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Dilma precisa que Lula volte a ser Lula

Para muitos, nunca houve PT vs. PSDB, mas, sim, Lula contra Fernando Henrique Cardoso. Neste caso, se o sexto round disputado entre ambos desde 1994 terminasse agora, FHC venceria por pontos. Até o momento, o tucano vem ganhando o duelo como principal cabo eleitoral desta campanha.

Por ora, Lula não achou o tom. Não colou em Dilma tanto quanto prometia e, quando o fez, deixou a desejar. Na avaliação da própria campanha petista, suas três últimas aparições com a presidente da República em eventos públicos foram desoladoras.

No encontro com artistas realizado no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, em meados de setembro, Lula chegou a constranger a militância com o excesso de piadas sem graça. Foi de se estranhar também sua ausência na plateia no último debate entre os candidatos, na quinta- feira passada.

Em contrapartida, a presença de FHC nos estúdios permitiu a Aécio cumprimentá-lo ao vivo, em uma mesura calculada e oportunista, feita em causa própria. No núcleo de campanha de Dilma Rousseff, a expectativa é que Lula se aprume.

João Santana e Franklin Martins não enxergam nas hostes petistas nenhum outro personagem capaz de vocalizar o discurso de que a oposição está emporcalhando a disputa eleitoral. Em suas falas, Dilma não transmite a veemência e a indignação necessárias para responder à altura às acusações de malfeitorias do governo.

Falta-lhe aquela cólera dos políticos de nascença, que bradavam as palavras como se desferissem raios. Os próprios marqueteiros de Aécio identificaram que ela se sai mal quando é obrigada a se expor numa situação de agressividade.

No vídeo, Dilma aparenta ser mais mal-humorada do que zangada. Não por acaso, Aécio treinará insistentemente situações de ataque para os próximos debates televisivos, o que só aumenta a necessidade de Lula voltar à velha e boa forma. É hora de chamar a cavalaria para pelejar junto com a presidenta.

Do seu lado, FHC tem demonstrado que a UDN está no seu sangue, assim como corria nas veias de seu pai, o general Leônidas Cardoso. Desde o início da campanha, o ex-presidente comprou e disseminou a tese da criminalização do PT.

Na última segunda-feira, no mais ferino e destrutivo estilo Carlos Lacerda, o corvo deu mais uma de suas bicadas ao dizer que a expressiva votação de Dilma veio dos eleitores mal informados. FHC vale-se ainda do dom da onipresença. Diferentemente de Lula, ele está em todos os lugares: escreve artigos, dá palestras, concede entrevistas, mantém intensa aparição em eventos políticos.

Talvez o melhor debate desta campanha fosse entre os dois líderes partidários, que tão bem caracterizam as linhas políticas hegemônicas nesse país.

Seria notável ver novamente e a esta altura do campeonato ambos se digladiando em um duelo ao melhor estilo “parece que foi ontem”. Essa disputa não acabou. Nunca acabará. (Jornal Relatório Reservado 08/10/2014)

 

Van Leeuwen gasta os tubos de olho no pré-sal

Que energia verde, que nada! A holandesa Van Leeuwen, recém-chegada ao Brasil, quer saber mesmo é de pré-sal. O grupo, que comprou o controle daTubexpress, vai virar a chave da empresa – historicamente focada na distribuição de tubos e equipamentos para usinas de etanol.

“Óleo, óleo e mais óleo”, esta é a estratégia da Van Leeuwen. Os holandeses vão direcionar parte expressiva da produção da Tubexpress para a área de E&P, com o propósito de atender grandes petroleiras que já são suas clientes na Europa. Os investimentos incluem a expansão dos centros de distribuição de Osasco e São Carlos, projeto que deve consumir cerca de R$ 30 milhões.

As medidas da Van Leeuwen não chegam a surpreender. Estranho seria se os holandeses tivessem comprado a Tubexpress para deixar tudo como está. Enquanto os pedidos para a indústria sucroalcooleira derretem por razões mais do que notórias, só a Petrobras deverá desembolsar, até 2018, cerca de US$ 100 bilhões em encomendas para o pré-sal.

