Setor sucroenergético

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Miss canavial vendendo sonhos do etanol

Segundo Figueiredo, a presidenciável também não explicou bem a contradição entre seu programa de governo e suas convicções políticas, apesar de passar confiança.

Para ele, Marina se esquivou, por exemplo, do tema energético, uma vez que não expressou com clareza como vai conciliar a produção de etanol e de petróleo:

Sua projeção se fez com a bandeira ambientalista, e ela não foi capaz de dizer como será a exploração do pré-sal e as fontes renováveis.

Diz que vai viabilizar o etanol, mas não diz como isso vai acarretar elevação nas tarifas de combustíveis e impactar na produção do petróleo. (O Globo 12/09/2014)

 

Ale Sat

A Ale estuda fechar cerca de 200 dos seus mais de dois mil postos de combustíveis.

A medida tem causado alvoroço no mercado: seria um preparativo, enfim, para a venda da empresa, um dos negócios mais anunciados e adiados do setor.

Oficialmente a Ale afirma que "segue com o plano de crescimento previsto para 2014". (Jornal Relatório Reservado 12/09/2014)

 

Seguro-apagão

Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética e homem de confiança de Dilma Rousseff, já deve estar contando com o pior.

Falta pouco; muito pouco para aceitar o convite e integrar a diretoria de um dos maiores grupos privados de energia do país a partir de janeiro. (Jornal Relatório Reservado 12/09/2014)

 

Terra Fértil

A aquisição de 60% da Galvani foi só a primeira enxadada.

A norueguesa Yara teria acertado uma opção de compra de mais de 20% da fabricante de fertilizantes até o fim de 2015.

Daí para o empresário Rodolfo Galvani Jr. deixar o negócio de vez, seria um pulo.

Procuradas, Yara e Galvani afirmaram, em coro, que não houve alteração em relação ao acordo anterior. (Jornal Relatório Reservado 12/09/2014)

 

Açúcar: Sete quedas

O mercado do açúcar demerara na bolsa de Nova York marcou ontem a sétima queda seguida ante a baixa demanda global.

 Os lotes para março de 2015 fecharam com recuo de 12 pontos, a 16,63 centavos de dólar por libra-peso.

Em sete dias, os preços caíram 6,2%, ou 110 pontos.

Ainda que os contratos mais líquidos, com vencimento em outubro, estejam sendo negociados aos menores valores em quatro anos, ainda não há uma reação da demanda porque os compradores estão com estoques muito altos em mãos.

Alguns analistas consideram que o baixo preço também não deve deprimir a produção no próximo ano, suscetível apenas a eventuais adversidades climáticas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,22% para R$ 44,81 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 12/09/2014)

 

Combustíveis: ANP autoriza mais etanol na gasolina

ANP autorizou a Petrobras Distribuidora a comercializar combustível com 72,5% de gasolina e 27,5% de etanol anidro para testes de avaliação da viabilidade técnica da mistura. Atualmente a gasolina tem 25% de etanol.

No início do mês, o plenário do Senado aprovou projeto de lei que aumenta o percentual de biodiesel no diesel e de etanol na gasolina, desde que constatada a viabilidade técnica. (Brasil Econômico 12/09/2014)

 

Inclusão do açúcar em programa de armazenagem deve ser votada pelo CMN

BRASÍLIA - O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve incluir em sua pauta de votações, na próxima reunião, marcada para o dia 25, a inclusão do açúcar nas linhas de financiamento do governo para armazenagem, afirmou hoje o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Seneri Paludo.

O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), criado dentro do Plano Safra 2013/2014, e voltado a produtores rurais e cooperativas, oferece juros de 4,5% ao ano, até 15 anos para pagamento e três anos de carência, e foi lançado com a intenção de reduzir o déficit de armazenagem existente hoje no país. No entanto, contempla por enquanto apenas grãos. 

Na última terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia anunciado ao setor sucroalcooleiro que essa medida seria tomada para estimular a infraestrutura de armazenagem de açúcar. Anunciou também a inclusão dos exportadores de açúcar e etanol no Reintegra, que permite que algumas empresas brasileiras exportadoras recuperem até 3% da receita decorrente da exportação. 

