Setor sucroenergético

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John Deere: Operação trator

O ano de 2014 já terminou para a John Deere.

Os números enviados por Paulo Hermann, presidente da subsidiária brasileira, aos Estados Unidos já incorporam uma queda de 20% nas vendas de máquinas agrícolas até dezembro.

Oficialmente, a John Deere diz apenas que não faz projeções de vendas. (Jornal Relatório Reservado 10/10/2014)

 

Menos açúcar1

O Rabobank revisou os dados da oferta e da demanda mundiais de açúcar. Para a safra 2013/14, deverá haver uma estabilidade. Já no período 2014/15, haverá um deficit de 3,2 milhões de toneladas.

Menos açúcar 2

A produção da região centro-sul desta safra caiu para 25 milhões de toneladas, 1% menos do que a registrada na anterior.

Etanol:

Já a produção de álcool subiu para 19,7 bilhões de litros nesta safra, superando em 4% a da anterior, de acordo com dados da Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar). (Folha de São Paulo 10/10/2014)

 

Açúcar: Sem surpresas

As cotações do açúcar caíram ontem na bolsa de Nova York após a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) divulgar dados de moagem de cana no Centro-Sul dentro do esperado pelos analistas.

Os lotes do demerara para maio de 2015 fecharam com recuo de 15 pontos, a 16,99 centavos de dólar a libra-peso.

Na segunda metade de setembro, as usinas processaram 28,8 milhões de toneladas, ante uma expectativa de 28 milhões a 30 milhões, enquanto a produção de açúcar totalizou 1,639 milhão de toneladas.

A produção foi afetada pelas chuvas no fim do mês e por um maior direcionamento do caldo da cana para produção de etanol.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,13%, para R$ 46,74 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 10/10/2014)

 

Rabobank eleva previsão de déficit de açúcar em 2014/2015 para 3,2 milhões de toneladas

Banco manteve a projeção de moagem da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, de 545,9 milhões de toneladas.

O Rabobank elevou nesta quinta, dia 9, sua estimativa de déficit de açúcar na safra global 2014/2015, iniciada no último dia 1º, de 900 mil para 3,2 milhões de toneladas. De acordo com a instituição, a revisão deve-se à previsão de safras menores no Brasil, na Tailândia e na China. Caso se confirme, seria o primeiro déficit em quatro anos, mas não teria muito reflexo nos preços da commodity, pois há ainda estoques amplos mundo afora que dariam conta da demanda, informa o banco.

Em linha com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o Rabobank projetou que espera uma moagem de 545,9 milhões de toneladas no Centro-Sul do Brasil na atual temporada, 8,5% menor na comparação com o ciclo anterior, com mix de produção de 44,6% voltado ao etanol e 55,4% ao açúcar. No relatório, o banco também faz menção às eleições no Brasil, que têm potencial para mexer com os mercados globais de açúcar e álcool.

No caso da Tailândia, que começou a safra neste mês, espera-se uma fabricação de açúcar 9% inferior a 2013/2014, por causa das condições climáticas adversas. Quanto à China, o Rabobank também espera recuo de 9% na produção do alimento em virtude das margens apertadas para produtores. (Rural BR 09/10/2014 às 16h: 18m)

 

Moagem de cana quinzenal do CS é a menor em 4 safras; açúcar sobe em NY

A moagem de cana-de-açúcar do centro-sul do Brasil atingiu 28,82 milhões de toneladas na segunda quinzena de setembro, o menor volume processado no período na principal região produtora do país nas últimas quatro safras, com as operações sendo afetadas pelo clima, afirmou nesta quinta-feira a Unica, associação que representa as usinas.

O processamento de cana caiu 27,8 por cento ante a quinzena anterior e 15,4 por cento na comparação com o mesmo período da temporada passada, com reflexos na produção de açúcar e etanol.

A safra 2014/15, que vinha sofrendo com a escassez de chuva, agora foi afetada pela umidade que atingiu algumas regiões, o que diminuiu as atividades das usinas, afirmou a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) em nota.

