Setor sucroenergético

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Credores empurram Shree Renuka contra a parede

Até quando a indiana Shree Renuka terá estômago para perder tanto dinheiro e suportar tamanho martírio no Brasil?

A extensa lista de sinistros do grupo sucroalcooleiro parece não ter fim.

O mais novo revés diz respeito à renegociação das dívidas da subsidiária Renuka do Brasil, processo fundamental para o próprio futuro da companhia.

Até o momento, menos da metade dos credores teria concordado com as condições propostas pela companhia.

A maioria das instituições financeiras rechaça a hipótese de um período de carência para o início do pagamento das dívidas, prazo este que poderia chegar a 30 meses.

Os bancos também condicionam um acordo a um aporte de capital da Shree Renuka na subsidiária. Nas entrelinhas, exigem dos indianos uma espécie de carta-fiança: a injeção de recursos seria uma garantia em relação à própria continuidade das operações da empresa no Brasil.

Os credores da Renuka do Brasil - uma lista que inclui Santander, Banco do Brasil, Banco Votorantim, entre outros - sabem bem onde estão pisando.

No início do ano, um dos acionistas controladores da Shree Renuka - a Wilmar, trading com sede em Cingapura - acenou com um aporte na operação brasileira.

O dinheiro nunca chegou. Ressaltese ainda que esta é a terceira vez, em quatro anos, que os indianos sentam frente a frente com as instituições financeiras para renegociar seus passivos.

No intervalo entre um acordo e outro, a bola de neve só faz crescer.

Uma das maiores produtoras de açúcar e etanol da Ásia, a Shree Renuka não sabe o que é ganhar dinheiro desde que chegou ao Brasil.

Em quatro safras, perdeu mais de R$ 850 milhões. No último exercício, encerrado em março, bateu o recorde de prejuízo em um único ciclo: R$ 306 milhões.

O passivo, em torno de R$ 1 bilhão, já equivale a uma vez e meia o faturamento anual. (Jornal Relatório Reservado 28/10/2014)

 

Agronegócio resiste à presidente reeleita

Com exceção das usinas de etanol, poucos têm o que reclamar da política da presidente Dilma para o agronegócio. Nos últimos anos, vêm sendo atendidos todos os principais pleitos desse setor, que contribuiu somente em 2013 com um superávit superior a US$ 5 bilhões, garantindo ao país um saldo positivo na balança comercial de US$ 2,6 bilhões.

Crédito para custeio e investimento, boa parte a juros subsidiados, somaram-se às altas das commodities agrícolas nos últimos quatro anos para gerar um clima geral de bom humor no campo. Mas nem assim, a presidente venceu nos Estados que concentram a produção nacional de alimentos.

Principal "cabo eleitoral" da presidente Dilma, o maior produtor individual de soja do mundo, Eraí Maggi, diz que a única explicação para a menor votação da petista nas regiões do agronegócio está na permanência de uma visão ultrapassada em relação ao PT e que o setor tem dificuldades de deixar para trás. "Há imagem de que, quando não estava no poder, o PT estimulava a invasão de terra, não deixava desmatar"

No segundo turno das eleições, assim como no primeiro, Aécio foi o mais votado em todos os Estados do Centro-Oeste e do Sul do país, nos quais se concentra a maior produção de alimentos do Brasil.

A insegurança jurídica presente no governo petista, tanto no que se refere à invasão de terras e quanto na questão indígena é o ponto central da resistência dos ruralistas, na visão do presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Gustavo Diniz Junqueira. "Além disso, o eleitor dessas regiões mais distantes, que acorda cedo para trabalhar, é contra o bolsa família, não suporta política assistencialista", explica Junqueira.

Após quatro anos de cotações internacionais elevadas, as commodities agrícolas entraram no ciclo de baixa, portanto, de "gerador de riqueza", os produtores de grãos vão se converter em 2015 em "demandante de recursos". "Como o governo lidará com isso? Fará como fez com o setor de etanol, que foi sucateado em nome de uma escolha macroeconômica [controle da inflação]?", questiona Junqueira, referindo-se ao controle dos preços da gasolina e à retirada da cobrança da Cide no combustível fóssil.

Considerada a algoz do etanol, a presidente Dilma deve continuar no segundo mandato sob pressão das usinas de cana. Ontem, Elizabeth Farina, presidente da entidade que representa essa indústria no Centro-Sul, convocou a imprensa para dar o recado: queremos uma interlocução direta com a presidente e sinalizações claras o quanto antes.

Apesar da aparente disposição da presidente em dialogar, evidente no discurso de vitória, as usinas de etanol não parecem entusiasmadas com o que vem pela frente.

