Setor sucroenergético

Notícias

Índice Consecana cai para R$ 0,4637

O preço médio do quilo do ATR (Açúcar Total Recuperável) para a cana entregue durante o mês passado, e referente à safra 2014/15, foi de R$ 0,4637, segundo o Consecana.

O de agosto havia sido R$ 0,4654. (Folha de São Paulo 01/10/2014) 

 

Cisão da Cosan

Os acionistas da Cosan se reúnem hoje, às 10h, em assembléia geral extraordinária, para votar a cisão dos ativos de logística da companhia, em proposta anunciada após o acordo de fusão da controlada Rumo com a América Latina Logística (ALL).

 Caso aprovada a operação proposta pela administração, os atuais donos dos papéis da Cosan passam a ter duas opções diferentes para investimento: Cosan Energia e Cosan Logística, ambas listadas em bolsa.

 O início das negociações de ações da Cosan Logística ainda depende de aprovação da BM&FBovespa. Já o acordo de fusão entre Rumo e ALL ainda depende de análise do Cade, que tem prazo de 330 dias após o pedido, feito em julho deste ano. (Valor Econômico 01/10/2014)

 

Estudo analisa território para desenvolvimento da agricultura irrigada

O objetivo é gerar uma configuração capaz de orientar a execução de políticas públicas do setor e o desenvolvimento de um sistema de consulta automatizado.

Elaborar instrumentos de estruturação e planejamento para aperfeiçoar a contribuição da administração pública federal no desenvolvimento da agricultura irrigada. Com esse objetivo, a Secretaria Nacional de Irrigação, do Ministério da Integração Nacional, solicitou o estudo “Análise Territorial para o Desenvolvimento da Agricultura Irrigada no Brasil”.

O trabalho, realizado em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) e com a Agência Nacional de Águas (ANA), tem valor estratégico: servirá como subsídio à formulação e à avaliação das políticas públicas setoriais e de alocação de investimentos, as quais impactam direta ou indiretamente o desenvolvimento sustentável da agricultura irrigada.

Para o secretário nacional de Irrigação, Guilherme Costa, o resultado do estudo servirá para a orientação de investimentos, intervenções e na tomada de decisões para a implantação de programas de fortalecimento do setor.

“O objetivo é gerar uma configuração do território brasileiro capaz de orientar a execução de políticas públicas de irrigação e o desenvolvimento de um sistema de consulta automatizado, visando ao uso gerencial dos dados produzidos pelos gestores, apoiando o processo de tomada de decisões quanto ao direcionamento dos programas e projetos de agricultura irrigada pelas regiões do País”, afirma Costa.

O coordenador do trabalho, o pesquisador Rodrigo Maule, da Esalq, explica que o estudo trabalhará com variáveis e indicadores de potencial para irrigação, dinâmica e desenvolvimento local, de produção, aptidão agrícola e de conservação ambiental de modo integrado, considerando as estratégias, os programas e as ações do governo federal.

A missão do pesquisador é produzir mapas, tabelas e quadros georreferenciados, sistematizados de forma simples e objetiva, além de um banco de dados com diferentes bases, entre elas pesquisas nacionais, como o Censo Demográfico e o Censo Agropecuário, e informações de clima, solo e áreas de interesse ambiental.

A partir dessas informações serão construídas variáveis de interesse prioritário, para categorizar os territórios de acordo com as ações federais voltadas para o desenvolvimento sustentável da agricultura irrigada no Brasil. Dessa forma, ele vai gerar classes de conformidade. O projeto também prevê o desenvolvimento de um sistema de consulta automatizado, para o uso gerencial dos dados produzidos (Brasil Agro 29/09/2014)

 

Dilma afirma que política do etanol é baseada em “subsídio”

Ao participar do debate entre os presidenciáveis promovido pela TV Record, na noite do último domingo, a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) surpreendeu na resposta que deu a ex-ministra Marina Silva (PSB) sobre a acusação de "fracasso" na política do governo para o etanol.

Maria Silva disse que, durante o governo da petista, 70 usinas foram fechadas e 40 estão em recuperação judicial. "A política de etanol do meu governo é baseada naquilo que você é contra: o subsídio", afirmou, dirigindo-se a Marina. "Temos um conjunto de medidas para reforçar o setor de etanol", respondeu Dilma.

