Setor sucroenergético

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Etanol

A produção na segunda quinzena de agosto subiu para 2,25 bilhões de litros, 8% mais do que em igual período de 2014. Com isso, o acumulado da safra 2014/15 atingiu 16,2 bilhões de litros, 5% mais do que na anterior.

Menos açúcar

O crescimento do etanol inibiu o de açúcar, que recuou 6% na segunda quinzena de agosto. No acumulado da safra, a produção de açúcar sobe 4%, segundo a Unica.

Exportação do agronegócio cai 12,5%

As exportações do agronegócio brasileiro recuaram 12,5% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, somando US$ 8,89 bilhões. A redução foi puxada por soja, milho, açúcar e etanol.

As perdas de faturamento acompanham recuo nos preços internacionais destas commodities (Folha de São Paulo – Vai e vem das commodities 10/09/2014)

 

Meio de campo

O vice Michel Temer negocia a reaproximação da candidata Dilma Rousseff com o setor do etanol.

Seu interlocutor tem sido o ex-ministro Roberto Rodrigues. Ele enviou para a presidente documento pedindo o retorno da Cide, com o argumento de que não há impacto inflacionário. O setor flerta com Aécio Neves. (O Globo 10/09/2014)

 

Inacreditável! Usineiros turbinam campanha de Dilma com R$ 2 milhões

Nota publicada na coluna “Painel” na edição desta terça-feira (9) da Folha de São Paulo, revela que “O PT de Dilma recebeu R$ 2 milhões em doações de empresas sucroalcooleiras em 29 de agosto, um dia depois de Marina atacar a política do governo para o etanol e prometer apoio aos produtores”.

A mesma nota informa também que “Antes da fala de Marina, o setor deu R$ 1,75 milhão ao PSB”. Já numa relação de “doadores” publicada na edição de ontem de O Estado de São Paulo, o Grupo Cosan aparece com R$ 3,8 milhão e a Copersucar com R$ 2,750 milhão.

Para o sindicalista Antonio Vitor, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Sertãozinho e Região, a nota da Folha mostra a dificuldade que os usineiros têm para se relacionar com competência na esfera política. “Haja vista as “Frentes do Etanol” que acabaram ligando o nada a lugar algum. Os únicos beneficiários foram conhecidos parlamentares que acabaram angariando recursos para suas campanhas políticas”, relata Vitor.

“A informação é um assombro, pois dar dinheiro para uma candidata que busca a reeleição (Dilma) e que em seu mandato maltratou e destruiu o setor do etanol, provocando 300 mil demissões só nos últimos seis anos, segundo dados da FEA-RP/USP e também impondo vultuosos prejuízos para a indústria de base, que opera hoje com ociosidade maior do que 60%, denota no mínimo falta de bom senso e de respeito a toda a cadeia produtiva sucroenergética”, afirmou Vitor.

O sindicalista também revelou que nos próximos dias trabalhadores do setor canavieiro vão promover em Ribeirão Preto um ato contra a presidente Dilma Rousseff. No ato, os trabalhadores vão defender que Dilma falta com a verdade quando se diz defensora da Petrobras. “O que ela quer mesmo é manter esta quadrilha que tomou de assalto uma empresa que é de todos nós brasileiros”, afirmou

“Ela quebrou a Petrobras e reduziu a pó o setor do etanol, repetindo, a exaustão, que os ‘usineiros não cumprem seus compromissos’. Agora vemos que os mesmos usineiros a contemplam com R$ 2 milhões. É a ajuda “delles” para que Dilma e esta corruptocracia instalada pelo lulopetismo, como denunciou o BrasilAgro, continuem se lambuzando com o dinheiro público”, acrescentou. (Brasil Agro 10/09/2014)

 

Setor de álcool e açúcar ganhará benefício para exportar

Após aproximação de Marina (PSB), segmento foi incluído em programa que devolve como crédito tributário parte de venda ao exterior.

O governo decidiu incluir o setor sucroalcooleiro em sua política de estímulo a exportadores, como parte da ofensiva da presidente Dilma Rousseff para tentar reconquistar o apoio do empresariado à sua reeleição.

A presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Elizabeth Farina, esteve nesta terça-feira (9) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de quem ouviu a proposta de incluir o setor no Reintegra.

O Reintegra é um mecanismo que devolve à empresa um percentual das exportações de produtos manufaturados na forma de créditos tributários. O incentivo, extinto em 2013, foi renovado dentro de um "pacote de bondades" do governo a empresários e voltará a vigorar em 2015. O governo não tinha incluído o setor sucroalcooleiro nessa nova edição.

A medida é uma resposta à aproximação da candidata à Presidência Marina Silva (PSB) com o agronegócio. Marina esteve reunida recentemente com representantes do setor, que acusa a política de controle de preço da gasolina do governo Dilma de ser nociva à indústria do etanol.