Questionado ontem sobre a reeleição de Dilma Roussef, o maior empresário do setor, o presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, disparou: "Não acho nada". (Valor Econômico 28/10/2014)

 

Açúcar: Peso eleitoral

A vitória da presidente Dilma Rousseff no segundo turno das eleições presidenciais no Brasil respingou até no mercado de açúcar na bolsa de Nova York.

Os contratos do açúcar demerara para maio de 2015 fecharam com recuo de 31 pontos, a 16,34 centavos de dólar por libra-peso.

O setor sucroalcooleiro critica a política energética do governo atual.

Alguns analistas acreditavam que o candidato da oposição atenderia aos pleitos do segmento.

Os preços também foram pressionados pela alta do dólar ante o real, movimento que também refletiu o resultado eleitoral no país.

A alta da moeda americana costuma estimular as usinas brasileiras a colocar sua produção à venda.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal teve alta de 0,19% ontem, para R$ 48,73 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 28/10/2014)

 

Cenário difícil para empresas brasileiras se mantém após reeleição de Dilma

O cenário de dificuldades para empresas brasileira em 2015 se mantém não foi alterado com a reeleição da presidente Dilma Rousseff, afirmou a agência de classificação de risco Fitch, nesta segunda-feira.

Segundo a agência, problemas sistêmicos como inflação e sistema tributário excessivamente complexo e ineficiente continuarão a prejudicar os fluxos de caixa das companhias.

A Fitch afirmou ainda que a demanda doméstica deve continuar fraca, uma vez que a confiança dos empresários e consumidores não vai se recuperar de maneira significativa.

"Estes desafios, além da queda nos preços da commodities, provavelmente vão levar a um aumento na alavancagem das empresas e a uma tendência de ações negativas de rating em 2015", afirmou a Fitch em comunicado à imprensa (Reuters 27/10/2014)

 

Unica aguarda definições do governo sobre o setor sucroalcooleiro

SÃO PAULO: A presidente-executiva da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, afirmou hoje que espera ter uma interlocução direta com a presidente Dima Rousseff em seu segundo mandato e que o governo federal dê sinalizações claras o quanto antes para o setor.

Em entrevista convocada pela entidade nesta manhã, Elizabeth disse que questões relacionadas ao etanol não precisam — nem devem — esperar pelo início da nova gestão, em 1º de janeiro de 2015. “Já conversamos bastante [com o governo]. Eu quero olhar pra frente e saber o que vai mudar em relação à política energética do governo. O  setor reage aos estímulos que dão”, disse a executiva, acrescentando que a presidente mencionou em seu discurso de vitória que não fará coisas somente em 2015.

“É fundamental que o setor conheça qual será a sistemática de formação de preços na matriz de combustíveis em geral. Quais serão as regras que vão vigorar? E essas regras serão consistentes com o objetivo de participação do etanol na matriz energética?”.

De acordo com ela, um dos elementos que tem sido discutido é o reconhecimento das externalidades positivas do etanol. “Os combustíveis fósseis são importantes, mas trazem algumas consequências como emissão de gases-estufa e poluição. Tudo isso não está no preço de bomba. A CIDE [sobre a gasolina] precisa ser restabelecida”.

Elizabeth citou ainda o aumento da mistura do etanol na gasolina e as conversas com a indústria automobilística — que necessita aperfeiçoar os motores flex dos carros — como outras medidas de base para o governo federal.

A entidade que, oficialmente, mantém uma posição política de neutralidade, há tempos revela insatisfação com a falta de medidas que ajudem o setor produtor de etanol. Ex-ministro do governo Lula e atual presidente do conselho de administração da Unica, Roberto Rodrigues causou apreensão recentemente ao declarar seu voto e apoio a Aécio Neves (PSDB). (Valor Econômico 27/10/2014 às 13h: 44m)

 

Grupo sucroalcooleiro São Martinho anuncia parceria imobiliária em SP

SÃO PAULO - O grupo sucroalcooleiro São Martinho, um dos mais importantes do país, anunciou há pouco que firmou uma parceria com a Alphaville Urbanismo (Alphaville) para o desenvolvimento de projeto imobiliário no interior de São Paulo. A companhia, por meio de sua subsidiária Vale do Mogi, deve ter com o projeto a geração de um valor presente líquido de R$ 67 milhões.

Foi firmado um consórcio imobiliário, no qual a Vale do Mogi entrará com 124,09 hectares — o equivalente a cerca de 1,240 milhão de metros quadrados de terra nua. A Alphaville fará elaboração e aprovação do projeto imobiliário, execução do empreendimento para implantação do loteamento, realização, coordenação, marketing e comercialização, afirmou a São Martinho em comunicado.

O Consórcio Alphaville Limeira está localizado no município paulista de Limeira, na intersecção da rodovia Bandeirantes (SP 348) com a rodovia SP 151 (Limeira/Iracemápolis) e deve ser lançado em três fases, sendo a primeira em 2016.

