram US$ 2,5 bilhões de janeiro a julho (é o nono principal destino das exportações). Sem eles, as vendas estão, na verdade, em queda.

Até julho deste ano, as exportações de todos os demais produtos somaram US$ 900 milhões. No mesmo período de 2009, antes do acordo, eram de US$ 1,1 bilhão.

O acordo, feito por meio do Mercosul, foi anunciado como a primeira etapa para a criação de uma área de livre-comércio entre o bloco sul-americano e o país asiático.

Foi o primeiro acordo comercial do Mercosul a entrar em vigor com um país fora do continente americano.

Foi lançado, contudo, de forma bastante tímida, como um acerto de preferência tarifária, no qual os países dão "descontos" na alíquota de importação oferecida, e envolvendo apenas 450 tipos de produto. No total, há quase dez mil no Brasil.

Foram incluídos no acerto itens nos quais não havia conflito de interesses. A ideia era que, com o tempo, as negociações seguissem e acréscimos fossem sendo feitos ao documento inicial. Até agora, isso não ocorreu.

O governo brasileiro chegou a abrir consulta pública com o setor privado para fazer proposta de ampliação do tratado, mas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), foram identificadas muitas sensibilidades comerciais e, por isso, não houve avanço.

OUTROS ACORDOS

Se o acerto com a Índia produziu poucos resultados, outras frentes de negociação não prosperaram. De 2009 para cá, o Brasil só conseguiu colocar em vigor um acordo comercial com Israel. O comércio com o país, que já era inexpressivo, pouco avançou.

A troca de ofertas para a criação de uma área de livre- comércio entre o bloco sul-americano e a União Europeia (UE), que marcaria a retomada dos acordos internacionais, foi suspensa e não há previsão de nova data.

Até acordos que estavam acertados ficaram na geladeira, à espera de definição do governo --após o acerto é preciso o aval do Congresso. São os caso dos tratados com África do Sul, Egito e Palestina.

A inércia do Brasil na seara internacional é criticada pela indústria, cujas exportações vêm caindo.

"Esses acordos [como os negociada por EUA, Japão e países europeus] vão passar a reger boa parte dos comércio internacional e o Brasil está fora dessa discussão", afirma Thomaz Zanotto, diretor da Fiesp (federação industrial do Estado de São Paulo).

Segundo ele, o governo não tem uma política clara de comércio exterior.

O Mdic afirmou que o acordo com a Índia possibilitou avanços significativos "para determinados produtos", como interruptores elétricos e motores de indução. Segundo a pasta, o Brasil está "engajado com as negociações Mercosul-UE, com tratativas multilaterais na OMC e diversas outras iniciativas". (Folha de São Paulo 09/09/2014)

 

A Odebrecht Agroindustrial

Olhar gastos com lupa e elevar produtividade são a saída para usinas.

A Odebrecht Agroindustrial comemorou a moagem de 4,1 milhões de toneladas de cana em agosto.

As operações da empresa continuam amadurecendo e ainda há espaço para crescimento. Neste ano, a moagem deverá ficar entre 26 milhões e 27 milhões de toneladas.

Mas o foco está mudando. Diante de um cenário bem mais desafiador do que quando entrou no setor, a Odebrecht Agroindustrial quer priorizar a produtividade.

Com cana de menor adaptabilidade em algumas das regiões onde atua, a empresa desenvolverá, já no final desta safra, viveiros com novas variedades, em conjunto com o CTC (Centro de Tecnologia canavieira).

Celso Ferreira, vice-presidente de Operações Agroindustriais e Engenharia, diz que há uma mudança de estratégia. A busca será por maior produtividade da cana, mais do que por um crescimento do volume disponível para a moagem.

A empresa será mais seletiva tanto no plantio como na renovação dos canaviais. Será uma expansão com avaliações de área por área. "Se a área confirmar retorno, poderemos avançar. Do contrário, poderemos até descartá-la", diz Ferreira.

"Estamos com 65 toneladas [de cana-de-açúcar] produzidas por hectare na safra 2014/15. Vamos para 70 toneladas em 2015/16 e para 74 toneladas por hectare na safra 2016/17", prevê ele.