O único subsídio que se vê no setor do etanol é aquele que, desastradamente, Dilma mantém sobre os combustíveis importados pela Petrobras e que chegam aos consumidores a preços menores do que os pagos lá fora. Além de provocar vultuosos prejuízos à Petrobras e a seus acionistas, esta medida insana e predatória já provocou a extinção de 300 mil empregos no setor canavieiro (dados da FEA-RP/USP) e levou a cadeia produtiva sucroenergética ao colapso.

DEFAULT

Levantamento feito pela consultoria Ricardo Pinto Associados (RPA), com sede em Ribeirão Preto (SP), indica que 30 usinas no Brasil estão inadimplentes há meses com o pagamento de fornecedores, insumos e outros débitos e poderiam requerer recuperação judicial. Dessas 30, sete já estão paradas, sem operar.

Juntas, elas somam uma capacidade de moagem próxima de 60 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, segundo estimativas da RPA. "O prognóstico considera uma situação muito difícil para essas empresas se recuperarem nos próximos seis meses, intervalo no qual não se espera uma melhora para o preço do açúcar. Essas unidades também não vão conseguir aproveitar a alta esperada para os preços do etanol na entressafra, pois quase já não têm o que vender", explica o diretor da consultoria, Ricardo Arruda Pinto.

Ele observa que o levantamento não usa critérios contábeis, pois a maior parte dessas usinas não publica balanços auditados. "Fizemos levantamentos com fornecedores de matéria-prima e insumos. São usinas que estão atrasadas no pagamento e muito próximas de entrar em default", esclareceu.

Desse total de 30 usinas, oito estão na região Nordeste, em especial em Pernambuco e Alagoas. As outras 22 estão no Centro-Sul, sendo 14 em São Paulo - 7,5% do total de usinas do Estado, que soma 190 unidades, nos cálculos da consultoria.

O levantamento da RPA tem como ponto de partida a existência de 439 usinas sucroalcooleiras no país em 2000. Dessas, 96 foram afetadas de alguma forma pela crise, segundo Arruda Pinto. "33 estão apenas paradas, 31 estão em recuperação judicial, mas operando, 22 estão em recuperação e sem operar, e 11 entraram em falência e estão desativadas", resume. Ele observa que, por outro lado, entre 2006 e 2010, 103 usinas foram inauguradas no país.

A maior parte das 30 usinas que está na "corda bamba" tem capacidade de moagem máxima de 2 milhões de toneladas por safra, informa o diretor da consultoria. Segundo ele, 19 das 30 unidades pertencem a cinco grupos sucroalcooleiros com mais de uma usina.

Até o momento, a cana-de-açúcar proveniente das unidades fechadas está sendo processada por outras usinas, de acordo com Arruda Pinto. "Em algum momento, pode haver mais cana do que capacidade industrial de moagem. Daqui em diante, o setor pode voltar a ter cana bisada (que fica no campo de um ano para outro)", diz. (Brasil Agro 30/09/2014)

 

Secretário do Mapa diz que Dilma vai focar em comercialização e gestão de risco sucroenérgético

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Seneri Paludo, afirmou hoje que um eventual segundo governo da presidente Dilma Rousseff vai focar em dois dos três principais pilares do setor sucroenergético: comercialização e gestão de risco.

Durante debate na série Fóruns Estadão Competitivo: "Rumo ao futuro do campo", em que representa a petista, ele reconheceu que os dois pilares não tiveram uma política estruturada e analisada por parte do governo nos últimos quatro anos.

"A LINHA DE CRÉDITO ESTÁ BEM ESTRUTURA E COM DEMANDA. O PROBLEMA HOJE É QUE NÃO ADIANTA TER CRÉDITO SE O SETOR NÃO ESTÁ TENDO RENDA"

"A linha de crédito está bem estrutura e com demanda. O problema hoje é que não adianta ter crédito se o setor não está tendo renda", justificou. Paludo afirmou que uma das demandas do setor que o governo estuda é a implementação de uma Política de Garantia de Preço Mínimo.

Ele ponderou, contudo, que ainda não existe um consenso dentro do Ministério da Agricultura em relação a isso e que é preciso "estudar" a viabilidade dessa política. (Agência Estado 30/09/2014)

 

Dragagem em Santos

Fracassou mais uma tentativa do governo para contratar as obras de dragagem do porto de Santos (SP), a segunda em menos de um ano. Não houve vencedores no processo licitatório encerrado ontem.

Os três concorrentes apresentaram propostas de preço acima do orçamento-base da Secretaria de Portos (SEP) no modelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC), cujo valor é sigiloso.