Citando estudos realizados pela Alphaville, a São Martinho informa que o Valor Geral de Vendas (VGV) estimado pelo proejto é de aproximadamente R$ 277 milhões, que resultará em um valor presente líquido para a Vale do Mogi de R$ 67 milhões.

A parceria é uma das diversas que o grupo sucroalcooleiro pretende fazer para explorar de forma mais rentável do que o cultivo de cana-de-açúcar as terras de que dispõem em áreas mais próximas ao perímetro urbano no interior de São Paulo. A Vale do Mogi tem no seu portfólio 52.636 hectares de terras nas regiões de Ribeirão Preto, Limeira e Piracicaba, nos quais se incluem 2.002 hectares (20.025.400 m2) próximos ao perímetro urbano e com grande potencial imobiliário. “Além da gestão desses ativos, a Vale do Mogi tem como meta a monetização das terras localizadas em centros urbanos, através de parcerias semelhantes”. (Valor Econômico 27/10/2014 às 20h: 49m)

 

Quatro razões para entender por que mercado 'desconfia' de Dilma

O primeiro dia depois das eleições que reconduziram Dilma Rousseff (PT) ao Palácio do Planalto foi de turbulência no mercado financeiro brasileiro.

O índice Bovespa caiu 2,77%. A cotação do dólar também registrou alta de 2,5%, fechando a R$ 2,52. As ações da Petrobras caíram 12%, a maior queda desde novembro de 2008.

Como aconteceu durante a campanha com a divulgação de pesquisas eleitorais, indicadores do mercado financeiro reagiram mal à reeleição de Dilma, mostrando a preferência de parte do eleitorado pelo candidato derrotado, Aécio Neves (PSDB).

Em uma das primeiras entrevistas concedidas após a reeleição, a presidente já prometeu mudanças na economia antes do fim de seu primeiro mandato. "Não vou esperar para iniciar todas as ações no sentido de transformar e melhorar o crescimento da nossa economia", disse Dilma ao Jornal Nacional.

A presidente reeleita reafirmou seu compromisso de 'diálogo com todos os segmentos para discutir os caminhos do Brasil' e se comprometeu a anunciar novas medidas econômicas até o fim do ano. "Pretendo colocar de forma muito clara as medidas que vou tomar. Agora, não é hoje. Antes do final do ano. Vou fazer neste mês que se inicia na próxima semana", afirmou.

Mas por que o mercado reagiu com 'desconfiança' à reeleição de Dilma? A BBC Brasil ouviu analistas no exterior sobre o pessimismo entre alguns investidores com os próximos quatro anos de mandato da petista. Conheça alguns dos motivos apontados por eles:

'Exagero interno' contagia exterior

O sentimento negativo em relação à economia no segundo mandato de Dilma entre vários investidores internacionais tem sua origem em um pensamento difundido pelo empresariado brasileiro, na avaliação de Stephen Rose, da LatinCo, consultoria de Londres que auxilia instituições europeias a investir no Brasil.

"A vitória apertada de Dilma ontem [domingo] na eleição presidencial do Brasil pode ser uma decepção, mas não é um desastre", escreveu Rose em um boletim enviado a seus clientes nesta segunda-feira em Londres. Ele cita que o mercado tinha mais confiança na perspectiva de reformas e ortodoxia na economia com uma vitória de Aécio Neves e a provável indicação de Armínio Fraga para o Ministério da Fazenda.

"O antagonismo da comunidade brasileira de negócios a Dilma distorceu o cenário, dando a impressão de que o Brasil vai embarcar em quatro anos terríveis."

"O problema maior é com os empresários locais. O Brasil continua atraindo muitos investimentos estrangeiros diretos", diz Victor Bulmer-Thomas, analista do think tank londrino Chatham House. O Brasil atrai, em média, US$ 55 bilhões (R$ 139 bilhões) em investimentos estrangeiros diretos por ano - e essa média não caiu este ano, mesmo diante do pessimismo registrado no mercado financeiro.

Bulmer-Thomas diz que há investidores estrangeiros acostumados com riscos muito maiores do que o Brasil. Ele cita o exemplo do setor de energia – que continuará atraindo recursos externos pelos próximos cinco ou dez anos, dadas as boas perspectivas de rentabilidade no país.

"Investidores nesse setor estão acostumados com cenários locais muito mais difíceis. Essas pessoas estão acostumadas a investir em lugares como Rússia e Angola, então o Brasil não é o maior dos desafios."

Fuga especulativa

Stephen Rose atribui parte do movimento de saída de capitais estrangeiros nesta semana a um fenômeno particular de setembro. Alguns investidores com olho em ganhos de curto prazo inundaram a bolsa brasileira em setembro, na expectativa de que Aécio Neves ou Marina Silva fossem eleitos. Segundo ele, 52% do movimento de setembro da Bovespa era de capital estrangeiro chegando à bolsa.