Essa evolução é reflexo do investimento em novas fronteiras e em novas variedades de cana, além da implementação de novas práticas de plantio, automação agrícola --plantio com GPS em 100% da operação-- e formação das equipes, afirma Ferreira.

A empresa espera atingir uma produtividade nas novas fronteiras próxima da registrada na região centro-sul.

Com 83% da cana moída destinada para a produção de etanol, a Odebrecht Agroindustrial estima atingir 1,85 bilhão de litros desse combustível nesta safra. Já a produção de açúcar deverá ser de 600 mil toneladas.

As lavouras disponíveis para a empresa, cuja produção própria de cana é de 80%, deverão terminar esta safra em 445 mil hectares. O objetivo é elevar a oferta de cana de terceiros para 40% nos próximos anos.

Avaliando um cenário para o próximo ano, Ferreira diz que a oferta de açúcar fica mais curta, o que deverá favorecer os preços.

Quanto ao etanol, ele diz que é essencial a volta da Cide (contribuição sobre combustíveis). "Caso contrário, o setor continuará sofrendo."

O governo zerou a alíquota da Cide, inibindo altas na gasolina. Um retorno dessa contribuição elevaria os preços do derivado de petróleo, dando margem maior para reajustes do etanol.

A sobrevivência das empresas do setor passa hoje por um olhar com lupa para os custos. Estes vêm tanto da alta dos insumos --fertilizantes, herbicidas e valor das terras-- como da mão de obra, que vem sendo corrigida com percentuais acima dos da inflação, afirma Ferreira.

A Odebrecht Agroindustrial opera nove usinas nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo. Não está no foco da empresa novos investimentos industriais, mas apenas os necessários para a manutenção das operações, da segurança dos trabalhadores e da preservação ambiental, afirma Ferreira. (Folha de São Paulo 09/09/2014)

 

Americana Ceres investe em cana transgênica

A americana Ceres, que se dedica ao desenvolvimento de híbridos de sorgo para a produção de etanol e energia, planeja uma guinada em direção à cana-de-açúcar no Brasil. Contemplada com R$ 85 milhões em recursos do PAISS Agrícola, programa de fomento à inovação no segmento sucroenergético, a companhia concentrará atenções no desenvolvimento de uma cana transgênica, que pode ser lançada dentro de cinco a sete anos.

"O PAISS nos dá a chance de alavancar nosso programa de pesquisa em sorgo, mas principalmente nos abre a oportunidade de trazer ao Brasil o nosso desenvolvimento de cana transgênica", disse ao Valor André Luiz Junqueira Franco, gerente geral da Ceres no Brasil. O plano, acrescenta ele, é que a empresa se integre à cadeia por meio do sorgo, como complemento à cana no período de entressafra. "Depois, provavelmente a partir de 2020, começaremos a considerar a possibilidade de lançamento de variedades de cana transgênica".

A Ceres está em fase pré-operacional desde que foi fundada, em 1996, na Califórnia. Mas é no Brasil, onde chegou em 2009, que a empresa pretende estabelecer sua primeira operação comercial ainda este ano - a safra 2014/15 de sorgo começa em novembro, na entressafra da cana.

Inicialmente focada na produção de sorgo sacarino, matéria-prima alternativa à produção de etanol, a Ceres lançou no ano passado seu primeiro sorgo de alta biomassa no país, voltado à produção de energia como complemento ao bagaço da cana em operações de cogeração. Este ano, planeja lançar um sorgo silageiro destinado à alimentação animal, e com o impulso do PAISS Agrícola, dar partida à pesquisa com cana transgênica, que a companhia vinha desenvolvendo há três anos nos EUA e em países da América Latina.

"Grandes empresas estão investindo nisso, mas afora uma variedade aprovada na Ásia, que nem está sendo comercializada ainda, não há outras canas transgênicas disponíveis no mundo", afirmou Franco, ao justificar o interesse nesse mercado. Segundo o executivo, dos R$ 85 milhões obtidos por meio do PAISS, R$ 10 milhões serão concedidos a fundo perdido - subvenção dada a apenas cinco dos 35 projetos eleitos para o programa, fruto de uma iniciativa conjunta de BNDES e Finep.