Segundo a Folha apurou, o Reintegra valerá no próximo ano com alíquota de 3% sobre o faturamento com exportações de manufaturados. Ou seja, as empresas incluídas do programa terão de volta 3% do que exportarem.

Na reunião desta terça, não ficou acordada elevação da mistura do etanol na gasolina. O Senado aprovou projeto de lei que determina tal aumento, podendo chegar a 27,5%. Atualmente, a adição máxima do chamado álcool anidro na gasolina é de 25%, e no mínimo 18%. O projeto espera sanção presidencial.

A avaliação é que a atual safra e a capacidade de produção de etanol não dariam conta da elevação. ((Folha de São Paulo 10/09/2014)

 

Reintegra será ampliado para etanol e açúcar, diz Mantega

Mesmo com o orçamento apertado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o Reintegra será ampliado para os exportadores de etanol e açúcar. Outro setor também poderá ser contemplado com o benefício, mas Mantega não antecipou qual. O Reintegra é um programa que devolve, sob a forma de crédito tributário ou dinheiro vivo, até 3% do faturamento de empresas exportadoras, como compensação por impostos indiretos cobrados na cadeia de produção.

Em entrevista ao Valor Pro, serviço de informações em tempo real do Valor, Mantega afirmou que a medida foi comunicada ontem ao setor em reunião realizada, no ministério da Fazenda, com representantes da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única).

Em junho, para fazer um afago à indústria, o ministro Mantega anunciou o retorno permanente do Reintegra com as alíquotas que variam entre 0,1% e 0,3% do faturamento, dependendo de uma avaliação do governo. O setor de etanol e açúcar não fazia parte da lista de beneficiados.

Na ocasião, o governo fixou em 0,3% a alíquota para este ano. Ontem, o ministro confirmou que para 2015 o valor será de 3%. A recriação do Reintegra foi feita por meio da edição da medida provisória nº 651, em tramitação no Congresso Nacional. O ministro afirmou que assim que a MP for aprovada será editado um decreto fixando o percentual da alíquota de 3% para 2015.

Segundo Mantega, já incluindo o setor de etanol e açúcar, o impacto fiscal da medida será de algo em torno de R$ 3 bilhões no próximo ano. No caso do setor de etanol e açúcar, o crédito fiscal poderá chegar até R$ 950 milhões. A avaliação de técnicos, no entanto, é de que a devolução seja menor.

Apesar de já estar definindo uma despesa para o próximo governo, o ministro ressaltou que o "benefício tem haver com o câmbio. É um complemento". "Quando você tem um cambio mais desvalorizado, pode trabalhar com alíquota menor [do Reintegra]. Mas quando o câmbio está mais estável e num patamar mais valorizado, como é o caso da atualidade e que deve permanecer, então você precisa de um reforço do Reintegra".

Além disso, na avaliação do ministro, a medida vai ajudar a alavancar as exportações e, consequentemente, a atividade econômica e a geração de emprego. Além disso, a devolução de tributos para as empresas exportadoras poderá ajudar a reduzir preços.

"O Reintegra é um crédito sobre as exportações que é dado por vários países. Por exemplo, a China tem uma espécie de Reintegra bem maior que o nosso, dá 17% ao exportador", destacou o ministro, acrescentando que o programa procura "compensar" a exportação de "resíduo tributário". (Valor Econômico 10/09/2014)

 

Moagem de cana em SP vai acabar em outubro

O tempo seco manteve acelerada a moagem de cana-de-açúcar da safra 2014/15 no Centro-Sul do país e a previsão é que quase todas as unidades localizadas em São Paulo encerrem a temporada nas próximas quatro quinzenas, contadas a partir de 1º de setembro. Três usinas - duas de São Paulo e uma de Minas Gerais - já pararam de moer por falta de cana para colher. Normalmente, a safra do Centro-Sul termina entre o fim de novembro e o início de dezembro.

O Estado de São Paulo já processou 231 milhões de toneladas da matéria-prima até 1º de setembro, cerca de 70% do volume esperado para toda a safra (330 milhões de toneladas). Assim, afirma o diretor-técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, ainda faltam 100 milhões de toneladas para serem processadas no Estado, o que deverá ocorrer nas próximas quatro quinzenas.

A entidade, que representa as usinas do Centro-Sul, não informou quais usinas já encerraram a safra. Mas o Valor apurou que são elas a Usina Vista Alegre, em Itapetinga (SP), Usina Itaiquara, localizada em Tapiratiba (SP) e a terceira, a Destilaria Atenas, com sede em São Pedro dos Ferros (MG).

Procurada, a Usina Vista Alegre confirmou por e-mail que encerrou a moagem no dia 5 deste mês com 665 mil toneladas processadas, 39,5% abaixo do projetado antes da estiagem (1,1 milhão de toneladas). A empresa informou ainda que essa será sua entressafra mais longa desde que foi fundada, em 1980, e que a condição deve significar algum ajuste do quadro de funcionários.

