Setor sucroenergético

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Mubadala

O Mubadala - fundo soberano de Abu Dhabi, mais conhecido no Brasil pela compra do Porto do Sudeste junto à MMX- tem reservada uma dinheirama para a aquisição de terras agrícolas no Brasil. É projeto para mais de US$ 1 bilhão. (Jornal Relatório Reservado 05/11/2014)

 

Qual é o nome capaz de blindar a Petrobras?

A higienização da Petrobras é uma das prioridades de Dilma Rousseff para o segundo mandato. O governo está pesando na balança duas propostas distintas para a gestão da estatal. Num dos pratos, repousa a opção por uma indicação política, leia-se um nome próximo à presidenta da República; na outra bandeja, surge a hipótese de escolha de um personagem de fora de governo, de conduta absolutamente ilibada.

No primeiro caso, dois fortes candidatos à presidência da Petrobras são Jacques Wagner e Aloizio Mercadante. Petroleiro de origem, Wagner levaria para a estatal a malemolência baiana, não obstante ser carioca, requisito para azeitar o diálogo com o Congresso neste momento de fragilidade da companhia.

Mercadante, por sua vez, é visto como um nome de perfil mais técnico, indicado para conduzir a interlocução com o Conselho, comissões internas, comitês de auditoria e o próprio mercado. Eventualmente, a indicação do economista ainda permitiria ao governo fazer um roque no tabuleiro do xadrez político.

A ida de Mercadante para a Petrobras abriria espaço para Graça Foster seguir o caminho contrário e desembarcar na Casa Civil. No entanto, cabe ressaltar que o excesso de identificação com o PT pode também ser considerado prejudicial tanto para Wagner quanto para Mercadante.

Bem próximo a Dilma Rousseff há quem defenda uma solução “estrangeira”, leia-se a escolha de uma figura fora do eixo de poder capaz de blindar a estatal de ataques e denúncias. Dois nomes se sobressaem em meio a um oceano de palpites: Paulo Cunha e Rodolfo Landim.

Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ultra e um dos maiores industrialistas do país, Cunha, para quem não se lembra, é Petrobras de carteirinha; ingressou na estatal na década de 60 por meio de concurso público.

Rodolfo Landim, por sua vez, já foi tudo na estatal, menos presidente. Difícil que ele aceite o convite. Hoje, Landim está voltado a negócios privados de fôlego – recentemente comprou os ativos de E&P da El Paso no Brasil.

Em tempo: fosse há cerca de dois anos, a proposta de trazer um nome de fora teria endereço certo: Jorge Gerdau estaria na pole position, tanto em razão do seu relacionamento com o Planalto quanto por ter assumido a franquia de especialista em gestão pública. Mas, depois de Gerdau ter flertado com Marina Silva, o que o Planalto quer mesmo é ver o siderurgista vestido num pijama.

Qualquer que seja a decisão, um dos cuidados é poupar Maria das Graças Foster, não só pelas relações pessoais com Dilma Rousseff, mas também pela convicção do governo que sobre ela não pairam quaisquer desconfianças. Tanto que, ao sair da Petrobras, Graça teria um voo ainda mais alto: além da Casa Civil, está cotada também para o Ministério de Minas e Energia.

No entanto, o governo entende que as circunstâncias exigem não apenas a saída de Graça Foster como a troca imediata de toda a gestão – ainda que a atual diretoria esteja pagando por algo que não fez. O cerco sobre a estatal se fecha cada vez mais.

Nos Estados Unidos, escritórios de advocacia estão estimulando, por meio da internet, a delação de possíveis episódios de corrupção relacionados à Petrobras. Em caso de comprovação da denúncia apresentada e de recuperação de recursos desviados, o delator costuma levar como prêmio 10% da cifra resgatada.

Com tanto caçador de recompensa na praça, manter a atual diretoria da Petrobras é um risco que o governo não quer e nem deve correr. (Jornal Relatório Reservado 05/11/2014)

 

Reajuste do Açúcar

Os reajustes do açúcar também deverão ganhar força a partir do próximo ano, devido à queda dos estoques mundiais. Neste ano, por causa da oferta maior que o consumo, os preços externos caíram e provocaram redução de 7% para o produto no varejo. (Folha de São Paulo 05/11/2014)

 

Preço do açúcar segue desvalorizado em NY e rompe barreira dos 16 cents

Nesta segunda-feira (3), os preços do açúcar na bolsa de Nova York seguiram em baixa. Os contratos para março/15 fecharam com desvalorização de 11 pontos e negócios firmados em 15,93 centavos de dólar por libra-peso. Os outros vencimentos também registraram queda. A maior delas foi de 14 pontos nas telas outubro/15 e março/16.