Uma fonte do governo informa que, no primeiro ano de vigor do PCA, foram contratados cerca de R$ 4,8 bilhões. O montante total disponível por ano safra é de R$ 5 bilhões até a safra 2017/2018. O desembolso do programa ainda não foi divulgado oficialmente. (Valor Econômico 11/09/2014 às 15h: 32m)

 

Job Economia reduz projeção de açúcar e etanol do CS após tempo seco

A produção de açúcar do centro-sul do Brasil na temporada 2014/15 foi estimada em 32,3 milhões de toneladas, queda de 1 milhão de tonelada ante projeção de abril, por conta de tempo mais seco que o previsto entre abril e agosto, avaliou nesta quinta-feira a consultoria especializada Job Economia.

A previsão atual representa uma queda de quase 6 por cento na comparação com a produção na temporada 2013/14, de 34,3 milhões de toneladas.

"Choveu pouco. E em função disso revisamos a safra", afirmou à Reuters o diretor da Job, Julio Maria Borges, justificando a sua primeira revisão de projeção na temporada.

A produção de etanol também foi reduzida para 24,15 bilhões de litros na temporada, ante 24,65 bilhões em abril e 25,5 bilhões na safra passada, informou Borges.

A moagem de cana na safra 14/15 no centro-sul, principal região produtora do maior produtor e exportador global de açúcar, foi reduzida pela Job para 552 milhões de toneladas, contra 565 milhões na previsão de abril e ante um recorde de 597 milhões de toneladas na temporada passada (13/14).

A Job prevê uma moagem superior à estimada pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), que projetou ao final de agosto um processamento de 545,9 milhões de toneladas da matéria-prima.

O total projetado para a produção de açúcar pela Job, no entanto, está acima da estimativa da associação da indústria, de 31,36 milhões de toneladas, enquanto a previsão de produção de etanol está em linha com a da associação da indústria.

A estimativa da Job para a produção de etanol anidro (misturado à gasolina), de 11,15 bilhões de litros, ficou estável ante a projeção de abril e levemente acima da produção da temporada passada (11,05 bilhões de litros).

"O anidro é o produto que melhor remunera a usina, possivelmente não vai se mexer nessa produção. Vai se fazer o mínimo possível de açúcar", disse Borges, comentando o preço do adoçante, que está nos menores níveis em quatro anos na bolsa de Nova York.

Segundo o consultor, apesar de uma situação de abastecimento de etanol no centro-sul "pior" do que a safra passada, ainda não é possível dizer se serão realizadas importações em volumes relevantes.

"Dependendo do aumento dos preços na entressafra, podemos ver volume expressivo de importações para o centro-sul. Contudo, temos de aguardar", disse ele, prevendo preços na entressafra de 1,5 real por litro (posto na destilaria), o que não justificaria importações dos EUA volumosas aos preços atuais.

Próxima safra: 2015/16

Para o consultor, a próxima safra de cana do centro-sul, região que responde por cerca de 90 por cento da produção nacional, poderá superar a colheita atual, que sofreu com um clima extremamente seco nas principais áreas produtoras durante o verão e depois registrou um inverno menos chuvoso do que o esperado.

A safra 2015/16 poderia ser maior que a atual, dentro de condições climáticas normais, mas a moagem ficaria abaixo das 610-620 milhões de toneladas que poderiam ter sido obtidas este ano (14/15) se a seca não tivesse atingido as lavouras.

Borges previu uma pequena expansão de área, "possivelmente inexistente" para a temporada 2015/16, com renovação dos canaviais abaixo do normal e "soqueiras" prejudicadas pela seca, além de tratos culturais ruins.

"Mesmo que chova normalmente, vamos encarar uma safra prejudicada", afirmou.

O consultor não forneceu previsões de produção para 15/16. (Reuters 11/09/2014)

 

Dinheiro para armazenamento de açúcar será disputado com setor de grãos

Usinas açúcareiras disputarão os R$ 3,5 bilhões do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns com setor de grãos.

O Ministério da Agricultura (Mapa) aguarda para a próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), agendada para o dia 25, a autorização para que os produtores de açúcar sejam beneficiados pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), cujo orçamento para financiar silos de estocagem é de R$ 3,5 bilhões no Plano Safra 2014/2015.

