Setor sucroenergético

Notícias

ALL – Rubens Ometto interessado na transportadora Antônio Grossi

Será que os R$ 8 bilhões de investimentos alardeados por Rubens Ometto, novo controlador da ALL, incluem a compra da Transportadora Antônio Grossi?

O grupo está interessado na compra da empresa gaúcha, que reúne uma frota de 150 caminhões. (Jornal Relatório Reservado 07/10/2014)

 

Kátia Abreu quer que Dilma desonere indústria de máquinas agrícolas

A senadora reeleita Katia Abreu, um dos poucos canais de interlocução entre Dilma Rousseff e o agribusiness, defende que o governo anuncie nos próximos dias medidas de desoneração para a indústria de máquinas agrícolas.

Na sua visão, seria um afago não apenas aos empresários do agronegócio, mas também à bancada ruralista no Congresso Nacional, que soma cerca de 150 nomes. (Jornal Relatório Reservado 07/10/2014)

 

Etanol hidratado acumula perdas de 7% na usina em SP em sequência negativa

Os preços do etanol hidratado no Estado de São Paulo recuaram 7 por cento em pouco mais de um mês, desde que iniciaram uma sequência de baixas semanais consecutivas, com distribuidoras abastecidas e retraídas nos negócios, apontou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta segunda-feira.

O preço médio do etanol hidratado (usado nos carros flex) recuou 2 por cento somente na última semana, para 1,1457 real por litro (sem impostos) na usina, segundo o Indicador Cepea/Esalq.

Pelo lado da oferta, poucas usinas estiveram no mercado nos últimos dias, e as ativas acabaram cedendo a valores menores, disse o Cepea.

Algumas unidades, por necessidade de fazer caixa ou liberar espaço nos tanques, acabaram ofertando volumes um pouco maiores em setembro, pressionando as cotações.

O preço do etanol anidro (misturado à gasolina) caiu para 1,3181 real/litros na usina, baixa semanal de 1,4 por cento e de 2,66 por cento desde meados de setembro, quando iniciou uma sequência semanal negativa.

As baixas registradas na usina são repassadas com algumas semanas de atraso para os consumidores, nos casos em que esse repasse é feito. (Reuters 06/10/2014)

 

Dilma diz que investidores podem fazer tudo, mas não ganham eleição

A presidente Dilma Rousseff (PT), que disputará o segundo turno da eleição presidencial contra o candidato Aécio Neves (PSDB), afirmou nesta segunda-feira que "investidores podem fazer tudo, mas não ganham uma eleição".

O comentário veio em resposta ao questionamento de um repórter sobre a reação eufórica nos mercados financeiros locais à votação expressiva de Aécio obtida no primeiro turno.

"Eu desconfio que os investidores podem fazer tudo, mas não ganham uma eleição. Quem ganha e vota no Brasil chama-se povo brasileiro", afirmou.

A presidente é alvo de fortes críticas no mercado financeiro, que prefere a política econômica mais ortodoxa prometida por Aécio.

Nesta segunda, a Bovespa chegou a subir 8 por cento e o dólar a cair mais de 3 por cento ante o real, em reação ao resultado da votação no domingo. O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, terminou o dia em alta de quase 5 por cento e a moeda norte-americana fechou em baixa de 1,43 por cento.

Na votação de domingo, Dilma teve 41,6 por cento dos votos válidos, ou quase 43,3 milhões, enquanto Aécio ficou com 33,6 por cento, o equivalente a 34,9 milhões. A candidata Marina Silva (PSB) teve 21,3 por cento (22,2 milhões de votos). (Reuters 06/10/2014)

 

Cosan Logística estréia em alta na bolsa e ALL recua

As ações da Cosan Logística estrearam ontem na bolsa e, na abertura, figuraram como a maior alta do Ibovespa (valorização de 13% sobre o preço inicial). No fim do dia, os papéis encerraram a R$ 4,20 (alta de 5,79%). O principal índice da bolsa subiu 4,72%.

O volume do papel movimentado foi elevado, de R$ 73 milhões, superando o giro de boa parte das empresas que compõem o Ibovespa. Conforme esperado por analistas, a estreante mexeu com os papéis da ALL, que não acompanharam a alta da bolsa. As ações da empresa de transporte ferroviário recuaram 1,40%, para R$ 6,33.

Tanto ALL como Cosan Logística são veículos para o mesmo ativo: participações na empresa resultante da fusão entre Rumo e ALL. Apesar de ver espaço para forte alta dos papéis da ALL até o fim de 2015, o Brasil Plural aponta que a Cosan Logística ainda deve ser negociada com desconto contra os papéis do grupo de ferrovias.

Na última semana, o BTG apontou que havia grande quantidade de investidores "vendidos" em ações da ALL, apostando na queda dos papéis. Para o Santander, o preço-alvo dos papéis da nova empresa do grupo Cosan é de R$ 6,20.