Para ele, parte desses estrangeiros estão procurando oportunidades de ganhos no Brasil, e não demoram em sair do país para migrar para lugares como México e Indonésia diante de notícias consideradas ruins.

Rose e Bulmer-Thomas concordam que um dos problemas do mercado financeiro brasileiro é a falta de confiança do empresariado nacional para investir.

"No Brasil, o nível médio histórico de investimento é de 18% do PIB, o que é muito baixo se comparado com Índia e China, que estão na casa de 35% a 40%", diz o analista da Chatham House.

Para convencer os empresários brasileiros a investir, Dilma teria que dar uma série de sinais ao mercado – desde o nome da nova equipe à renovação de alguns princípios.

Ministro da FazendaApós reeleição, Mantega afirmou que povo "aprovou política econômica" nas urnas.

Um dos anúncios mais esperados é o nome do novo ministro da Fazenda, já que Guido Mantega está de saída.

Os analistas acreditam que o mercado aceitará bem algum ministro com perfil parecido com o de Antonio Palocci, com reputação de bom trânsito entre os empresários nacionais, mas rejeitará políticos como Aloisio Mercadante, visto como "esquerdista demais", segundo Stephen Rose.

Mas mesmo a indicação do novo ministro e da equipe econômica não seriam suficientes para apaziguar o mercado. Irene Mia, da consultoria britânica Economist Inteligence Unit, acredita que Dilma tem uma imagem de pessoa que "microgerencia" demais os assuntos da Fazenda e não dá liberdade para seus ministros trabalharem.

Ela cita uma frase de uma entrevista recente do ex-ministro Antonio Delfim Netto: "Dilma é seu próprio ministro da Fazenda", dando a entender que qualquer que seja o ministro, ele não terá espaço para tomar decisões.

Rose acredita que outro fator político será importante no segundo mandato de Dilma: o papel do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no governo. Ele diz que Lula tem uma reputação de conseguir conciliar programas sociais com a gestão eficiente dos pilares da economia – agradando ao mercado e aos eleitores. Se ele ganhar mais espaço no governo Dilma, isso seria bem visto por muitos investidores.

Inflação

Os três analistas são unânimes na indicação de que o combate à inflação é o principal "termômetro" no qual investidores estão de olho. Um compromisso com puxar a inflação – que flutua atualmente próximo ao teto da meta de 6,5% - para o centro da meta (4,5%) mostraria um compromisso do governo em dar condições estáveis para os empresários investirem em aumentar a produção.

Irene Mia diz que, no primeiro mandato de Dilma, o governo só usou a política monetária (alta da taxa de juros) para combater a inflação. Como os juros brasileiros já estão em um patamar considerado alto, a única ferramenta que sobra é a fiscal – com aumento de impostos (que ela descarta) ou redução de gastos públicos.

No entanto, a analista da Economist Intelligence Unit não se mostra otimista com grandes reformas neste setor.

"Eu sinceramente não acredito que muita coisa vá mudar [em comparação com o primeiro mandato]. No momento, a situação é bastante ruim. Estamos prevendo crescimento econômico de 0,4% para este ano", diz Mia.

A previsão da EIU para os anos de 2015 a 2019 é de um crescimento econômico anual médio de 2,5% - levemente superior à média de 1,7% do primeiro mandato de Dilma.

"Durante a campanha, Dilma nunca assumiu que existe um problema com a economia. Ela parece achar que tudo está bem, e que o crescimento vai voltar e a inflação vai baixar. Mas ela não vê nada de errado, então acho que investidores não devem esperar muitas mudanças nas políticas."

Os analistas acreditam que Dilma terá pouca margem de manobra para usar a ferramenta fiscal (aumento de impostos ou redução de gastos públicos), já que o governo já está com dificuldades de cumprir o superávit fiscal primário este ano. (BBC Brasil 27/10/2014)

 

Presidente da Abag diz que é preciso dar trégua ao novo governovo

Setor deve avaliar quais medidas ela tomará após ser reeleita, disse. Ele citou bons resultados de safra e de preços nos últimos anos.

O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, afirmou nesta segunda-feira (27) que é necessária uma trégua do setor à presidente Dilma Rousseff (PT) para avaliar quais medidas ela tomará após ser reeleita e ainda se absorverá as propostas feitas durante a campanha.

"Acho que temos de encarar como uma nova eleição, esperar, ver o que ela pretende fazer e até que ponto a presidente absorverá o que foi proposto", disse. "Foi eleição muito dividida, mas sem programa de governo para discutir", completou ele.