Em nota, a Usina Vista Alegre avaliou que, caso o regime de chuva seja normal com o início da Primavera, a seca atual não deverá interferir na produção da próxima safra, a 2015/16, quando a empresa espera se recuperar e moer 1,2 milhão toneladas. A reportagem não consegui contato com a Usina Itaiquara ou com a Destilaria Atenas.

Apesar de a moagem no Centro-Sul ter caído 2,86% na segunda quinzena de agosto para 47,412 milhões de toneladas, a expectativa do mercado era de que esse volume ficasse entre 44 milhões e, no máximo, 46 milhões de toneladas, afirma o sócio da consultoria FG Agro, William Hernandes.

No acumulado desde o início da safra até 1º de setembro foram processadas 372,72 milhões de toneladas, ligeiro aumento de 1,99% sobre as 365,44 milhões de toneladas apuradas no mesmo período de 2013.

Com o etanol remunerando mais as usinas do que o açúcar, foi observada na quinzena uma forte guinada do "mix" para o biocombustível. Isso quer dizer que a quantidade de cana destinada à produção de etanol subiu 3,39 pontos na 2ª quinzena, a 54,69%. No acumulado da temporada, no entanto, esse mix para cresceu apenas 0,10 ponto, a 55,63%.

Com isso, na quinzena a produção de açúcar caiu 6,36%, a 3,023 milhões de toneladas. No acumulado da safra, no entanto, manteve-se em alta, a 20,934 milhões, aumento de 4,36%. Diante da produção ainda elevada no Brasil, o mercado em Nova York reagiu aos números da Unica com desvalorização. Os lotes da commodity para outubro caíram 6 pontos, a 14,88 centavos de dólar por libra-peso.

Já a produção de etanol cresceu 7,54%, a 2,245 bilhões de litros na quinzena, e acumula alta de 4,88% na safra, a 16,152 bilhões. A produção de hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, foi a que mais cresceu na quinzena, indo a 1,278 bilhão de litros, aumento de 13,87%. A produção de anidro, que é misturado à gasolina, subiu 0,17%, a 966,8 milhões de litros. (Valor Econômico 10/09/2014)

 

Seca prolongada no Sudeste influencia safra da cana-de-açúcar

Algumas usinas estão antecipando o fim da produção. Em SP, maior produtor do país, queda será de 11,7% sobre a última safra.

No Sudeste, a seca prolongada está influenciando a safra da cana-de-açúcar. Em São Paulo, algumas usinas estão se preparando para encerrar mais cedo a atividade.

Uma usina em Sertãozinho, nordeste de São Paulo, recebe os últimos carregamentos de cana antes de desligar as moendas. O fim da produção foi antecipado em 40 dias.

A antecipação tem dois motivos, os dois ligados ao clima. O primeiro é que choveu pouco durante a safra e não foi preciso interromper a colheita, o outro, é que tem menos cana para moer por causa da estiagem que atingiu o campo, justamente durante a formação da lavoura.

A UNICA, União da Indústria da Cana-de-Açúcar, revisou a previsão de safra para a região Centro-Sul. Ao todo, 545 milhões de toneladas serão moídas, queda de 5,8% em relação à estimativa inicial. A safra total deve ser 8,5% menor que a safra passada. Já no estado de São Paulo, maior produtor do país, a queda será ainda maior: de 11,7%.

O agrônomo da Associação dos Plantadores, Gustavo Nogueira, mostra que a cana cresceu muito pouco. “A cana era para estar bem maior, mais grossa, e isso caracteriza baixo índice de produtividade”, diz. (G1 09/09/2014)

 

Usinas priorizam etanol na segunda quinzena de agosto no CS

O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul atingiu 47,41 milhões de toneladas na segunda metade de agosto. Esse resultado, embora seja o maior registrado na atual safra até então, é 2,86% inferior ao valor observado no mesmo período de 2013 (48,81 milhões de toneladas).

No total mensal, a moagem somou 92,27 milhões de toneladas em agosto de 2014, contra 95,28 milhões de toneladas registradas no mesmo mês do último ano – queda de 3,16%.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 1º de setembro, o volume processado alcançou 372,72 milhões de toneladas, ligeiro aumento de 1,99% sobre as 365,44 milhões de toneladas apuradas no mesmo período de 2013.

Segundo o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, “o avanço da moagem em agosto já era esperado, pois esse usualmente é o período de maior processamento de cana na região Centro-Sul”. O fato que chamou a atenção em relação aos meses anteriores é a alteração do mix de produção das usinas, o qual começou a ser revertido em prol da fabricação de etanol, acrescentou.

De fato, os valores apurados mostram um recuo significativo da proporção de matéria-prima direcionada à produção de açúcar. Nos últimos 15 dias de agosto, esta proporção totalizou 45,31%, ante 45,72% contabilizados na quinzena anterior e 48,70% verificados no mesmo período da safra 2013/2014 (queda superior a 3 pontos percentuais).

