Setor sucroenergético

Notícias

Caramuru entrega um pedaço de suas terras

Uma das maiores tradings agrícolas do país, com faturamento anual de R$ 7 bilhões, a Caramuru tem tudo para se tornar um enclave estrangeiro em terras brasileiras.
Um pool de fundos internacionais liderados pelo alemão KfW Bakengruppe e pelo holandês Rabobank estaria negociando sua entrada no capital da empresa.
As conversações passam pela transferência de até 20% da empresa.
Oficialmente, a Caramuru nega a operação. No entanto, não custa lembrar que o Rabobank é um dos principais credores da companhia. Nos últimos quatro anos, o banco holandês emprestou mais de US$ 500 milhões para a empresa. Segundo o RR apurou, parte da operação envolve exatamente a conversão em ações de créditos da instituição financeira.
Com a operação, o empresário César Borges de Souza, principal acionista da Caramuru, acertará dois alvos com uma só bala. De um lado, a empresa receberá uma injeção de capital; do outro, equacionará quase 90% das suas dívidas com vencimento até 2018, de acordo com a fonte do RR.
Ressalte-se que o peso desse passivo, não é de hoje, vem limitando a capacidade da Caramuru de fazer novos investimentos de porte.
Com o fôlego redobrado, espera-se que a trading paranaense tire da gaveta o maior dos seus projetos: o processo de internacionalização.
Os planos da companhia preveem a construção de uma unidade de esmagamento de soja, de um centro de distribuição e de um porto na China, estrutura que permitiria o acesso a outros mercados asiáticos. (Jornal Relatório Reservado 22/10/2014)
 

Usina Costa Pinto começa a produzir etanol de 2ª geração em novembro

O CEO da Raízen, Vasco Dias, afirmou nesta terça-feira, 21, que a produção de etanol de segunda geração (2G), ou etanol celulósico, na Usina Costa Pinto, em Piracicaba (SP), deverá entrar em escala comercial no fim de novembro. Segundo ele, que participa de conferência sobre o setor promovida pela Datagro, em São Paulo, a expectativa é de que em meados do ano que vem a unidade alcance a capacidade plena de produção, que é de 40 milhões de litros de etanol 2G por safra.
Em setembro do ano passado, a Raízen recebeu financiamento de R$ 207,7 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção de uma unidade de etanol de segunda geração na Usina Costa Pinto.
Os recursos são provenientes do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), Projetos Transformadores e da linha Investimentos Sociais. O biocombustível é gerado a partir dos co-produtos da cana-de-açúcar (palha, bagaço e folhas).
Dias comentou, ainda, que a Raízen "não planeja fechar nenhuma" de suas usinas, mesmo com o setor passando uma de suas piores crises. (Agência Estado 21/10/2014)
 

BNDES deve liberar R$ 7 bi a usinas

O chefe do Departamento de Biocombustíveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Eduardo Cavalcanti, afirmou ontem, em evento promovido pela consultoria Datagro na capital paulista, que neste ano os desembolsos do banco de fomento ao segmento sucroalcooleiro deverão alcançar - ou superar - a marca de R$ 7 bilhões, ante R$ 6,9 bilhões em 2013.
Segundo Cavalcanti, o lançamento de programas de inovação industrial e agrícola (PAISS e PAISS Agrícola) destinados ao segmento foi fundamental para manter firme a demanda por recursos do banco. "Isso mostra que o setor não está parado. Está investindo mais em tecnologia", afirmou o executivo do BNDES.
Ele disse que a busca de eficiência, que passa pela inovação agrícola e industrial, é a única saída para o segmento, cuja curva de crescimento de produtividade chegou ao limite. "O etanol celulósico e o desenvolvimento de uma cana transgênica podem ser uma quebra de paradigma em produtividade", afirmou. (Valor Econômico 22/10/2014)
 

Açúcar: Queda em NY

Fatores macroeconômicos e ligados aos fundamentos pressionaram ontem os preços do açúcar em Nova York.
Os lotes do demerara para maio fecharam em 16,73 centavos de dólar a libra-peso, uma queda de 19 centavos.
Pesquisas eleitorais indicando Dilma Rousseff na frente da disputa à presidência deram fôlego ao dólar no Brasil, influenciando a queda dos preços do açúcar.
Quanto aos fundamentos, a China (maior consumidor global) informou que a importação do produto no mês passado caiu 39%, na comparação anual.
Na Índia, autoridades e usinas entraram em acordo sobre o cálculo do preço a pagar aos produtores, que agora devem iniciar a colheita.
No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,85%, para R$ 48,45 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 22/10/2014)
 