A Ceres trabalha com três "traits" (eventos) prioritários para a cana transgênica: aumento de biomassa, tolerância a estresse e elevação da produção de sacarose (açúcar). Testes iniciais feitos pela companhia indicaram 50% de aumento de sacarose e de biomassa na cana. "Nosso objetivo é elevar a produtividade média de cana dos atuais 70 toneladas a 75 toneladas por hectare para 100 toneladas", afirmou. Conforme Franco, as pesquisas da Ceres são favorecidas por um segredo industrial, relacionado à eficiência da expressão do gene desejado na cana.

Nessa frente, as pesquisas com sorgo transgênico estão mais avançadas. No momento, a Ceres busca aprovação da CTNBio para iniciar os testes de campo, e a expectativa da empresa é ter o primeiro plantio até o fim de 2014 ou início do próximo ano. "Algumas etapas ainda devem ser cumpridas, como a norma de isolamento para o sorgo, mas estamos confiantes", disse Franco. O sorgo cruza com plantas silvestres, por isso há uma preocupação de não se criarem "superplantas daninhas", explicou. "Por isso não consideramos trabalhar com tolerância a herbicida em sorgo. Mas se fizermos sorgo sacarino com mais teor de açúcar, isso não tende a trazer vantagem competitiva para uma erva daninha".

A Ceres também está mais segura depois de ter superado problemas de produtividade com o sorgo sacarino. Estudos demonstram que um rendimento acima de 2,5 mil litros de etanol por hectare torna a cultura economicamente viável, conforme Franco. Os resultados da empresa, porém, variavam muito - de 1 mil a 3,6 mil litros. Mas depois do "grande volume de informações" gerado a partir de testes em importantes regiões produtoras do país, é possível assegurar algo entre 2,7 mil e 3 mil litros por hectare, disse ele.

Para atrair clientes, a Ceres adotou uma estratégia ousada: caso o rendimento das lavouras de seus clientes fique abaixo desse nível, a empresa pagará a diferença. "Queremos dar tranquilidade às usinas que começarem esse processo conosco, de que elas não terão prejuízo", disse. Há uma iniciativa semelhante com sorgo de alta biomassa.

Atualmente, a companhia mantém conversas com usinas para a safra 2014/15. "Temos alguns negócios pequenos já fechados", disse Franco, sem detalhar números. Em 2013, mais de 40 usinas fizeram testes com materiais da Ceres, e o objetivo da empresa é arrebanhar "poucos clientes" este ano, para assegurar resultados e provar a credibilidade da cultura. "Muitas empresas vieram com sorgo sacarino como alternativa, mas ainda com volume de testes pequeno no Brasil, o que frustrou as usinas. Mas o pipeline que temos é muito entusiasmador", concluiu.

A Ceres, que está listada na Nasdaq, teve um prejuízo líquido de US$ 23,16 milhões no acumulado do ano fiscal de 2014 até o terceiro trimestre (encerrado em 31 de maio) e uma receita líquida de US$ 2,1 milhões no mesmo período. (Valor Econômico 09/09/2014)

 

Coruripe faz captações, obtém US$ 370 milhões e rola dívidas

A alagoana Usina Coruripe, uma das maiores do país no segmento sucroalcooleiro, captou US$ 370 milhões para refinanciar parte da dívida que tem junto a bancos. Foram três operações fechadas na semana passada. Em uma delas, coordenada pelo banco holandês Rabobank, a empresa levantou US$ 190 milhões. Nas outras, foram US$ 90 milhões com o Itaú BBA e mais US$ 90 milhões com o Santander.

"Os bancos têm criado muitas restrições e diminuído sua exposição na área de açúcar e etanol. Havia uma expectativa muito desfavorável em relação ao refinanciamento das dívidas do setor este ano", disse o presidente da Coruripe, Jucelino Sousa, conforme adiantou ontem o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

A Coruripe, controlada pelo Grupo Tércio Wanderley, apresenta-se como uma das dez maiores usinas do Brasil. Tem sede e uma unidade de produção em Alagoas e quatro plantas em Minas Gerais. Conta com 10,7 mil trabalhadores e, no período de abril de 2014 a março de 2015, seu faturamento deverá somar US$ 1,6 bilhão, segundo Sousa - cerca de 10% mais que entre abril de 2013 e março passado.

