Setor sucroenergético

Notícias

Marina (1)

Além de Beto Albuquerque, candidato a vice do PSB, e Walter Feldman, homem-forte na campanha de Marina Silva, estão unha e carne com mais dois bancões norteamericanos: Goldman Sachs e JP Morgan.

Marina (2)

O PSB discute em que time Romário pode ser mais útil em 2015: se no Senado ou no Ministério dos Esportes. A primeira camisa já está na mão; a segunda dependerá da bola de Marina Silva. (Jornal Relatório Reservado 17/09/2014)

 

Trabalhadores e produtores de cana farão ato contra Dilma

Trabalhadores da cadeia produtiva sucroenergética e produtores de cana estarão juntos num ato de protesto contra a descaso da presidente Dilma Rousseff em relação ao setores de agroenergia, biocombustíveis e bioeletricidade. O evento será na próxima quarta-feira (24) em Ribeirão Preto.

O movimento remete ao “Grito pelo Emprego e pela Produção”, também organizado pelos trabalhadores e produtores de cana em abril de 1999 que acabou provocando o maior ciclo virtuoso de crescimento da história do setor e que chegou ao fim no segundo mandato do presidente Lula (2007).

Os trabalhadores e os produtores estão sendo convocados para se reunir na próxima quarta-feira, a partir das 6h, no entroncamento da Rodovia Atilio Balbo e Anel Viário. De lá devem seguir para local que está sendo mantido em sigilo para não atrapalhar o impacto do movimento, segundo o sindicalista Antonio Vitor, um dos organizadores do movimento.

“Não dá mais para assistir o desmonte de um setor que colocou o Brasil na vitrine com o mais bem sucedido programa de produção de energia limpa e renovável. A roubalheira e bandalheira instituída pelo PT e pelos partidos da base de apoio da presidente Dilma Rousseff devem ser rechaçados, com veemência, por aqueles que trabalham e acreditam num país melhor”, afirma Vitor.

Pesquisa da FEA-RP/USP aponta que já chegam a 300 mil os postos de trabalho extintos no setor canavieiro nos últimos 6 anos. Enquanto a indústria de base trabalha com ociosidade superior a 60%, 70 usinas já ingressaram com pedido de recuperação judicial e outras 60 deixaram de moer.

Com o final da safra neste ano mais cedo e o início da safra do próximo ano estimado em maio, é certo que os problemas na cadeia produtiva sucroenergética vão se agravar trazendo volume maior de problemas aos cerca de 1 mil municípios canavieiros nos 14 Estados produtores. (Brasil Agro 17/09/2014)

 

Afinal, qual foi o crime que a Petrobras cometeu?

Há uma proposta em discussão de um livro com testemunhais de ex-presidentes da Petrobras, em desagravo à empresa e repúdio ao seu estupro.

Se a iniciativa vingar, os ex-dirigentes José Sérgio Gabrielli, Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa deveriam protagonizar um capítulo especial.

Suas malfeitorias, não obstante a gravidade de atentarem contra a lei e o patrimônio público, seriam tratadas como um estrago menor se comparadas ao enorme desserviço de desatar as amarras do ódio à estatal.

Os malefícios praticados pelos ex-dirigentes da Petrobras têm servido para um acerto de contas histórico com a companhia. É difícil definir com uma palavra quem são os inimigos da estatal.

Eles têm muitos nomes: são os liberais, as elites, os privatistas, os entreguistas, os inimigos da soberania do país.

As denúncias contra Gabrielli, Costa e Cerveró foram estendidas, como que por magia negra, a toda a companhia, do ascensorista a Maria das Graças Foster, na mais perfeita ideologização de um crime da história republicana.

São tempos vilanescos esses de aversão e asco a um braço exitoso do Estado.

Há um prazer quase indômito com a depreciação da companhia, inclusive daqueles que perdem com a erosão do seu valor de mercado.

O próprio advento do pré-sal é um bom exemplo da má vontade desses grupos.

Apesar de toda a propaganda, do governo e da estatal, é possível afirmar que o orgulho pela descoberta se restringiu aos profissionais da companhia.

No meio político e na própria mídia, mal as primeiras estimativas sobre as novas reservas vieram à tona, teve inicio o apedrejamento da Geni.

A definição do modelo de exploração do pré-sal destilou uma forma de peste contra a estatal e o governo.

A camada geológica é vítima de desconfiança, a exploração é criticada pela sua gastança e o projeto é considerado até um problema para o país, devido ao risco de contaminação pela doença holandesa.

O petróleo será um combustível superado quando conseguirem alcançar as metas de exploração, dizem.

A brutal instrumentalização dos crimes que lesaram a Petrobras tem cegado a Nação em relação aos enormes avanços da companhia.

Em agosto, a produção de petróleo subiu pelo sétimo mês consecutivo, atingindo novo recorde: 2,1 milhões de barris por dia.

Esse número deverá romper a barreira dos quatro milhões de barris em 2030.

Tais indicadores vêm sendo capturados pelas bolsas.

Em agosto, a empresa atingiu seu maior valor de mercado em quase dois anos: R$ 290 bilhões.

E este número só tende a subir, com o já anunciado reajuste dos combustíveis no início de 2015 e o retorno da Cide.

Enquanto isso, os detratores da Petrobras, em vez de personificar, insistem em institucionalizar os delitos que foram cometidos na empresa.

Como se houvesse uma pessoa jurídica biltre, safardana, canalha. Tomara que essa história seja realmente contada em livro, para que fique registrada para sempre como uma das mais enojantes campanhas de difamação e destruição reputacional feitas neste pais. (Jornal Relatório Reservado 17/09/2014)

 

Preço do açúcar derrete 20% em dois meses

Tailândia, ano difícil no Brasil, falta de política governamental: só alguns dos fatores que contribuíram para essa queda vertiginosa.