Aliás, a Avenida Chile é um endereço obrigatório para a Van Leeuwen, que, até o momento, ainda não tem um contrato sequer com a estatal. (Jornal Relatório Reservado 07/10/2014)

 

Agrícolas pressionam menos a taxa de inflação

Após oito meses em alta, a inflação acumulada em 12 meses dos produtos agrícolas no atacado teve queda em setembro, segundo o IGP-DI.

A queda, de 0,52% no período, foi provocada pelo recuo de 0,4% nos preços no mês passado. Soja e ovos estiveram entre as principais quedas. (Folha de São Paulo 08/10/2014)

 

Unica destaca, na Suíça, a crise do etanol no Brasil

Nada menos que 66 das 390 usinas de açúcar e álcool do Brasil estão em processo de recuperação judicial, o que ilustra a crise no segmento derivada da política de preços administrados da gasolina do governo federal.

Foi o que repetiu Elizabeth Farina, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), ao Valor Pro, serviço de informações em tempo real do Valor, após participar de debate sobre a economia brasileira no IMD, escola de administração de Lausanne (Suíça).

Ela disse que não era "absurdo" estimar que 45 usinas poderão ser fechadas no futuro se nada for feito para frear a crise, como afirmam algumas fontes do mercado. Elizabeth reconheceu que a situação tem relação com erros de gestão e com a entrada de empresas sem experiência com etanol no segmento, mas reiterou que o principal problema é mesmo o estímulo governamental à gasolina. E pediu previsibilidade no sistema de preços de energia em geral no país. (Valor Econômico 08/10/2014)

 

ISO vai revisar balanço de oferta e demanda de açúcar em 2014/15

SÃO PAULO - A Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) prevê divulgar sua primeira revisão para o balanço de demanda e oferta mundial da safra 2014/15 em meados de novembro. No mês de agosto, a entidade previu um superávit global de 1,31 milhão de toneladas da commodity no ciclo iniciado em 1º de outubro deste ano, decorrente de uma produção mundial de 183,75 milhões de toneladas e um consumo 182,45 milhões de toneladas. Entre as estimativas divulgadas até agora pelas principais consultorias mundiais sobre o ciclo 2014/15, a da ISO é a que prevê a maior sobra de açúcar.

Depois da ISO, o maior superávit é previsto pela agência de pesquisa econômica da Austrália (Abares) de 1,20 milhão de toneladas. Já entre as projeções de déficit, a consultoria Kingsman é que lidera, com previsão de produção menor que a demanda em 2,09 milhões de toneladas.

Citando dados da ANZ Bank, o relatório da ISO divulgado hoje diz que a previsão é de melhores perspectivas para o açúcar no mercado futuro, do que o algodão e cereais. “A previsão do banco para as cotações na bolsa de Nova York é de uma recuperação para cerca de 19 centavos de dólar por libra-peso nos primeiros três meses de 2015”, destacou o relatório da ISO.

Em setembro, os preços internacionais do açúcar bruto mostram duas fases distintas. As primeiras três semanas do mês foram caracterizadas por uma considerável queda dos preços mundiais diante da continuidade da pressão baixista de uma ampla oferta de curto prazo. O indicador para o açúcar bruto (ISA Daily Price) iniciou setembro em 17,23 centavos de dólar por libra-peso, mas foi reduzido para 15,18 centavos em 19 de setembro. No mesmo dia, os primeiros contratos do açúcar bruto na bolsa de Nova York (vencimento outubro) ficou em 13,50 centavos de dólar, o mais baixo preço desde 23 de abril de 2009.

Mais à frente, os preços mensais mostraram uma recuperação parcial e o ISA Daily Price terminou o mês em 16,21 centavos de dólar por libra-peso, resultado de uma média mensal de 16,02 centavos, queda de 7% em relação ao registrado no mês anterior. (Valor Econômico 08/10/2014)

 

Açúcar: Nova alta

Os preços do açúcar voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York, ainda como reflexo do cenário eleitoral no Brasil e da queda do dólar ante o real.

Os lotes do açúcar demerara para maio de 2015 fecharam com alta de 6 pontos, a 17,22 centavos de dólar por libra-peso. A sessão teve poucos papéis negociados, indicando que os traders adotaram tom de cautela, à espera dos dados de moagem da Unica relativos à segunda quinzena de setembro.