Copersucar critica proposta de acabar com etanol hidratado

O presidente do Conselho de Administração da Copersucar, Luís Roberto Pogetti, disse nesta terça-feira, 21, não ver "benefícios para a sociedade" na troca do etanol hidratado pelo anidro. O executivo da maior trading de açúcar e etanol do mundo fez referência a uma ideia já ventilada no setor e no governo de substituir o hidratado, usado diretamente nos tanques dos veículos, por um combustível composto por 85% de anidro e 15% de correntes intermediárias de gasolina, de menor qualidade, chamado E85.
Pogetti participa de painel nesta terça-feira (21/10), na 14ª Conferência Internacional Datagro, em São Paulo. "O que se ganha em eficiência energética, se perde em eficiência econômica. O consumidor terá de pagar mais. Talvez torne a intervenção regulatória mais fácil, mas não vejo benefício para a sociedade e para o País", afirmou ele.
Ele disse que "ainda não está claro como a demanda por combustíveis será preenchida até 2020", destacando que não há perspectiva de aumento da produção de gasolina.
A proposta de substituir o combustível feito 100% a partir da cana-de-açúcar pelo chamado E85 é discutida por representantes do governo, distribuidoras e Petrobras, que defendem a nova mistura, e ainda pelos produtores de etanol, contrários ao E85. A ideia é padronizar a produção do etanol brasileiro exclusivamente em anidro, que hoje já é misturado à gasolina em 25%. Assim, o abastecimento dos carros seria dividido entre o novo E85, em substituição ao etanol hidratado, e a manutenção da já utilizada gasolina C, uma mistura de gasolina A (pura) com 25% de etanol anidro. (Agência Estado 21/10/2014)
 

Continua a pressão por apoio ao etanol

Apesar de ser encarado por muitos analistas como apenas temporário, o fim da defasagem entre os preços da gasolina nos mercados doméstico e internacional reduziu as expectativas dos produtores de etanol em relação a um eventual reajuste do combustível no país após o segundo turno da eleição presidencial. O cenário, contudo, reacendeu as discussões com o governo de que o momento pode ser propício para a retomada da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na gasolina. Segundo fontes do segmento, o Planalto poderá adotar a medida ainda neste ano.
Neste momento, a gasolina vendida no Brasil está 2,1% mais cara que a comercializada no mercado internacional. Esse percentual tende a ficar entre 5% e 16% nos próximos três a quatro meses, a depender das cotações do barril do petróleo e do câmbio, segundo cálculos da Datagro. Porém, Plinio Nastari, presidente da consultoria - que ontem promoveu o segundo e último dia de sua conferência anual, em São Paulo -, destacou que, na média, de janeiro a setembro deste ano o preço da gasolina no mercado interno ficou 17,5% mais baixo que no front externo.
A remuneração oferecida às usinas pelo etanol hidratado, que é usado diretamente nos tanques dos veículos, depende diretamente do preço da gasolina. Um reajuste no derivado fóssil, portanto, teria reflexos diretos nas margens do hidratado. Para manter sua competitividade, o etanol hidratado tem de custar, nos postos, no máximo 70% do valor cobrado pela gasolina, em um cálculo que leva em consideração a diferença média de rendimento energético entre os dois combustíveis.
Independentemente dessa discussão, o presidente da Raízen, Vasco Dias, discorda que a defasagem entre os preços da gasolina no país e no exterior tenha de fato acabado. "A diferença entre o preço interno da gasolina e o internacional está em 8%. Há um grande efeito do dólar", observou o executivo durante o evento da Datagro. Assim, afirmou Dias, um aumento da gasolina terá que ser feito, seja qual for o próximo presidente.
Na visão de Plinio Nastari, o fim da defasagem não enfraquecerá a posição dos que defendem o reajuste da gasolina no mercado interno. "Há uma grande necessidade de recomposição do caixa da Petrobras. Disso depende a recuperação de sua capacidade de crescimento", disse.
Luiz Mendonça, presidente da Odebrecht Agroindustrial, braço sucroalcooleiro da Organização Odebrecht, é um dos que acreditam que a redução da defasagem - que, para ele, é temporária -, pode estimular o governo brasileiro a tentar recuperar a competitividade do etanol por meio da volta da cobrança da Cide na gasolina. Além disso, afirmou, o momento é propício para, finalmente, o governo implantar uma fórmula que permita um alinhamento maior entre os preços da gasolina no país e no exterior.
Segundo as fontes que afirmam que o governo estuda o retorno da Cide na gasolina - a cobrança chegou a ser equivalente a R$ 0,28 por litro, em janeiro do ano passado -, o processo será gradativo. O valor da cobrança da Cide no combustível fóssil começou no começo de 2012, e a contribuição foi zerada em julho de 2013, para amortecer os reajustes feitos nas refinarias.
Para Luís Roberto Pogetti, presidente do conselho de administração da trading Copersucar, o segmento sucroalcooleiro não pode abrir mão do etanol hidratado. Em 2014, notou o executivo durante a conferência da Datagro, esse mercado será de 16 bilhões, ou R$ 21 bilhões. "É o equivalente a 20 milhões de toneladas de açúcar. Se a situação está difícil com o hidratado, sem ele o setor sucumbe", afirmou ele. (Valor Econômico 22/10/2014)
 