Com isso, a produção de açúcar neste período ficou aquém daquela observada em idêntica quinzena de 2013: 3,02 milhões de toneladas, contra 3,23 milhões de toneladas apuradas naquele ano – redução de 6,36%.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 1º de setembro, a quantidade produzida de açúcar somou 20,93 milhões de toneladas, frente a 20,06 milhões de toneladas computadas em igual período de 2013. Esse incremento decorre do maior volume de cana-de-açúcar processada até o momento.

Segundo o executivo da UNICA, “se considerado o rendimento da produção de açúcar por tonelada de cana registrada até a segunda quinzena de agosto de 2014 e a respectiva moagem acumulada neste mesmo período em 2013, verifica-se que a fabricação de açúcar na safra atual superaria em apenas 400 mil toneladas aquela observada no ano passado”.

“Ao final desta safra teremos um mix mais alcooleiro, pois a disponibilidade de cana nos principais Estados produtores de açúcar é inferior àquela verificada em Estados com número elevado de destilarias autônomas”, explicou Rodrigues.

Com efeito, em São Paulo (o qual tradicionalmente apresenta um mix fortemente açucareiro) cerca de 70% da quantidade de cana-de-açúcar disponível já foi processada, enquanto que em outros Estados do Centro-Sul (com um mix mais alcooleiro) este percentual encontra-se abaixo de 60%. Portanto, essa tendência remete à antecipação da moagem em importantes regiões produtoras de açúcar.

Ainda em relação a São Paulo, estatísticas preliminares do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) mostram que a quebra agrícola acumulada dos canaviais paulistas colhidos até agosto atinge cerca de 16% - percentual já esperado e em consonância com aquele utilizado pela UNICA na sua revisão da estimativa para a safra 2014/2015.

Como reflexo deste recuo do mix para açúcar, a produção de etanol alcançou 2,25 bilhões de litros na segunda quinzena de agosto, alta de 7,54% sobre o volume observado na mesma data do ano anterior. Deste total, 1,28 bilhão de litros refere-se ao etanol hidratado (alta de 13,87% relativamente ao montante produzido no mesmo período em 2013) e 966,84 milhões de litros ao etanol anidro (crescimento de 0,17%).

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 1º de setembro, a produção de etanol somou 16,15 bilhões de litros, sendo 6,99 bilhões de litros de etanol anidro e 9,16 bilhões de litros de etanol hidratado.

Conforme já antecipado, três unidades produtoras já encerraram a safra 2014/2015.

Qualidade da matéria-prima

A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar processada atingiu 147,72 kg na segunda quinzena de agosto, frente a 142,59 kg por tonelada observado na mesma data da safra anterior.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 1º de setembro, o teor de ATR por tonelada de matéria-prima totalizou 132,86 kg por tonelada, contra 129,54 kg por tonelada registrada em igual período de 2013.

De acordo com Rodrigues, “o avanço da moagem e a maior concentração de ATR dificultou uma mudança mais significativa do mix de produção em agosto”. Em algumas unidades produtoras, o ATR apurado nesse período superou 155 kg por tonelada, reduzindo a possibilidade de alteração do mix na medida em que as fábricas de açúcar e destilarias estavam operando próximo da capacidade máxima, esclareceu o diretor.

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul em agosto somaram 2,07 bilhões de litros, retração de quase 20% sobre o mesmo mês do ano anterior. Esta retração decorre, sobretudo, da queda de mais de 65% das exportações, as quais totalizaram apenas 117,09 milhões de litros no mês. O volume direcionado ao mercado interno, por sua vez, atingiu 1,95 bilhão de litros, praticamente o mesmo valor apurado em julho (1,94 bilhão de litros).

Especificamente em relação ao volume comercializado de etanol hidratado no mercado doméstico, este somou 1,11 bilhão de litros em agosto - frente a 1,27 bilhão de litros registrados na mesma data do último ano e ante 1,09 bilhão de litros computados em julho de 2014. Deste montante, 524,71 milhões de litros foram comercializados na segunda metade do mês.

As vendas internas de etanol anidro totalizaram 844,59 milhões de litros em agosto, contra 931,40 milhões de litros apurados na mesma data de 2013. Deste volume, 429,00 milhões de litros foram comercializados nos últimos 15 dias do mês.

No acumulado de abril até agosto, as vendas de etanol alcançaram 10,01 bilhões de litros, retração de 9,30% sobre 2013. Deste montante, 9,34 bilhões de litros direcionaram-se ao abastecimento do mercado interno (pequena queda de 1,27%) e apenas 666,77 milhões de litros à exportação. (UNICA 09/09/2014)

 

[Cepea] Oferta de açúcar se ajusta à demanda e preço segue estável

A liquidez segue estável no mercado paulista de açúcar cristal, com algumas negociações envolvendo quantidades maiores, conforme informações do Cepea.