O setor sucroalcooleiro passou por mais uma turbulência. No mercado futuro de açúcar em NY, o preço do açúcar caiu mais 350 pontos nos últimos dois meses. “Foi uma semana que produtores gostariam de apagar da memória e desespero para as usinas que ainda precisavam fixar”, comenta o gestor de riscos da Archer Consulting. Arnaldo Corrêa.

De acordo com o consultor da Archer, a desvalorização se deve em grande parte pela ameaça de uma entrega volumosa de açúcar da Tailândia. Outros fatores também ajudaram neste quadro de perdas; como “a absoluta falta de demanda na exportação que o mercado tem assistido e o fato de 2014 ter se apresentado como um ano difícil para traders diminui o apetite para tomada de riscos e postergação natural de novos negócios, fechando com um ambiente certamente desfavorável para o setor pela falta de política governamental”, pontua ele.

A desvalorização de 20% em um período de dois meses é a maior desde o incêndio no terminal açucareiro da Copersucar, em outubro de 2013, quando o mercado negociava a 20.16 e depois caiu para 15.89 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento fechou a semana passada em 13.78 centavos de dólar por libra-pesa – é o menor valor desde maio de 2010 quando o açúcar foi negociado a mínima de 13.75.

Os demais meses de negociação também se desvalorizaram nesses dois meses: março/2015 caiu 263 pontos; o maio e o julho perderam 225 e 187 pontos, respectivamente. Mais adiante na curva, o março/2016, por exemplo, caiu 117 pontos. “Até que o outubro termine, o show de horror deve continuar”, arremata Arnaldo.

Para o especialista esse cenário vinha se descortinando. “Não podemos nos esquecer que o quadro que se pintava no início do ano safra era da possibilidade de seca, que se efetivou; uma produção de cana aquém da estimativa, que acabou se verificando, no entanto sem grande impacto nesses números; e uma chance bastante razoável do El Nino, que não se concretizou. Por isso, as fixações de venda contra a bolsa de futuros de NY por parte de algumas usinas foram sendo empurradas com a barriga na esperança de que preços melhores ocorressem com a materialização das previsões. Não veio”, explica.

Segundo ele, o setor não esperava por um derretimento de 300 pontos em dois meses. Algumas notícias na semana passada também contribuíram para colocar mais lenha na fogueira. “O etanol em Chicago quebrou o suporte de longo prazo a 1.8550, praticamente abrindo a possibilidade que esse etanol encontre o Brasil como destino final. O petróleo Brent caiu para abaixo de 100 dólares o barril, o menor preço dos últimos quinze meses. As perspectivas de reeleição da presidente Dilma aumentaram, o que deve ser desastroso para a Petrobras, e para a política de transparência na formação de preços dos combustíveis, tão necessária para que o setor sucroalcooleiro pudesse atrair novos investimentos. Refletindo o novo quadro na corrida eleitoral, o dólar explodiu e a bolsa de valores encerrou a semana no seu sexto dia consecutivo de quedas”, analisa Arnaldo Corrêa. (Brasil Agro 16/09/2014)

 

Açúcar: Fuga de compradores

O mercado do açúcar demerara teve a décima queda seguida ontem na bolsa de Nova York, ainda com a baixa demanda por negócios.

Os papéis para março de 2015 fecharam com recuo de 10 pontos, a 16,17 centavos de dólar por libra-peso. Os compradores continuam liquidando seus contratos para evitar o recebimento do açúcar da Tailândia e da América Central, que sofre um processo de deterioração, no vencimento dos lotes de outubro.

Parte deles tem rolado suas posições para o contrato com vencimento em março, mas a baixa demanda também tem pressionado os preços da segunda tela.

Para analistas, as cotações devem continuar em baixa. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o cristal caiu 0,49%, para R$ 44,29 a saca de 50 kg, acumulando uma queda de 1,82% desde o início do mês. (Valor Econômico 17/09/2014)

 

CEPEA/PIB AGRO: Agronegócio se mantém em ritmo firme

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, estimam que o PIB do agronegócio crescerá no máximo 3,8% em 2014. No primeiro semestre, o avanço foi de 1,9%, justificado pelas perspectivas de aumento da produção agropecuária e maior patamar de preços na comparação com o primeiro semestre do ano passado. Variações climáticas, no entanto, podem levar a ajustes nas estimativas atuais de produção nacional e mundial. Em 2013, o PIB do agronegócio estimado pelo Cepea, com apoio financeiro a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cresceu 3,92%, foi da ordem de R$ 1,1 trilhão e representou 22,5% do PIB nacional.

O segmento primário da pecuária se destacou nos primeiros seis meses deste ano, acumulando alta de 5,52%; o “dentro da porteira” da agricultura cresceu 2,91%. Por outro lado, a agroindústria agropecuária avançou apenas 0,10%. Entre as 13 indústrias analisadas pelo Cepea, sete fecharam o período em baixa. (Relatório sobre desempenho em junho)

A queda da participação da agroindústria no PIB do Agronegócio é uma tendência apontada pelos pesquisadores responsáveis pelo cálculo. Conforme o professor da Esalq/USP Geraldo Barros, coordenador do Cepea, nos últimos 10 anos, o PIB do Agronegócio cresceu à taxa anual de 2,7%, com a agropecuária (“dentro da porteira”) na marca de 3,8% e agroindústria, de 2%. Em 2013, o segmento de insumos representou 12% do PIB Agro, a agropecuária, 29%, a agroindústria, 28% e o segmento de serviços, 31%. Em 1995, explica Barros, a agroindústria representava 35% e a agropecuária, 24%.

A perda de participação da agroindústria indica que o agronegócio não tem conseguido avançar nos segmentos de maior valor agregado, em boa parte devido às dificuldades enfrentadas na exportação de produtos manufaturados, comenta. “Nas nossas exportações predominam as matérias-primas e semiprocessados, enquanto os processados e os produtos frescos (frutas, flores, por exemplo) enfrentam barreiras comerciais ou não atendem às exigências de qualidade e sanitárias.”