O contrato futuro março do açúcar bruto negociado em Nova York ampliou ganhos para 1,7 por cento após a divulgação dos dados da Unica, atingindo uma máxima de 2 meses de 17,20 centavos de dólar por libra-peso. Por volta das 12h05 (horário de Brasília), o contrato reduzia a alta, subindo 0,6 por cento.

"Essa redução na moagem quinzenal é resultado das chuvas que atingiram importantes regiões canavieiras ao final de setembro, prejudicando a operacionalização da colheita", explicou o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, em nota.

A associação relatou que as usinas paranaenses registraram perda de aproximadamente sete dias de moagem na segunda metade do mês. Nos Estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo, disse a Unica, as unidades produtoras perderam mais de cinco dias.

A menor oferta de matéria-prima para processamento na região que responde por cerca de 90 por cento da safra de cana brasileira, resultante da intensa seca, também afetou o total processado.

A produtividade agrícola diminuiu cerca de 9 por cento nos canaviais colhidos na região centro-sul em setembro comparativamente ao mesmo mês do último ano, segundo dados do Centro de Tecnologia Canavieiro (CTC). No Estado de São Paulo, a quebra mensal supera 15 por cento.

Até o momento, devido à escassez de cana em algumas áreas, dez usinas já encerraram a safra 2014/2015 na região (uma empresa no Espírito Santo, duas em Minas Gerais e sete unidades em São Paulo), enquanto apenas duas tinham finalizado suas operações em igual período de 2013.

AÇÚCAR E ETANOL

Com a queda na moagem, a produção de açúcar somou apenas 1,64 milhão de toneladas na última quinzena de setembro, contra 2,3 milhões de toneladas observadas no mesmo período da safra 2013/2014 (-28,8 por cento). No comparativo com o resultado dos primeiros 15 dias do mês anterior, a retração é ainda mais expressiva, atingindo quase um milhão de toneladas (-34,6 por cento).

Os números quinzenais reforçaram a expectativa de que a produção de açúcar cairá fortemente nos próximos meses, disse a Unica.

Nos últimos 15 dias de setembro, a proporção de matéria-prima direcionada à fabricação de açúcar alcançou 39,2 por cento, o menor percentual registrado para a quinzena dentre as últimas dez safras, diante dos preços relativamente baixos da commodity.

Na quinzena anterior, o mix para o açúcar estava em 44 por cento, enquanto na mesma época de 2013 foi de 46,9 por cento.

Já a produção de etanol totalizou 1,57 bilhão de litros na última metade de setembro, frente a 1,6 bilhão de litros contabilizados na mesma quinzena do ano passado, com usinas priorizando a fabricação do biocombustível em detrimento do açúcar.

Deste volume, 635,1 milhões de litros referem-se ao etanol anidro e 932,3 milhões de litros ao etanol hidratado, que teve alta de 4,68 por cento, figurando novamente como o único produto dentre os derivados da cana a apresentar uma maior produção quinzenal no comparativo com o resultado da safra passada.

ACUMULADO AGORA NEGATIVO

No acumulado da safra 14/15, os dados de moagem da Unica passaram a apresentar queda de 0,24 por cento ante a temporada passada, atingindo 441,5 milhões de toneladas, o equivalente a 81 por cento do que a associação projeta que será processado na atual temporada (545,9 milhões).

Em comparação, as usinas haviam processado 442,6 milhões de toneladas de cana no mesmo período de 2013/14, representando 74 por cento da safra recorde de 597 milhões de toneladas.

A produção de açúcar também passou a cair ante um ano antes (-1 por cento), para 25,1 milhões de toneladas, enquanto a de etanol ainda sustenta aumento, para 19,7 bilhões de litros (+4,2 por cento).

Em toda a safra do centro-sul, a Unica prevê que a produção de etanol atingirá 24 bilhões de litros, 6,14 por cento menos que em 2013/14, enquanto a de açúcar cairá 8,6 por cento, para 31,36 milhões de toneladas, com a região sofrendo efeitos de uma das piores secas da história para o último verão. (Reuters 09/10/2014)

 

Moagem de cana do CS na 2ª quinzena de setembro é a menor em 4 safras

A moagem de cana-de-açúcar do centro-sul do Brasil atingiu 28,82 milhões de toneladas na segunda quinzena de setembro, o menor volume processado no período na principal região produtora do país nas últimas quatro safras, com as operações sendo afetadas pelo clima, afirmou nesta quinta-feira a Unica, associação que representa as usinas.