"Nós conseguimos, com bastante antecedência, fazer o refinanciamento de toda a nossa dívida vincenda nesta safra de 2014/15 e já incluímos nesse pacote de refinanciamento algumas dívidas que vencerão do ano fiscal de 2015/16", disse.

No balanço referente a 2013/14, divulgado em 31 de março, a Coruripe informou que sua dívida líquida estava em R$ 1,697 bilhão. Quando se descontava as aplicações financeiras, o montante caía para R$ 1,575 bilhão. Sousa afirmou que uma parcela desse total foi amortizada e que a parte da dívida que tem vencimento entre este ano e 2016 é da ordem de US$ 500 milhões (R$ 1,13 bilhão).

Até então, a Coruripe vinha refinanciando sua dívida apenas por meio de negociações individuais com bancos e sempre captando valores menores, geralmente de US$ 30 milhões e US$ 50 milhões. Com Itaú BBA e Santander as negociações foram individuais, mas os valores, maiores. E a operação com o Rabobank foi a primeira sindicalizada - o banco holandês liderou, mas participaram também MetLife, Bradesco, Votorantim, ABC Brasil, Banco do Brasil e Citibank. O prazo de amortização, nesse caso, é de cinco anos.

Sousa disse que as vantagens para a Coruripe de uma operação sindicalizada são a redução de custos e o fato de a empresa ter um único contrato e fazer uma consolidação das garantias oferecidas aos credores.

Todos os bancos que participaram dessa operação sindicalizada, exceto MetLife e ABC, são credores da Coruripe. "O que temos visto ultimamente são alguns bancos deixando o setor de açúcar e etanol. E a gente conseguiu atrair dois novos bancos. Foi uma conquista que mostra a força do crédito da empresa", disse.

A necessidade de refinanciamento até março de 2015 está "totalmente equacionada" com a captação sindicalizada e com as operações com Itaú BBA e Santander, afirmou o executivo. Parte da necessidade até março de 2016, também.

A Coruripe, disse Sousa, evitou interrupções na produção e conseguiu, ao contrário, de grupos do Centro-Sul também endividados, até aumentar sua capacidade moagem de cana-de-açúcar. Neste ano, bateu no teto de sua capacidade instalada, que é da ordem de 13,5 milhões de toneladas. (Valor Econômico 09/09/2014)

 

Média diária de exportações recua 12,7% no início do mês

A balança comercial brasileira teve déficit de US$ 771 milhões na primeira semana de setembro. As exportações atingiram US$ 4,336 bilhões, e as importações, US$ 5,107 bilhões. No ano, o saldo negativo acumulado é de US$ 524 milhões.

A média diária das exportações caiu 12,7% na primeira semana de setembro deste ano, quando comparada com todo o mês de 2013, passando de US$ 992,9 milhões para US$ 867,2 milhões. Na mesma base de comparação, os produtos básicos tiveram queda de 15,5% - de US$ 499,7 milhões para US$ 422,2 milhões. Milho em grão, minério de ferro, soja em grão, farelo de soja e carne bovina foram os itens que registraram os maiores recuos.

Os semimanufaturados tiveram retração de 5% ao passar de US$ 127,3 milhões em setembro de 2013 para US$ 121 milhões na primeira semana deste mês. Essa baixa foi encabeçada por quedas de açúcar em bruto, catodos de cobre e óleo de soja em bruto.

Os bens manufaturados recuaram 11,6% na mesma comparação. A média diária das vendas desses produtos ao exterior passou de US$ 343,3 milhões em setembro de 2013 para US$ 303,4 milhões na primeira semana deste mês. O resultado foi influenciado pelas menores vendas de veículos de carga, automóveis de passageiros, aviões, óleos combustíveis, açúcar refinado e autopeças.

As importações cresceram 13,7% na primeira semana de setembro (US$ 1,021 bilhão) quando comparadas com a média registrada no mesmo mês do ano passado (US$ 898 milhões). (Valor Econômico 09/09/2014)

 

FMC assina acordo para adquirir Cheminova por US$ 1,8 bilhão

SÃO PAULO - A multinacional americana FMC, fabricante de defensivos agrícolas, anunciou hoje que assinou um acordo definitivo para adquirir a Cheminova, uma subsidiária integral da Auriga Industries, por US$ 1,8 bilhão. A Cheminova também atua com agroquímicos e está sediada na Dinamarca.