A expectativa do ministério foi reportada nesta quinta, dia 11, pelo secretário-adjunto de Política Econômica, João Rabelo, que participou do Seminário sobre Perspectivas para a Agropecuária na Safra 2014/2015, organizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O PCA foi lançado pelo governo no Plano Safra 2013/2014, com orçamento de R$ 25 bilhões para cinco anos, somando recursos do PSI-Cerealistas e a linha Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Juntos, os programas de armazenagem somam R$ 5 bilhões por ano, sendo R$ 3,5 bilhões para o PCA, R$ 1 bilhão para o PSI e R$ 500 milhões via MDA.

O financiamento da estocagem se concentrou em grãos, mas o governo cedeu à pressão do setor de cana-de-açúcar no início do ano. Na época, os produtores de açúcar sinalizaram apoio ao então principal candidato de oposição à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSB). Mas a liberação de recursos ainda não foi aprovada pelo CMN. Caso os financiamentos sejam liberados neste mês, os produtores de açúcar irão disputar o dinheiro do PCA com o segmento de grãos.

Segundo o secretário de Política Agrícola, Seneri Paludo, há uma "demanda latente" de crédito para armazéns no país. Segundo ele, no primeiro ano-safra dos programas operados pela Agricultura, que somam R$ 4,5 bilhões, a procura levou à liberação R$ 4,8 bilhões em financiamentos.

Agora, disse Paludo, ocorre uma migração dos recursos. Inicialmente, os produtores do Sul e do Sudeste concentravam a tomada de recursos. Mas agricultores de áreas de fronteira, como Mato Grosso e Bahia, estão acionando os programas. A linha de crédito tem taxa de juros anual de 4%, prazo de pagamento de 15 anos e três anos de carência. (Agência Estado 11/09/2014)

 

Trading americana apresentará projeto de etanol de milho em MS

A diretoria da empresa Biourja do Brasil Agroindustria apresenta na próxima terça-feira (17), em Campo Grande, a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), o projeto da primeira usina de etanol de milho do estado.

O empreendimento será construído no município de Chapadão do Sul, a 333 quilômetros de Campo Grande, e absorverá a produção de milho da região como matéria-prima para a produção de etanol hidratado e anidro, além de fazer o processamento de farelo de milho de alto valor proteico (Dries Destilled Grain with Solubles – DDGS), produção de Dióxido de Carbono (CO2) e cogeração de energia.

No dia 31 de julho, a empresa fez a apresentação do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do projeto da unidade a população de Chapadão do Sul. A audiência para a apresentação do Rima é uma das etapas que a empresa que pretende instalar o empreendimento tem de cumprir para obter o licenciamento ambiental para o projeto.

A Biourja do Brasil Agroindústria é uma empresa integrante do Grupo Biourja, que foi constituída em 2011, com a finalidade de promover investimentos na produção de etanol no Brasil, especialmente em Mato Grosso do Sul.

Os empreendedores têm a intenção de utilizar no Brasil a tecnologia de produção de etanol utilizada pelas usinas americanas e, com isso, promover uma maior organização da cadeia do milho no estado, que é um dos grandes produtores brasileiros de milho, tendo grande disponibilidade dessa matéria-prima para a planta industrial da empresa.

Em Chapadão do Sul, a Biourja estima utilizar na operação da usina 343 mil toneladas de milho por ano. (G1 11/09/2014)

 

Açúcar: Fila de navios nos portos diminui de 32 para 27 na semana

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros caiu de 32 para 27 na semana encerrada em 10 de setembro; de acordo com levantamento feito pela agência marítima Williams Brasil.

O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 6 de outubro de outubro.

Foi agendado o carregamento de 938,47 mil toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 670,76 mil t, ou 71% do total.

Paranaguá responderá por 28% (260,47 mil t) e Recife, por 1% (7,23 mil t). Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 152,50 mil t. No da Rumo, os embarques devem somar 378,56 mil t, e no da Cargill, 139,70 mil t no período analisado.

A maior quantidade a ser exportada é da variedade VHP, açúcar bruto de alta polarização, com 834,97 mil toneladas. Os embarques do cristal B-150 somam 79,50 mil toneladas e os do tipo A-45, 24 mil t. O A-45 e o B-150 são exportados ensacados. (Agência Estado 11/09/2014)

 

Com retração de preço das commodities, renda recua

Arenda no campo perde ritmo. Dados de ontem (11) do Ministério da Agricultura indicam que o valor bruto da produção na agropecuária subirá apenas 2%, para R$ 442 bilhões. No ano passado, a alta havia sido de 9%.