O processamento de cana caiu 27,8 por cento ante a quinzena anterior e 15,4 por cento na comparação com o mesmo período da temporada passada, com reflexos na produção de açúcar e etanol.

A safra 2014/15, que vinha sofrendo com a escassez de chuva, agora foi afetada pela umidade que atingiu algumas regiões, o que diminuiu as atividades das usinas, afirmou a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) em nota. (Reuters 09/10/2014)

 

2ª REUNIÃO CANAPLAN - 22.OUT.2014 - RIBEIRÃO PRETO (Clique para mais informações)

 

Mais de 60% da cana processada na segunda quinzena de setembro é destinada à produção de etanol

Volume representa um recuo de 15,40% sobre o valor observado no mesmo período de 2013.

O volume processado de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somou 28,82 milhões de toneladas na segunda quinzena de setembro de 2014, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Esse volume, o menor registrado numa segunda quinzena de setembro das últimas quatro safras, é 27,83% inferior aos 39,93 milhões de toneladas moídas na quinzena anterior e representa um recuo de 15,40% sobre o valor observado no mesmo período de 2013 (34,07 milhões de toneladas).

No acumulado mensal, a moagem caiu 10,9% em setembro comparativamente ao mesmo mês do último ano, para um total de 68,76 milhões de toneladas processadas.

Essa redução na moagem quinzenal é resultado das chuvas que atingiram importantes regiões canavieiras ao final de setembro, prejudicando a operacionalização da colheita – explicou o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.

As usinas paranaenses, por exemplo, registraram a perda de aproximadamente sete dias de moagem na segunda metade do mês. Nos Estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo este índice atingiu em média 5,6 dias e 5,1 dias perdidos, respectivamente.

A menor oferta de matéria-prima para processamento, resultante da intensa seca, também tem acelerado o término antecipado da safra. Até o momento, dez usinas já encerraram a safra 2014/2015 na região Centro-Sul (uma empresa no Espírito Santo, duas em Minas Gerais e sete unidades em São Paulo), enquanto apenas duas finalizaram suas operações em igual período de 2013. Adicionalmente, uma usina iniciou a safra recentemente.

A produtividade agrícola diminuiu cerca de 9% nos canaviais colhidos na região Centro-Sul em setembro comparativamente ao mesmo mês do último ano, segundo dados preliminares do Centro de Tecnologia Canavieiro (CTC). No Estado de São Paulo, esta quebra agrícola mensal supera 15%.

No acumulado desde o início da atual safra até 1º de outubro, o volume processado de cana-de-açúcar alcançou 441,54 milhões de toneladas, praticamente a mesma quantidade verificada em igual data de 2013 (442,61 milhões de toneladas).

Contudo, a produção acumulada de açúcar diminuiu 1,05% neste período, somando 25,08 milhões de toneladas. Já o volume fabricado de etanol aumentou 4,24%, para 19,68 bilhões de litros (11,29 bilhões de litros de etanol hidratado e 8,39 bilhões de litros de etanol anidro).

Estes valores confirmam a estimativa para a safra 2014/2015 divulgada em agosto pela UNICA e mostram também a perspectiva de forte redução na produção de açúcar para os próximos meses – comentou o executivo.

Os números quinzenais reforçam maciçamente esta expectativa. Nos últimos 15 dias de setembro, a proporção de matéria-prima direcionada à fabricação de açúcar alcançou 39,19%.

Este percentual é o menor registrado para esta quinzena dentre as últimas 10 safras – destacou Rodrigues.

Segundo ele, o mix de 39,19% em prol da fabricação de açúcar é muito inferior, por exemplo, aos 43,96% contabilizados na quinzena anterior e aos 46,90% verificados na mesma data de 2013 – queda de quase oito pontos percentuais.