Em comunicado, a FMC informou que a transação deverá ser concluída no início de 2015. "A Cheminova é uma empresa que há muito tempo consideramos como um potencial e atraente parceiro. Possui uma abordagem estratégica semelhante à da FMC quanto à aplicação de tecnologia para oferecer soluções aos seus clientes, e tem um portfólio de produtos altamente complementar além de presença geográfica", disse o presidente e CEO da FMC, Pierre Brondeau.

Conforme o executivo, o acesso direto da Cheminova ao mercado europeu, combinado à forte posição na América Latina, ajudará a trazer “maior equilíbrio” aos negócios da FMC. A expectativa da companhia é que a Cheminova fortaleça a oferta para os clientes já existentes, especialmente de cana-de-açúcar, soja e algodão. A operação também deve aumentar significativamente o portfólio de fungicidas da FMC e adicionar o crescente negócio de micronutrientes. A Cheminova possui um portfólio de mais de 60 ingredientes ativos e mais de 2.300 registros. (Valor Econômico 08/09/20014 às 18h: 12m)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Baixa demanda: As cotações do açúcar demerara continuam recuando na bolsa de Nova York diante da baixa demanda global. Os contratos para março de 2015 fecharam a 17,21 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 2 pontos. A queda só não foi maior porque os investidores comerciais e especulativos continuam rolando posições entre os lotes para outubro deste ano e março do próximo. Os especuladores, por um lado, procuram se desfazer de suas posições antes do período de entrega física do produto. Os compradores comerciais também evitam as entregas, receosos de receberem lotes da Tailândia. Ambos, porém, procuram uma remuneração melhor no próximo ano. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,11%, para R$ 45 a saca de 50 kg.

Café: Arábica em baixa: Os preços do café arábica caíram ontem pela segunda sessão seguida na bolsa de Nova York. Os contratos para dezembro fecharam a US$ 1,9445 por libra-peso, recuo de 360 pontos. As percepções do tamanho da produção brasileira de 2014/15 giram entre 47 milhões e 51 milhões de sacas, acima de estimativas anteriores. Por outro lado, já se trabalha com a previsão de uma safra menor em 2015/16, segundo Rodrigo Costa, da Newedge. Em agosto, os compradores internacionais aproveitaram os preços menores, o que provocou aumento de 13% no volume exportado pelo Brasil. Isso pode adicionar pressão, já que os compradores estão agora com mais café em seus estoques e podem reduzir suas compras. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica caiu 4,4%, para R$ 427,30 a saca.

Cacau: Excesso de cacau: Os futuros do cacau abriram a semana em queda na bolsa de Nova York, ainda refletindo a estimativa de superávit da amêndoa na safra global 2013/14. Os contratos para dezembro fecharam a US$ 3.071 a tonelada, o menor valor desde 17 de julho, com recuo de US$ 31. Recentemente, a Organização Internacional do Cacau mudou sua estimativa de déficit global para superávit de 40 mil toneladas. Há uma perspectiva otimista para a produção no oeste da África. Além disso, os preços da manteiga de cacau na sexta-feira caíram ao menor valor desde 23 de maio, indicando queda na demanda, segundo o grupo Cocoa Merchants' Association of America. No mercado interno, a arroba em Ilhéus/Itabuna ficou em R$ 102,50, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Produção elevada: A perspectiva de que os Estados Unidos tenham uma safra recorde de soja neste ciclo voltou a dar o tom das negociações na bolsa de Chicago ontem, provocando queda expressiva nas cotações. Os lotes para novembro fecharam a US$ 10,085 o bushel, recuo de 13 centavos. A avaliação é de que as geadas em áreas do norte do cinturão da soja no último fim de semana não provocaram danos graves às plantas. Os relatos de colheita falam em índices de produtividade recorde. Além disso, a demanda externa também está menos aquecida. Em agosto, a China importou 5,03% a menos de soja que no mesmo mês de 2013. No acumulado, porém, o volume supera o do mesmo período do ano passado em 16,2%. No mercado interno, a saca no Paraná caiu 1,26%, para R$ 54,69, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 09/09/2014)