Chuvas foram registradas em algumas áreas produtoras de cana-de-açúcar, mas foram insuficientes para paralisar a moagem por mais de um dia. Desta forma, a oferta de açúcar tem se ajustado à demanda, ao menos no curto prazo.

Na segunda-feira, 8, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal (mercado paulista), cor Icumsa entre 130 e 180, fechou a R$ 45,00/saca de 50 kg, recuo de leve 0,22% entre 1º e 8 de setembro. (Cepea / ESALQ 09/09/2014)

 

[Cepea] Preço do hidratado enfraquece e anidro tem valorização

Neste início de setembro, distribuidoras mostraram baixa necessidade de compra, visto que estão relativamente abastecidas, segundo pesquisadores do Cepea. Quanto às usinas, a oferta esteve ligeiramente maior, devido à necessidade de “fazer caixa” ou liberar espaço nos tanques.

Este cenário levou à estabilidade nos preços do etanol hidratado na última semana no mercado paulista.

Entre 1º e 5 de setembro, o Indicador CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) deste combustível teve média de 1,2316/l (sem impostos), ligeiro recuo de 0,1% na comparação com a semana anterior.

Quanto ao anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ teve média semanal de R$ 1,3514/litro (PIS/Cofins zerados), alta de 2% na mesma comparação. Esse aumento, porém, corresponde a um “repasse” das valorizações anteriores do hidratado – que costuma acontecer mais lentamente para o anidro –, tendo em vista que o volume de negócios diminuiu na semana passada. (Cepea / ESALQ 09/09/2014)

 

Governo prevê investir r$ 1,2 trilhão em energia até 2023. Petróleo terá r$ 879 bi

Conta de luz de 2,6 milhões de clientes da Celg, em Goiás, ficará 21,64% mais cara.

O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou ontem o Plano Decenal de Energia (PDE) até 2023, que prevê investimentos de R$ 1,263 trilhão no período. A maior parte será para a área de petróleo e gás, com R$ 879 bilhões. O PDE prevê a manutenção da distribuição da matriz energética entre energia renováveis e não renováveis. Atualmente, 42,1% da matriz energética é de fontes renováveis (hidráulica, eólica, etanol etc.) e 57,9% de não renováveis. Embora a parcela de energia suja caia até 2018, chegando a 57,2%, o governo prevê uma retomada dessas fontes não renováveis até 2023, com participação de 57,5% naquele ano.

"A principal diretriz deste plano foi a priorização da participação dessas fontes renováveis para atender ao crescimento do consumo de energia elétrica no horizonte decenal, compatibilizando esta participação com o atendimento à carga de forma segura e tendo em vista o compromisso brasileiro de manter seu crescimento econômico apoiado em uma matriz energética limpa", destaca nota do MME.

O plano prevê que, até 2023, o volume de energia consumida no país chegará a 426 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep), o que implica um crescimento médio anual de consumo de 3,7% até lá. Pela projeção, a oferta de energia elétrica aumentará 4,4% no período.

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem um reajuste tarifário de 21,64% para os clientes domésticos da distribuidora Celg, de Goiás, que tem 2,6 milhões de consumidores. Os novos valores serão aplicados a partir do dia 12. A Celg foi recentemente incorporada pela Eletrobras, que deverá promover um forte programa de investimentos para melhorar os índices de qualidade da companhia. (O Globo 10/09/2014)

 

Brasil pode produzir 120 milhões de litros de etanol 2G

O etanol de segunda geração (2G), produzido a partir do processamento do bagaço e da palha de cana-de-açúcar, poderá se tornar um dos combustíveis mais competitivos do mercado nos próximos anos.

A implementação da nova tecnologia trará, principalmente, aumento no número de empregos, bem como maior movimentação financeira na cadeia produtiva do etanol, além de atender as demandas nacionais e internacionais. A informação é da pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Dasciana Rodrigues. Ela destaca, também, que o Brasil poderá produzir aproximadamente 120 milhões de litros de etanol por ano.

A Granbio – a empresa de biotecnologia industrial - acredita que a nova tecnologia vai dobrar a fabricação brasileira de etanol em 20 ou 30 anos. “Usando somente palha e bagaço, é possível aumentar em 50% a capacidade de produção do combustível, sem a necessidade de ampliar as áreas plantadas do canavial”, diz a empresa.

Para a Granbio, a técnica minimizará os impactos de crise no setor sucroenergetico. “Com os avanços da tecnologia e acesso à biomassa, será possível maior geração do 2G”. E, na mesma linha, a pesquisadora Dasciana Rodrigues, acrescenta que a matéria-prima utilizada na fabricação do combustível, além de ser renovável e abundante, está disponível em muitas regiões do país.

Em entrevista ao Universo Agro, a empresa explica ainda que os custos de produção e comercialização serão menores. “Isso ocorre devido ao baixo preço da matéria-prima. À medida que a fábrica atingir 100% de sua capacidade, alcançaremos um custo mais competitivo que o do etanol de primeira geração”, informa a Ganbrio.