Estima-se que a produção do Centro-Sul tenha ficado entre 29 milhões e 36 milhões de toneladas, mas Bruno Lima, da FCStone, prevê 27 milhões de toneladas por causa das últimas chuvas, que podem ter interrompido a atividade por cinco dias.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,22%, para R$ 46,53 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 08/10/2014)

 

Seca acelera fim do processamento da safra de cana-de-açúcar no Brasil

Organização Internacional do Açúcar divulgou relatório de acompanhamento de safra; queda na primeira quinzena de setembro é de 7% em relação a 2013.

A produção de açúcar nos 15 primeiros dias de setembro, diz o relatório, caiu 17% no Brasil na comparação com a segunda quinzena de agosto

A seca continua a acelerar o processo de finalização da safra decana-de-açúcar no Brasil e o ritmo de moagem já começa a cair de forma significativa.

O processo afeta especialmente a região produtora do Centro-Sul do país, diz a Organização Internacional do Açúcar (OIA), em relatório divulgado na tarde desta terça, dia 7.

O relatório mensal da entidade internacional do açúcar destaca que a seca "reforça a expectativa de um fim rápido da atual colheita".

– A moagem da cana caiu mais de 15% na primeira quinzena de setembro na comparação com a segunda metade de agosto, para um total de 39,9 milhões de toneladas – diz a entidade, que cita dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). Na comparação com igual período do ano passado, a queda é de 7%.

Para reforçar a avaliação de um fim antecipado da safra, o relatório chama atenção para o fato de que algumas usinas no Estado de São Paulo já encerraram os trabalhos e outras usinas sinalizam que terminarão o trabalho ainda neste mês de outubro por falta de cana para processamento. A produção de açúcar nos 15 primeiros dias de setembro, diz o relatório, caiu 17% no Brasil na comparação com a segunda quinzena de agosto, para 2,5 milhões de toneladas.

O documento também chama atenção para o ligeiro aumento da destinação da cana para o etanol. Nos quinze dias de setembro, 56% da colheita foi destinada à fabricação do combustível renovável, ligeiramente superior aos 55% destinados na segunda metade de agosto. (Rural BR 07/10/2014 às 14h: 51m)

 

USDA reduz estimativa de produção de açúcar na Tailândia

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu sua projeção para a produção de açúcar na Tailândia na safra 2014/15, de 11 milhões para 10,2 milhões de toneladas, queda de 10% ante o observado no ciclo anterior.

O recuo deve-se à perspectiva de uma menor quantidade de cana para ser processada. A estimativa para as exportações, entretanto, foi elevada, de 8,3 milhões para 8,5 milhões, em virtude dos amplos estoques locais. A temporada 2014/15 no país asiático teve início em 1º de outubro.

Em 2013/14, a Tailândia produziu 11,3 milhões de toneladas de açúcar, 13% mais na comparação com 2012/13, com 109,32 kg de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana processada. Na atual temporada, a expectativa é de que o teor de sacarose nas plantas caia para 102 kg/t por causa de condições climáticas adversas no início do ano.

Quanto ao consumo, espera-se que se mantenha inalterado em 2014/15, em torno de 2,6 milhões a 2,7 milhões de toneladas. Ao término do atual ciclo, os estoques devem totalizar entre 3 milhões e 4 milhões de toneladas, volume inferior ao de 4,8 milhões de toneladas alcançado em 2013/14.

UE

O USDA manteve sua projeção para a produção de açúcar na União Europeia (UE) na safra 2014/15 em 16,3 milhões de toneladas, citando o regime de cotas que limita a fabricação do alimento no bloco. Em 2013/14, a produção foi de 16 milhões de toneladas. (Agência Estado 07/10/2014)

 

USDA diminui a estimativa para a produção brasileira de açúcar

Segundo órgão norte-americano, Brasil deverá produzir 35,8 milhões de toneladas em 2014/2015.

O USDA também diminuiu a estimativa da moagem da cana-de-açúcar por causa da estiagem em MG e SP.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou hoje seu relatório semestral de acompanhamento da safra sucroalcooleira brasileira. Conforme avaliação do adido agrícola do USDA em São Paulo, Sérgio Barros, o país deverá produzir 35,8 milhões de toneladas de açúcar em 2014/2015, queda de um milhão de toneladas na comparação com a projeção anterior, de abril.