Os papéis da Cosan "original", que agora concentram os ativos do grupo no setor de energia, subiram 6,98%, para R$ 36,13. (Valor Econômico 07/10/2014)

 

Dreyfus injeta R$ 100,6 milhões no negócio de suco no Brasil

A francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC), uma das maiores empresas do setor de agronegócios do mundo, fará um aumento de capital em seu negócio de suco de laranja no Brasil. A companhia aprovou no início deste mês um aporte de R$ 100,6 milhões na LDC Agroindustrial, que reúne seus ativos citrícolas no país. Na ata da assembleia extraordinária que definiu a injeção, publicada no Diário Empresarial de São Paulo na semana passada, não foi informado o destino dos recursos. Procurada, a multinacional não concedeu entrevista.

Em 2013, o negócio de suco de laranja da companhia apresentou resultados negativos, refletindo o momento também ruim da commodity no mercado internacional, que há anos padece de uma demanda global decrescente. A receita líquida da LDC Agroindustrial cresceu 9,1% no ano, para R$ 1,198 bilhão, mas despesas operacionais 32,9% maiores (R$ 117,4 milhões) minaram o desempenho na múlti no segmento. O resultado líquido foi negativo em R$ 95,5 milhões, apenas um pouco abaixo do prejuízo que já havia sido registrado em 2012 (R$ 114,6 milhões).

Ainda assim, a divisão que reúne os negócios de suco de laranja no país conseguiu diminuir seu endividamento bancário em 11,9% na mesma comparação, para R$ 1,4 bilhão. No entanto, a parcela da dívida com bancos, de vencimento em até 12 meses, avançou de R$ 794,5 milhões, no fim de 2012, para R$ 959 milhões um ano depois.

Ao considerar todos os negócios da companhia no país - reunidos na Louis Dreyfus Commodities Brasil, com exceção da operação sucroalcooleira, que está sob o guarda-chuva da Biosev -, o desempenho também não foi muito diferente. Em 2013, o prejuízo líquido consolidado foi de R$ 131,6 milhões, ante perda de R$ 95,3 milhões no ano anterior. Isso apesar do crescimento de 24% na receita líquida, para R$ 13,9 bilhões.

Globalmente, os números da controladora Louis Dreyfus Commodities foram positivos, apesar de mais baixos que em 2012. No ano passado, a companhia obteve lucro líquido de US$ 640 milhões, 34% menor que o obtido em 2012, apesar de as vendas terem crescido 11%, para US$ 63,6 bilhões. Nos primeiros seis meses de 2014, o desempenho da controladora deu sinais de avanço. Segundo balanço publicado no mês passado, seu lucro líquido global ficou estável em US$ 260 milhões em relação ao mesmo período de 2012 e a receita líquida registrou incremento de 16%, para US$ 33,7 bilhões. (Valor Econômico 07/10/2014)

 

Agronegócio deve seguir dividido no 2º turno, avalia Roberto Rodrigues

O ex-ministro da Agricultura e diretor do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (GV Agro), Roberto Rodrigues, avaliou nesta segunda-feira, 06, que o agronegócio deve seguir dividido no segundo turno. "É outra eleição e vamos ver o que vai virar. O Aécio (Neves) deu uma arrancada impressionante nessa fase final, está em processo ascendente, mas o cenário ainda é incerto", disse Rodrigues, eleitor declarado do senador do PSDB.

Rodrigues lembrou que Dilma Rousseff (PT) terá o apoio da senadora e líder ruralista Kátia Abreu (PMDB-TO), reeleita neste domingo e apontada por ele como futura ministra da agricultura caso a presidente tenha um segundo mandato. "Acho também que os produtores da fronteira agrícola devem apoiar Dilma, pois são muito gratos a ela pelo apoio nos financiamentos rurais", disse o ex-ministro, se referindo aos agricultores do Centro-Norte do País.

Já a posição do setor sucroenergético, cuja maioria das lideranças apoiou Marina Silva (PSB) no primeiro turno, ainda é incerta na avaliação de Rodrigues. "Não sei como vai ser, mas é um setor que está aborrecido com Dilma", concluiu o ex-ministro, que preside o conselho deliberativo da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). (Agência Estado 06/10/2014)

 

Venda de tratores cai 16% e de colheitadeiras 23% no ano

A indústria de máquinas e equipamentos agrícolas continua vendendo menos neste ano, o que tem levado algumas a fazer ajustes no quadro de trabalhadores.

As vendas recuaram para 43 mil unidades até setembro, segundo a Anfavea (associação do setor). Esse número registra queda de 16% no ano.