Agora, a SEP deverá realizar um RDC eletrônico. Desta vez, o orçamento será aberto e o escopo da obra será menor em relação às duas licitações anteriores, contemplando apenas a fase 1 (intervenção inicial e limpeza).

Com isso o governo espera aumentar a atratividade e buscar mais empresas interessadas no projeto. Enquanto a dragagem não começa, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) realiza "dragagens-tampão" para impedir a perda de profundidade. (Valor Econômico 01/10/2014)

 

Grãos terminam setembro com forte queda

Os produtos agrícolas terminam setembro com forte queda nos preços nas Bolsas de mercado futuro. Até o café, líder de altas nos últimos meses, caiu. A queda, de 1% no mês, foi bem menos acentuada, no entanto, do que a de outras commodities.

O líder no recuo de preços foi o farelo de soja. Negociado a US$ 440 por tonelada há um mês, o produto esteve a US$ 305 nesta terça-feira (30). O recuo acumulado do produto é de 31% no período.

Com a melhora na oferta de soja, a moagem da oleaginosa será maior, afetando os preços. Nos últimos 12 meses, o farelo tem queda de 26%.

Já a soja, embora acumule recuo menor nos últimos 30 dias --queda de 16%--, já perdeu 29% nos preços em 12 meses na Bolsa de Chicago.

Produção maior e influência do mercado financeiro afetaram também os preços das demais commodities.

O trigo terminou o mês passado com queda de 13%, recuando para US$ 4,78 por bushel. Nos últimos 12 meses, a recomposição dos estoques do cereal fez o preço cair 30% na Bolsa de Chicago.

O milho, cuja produção deverá superar as estimativas iniciais nos Estados Unidos, termina setembro com baixa de 11%, acumulando recuo de 27% em um ano.

A alta externa do dólar afetou também os preços na Bolsa de commodities de Nova York, onde apenas o cacau teve alta no mês passado.

A preocupação dos participantes do mercado de cacau com os efeitos do ebola nos países vizinhos à Costa do Marfim, líder mundial na produção de cacau, fez a commodity subir nos últimos 30 dias. Os preços atuais são 25% superiores aos de há um ano.

Já o açúcar, devido à queda de produção no Brasil, maior produtor mundial, conseguiu elevação de 9% nos preços dos últimos sete dias. Essa alta não foi suficiente, no entanto, para uma recuperação dos preços, que ainda se mantêm 11% inferiores aos de há um ano.

O algodão e o suco de laranja têm comportamento inverso. Enquanto o primeiro caiu 28% em 12 meses, o suco teve alta de 10%.

Os preços dos grãos no mercado interno acompanharam os do externo, registrando queda. A soja caiu 18%, enquanto o milho perdeu 5% nos preços. Já as carnes, devido à demanda externa, subiram no mês passado. (Folha de São Paulo 01/10/2014)

 

Novos cenários da agricultura brasileira consolidam mudanças na Embrapa

Os processos de mudança que atingem a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) nos âmbitos de gestão e governança foram debatidos pelo presidente Maurício Lopes durante visita à Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) na última segunda-feira, 29. A construção de documentos norteadores – como o IV Plano Diretor e as agendas de prioridades das Unidades – foram destacados pelo presidente, que enfatizou a necessidade de envolvimento de todos os funcionários em um momento que se abrem novas oportunidades para a Embrapa, além de riscos e desafios.

"Estamos muito determinados em trazer para a nossa Empresa a lógica da inteligência estratégica. Precisamos de plataformas e equipes com pessoas capacitadas para pensar o futuro de maneira sistemática e contínua", disse o presidente. Nesse contexto, a criação de duas secretarias – Inteligência e Macroestratégia e a de Gestão e Desenvolvimento Institucional – tem a finalidade de preparar a Embrapa para essa nova realidade, em um horizonte de 20 anos. "Estaremos atentos aos sinais que vêm do mercado de inovação, dos ambientes internacionais e dos nossos clientes para que façamos escolhas acertadas nesse caminho em direção ao futuro, cada vez mais desafiador".

O novo Plano Diretor estará fundamentado nos cenários e tendências apontados pelo documento Visão 2014-2034, elaborado sob a coordenação do Agropensa (Sistema de Inteligência Estratégica da Embrapa) a partir de análises, seminários e painéis com especialistas que envolveram mais de 200 profissionais de Unidades da Embrapa e de instituições parceiras, nacionais e internacionais, além de representantes das cadeias produtivas agropecuárias. O documento será base também para a formulação das agendas de prioridades das Unidades, que deverão atuar em sintonia nas próximas duas décadas frente aos riscos, desafios e oportunidades que atingirão o agronegócio brasileiro.