Odebrecht e Eldorado temem fusão da ALL

O grupo Odebrecht e a produtora de celulose Eldorado (da J&F) manifestaram preocupação sobre a fusão entre a companhia de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo. A Eldorado chegou a pedir ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a reprovação do negócio.
A fusão entre ALL e Rumo (empresa de logística controlada pelo grupo de origem sucroalcooleira Cosan) é analisada desde julho deste ano pelo Cade, que tem até junho de 2015 para chegar a um parecer. No momento, o órgão consulta empresas potencialmente afetadas pela operação, que dão sua opinião sobre o assunto.
A Odebrecht, que produz e comercializa açúcar e etanol por meio da subsidiária Odebrecht Agroindustrial, usa as ferrovias da ALL desde 2010 e diz que hoje já encontra dificuldades para movimentar cargas pela malha da concessionária devido à falta de vagões (o que estaria causando atrasos e multas a clientes) e reajustes de preços. O escoamento de açúcar da Odebrecht é feito por ferrovias da ALL até os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).
Conforme apurou o Valor, a Odebrecht afirmou ao Cade que, além do mercado de açúcar, o de etanol também será afetado de maneira "severa" pela fusão.
A Eldorado vai além e diz temer que a Cosan, no futuro, force os clientes a usarem não só a ferrovia, mas toda a cadeia logística resultante da fusão entre ALL e Rumo - o que poderia englobar transporte de cargas oriundas de regiões produtoras, uso de unidades de transbordo de cargas para vagões, as ferrovias em si e terminais portuários no litoral. Outro temor é que haja tarifas maiores praticadas, para que a ferrovia priorize cargas do grupo Cosan.
A produtora de celulose pede a reprovação da fusão ou a adoção de cinco medidas - entre elas, que a empresa resultante de ALL e Rumo seja impedida de participar de novas licitações de terminais em Santos e que o Cade seja notificado "de todo e qualquer contrato firmado por empresas do grupo Cosan com a empresa resultante da operação" durante o período da concessão da ferrovia.
Outras sugestões da Eldorado são que o Cade determine à ALL a obrigação de "garantir níveis mínimos de eficiência" na prestação de serviços de movimentação de vagões no Porto de Santos; determine à companhia resultante da operação que comprove a inexistência de discriminação entre o grupo Cosan e suas demais clientes no acesso à ferrovia; proíba a companhia resultante da operação de utilizar o material rodante de propriedade da Eldorado (vagões e locomotivas) para o transporte de mercadorias próprias.
Outras companhias e entidades (a maioria já havia contestado no Cade o uso das ferrovias da ALL pela Rumo) voltaram a opinar na atual análise do órgão.
A Noble Brasil, por exemplo, acredita que haverá impactos decorrentes da fusão, mas afirma que é difícil mencioná-los no momento. A preocupação da companhia é principalmente com os preços que seriam praticados na logística de Mato Grosso para o litoral paulista.
A Agrovia diz que "sem dúvida", a operação entre Rumo e ALL cria dificuldades. A Ipiranga fez uma intervenção pedindo para ingressar como terceira interessda no processo e diz temer os "prováveis efeitos anticompetitivos" no mercado de distribuição de combustíveis. Outra produtora de celulose, a Fibria, também pediu para entrar como terceira interessada e diz que a operação traz risco de elevação no custo de exportação de commodities. A Amaggi também manifestou preocupações. A Copersucar disse que "não há objeção ao ato de concentração em si, desde que toda capacidade operacional seja oferecida ao mercado de forma indiscriminada e sem privilégios e (...) se realize investimentos" para aumento de capacidade no sistema.
Procurada, a Cosan (que teria a maioria no conselho da companhia resultante da fusão entre ALL e Rumo Logística), disse ter tomado conhecimento das contestação por meio da reportagem do Valor. "Questões como essas serão dirimidas pelo Cade, que dispõe de todas as informações e salvaguardas necessárias para formar o seu parecer a respeito", afirmou a Cosan, em nota. (Valor Econômico 22/10/2014)
 