Com isso, a produção de açúcar somou apenas 1,64 milhão de toneladas na última quinzena de setembro, contra 2,3 milhões de toneladas observadas no mesmo período da safra 2013/2014 - queda de 28,84%. No comparativo com o resultado dos primeiros 15 dias do mês (2,51 milhões de toneladas) a retração é ainda mais expressiva, atingindo quase um milhão de toneladas (34,59%).

Já a produção de etanol totalizou 1,57 bilhão de litros na última metade de setembro, frente a 1,6 bilhão de litros contabilizados na mesma quinzena do ano passado. Deste volume, 635,06 milhões de litros referem-se ao etanol anidro e 932,29 milhões de litros ao etanol hidratado (alta de 4,68%, figurando novamente como o único produto dentre os derivados da cana a apresentar uma maior produção quinzenal no comparativo com o resultado da safra passada).

Portanto, comparando-se os valores apurados nos últimos 15 dias de setembro em relação aos registrados no mesmo período de 2013, a produção de açúcar apresentou a maior queda (28,84%). Por sua vez, neste mesmo período a moagem e o volume produzido de etanol diminuíram em menor magnitude (15,40% e 2,18%, respectivamente).

Qualidade da matéria-prima

A concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar processada alcançou 152,34 kg na segunda quinzena de setembro, crescimento sobre os 151,33 kg observados na mesma data de 2013.

Contudo, este valor quinzenal deve ser analisado com cuidado, isso porque o cálculo deste indicador de ATR, chamado “ATR produto”, se dá a partir do volume de cana processada e das produções de etanol e de açúcar, tomando-se certas premissas relativas às perdas industriais e às eficiências de fermentação e de destilação. Diante desta metodologia de cálculo e considerando que muitas unidades paralisaram a moagem no decorrer da segunda quinzena de setembro, houve um descompasso entre a quantidade de matéria-prima moída e o respectivo montante de produtos fabricados. Especificamente, este montante de produtos (etanol e açúcar) em fabricação não obteve sua respectiva contrapartida em cana-de-açúcar já moída.

No acumulado desde abril, o teor de ATR por tonelada de matéria-prima totalizou 135,62 kg, contra 132,93 kg por tonelada, se comparado ao mesmo período de 2013.

Vendas de etanol

O volume de etanol comercializado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul alcançou 2,09 bilhões de litros em setembro de 2014, aquém dos 2,25 bilhões de litros contabilizados no mesmo mês do ano anterior. Esta redução resulta do forte recuo nas exportações - que totalizaram apenas 97,68 milhões de litros - já que as vendas ao mercado doméstico aumentaram 2,43%, para 1,99 bilhão de litros comercializados.

Deste volume destinado ao mercado interno, 1,15 bilhão de litros refere-se ao etanol hidratado, contra 1,17 bilhão de litros observados em setembro do último ano.  Neste mesmo período, as vendas domésticas de etanol anidro cresceram 8,98%, totalizando 837,76 milhões de litros - dos quais 414,80 milhões de litros vendidos na segunda quinzena do mês.

Entre abril e setembro, as vendas acumuladas de etanol atingiram 12,07 bilhões de litros (6,74 bilhões de litros de etanol hidratado e 5,33 bilhões de litros de etanol anidro), recuo de 9,14% sobre o mesmo período da safra 2013/2014. Deste montante, 11,33 bilhões de litros destinaram-se ao mercado interno e somente 740,57 milhões de litros à exportação. (UNICA 09/10/2014)

 

Seca já fez dez usinas anteciparem encerramento da safra de cana

A falta de chuva nas lavouras de cana-de-açúcar durante este ano já fez dez usinas anteciparem o encerramento da safra 2014/2015 na região centro-sul do país.

Normalmente, as atividades nas indústrias começam a ser interrompidas a partir da segunda quinzena de outubro –a maioria vai até dezembro.

Segundo a Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar), o encerramento precoce da safra ocorre por causa da menor oferta de matéria-prima para processamento, em decorrência da seca.

Encerraram a safra antes do previsto sete usinas de São Paulo, duas de Minas Gerais e uma do Espírito Santo. Em 2013, até o início de outubro, duas unidades haviam encerrado os trabalhos.