Carvalho afirmou ainda que mesmo com a crise econômica e a divisão política no país, o agronegócio conseguiu se destacar nos últimos anos pelos bons resultados de safra e de preços, no geral. No entanto, para 2015 a expectativa é de uma queda nos preços das commodities, principalmente dos grãos, o que traria dificuldades aos produtores brasileiros. "Vamos ver como o governo vai encarar a fase de baixa do agronegócio", concluiu. (Agência Estado 27/10/2014)

 

Usinas esperam diálogo com Dilma reeleita e política mais clara para etanol

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) espera que a presidente Dilma Rousseff mostre-se mais aberta ao diálogo, conforme prometeu em seu primeiro pronunciamento após ser reeleita no domingo, e apresente políticas mais claras para o setor de combustíveis que possam beneficiar os produtores de etanol, afirmou nesta segunda-feira a entidade.

"O diálogo sempre é melhor do que o não dialogo. Não podemos saber se o dialogo será positivo ou não, mas é importante que a presidente demonstre com clareza qual o papel ela espera da agroenergia na matriz de energia brasileira, se é um papel protagonista ou se é secundário", afirmou a presidente da Unica, Elizabeth Farina, em teleconferência com jornalistas.

Segundo a presidente da Unica, políticas mais claras para setor de combustíveis poderiam ajudar usinas de etanol a lidar com o elevado endividamento, em parte fruto do controle de preços de gasolina pelo governo nos últimos anos.

O preço controlado da gasolina, combustível concorrente do etanol hidratado no Brasil, limita repasses de custos das usinas ao preço do biocombustível, impactando as contas das indústrias.

As ações das companhias brasileiras de açúcar e etanol, como Cosan e São Martinho operavam em queda acentuada nesta segunda-feira.

Investidores avaliavam que uma mudança de governo poderia ter representado uma nova política para reajustes de preços da gasolina.

A própria Unica se aproximou de candidatos oposicionistas. Embora a entidade não tenha declarado apoio oficialmente a qualquer candidatura, o presidente do Conselho Deliberativo da associação, o ex-ministro Roberto Rodrigues, que atuou no governo Lula, declarou seu voto em Aécio Neves, segundo reportagens publicadas na mídia.

Questionada sobre o assunto, Elizabeth disse que é importante focar no futuro. "Olhando para frente, é fundamental que tenhamos diálogo no sentido de qual é a formação de preços que viabilize esse papel estratégico (do etanol)", disse ela, lembrando que a Unica foi um dos primeiros grupos industriais a organizar tal debate.

Além de políticas claras para os combustíveis, Elizabeth afirmou que o governo deveria reconhecer as "externalidades positivas do etanol", como o fato de ele ser um combustível menos poluente. Isso poderia ser feito por meio do restabelecimento da Cide, tributo incidente sobre a gasolina, que poderia deixar o combustível fóssil mais caro, permitindo reajustes do etanol hidratado.

A presidente da Unica também avalia que o governo poderia colaborar com o setor ao elevar efetivamente a mistura de etanol anidro na gasolina, dos atuais 25 por cento para 27,5 por cento. O governo já sancionou a lei que aumenta o teto da mistura, mas aguarda a conclusão de testes de viabilidade técnica.

"Ela (Dilma) colocou que interpreta o resultado das urnas e o próprio processo de campanha eleitoral... no sentido de mudança. Apesar de ela ter sido reeleita, ela colocou que quer ser uma presidente melhor e quer ser a candidata da mudança", disse a presidente da Unica, observando que o setor já mostrou que reage rapidamente a estímulos, com investimentos pesados no passado recente que resultaram também no elevado endividamento que hoje afeta o setor.

Entre 2004 e 2010, mais de 100 novas plantas industriais foram construídas no país, e o número de unidades produtoras em operação chegou a superar 400, segundo a Unica.

INVESTIMENTOS REPRESADOS

A propósito, a presidente da Unica avaliou que investimentos no setor de etanol só serão feitos considerando as "novas regras do jogo".

Questionada se a Unica aguarda também alguma ajuda para amenizar os problemas resultantes do elevado endividamento, a presidente da entidade afirmou que a simples sinalização sobre a política de preços já "aliviaria em parte as dificuldades financeiras que muitas usinas enfrentam, até pela desconfiança do setor".

Políticas claras sobre os combustíveis poderiam reduzir o risco sistêmico do setor, segundo ela.

Desde a crise financeira mundial em 2008, até 2013, mais de 70 usinas já fecharam as portas no Brasil, informou a Unica em relatório recente, que contabilizou ainda 66 unidades produtoras em recuperação judicial, considerando aquelas em operação e inativas.

Procurada pela Reuters, a Copersucar, maior comercializadora de açúcar e etanol que congrega muitas usinas associadas da Unica, afirmou que não comenta temas políticos.

A Unica representa o setor nesses temas, pontuou a assessoria de imprensa da Copersucar. A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) também afirmou a Unica representa o setor para esses assuntos.