Por sua vez, o aumento relativo do segmento primário, conforme Barros, é explicado pelo crescimento da produtividade no campo, decorrente de avanços tecnológicos. Segundo o coordenador do Cepea, de 1980 a 2000, período em que o preço real dos produtos agropecuários caiu aproximadamente 60%, a produtividade também cresceu perto de 60%. Com esse significativo avanço, em termos médios, a rentabilidade do setor praticamente se manteve, enquanto a produção (volume) aumentou 85%. A elevação da produtividade, por outro lado, também tem sido fundamental para conter o aumento da área explorada e, portanto, o processo de desmatamento.

De 2000 a 2010, estudos de Barros mostram que a produtividade da agropecuária cresceu ainda mais, 73% – enquanto que a produtividade do conjunto da economia permaneceu praticamente estável – e a produção agro, 65%. Nesse período, diferentemente do anterior, os preços internacionais disparam devido à forte demanda mundial. O Real, no entanto, se valorizou, limitando o efeito médio no preço ao produtor brasileiro. Com tal desempenho no campo, as exportações também se potencializaram. Conforme levantamentos do Cepea, o volume embarcado de produtos do agronegócio mais que triplicou (aumento de 220%) entre 2000 e junho de 2014. Em termos de receita, especificamente no primeiro semestre de 2014, somaram cerca de U$$ 50 bilhões.

Diante de tal cenário, Barros destaca que o grande desafio é manter o ritmo de crescimento da produtividade, ou seja, a competitividade do agronegócio. “A resposta passa pelo desenvolvimento de pesquisas e disponibilização de tais resultados aos produtores, em especial aos pequenos”, pondera.

CONTRIBUIÇÕES PARA A SOCIEDADE

O avanço da produtividade e produção no campo beneficiou largamente os consumidores urbanos. Em seus estudos, Barros destaca as contribuições no período de 1995 a 2013, quando o PIB em volume do setor agropecuário (“dentro da porteira”) cresceu 3,6% ao ano em média (contra 2,9% da economia toda), sendo que os preços reais dos alimentos caíram 8% nesses 18 anos, mesmo considerando-se a alta ocorrida a partir de 2008 devido ao boom internacional das commodities. “O agronegócio foi fundamental para a redução da desigualdade de renda e da pobreza. Foi possível promover a elevação em 160% do salário mínimo real, o que foi essencial para limitar a inflação dos preços dos alimentos – não se consideram aqui as altas temporárias por razoes climáticas, por exemplo. Essa elevação do salário, ao lado do Bolsa Família e outros programas, que também foram beneficiados pelo comportamento dos preços dos alimentos, foram importantes para a redução da desigualdade e da pobreza.”

Ao mesmo tempo, segundo o professor, o agronegócio acumulou saldo comercial de US$ 730 bilhões, contribuindo significativamente para superação de diversas crises internacionais e favorecendo a confortável reserva de divisas com que o Brasil conta atualmente (Cepea 16/09/2014)

 

Com auxílio brasileiro, Angola investe na cana-de-açúcar

País africano inaugurou primeira usina para produção de etanol.

Primeira usina para produção de etanol foi inaugurada no país

O caminho de aproximadamente 400 quilômetros entre Luanda, capital de Angola, e a província de Malanje revela muito da realidade do país. Casas precárias pela beira da estrada, comércio informal a céu aberto e muita pobreza. Em meio a este cenário, belezas naturais recompensam os olhos, como as pedras negras, formações rochosas que hoje dividem espaço com 7 mil hectares de canaviais.

Eles fazem parte do complexo Biocom, a primeira companhia de bioenergia de Angola, no município de Cacuso. Uma parceria entre a Odebrecht, o grupo angolano Cochan e a estatal de petróleo Sonangol. O principal foco do empreendimento é a produção de açúcar para abastecer mercado nacional.

–Angola já teve a tradição do açúcar. Hoje, importa 100% da sua necessidade. Pela importância disso em relação à segurança alimentar, entendemos ser um segmento importante para investimento – comenta o diretor geral da Biocom, Carlos Henrique Mathias.

Para chegar a uma produtividade média de 70 toneladas de cana por hectare, foi preciso muito trabalho. A correção do solo exigiu grandes investimentos.

–Tudo iniciou em cima da área de preparo de solo bastante pesada, que hoje não existe mais no Brasil. A gente teve que retirar todo o material lenhoso dessas. Como mais de 70% da nossa área é arenosa, depende bastante de fazer as adubações de correção– explica o diretor agrícola da Biocom, Alécio Cantalogo Júnior.

Outra dificuldade foi encontrar variedades de cana-de-açúcar que se adaptassem bem às condições de clima e solo da região.

–Quando nós chegamos aqui, tinha apenas quatro variedades, sendo duas indianas e duas brasileiras. Hoje nós estamos com um total de 25 variedades sendo testadas para fazer as multiplicações. Até o momento conseguimos identificar três variedades que estão se adaptando melhor aqui na região – completa Júnior.

Em 2014, 2,8 mil hectares de cana estarão prontos para serem colhidos. Até 2019, a área plantada deve subir para 36 mil hectares. Nesta primeira safra, que começou em agosto e termina em outubro, devem ser colhidas 160 mil toneladas de cana, que na indústria vão se transformar em 18 mil toneladas de açúcar, 3 milhões de litros de etanol e 120 gigawatts de energia.

Apesar do treinamento vir do Brasil, a mão de obra é praticamente toda angolana. Amélia Fernanda Mateus, que há pouco mais de um ano foi a primeira mulher a operar uma colheitadeira no país, hoje é líder de uma das frentes de colheita.

–São equipamentos que nós nunca vimos. Quando me deparei com máquinas que nunca tinha visto na vida, foi incrível.  Já faz um ano que estou como líder e sou respeitada– comenta Amélia.