Uma região, no entanto se destaca, a Nordeste, cujo valor de produção subirá para R$ 42 bilhões  17% mais do que em 2013.

As regiões Sudeste e Centro-Oeste também registram evolução positiva na renda, mas com taxas de apenas 1% e 3%, respectivamente.

As grandes perdedoras neste momento de queda nos preços dos grãos são as regiões Norte e Sul, cujos valores de produção recuam 10% e 7%, respectivamente

Em geral, nos Estados onde o rebanho bovino tem peso, como o de Mato Grosso, há ganho de renda, devido à valorização do boi. Já a região Nordeste, apesar do rebanho pouco representativo, conseguiu renda com o crescimento das lavouras.

José Gasques, do ministério, aponta que o valor bruto das lavouras atingirá R$ 288 bilhões neste ano, 2% mais do que no ano anterior. Já a pecuária (incluindo bois, suínos, frango, leite e ovos) terá evolução de 1%.

A bovinocultura, cujo valor de produção sobe para R$ 68 bilhões e supera em 19% o de 2013, salva o setor de pecuária. Já o de frango, onde a renda recua para R$ 42 bilhões, terá perda de 24%.

Entre os 25 produtos acompanhados pelo Ministério da Agricultura, a liderança fica com a soja, cujo valor de produção atingirá R$ 96 bilhões. A bovinocultura vem a seguir.

Gasques aponta que um dos destaques será o café, cujo valor de produção sobe para R$ 16 bilhões, 14% mais no ano, devido à alta dos preços. (Folha de São Paulo 12/09/2014)

 

Tempo seco favorece o preparo da terra para a próxima safra em MG

Clima é ideal para aplicação do calcário, importante para correção do solo.

Investimento eleva custos de produção, mas é importante e vale a pena.

O tempo seco no Sudeste está favorecendo o preparo da terra. No Triângulo Mineiro, a condição é ideal para a aplicação do calcário, elemento importante para a correção do solo.

Em uma área de 3 mil hectares, em Tupaciguara, a família de Humberto Cardoso planta milho, soja, café, feijão, trigo e sorgo. A diversificação ajuda narenda da propriedade, mas requer mais cuidado com o solo. "O uso do solo está cada vez mais intensivo, então também demanda um tratamento cada vez mais intensivo. O agricultor precisa se estruturar melhor e fazer aplicação de calcário e gesso em um período menor", explica Estevão Parreira, engenheiro agrônomo.

Com o tempo, o uso do solo vai perdendo cálcio, magnésio, qualidade e ganhando acidez e isto tudo impede a penetração das raízes das plantas. A consequência é a baixa absorção de nutrientes e o reflexo direto é na produtividade. "Com o calcário você eleva o PH, ou seja, corrige a acidez, e propicia melhores condições para o solo", conta Luiz Antônio de Castro, agrônomo.

Apesar de aumentar o custo de produção da lavoura, os agricultores dizem que é um investimento que vale a pena.

O calcário é vendido por tonelada e o problema é o frete, que encarece muito o produto. “Hoje o calcário está em torno de R$ 30 a R$ 40 e o frete em torno de R$ 70 até R$ 120, conforme a área do produtor", explica Eros Vinícius Pozzi, representante comercial (Globo Rural 11/09/2014)

 

Cenário já afeta valor da produção no país

O Ministério da Agricultura voltou a reduzir sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP) agropecuária do país em 2014. Em levantamento divulgado ontem, passou a prever R$ 441,8 bilhões, 0,1% menos que o projetado em agosto. Apesar do leve ajuste, o montante, 2% superior ao do ano passado, ainda representará um novo recorde histórico.

A correção foi determinada sobretudo pela piora do cenário para os preços dos grãos, que puxou para baixo a estimativa para o VBP das 20 principais lavouras cultivadas no país. Nessa frente agrícola, o ministério passou a prever, no total, R$ 288 bilhões, 0,4% menos que o projetado em agosto. Em relação ao cálculos do ministério para 2013, o novo número, que também será recorde, ainda apresenta alta de 2,4%.