Os estados do Centro-Sul irão contribuir com 32,6 milhões de toneladas, contra as 33,55 milhões de toneladas anteriormente estimadas. A produção de açúcar dos estados do Norte e Nordeste está estimada em 3,2 milhões de toneladas, praticamente a mesma estimada há seis meses.

As exportações brasileiras de açúcar ao longo de 2014/2015 estão estimadas em 24 milhões de toneladas, queda de 1,25 milhão toneladas contra a estimativa anterior. O consumo interno de açúcar no Brasil deve alcançar 11,5 milhões de toneladas em 2014/2015, elevação de 240 mil toneladas contra 2013/2014 (11,26 milhões de toneladas), refletindo o crescimento da população e a contínua expansão da indústria alimentícia.

Conforme o USDA, ao longo da safra 2014/2015 (maio/abril), as usinas de açúcar e etanol do Centro-Sul devem moer 565 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, uma queda de 2% em comparação à estimativa anterior, de abril, que indicava uma moagem de 575 milhões de toneladas, devido a estiagem em Minas Gerais e São Paulo.

Segundo Sérgio Barros, entre cinco a 10 milhões de toneladas de cana serão deixadas no campo, especialmente nos estados de Goiás e Mato Grosso. Enquanto isso, a estimativa de moagem para a região Norte/Nordeste permanece em 54 milhões de toneladas.

O rendimento industrial da cana-de-açúcar para a safra 2014/2015 está estimado em 134,1 quilos de açúcar total recuperável por tonelada de cana colhida, crescimento de 3,3 quilos em relação à projeção anterior, devido ao clima seco nos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Uma parcela de 45% da cana colhida será destinada para a fabricação de açúcar, com os restantes 55% para o etanol, uma vez  que a lucratividade do biocombustível, no momento, é melhor. (Rural BR 07/10/2014 às 14h: 21m)

 

AGCO concentra produção de colhedoras de cana em Ribeirão Preto

Após anunciar, no mês passado, a aquisição dos 40% restantes de participação da Santal e assumir 100% da empresa, a AGCO fechou a unidade de montagem de colhedoras de cana-de-açúcar na cidade de Cravinhos (SP) e concentrou toda a produção do equipamento na cidade vizinha de Ribeirão Preto (SP), sede da companhia.

À reportagem, a AGCO informou que a decisão ocorreu por conta de "oportunidades de sinergia" que "possibilitaram concentrar toda a produção da empresa em uma única planta, aumentando assim a produtividade nas linhas de montagem da fábrica de Ribeirão Preto". Além das colhedoras, a Santal produz carregadoras, plantadoras e transbordos para cana.

A multinacional dona da Santal informou também que as alterações "possibilitaram manter a capacidade produtiva, reduzir custos operacionais e não implicaram em demissões", já que os funcionários da linha de montagem foram transferidos.

Segundo Edmilson Rodrigues, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ribeirão Preto e Região, cortes feitos pela Santal nos últimos meses "fazem parte de uma rotação normal dentro da companhia".

A unidade de Cravinhos ocupava um barracão alugado desde 2011, quando a Santal ainda pertencia à família Ribeiro Pinto e ao fundo de investimentos Empreendedor Brasil, gerido pela BRZ Investimento. Em janeiro de 2012, por US$ 31 milhões, a AGCO adquiriu 60% de Santal. A companhia exerceu ainda o direito de preferência de compra pelos 40% restantes em setembro, mas não divulgou o valor. (Agência Estado 07/10/2014)

 

Lucro global da Cargill recuou 26% no 1º tri

A americana Cargill, maior empresa de agronegócios do mundo, informou ontem que encerrou o primeiro trimestre de seu exercício 2015, em 31 de agosto, com lucro líquido global de US$ 425 milhões, 26% menor que o registrado em igual período do ano fiscal anterior (US$ 571 milhões).

Em comunicado, a companhia creditou a queda sobretudo à conjuntura mais adversa enfrentada no segmento de originação e processamento, uma vez que as cotações internacionais de grãos como milho e soja estão em queda progressiva e o volume de esmagamento de soja em particular também recuou no intervalo.