Questionada sobre outros temas pertinentes ao agronegócio relacionados à reeleição de Dilma, a Abag afirmou que a entidade vai aguardar alguns dias para se pronunciar.

"Esse período é necessário para melhor entendimento sobre o quadro político que se configura e seus efeitos no agronegócio", disse a Abag por meio da assessoria de imprensa. (O Estado de São Paulo 27/10/2014 às 13h: 32m)

 

IPO: Cosan Logística versus BB Seguridade

Em setembro, a empresa de energia Cosan (CSAN3) anunciou a cisão de sua atividade de logística, criando a Cosan Logística. As ações dessa empresa passaram a ser negociadas de forma independente sob o código RLOG3. Em 2013, o Banco do Brasil (BB) havia aberto o capital de sua empresa de seguros. Com isso, a BB Seguridade passou a ser listada em bolsa. Embora tanto a Cosan quanto o BB tenham realizado a abertura de capital (IPO, da sigla em inglês) de unidades de negócios específicas de forma a dar maior visibilidade a elas, existem diferenças relevantes para os acionistas da companhia original.

O artigo 229 da Lei das S.A. define cisão como "a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a versão". Não houve extinção da Cosan, pois foram cindidos apenas os ativos de logística. Os acionistas originais da Cosan mantiveram as ações da empresa e receberam ainda papéis da Cosan Logística. A avaliação da parcela cindida foi feita tomando-se por base o valor do patrimônio líquido de agosto de 2014. Com o início das negociações da Cosan Logística em 6 de outubro, o antigo acionista da Cosan teve que se decidir entre manter as ações da nova empresa ou vendê-las parcial ou integralmente no mercado.

O preço definido para o primeiro dia de negociação de RLOG3 não necessariamente foi o justo. Ele foi apenas baseado em um critério: o contábil. Entre 6 e 23 de outubro, o preço de RLOG3 caiu 23%, enquanto CSAN3 teve queda menor de 15%. Os investidores consideraram, pelo menos no curto prazo, o valor inicial de RLOG3 elevado. Com isso, essas ações passaram a ser cotadas abaixo do valor patrimonial.

A decisão da cisão foi acertada como analisei anteriormente (leia o post "Por que o mercado não gosta de holdings?", de 29 de abril de 2014). As ações de empresas com várias atividades econômicas tendem a negociar com desconto, pois os investidores não conseguem precificar adequadamente as diversas unidades de negócios. A Cosan possui ativos de etanol e açúcar, logística e distribuição de combustíveis. Após a abertura de capital, a maior transparência dos dados da Cosan Logística permitirá que o mercado avalie de forma mais apropriada a companhia. Além disso, a Cosan Logística terá um tamanho considerável após a fusão com a ALL, logo é adequado que a empresa passe a ser listada em Bolsa.

Mas qual a diferença entre a abertura de capital da Cosan Logística e a da BB Seguridade? O BB trouxe para a bolsa as ações da empresa de seguro. Esses papéis passaram a ser negociados com outro código (BBSE3), diferente do ticker do BB (BBAS3). Até esse ponto, a operação é parecida com a de Cosan Logística. Mas como o BB vendeu parte de suas ações de BB Seguridade no mercado, houve a entrada de novos acionistas no capital social da seguradora. O BB continuou acionista da empresa de seguros, mas os acionistas de BB não passaram a ter diretamente ações da BB Seguridade. No caso da sucroalcooleira, os acionistas originais da Cosan ficaram com os papéis da Cosan Logística, tendo participação direta, e não houve, em um primeiro momento, a entrada de novos acionistas.

Além disso, os acionistas originais de BB se beneficiaram da abertura de capital por dois motivos: (i) os recursos arrecadados com a venda incrementaram o lucro líquido do Banco do Brasil no período em decorrência da diferença entre o valor da oferta inicial de BB Seguridade e o valor constante nas demonstrações contábeis do BB e (ii) a avaliação mais positiva da divisão de seguros feita pelo mercado derivada da maior transparência dos dados da seguradora obtida após a abertura de capital. Como o Banco do Brasil detém ainda 75% da BB Seguridade, isso possibilitou uma valorização indireta do valor de mercado do Banco do Brasil. Já os acionistas da Cosan podem se beneficiar apenas do segundo motivo (uma melhor avaliação da Cosan Logística), o que não foi o caso até o momento.

Por fim, outra diferença importante. O preço inicial de Cosan Logística foi baseado no valor patrimonial enquanto o de BB Seguridade foi definido pelos investidores em um "bookbuilding". Os bancos coordenadores fixaram o preço inicial com base no apetite dos investidores pelas ações da empresa. O valor patrimonial, no caso da seguradora, não serviu de parâmetro.