Relacionado aos centros de produtos da Embrapa, o presidente explicou que essas Unidades passam por um momento de profundas mudanças, se referindo à presença de cultivares BRS no mercado. "Temos um setor privado cada vez mais ativo, que faz investimentos com grande desenvoltura e com suas bases em países desenvolvidos que operam em grande velocidade. O setor público deve encontrar novos espaços de interação com o setor produtivo. Temos que ser uma Empresa reconhecida e valorizada pela capacidade de mobilizar competências e inteligências para produzir ativos, conhecimentos e soluções combinados com o setor produtivo. Esse será nosso diferencial", ponderou Maurício.

NOVOS ESPAÇOS DE PROTAGONISMO

Análises de inteligência de cenários das cadeias de milho e sorgo no país também foram lembradas pelo presidente da Embrapa como uma nova oportunidade de atuação. Segundo ele, há espaço para investimentos em inteligência e coordenação das grandes cadeias do agronegócio nacional, para estudos macroeconômicos e de tendências do mercado de inovação. "A Embrapa precisa cada vez mais se integrar nessa lógica da inteligência nas cadeias de valor", afirmou. "A partir do Agropensa, poderemos criar grandes observatórios para as cadeias importantes, como a de produção leiteira, a de produção de carne, a de sistemas integrados, a do milho e a do sorgo. Esse é um espaço de liderança que precisamos ocupar", defendeu Lopes.

A grande rede Embrapa, com 47 Unidades distribuídas em todos os biomas brasileiros, é o principal diferencial para atuação nesses novos segmentos, de acordo com o presidente. Novos programas de capacitação para a equipe de colaboradores, com a definição de competências para as próximas duas décadas, estarão direcionados para os desafios que a Empresa enfrentará. O programa Labex, que viabiliza oportunidades de cooperação internacional em pesquisa agropecuária, também está sendo modificado. Um dos pilares dessa mudança será a flexibilidade na definição de novas oportunidades de cooperação. "Para estarmos na fronteira do conhecimento nas nossas áreas de atuação, precisamos nos conectar aos centros de pesquisa mais avançados do mundo".

Um dos tópicos que mereceu mais destaque do presidente foi o fortalecimento da presença da Embrapa no mercado de inovações tecnológicas. "Temos que focar em ativos de inovação, em componentes que, combinados com as soluções do setor privado, garantam a presença da genética da Embrapa, da genética pública em novos mercados", afirmou, além de reforçar a necessidade de investimentos em programas de melhoramento preventivo, para que a Empresa desenvolva germoplasmas específicos e estratégicos para o agronegócio brasileiro. "Em um futuro próximo, nossas habilidades serão otimizadas no mercado de inovação. É um espaço que teremos que ocupar de maneira eficiente e competente", finalizou. (Embrapa 30/09/2014)

 

Exportação de máquinas agrícolas da China aumenta entre janeiro e agosto

O volume de entrega de máquinas agrícolas exportadas pela China somou 20,7 bilhões de yuans nos primeiros oito meses deste ano. O valor registrou um aumento de 0,67% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A China é o maior produtor e consumidor de maquinaria agrícola no mundo. A competição no setor doméstico, porém, vem se intensificando nos últimos anos, devido à generalização rápida da mecanização na agricultura. Empresas chinesas procuraram novas oportunidades de desenvolvimento ao se virar para o mercado internacional.

Analistas apontaram que a exportação de máquinas agrícolas enfrenta obstáculos econômicos externos complicados, mas a indústria ainda se mostra positiva devido à boa expectativa na ampliação de destinos e variedade de produtos exportados. (Rádio China 30/09/2014)

 

Zimbábue recebe primeiros equipamentos agrícolas do Brasil

No dia 2 de outubro, serão entregues 80 arados e 30 distribuidores de calcários.

O Zimbábue vai receber, no dia 2 de outubro, os primeiros equipamentos agrícolas resultantes de uma parceria formada com o Brasil. Serão entregues 80 arados e 30 distribuidores de calcários, exportados da indústria brasileira.

Até o fim do ano, o país africano também receberá cerca de sete mil equipamentos, no valor de R$ 70,9 milhões.

Ao todo, serão exportados ao Zimbabué 50 tipos diferentes de máquinas e implementos agrícolas fabricados por empresas do Brasil.