Já em Londres, no vencimento dezembro/14, a commodity subiu. Ela teve uma alta de 30 cents e negócios firmados em US$ 422,70 a tonelada. Em todos os outros vencimentos, o preço do açúcar caiu. Na tela março/15, a commodity foi negociada a US$ 418,80 a tonelada, queda de 1,40 dólar.

Mercado interno

O açúcar no mercado paulista começou a semana valorizado. Segundo índices medidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), a saca de 50 quilos do tipo cristal foi vendida pelas usinas paulistas a R$ 49,46, uma alta de 0,75% perante os preços praticados na véspera.

Etanol diário

Os preços do etanol hidratado seguiram em alta ontem. Segundo os índices medidos pela Esalq/BVMF, as usinas paulistas negociaram o biocombustível a R$ 1.083,00 o metro cúbico, uma valorização de 0,88% sobre os preços praticados na sexta-feira (31). UDOP 04/11/2014)

 

Pesquisadores da UFSCar aumentas em até 25% a produção de etanol

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) descobriram uma maneira de aumentar a produção de etanol em até 25% usando a mesma área plantada. A chave para a descoberta foi o uso de novos tipos de leveduras (fungos que transformam o açúcar da cana em álcool).

A pesquisa já existe há quatro anos e pode trazer muitas vantagens ao setor sucroalcooleiro. Hoje, as usinas utilizam quatro tipos de leveduras, mas os pesquisadores da universidade descobriram outras cinco que têm maior produtividade, já que suportam uma concentração de açúcar mais elevada.

Além disso, os fungos são resistentes a uma temperatura mais alta do que os anteriores, chegando a 42 graus, ao invés dos 30, o que ajuda a eliminar bactérias que atrapalham a fabricação do etanol.

De acordo com o pesquisador da UFSCar Anderson Ferreira da Cunha, uma usina pode aumentar a produção de etanol em até 25% com as novas leveduras sem precisar aumentar a área plantada, além de ter um processo mais rápido. "Aqui no laboratório temos experimentos que mostram que se pode ter uma redução de até duas horas no processo fermentativo utilizando essas leveduras em relação às já adaptadas ao processo", explicou.

A pesquisa já está sendo testada por uma usina com a expectativa de aumentar a produtividade sem elevar o custo. "Pode representar um passo significativo, pois se há aumento na produção, vamos conseguir reduzir o preço do álcool, que é uma demanda grande da sociedade, inclusive na bomba para colocar nos carros", ressaltou Cunha. (G1 04/11/2014)

 

Reajuste dos combustíveis trará pouco benefício para setor do etanol

Mercados estão atentos à reunião do Conselho de Administração da Petrobras, que pode anunciar o reajuste ainda nesta terça.

Se confirmado reajuste nos preços dos combustíveis, para o produtor isso será praticamente nada, afirma o presidente da ABAG, Caio Carvalho. Já na opinião do analista de mercado da Datagro, Guilherme Nastari, é preciso mais do que reajuste no preço da gasolina para melhorar a situação do setor sucroenergético.

Os mercados estão atentos à reunião do Conselho de Administração da Petrobras, que pode anunciar ainda nesta terça, dia 4, o reajuste dos preços dos combustíveis. O setor sucroenergético tem expectativas quanto ao reajuste da gasolina e do diesel, pois o aumento nos preços da gasolina pode ajudar a resgatar a competitividade do etanol – que tem sido pressionada nos últimos anos por aumento de custos e queda nos preços.

O possível reajuste nos preços de gasolina e diesel deverá ter impacto pequeno na competitividade do etanol, mas gerará um componente extra de alta nos custos para produção do açúcar e do biocombustível. Essa é a análise do presidente da Associação Brasileira de Agronegócios e presidente da Canaplan, Caio Carvalho.

– Reajuste de 8% é aumento no preço do diesel é aumento de custo na veia. Já os 4% do etanol acaba sendo um número que tem certo impacto positivo para Petrobras, mas para o produtor o impacto é pequeno e não sabe o quanto disso vai chegar na bomba. Na bomba talvez não chegue nem a 3% para um setor que vem sem nenhuma margem – afirma Carvalho.