No caso do VBP da pecuária, estimado com base nas cinco principais cadeias produtivas do segmento, o levantamento divulgado ontem aponta para R$ 153,8 bilhões, com aumentos de 0,3% na comparação com a previsão divulgada em agosto e de 1,2% sobre o ano passado. Ao contrário do que acontece com grãos como soja e milho, cujas cotações estão em queda nos mercados internacional e doméstico, por conta de ofertas mais confortáveis, os preços das carnes estão mais firmes, principalmente os da carne bovina, sustentados pela demanda aquecida e, agora, pelo início da entressafra do boi no país.

Mas, mesmo com a tendência de retração das cotações, a soja em grão permanecerá como o carro-chefe do agronegócio brasileiro, com VBP de praticamente R$ 96 bilhões em 2014, 6% superior ao de 2013. Os bovinos aparecem em segundo lugar no ranking do ministério, com R$ 67,9 bilhões (18,5% mais que em 2013), seguidos por cana (R$ 46,6 bilhões, queda de 4,8%), frango (R$ 41,5 bilhões, baixa de 16,6%) milho (R$ 35,3 bi, queda de 4,1%) e leite (R$ 25,4 bilhões, alta de 0,9%). (Valor Econômico 12/09/2014)

 

Rabobank prevê soja a US$ 8,50 por bushel

Esgotadas praticamente todas as possibilidades de que um solavanco climático impeça os EUA de atingirem uma safra recorde de grãos em 2014/15, os preços, especialmente da soja, estão expostos a uma deterioração mais agressiva. Análise feita pelo banco holandês Rabobank, principal financiador privado do agronegócio no mundo, indica que a recomposição nos estoques globais pode levar a oleaginosa a ser negociada ao preço médio de US$ 8,50 por bushel na bolsa de Chicago no novo ciclo.

Desde março de 2009 a soja não é negociada a um valor tão baixo, conforme levantamento do Valor Data. O valor apontado pelo Rabobank é mais pessimista que o intervalo de US$ 9 a US$ 11 por bushel que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estima para os preços pagos ao produtor americano na temporada. Atualmente, a commodity está na casa dos US$ 10 por bushel na bolsa de Chicago.

"Existe uma barreira psicológica que segura o mercado nesse patamar, mas há uma condição forte para que ele seja rompido, principalmente quando a colheita ganhar ritmo nas próximas semanas", afirma Renato Rasmussen, analista sênior do departamento de pesquisa e análise setorial do Rabobank Brasil. Relatos de campo indicam que a colheita já teve início em localidades do sul dos EUA.

No Brasil, os produtores vieram retendo a comercialização de grãos nos últimos meses, à espera de uma reação nos preços. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os agricultores negociaram antecipadamente apenas 11,1% da safra 2014/15 de soja. Há um ano, 38,5% já estavam vendidos. Em agosto, os preços para entrega em março de 2015 ficaram à média de R$ 41,22 por saca, abaixo dos R$ 47,76 do mesmo período de 2013.

Diante desse cenário negativo, o Rabobank reforça que é prudente o produtor brasileiro se apressar em vender. "Em Mato Grosso e no Paraná, existe uma expectativa generalizada de que haverá melhora de preços. Mas acreditamos que a sinalização é contrária e quando romper os US$ 10 por bushel, a queda poderá ser brusca, num curto espaço de tempo", diz Rasmussen. A situação é ainda mais preocupante, acrescenta o analista, porque muitos produtores não "travaram" nem mesmo os custos de produção. "O agricultor tem que 'travar' o suficiente para garantir esses custos, e aí especular com o restante da safra", afirma.

Conforme Jefferson Carvalho, analista de insumos agrícolas do banco, outro agravante é que alguns custos subiram bastante. E diferentemente de anos atrás, quando havia uma correlação mais firme entre os preços dos insumos e as cotações dos grãos, hoje as variações não são tão coordenadas. "Temos assistido à queda da soja, mas os inseticidas ficaram mais caros".

Para o milho, o Rabobank não acredita que há muito espaço para quedas adicionais. "A cotação está dentro do que se esperaria para a condição global de estoques", diz Rasmussen. O banco estima uma média de US$ 3,65 por bushel no novo ciclo, semelhante aos níveis atuais de Chicago. O número está dentro da previsão do USDA, que estima entre US$ 3,20 e US$ 3,80.