Uma oportunidade de emprego para 2 mil pessoas da região, que trabalham para produzir o que vão consumir em breve. (Canal Rural 16/09/2014 às 19h: 44m)

 

Granbio aprova aporte de R$ 75 milhões

SÃO PAULO - A Granbio Investimentos, holding controlada pela família Gradin, aprovou no fim de agosto um aporte de R$ 74,999 milhões para seguir investindo em seu projeto de produção de etanol e químicos de segunda geração a partir da biomassa da cana-de-açúcar. Em reunião do conselho de administração realizada no dia 27 de agosto e publicada hoje no Diário Empresarial de São Paulo, a empresa aprovou que, por meio da GranInvestimentos, vai injetar R$ 24,999 milhões na companhia, enquanto que o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a BNDESPar, deve aportar R$ 49,999 milhões.

Os aportes já eram previstos. No ano passado, o braço de participações anunciou a aquisição de 15% da Granbio por R$ 600 milhões, recursos que serão injetados no projeto conforme o desenvolvimento do mesmo. O projeto todo da Granbio para essa área está orçado em R$ 4 bilhões, que serão usados na construção de quatro usinas de etanol de segunda geração (celulósico), duas unidades bioquímicas e duas biorrefinarias flexíveis.

A construção da primeira planta — com capacidade de produção nominal de 82 milhões de litros por ano — já foi concluída em Alagoas, no município de São Miguel dos Campos, e está agora em fase de testes industriais. (Valor Econômico 16/09/2014 às 16h: 46m)

 

Etanol sobe ao consumidor em 12 Estados

SÃO PAULO - Os preços do etanol hidratado, que é usado diretamente no tanque dos veículos, subiu em 12 Estados e caiu em outros 12 ao consumidor final na semana entre 7 e 13 de setembro. Em dois Estados e no Distrito Federal, os preços médios do biocombustível permaneceram estáveis nos postos, segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP) publicado hoje.

Em São Paulo, maior Estado consumidor de combustíveis do país, os preços médios ao motorista subiram 0,053, a R$ 1,869 o litro. A maior alta no país foi observada no Rio de Janeiro, onde o litro do etanol hidratado subiu 1,59%, a R$ 2,481 entre 7 e 13 de setembro. A maior queda foi observada em Goiás, onde o litro caiu 0,91%, R$ 2,06.

Abastecer com etanol em vez de gasolina permanece vantajoso ao biocombustível em quatro Estados, conforme o parâmetro mais aceito pelo mercado que é o que considera que essa vantagem existe quando o preço do hidratado é menor que o equivalente a 70% do preço da gasolina na bomba. Em São Paulo, esse percentual foi de 65,69% na última semana, no Paraná, de 68,28%, em Goiás, de 67,38%, e em Mato Grosso de 60,20%.

Na usina em São Paulo, o preço do etanol hidratado recuou na última semana. O indicador Cepea/Esalq para o produto caiu 0,86%, a R$ 1,2210 o litro entre 8 e 12 de setembro.

Conforme pesquisadores do Cepea/Esalq, a demanda pelo biocombustível continua baixa, já que grande parte das distribuidoras ainda está abastecida. “Por outro lado, a oferta no spot aumentou na última semana, principalmente a de hidratado. Além da necessidade de liberar espaço nos tanques, muitos agentes de usinas precisaram ‘fazer caixa’ para arcar com o pagamento de fornecedores de cana”, avaliou o Cepea em nota. (Valor Econômico 16/09/2014 às 16h: 50m)

 

Oferta de etanol atenderá mercado interno na entressafra

Reunião da Mesa Tripartite reúne representantes do governo, produtores de etanol e distribuidores de combustíveis.

A oferta de combustíveis será suficiente para atender o mercado interno no período da atual safra e até a próxima entressafra, em abril de 2015, segundo cenários e projeções apresentados na 39ª Reunião da Mesa Tripartite, coordenada pelo Ministério de Minas e Energia. A Mesa Tripartite reúne os representantes do governo, produtores de etanol e distribuidores de combustíveis para avaliação das condições de abastecimento do mercado de etanol.

Os cenários e projeções apresentados no encontro pelas diversas entidades indicam que, apesar das condições climáticas adversas enfrentadas nesta safra pela região Centro-Sul do País, o mercado doméstico de combustíveis está plenamente abastecido até o final da próxima entressafra, em abril de 2015.

Ainda de acordo com os integrantes do grupo, o mercado de gasolina C e etanol hidratado registrou crescimento de 8,66% de janeiro a julho deste ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior. (Portal Brasil 16/09/2014)

 

Ribeirão Preto: Seca no campo reduz nível de emprego

Cidades cuja economia dependem do setor canavieiro e da citricultura enfrentam demissões nos últimos 12 meses. Diferença entre as contratações e as demissões está negativa em 19 locais, de acordo com dados do governo.

A falta de chuvas recorde de 2014, que tem prejudicado as atividades agrícolas, contribuiu para piorar a geração de empregos na região de Ribeirão Preto nos últimos 12 meses.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que, dos 40 municípios mais populosos, 19 acumulam deficit de postos de trabalho entre setembro de 2013 e agosto deste ano.

No período anterior -de setembro de 2012 a agosto de 2013-, eram nove os municípios que registravam saldo negativo (diferença entre admissões e desligamentos).

A pior situação foi verificada em Pontal, que tem deficit de 1.824 vagas. Segundo o presidente da associação comercial, Marcos Pala, que também é secretário da Administração, uma usina de açúcar e etanol da cidade está em recuperação judicial, o que causou demissões.

Outras duas usinas, porém, também deixaram de contratar, porque a moagem de cana está menor nesta safra devido à seca, contribuindo para a queda no número de postos de trabalho.

Pala disse que a crise gera uma reação em cadeia, afetando o comércio. "Os comerciantes vendem menos [e, por consequência, acabam demitindo]", afirmou.