A margem do setor de açúcar e etanol está pressionada. O mercado de açúcar esteve vivendo um ciclo de preços mais baixos e o controle de preços da gasolina também afetou o setor de etanol. Na opinião do analista de mercado da Datagro é preciso mais do que reajuste no preço da gasolina para melhorar a situação do setor.

– Infelizmente ainda precisa gerar um ambiente para que o etanol participe de discussões de matriz energética aqui no Brasil. Não é só o preço da gasolina que vai fazer ter o incentivo que volte ao consumo de hidratado como em 2008 e 2009. Existe uma preocupação grande em relação ao controle desses custos. Preço de diesel impacta nos custos. De um lado aumenta a competitividade e de outro aumenta o custo em um setor que consome diesel de forma generalizada – aponta Nastari. (Rural BR 04/11/2014 às 15h: 57m)

 

Redução drástica do PDL teto deveria ser discutida sem precipitação, diz Unica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) promoveu na segunda-feira (03/11) reunião presencial com os agentes do setor elétrico para discutir a proposta colocada em Audiência Pública, que vai até 10/11, sobre a metodologia para se calcular os limites máximo e mínimo, permitidos pela ANEEL, do Preço de Liquidação das Diferenças – PLD.

O PLD é utilizado para valorar a energia transacionada no mercado de curto prazo, entre os agentes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Os créditos e os débitos decorrentes da geração e consumo de energia são liquidados entre os agentes de forma centralizada na CCEE. O PLD é determinado semanalmente, por meio de modelos matemáticos, limitado por um preço máximo e mínimo estabelecido anualmente pela ANEEL. Atualmente, os preços (PLDs) máximo e mínimo para o ano de 2014 são R$ 822,83/MWh e R$ 15,62/MWh, respectivamente.

Contudo, para o ano de 2015, alegando dentre outros motivos que essa diferença torna o preço muito volátil, aumentando o risco financeiro do setor, a ANEEL está propondo a alteração da metodologia de definição dos PLDs, estabelecendo-os em R$ 388,04/MWh máximo e R$ 30,26/MWh mínimo.

Para Zilmar de Souza, gerente em bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), isto afetará o esforço que a fonte biomassa tem feito, em razão do sinal econômico do PLD, em promover uma geração adicional advinda da compra de biomassa de terceiros e incentivos à gestão de curto prazo para a biomassa própria, tanto na entressafra quanto durante a safra.

“Entre janeiro de março deste ano, a fonte biomassa aumentou sua geração de energia elétrica em mais de 70% em relação ao igual trimestre do ano passado. Nesse mesmo período de 2014, o PLD médio começou janeiro com R$ 378/MWh e ficou em fevereiro e março no limite superior regulatório (R$ 822/MWh). Em outros termos, de forma rápida, a geração da biomassa reagiu positivamente ao estímulo do preço, aumentando a oferta do sistema e diminuindo o estresse que estamos vivendo em relação à segurança do suprimento energético” aponta Souza.

Estimuladas em boa parte pelo sinal econômico do PLD; as usinas de bioeletricidade procuraram, no geral, antecipar o início da geração de energia elétrica, utilizando o bagaço e a palha e, onde estava disponível a preços competitivos, adquirir biomassa de terceiros – bagaço e palha de cana, cavaco de madeira, casca de amendoim e até resto de podas de árvores em cidades que seria desperdiçado do ponto de vista energético.

Observou-se uma gestão mais eficiente da biomassa própria e a aquisição de terceiros; que têm possibilitado uma geração de energia adicional à planejada no início da safra e que tem sido destinada ao cumprimento dos contratos regulares e, justamente, para aumentar a oferta no mercado de curto prazo de energia, num momento crítico em termos de energia armazenada nos reservatórios das hidrelétricas. Os reservatórios do subsistema elétrico Sudeste/Centro-Oeste fecharam outubro com apenas 18,7% da capacidade, representando o menor nível para esse mês desde 2001, quando ficou em 21,7%.

