Setor sucroenergético

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Voto de Rubens Ometto vale cada gota de combustível

Os planos de Rubens Ometto na área de bioenergia não cabem entre as quatro paredes da Novvi, a joint venture recém-formada entre a Cosan e a Amyris.

O firme propósito do empresário de se tornar o maior produtor de diesel à base de cana de açúcar do mundo exige um passo além: o ingresso no capital do próprio grupo norte-americano.

Ometto articula a compra de até 50% da Amyris, controlada pela francesa Total e por fundos de investimento dos Estados Unidos.

Este movimento lhe daria acesso direto, sem intermediários, à tecnologia desenvolvida pelos norte-americanos.

Ometto passaria também a ter ingerência sobre a própria fábrica da Amyris na cidade de Brotas, no interior de São Paulo.

Hoje, a capacidade instalada é de 50 milhões de litros de diesel de cana por ano. Embora a unidade jamais tenha atingido tal volume, Ometto acha que é pouco.

Ele trabalha com projeções de que há demanda reprimida, tanto no mercado interno quanto no exterior, para o dobro desta produção, patamar que exigiria um investimento de R$ 1 bilhão.

Impossível dissociar os planos de Rubens Ometto de seus recentes movimentos políticos; leia-se o duro rompimento com Dilma Rousseff e o posterior embarque na campanha de Marina Silva.

Segundo fontes próximas ao empresário, Ometto já apresentou seus planos a Marina.

Quem presenciou a conversa garante que ela demonstrou bastante empatia pelo projeto. Além de biodiesel, o empresário anunciou também o interesse de usar a Novvi e a Amyris para a produção de lubrificantes à base de cana.

Um eventual governo Marina Silva criaria uma ambiência propícia para a produção em larga escala de diesel e outros bioderivados de cana de açúcar.

Com o apoio de Marina, o que hoje é um projeto com um único dono poderia ganhar status oficial, tornando-se um programa de governo com o nobre propósito de soerguer a indústria sucroalcooleira.

Tudo devidamente acompanhado dos incentivos oficiais de praxe.

Nada muito diferente do modus operandi que transformou a Cosan num dos maiores grupos de energia do país.

Hoje, por exemplo, a companhia tem cerca de R$ 1,2 bilhão em empréstimos abertos com o BNDES.

A julgar pela ira que Ometto passou a destilar contra o governo Dilma Rousseff, foi pouco. (Jornal Relatório Reservado 26/09/2014)

 

Biosev negocia empréstimo de US$ 210 milhões para refinanciar dívida

A Biosev, produtora de açúcar e álcool brasileira controlada pela Louis Dreyfus Holding BV, está buscando levantar US$ 210 milhões de empréstimo, de acordo com uma pessoa familiarizada com a transação.

A empresa pretende usar os recursos para refinanciar a dívida existente e o negócio deve ser fechado dentro de cinco a seis semanas, disse a fonte, que pediu para não ser identificada porque não está autorizada a falar publicamente. É esperado que o empréstimo seja de três anos e meio, com uma taxa de juros de 4,75 pontos percentuais sobre a Libor (London Interbank Offered Rate).

A empresa com sede em São Paulo reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 148,5 milhões de reais (US$ 62,3 milhões) no primeiro trimestre fiscal de 2015 (correspondente ao primeiro trimestre da safra canavieira atual), conforme divulgado em agosto. A Biosev suspendeu a operação de uma de suas unidades e cortou 20% de seus cargos executivos este ano, desde que reviu seu plano de negócios.

Funcionários da assessoria de imprensa da Biosev não responderam ao telefonema e e-mail da Bloomberg pedindo comentário. Natixis, Credit Agricole SA e ING Groep NV são os bancos coordenadores da oferta. (Bloomberg 25/09/2014)

 

Cooperativa é uma espécie em extinção

A Cocamar trilha seu caminho pisando sobre as pegadas deixadas por Itambé e Copersucar.

A empresa paranaense, fabricante de óleos vegetais, bebidas derivadas de soja e outros que tais, deverá ser a próxima cooperativa agrícola a se transformar em S/A.

Oficialmente, a companhia nega a mudança.

Mas, segundo um de seus principais associados - um importante produtor de soja do Paraná, o projeto está em pauta para 2015.