Confirmada a capitalização da Odebrecht Agroindustrial

A Organização Odebrecht confirmou ontem o aumento de capital de R$ 820 milhões em sua controlada Odebrecht Agroindustrial, uma das principais produtoras de etanol e açúcar do país. Agora, os demais acionistas da empresa, entre eles a BNDESPar, têm 30 dias para exercer seu direito de preferência e acompanhar a sócia majoritária. Se todos os acionistas participarem da operação, a injeção total de capital na companhia sucroalcooleira alcançará R$ 1,46 bilhão.
O presidente da Odebrecht Agroindustrial, Luiz de Mendonça, afirmou ao Valor que, já entraram no caixa R$ 620 milhões aportados pela controladora, que detém 56% do capital da empresa. De acordo com ele, os R$ 200 milhões restantes serão injetados ao longo de 2015. Só será possível saber se essa participação acionária será mantida ou ampliada quando expirar o prazo para as eventuais subscrições dos outros acionistas.
Hoje com uma fatia de 14,4% da Odebrecht Agroindustrial, a BNDESPar, para participar integralmente da chamada de capital, terá de contribuir com cerca de R$ 210 milhões. Já o fundo Ashmore, que tem 13,1% da empresa, terá que colocar em torno de R$ 189 milhões para não ter sua participação no negócio diluída. No caso da Tarpon Investimentos, o montante necessário para preservar a participação de 2,4% chega a R$ 34,6 milhões.
Se de fato a capitalização atingir os R$ 1,46 bilhão planejados, a estrutura de capital da Odebrecht Agroindustrial passará a ser composta por 15% de equity (capital dos sócios) e 85% de dívida, ante uma proporção atual de 2% e 98%, respectivamente. Em 31 de março, o endividamento líquido da companhia controlada pela Odebrecht era de R$ 10,8 bilhões, para uma receita líquida de R$ 2,6 bilhões.
Os recursos serão usados para dar continuidade aos planos de investimentos em canaviais sem que, para isso, seja necessário elevar o endividamento. A operação foi a segunda medida anunciada neste ano pela Odebrecht Agro para equacionar sua estrutura de capital e garantir investimentos nesta e nas próximas duas safras. A primeira medida foi a venda dos ativos de cogeração, por R$ 3,7 bilhões, à Odebrecht Energia Renovável, subsidiária criada pelo grupo para investir em energia limpa.
Os recursos - tanto os provenientes da venda da cogeração quanto os do aumento de capital - deverão ser suficientes para garantir os investimentos de R$ 2,3 bilhões já aprovados pelo conselho da empresa para o triênio que começou nesta safra 2014/15, disse Mendonça. O orçamento prevê aporte de R$ 900 milhões em 2014/15 (basicamente para o plantio de cana), R$ 700 milhões em 2015/16 e outros R$ 700 milhões no ciclo 2016/17.
Nas nove usinas que tem - em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás -, a Odebrecht Agroindustrial deverá processar, na temporada 2014/15, de 25 milhões a 26 milhões de toneladas de cana, ante 22,5 milhões em 2013/14. Até 2016/17, a companhia pretende atingir uma moagem da ordem de 32 milhões de toneladas. (Valor Econômico 22/10/2014)
 

GVO vai encontrar solução para problema financeiro, diz Copersucar

O presidente do Conselho de Administração da Copersucar, Luís Roberto Pogetti, afirmou nesta terça-feira, 21, que o Grupo Virgolino Oliveira (GVO) "vai conseguir encontrar solução para seus problemas" e que, para a Copersucar, "está tudo normal". O GVO é um dos sócios da maior trading de açúcar e etanol do mundo.
Nesta segunda-feira, 20, em entrevista à reportagem, a sócia-proprietária do GVO, Carmen Ruete de Oliveira, confirmou que a companhia sucroenergética iniciou o processo de renegociação com os bondholders (detentores dos bonds) de sua dívida externa estimada em US$ 735 milhões pelo valor nominal dos papéis emitidos. Segundo a empresária, o GVO vai "mudar estrutura financeira e de capital da companhia junto com o bondholder", em comum acordo, em uma operação "feita exclusivamente no exterior".
TAC
Pogetti reafirmou, ainda, que as obras no Terminal Açucareiro Copersucar (TAC), em Santos (SP), estão dentro do previsto e devem ficar prontas até o fim do ano, quando retomarão a capacidade anualizada de embarque de 10 milhões de toneladas.
O TAC foi quase todo destruído por um incêndio em outubro do ano passado. Para evitar novos problemas, o executivo da Copersucar revelou que a empresa estuda novas especificações para que o açúcar estocado tenha um pouco mais de umidade e não seja tão inflamável. "Esperamos estar com isso concluído para o início da safra 2015/16", disse a jornalistas durante intervalo de conferência promovida pela Datagro, em São Paulo. (Agência Estado 21/10/2014)
 