Segundo Souza, o setor sucroenergético estava se preparando para investir e promover a gestão mais eficiente da biomassa para a próxima entressafra mas, diante desse cenário de incerteza, essa geração adicional que viria da fonte pode estar comprometida, caso a ANEEL avance em promover essa redução drástica do PLD. “Se seguíssemos a metodologia atual, o PLD máximo para 2015 seria da ordem de R$ 860/MWh, contudo propõe-se uma redução de mais de 50% do preço máximo para 2015”, comenta Souza.

A UNICA foi uma das associações expositoras durante a reunião presencial promovida pela ANEEL em Brasília, defendendo que seja mantida a sistemática atual e que alterações na metodologia de definição do PLD máximo e mínimo sejam discutidas ao longo de 2015, sem precipitação, passando qualquer decisão a ter validade a partir de 2016. (Unica 04/11/2014)

 

Câmara de Franca aprova lei que proíbe queimadas em canaviais no município

A Câmara de Franca (a 400 km de São Paulo) aprovou nesta terça-feira (4) o projeto de lei que proíbe queimada em canaviais localizados no município.

O projeto de autoria da vereadora Valéria Marson (PSDB) diz que o objetivo da proibição é proteger o meio ambiente e evitar danos à saúde das pessoas, já que o fogo aumenta os casos de doenças respiratórias por causa da poluição do ar.

O projeto ainda depende de sanção do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB).

Quem descumprir a legislação pode pagar multa de R$ 1.475,76 na primeira infração, R$ 4.472 na reincidência e R$ 15.025,92 em caso de novo descumprimento.

Segundo a vereadora, apesar de já existir um acordo ambiental entre usinas e o governo do Estado que prevê fim da queima da cana neste ano, é preciso haver regulamentação.

"Não existe adesão ao protocolo de 100%. Só há respeito com o meio ambiente quando há fiscalização", disse.

Lei similar aprovada em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) foi responsável pela aplicação de três multas, que somam quase R$ 200 mil. (Folha de São Paulo 05/11/2014)

 

Demanda fraca derruba resultado da ALL

Em meio a um processo de fusão com a Rumo (do grupo Cosan), ainda sob análise das autoridades, o grupo de ferrovias América Latina Logística (ALL) registrou lucro líquido de R$ 37,6 milhões no terceiro trimestre de 2014, o que representa uma queda de 55,5% contra o mesmo período de um ano antes. A retração ocorreu mesmo com uma receita líquida maior e foi influenciada principalmente pela demanda limitada em volumes, além de custos maiores e uma perda financeira mais forte.

A receita líquida consolidada foi de R$ 992,2 milhões, uma expansão de 5,2% na mesma base de comparação. Influenciaram esse número principalmente as operações ferroviárias, com aumento de 4,4% no volume. Mas os ganhos foram limitados por uma tarifa média 3,1% mais alta que um ano antes. Segundo a ALL, o aumento tímido das tarifas foi suportado pelos contratos de longo prazo, já que os de curto prazo sofreram influencia da procura mais fraca por transporte. "Como a demanda caiu bruscamente, a pressão natural sobre os preços de frete no mercado spot não ocorreu, levando a uma queda de preço", afirmou a ALL em comunicado.

A pouca demanda levou os preços spot a caírem cerca de 25% no corredor de Bitola Larga (Mato Grosso a Santos) contra um ano antes e mais de 13% em algumas origens do corredor Paraná - seus dois principais corredores agrícolas.

A empresa disse que houve redução dos preços internacionais de commodities e que, por isso, as exportações brasileiras de grãos foram reduzidas. Houve queda no volume transportado de soja (menos 17,8% contra um ano antes) e fertilizantes (menos 6,2%). Milho teve alta de 0,4%, enquanto açúcar registrou aumento de 3,3%; arroz, 28,6%; e farelo de soja, 69,5%.

Já em volumes industriais, houve alta de 1,8% contra um ano antes. Influenciou o aumento de 14,3% em cargas de madeira, papel e celulose e de 21% em contêineres. Mas houve queda de 9,3% em cargas siderúrgicas e de mineração, 50% em alimentos e de 29% em outras cargas.

O Ebitda consolidado subiu 0,9%, para R$ 508 milhões. Os custos dos bens e serviços somaram R$ 597,8 milhões, número 14,3% maior. Segundo a empresa, o aumento nesse item foi impulsionado principalmente pelo aumento de 36,4% no aluguel de material rodante, 10,8% na depreciação e amortização e o aumento de investimentos, entre outros motivos.