As informações são do relatório da Unica divulgado nesta quinta-feira (9).

A entidade aponta ainda que o volume processado na segunda quinzena de setembro –28,82 milhões de toneladas– atingiu o pior resultado para o período no mês das últimas quatro safras.

O número é ainda 27,83% inferior aos 39,93 milhões de toneladas registrados na primeira quinzena e 15,40% menor que os 34,07 milhões do mesmo período do ano passado.

De acordo com Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica, a redução na moagem na segunda quinzena de setembro é resultado das chuvas que atingiram importantes regiões canavieiras, o que prejudicou a operacionalização da colheita.

As usinas do Paraná, por exemplo, registraram perda de uma semana de moagem na segunda metade do mês passado. Em Mato Grosso do Sul e São Paulo foram cinco dias sem colheita. (Folha de São Paulo 09/10/2014 às 13h: 56m)

 

Área da Estação Experimental de Itatinga continuará com a ESALQ

Documento expedido pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado ressalta valor da área para a conservação da água e da biodiversidade.

Após uma série de debates envolvendo o destino da área que hoje abriga a Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga (EECFI), a Diretoria da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ) recebeu, na tarde desta quinta-feira, 09/10, documento que garante a manutenção da área sob gestão da Escola.

De acordo com o Ofício SMA/GAB/762/2014, datado de 3/10, assinado pelo Secretário de Estado Adjunto do Meio Ambiente, José do Carmo Mendes Júnior, a ESALQ foi informada que, em função das recentes notícias publicadas na mídia sobre a possibilidade de alteração do uso de parte da Estação, para a instalação de empreendimentos na área de logística ou industrial, o tema foi apresentado e discutido pelo Conselho Consultivo do Sistema de Informação e Gestão de Áreas Protegidas e de Interesse Ambiental do Estado de São Paulo (SIGAP) em sua 2ª reunião ordinária, ocorrida no último dia 24/9.

Na referida reunião, houve consenso sobre o uso da área, considerado de grande importância não só ambiental, como também para pesquisa, educação e inovação. Após apresentação, o atual presidente do Conselho do Patrimônio Imobiliário, Fernando Chucre, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Regional, esclareceu que o tema já havia sido apreciado pelo Conselho em virtude da solicitação da Prefeitura Municipal de Itatinga. Em seu relato, Chucre confirmou o consenso sobre a importância da área e a pertinência de seu uso atual, que não deve ser alterado.

Finalmente, o secretário adjunto confirma que, em função dos esclarecimentos acima, ressalta que considera de grande relevância a manutenção da integridade da área, resguardando seu valor de conservação para a água e a biodiversidade.

Ensino, pesquisa, extensão

A Estação Experimental abriga 2.175,43 ha às margens da Rodovia Castelo Branco (SP 280). Nos últimos quinze anos, atendeu 2.692 estudantes que complementaram o aprendizado teórico de 37 disciplinas de graduação, de pós-graduação e de colégios técnicos, sendo: 17 disciplinas da ESALQ; 10 disciplinas da Universidade Estadual Paulista (UNESP); 1 disciplina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) além de outras 5 disciplinas em faculdades e escolas técnicas do Estado de São Paulo. A Estação tem prestado ainda relevantes serviços ambientais à região onde está instalada. Abriga reservas ecológicas que constituem habitat para 27 espécies de mamíferos e 129 de aves. (ESALQ 9/10/14)

 

Stara: Fabricante de máquinas terá retração de 30%

Após crescer quase 70% no ano passado, a fabricante de máquinas e implementos agrícolas Stara, com sede no Rio Grande do Sul, recuará até 30% em 2014.

O faturamento da companhia, que chegou a R$ 1 bilhão em 2013, deverá cair para algo entre R$ 730 milhões e R$ 750 milhões.

A produção, por sua vez, poderá passar das 20 mil unidades para 14 mil ou 15 mil, segundo o presidente da empresa, Gilson Trennepohl.

"Não foi apenas um fator que desencadeou esse resultado. Foram vários: instabilidade econômica, Copa e eleições, entre outros motivos."

A retração da Stara deverá ser mais acentuada do que a de outros grupos do setor.