Colheitadeiras

O período não tem sido bom também para a indústria de colheitadeiras neste ano. As vendas caíram 23% até setembro, ante igual período de 2013. Foram vendidas 4.364 unidades nos nove primeiros meses. (Folha de São Paulo 07/10/2014)

 

Manifesto une intelectuais pró-Marina e pró-Aécio

Documento foi produzido antes do resultado do primeiro turno.

SÃO PAULO- Antes mesmo do resultado das urnas, intelectuais ligados aos candidatos Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) assinaram um manifesto de apoio mútuo num eventual segundo turno, em nome da "unidade das oposições".

A ação foi articulada por dois professores da USP: o economista José Eli da Veiga, do Instituto de Energia e Meio Ambiente e apoiador de Marina, e o cientista político José Álvaro Moisés, simpático a Aécio. Cerca de 200 apoiadores dos dois candidatos aderiram ao manifesto, que teve versão ampliada após a decisão de domingo.

A versão inicial trazia os nomes de Aécio e Marina. Assinaram todos que estavam dispostos apoiá-los, não importa qual fosse o resultado, explicou Veiga.

Defensor da candidatura de Marina em 2010 e também este ano, o economista citou mudanças no cenário político atual e o de quatro anos atrás, que teria motivado sua decisão.

Em 2010, Serra e Dilma ficaram fazendo uma competição para ver quem era mais carola. Além disso, o governo Lula tinha sido bom. Se a neutralidade facilitava a eleição de Dilma, não me parecia, naquela ocasião, uma coisa ruim o PT vencer . Agora é diferente. Dilma desarrumou a casa, deu tudo errado, afirmou Veiga, reclamando da desvalorização da política de produção de etanol e dos critérios para empréstimos do BNDES.

Assinam também o manifesto artistas e lideranças de organizações da sociedade civil. Entre eles estão o cientista político Francisco Weffort, o historiador Bóris Fausto, do Instituto FHC, e o poeta Antonio Cícero.

Ainda aderiram ao documento aliados de Marina, como a socióloga Maristela Bernardo e o filósofo José Arthur Gianotti. Ex-tucano, o filósofo vinha criticando o PSDB nos últimos dias, por considerar que o partido não teria conseguido se articular como oposição aos governos do PT.

Embora considere "natural"o apoio de outros auxiliares importantes de Marina, como Walter Feldman e Ricardo Young, Veiga disse acreditar ser difícil convencer integrantes da Rede a apoiar Aécio.

Tem uma garotada que provavelmente, vai estar pelo voto nulo, eles são mais PSOL do que qualquer outra coisa disse.

No texto, os apoiadores afirmam apoiar Aécio "porque a sociedade quer mudanças" e "para dar um basta à convivência com a corrupção e retrocessos". (O Globo 07/10/2014)

 

Entidades do agronegócio comentam resultado do primeiro turno para presidente

Maioria dos representantes do agronegócio está satisfeito com a votação e otimista quanto à atenção do futuro presidente ao setor.

A batalha pela presidência da República, no segundo turno das eleições 2014 gera incertezas para as entidades que representam o agronegócio. A grande dúvida é sobre qual vai ser a postura dos candidatos e se os grandes temas vão de fato entrar no debate. As lideranças rurais esperam que, a partir de agora, a campanha saia do campo dos marqueteiros que desconstroem os adversários e entre no debate das propostas.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) comemorou a vitória de deputados federais e estaduais em todos os Estados brasileiros, que tiveram apoio da entidade. Agora, na disputa final para a presidência da República, ele espera que a Economia, as questões sociais e as reformas tributária, eleitoral e agrária façam a diferença.

– Que possam prevalecer as propostas, as grandes idéias e aquilo que é melhor para os trabalhadores da população brasileira – disse Alberto Broch, presidente da Contag.

Para a Organização das Cooperativas do Brasil, o resultado do primeiro turno foi satisfatório. Para o segundo turno, a entidade espera que os candidatos levem em consideração o documento com o raio-x do setor, que foi entregue durante a campanha.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) confia no peso do setor e no crescimento da economia brasileira, e segue dialogando com os candidatos .

– A entidade é totalmente apolítica, temos conversado, evidentemente junto com as confederações da indústria e da agricultura, com os candidatos, e nós confiamos bastante no peso específico do setor automotivo na economia, para que o setor continue a ser ouvido pelo próximo presidente – afirmou Luiz Moan Yabiku Jr., presidente da Anfavea.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, se mostrou tranquilo com o futuro do setor para os próximos quatro anos. Ele acredita que os candidatos estão mais conscientes sobre a importância do agronegócio para o Brasil.