Brasil espera preços melhores para exportar mais açúcar

O Brasil deve manter suas exportações de açúcar na próxima safra, segundo estimativa de Plinio Nastari, presidente da Datagro, consultoria do setor de açúcar e etanol que promove conferência internacional na área nesta segunda (20) e terça-feira (21), na capital paulista. Os valores da commodity estão em baixa no mercado mundial e os produtores brasileiros devem privilegiar na safra 2014/2015, que começa em outubro, a produção de etanol, e não de açúcar, nas suas moagens de cana-de-açúcar.
A opção pelo etanol deve ser justamente uma forma de ajudar a fazer o mercado corrigir para cima os preços do açúcar, segundo Nastari. As cotações do açúcar se mantiveram baixas na safra 2013/2014, mas têm perspectiva de melhoria nos próximos anos, já que o déficit entre consumo e produção mundial ficará em 3,2 milhões de toneladas na próxima safra, segundo estimativa da consultoria Datagro. Na última safra houve superávit.
Os estoques mundiais, no entanto, ainda permanecerão altos, o que deve dificultar uma alta nos preços do açúcar no curto prazo. No final de setembro, a relação entre estoque e consumo mundial estava em 56,6%. No final de setembro do ano que vem, essa relação deve ser de 42,8%. Nastari acredita que os preços começarão a cair quando o percentual for menor que 42%. O Brasil deve exportar, na próxima safra, 23,95 milhões de toneladas de açúcar.
O Brasil deve produzir na safra 2014/2015 um total de 607,6 milhões de toneladas de cana, com as quais fará 35,06 milhões de toneladas de açúcar e 26,4 bilhões de litros de etanol. Nastari afirma que pelo menos até a primeira metade da próxima safra os produtores vão dar preferência ao etanol, assim como ocorreu na última safra. A expectativa de recuperação dos preços do etanol é maior do que a do valor do açúcar.
O setor espera que o etanol fique mais competitivo frente à gasolina no mercado brasileiro nos próximos meses com um possível aumento dos preços da gasolina e o retorno do imposto Cide sobre a gasolina. Atualmente os valores da gasolina ao consumidor são controlados pelo governo e têm subsídio, o que impede o etanol de ser mais competitivo e ganhar mercado. A estratégia vem sendo mantida para não descontrolar a inflação. No mercado internacional, porém, segundo Nastari, o preço do etanol brasileiro é competitivo.
O setor não tem boas perspectivas para a produção de cana de açúcar em função dos problemas que vem enfrentando. Segundo Nastari, desde 2009 as safras sofrem com problemas de clima, que não tem sido normal na região Centro-Sul, a maior produtora de cana do País. Somado a isso, o segmento passa por adaptação para a mecanização do plantio e da colheita e enfrenta problemas de competitividade em função dos preços baixos da gasolina.
O cenário fez com que as empresas da área acumulassem dívidas, vivessem a estagnação de investimentos e tivessem gastos com tecnologia abaixo do recomendado. Foram baixos os investimentos na própria lavoura, que deve se refletir ainda na produtividade da safra que vem. Segundo Nastari, as dívidas do segmento são de R$ 66 bilhões, acima da receita anual.
Apesar dos problemas internos, o Brasil ainda é visto como uma referência em etanol e açúcar no mercado mundial. Segundo o diretor executivo da International Sugar Organization, José Orive, que deu palestra na conferência, o Brasil é o "rei da montanha" na área de açúcar, e o resto do mundo o segue. Ele afirma que muitos querem saber mais sobre as ações do Brasil no setor de açúcar quando entram em contato com o organismo. Orive falou sobre a mudança do mercado da União Europeia a partir do ano 2017, quando os produtores locais, que fazem açúcar de beterraba, não terão mais um teto de produção e poderão produzir a quantidade que quiserem, entre outras medidas. Elas devem afetar o mercado mundial.
A 14ª Confererência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol tem participantes de 32 países, segundo divulgado pela organização. O primeiro dia do encontro teve a presença de várias autoridades brasileiras, entre elas o ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Geraldo Fontelles, e a secretária da Agricultura e do Abastecimento do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi. (UDOP 21/10/2014)
 

Roberto Rodrigues: Cenário para o setor é de recuperação em 2015

O presidente do Conselho Deliberativo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Roberto Rodrigues, avalia que o cenário para o setor sucroenergético em 2015 é de “recuperação”. Em entrevista nos bastidores da 14ª Conferência Internacional Datagro Sobre Açúcar e Etanol, em São Paulo, ele disse os dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais sinalizaram apoio ao segmento.
“O (senador pelo PSDB) Aécio Neves já declarou que dará atenção especial. Se a Dilma (Rousseff, do PT) for reeleita, eu tenho conversado com alguns de seus ministros, há um desejo de se criar condições para que o setor se recupere”, afirmou Rodrigues.
Ele, que também é diretor do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (GV Agro), comentou que a prioridade será a retomada da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina, mecanismo que devolveria competitividade ao etanol. (Agência Estado 21/10/2014)
 