A operação de BB Seguridade se assemelha a outras como as das empresas de fidelidade Smiles e Multiplus, oriundas da Gol e da TAM, respectivamente. As operadoras de cartão Redecard e Cielo também vieram a mercado por intermédio de mecanismos parecidos. Já a cisão de Cosan foi semelhante à da operadora de call center Contax, cindida da antiga Telemar.

Alguns podem se lembrar da abertura de capital da empresa de laticínios Vigor, subsidiária da JBS, e fazer uma comparação com a de Cosan. Mas essa operação não foi uma cisão e nem todos os acionistas originais de JBS passaram a ter ações da Vigor. Essa operação mereceria mais espaço para ser analisada. (Valor Econômico 28/10/2014)

 

Disposição de diálogo de Dilma nos deixa esperançosos, diz presidente do conselho da Unica

Segundo Roberto Rodrigues, usineiros clamam pelo retorno da cobrança da Cide, além da efetivação do aumento da mistura do etanol anidro de 25% para até 27,5%, na gasolina.

O presidente do conselho deliberativo da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, afirmou nesta segunda, dia 27, que a disposição de diálogo imediato com todos os setores, mostrada no discurso deste domingo, 26, da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT), trouxe esperança aos produtores de açúcar e etanol.

– Ela disse uma frase muito importante: está disposta ao imediato diálogo, antes mesmo da nova posse, com setores produtivos, representantes da sociedade e das mais diversas áreas. Isso nos deixou muito esperançosos – afirma.

Eleitor declarado de Aécio Neves (PSDB), Rodrigues afirmou que o diálogo rápido proposto por Dilma será importante para o equacionamento dos problemas do setor, que sofre com a perda de competitividade do etanol ante a gasolina, principalmente pelo controle do preço do combustível de petróleo. Os usineiros clamam ainda pelo retorno da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), além da efetivação do aumento da mistura do etanol anidro de 25% para até 27,5%, na gasolina.

Rodrigues lembrou, no entanto, que o setor sucroenergético já negocia medidas de apoio com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda). Ele avaliou que as conversas continuarão, independentemente de quem substituirá Mantega no ministério, pois as decisões serão tomadas pela presidente reeleita.

Mudanças

A presidente da Unica, Elizabeth Farina, afirmou também que o primeiro discurso de Dilma traz promessa de mudanças no diálogo e no apoio a setores industriais.

– Em relação ao diálogo é uma mudança de postura importante. Eu vejo como interlocução direta e não só com governo – disse.

A executiva afirmou que será importante ter uma posição da presidente Dilma sobre o que ela espera da agroenergia na matriz energética brasileira, se será fundamental ou secundária. Farina cobra clareza tanto para o etanol quanto para a bioeletricidade.

– Nos dois casos, é importante essa sinalização para o setor e para membros do governo, que precisam incluir isso em seu conjunto de ações –  ressaltou.

Farina lembrou a demanda de recomposição da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) sobre a gasolina e também o conhecimento claro das regras de formação de preços dos demais combustíveis.

– O setor precisa saber quais são as regras que vão vigorar e que elas sejam consistentes com o objetivo de participação do etanol na matriz energética – reforçou.

Outras medidas de apoio ao setor no longo prazo são o intermédio na relação entre produtores com a indústria automobilística e o crescimento da bioeletricidade na matriz brasileira. Farina pede a regulamentação dos incentivos para o aumento da eficiência dos motores flex abastecidos com etanol, dentro do Inovar-Auto, que continuaria no novo governo da presidente Dilma.

No curto prazo, Farina afirmou que o aumento da mistura de etanol na gasolina não precisaria esperar o segundo mandato para sair do papel, por ser uma negociação em andamento e uma medida que não é considerada estruturante para o setor.

Farina também minimizou um possível mal-estar com o governo devido ao diálogo firme com candidatos de oposição durante a corrida eleitoral.

– Eu quero olhar para frente. A aproximação com candidatos de oposição e com a própria Dilma teve bastante publicidade. Dilma se colocou como presidente que pode ser melhor do que foi – disse. (Rural BR 27/10/2014 às 15h: 45m)

 

China deve abrir seu mercado ao sorgo argentino

A China pretende abrir ainda este ano o mercado para o sorgo produzido na Argentina, criando uma concorrência para produtores americanos, os que mais se beneficiaram até agora com o aumento da demanda chinesa pelo grão - normalmente mais associação à produção de etanol.

Mas os altos preços do milho produzido na China forçaram fabricantes de ração animal a se voltar ao sorgo como uma alternativa mais barata de matéria-prima, sobretudo após as autoridades locais aumentarem a fiscalização das sementes de milho geneticamente modificadas importadas não autorizadas no país.

O milho importado pelos chineses custa menos que o do mercado interno graças à política de preço mínimo criada por Pequim como forma de encorajar o plantio local do grão.