Os equipamentos entregues compõem o programa do governo brasileiro de fomento à produção agrícola em outros países. A iniciativa tem dois objetivos: estabelecer uma linha de crédito para o financiamento de exportações brasileiras de máquinas e equipamentos destinados à agricultura familiar; e fornecer apoio a projetos de desenvolvimento rural para o fortalecimento da produção da agricultura familiar por meio da cooperação técnica e do intercâmbio de políticas públicas.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o programa tem a participação de mais de 500 empresas brasileiras que exportam para seis países: Zimbábue, Moçambique, Senegal, Gana, Quênia e Cuba. (Portal Brasil 29/09/2014)

 

Agrícolas caem na BM&FBovespa, mas boi sobe a nível recorde

Em linha com o comportamento das cotações na bolsa de Chicago, os contratos futuros de segunda posição de entrega de soja e milho negociados na BM&FBovespa também encerraram setembro com valores médios inferiores aos de agosto.

De acordo com cálculos do Valor Data, na soja a retração foi de 7,25%, enquanto no mercado de milho houve baixa de 1,99%. Fundamentais para as exportações do país, as duas commodities costumam acompanhar as direções apontadas pela bolsa de Chicago durante a maior parte do ano.

Café arábica e etanol, as duas outras commodities de origem agrícola negociadas na bolsa também recuaram na comparação. A queda do café, influenciada pelos rumos dos preços na bolsa de Nova York, foi de 2,28%, enquanto a do biocombustível ficou em 1%.

Dos produtos agropecuários transacionados na BM&FBovespa, apenas o boi escapou da maré baixista. Em plena entressafra das pastagens e com a demanda aquecida no país e no exterior, a média dos futuros do boi subiu 1,71% e bateu novo recorde. (Valor Econômico 01/10/2014)

 

Falta de chuva antecipa o encerramento da safra de cana em Ribeirão Preto

A longa estiagem que acontece desde julho na região de Ribeirão Preto tem causado uma grande perda no desenvolvimento da cana. De acordo com a Defesa Civil de Ribeirão, até o dia 24 de setembro foi acumulado 44,2 mm de chuva na cidade, sendo que a média é de 60,4 mm. O grande problema, de fato, não é a quantidade, mas sim a periodicidade que ela acontece, já que afeta todo o ciclo da agricultura. A estimativa é de uma safra de cana-de-açúcar quase 9% menor este ano

Por causa dessa estiagem, o agricultor não tem alternativa, a não ser cortar a cana, e antecipar o final da colheita. "Este ano a safra de cana se torna mais castigada devido a longo período de seca, que atinge a região desde o ano passado. Em 2014, vem se intensificando após um verão seguido de um inverno sem chuvas significativas," diz o engenheiro agrícola Jansle Vieira Rocha. "O clima seco favorece a concentração de açúcar na planta, mas por outro lado faz com que se desenvolva menos massa verde do que ela normalmente produz," complementa.

A boa notícia para os agricultores, segundo Bianca Lobo, meteorologista da Climatempo, é de que outubro terá chuvas mais frequentes. "Na próxima semana o tempo segue abafado e há previsão de pancadas de chuva entre a tarde e a noite. Já no começo desta nova estação, as chuvas ainda ocorrem de forma irregular, mas já se tornam mais frequentes e volumosas em outubro", afirma. Com a previsão de chuvas, agora o foco é a colheita seguinte. "Espera-se que na próxima safra, no final de outubro, a planta rebrote e volte ao normal", diz Jansle.

Um dos setores que será mais prejudicado além da agricultura, é o da geração de energia. Cerca de cinco usinas da região de Ribeirão vão encerrar a colheita antecipadamente. (A Cidade 30/09/2014)

 

Governo da China lança campanha na mídia para apoiar transgênicos

O governo chinês lançou uma campanha de mídia em apoio a grãos geneticamente modificados, em um momento em que sofre com uma onda de publicidade negativa sobre a tecnologia que as autoridades projetam que terá papel essencial na garantia da segurança alimentar no país.

O Ministério da Agricultura anunciou no início da semana que irá tentar informar o público sobre transgênicos por meio de televisão, jornais e internet.

O governo espera abafar um sentimento anti-transgênicos que ganhou força após uma série de incidentes, como relatos de que uma variedade de arroz geneticamente modificado foi vendido ilegalmente em um supermercado no centro do país.

Há tempos Pequim apoia os transgênicos, que são vistos como amplamente seguros e uma ferramenta importante para ajudar alimentar a maior população do mundo.