Em Sertãozinho, o deficit foi de 1.490 empregos -a cidade tem a economia centrada no fornecimento de máquinas e equipamentos para o setor sucroenergético.
Além da crise no setor, a baixa produtividade nas lavouras por causa da longa estiagem deve causar quebra da safra de 11,7% em São Paulo, segundo a Unica (entidade que representa as usinas).

"A seca ajuda a agravar um problema de falta de políticas públicas para o setor", disse Antonio Eduardo Tonielo Filho, presidente do Ceise-BR (centro das indústrias do setor sucroenergético).

A seca também prejudicou a criação de emprego nas cidades onde a economia tem como foco a laranja, como em Matão, que tem duas grandes indústrias, e em Bebedouro, em que a lavoura ocupa grande área no município.

William Bassi, secretário do Planejamento e Desenvolvimento de Matão, que registrou deficit de 235 postos de trabalho nos últimos 12 meses, diz que as plantações de laranja produziram menos.

"Com pouca fruta sendo produzida, as indústrias processam uma quantidade menor. Com produção menor, as fábricas não abrem vagas."

Marco Antonio dos Santos, presidente da Câmara de Citricultura do Ministério da Agricultura, afirmou que a estiagem prejudica o desenvolvimento dos pés de laranja.

"A fruta murcha, fica mais azeda [por causa da falta de água]. Isso faz com que os produtores colham menos em virtude do menor interesse da indústria, não havendo contratações de pessoas para colher a fruta no pé", disse.

Franca foi a cidade que registrou o maior fechamento de vagas, mas, neste caso, devido à crise calçadista.

Entidades dizem atravessar a pior crise do setor e preveem 5.000 demissões até o fim do ano. A crise, segundo elas, é gerada pela falta de competitividade, alta na inflação, "custo Brasil" e a desaceleração do consumo no mercado interno. (Folha de São Paulo 17/09/2014)

 

ANP libera mistura de combustíveis em ônibus

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a empresa Amyris Brasil a utilizar combustível constituído por 84% de óleo diesel A S10, 6% de biodiesel e 10% de óleo diesel de cana-de-açúcar em ônibus urbanos nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A autorização está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 16.

O uso desse combustível será realizado em veículos da Viação Redentor, na cidade do Rio de Janeiro, e Viação Gato Preto, Viação Santa Brígida e Transppass Transporte de Passageiros, na cidade de São Paulo. O uso da mistura fica restrito à frota cativa, não podendo o consumo mensal ultrapassar a marca de 1,5 milhão de litros.

A partir de 1º de novembro de 2014, a mistura deverá conter 83% de diesel A S10, 7% de biodiesel e 10% óleo diesel de cana-de-açúcar. "Caberá aos agentes envolvidos na comercialização e uso da mistura autorizada a responsabilidade pelos eventuais danos causados aos equipamentos empregados, ao meio ambiente e outros", cita a autorização divulgada hoje.

A Amyris Brasil deverá apresentar, a cada seis meses, relatórios referentes ao uso da mistura autorizada e enviar mensalmente os resultados de análise do produto, considerando no mínimo as características determinadas pela ANP relativas ao combustível ou biocombustível especificado que está sendo substituído. Os ônibus que utilizarem essa mistura autorizada hoje pela agência deverão portar adesivo, informando essa condição

 

Meta para biocombustíveis nos EUA deverá ser maior em projeto final

As metas finais para uso de biocombustíveis nos Estados Unidos em 2014 deverão ser maiores que as propostas no esboço do projeto, disse nesta terça-feira o secretário de Agricultura dos EUA, Thomas Vilsack.

A administração Obama também irá traçar um plano para garantir que as metas de uso de etanol de milho alcancem o nível de 15 bilhões de galões estabelecido pelo Congresso, disse Vilsack em uma conferência do setor. (Reuters, 16/09/2014)

 

Levedura adaptada à fabricação de etanol sem queima da cana melhora produção

Etanol levedura da cana.

Uma levedura adaptada às novas condições do processo industrial de fabricação de açúcar e etanol, surgidas com a substituição compulsória da colheita manual por métodos mecanizados no Estado de São Paulo, aumenta o rendimento e reduz as perdas na fermentação quando comparada a leveduras tradicionais.

A levedura – que leva o nome comercial de Fermel – foi selecionada pela Fermentec, empresa de tecnologia industrial especializada em fermentação alcoólica instalada em Piracicaba (SP), a partir de estudos desenvolvidos com apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). A inovação foi apresentada no Diálogo sobre Apoio à Inovação na Pequena Empresa, realizado pela FAPESP no dia 9 de setembro para esclarecer dúvidas de interessados em participar da seleção de propostas no PIPE.

O objetivo da pesquisa foi obter uma levedura industrial mais adaptada às novas características da colheita de cana-de-açúcar com a vigência do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, de 2007, que proíbe as queimadas.

“A substituição gradativa da colheita manual de cana-de-açúcar em São Paulo por métodos mecanizados trouxe benefícios ambientais, mas também novos desafios para o processo industrial de fabricação de açúcar e etanol”, explicou à Agência FAPESP o diretor científico da Fermentec, Mário Lúcio Lopes.

Isso porque a planta, que antes era queimada, agora chega à usina crua, com pontas, folhas e terra. “Essas impurezas vegetais e minerais que vêm junto com a cana são prejudiciais à fermentação”, disse Lopes.

Para ser eficiente, a fermentação precisa de uma levedura que contorne essa condição e ainda iniba a entrada de linhagens selvagens que vêm junto com a cana crua. “Essa é uma das características das leveduras personalizadas e selecionadas, que garantem uma fermentação mais adequada e com maior rendimento”, explicou.

São as leveduras que transformam os açúcares da cana, sólidos, em álcool combustível, líquido. A fim de que o processo seja conduzido com eficácia, é necessário ter leveduras adequadas a cada meio.

“Estudamos e identificamos a relação da levedura com o meio de fermentação industrial. Quanto mais adaptada ela é à unidade industrial, maior será a eficiência da fermentação e, consequentemente, da produção”, disse Lopes.