Entre os meses de junho e agosto, a oferta da oleaginosa nos Estados Unidos ainda estava particularmente apertada, já que a colheita desta safra 2014/15, que será recorde, ainda não tinha começado. Já no Canadá, conforme a Cargill, os grandes estoques remanescentes do ano passado é que atrapalharam os negócios, enquanto em diversos outros países problemas na economia também se mostraram um obstáculo.

Na área de processamento, o destaque positivo foi a boa demanda por etanol de milho nos Estados Unidos, que produziu margens melhores do que as observadas no ano passado, por exemplo. Já no segmento de ingredientes, onde os produtos têm margens maiores, a queda de lucros foi menor, informou a multinacional em comunicado.

Nesse contexto, as vendas globais da Cargill alcançaram US$ 33,3 bilhões no primeiro trimestre do atual exercício, uma queda de cerca de 2% em relação ao mesmo intervalo do anterior. (Valor Econômico 08/10/2014)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Nova alta: Os preços do açúcar voltaram a subir ontem na bolsa de Nova York, ainda como reflexo do cenário eleitoral no Brasil e da queda do dólar ante o real. Os lotes do açúcar demerara para maio de 2015 fecharam com alta de 6 pontos, a 17,22 centavos de dólar por libra-peso. A sessão teve poucos papéis negociados, indicando que os traders adotaram tom de cautela, à espera dos dados de moagem da Unica relativos à segunda quinzena de setembro. Estima-se que a produção do Centro-Sul tenha ficado entre 29 milhões e 36 milhões de toneladas, mas Bruno Lima, da FCStone, prevê 27 milhões de toneladas por causa das últimas chuvas, que podem ter interrompido a atividade por cinco dias. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,22%, para R$ 46,53 a saca de 50 quilos.

Café: Vendas de posições: Após a forte alta de preços do café arábica registrada na segunda-feira, os fundos liquidaram posições para embolsar os lucros, pressionando os cotações na bolsa de Nova York. Os lotes para março fecharam em US$ 2,202, recuo de 425 pontos. Ante a elevação anterior, a queda foi pequena, o que mostra dificuldade em redução dos preços nos próximos dias. As previsões continuam indicando chuvas no cinturão produtor do Brasil apenas para a segunda metade da próxima semana, o que pode ser tarde demais para a manutenção de algumas floradas. Nesta semana, o tempo deve ficar ainda mais seco no Sudeste. No mercado doméstico, as negociações ficaram semiparalisadas, e o café de boa qualidade foi negociado entre R$ 520 e R$ 540 a saca de 60,5 kg, segundo o Escritório Carvalhaes.

Algodão: Incentivo americano: As cotações do algodão marcaram o terceiro pregão de alta ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para dezembro fecharam a 65,21 centavos de dólar a libra-peso, valorização de 83 pontos. A perspectiva de que a safra que está sendo colhida nos EUA cresça 28% e que as importações chinesas caiam pela metade em 2015 levou os preços globais abaixo do patamar mínimo de referência do governo americano para intervenção no mercado. Os analistas acreditam que, se Washington autorizar o pagamento de seguro aos produtores, pode haver recuo na comercialização. Com isso, muitos fundos e investidores estão fechando suas posições vendidas, o que levou à alta. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,35%, para R$ 1,665 a libra-peso.

Trigo: Teto em três semanas: A expectativa de que os baixos preços estejam atraindo compradores ao mercado americano de trigo deu gás às cotações ontem na bolsa de Chicago. Os papéis do cereal para março de 2015 fecharam a US$ 5,8975 o bushel, alta de 14,25 centavos. Na terça-feira da semana passada, os preços haviam atingido o menor nível desde 2009. Para analistas, esse patamar teria atraído uma parte da demanda internacional que ainda não estava vendo vantagem nos preços do trigo dos EUA. A especulação de um retorno da demanda ao país foi o motivo para alguns fundos cobrirem suas posições vendidas, o que impulsionou a recente alta. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná apurado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) teve queda de 0,23%, para R$ 30,59 a saca. (Valor Econômico 08/10/2014)