Por outro lado, críticos afirmam que a tecnologia pode impor riscos à saúde e, embora a China autorize a importação de alguns grãos transgênicos, o cultivo doméstico ainda não foi autorizado.

A China importa milhões de toneladas de soja transgênica todos os anos para alimentar o maior rebanho de suínos do mundo e para produzir cerca de 40 por cento do óleo vegetal consumido no país.

A China consome cerca de um terço de toda a soja produzida no planeta.

"Nós criaremos uma atmosfera social que seja benéfica para um desenvolvimento saudável da indústria de transgênicos", disse o Ministério da Agricultura em um comunicado.

EPISÓDIOS NEGATIVOS

Uma série de episódios negativos; este ano em certos alimentos transgênicos atrasaram o já lento progresso em direção a um cultivo doméstico e pode ter tido papel significativo na redução de importações de alguns grãos.

A descoberta de uma variedade de milho transgênico ainda não aprovado por Pequim em carregamentos enviados pelos Estados Unidos, com a proibição da entrada das cargas, causou turbulência no mercado, com a trading Cargill estimando suas perdas em mais de 90 milhões de dólares.

O país também suspendeu o processo de aprovação de importação de uma variedade de soja transgênica, citando "baixa aceitação pública" a alimentos do gênero, segundo duas fontes familiarizadas com o assunto.

ARROZ

A China já gastou bilhões de iuanes para desenvolver seus próprios grãos transgênicos e aprovou a comercialização de duas variedades de arroz resistente a infestações, além de um milho modificado, em 2009.

No entanto, preocupado com a forte oposição à tecnologia transgênica, o governo nunca levou adiante o cultivo.

Os certificados de segurança dos produtos venceram no mês passado.

Em um discurso no mês passado, cujo conteúdo foi publicado apenas esta semana, o presidente chinês Xi Jinping pediu que a indústria seja ousada na competição com desenvolvedores de biotecnologia estrangeiros (Reuters, 30/9/14)

 

Balança será mais um problema para governo em 2015

Queda dos preços das commodities veio para ficar e pode ter impacto negativo de US$ 10 bilhões nas exportações brasileiras em 2015, criando mais um problema para o futuro governo.

Já batizada de "fim do superciclo das commodities", a queda prolongada das cotações internacionais das matérias-primas representa um grande desafio para a economia brasileira em 2015. Segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), se mantidas as condições atuais de mercado, a receita com exportações pode cair até US$ 10 bilhões no ano que vem. Com 65% de sua balança comercial concentrada em commodities agrícolas e minerais, o Brasil tem grande vulnerabilidade ao cenário baixista provocado pelo excesso de oferta mundial. Por outro lado, o país não contará com a contabilização de exportações de plataformas de produção de petróleo, que ajudaram a reduzir as perdas este ano. Na semana passada, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou relatório no qual projeta uma queda de 20% na receita com exportações do setor em 2015, apesar da expectativa de aumento da produção.

Principal item da pauta exportadora brasileira, o complexo soja — farelo, óleo e grãos — é um bom exemplo do fim do superciclo: os contratos negociados em Chicago saíram da casa dos US$ 6 por bushel em 2006 até o pico de US$ 14 por bushel em 2012, cenário que motivou investimentos em ampliação da área plantada. Hoje, com a oferta superior à demanda, a cotação se encontra na casa dos US$ 9 por bushel. "A alta de preços estimulou o crescimento de novas áreas, principalmente no Brasil e Argentina, onde houve plantio em áreas antes destinadas à pecuária. Nos EUA, com a queda da demanda pelo milho, também houve migração para a soja. Todos esses movimentos, aliados a um clima muito favorável, fizeram com que, neste ano, tenhamos uma supersafra de soja", diz Daniel Furlan Amaral, gerente de economia da Abiove. "O problema é que no ano que vem existe expectativa de supersafra nos EUA, Brasil e Argentina, que tendem a depreciar ainda mais os preços."

A Abiove prevê, para 2015, exportações de US$ 23 bilhões, US$ 6 bilhões a menos do que o projetado para este ano. O problema é generalizado e afeta também os mercados de milho, algodão,açúcar e minério de ferro, outros itens importantes na pauta comercial brasileira. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) também acredita em preços baixos no ano que vem, por conta dos altos estoques na China, maior importador, e nos Estados Unidos, terceiro maior produtor mundial. A cotação internacional do produto chegou a ultrapassar os US$ 2 por libra em 2011 e recuaram para a casa dos US$ 0,70 por libra em agosto deste ano. O mercado voltou a ser contemplado com leilões de preços mínimos realizados pelo governo, o que não ocorria desde 2008.