Pesquisa inovativa

Derivada da PE-2, uma das leveduras utilizadas na fermentação do etanol no Brasil desde o início da década de 1990. Fermel apresenta maior tolerância às novas condições do processo industrial, segundo os produtores.

A Fermel reduz a possibilidade de invasão de leveduras selvagens no processo, responsáveis por problemas como formação de espuma, que ocupa espaço nos tanques, e floculação, que dificulta a fermentação. A inovação foi possível por meio de técnicas de cariotipagem e análise do DNA mitocondrial das leveduras.

Na cariotipagem, as leveduras são cultivadas para formar pequenas colônias. A partir delas são extraídos cromossomos intactos contendo material genético. Esses cromossomos são então separados num campo elétrico.

“As variações no tamanho e no número de cromossomos funcionam como ‘impressões digitais’, que permitem identificar as leveduras selecionadas e diferenciá-las das selvagens contaminantes”, disse Lopes.

Já na análise do DNA mitocondrial, pequenas moléculas de DNA são extraídas da mitocôndria das leveduras e cortadas em pontos específicos. “Os fragmentos são depois separados num campo elétrico e o perfil é utilizado para identificar as leveduras, como se fosse um código de barras”, disse.

Essas análises permitem a seleção de leveduras mais adequadas ao meio industrial. A Fermel se mostrou a mais eficiente em mostos ricos em melaço e com teores alcoólicos elevados, além de dominar as populações de leveduras, reduzindo as chances das contaminantes se estabelecerem na fermentação.

“A indústria trabalha com volumes muito grandes e é difícil eliminar esses microrganismos, que podem ser leveduras selvagens e até bactérias. Eles conseguem entrar nas fermentações e competem com a levedura selecionada, boa. Quando são mais resistentes e adaptados àquela condição de fermentação industrial, sua população toma o lugar da levedura menos robusta. A Fermel é significativamente mais resistente e domina o ambiente de fermentação”, disse Lopes.

A maior parte dessas leveduras contaminantes traz uma série de problemas para as indústrias, como sobra de açúcares sem fermentação, com diminuição do rendimento.

“Trata-se de um potencial desperdiçado. Por isso, é importante que haja uma levedura robusta, que possa reduzir os problemas de contaminação, que seja uma boa fermentadora, para não deixar essa sobra de açúcares, permitindo dessa forma um resultado melhor para as usinas – especialmente agora, sem as queimadas”, disse Lopes.

PIPE recebe propostas

A Fermel foi apresentada no encontro de 9 de setembro, na FAPESP, como um exemplo das possibilidades de inovação abertas pelo apoio do PIPE à pesquisa inovativa.

“O objetivo é esclarecer a todos que pretendem apresentar propostas sobre quais as dificuldades que podem ser enfrentadas e os benefícios, ilustrados pelo caso da Fermentec”, disse Sérgio Queiroz, coordenador adjunto de Pesquisa para Inovação da FAPESP.

“O PIPE teve papel decisivo na seleção da Fermel e no desenvolvimento da indústria paulista do setor, pois tudo o que é feito na Fermentec é transferido em conhecimento e tecnologia para o setor produtivo”, disse Lopes.

Além do caso da Fermentec, o evento apresentou os conceitos e propósitos do PIPE, detalhando sua metodologia e seu processo de avaliação e esclarecendo dúvidas. O programa apoia a criação de produtos, processos e serviços inovadores em todas as áreas do conhecimento.

A submissão de propostas ao 4º Ciclo de Análise do PIPE em 2014, cuja chamada está disponível em www.fapesp.br/8774, pode ser feita até 13 de outubro, exclusivamente por meio do Sistema de Apoio à Gestão (SAGe).

Foram reservados R$ 15 milhões para o conjunto de propostas selecionadas neste edital, que terá seu resultado divulgado em 27 de fevereiro de 2015. O valor máximo do apoio da FAPESP a cada projeto aprovado no PIPE é R$ 1,2 milhão, para a realização de duas fases.

Na fase 1, com duração de até nove meses, até R$ 200 mil poderão ser aplicados na demonstração da viabilidade tecnológica proposta. Na fase 2, de desenvolvimento do produto ou processo inovador, com prazo de até 24 meses, o limite de recursos disponível por projeto é R$ 1 milhão.

Desde 1998, a FAPESP investiu R$ 286,8 milhões no apoio a 1.222 projetos inovativos no âmbito do PIPE, desenvolvidos dentro de empresas de pequeno porte, com até 250 empregados, com unidade de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Estado de São Paulo.

Mais informações em www.fapesp.br/pipe (Agência Fapesp 17/09/2014)

 

PIB do agronegócio tem alta de 1,9%

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio subiu 1,9% no primeiro semestre, segundo estimativa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). "A desaceleração dos preços agropecuários marcou o fim do primeiro semestre de 2014, mas, ainda assim, o cenário se manteve positivo na comparação com 2013", apontou CNA.

Entre os quatro segmentos que compõem o PIB do agronegócio, a principal contribuição para a alta de 1,9% veio do setor primário, que registrou aumento de 4,04% no primeiro semestre. Os setores de insumos e distribuição subiram 1,84% e 1,57%, respectivamente. Em contrapartida, o setor industrial ficou estagnado, com leve alta de 0,1%.

No segmento primário, o PIB foi beneficiado por um aumento do volume produzido de 3,60% e alta de preço de 2,45%, em geral, com destaque para cacau, laranja, algodão, soja, banana, arroz, trigo e mandioca. Já produtos como cana, milho, tomate tiveram queda do faturamento no primeiro semestre. Na área de insumos, a pecuária contribuiu com 3,12%, e a agricultura com 0,92%.