– Há uma tranquilidade do setor, no sentido que o agronegócio passará a ter mais apoio do que teve até agora. Aliás, um terço das riquezas, das exportações e também da riqueza nacional está exatamente no agro, que foi o grande vencedor, que gerou saldo na balança comercial. Ano passado, foram US$ 80 bilhões líquidos, carregando outros setores nas costas. Essa consciência já está na alma dos candidatos que disputam o segundo turno das eleições – garantiu Turra. (Rural BR 06/10/2014 às 20h: 45m)

 

Áreas de café e açúcar do Brasil ficarão secas nas próximas 2 semanas

As áreas de café e cana-de-açúcar do cinturão produtor do Sudeste brasileiro deverão continuar secas em sua maioria nos próximos 15 dias, e só depois disso receberão níveis normais de precipitações, ao final de outubro, disseram meteorologistas nesta segunda-feira.

Os contratos futuros do açúcar e do café, negociados na bolsa de Nova York, tiveram forte alta nesta segunda-feira, em meio a preocupações sobre a previsão climática para as regiões produtoras nas próximas duas semanas e seus impactos para a safra de 2015.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar e café.

As temperaturas esfriaram nas principais regiões de cultivo de café e de cana do país, em São Paulo, Minas Gerais e Paraná, durante a semana passada, devido a uma frente fria que trouxe um pouco de umidade isolada para a região, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

"Nós não estamos prevendo chuva em São Paulo ou Minas Gerais na maior parte desta semana. Haverá alguma chuva no sul de Minas na quarta-feira, mas ela vai ser isolada", afirmou a meteorologista Elena Turon Balbino, do Inmet, vinculado ao Ministério da Agricultura.

Ela disse que uma massa de ar seco e quente está sobre a principal região de cana e café, impedindo por ora a chegada de chuvas mais generalizadas.

"Esta massa está se movendo lentamente para o oceano e esperamos que as chuvas da primavera voltem, vemos precipitação normal a partir do final de outubro", disse Elena.

Previsões da norte-americana Commodity Weather Group também indicam duas semanas de clima mais seco do que média sobre a região do café.

A companhia de insumos agrícolas Syngenta também disse em sua análise climática a clientes que as chuvas no centro-sul permaneceriam irregulares na primeira quinzena de outubro, mas acrescentou que espera que padrões normais de precipitação retornem antes de novembro.

Na maior parte do cinturão do café, as floradas não vão ocorrer até que as chuvas retornem nas próximas semanas. O tamanho da floração vai definir o potencial produtivo da safra 2015.

A colheita de cana atual está em suas últimas semanas, com algumas usinas já tendo encerrado a temporada de moagem, contando com o tempo mais seco ao longo do ano.

A severa seca no primeiro trimestre de 2014, num período que deveria ser mais chuvoso, atingiu o cinturão de café e cana, afetando mais de 10 por cento da produção de ambas as culturas.

Os mercados continuam acompanhando o retorno das chuvas para a região, que definirão o cenário para a colheita das duas safras do ano que vem. (Reuters 06/10/2014 às 14h: 18m)

 

Chuvas previstas para a primeira quinzena de outubro desapontam produtores

Semeadura nas áreas mais secas do Sudeste e Centro-Oeste só deve ser possível a partir do dia 20.

Depois de um fim de setembro com chuva frequente, porém na forma de pancadas, outubro começa com tempo bem mais seco e temperaturas mais baixas. Nos primeiros cinco dias do mês, os maiores acumulados, em torno dos 50 milímetros, se concentraram apenas sobre as regiões Sul e Norte do país.

No último fim de semana, os volumes foram mais elevados em algumas cidades como São Borja (RS), que acumulou mais de 100 milímetros. A umidade do solo permanece elevada nos três Estados da região Sul, mas diminui rapidamente quando observamos os Estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e a região Nordeste.

A primeira quinzena de outubro será marcada pelo tempo seco no Sudeste, Centro-Oeste e interior do Nordeste, algo que provavelmente forçará a interrupção de eventuais atividades de plantio de grãos.

– A chuva precisa se estabilizar mais para que os produtores destas regiões possam iniciar a semeadura sem grandes receios de perder o trabalho – afirma o previsor da Somar Meteorologia Celso Oliveira.

Segundo ele, o “sinal verde” da semeadura só serve para aquelas fazendas que receberam muita chuva nos últimos dias e têm umidade no solo suficiente para enfrentar os próximos 10 dias de tempo seco sem perda da semente.

– Para os produtores que não receberam chuva, as estimativas dos modelos numéricos de previsão do tempo estão indicando a volta da umidade para meados do dia 20 – finaliza.

Já na região Sul, especialmente sobre o centro, oeste e sul do Rio Grande do Sul (área de produção de arroz), as próximas duas semanas serão caracterizadas pelas chuvas frequentes e com elevado acumulado.