O banco crê ainda em uma queda no consumo global de grãos, diante da menor demanda para ração, reflexo da redução do plantel por conta de doenças como diarreia epidêmica suína (PED) e gripe aviária. "No Brasil, a demanda pode ficar mais aquecida em função da maior importação de carnes pela Rússia", conclui Rasmussen. (Valor Econômico 12/09/2014)

 

Donos de jato que caiu com Campos querem ressarcir danos em prédios

Empresários tentam acordo extrajudicial como famílias de Santos.

Os compradores do avião que caiu com o então candidato à Presidência Eduardo Campos querem indenizar os donos dos imóveis danificados no acidente ocorrido em Santos no dia 13 de agosto.

Na ocasião, sete pessoas morreram Campos, quatro assessores e os dois pilotos.

Por meio de advogados, os empresários pernambucanos João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira têm procurado famílias de Santos para tentar negociar acordos extrajudiciais.

A aeronave, um Cessna Citation, estava registrada na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em nome do grupo A.F. Andrade, dono de usinas de açúcar. Em maio, Mello Filho e Vieira acertaram a compra do avião e chegaram a pagar parcelas do financiamento, sem, porém, informar a venda à Anac.

"O que nos importa é pagar as indenizações", disse o advogado dos dois empresários, Carlos Gonçalves Junior.

Eles decidiram pagar as indenizações por "razão humanitária", disse o advogado.

Mas a tentativa de acordo se limita apenas a ressarcir os danos nos imóveis. Não está nos planos dos empresários indenizar familiares dos pilotos e passageiros do jato.

"Essa responsabilidade será apurada em momento posterior", afirma o advogado.

A Polícia Federal e a Aeronáutica apuram as causas da tragédia; ainda não há conclusões a respeito.

Também está sob investigação a possibilidade de crime eleitoral no uso do avião por Eduardo Campos. O jato era utilizado desde o início da campanha pelo ex-governador, mas ainda não apareceu na prestação de contas do PSB à Justiça Eleitoral. (Folha de São Paulo 12/09/2014)

 

Commodities Agrícolas

Café: Retomada técnica: Após três quedas na bolsa de Nova York, os preços do café arábica voltaram a subir ante movimentos técnicos. Os contratos para dezembro fecharam a US$ 1,8545 a libra-peso, alta de 140 pontos. Após um recuo de 2.120 pontos, analistas avaliam que o mercado entrou em um patamar de "sobrevenda", o que levou os fundos a cobrirem posições vendidas. As indicações de oferta continuam preocupantes para a safra 2015/16, uma vez que o clima permanece extremamente seco em regiões produtoras do Brasil. A colheita da safra 2014/15 está praticamente encerrada, e os agentes de mercado já refazem seus cálculos para estabelecer o volume colhido após meses de seca. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 3,78%, para R$ 421,98 a saca.

Cacau: Excedente de oferta: Os contratos de cacau recuaram ontem mais uma vez na bolsa de Nova York, reflexo do cenário de produção superior à demanda. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 3.028 a tonelada, queda de US$ 35. Em oito dias de negociações, o mercado cedeu em sete. Nesse período, a commodity já se desvalorizou US$ 201, ou 6,22%. Segundo analistas, a tendência dos produtores da África é aumentar sua disposição de venda, enquanto as indústrias começam a sentir menos urgência em compras para a fabricação de chocolate para atender a demanda do fim do ano, quando as vendas crescem. No mercado doméstico, a arroba em Ilhéus/Itabuna foi negociada, em média, por R$ 103, de acordo com dados da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Algodão: Fibras escassas: Os futuros do algodão subiram ontem ao maior valor em quase dois meses a partir de uma indicação de oferta mais apertada no curto prazo nos EUA, o que desencadeou compras por parte dos fundos, ampliando a alta da pluma. Os contratos para dezembro fecharam com alta de 95 pontos, a 68,09 centavos de dólar a libra-peso, o menor valor desde 15 de julho. O USDA recalculou o volume da fibra nos estoques do país de 556 mil para 533,4 mil toneladas na passagem da safra 2013/14, encerrada em 31 de agosto. A colheita da safra 2014/15 já começou, mas deve ganhar corpo em novembro. Até lá, não há algodão disponível para a demanda prevista, segundo Bruno Zanutto, da FCStone. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma caiu 0,14%, para R$ 1,6834 a libra-peso. (Valor Econômico 12/09/2014)