Por outro lado, o coordenador do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de bioetanol (CTBE), Antônio Bonini, ressalta que o 2G enfrenta algumas dificuldades. “Os principais desafios são: a logística, produção de enzimas e operação do processo”, diz. Algumas matérias-primas como: sorgo e resíduos florestais, também, podem ser utilizadas na elaboração do etanol de segunda geração. “O ideal é que o material esteja disponível em grandes quantidades e com preços baixos”, finaliza Bonini (Brasil Agro 10/9/14)

 

Exportações sucroalcooleiras despencam

As exportações do agronegócio renderam US$ 67 bilhões no acumulado de janeiro a agosto deste ano. O montante representa uma queda de 2,1% em relação aos US$ 69 bilhões de igual intervalo de 2013. Em agosto, as exportações do agronegócio recuaram 12,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, para US$ 8,89 bilhões.

O segmento sucroalcooleiro foi o principal responsável pela retração, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/ MDIC) compilados pelo Ministério da Agricultura. Os embarques desse segmento acumularam US$ 6,5 bilhões, queda de 28%, ante os US$ 9,1 bilhões de janeiro a agosto de 2013.

O superávit da balança do agronegócio foi de US$ 56,3 bilhões de janeiro a agosto, 2,4% menor que os US$ 57,7 bilhões nos primeiros oito meses de 2013.

As exportações do complexo soja foram destaque nos oito meses deste ano e alcançaram US$ 27,25 bilhões, 9,5% acima do realizado em igual intervalo de 2013. A soja em grãos foi o principal produto exportado pelo segmento. Os embarques somaram 41,97 milhões de toneladas, um incremento de 13% na mesma comparação.

Em segundo lugar veio o segmento de carnes (bovina, suína e de frango), que exportou US$ 11,34 bilhões nos primeiros oito meses deste ano, representando 16,8% nas exportações do agronegócio. Os embarques de carne bovina cresceram 9% em volume e o preço médio aumentou 3,5%, resultando em exportações de US$ 4,71 bilhões, 12,7% de aumento.

As exportações de café subiram de janeiro a agosto 14,8% ante igual período de 2013 e atingiram US$ 4,06 bilhões. Na mesma comparação, as exportações de produtos florestais ou papel, celulose e madeira cresceram 2,9% - as vendas de papel e celulose chegaram a US$ 4,81 bilhões e as exportações de madeira alcançaram US$ 1,73 bilhão.

Nos últimos 12 meses até agosto, as exportações do agronegócio alcançaram US$ 98,54 bilhões - entre setembro de 2013 e agosto de 2014. Dentre os principais produtos, os itens de origem animal participaram com 23% do total exportado no período (US$ 22,63 bilhões) e os produtos de origem vegetal foram a maior parte das exportações do agronegócio (77%). (Valor Econômico 10/09/2014)

 

Vendas de etanol caem quase 20% em agosto

As vendas  de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul em agosto somaram 2,07 bilhões de litros, retração de quase 20% sobre o mesmo mês do ano anterior. A informação está em relatório divulgado pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), divulgado nesta terça-feira (9/9).

Segundo a entidade, a situação está relacionada à queda de mais de 65% das exportações, de 117,09 milhões de litros no mês. O volume direcionado ao mercado interno atingiu 1,95 bilhão de litros, praticamente o mesmo volume de julho (1,94 bilhão).

O volume comercializado de etanol hidratado no mercado doméstico somou 1,11 bilhão de litros em agosto. No mesmo mês em 2013, o volume foi de 1,27 bilhão de litros e em julho deste ano 1,09 bilhão. Deste montante, 524,71 milhões de litros foram comercializados na segunda metade do mês.

As vendas internas de etanol anidro totalizaram 844,59 milhões de litros em agosto. No mesmo mês no ano passado foram 931,40 milhões.

No acumulado de abril até agosto, as vendas de etanol alcançaram 10,01 bilhões de litros, retração de 9,30% sobre 2013. Deste montante, 9,34 bilhões de litros direcionaram-se ao mercado interno (queda de 1,27%) e 666,77 milhões de litros à exportação. (Agência Estado 09/09/2014

 

Copersucar bate recorde de carregamento de açúcar em um único navio

SÃO PAULO - O Terminal Açucareiro Copersucar (TAC), pertencente à trading Copersucar, que sofreu um incêndio em outubro do ano passado, concluiu no último sábado, dia 6, o maior carregamento de açúcar já feito na margem direita do porto de Santos (SP). Foram embarcadas no navio Christianna com destino à Dubai, nos Emirados Árabes, 70,806 mil toneladas de açúcar bruto. Conforma a SA Commodities, o carregamento foi o maior feito no Brasil nos últimos oito anos.