No leste do Nordeste, uma frente fria traz chuva forte à área produtora de cana-de-açúcar nesta semana, porém a precipitação deverá perder força a partir de 11 de outubro. Com a ausência de frentes frias sobre a maior parte do país, a expectativa é de baixa umidade relativa do ar e aumento significativo da temperatura. Espera-se, portanto, a formação de uma nova onda de calor, algo que deverá prosseguir até perto do dia 20 de outubro. (Rural BR 06/10/2014 às 17h: 51m)

 

Uma nova safra de serviços para atender ao agronegócio

Um dos setores de maior peso na economia nacional, o agronegócio vem atraindo a atenção de grandes companhias do mercado de tecnologia, como SAP e a brasileira Totvs. À parte desse movimento, no entanto, uma safra de companhias novatas espera colher bons frutos com a oferta de aplicações de nicho. E nesse caminho, os limites não estão restritos ao Brasil.

Com modelos que privilegiam a entrega de software na nuvem e o uso de dispositivos móveis, essas start-ups investem em tecnologias para o aumento da produtividade e a redução de custos em diversas culturas no campo. "O setor tem muitos problemas para resolver e ainda possui pouca oferta especializada na ponta", diz Luiz Tangari, cofundador da Strider. "E, ao contrário de outras indústrias, nós conseguimos vender nosso produto em qualquer mercado. Ele pode ser aplicado tanto numa fazenda no Brasil como nos Estados Unidos, na Austrália e na Ucrânia".

Criada em 2013, a Strider desenvolveu um software para o controle e o monitoramento de pragas. A solução permite que um técnico vá a campo, munido de um tablet, para coletar dados dessas ocorrências, com o auxílio de geolocalização. As informações são apresentadas em um portal, que pode ser acessado a quilômetros de distância por um especialista. Dotado de componentes analíticos, o software gera mapas de calor, gráficos e outros recursos visuais para identificar precisamente as áreas que necessitam da aplicação de defensivos agrícolas. "A ideia é agilizar a tomada de decisão e estimular o uso racional de defensivos. Hoje, o Brasil é o maior mercado do mundo nessa esfera", diz Tangari. "Mas há um grande desperdício. Para soja, os defensivos representam um terço do custo total de produção. Em algodão, mais de 50%. Nossa estimativa é reduzir o custo em uma faixa de 15% a 20%", observa. Em 2013, o mercado brasileiro de defensivos agrícolas movimentou um total de US$ 11 bilhões.

Com atuação desde março, a Strider tem uma carteira de 40 clientes e 110 mil hectares monitorados no país nas culturas de algodão, soja, cana-de-açúcar, laranja e café. Um dos próximos passos é a inclusão de sensores na oferta, para medir fatores que influenciam a eficácia dos defensivos, como vento, temperatura e umidade do ar.

A empresa acaba de receber um aporte de R$ 5 milhões. A cifra será destinada à ampliação da presença em cada uma das regiões de atuação no país. A Strider também prepara a entrada no mercado norte-americano, a partir de abril de 2015. Como base para essa expansão, a companhia já desenvolveu projetos-piloto com produtores locais.

No mercado desde 2012, a Agroinova tem uma proposta semelhante. A empresa desenvolveu um software para o setor de criação de peixes. O principal foco é somar inteligência e precisão à distribuição de ração nesse processo. "Hoje, na piscicultura, o consumo de ração representa de 70% a 80% do custo de produção", diz Adriano Romero, sócio-fundador da Agroinova.

A oferta traz sensores que captam dados como temperatura e acidez da água. Essas informações são enviadas para um tablet ou um smartphone. Um aplicativo gera informações como a quantidade exata de distribuição diária da ração, além de painéis com dados como curva de ganho de peso e a integração com sistemas de custos de produção e de gestão de estoque.

Com uma redução média de 20% nos custos, a Agroinova tem cerca de 50 clientes, cujas produções mensais variam entre 20 toneladas e 150 toneladas. Um dos focos no curto prazo é ampliar a estrutura comercial. Para ajudar nessa frente, a empresa está negociando uma rodada de investimento.

A companhia também está diversificando seu portfólio com a adaptação de sua oferta para o segmento de pecuária, na produção de leite. A solução será lançada em novembro, mas já tem projetos-piloto com 100 clientes. Para escalar essa vertente, uma das armas será uma parceria de distribuição com uma grande empresa de saúde animal, de nome não divulgado.

Os formatos não estão restritos à produção. Com lançamento nesse mês, o E.Gado é um marketplace que reúne compradores e vendedores de gado. A partir da análise de perfis, a ideia é conectar perfis semelhantes nessas pontas. A start-up receberá 4% de comissão sobre cada transação.

Com a meta de atingir 500 usuários até o fim de 2015, a plataforma é um trampolim para a principal negócio do E.Gado - a realização e a transmissão de leilões via internet. "Hoje, o leilão presencial é muito caro e têm alcance limitado à região do produtor", diz Gabriel Rissoni, CEO do E.Gado.