Assim como está em pauta uma posterior oferta de ações em Bolsa, com a venda de até 49%, diz a fonte do RR

A Cocamar espera chegar à vitrine da Bovespa com números ainda mais vistosos do que os atuais.

A estimativa para 2015 é um faturamento próximo de R$ 3 bilhões, 50% a mais do que o valor previsto para este ano.

Os agricultores associados à Cocamar seguem a velha máxima de que a melhor defesa é o ataque.

As mudanças em curso na empresa têm um forte caráter profilático.

A companhia quer sair da mira de outras cooperativas, como a também paranaense Coamo, e passar para o outro lado do balcão, o dos grupos candidatos à compra de ativos agrícolas.

Se os ventos ariscos do mercado de capitais ajudarem, a Cocamar vai buscar na Bolsa o adubo necessário para tocar seu plano de investimentos.

O aporte previsto para os próximos dois anos passa de R$ 1 bilhão.

A principal meta da empresa é ampliar a produção de soja em 40%. (Jornal Relatório Reservado 26/09/2014)

 

Fipe: relação etanol-gasolina cai a 65,18% em São Paulo

A relação entre o preço médio do etanol e o valor médio da gasolina voltou a cair na cidade de São Paulo. Conforme levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o nível passou para 65,18% na terceira semana de setembro e ficou abaixo da marca de 66,11% da segunda semana do mesmo mês. Na terceira semana de setembro de 2013, o nível estava em 63,26%.

De acordo com especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do etanol é de 70% da gasolina. O atual nível, portanto, significa que o consumidor paulistano continua tendo vantagem em optar pelo combustível derivado da cana.

Em outro tipo de levantamento da Fipe, que leva em conta a metodologia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o valor médio do etanol subiu 0,11% na terceira quadrissemana do mês (últimos 30 dias encerrados em 22 de setembro) ante baixa de 0,37% na segunda quadrissemana (últimos 30 dias encerrados em 15 de setembro). Quanto à gasolina, o combustível saiu de uma queda de 0,35% na segunda leitura de setembro para um declínio de 0,16%, na terceira quadrissemana do mesmo mês (Agência Estado 25/09/2014)

 

Mercado reduz expectativa de entregas de açúcar da Tailândia

Operadores estão reduzindo suas expectativas anteriores sobre uma grande entrega de açúcar da Tailândia no vencimento do contrato outubro da ICE Futures de Nova York, depois de relatos de uma compra robusta de oferta tailandesa.

Um grande excedente de açúcar no mercado da Tailândia, segundo maior exportador global, depois de uma grande safra, contribuiu para pressionar o primeiro contrato da ICE para 13,32 centavos de dólar por libra-peso na semana passada, menor nível em mais de quatro anos.

Fontes do mercado comentaram sobre uma onda de compras nas últimas semanas por compradores da China, Bangladesh, Irã e da refinaria Al Khaleej, de Dubai, tirando proveito da grande queda nos preços, que estão pressionados por ampla oferta global.

Agora, analistas dizem que as expectativas anteriores de entregas potenciais de 700 mil a 800 mil toneladas em entregas contra o contrato outubro da ICE precisam ser revistas.

Operadores apontam que um excedente significativo de açúcar da safra antiga da Tailândia pode permanecer disponível na origem e que pelo menos 200 mil toneladas de oferta tailandesa, que potencialmente poderia ser entregue contra o primeiro contrato em 30 de setembro, poderiam permanecer.

"Nas últimas semanas, o contrato outubro em Nova York tem estado muito fraco, com alguns dizendo que grande volume de açúcar tailandês poderia ser entregue ao mercado", disse uma fonte do mercado na China.

"Mas agora, com a China comprando algumas cargas, as pessoas vão pensar que o problema foi resolvido." Ainda é difícil prever a entrega, quatro dias antes do vencimento, mas operadores comentaram um potencial entre 250 mil a 1 milhão de toneladas, talvez incluindo açúcar do Brasil, da América Central e da Tailândia.

O volume pode mudar facilmente, dependendo de negócios relacionados ao spread e à rolagem de contratos, entre hoje e o fim dos negócios na próxima terça-feira.