A despesa financeira líquida dos três meses subiu 25,7%, passando para R$ 305,1 milhões. Nas ferrovias, a ALL diz que o crescimento reflete principalmente o aumento dos juros, além do crescimento no saldo da dívida média quando comparado ao mesmo período de um ano antes e o aumento da inflação desde o ano passado.

Impulsiona a dívida da companhia o investimento nas ferrovias, que somou R$ 260,1 milhões no trimestre, 50% mais que um ano antes. Em 2014, já são R$ 810 milhões, 44% mais que um ano antes. Segundo a empresa, a projeção original de R$ 800 milhões em investimentos nas operações ferroviárias em 2014 será ultrapassada e, agora, deve ficar entre R$ 900 milhões e R$ 950 milhões.

As operações ferroviárias registraram lucro de R$ 28,4 milhões, queda de 62% contra um ano antes. A Brado, de movimentação de contêineres, teve lucro de R$ 9,3 milhões (35% mais na mesma comparação). A Ritmo, de transporte rodoviário, passou de prejuízo de R$ 100 mil um ano antes para lucro de 1,3 milhão. (Valor Econômico 05/11/2014)

 

Lucro líquido da ADM subiu 56,9% no terceiro trimestre

A multinacional americana Archer Daniels Midland (ADM), uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, informou hoje que teve lucro líquido de US$ 747 milhões no terceiro trimestre deste ano, crescimento de 56,9% na comparação com o lucro líquido de US$ 476 milhões registrados pela companhia no mesmo trimestre do ano passado.

No terceiro trimestre, a receita líquida da ADM totalizou US$ 18,117 bilhões, queda de 10,5% na comparação com os US$ 21,393 bilhões registrados em igual intervalo de 2013.

"O time entregou um resultado muito forte no terceiro trimestre e fez um progresso significativo, melhorando lucros e retornos", afirmou, em comunicado, a presidente e CEO da ADM, Patricia Woertz. No terceiro trimestre, o lucro operacional da empresa atingiu US$ 1,073 bilhão, incremento de 77% na comparação com o lucro operacional de US$ 606 milhões registrados no mesmo intervalo do ano passado.

Entre os negócios da ADM, os segmentos de processamento de milho e o de serviços agrícolas registraram notáveis evoluções no terceiro trimestre. O lucro operacional dos negócios da área de processamento de milho mais do que dobrou e atingiu US$ 363 milhões. De acordo com a ADM, o desempenho desse segmento resulta de margens melhores nas vendas de etanol e adoçantes.

No caso do segmento de serviços agrícolas, o lucro operacional chegou a US$ 315 milhões, três vezes mais do que os US$ 102 milhões vistos no mesmo intervalo do ano passado. Nesse caso, a ADM destacou melhoras em "merchandising" e transportes. Também representativo dos negócios da ADM, a área de processamento de oleaginosas teve lucro operacional de US$ 362 milhões no terceiro trimestre, praticamente estável na comparação com os US$ 361 milhões de igual período de 2013. (Valor Econômico 05/11/2014)

 

Aumento da gasolina 'não se anuncia, se pratica', diz Graça Foster

Estatal divulgou nota afirmando que não há definição sobre o assunto.

Jornal Nacional informou que estatal deu aval para o reajuste nos preços.

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou após reunião de Conselho de Administração da estatal, realizada nesta terça-feira (4) em Brasília, que o "aumento de combustíveis não se anuncia, pratica-se". O ministro da fazenda, Guido Mantega, também participou da reunião.

Após a reunião, a estatal divulgou comunicado ao mercado reiterando o anúncio do dia 29 de que não há decisão quanto a reajuste no preço da gasolina e do diesel. Ainda de acordo com a Petrobras, o assunto continua sendo "discutido frequentemente pela sua Diretoria Executiva e pelo seu Conselho de Administração".

O Jornal Nacional informou que o Conselho de Administração da estatal deu aval para o reajuste nos preços da gasolina e do diesel nos próximos dias. O índice e a data do reajuste ainda estão sendo discutidos pela diretoria da Petrobras.

Neste mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a gasolina no Brasil não está mais com os preços defasados em relação ao mercado internacional, mas repetiu que, ainda assim, o combustível pode ficar mais caro no país.