Nova estimativa reduz, mais uma vez, a previsão de safra da cana-de-açúcar

Pela terceira vez, a Datagro, consultoria do setor sucroenergético, reduziu a estimativa de moagem para a atual safra de cana-de-açúcar na região centro-sul.
A produção deste ano deve ser 7,4% menor que a do ano passado, com 550,2 milhões de toneladas.
No mês passado, a estimativa da empresa era que a moagem atingisse 556 milhões de toneladas de cana.
A região centro-sul é responsável por cerca de 90% da produção brasileira de cana.
A estimativa de produção de açúcar também caiu, para 31,6 toneladas.
Já a produção de etanol, apesar de ficar abaixo da safra do ano passado, teve um aumento na estimativa.
Em setembro, a consultoria previa que a produção fosse de 24,02 bilhões de litros de etanol. A nova estimativa aponta, agora, para 24,9 bilhões de litros.
De acordo com Plínio Nastari, presidente da Datagro, a safra deste ano foi prejudicada na região centro-sul por causa da estiagem.
A falta de chuvas e a ocorrência de queimadas reduziu a colheita de cana.
Para Nastari, "parte da crise do setor" pode ser superada pelo aumento da produção de etanol.
Ainda de acordo com ele, alguns produtores devem esticar a safra até dezembro para produzir o máximo de etanol e reduzir a de açúcar. Já outras, devem encerrar antes.
Reportagem publicada pela Folha neste mês mostrou que a falta de chuva nas lavouras de cana neste ano já fez pelo menos dez usinas anteciparem o encerramento da safra na região centro-sul.
Normalmente, as atividades nas indústrias começam a ser interrompidas a partir da segunda quinzena de outubro, a maioria delas vai até dezembro. (Folha de São Paulo 21/10/2014 às 21h: 36m)
 

Indicador do açúcar sobre 5,5% em outubro

Em São Paulo, o do açúcar cristal fechou a R$ 48,04 a saca de 50 quilos na segunda.
As expectativas de entressafra mais prolongada, devido ao clima seco na região Centro-Sul do Brasil, têm se confirmado, assim como a menor produção de açúcar. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), de abril a setembro deste ano, o volume total de açúcar cristal negociado no spot paulista é 24% menor que o do mesmo período do ano passado.
Os preços do açúcar têm subido de forma consecutiva desde o começo de outubro. Na segunda, dia , 20, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal no Estado de São Paulo, cor Icumsa entre 130 e 180, fechou a R$ 48,04 a saca de 50 quilos, elevação de 2,23% em relação à segunda anterior, 13. Na parcial do mês, o aumento é de 5,42%.
Ritmo lento do etanol
A oferta e a demanda de etanol estão equilibradas no mercado paulista. Algumas usinas finalizaram as atividades de moagem e não mostram necessidade de “fazer caixa” ou de abrir espaço nos tanques.
Segundo o Cepea, a cotação do etanol segue estável. Entre 13 e 17 de outubro, o Indicador do anidro, em SP, teve média de R$ 1,3061/litro (PIS/Cofins zerados), recuo de 1,2% em relação ao período anterior.
Para o hidratado, houve pequena alta de 0,4% em igual comparativo, com o Indicador passando para R$ 1,1439/l (sem impostos). Na parcial de outubro, as variações acumuladas também são pequenas, com leve queda de 0,2% para o hidratado e de 0,9% para o anidro. (Rural BR 21/10/2014)
 

Ritmo de negócios é lento e preços do etanol seguem estáveis

A oferta e a demanda de etanol estão equilibradas no mercado paulista, conforme indicam pesquisadores do Cepea. Algumas usinas finalizaram as atividades de moagem e não mostram necessidade de “fazer caixa” ou de abrir espaço nos tanques. Distribuidoras, por sua vez, têm operado em ritmo normal. Assim, as cotações dos etanóis seguem estáveis, de acordo com dados do Cepea.
Entre 13 e 17 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do anidro (estado de São Paulo) teve média de R$ 1,3061/litro (PIS/Cofins zerados), recuo de 1,2% em relação ao período anterior. Para o hidratado, houve pequena alta de 0,4% em igual comparativo, com o Indicador passando para R$ 1,1439/l (sem impostos).
Na parcial de outubro, as variações acumuladas também são pequenas, com leve queda de 0,2% para o hidratado e de 0,9% para o anidro. (CEPEA/ESALQ 21/10/2014)
 