O contrato outubro disparou mais de 5 por cento na sessão desta quinta-feira, para uma máxima de 15,44 centavos, impulsionado por compras físicas e por dados da indústria do centro-sul do Brasil revelando uma desaceleração na moagem. (Reuters 25/09/2014)

 

Etanol na gasolina - Lei que permite elevar mistura é sancionada

O governo está autorizado por lei a elevar de 25% para 27,5% o percentual máximo de etanol na mistura com a gasolina, conforme sanção presidencial publicada ontem no Diário Oficial da União. A ANP já autorizou recentemente a BR Distribuidora a vender o combustível com 27,5% de anidro a duas montadoras para testes. (Valor Econômico 26/09/2014)

 

Lei que aumenta porcentual de etanol é sancionada

Lei torna obrigatória mistura de 6% de biodiesel ao óleo diesel, com elevação para 7% em novembro; adição de álcool anidro à gasolina pode chegar a 27,5% do composto.

Governo pretende aliviar necessidade de importar derivados de petróleo

A presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 13.033 que aumenta os porcentuais de adição de biodiesel ao óleo diesel e de etanol à gasolina. O texto está publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira.

A lei eleva para 6% o porcentual obrigatório de mistura do biodiesel ao óleo diesel, a partir de 1º de julho deste ano. Antes, o porcentual era de 5%. Pela norma, a partir de 1º de novembro, o porcentual subirá novamente, passando para 7%. Esse porcentual, no entanto, poderá ser reduzido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a qualquer tempo, por motivo justificado, para até 6%.

No caso do etanol na gasolina, a lei estabelece que o Poder Executivo poderá elevar o porcentual obrigatório de adição de álcool anidro à gasolina para 27,5%, desde que constatada sua viabilidade técnica. Antes, segundo a Lei 8.723/1993, o governo poderia elevar o porcentual de mistura do etanol até o limite de 25%, ou reduzi-lo até 18%, piso que ficou mantido pela nova lei. (O Estado de São Paulo 25/09/2014)

 

Lei que define aumento de mistura traz vantagem para produção familiar

O Governo Federal aumentou o percentual de biodiesel no óleo diesel, comercializado para o consumidor final, para 7%. A medida, que vai valer a partir de 1º de novembro, ampliará o mercado e a procura por matéria-prima da agricultura familiar. “Com essa nova medida, há uma ampliação em 40% do mercado brasileiro de biodiesel e isso, certamente, amplia a demanda por produtos da agricultura familiar, gera mais renda para os produtores e diminui a necessidade de importação”, explica o ministro do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Müller.

A inciativa, segundo o ministro, vai beneficiar 84 mil famílias de agricultores em todo o Brasil. A Lei 13.033 determina que todo o biodiesel necessário à adição obrigatória ao óleo diesel deverá ser fabricado, preferencialmente, a partir de matérias-primas produzidas pela agricultura familiar.

Benefício

Atualmente, 43 das 55 usinas brasileiras possuem o Selo Combustível Social - o que corresponde a 78% das usinas - e participam do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel - da Secretaria de Agricultura Familiar Familiar/MDA. Elas respondem por 99% da produção do biodiesel brasileiro.

Com a mistura de 5% de biodiesel (B5), o Brasil produzia cerca de 3 bilhões de litros/ano, dado que já colocava o País como 3º maior produtor de biodiesel do mundo. A nova alteração deverá colocar o Brasil como 2º maior produtor do mundo, a partir de 2015, porque o volume de biodiesel a ser produzido é 40% maior que o mercado com B5.

Em 2013, os maiores produtores foram os EUA (1º), a Alemanha (2º) e o Brasil (3º). O Brasil também está entre os maiores consumidores, ficando em 2º lugar. O maior consumidor são os Estados Unidos. (MDIC 25/09/2014)

 

Califórnia deve pagar prêmio por etanol 2G

O produto da GranBio foi reconhecido como um dos combustíveis "mais limpos" do mundo pela agência Air Resources Board.

O etanol 2G da GranBio foi reconhecido como um dos combustíveis "mais limpos" do mundo pelos critérios da agência Air Resources Board (ARB), da Califórnia. O cálculo leva em conta as emissões de gás carbônico (CO2) desde a coleta da matéria-prima, passando pelos insumos e consumo de energia, até o transporte e distribuição em porto da Califórnia.