Segundo o ministro da Agricultura da Argentina, Gabriel Delgado, um acordo bilateral será assinado na ocasião de sua visita a Pequim, no próximo mês, o que possibilitará a importação chinesa do sorgo argentino. "Esperamos que o comércio seja estável, sem problemas", disse ele.

A China é de longe o maior importador de sorgo do mundo, tendo comprado 4,3 milhões de toneladas no ano passado. Suas importações do grão eram desprezíveis até 2009, mas tiveram uma guinada significativa em 2012 e 2013. O segundo maior importador é o Japão, com compra anual de 1,5 milhão de toneladas.

Os Estados Unidos, por sua vez, são os maiores produtores e exportadores mundiais de sorgo, tendo embarcado 5 milhões de toneladas neste ano. A Argentina está na quinta posição mundial no ranking de produtores do cereal, mas é o segundo maior exportador de sorgo, com embarques de cerca de 1,3 milhão de toneladas.

A Argentina, contudo, pode ter chegado tarde à festa. Já neste verão (de junho a agosto no Hemisfério Norte), autoridades chinesas indicaram controles mais rígidos para entrada de sorgo em seu território, em uma aparente tentativa de forçar empresas consumidoras do sul da China a se abastecer com milho do mercado doméstico e, assim, aliviar os volumosos estoques do país.

Esse escrutínio maior já fez com que uma empresa de consultoria agrícola baseada em Xangai, a JC Intelligence, interrompesse as suas previsões de importação de sorgo para o ano até o fim de setembro. Em geral, o sorgo passa com mais facilidade pelos procedimentos de inspeção de importação porque ainda não foi alvo de transgenia. (Valor Econômico 28/10/2014)

 

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Peso eleitoral: A vitória da presidente Dilma Rousseff no segundo turno das eleições presidenciais no Brasil respingou até no mercado de açúcar na bolsa de Nova York. Os contratos do açúcar demerara para maio de 2015 fecharam com recuo de 31 pontos, a 16,34 centavos de dólar por libra-peso. O setor sucroalcooleiro critica a política energética do governo atual. Alguns analistas acreditavam que o candidato da oposição atenderia aos pleitos do segmento. Os preços também foram pressionados pela alta do dólar ante o real, movimento que também refletiu o resultado eleitoral no país. A alta da moeda americana costuma estimular as usinas brasileiras a colocar sua produção à venda. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal teve alta de 0,19% ontem, para R$ 48,73 a saca de 50 quilos.

Café: Efeito da chuva: Os preços do café sofreram queda ontem na bolsa de Nova York em meio a uma semana mais úmida no cinturão produtor do Brasil. Os contratos de arábica para março fecharam em US$ 1,9515 a libra-peso, recuo de 60 pontos. No norte de MG e em ES, as chuvas devem acumular 130 mm até sexta-feira, prevê a Somar Meteorologia. Apesar de o volume ser alto para 2014, ainda é considerado insuficiente, diz Rodrigo Costa, da Newedge. Mesmo assim, as precipitações têm desencadeado uma série de liquidações por parte dos fundos. A alta do dólar ante o real também colaborou para manter o mercado sob pressão, já que o Brasil é o maior exportador do grão. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica subiu 0,13%, para R$ 446,78 a saca.

Cacau: Colheita na África: A colheita de cacau no oeste da África continuou a pressionar as cotações da commodity na bolsa de Nova York e direcionou os contratos de prazo mais curto para abaixo do "patamar psicológico" de US$ 3 mil a tonelada pela primeira vez em cinco meses. Os lotes para março fecharam ontem em baixa de US$ 78, a US$ 2.957 a tonelada. As chuvas que caíam em Gana e Costa do Marfim têm dado uma trégua nos últimos dias e devem permitir o avanço da colheita e a secagem da amêndoa para a entrega do produto nos portos de acordo com as exigências da indústria sobre umidade mínima. Os fundos têm realizado uma série de liquidação de posições. No mercado interno, o preço em Ilhéus e Itabuna ficou em R$ 107 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Milho: Recompra de fundos: Os futuros do milho registraram alta ontem na bolsa de Chicago em meio a recompras por parte dos fundos. Os contratos para março subiram 10 centavos de dólar, a US$ 3,7675 o bushel. O movimento foi generalizado entre os grãos em Chicago, em um dia de incertezas nos mercados. Os investidores operaram com cautela diante de dados fracos da Alemanha e das expectativas com relação à próxima reunião do banco central americano nesta semana. Segundo analistas, colaborou para sustentar essa alta uma série de relatos de que foi menor a produtividade das lavouras americanas colhidas nos últimos dias, o que reduziu a euforia com relação ao tamanho da colheita de milho no país. O indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho subiu 1,08% ontem, a R$ 25,37 por saca. (Valor Econômico 28/10/2014)