Além de uma redução estimada de 80% nos custos, a maior rentabilidade é outro gancho. Um dos recursos será um período de 30 dias de pré-lance antes do leilão. A receita do E.Gado virá de taxas que variam de 1% a 5% sobre o faturamento total do evento. "O objetivo para 2015 é expandir esse modelo para outros mercados da América Latina. E para isso, estamos conversando com investidores". (Brasil Econômico 06/10/2014)

 

Safra recorde de milho nos EUA vira pilha de problemas para operadores logísticos

Parte da produção será estocada ao ar livre, segundo produtores.

A safra de milho nos EUA deste ano será de 366 milhões de toneladas

A safra gigante de milho que começa a ser colhida no Meio-Oeste dos Estados Unidos deverá sobrecarregar armazéns e ser, em parte, estocada ao ar livre, disseram fontes da indústria, elevando preocupações quanto à qualidade dos grãos em um cenário onde também será mais difícil movimentar os estoques.

A safra recorde de milho deste ano, de 14,4 bilhões de bushels (366 milhões de toneladas), já seria suficiente para encher 60 por cento da capacidade de armazenagem do país, de 24 bilhões de bushels.

No total, com uma safra também recorde de soja e grandes colheitas de outros grãos, incluindo trigo de primavera, haverá cerca de 20 bilhões de bushels de grãos recém-colhidos necessitando armazenagem. O volume soma-se também a 3,5 bilhões de bushels já armazenados, segundo relatório do Departamento de Agricultura (USDA) referente à 1º de setembro.

A Andersons, uma importante operadora logística de grãos de Toledo, Ohio, já está estocando grãos em seus silos no Tennessee e em Estados do Meio-Sul, mesmo antes de a colheita ganhar ritmo no cinturão de grãos mais ao norte do país, disse o diretor executivo Hal Reed.

"Nós ainda acreditamos que as produtividades vão continuar subindo, acima das estimativas oficiais do USDA. A safra de milho é a melhor que eu já vi", afirmou.

O excedente de milho muitas vezes é mantido temporariamente em pilhas de 5 mil toneladas ou mais, cobertas por lonas, aguardando pelo transporte em trens ou barcaças, mas neste ano tem sido difícil contratar frete, uma vez que o petróleo de xisto compete por espaço nas ferrovias.

"Haverá pilhas e mais pilhas. A enxurrada vai começar perto de 20 de outubro", quando a armazenagem nas fazendas em Iowa deverá estar praticamente lotada, disse Charles Hurburgh, um especialista em qualidade de grãos da universidade Iowa State.

O desafio será preservar a qualidade dos grãos que ficarem no chão, mantendo-os a salvo para posterior uso por processadores de alimentos, produtores de ração e etanol e para a exportação.

Os comerciantes de grãos precisam garantir que o milho esteja seco à taxa de 13 por cento de umidade antes da estocagem. Os grãos também precisam ser adequadamente aerados durante os meses em que estiverem no chão, para prevenir danos e a proliferação de toxinas.

A soja, precificada por seu conteúdo de óleo e colhida antes do milho, deverá ser vendida assim que sair das lavouras, diferentemente do milho, um grão mais resistente e que pode ser secado ao ar livre, o que faz com que os produtores economizem nas taxas de uso de secadores.

"Mesmo que algumas pessoas digam que você pode guardar milho com 17 a 18 por cento de umidade, colocar aeradores e mantê-lo, a experiência diz que nem sempre isso funciona", disse Joe Christopher, um comerciante de Nebraska.

Comerciantes de grãos deverão forçar muitos agricultores a aceitar contratos de "precificação deferida", que permitem aos operadores assumir a posse dos grãos, o que permite a movimentação do produto para melhor gerenciamento de espaço.

No entanto, ainda há o problema de escoamento do grão, em meio a uma alta dos preços de frete ferroviário, já que não há apenas a competição entre tradings agrícolas mas também com a indústria de petróleo de xisto em diversas regiões, especialmente nas Dakotas.

"Vai ficar congestionado nas fazendas, vai ficar congestionado nos silos e vai ficar congestionado em uma porção de lugares. Vai ser um problema de verdade", disse Stephen Nicholson, analista do Rabobank. (Reuters 06/10/2014 às 13h: 16m)

 

Marina vai anunciar apoio a Aécio no 2º turno

Um dia após ter ficado fora da disputa pela Presidência da República, Marina Silva (PSB) começou a calibrar o discurso e negociar o formato do anúncio de seu apoio a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições.

A ex-senadora estuda a melhor maneira de se colocar ao lado do tucano sem parecer incoerente com a postura de "nova política" que defendeu durante a campanha e enumera pontos de seu programa de governo que pedirá que sejam incorporados pela candidatura do PSDB.

A reforma política, com o fim da reeleição, a educação em tempo integral e a sustentabilidade estão entre os itens colocados à mesa pela ex-senadora. Todos eles já aparecem contemplados no programa de governo tucano.