"Independentemente dos problemas que as usinas do Brasil enfrentam, com a falta de uma política de estímulo à produção de etanol, o reconhecimento do etanol da GranBio a coloca em um outro patamar", afirmou Plinio Nastari, da consultoria Datagro, especializada no setor sucroalcooleiro. "Isso garante que o etanol 2G produzido pela companhia tem a garantia de um prêmio (pagamento de ágio), se exportado", disse.

A GranBio pretende exportar boa parte da sua produção, dependendo das condições de mercado e câmbio.

Segundo Nastari, o potencial de demanda por etanol renovável na Califórnia é grande.

O Brasil deve produzir nesta safra, a 2014/15, 24,5 bilhões de litros de etanol na região Centro-Sul e 2,2 bilhões de litros na região Nordeste. "A estiagem deste ano deverá reduzir a produção brasileira entre 1 bilhão e 1,2 bilhão de litros", de acordo com Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica). /M.S. 9º Estado de São Paulo 25/09/2014)

 

Falta de agilidade no ministério faz país perder competitividade

A falta de agilidade do Ministério da Agricultura faz o Brasil perder mercados e competitividade.
"Há uma necessidade da profissionalização da Agricultura. O país precisa ter um ministério fortalecido e que não sirva apenas para conchavos ou para ser dividido entre partidos".

A indignação é de quem já viveu o dia dia do Ministério da Agricultura, o ex-ministro Francisco Turra. "Normalmente não sou crítico, mas estou indignado com o que está acontecendo", diz ele.

Turra deixa claro que este problema não é exclusivo do ministério atual, mas de uma situação que vem se perpetuando há muito tempo. E esse acúmulo de burocracia faz, no entanto, que os problemas atuais não sejam resolvidos.

Turra, presidente-executivo da Abpa (Associação Brasileira de Proteína Animal), está preocupado com a demora na publicação do decreto do novo texto do Riispoa (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal).

É uma regulamentação higiênico-sanitária e tecnológica do processo de obtenção do produto de origem animal para consumo humano ou animal.

Uma legislação ainda dos anos 1950, quando o foco era o produto final, necessita ser atualizada para o cenário atual, quando o foco deve visar do processo de produção à comercialização.

Houve consulta pública e ampla discussão sobre o assunto, mas sempre há alguém discordando de algum ponto e o regulamento não sai.

"O que o governo precisa entender é que o Brasil está mudando e o setor de proteínas ocupa um bom espaço nas exportações." Para que o país consiga manter essa expansão é preciso de uma modernização, diz Turra.

"A fragmentação das decisões e a briga dentro do próprio governo por grupos que querem ocupar espaço criam um sério problema de competitividade para o setor."

Turra cita o exemplo da Rússia que, após liberar 90 frigoríficos, ainda tem dificuldades de obter o produto brasileiro devido à falta de certificação para muitos desses estabelecimentos.

Outro exemplo é que os mexicanos liberaram a importação de 100 mil toneladas de peru brasileiro. Os embarques ainda não ocorreram porque não se decidiu quais as empresas que serão habilitadas a exportar. Essa decisão não seria difícil, uma vez que só existem duas empresas com esse perfil no Brasil. (Folha de São Paulo 26/09/2014)

 

Quem vai para o Ministério da Agricultura? Por José Vicente

A próxima pessoa a assumir o Ministério da Agricultura deverá se deparar com uma agenda que priorize integrações de segmentos público e privado, envolvendo também a pecuária e a pesca, sem a necessidade imperiosa de acomodar na máquina governamental (que precisa ser enxugada…) quadros partidários sem a devida formação e experiência na área.

Estamos em época de boas safras agrícolas, felizmente para grande parte de nossas culturas. E essa produtividade invejável de nosso campo certamente vem sendo também acompanhada por altos índices de produtividades relacionados à disposição de lideranças para assumir o nosso Ministério da Agricultura no próximo período de governo federal.

Há uma lista que vem se tornando bastante extensa que contém esses chamados bons quadros. Tomo o cuidado de relacionar alguns desses nomes em ordem alfabética: Alysson Paulinelli, ex-Ministro; Elizabeth Farina, Presidente da União das Indústrias da Cana-de-Açúcar (Unica); Fábio Meirelles, Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp); Gustavo Diniz Junqueira, Presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB); Senadora Kátia Abreu, Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Marcos Jank, Diretor Global de Assuntos Corporativos da BRF; Martus Tavares, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Bunge Brasil; Maurício Lopes, Presidente da Embrapa; Neri Geller, atual Ministro; Roberto Rodrigues, ex-Ministro; Rubens Ometto, Presidente do Conselho de Administração da Raízen; Silvio Crestana, ex-Presidente da Embrapa, dentre outros.