A operação foi realizada em três dias, segundo informações da Copersucar. Isso significa, conforme a empresa, que o TAC voltou a operar com a capacidade de carregamento de açúcar similar à existente antes do incêndio (5 milhões de toneladas anuais). No entanto, o terminal ainda passa pela reconstrução dos armazéns queimados no incêndio. (Valor Econômico 09/09/2014 às 18h: 26m)

 

Braskem se junta a Amyris e Michelin para desenvolver isopreno

SÃO PAULO - A Braskem, maior petroquímica das Américas, juntou-se à americana Amyris e à fabricante francesa de pneus Michelin em uma parceria, que já existia entre as duas últimas empresas desde 2011, para desenvolver um tipo de isopreno, matéria-prima para a produção de borrachas, obtido a partir de fontes renováveis.

Em comunicado, a Amyris informou que, sob os termos do acordo, Braskem, Michelin e a companhia vão trabalhar em conjunto para desenvolver uma tecnologia para utilização de açúcares disponíveis em biomassa, como cana-de-açúcar ou celulose, para a produção do isopreno renovável. “Somando o conhecimento da Braskem, maior empresa petroquímica das Américas e líder mundial na produção de biopolímeros, a Amyris e a Michelin vão acelerar a industrialização do isopreno renovável”, informou.

A Amyris vai compartilhar com a Braskem os direitos de comercialização da tecnologia de isopreno renovável que for desenvolvida em conjunto. Já a Michelin terá direito preferencial, porém não exclusivo, de acesso à matéria-prima. Valores do investimento em pesquisa e desenvolvimento, bem como prazos estimados, não foram revelados. (Valor Econômico 09/09/2014 às 09h: 29m)

 

Oferta de cana de fornecedores em SP cairá em 2014/15 e em 2015/16

SÃO PAULO - A Organização dos Plantadores de Cana da região Centro-Sul (Orplana) espera que no ciclo que vem, o 2015/16, a oferta de cana de fornecedores no Estado de São Paulo seja igual a que será obtida em 2014/15, que, por sua vez, também apresentará uma queda em relação ao ciclo 2013/14. A baixa renovação de canaviais pelos fornecedores e o desenvolvimento fraco da cana rebrotada explicam a projeção, segundo o presidente da entidade, Manoel Ortolan. Em torno de 25% da matéria-prima processada pelas usinas paulistas vem de fornecedores.

Nesta temporada 2014/15, explica Ortolan, a quebra de produtividade devido à seca dos fornecedores de cana de São Paulo será de 15% a 17%. Assim, em vez de fornecer para as usinas do Estado 90 milhões de toneladas da matéria-prima, como foi feito em 2013/14, os produtores terão a entregar em torno de 78 milhões de toneladas. “A próxima safra, 2015/16 será muito parecida com esta”, diz Ortolan.

Os fornecedores de São Paulo renovaram em 2014 apenas 12% de seu canaviais devido à seca, segundo dados Orplana. O ideal teria sido a reforma de 17% da área, percentual anual que mantém o canavial “mais equilibrado”, ou seja, com uma produtividade mais homogênea ao longo de todo o ciclo da planta, que é de cinco anos.

Ortolan afirmou que deveriam ter sido reformados este ano 225 mil hectares de cana no Estado, mas devido à estiagem, os produtores conseguiram renovar o plantio de apenas 198 mil hectares, deixando de plantar 27 mil hectares. Assim, na próxima temporada, a 2015/16, essa área que não foi reformada terá uma produtividade menor do que seu potencial.

Ortolan diz que os produtores estão se preparando para fazer o plantio de cana de um ano (que se desenvolve por 12 meses antes de ser cortada) agora no fim deste ano, logo que voltar a chover. “A cana que já tiver sido plantada e não tiver se desenvolvido, será arrancada e um novo plantio será feito”, avisa Ortolan. (Valor Econômico 09/09/2014 às 20h: 01m)

 

Ocupações de usinas de cana-de-açúcar em São Paulo geram tensão entre os produtores

Integrante do movimento responsável pelas ocupações afirmou à reportagem do Rural Notícias que outras invasões podem ocorrer nos próximos dias.

As ocupações de usinas de cana-de-açúcar nessa última semana em todo o país agravaram a crise do setor sucroenergético. Os produtores e usineiros de São Paulo, Estado em que a maioria das ocupações aconteceu, vivem em clima de tensão.

Nos últimos quatro anos, 44 usinas fecharam as portas no Brasil, sendo 24 delas no Estado de São Paulo. Os dados são da Unica (União das Indústrias da Cana-de-Açúcar). Mais da metade da produção nacional de cana-de-açúcar depende da produção paulista. A situação dos moradores e produtores rurais de Ibirarema piorou muito nos últimos anos, é o que afirma o presidente do Sindicato Rural do Município, José Antônio Nogueira. O emprego diminuiu e a renda também. Muita gente mudou de atividade. Em Ibirarema, cerca de 60% da economia agrícola depende da cana-de-açúcar.