Apesar da seca, colheita de cana da Guarani segue no prazo programado

O diretor da Divisão de Cana do Grupo Tereos, Jacyr Costa Filho, reafirmou nesta terça-feira, 21, ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que a temporada 2014/15 de cana-de-açúcar da Guarani está prevista para terminar no fim de novembro, dentro do prazo programado. Conforme ele, as sete unidades da companhia estão trabalhando normalmente, sem precisar reduzir os trabalhos de colheita e moagem para, com isso, esticar o período de safra.
Costa Filho concedeu entrevista ao Broadcast pouco antes do início do segundo e último dia da 14ª Conferência Internacional Datagro Sobre Açúcar e Etanol, em São Paulo. Ontem, no primeiro dia do evento, representantes comentaram que há usinas do Centro-Sul trabalhando com 50% da capacidade de operação em razão da falta de matéria-prima para processamento, em decorrência da estiagem no início do ano.
A Guarani prevê moagem de 20,5 milhões de toneladas de cana na atual temporada, levemente acima das 19,7 milhões de toneladas de 2013/14, mas 5% menos do que o esperado inicialmente. As sete usinas da Guarani são Andrade, Cruz Alta, São José, Severínia, Mandu, Tanabi e Usina Vertente - nesta última com controle de 50% em parceria com o Grupo Humus. A companhia tem ainda uma unidade industrial, produtora de açúcar, em Moçambique, na África. (Cocari 21/10/2014)
 

Quantidade de etanol na gasolina deve aumentar em 2015

Acréscimo de 25% para 27,5% de biocombustível está previsto em lei, mas dependia da realização de estudos técnicos.
Devem ser produzidos 26 bilhões de litros de etanol em 2014
O aumento da mistura etanol anidro na gasolina deve acontecer em meados de 2015, na próxima safra de cana. O acréscimo de 25% para 27,5% de biocombustível já está previsto em lei, mas dependia da realização de estudos técnicos.
Neste ano, devem ser produzidos 26 bilhões de litros de etanol. Um mercado de R$ 21 bilhões em receita para as usinas. Além do aumento da demanda do etanol anidro, o setor espera por mais utilização do etanol hidratado. Para isso, uma das reivindicações é pela mudança na tributação, bem como a melhora no rendimento dos veículos flex. A indústria automotiva rebate as queixas.
O etanol é praticamente o mesmo. Há 200 anos a gente faz o mesmo tipo de etanol no país. Melhoramos alguma coisa de contaminação, processo, mas o produto, na realidade, é o mesmo. Será que não seria de se pensar alguma mudança do próprio combustível, que traga maior poder calorífico e aumente a eficiência da utilização? É algo mais abrangente para se debater do que jogar esta responsabilidade do paradigma de 70% somente para o veículo – aponta o vice-presidente da Anfavea Henry José Júnior.
Os desafios do setor sucroenergético foram discutidos nesta terça, dia 21, em São Paulo, na Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol.
O Brasil é o único país em que o consumidor escolhe o seu combustível na bomba, entre um combustível fóssil e um combustível renovável. Acima de tudo, o etanol é uma grande oportunidade para a nossa indústria – diz a presidente da Unica, Elizabeth Farina.
No Brasil, a produção em escala industrial de etanol de segunda geração deve começar ainda neste ano, com duas usinas em operação: uma em Alagoas e outra no interior de São Paulo. A estimativa é de que o etanol de segunda geração pode aumentar em até 30% a oferta do combustível no país.
O potencial que eu vejo está nas pontas e nas folhas da cana, que representam o aumento de um terço na produção do etanol, com esta palha e esta ponta nós vamos produzir o etanol celulósico ou de segunda geração. No bagaço também, as usinas que utilizam bagaço pra geração de energia sobra em torno de um terço de bagaço que também pode ser produzido o etanol de segunda geração – explica o CEO da Novozymes, Pedro Luiz Fernandes. (Rural BR 21/10/2014 às 19h: 36m)
 

Em 12 meses, incêndio afeta três terminais

Um incêndio destruiu um dos armazéns de açúcar do Terminal Exportador de Açúcar do Guarujá (TEAG), joint venture entre a americana Cargill e Biosev, do grupo francês Louis Dreyfus. O fogo, que foi deflagrado na madrugada de ontem, tinha sido contido até o fim da tarde. Esse é o terceiro incêndio de grandes proporções em terminais que armazenam açúcar no Porto de Santos.
Há um ano, a Copersucar teve boa parte de seu armazém destruído pelas chamas, com perda de 180 mil toneladas de açúcar. À época, chegou-se a cogitar que o incêndio teria sido criminoso, mas as suspeitas foram descartadas após a perícia detectar que fagulhas que saíram de uma das esteiras provocaram o incêndio. Em agosto, a Cosan também teve um dos seus armazéns atingidos.
"Umidade baixa, seca e açúcar muito fino são forte risco. As usinas vão se reunir para discutir uma forma de armazenagem", disse uma fonte.
Em comunicado, a Biosev informou que estão sendo apuradas as causas do incêndio. "A capacidade total dos armazéns do TEAG é de 110 mil toneladas e o atingido estocava cerca de 50 mil toneladas, dos quais 50% são da Biosev. A área de carregamento não foi atingida", disse a Biosev. Conforme a Biosev, não houve feridos. A companhia, que tem seguro para edificações, equipamentos e estoques, disse já ter identificado "capacidade contingente disponível para cobrir o período de interrupção das operações". (O Estado de São Paulo 21/10/2014)
 