Nesta segunda (6), Marina reuniu seus principais aliados no apartamento em que se hospeda em São Paulo. Ouviu a opinião de todos mas deixou claro que, caso não haja consenso entre o PSB, partido que a abriga desde outubro de 2013, e a Rede Sustentabilidade, seu grupo político, tomará uma posição individual pró-Aécio.

"A avaliação é que não dá para ter mais quatro anos desse governo. Isso é ponto pacífico. O nosso compromisso é com o movimento de mudança", disse João Paulo Capobianco, um dos mais próximos assessores de Marina.

Um dos trunfos de seu discurso, avalia a pessebista, é o eventual apoio da viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, a Aécio. A fidelidade à família e ao legado do ex-companheiro de chapa, morto em 13 de agosto, justificaria a aliança.

Segundo a Folha apurou, Renata começou nesta segunda consulta a aliados para formular seu discurso em favor de Aécio. O irmão do ex-governador, Antônio Campos, declarou voto no tucano em sua página do Facebook, mas ressaltou que aquela era uma posição pessoal.

A Rede marcou reunião para a noite de terça-feira (7), em São Paulo, na qual deve se comprometer com a mudança, mas liberar seus filiados para escolher entre Aécio e Dilma Rousseff (PT). Já o PSB convocou encontro em Brasília na quarta-feira (8) para definir o futuro político do partido no segundo turno.

O presidente nacional da sigla, Roberto Amaral, defendia apoio à petista, mas tem dito que "às vezes um reacionário pode ser um avanço", em referência ao candidato do PSDB. O anúncio oficial deve sair na quinta-feira (9).

APROXIMAÇÃO TUCANA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deflagrou nesta segunda a ofensiva para conquistar o apoio de Marina e do PSB a Aécio, como antecipou a Folha.

FHC e integrantes da cúpula tucana procuraram marineiros para construir a ponte entre as candidaturas.

A ex-senadora, por sua vez, telefonou a Dilma e a Aécio para parabenizá-los pelo desempenho na campanha, mas não tratou de apoio.

O tucano confirmou ter falado com a pessebista, mas disse que aguarda o "tempo de cada um" para definições de apoio e que vê mais "convergências" do que divergências" entre seu programa de governo e o de Marina.

Interlocutores da ex-senadora afirmam que também foram procurados por petistas. Marina, porém, está refratária à campanha do PT que, desde o início de setembro, investiu na desconstrução de sua imagem, o que acarretou em sua queda nas pesquisas. Antes favorita, a candidata do PSB terminou a disputa em terceiro lugar, com 22,1 milhões de votos.

ONDE ELES CONCORDAM

1) Acabar com a reeleição e elevar mandato para cinco anos

2) Diminuir o número de impostos e simplificar regras do ICMS; rever represamento de preço da gasolina para recuperar setor de etanol

3) Rever subsídios ao setor produtivo, como os empréstimos do BNDES, e acabar com a estratégia de "campeões nacionais"

4) Redução no número de ministérios e metas de desempenho para avaliação do setor público

ONDE ELES DIVERGEM

1) Marina propôs a independência do Banco Central garantida por lei; Aécio entende que isso não é preciso

2) Marina recuou da proposta de baixar a meta de inflação para 3%, que foi agora encampada pelos tucanos

3) Marina defende 10% da arrecadação bruta para a saúde; Aécio não propõe vinculação de gastos com a saúde

4) Marina defende antecipar meta de gastos de 10% do PIB com educação; Aécio não faz menção a isso

O QUE DIZEM OS ALIADOS

"Não temos a tradição de ficar em cima do muro"

ROBERTO AMARAL, presidente do PSB

"Confesso que é muito difícil pensar em votar na Dilma depois do que sofremos"

BETO ALBUQUERQUE, vice na chapa de Marina, derrotada no 1º turno

"A avaliação é que não dá para ter mais quatro anos desse governo. Isso é ponto pacífico. O nosso compromisso é com o movimento de mudança" (Folha de São Paulo 07/10/2014)

 

Platform Specialty em negociações para adquirir a Arysta LifeScience

A Platform Specialty Products, empresa de produtos químicos detida em parte pelo investidor William Ackman, está em negociações avançadas para adquirir a rival Arysta LifeScience por cerca de US$ 3,5 bilhões, incluindo dívidas, de acordo com fonte familiar ao assunto.

Um acordo entre as duas companhias poderia ser alcançado nas próximas semanas, disse a fonte.

O presidente do conselho de administração Martin E. Franklin and o bilionário Nicolas Berggruen fundaram o que é agora a Platform Specialty, uma empresa de “fachada”  que colocou suas ações na bolsa de Londres no ano passado. 