Vão ser ministros do Aécio, da Dilma ou da Marina (tudo em ordem alfabética, novamente…)? Não deve (e não pode) fazer diferença. Todos são profissionais competentes e que não devem ser influenciados por fisiologismos partidários. Minha torcida (e apostas): Marcos Jank e Roberto Rodrigues (ordem alfabética…). Razões: são esalqueanos (formados na “Gloriosa”…), vasta experiência técnica e política acumulada, com uma oportunidade clara de tratar a Agricultura com “A” maiúsculo e como tema de Estado, sem vieses partidários.

Que podem tratar da agenda da Agricultura de forma integrada, envolvendo efetivamente os segmentos pecuário e de pesca e sem a necessidade imperiosa de acomodar na máquina governamental (que precisa ser enxugada…) quadros partidários sem a devida formação e experiência na área. (O Estado de São Paulo 25/09/2014

 

Commodities Agrícolas

Café: Pressão externa: Os preços do café arábica recuaram ontem na bolsa de Nova York, pressionados mais pelo cenário externo do que pelos fundamentos do mercado do grão, que continuam "altistas". Os contratos do grão com vencimento em março fecharam com desvalorização de 675 pontos, a US$ 1,8650 por libra-peso. A escalada das tensões no Oriente Médio e um eventual retorno do conflito no Leste Europeu apareceram no radar dos investidores, que buscaram fugir hoje dos ativos de risco, como são considerados as commodities agrícolas. A disparada do dólar, resultado do cenário de instabilidade internacional, aumentou a pressão. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade foi negociada entre R$ 440 e R$ 450, segundo o Escritório Carvalhaes.

Algodão: Piso em cinco anos: Pelo sexto dia consecutivo, os futuros do algodão se desvalorizaram na bolsa de Nova York, ainda diante da surpresa com a indicação da China de redução das importações em 2015. Os contratos para dezembro fecharam com recuo de 17 pontos, a 61,4 centavos de dólar por libra-peso. Além de ser o menor valor desde outubro de 2009, o preço também está abaixo do nível estabelecido pelo governo dos EUA para subsidiar os empréstimos feitos pelos produtores. O mercado continua sob a pressão do aceno chinês ao cumprimento da regra da OMC de isentar de taxa a importação de no máximo 894 mil toneladas da fibra. Também houve ontem influência do cenário externo de aversão ao risco e da alta do dólar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq da pluma para pagamento em oito dias caiu 0,2%, a R$ 1,678 a libra-peso.

Milho: Colheita nos EUA: A possibilidade de ocorrência de pequenos atrasos na colheita de milho nos Estados Unidos, que na quarta-feira motivou uma alta dos preços do grão na bolsa de Chicago, foi afastada ontem, o que reverteu os ganhos. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 3,39 por bushel, em queda de 3,25 centavos de dólar. Para o Meio-Oeste americano, que abriga o cinturão produtor de milho do país, as previsões da empresa de meteorologia DTN apontam para entre cinco e sete dias de clima seco e ainda mais quente, o que tende a favorecer os trabalhos de colheita nas lavouras. Nas principais praças de Mato Grosso, a saca de 60 quilos do cereal tem sido negociada entre R$ 10 e R$ 15, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Trigo: Oferta ampla: O mercado do trigo voltou ao campo negativo ontem na bolsa de Chicago, em meio a uma nova projeção de oferta e com dados de exportação dos EUA abaixo do esperado, além da influência do cenário externo. Março fechou a US$ 4,8775 por bushel, em baixa de 4,50 centavos de dólar; em Kansas, onde é negociado um cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento subiu 0,50 centavo, para US$ 4,8775 por bushel. Ontem, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) divulgou que passou a estimar uma produção global de trigo de 717 milhões de toneladas na safra 2014/15, acima da temporada anterior. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 29,75, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado. (Valor Econômico 26/09/2014)