Valor Bruto da Produção de 2014 atinge R$ 438 bilhões

Nas lavouras o valor foi de R$ 282 bilhões e na pecuária R$ 155 bilhões.
A Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa) apresentou o Valor Bruto da Produção (VBP), que teve como estivativa do ano de 2014, com base nas informações de setembro, o valor de R$ 438 bilhões, aumento de 1%. Para as lavouras o valor atingido foi de R$ 282 bilhões, aumento de 0,3% e para a pecuária o valor alcançado foi de R$ 155 bilhões, aumento de 2,5%, para o mesmo período.
Dados da AGE mostram que os produtos da lavoura que apresentaram melhor desempenho no VBP foram: algodão, 51,9%; cacau, 26,2 %; laranja, 25,9 %; pimenta do reino, 25,4 %; trigo, 14,6 %; banana, 13,9 %; café, 13,6 %; batata inglesa, 11,1 %; maçã, 9,4 % e soja, 4,1 %. Já na pecuária, a carne bovina se destacou em setembro com crescimento de 19,3%, seguida da carne suína, com 11,6%.
O VBP, em relação às regiões, mostra que no ano de 2014 o Centro-Oeste e Sudeste lideraram a produção de grãos e carnes no país. As duas regiões representam 49,6% do valor da produção agropecuária. Em seguida está o Sudeste, Nordeste e Norte. (Mapa 21/10/2014)
 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Queda em NY: Fatores macroeconômicos e ligados aos fundamentos pressionaram ontem os preços do açúcar em Nova York. Os lotes do demerara para maio fecharam em 16,73 centavos de dólar a libra-peso, uma queda de 19 centavos. Pesquisas eleitorais indicando Dilma Rousseff na frente da disputa à presidência deram fôlego ao dólar no Brasil, influenciando a queda dos preços do açúcar. Quanto aos fundamentos, a China (maior consumidor global) informou que a importação do produto no mês passado caiu 39%, na comparação anual. Na Índia, autoridades e usinas entraram em acordo sobre o cálculo do preço a pagar aos produtores, que agora devem iniciar a colheita. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,85%, para R$ 48,45 a saca de 50 quilos.
Algodão: Movimento técnico: Apesar da nova queda da importação de algodão pela China, os preços subiram ontem na bolsa de Nova York após recompras técnicas. Os lotes para março fecharam em alta de 61,91 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 21 pontos. Em setembro, a China comprou 40% menos algodão que no mesmo mês de 2013, um sinal de que o país continua a priorizar a comercialização da pluma que está armazenada nos estoques públicos. Divulgado ontem, o dado não influenciou o mercado futuro, que se pautou por movimentos técnicos dos fundos. A alta reverteu uma parte das quedas que ocorrem desde o início da semana passada diante o avanço da colheita nos EUA. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em 8 dias subiu 0,19%, a R$ 1,6581 a libra-peso.
Soja: Alta em Chicago: Os contratos futuros da soja voltaram a subir ontem na bolsa de Chicago, em meio a fatores técnicos e diante de dificuldades das indústrias em obter grãos para processamento. Os papéis para janeiro fecharam a US$ 9,7175 o bushel, avanço de 19,5 centavos. Algumas indústrias processadoras dos EUA com contratos de entrega para cumprir têm encontrado dificuldades em receber os grãos, já que os produtores estão relutantes em negociar a safra nova em meio ao atual cenário de baixos preços, diz Stefan Tomkiw, analista da Jefferies Bache, em Chicago. Ele estima que a comercialização da produção de 2014/15 esteja entre 50% e 60% até agora. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná subiu 0,81% ontem, para R$ 59,52 a saca.
Trigo: Forte valorização: Em um dia de compras técnicas generalizadas no mercado de grãos, as cotações do trigo marcaram altas expressivas nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para março fecharam com avanço de 6,75 centavos, a US$ 5,33 o bushel, o maior valor em um mês. Em Kansas, onde é negociado o produto de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento fecharam em US$ 6,0375 o bushel, avanço de 2,25 centavos. Apesar da alta, os dados de fundamentos continuam "baixistas" para o trigo nos Estados Unidos, que continua com pouca competitividade no mercado internacional, como indicam recentes dados de exportação do cereal do país. No mercado interno, o preço médio do trigo no Rio Grande do Sul apurado pelo Cepea/Esalq teve alta de 2,34%, para R$ 472,79 a tonelada. (Valor Econômico 22/10/2014)