Conforme a CNA, o PIB estagnado da indústria ligada ao agronegócio reflete o desempenho da indústria de beneficiamento de vegetais, que recuou 3,31%. Como um todo, o PIB da indústria vinculada à agricultura caiu 0,5%. A queda dos grãos afetou o desempenho da indústria de processamento nos últimos meses, afirma a pesquisadora do Cepea, Adriana Ferreira Silva. Além dos grãos, usados para a produção de ração, indústrias como as de suco de laranja, fumo e arroz também tiveram resultado negativo, em volume e preços, diz. Já o PIB da indústria ligada à pecuária teve alta de 4,54% no primeiro semestre, puxado pelo desempenho dos frigoríficos e laticínios. (Valor Econômico 17/09/2014)

 

Crescimento de Marina reflete insatisfação com corrupção e economia fraca

Jornal americano mais importante do mundo diz que eleição com duas mulheres de esquerda, uma negra, ambas do governo Lula e contrárias ao regime militar, mostra a consolidação da democracia brasileira desde os anos 80.

O crescimento da candidata Marina Silva (PSB) nas pesquisas eleitorais é símbolo de um sentimento antigoverno que tem agitado os brasileiros, incluindo o cansaço das pessoas com a corrupção na política e o desempenho fraco da economia, destaca o jornal norte-americano The New York Times em uma extensa reportagem sobre as eleições brasileiras publicada na edição desta terça-feira.

Com uma foto da candidata Marina Silva ocupando quase toda a página do início da editoria de Internacional, a reportagem, assinada pelo correspondente do jornal no Brasil, Simon Romero, fala do aumento recente da popularidade de Marina e da disputa apertada com a presidente Dilma Rousseff (PT) nas eleições de outubro.

Além da crescente insatisfação com a economia e a corrupção, o jornal destaca que Marina vem ganhando espaço na medida em que cresce o número de eleitores evangélicos no Brasil. Outra razão é a insatisfação dos brasileiros, que tiveram aumento de renda nos últimos anos, mas não da qualidade de vida e dos serviços públicos nas grandes cidades.

O Times conta na reportagem a história de Marina, destacando sua infância pobre no Acre, sua alfabetização apenas depois dos 16 anos de idade e fala ainda da sua conversão à igreja evangélica em 1997. A reportagem destaca que Marina não tem dado tanta ênfase, até agora na campanha, para sua origem humilde e sua etnia. “Ao contrário, a candidata optou por uma mensagem difusa de uma ‘nova política’ necessária para barrar o PT e o PSDB, partidos que vêm dominando a política nacional por mais de 20 anos”, diz o texto.

O jornal dos EUA ressalta que tanto Marina como Dilma foram ministras de Luiz Inácio Lula da Silva, mas enquanto ocupavam as pastas divergiam de quase tudo, de usinas nucleares a uma hidrelétrica na Amazônia. Dilma acabou sendo presidente do Brasil e o PT teve que fazer uma aliança com o PMDB para conseguir governar, diz o texto. Já Marina se distanciou do PT a partir de 2009, quando saiu do partido, e tem procurado mostrar que defende uma política econômica mais amigável ao mercado.

Apesar de crescer nas pesquisas, os desafios para Marina persistem, destaca oTimes. O jornal cita, por exemplo, que a campanha de Dilma tem um caixa de US$ 55 milhões, cerca de cinco vezes a mais do que a da candidata do PSB. Além disso, ataques à Marina ganharam força nas últimas semanas, barrando o crescimento dela nas pesquisas mais recentes, ressalta o jornal.

A reportagem destaca ainda que Marina falou pouco na campanha de como lidaria com questões diplomáticas mais sensíveis do Brasil, como a aproximação do país com a Venezuela e Cuba durante o governo do PT. O fato, porém, de que a corrida presidencial se estreitou em duas mulheres de esquerda, uma negra, ambas do governo Lula e contrárias ao regime militar, mostra a consolidação da democracia brasileira desde os anos 80, ressalta o texto. (Estadão.com 16/09/2014)

 

Conab eleva projeção para a safra brasileira

Apesar da estiagem que atinge o Sudeste brasileiro desde o verão, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou levemente sua projeção para a produção brasileira de café na temporada 2014/15. O número divulgado ontem, no 3º levantamento sobre a safra, é de 45,1 milhões de sacas de 60 quilos. No 2º levantamento, publicado em maio, a Conab projetara produção de 44,57 milhões de sacas de café.

Entretanto, na comparação com a safra 2013/14, quando 49,15 milhões de sacas foram colhidas no país, a estimativa é 8,16% inferior. Com esse resultado, quebra-se a tendência de crescimento da produção que, desde a temporada de 2005, vinha se observando nos ciclos de alta bienalidade (maior rendimento). O número também é inferior ao da última safra, que foi de baixa bienalidade.

A produção estimada de café arábica agora é de 32,1 milhões de sacas, ante 32,23 milhões de sacas na previsão anterior. Na comparação entre as safras, a redução na estimativa é de 16,1%. O arábica é responsável por 71,2% do total de café produzido no Brasil.

"Os motivos para a menor produção são a forte estiagem verificada nos primeiros meses do ano, a inversão da bienalidade em algumas regiões, como na Zona da Mata mineira, e também as geadas que atingiram o Estado do Paraná em 2013", diz a Conab no levantamento.

Por outro lado, a Conab elevou em 5,43% a estimativa de colheita do café conilon (robusta), para 13 milhões de sacas em 2014/15. Em maio, a projeção era de 12,33 milhões de sacas. A renovação e o revigoramento da produtividade, além das condições climáticas favoráveis no Espírito Santo (maior Estado produtor da espécie), são responsáveis pela estimativa de alta de 19,9% na comparação com a safra passada.