Os acionistas na companhia incluem fundos de hedge como o Pershing Square Capital Management LP, que detém 24% de participação. A Platform agora está listada na bolsa de Nova York.

A Arysta produz fungicidas, herbicidas e inseticidas. A companhia foi criada em 2001 quando dois negócios de produtos químicos foram separados da trading japonesa e fundidos. Em 2008, a Arysta adquiriu a firma Permira por cerca de US$ 2,2 bilhões.

A Arysta, cuja sede agora é em Dublin, na Irlanda, está encaminhando documentos aos órgãos reguladores dos EUA com o objetivo de lançar as bases de uma oferta pública inicial de ações.

Martin E. Franklin, da Platform, tem em sua história a construção de companhias por meio de aquisições e mantém em segredo sua intenção de replicar na Platform o que fez com sua empresa de produtos de consumo Jarden Corp.

A Platform também tem feito aquisições. No ano passado, a empresa pagou cerca de US$ 1,8 bilhão pela MacDermid Inc., que faz produtos químicos especiais para usos industrial e eletrônico. Em abril, a Platform fez acordo para comprar a Chemtura Corp, de produtos químicos voltados à agricultura, por cerca de US$ 1 bilhão. A companhia também adquiriu o grupo de agroquímicos Agriphar.

Mas a aquisição da Arysta seria a maior da Platform, o que faria dobrar o valor de mercado da empresa.

A Arysta, que oferece cerca de 3,6 mil produtos, teve vendas de US$ 1,5 bilhão em 2013. No período, a empresa registrou prejuízo de US$ 93 milhões. (Dow Jones 07/10/2014)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Estímulos externos: Os futuros do açúcar demerara subiram ontem em Nova York na esteira da disparada do café (ver página B11) e da animação que tomou conta dos mercados com o resultado do primeiro turno das eleições no Brasil. Os lotes para maio de 2015 fecharam em alta de 46 pontos, a 17,16 centavos de dólar por libra-peso. Os investidores acreditam que uma vitória de Aécio Neves mudaria a política para o setor sucroalcooleiro. A ida do tucano ao segundo turno também derrubou o dólar ante o real, o que reduziu a disposição das usinas em ofertar açúcar no mercado. Além disso, os operadores avaliam que houve forte queda da moagem de cana e da produção de açúcar na segunda metade de setembro. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o cristal em São Paulo subiu 0,78%, a R$ 46,43 a saca de 50 quilos.

Cacau: Aposta na demanda: A possibilidade de a demanda industrial por cacau ter reagido no segundo trimestre deu fôlego às cotações futuras da amêndoa ontem. Os papéis para março na bolsa de Nova York subiram no pregão de ontem US$ 22, a US$ 3.058 a tonelada. Traders aguardam para a próxima semana a divulgação dos dados de processamento na Europa. Na semana passada, a manteiga de cacau subiu 8,3%. O surto de ebola, por sua vez, não tem provocado novas compras especulativas, mas as notícias sobre o avanço da epidemia tanto na África como em outros continentes estão no radar dos traders. No mercado interno, o preço médio recuou R$ 1, para R$ 108 a arroba nas praças de Ilhéus e Itabuna (BA), de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Forte alta: As cotações da soja abriram a semana em disparada na bolsa de Chicago, sob influência da valorização do café na bolsa de Nova York e de incertezas sobre os ritmos de colheita nos EUA e de plantio da oleaginosa no Brasil. Os lotes para janeiro avançaram 30 centavos, a US$ 9,505 por bushel. A alta do café arábica influenciou o mercado futuro de quase todas as commodities agrícolas ontem. Na soja, a sustentação também veio da percepção, confirmada depois pelo USDA, de que as chuvas no Meio-Oeste dos EUA atrasaram a colheita da safra 2014/15. No Brasil, a falta de umidade em algumas regiões também mantém os traders cautelosos. No mercado interno, a soja no oeste da Bahia foi negociada por R$ 51,90 a saca, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Milho: Atraso na colheita: Em um dia de valorização de todas as commodities agrícolas, o milho teve alta expressiva ontem na bolsa de Chicago. Os contratos do cereal para março fecharam a US$ 3,4525 o bushel, alta de 9 centavos. Houve influência da disparada do café arábica em Nova York e da preocupação com os atrasos na colheita nos EUA por causa das chuvas na semana passada. Após o pregão, o USDA informou que os trabalhos estão atrasados em 15 pontos percentuais ante a média histórica. Por outro lado, a qualidade das lavouras manteve-se estável na semana passada. Geralmente, há uma deterioração conforme a colheita avança. As chuvas devem voltar ao Meio-Oeste americano no fim desta semana. No mercado interno, o indicador Esalq/ BM&FBovespa pra o milho caiu 0,18%, para R$ 21,94 a saca. (Valor Econômico 07/10/2014)