O cenário já tem reflexo nas estatísticas de comércio exterior do país, com a redução da receita de vendas de minério e açúcar no acumulado do ano ate agosto — os demais produtos ainda sobrevivem nesta base de comparação. Mas, corroborando as projeções feitas por entidades de classe, a AEB calcula perdas em torno de US$ 10 bilhões na receita de exportações brasileiras — US$ 6 bilhões a US$ 8 bilhões da soja; US$ 1 bilhão do milho; US$ 1 bilhão do açúcar; US$ 1bilhão a US$ 2 bilhões do minério de ferro. "Ainda não revisamos nossas projeções, mas considerando o cenário atual, essa é a expectativa", comenta o presidente da AEB, José Augusto de Castro. "As commodities representam 65% de nossa pauta e não temos nenhuma defesa contra a queda de preços, que resulta de um excesso de oferta global.

Mas todo mundo sabia que esse momento poderia chegar", analisa Castro. Ele considera ainda perdas com a Argentina, que é grande exportadora de soja e milho e terá que cortar importações para manter suas metas de superávit. Por outro lado, a queda dos preços do petróleo e o crescimento da produção nacional podem compensar o efeito Argentina, ao reduzir o déficit da conta-petróleo. O governo não contará, porém, com a ajuda de exportações de plataformas petrolíferas, que este ano contribuíram com US$ 2 bilhões: segundo o plano de negócios da Petrobras, há apenas uma unidade arrendada com início das operações previsto para 2015. Representantes dos produtores começam a trabalhar com a possibilidade de redução da área plantada, como resposta à queda na rentabilidade do setor— assim como vem ocorrendo no mercado de minério, com o fechamento de minas menos rentáveis. "Vai haver um ajuste doloroso para o produtor rural. Para que os custos caiam, tem que cair demanda e isso significa redução de áreas. Ou seja, produtores em áreas com menos logística tendem a desaparecer", diz Amaral, da Abiove. (Brasil Econômico 01/10/2014)

 

Com R$ 32 milhões em dívidas, Smar conclui plano de recuperação judicial

A Smar Equipamentos Industriais, que já foi referência em automação industrial do país, fechou um acordo com credores na tentativa de eliminar as dívidas e recapitalizar a empresa, em recuperação judicial desde setembro do ano passado. O plano foi aprovado em assembleia no dia 19 de setembro, em Sertãozinho (SP), com a participação de fornecedores e mais de 100 ex-funcionários, que esperam receber parte dos débitos trabalhistas a partir de dezembro.

Fundada em 1974, a Smar já chegou a ter clientes em 77 países. Entre os destaques produzidos pela empresa, por exemplo, está um sistema de injeção que movimenta os motores de alguns porta-aviões da marinha norte-americana. Atualmente, no entanto, a indústria amarga a baixa demanda de serviços, devido às dificuldades enfrentadas pelo setor sucroenergético, além dos constantes escândalos envolvendo sua diretoria.

Em setembro do ano passado, a Smar havia entrado com pedido de recuperação judicial, declarando à Justiça uma dívida de R$ 32,5 milhões, sendo R$ 24 milhões com ações trabalhistas. Só o Sindicato dos Metalúrgicos de Sertãozinho representa cerca de 100 processos de ex-funcionários contra a empresa, sem contar as ações individuais.

Um dos representantes do Sindicato, o advogado Jorge Albuquerque, explicou que o plano de recuperação da Smar prevê o pagamento de 60% dos débitos trabalhistas em 12 parcelas, com a venda de um imóvel da empresa em Sertãozinho, avaliado em aproximadamente R$ 12 milhões. A unidade será leiloada e, caso o leilão não seja suficiente para atingir o valor necessário, a empresa arcará com a completar o restante. “A gente acredita que isso aconteça em três ou quatro meses.”

O restante da dívida com os ex-funcionários será pago em notas promissórias, com bônus de 10%, ou seja, o equivalente a 44%, em até quatro anos após a última parcela dos 60%. As notas serão garantidas por unidades produtivas isoladas (UPIs): duas unidades da Smar ganharão independência e se tornarão ativos da empresa. Isso significa que o lucro dessas UPIs será destinado exclusivamente ao pagamento do plano de recuperação judicial. Posteriormente, essas unidades poderão ser vendidas.