A previsão do Simers (Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul) é de um retrocesso médio de 18% no faturamento.

"O ano passado foi um ponto fora da curva. Vendemos muito com a safra recorde e os juros baixos, em 2,5%. Muita gente antecipou as compras", diz o presidente da entidade, Claudio Bier.

"É claro que a insegurança econômica do país também influencia o setor, mas esse não é o principal fator."

Em 2013, as companhias ligadas ao sindicato registraram um crescimento de 20%. A Stara, no entanto, avançou de forma mais acentuada.

Apesar da queda na produção neste ano, a companhia não demitiu funcionários, de acordo com Trennepohl.

O projeto de inauguração de mais uma planta também permanecerá. A unidade, com capacidade para fabricar 5.000 implementos por ano, entrará em operação em fevereiro. "Mas começaremos lentamente com ela."

Outros planos, porém, como aquisições de companhias no exterior, devem atrasar em pelo menos 10 meses.

"O radar continua ligado. É tudo questão de tempo" (Folha de São Paulo 10/10/14)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Sem surpresas: As cotações do açúcar caíram ontem na bolsa de Nova York após a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) divulgar dados de moagem de cana no Centro-Sul dentro do esperado pelos analistas. Os lotes do demerara para maio de 2015 fecharam com recuo de 15 pontos, a 16,99 centavos de dólar a libra-peso. Na segunda metade de setembro, as usinas processaram 28,8 milhões de toneladas, ante uma expectativa de 28 milhões a 30 milhões, enquanto a produção de açúcar totalizou 1,639 milhão de toneladas. A produção foi afetada pelas chuvas no fim do mês e por um maior direcionamento do caldo da cana para produção de etanol. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,13%, para R$ 46,74 a saca de 50 quilos.

Café: Alta especulativa: Os preços do café arábica voltaram a disparar ontem na bolsa de Nova York, diante de um novo ciclo especulativo gerado pela falta de previsão de chuvas para a área produtora do Brasil. Os contratos para março fecharam em US$ 2,2545 a libra-peso, avanço de 715 pontos. Novos mapas meteorológicos indicam que não deve haver chuvas nos próximos sete a dez dias na região Sudeste, aumentando os temores de que as floradas ocorridas até agora abortem e reduzam o potencial produtivo da próxima safra no Brasil. O cenário tem aumentado o apetite dos fundos especulativos, enquanto os compradores e produtores preferem adotar cautela antes de fechar negócio. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica subiu 1,39%, para R$ 511,05 a saca.

Soja: Expectativa com USDA: As cotações da soja registraram alta moderada ontem na bolsa de Chicago em meio a movimentos especulativos gerados pela ansiedade dos operadores com o novo relatório do USDA, a ser divulgado hoje. Os lotes para janeiro fecharam a US$ 9,5 o bushel, elevação de 6,5 centavos. Os analistas esperam que o USDA eleve sua estimativa para a produção de soja nos EUA para 108,23 milhões de toneladas e que amplie a projeção para os estoques finais no país a 13 milhões de toneladas e para os estoques globais a 90,9 milhões de toneladas. Apesar da perspectiva "baixista", a incerteza tornou o mercado alvo de compras especulativas, em meio à volatilidade em várias commodities. No mercado doméstico, o preço médio da soja no Paraná caiu 0,85%, para R$ 53,72 a saca, segundo o Deral/Seab.

Trigo: Vendas em baixa: A indicação de que os exportadores dos EUA reduziram o volume de trigo vendido ao exterior na semana passada frustrou os investidores e provocou uma queda do cereal nas bolsas do país. Em Chicago, os lotes para março fecharam a US$ 5,0525 o bushel, recuo de 14 centavos. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento fecharam com queda de 13,75 centavos, a US$ 5,7525 o bushel. Na semana até dia 2, o país vendeu 50% menos trigo ante a semana anterior. Até então, acreditava-se que os baixos preços do trigo da semana passada teriam atraído compradores de volta aos EUA, já que o país vinha perdendo competitividade internacionalmente. No mercado interno, o preço no Paraná caiu 0,62%, a R$ 30,40 a saca, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 10/10/2014)