"Essa é uma decisão da Petrobras. Embora o preço da gasolina no Brasil esteja maior agora do que nos Estados Unidos, isso não quer dizer que a empresa vai deixar de fazer algum aumento. Havia defasagem. Agora não há defasagem. Agora [um eventual aumento] é em benefício da Petrobras. O preço da gasolina está mais alto. Então, a Petrobras está ganhando com isso. Mas isso não significa que não haverá aumento. Isso é uma decisão da empresa", declarou ele a jornalistas.

No início de outubro, em entrevista ao G1, o ministro já havia dito que o preço da gasolina subiria ainda neste ano. Na ocasião, ele afirmou que todo ano há aumento da gasolina, e acrescentou que em 2014 não seria diferente.

"Ano passado [a gasolina] teve dois aumentos. Então, esse ano não será diferente. Vai ter aumento. Ano passado teve aumento em novembro. Quando houver a decisão, haverá um aumento. Não cabe a mim decidir isso", disse Mantega no comçeo de outubro.

No ano passado, houve dois reajustes nos preços da gasolina. O primeiro aconteceu em janeiro, quando a Petrobras reajustou o diesel em 5,4% e a gasolina, em 6,6%. O último reajuste aconteceu no fim de novembro de 2013 – momento no qual a Petrobras anunciou que os preços da gasolina e do diesel foram reajustados nas refinarias, sendo que a alta foi de 4% para a gasolina e de 8% para o diesel. (G1 04/11/2014)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Forte queda em NY: Os preços do açúcar demerara fecharam em queda ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para maio caíram 17 pontos, a 16,06 centavos de dólar a libra-peso. Houve pressão da queda do petróleo, da alta do dólar e do corte de estimativas para o crescimento da zona do euro. Há também perspectivas de que o Centro-Sul do Brasil demore mais para terminar a moagem por causa das recentes chuvas, segundo Gabriel Elias, da Olam International. Já Bruno Lima, da FCStone, acredita que o próximo relatório da Unica sobre a segunda quinzena no Centro-Sul apresentará volume expressivo de produção de açúcar por causa da seca, compensando a quantidade de usinas que finalizaram a moagem de 2014/15. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,1%, para R$ 49,51 a saca.

Algodão: Farta produção nos EUA: Novas indicações de boa produção nos Estados Unidos colaboraram para conduzir as cotações do algodão a uma forte queda ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para março recuaram 130 pontos, a 61,97 centavos de dólar por libra-peso. O levantamento semanal de acompanhamento de safra divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura americano (USDA) indicou que a produção do país está em condições melhores que as do ano passado e em um ritmo de colheita em linha com a média histórica. De acordo com o documento, 48% da área ainda não colhida está em situação boa a excelente, ante 43% no ano passado. De acordo com as últimas estimativas do USDA, os EUA vão colher 25% mais algodão neste ciclo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq recuou 0,31%, a R$ 1,6540 a libra-peso.

Milho: Safra gorda: O mercado do milho registrou ontem forte desvalorização na bolsa de Chicago. Os contratos do cereal com vencimento em março fecharam com queda de 8,75 centavos, a US$ 3,7725 o bushel. Houve pressão dos dados da colheita nos EUA, onde os produtores avançaram 19 pontos percentuais em uma semana na retirada dos lotes de milho e alcançaram mais da metade da área plantada (65%) de uma safra recorde para o país, segundo relatório divulgado pelo USDA na segunda-feira, após o fechamento do pregão. As cotações também foram influenciaras pela divulgação de estimativas de consultorias privadas sobre a produção americana de 2014/15. No mercado doméstico, o preço médio do milho no Paraná apurado pelo Deral/Seab caiu 0,21%, para R$ 19,02 a saca.

Soja: Colheita em marcha: A normalização da colheita de soja nos EUA colaborou para a forte queda de ontem dos preços do grão na bolsa de Chicago. Janeiro caiu 20 centavos, a US$ 10,0975 o bushel. Os produtores americanos colheram 83% da área até domingo, dentro da média histórica. O dado foi divulgado na segunda-feira após o fechamento do mercado e estimulou a liquidação de contratos por parte dos fundos, que montaram posições compradas no mês passado. Ainda nos EUA, o transporte ferroviário volta a se normalizar, o que colabora para a queda do preço do farelo e, consequentemente, do grão. No Brasil, o cenário também é favorável ao avanço do plantio. No oeste baiano, o preço médio da soja apurado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) ficou em R$ 54 a saca de 60 kg. (Valor Econômico 05/11/2014)