Albuquerque afirmou que o acordo foi positivo para os trabalhadores, tendo em vista que evitou a falência da Smar e garantirá o recebimento dos débitos. “Caso a falência acontecesse, todo mundo perderia. A dívida só aumentaria e os bens continuariam os mesmos. Então, foi um bom negócio, se tudo se concretizar.”

Fornecedores

O advogado da Smar, Fernando De Luizi, explicou que os fornecedores receberão 70% do valor da dívida original corrigidos pela taxa de juros de longo prazo (TJLP), a partir da data de homologação do plano, com carência de 18 meses. A amortização acontecerá da seguinte forma: 1% do débito no primeiro ano, 5% do segundo ao quarto ano, 6% até oitavo ano, 7% no nono e décimo ano, 8% nos dois anos seguintes e 10% até o décimo quinto anos.

Os pagamentos serão trimestrais e feitos através de depósito em conta. “Tudo será pago com a capacidade de caixa da empresa. A Smar continuará ativa e atuando no mercado. Por isso, vai honrar com esse compromisso. O plano viabiliza a continuidade da empresa da forma como ela é hoje”, afirmou De Luizi.

O plano de recuperação judicial depende agora da homologação por parte da Justiça, para que comece a ser executado. (G1 30/09/2014)

 

Commodities Agrícolas

Cacau: Realização de lucros: Os preços do cacau oscilaram sem uma direção definida na bolsa de Nova York e fecharam em queda ontem, em uma nova busca dos fundos por realizar lucros anteriores. Os lotes para março de 2015 fecharam com queda de US$ 5, a US$ 3.259 por tonelada. Após o forte "rali" ocorrido nas últimas semanas diante das especulações em torno dos efeitos da epidemia de ebola nas vendas do cacau, o mercado tem oscilado com movimentos técnicos. Os traders esperam agora novas notícias de fundamento, já que, neste mês, tem início a colheita da safra principal do ciclo 2014/15 na Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa. No mercado doméstico, o preço médio do produto em Ilhéus e Itabuna ficou em R$ 116 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Laranja: Medo de furacão: Apesar do consumo em baixa nos EUA, os futuros do suco de laranja subiram pelo terceiro dia seguido na bolsa de Nova York ontem. Os lotes para janeiro fecharam em US$ 1,46 a libra-peso, alta de 100 pontos. Ainda há sustentação por conta do período de furacões na costa leste dos EUA, pois tempestades já causaram prejuízos à produção da Flórida. Analistas acreditam que o risco de furacões estimula a especulação e que os preços devem continuar altos com o início do inverno e temores sobre geadas. Também há otimismo com o novo personagem de história em quadrinhos "Capitão Citrus", criado para estimular o consumo de suco nos EUA. No mercado interno, o preço da laranja para a indústria apurado pelo Cepea/ Esalq ficou estável em R$ 10,21 a caixa de 40,8 quilos.

Soja: De grão em grão: A perspectiva de uma safra recorde na temporada atual voltou a pesar sobre os contratos de soja na bolsa de Chicago ontem, apesar dos apertados estoques nos EUA na transição de safra. Os lotes da oleaginosa para janeiro de 2015 fecharam em US$ 9,2125 o bushel, queda de 11 centavos. Ontem, o USDA informou que calculou um volume de 2,5 milhões de toneladas do grão na passagem da safra 2013/14 para a 2014/15, abaixo da expectativa de 3,5 milhões de toneladas. Para Pedro Dejneka, da consultoria AGR Brasil, "o USDA deve estar bem confiante no potencial tamanho da nova safra para registrar um número de estoques de passagem tão baixo". No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja em Paranaguá permaneceu estável em R$ 61,17 a saca.

Milho: Milhões em estoque: A indicação de que havia mais milho em estoque nos EUA do que o imaginado e de que as lavouras no país estão em boas condições conduziram os preços do grão ao campo negativo ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para março de 2015 fecharam a US$ 3,335 o bushel, recuo de 5 centavos. O USDA informou ontem que havia 31,38 milhões de toneladas em 1º de setembro, na passagem da safra 2013/14 para a 2014/15. O volume é 50,4% maior que o registrado no mesmo dia do ano passado. No ciclo atual, a colheita está com leve atraso, mas as lavouras estão em condições acima da média para esta época do ano, o que também ajudou a pressionar as cotações. No mercado doméstico, o indicador Esalq/ BM&Bovespa para o milho recuou 0,63%, para R$ 22,02 a saca. (Valor Econômico 01/10/2014)