A Conab manteve a estimativa de plantio de 2,2 milhões de hectares, o que representa uma queda de 3,9% na comparação com a área do ciclo passado. Minas Gerais continua responsável pela maior área destinada ao café, com 1,2 milhão de hectares estimados e predomínio da espécie arábica, que ocupa 98,8% da área total do Estado. Isso representa 53,6% da área cultivada no país. (Valor Econômico 17/09/2014)

 

Venda de adubos cresceu 7% este ano

A comercialização de fertilizantes no país no mês passado ficou praticamente estável (-0,8%) sobre agosto de 2013, e somou 3,608 milhões de toneladas, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Porém, de janeiro a agosto deste ano, as entregas finais de adubos ao consumidor final cresceram 7% sobre igual período de 2013, para 19,848 milhões de toneladas. O desempenho no mês passado é explicado pela antecipação das compras desses produtos este ano.

Carlos Eduardo Florence, diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos (Ama-Brasil), estima que, com o preço estável dos fertilizantes e recuo das cotações das commodities agrícolas, é possível que haja uma redução nas entregas de adubos nos próximos meses. Assim, as vendas este ano deverão se aproximar do patamar registrado no ano passado, de 30,7 milhões de toneladas.

Conforme Florence, os produtores de milho safrinha estão pensando em fazer compras de fertilizantes mais tarde, ao contrário do que ocorreu em 2013, quando anteciparam para os últimos meses do ano a aquisição de adubos para o plantio no início do ano.

Já a produção nacional de fertilizantes nos oito primeiros meses do ano foi de 5,676 milhões de toneladas, queda de 9,2% sobre o mesmo período de 2013, conforme a Anda.

E enquanto a produção nacional de adubos cai, a importação tem aumentado para atender à demanda do país. As importações de fertilizantes intermediários, usados em diferentes formulações para a fabricação dos adubos que serão usados pelos produtores rurais, foram 7,7% superiores em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando 2,451 milhões de toneladas. De janeiro a agosto, as compras internacionais desses produtos subiram 13,1%, a 15,839 milhões de toneladas. (Valor Econômico 17/09/2014)

 

Demissões no setor em SP devem superar as de 2009

A indústria paulista demitiu 15 mil funcionários em agosto e, no acumulado do ano, 31,5 mil pessoas perderam o emprego no setor, informou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A estimativa da entidade é que as demissões em 2014 devem superar as cem mil vagas fechadas em 2009, no auge da crise.

Segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, das 15 mil vagas fechadas em agosto, 12.275 ocorreram no setor manufatureiro e 2.725 em açúcar e álcool. "Faltam três meses para completarmos o ano e não vemos sinais de alguma recuperação", disse, em nota.

Na comparação do fraco desempenho com 2009, ele ressaltou que a diferença está em uma ligeira recuperação que o setor teve no segundo semestre daquele ano, o que não ocorre agora.

Em agosto, 17 dos 22 setores avaliados reduziram o quadro de funcionários e cinco aumentaram. O emprego caiu 0,58%, sem ajuste sazonal, a pior taxa para o mês desde o primeiro levantamento em 2005. Na série com ajuste sazonal, as 15 mil demissões equivalem a queda de 0,37%. (Valor Econômico 17/09/2014)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Fuga de compradores: O mercado do açúcar demerara teve a décima queda seguida ontem na bolsa de Nova York, ainda com a baixa demanda por negócios. Os papéis para março de 2015 fecharam com recuo de 10 pontos, a 16,17 centavos de dólar por libra-peso. Os compradores continuam liquidando seus contratos para evitar o recebimento do açúcar da Tailândia e da América Central, que sofre um processo de deterioração, no vencimento dos lotes de outubro. Parte deles tem rolado suas posições para o contrato com vencimento em março, mas a baixa demanda também tem pressionado os preços da segunda tela. Para analistas, as cotações devem continuar em baixa. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o cristal caiu 0,49%, para R$ 44,29 a saca de 50 kg, acumulando uma queda de 1,82% desde o início do mês.

Algodão: Acomodação em NY: As cotações do algodão cederam pela terceira sessão seguida na bolsa de Nova York com o início da colheita da safra 2014/15 nos EUA e a situação boa das lavouras do país. Os lotes para dezembro fecharam a 65,55 centavos de dólar por libra-peso, queda de 29 pontos, ou 0,44%. O mercado tem se acomodado após a disparada de preços ocorrida na semana passada, impulsionada por temores com a oferta de curto prazo nos EUA. Apesar de o USDA ter confirmado em seu relatório mensal que os estoques estão apertados, a colheita já dá seus primeiros passos e chegou a 6% da área plantada. Além disso, a demanda internacional continua enfraquecida. No mercado doméstico, a arroba da pluma foi negociada por R$ 53,74 no oeste baiano, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Soja: Safra recorde: As perspectivas de que os EUA colham uma safra recorde de soja no ciclo atual voltaram a pesar sobre os negócios ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para janeiro de 2015 fecharam a US$ 9,8925 o bushel, recuo de 8,25 centavos. A Farm Service Agency (FSA), do governo americano, estimou que a área com soja no país deve somar 32,7 milhões de hectares, abaixo do último cálculo do USDA, de 34,3 milhões de hectares. A diferença entre os dados chegou a dar sustentação aos preços na primeira metade da sessão, mas os analistas avaliaram que a projeção da FSA está incompleta. Dessa forma, os traders voltaram suas atenções às projeções para a produção americana. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná subiu 0,74%, para R$ 58,33 a saca.

Milho: Foco na área: O mercado do milho oscilou com pouca intensidade ontem na bolsa de Chicago após a divulgação de uma estimativa de área plantada nos EUA abaixo do previsto pelo mercado. Os lotes para março de 2015 fecharam a US$ 3,555 o bushel, recuo de 0,50 centavo. A Farm Service Agency (FSA), do governo americano, informou que calcula uma área de 34,28 milhões de hectares cultivados com milho, um pouco acima do que havia projetado em avaliação anterior, mas abaixo das expectativas do mercado. Analistas consideram que o dado está incompleto e que, mesmo que a área não seja grande como se esperava, as produtividades registradas até agora devem elevar a produção. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o cereal caiu 0,45%, para R$ 21,89 a saca. (Valor Econômico 17/09/2014)