A segurança está reforçada na entrada da usina Pau D’alho, localizada no município. Até o proprietário, Waldimir Antunes, veio para o local na noite da última segunda, dia 8, quando teve a notícia de que a usina da família seria invadida. A informação que ele recebeu era de que os manifestantes chegariam por volta das 20h daquele dia. E ele ficou na entrada da usina por mais de duas horas, cada farol que avistava na estrada era motivo de expectativa e indignação por parte dele. Para garantir, Antunes já contratou um advogado, que entrou com uma ação cautelar para impedir a invasão.

A usina não foi invadida desta vez, mas está na mira do movimento chamado Frente Nacional de Luta na Cidade e Campo. A usina Pau D’alho está desativada desde 2012, ela se encontra em processo de recuperação judicial. Aliás, este é um dos critérios, ou justificativa, da coordenação do movimento para as invasões que aconteceram nestes últimos dias em São Paulo. São todas usinas que ou estão em processo de falência, ou em recuperação judicial ou com dívidas com a União.

A usina Pau D’alho chegou a moer 10 toneladas por dia, a produção de açúcar chegava a mil toneladas e a de etanol a 400 litros diários. A crise do setor e problemas de gestão obrigaram a empresa a fechar as portas e parar na Justiça. Quase dois mil funcionários foram demitidos. A dívida trabalhista chega R$20 milhões. Antunes diz que a usina será arrendada em 2015.

Nesta terça, dia 9, a reportagem do Rural Notícias conversou com uma das coordenadoras do movimento (veja o vídeo abaixo). Ela estava em um acampamento às margens da Rodovia Raposo Tavares, próximo ao acesso à cidade de Marília, interior do Estado. Diana do Vale disse que outras invasões vão acontecer nos próximos dias e justifica o movimento. (Canal Rural 09/09/2014 às 20h: 27m)

 

Commodities Agrícolas

Café: Exportações do Brasil: Os preços do café arábica caíram ontem em Nova York ainda refletindo os números das exportações do Brasil em agosto - os embarques cresceram, apesar da quebra de safra em 2014/15. Os contratos para dezembro fecharam a US$ 1,926 a libra-peso, baixa de 185 pontos. Os embarques cresceram 14% em agosto, uma indicação de que país tem conseguido abastecer o mercado internacional. As cotações já vinham em queda nas duas sessões anteriores diante da perspectiva de que a produção deste ciclo fique acima do esperado. Mas ainda há muito pessimismo com relação à safra 2015/16, cuja florada está em desenvolvimento em Minas Gerais e pode ser afetada pela seca. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica subiu 0,1%, para R$ 427,74 a saca.

Soja: Abaixo de US$ 10: As perspectivas cada vez mais otimistas para a safra de soja nos EUA acentuaram a tendência de queda dos preços do grão na bolsa de Chicago. Os contratos para novembro fecharam pela primeira vez em quatro anos abaixo de US$ 10 o bushel, a US$ 9,9275 o bushel, queda de 15,75 centavos. Os analistas acreditam que o USDA elevará suas projeções para a produção no país para 105,64 milhões de toneladas, mas alguns traders já operam com a possibilidade de os produtores do país colherem 110 milhões de toneladas na safra 2014/15. A situação das lavouras nos EUA, com 72% da área nas melhores condições possíveis, adiciona combustível para apostas elevadas de produtividade. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja em Paranaguá manteve-se em R$ 62,94 a saca.

Milho: Otimismo com safra: O bom desenvolvimento das lavouras de milho e o clima favorável nos EUA têm aumentado o otimismo com a safra do país, o que conduziu as cotações do grão novamente ao vermelho ontem em Chicago. Os lotes para dezembro fecharam em queda de 4 centavos, a US$ 3,4425 por bushel. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 74% das lavouras de milho do país estão em condições boas a excelentes, um dos melhores níveis da história. Amanhã, o USDA divulgará seu novo relatório de oferta e demanda mundial, e boa parte dos analistas espera que o órgão eleve a projeção para a colheita de milho nos EUA em 2014/15. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos registrou baixa de 0,50% ontem, para R$ 21,76.

Trigo: Pressão do dólar: Os contratos do trigo recuaram ontem nas bolsas americanas, na esteira dos demais grãos. Na bolsa de Chicago, os lotes para dezembro fecharam em baixa de 6 centavos, a US$ 5,275 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento encerraram a sessão a US$ 6,23 o bushel, recuo de 6 centavos. A valorização do dólar ante diversas moedas reduziu a competitividade do cereal produzido nos EUA, que já está baixa, levando os traders a negociarem em patamares ainda menores no mercado futuro. Além disso, a produção do Leste Europeu tem se mantido em alta, apesar das recentes instabilidades na região. No mercado doméstico, o preço médio do trigo no Rio Grande do Sul apurado pelo Cepea/Esalq caiu 0,6%, para R$ 468,70 a tonelada. (Valor Econômico 10/09/2014)