Setor sucroenergético

Notícias

Biocombustível

A Butamax, joint venture entre a BP e a DuPont, está tentando sair do ostracismo.

A empresa estaria negociando um acordo com a Raízen, que prevê o fornecimento de bagaço de cana para a produção de biocombustível.

Consultada, a Dupont negou a parceria. No entanto, segundo fontes próximas à Butamax, o acordo seria fundamental para a empresa, enfim, construir uma planta em Paulínia (SP). (Jornal Relatório Reservado 07/11/2014)

 

Cosan: Estoque à espera de dias melhores

Cosan trabalha com cenário de aumento nos preços do açúcar e do etanol. Empresa apresentou queda de 92,6% no lucro líquido, que somou R$ 15,2 milhões no 3º trimestre.

A Cosan trabalha com a perspectiva de um aumento na sua produção de cana-de-açúcar para 2015, ainda que num patamar modesto, segundo informou ontem o presidente da companhia de infraestrutura e energia Marcos Lutz. Entre julho e setembro, o volume de cana-de-açúcar moído pela Raízen Energia — unidade de negócios da Cosan que atua nos segmentos de açúcar, etanol e cogeração —encolheu 8,8% na comparação com terceiro trimestre de 2013. A redução se deu por conta do clima muito seco, que prejudicou o plantio e o crescimento da cana-de-açúcar. "No ano que vem devemos ter uma produção parecida com a deste ano, talvez um pouco maior. Mas não vai ser uma produção 20% maior", estimou Lutz, em teleconferência com analistas.

Para o executivo, o incremento na produção própria deverá ser contrabalançado por um declínio na cana fornecida por terceiros. "Vemos o setor sucroalcooleiro inteiro numa dificuldade grande e com menos investimento em canavial do que achamos que é o correto ou o ideal para maximizar a produção." Entre os fatores que tendem a impulsionar a produtividade da lavoura está o alto nível de mecanização alcançado pela Cosan — 96,2% no terceiro trimestre, contra 94% no período de julho a setembro do ano passado.

A Cosan projeta preços mais elevados para o açúcar no próximo ano, como consequência da menor oferta do produto no mercado mundial, principalmente devido ao gargalo na produção brasileira, acrescentou o executivo.

Atenta às oportunidades mais favoráveis de comercialização do produto em 2015, a Cosan optou por manter estoques de açúcar produzido ao longo deste ano. Em 30 de setembro, a companhia possuía 1,58 milhão de toneladas de açúcar em estoque — volume 45% superior ao contabilizado na mesma data do ano passado. Com negócios nas áreas de logística, distribuição de gás natural e combustíveis, logística e lubrificantes; entre outras, a Cosan apresentou crescimento de 7,7% na receita líquida entre julho e setembro, alcançando o patamar de R$ 10,28 bilhões. "Esse aumento é resultado, basicamente, de uma melhoria substancial das receitas no negócio de combustíveis da Raízen", explicou ontem o CFO (diretor financeiro) da Cosan, Marcelo Martins, em teleconferência com analistas de mercado. "Juntamente com o negócio de lubrificantes, (o de combustíveis) foi responsável pelo offset (compensação) de alguns impactos negativos na receita, como por exemplo da Raízen Energia."

A Raízen Energia moeu no terceiro trimestre deste ano um volume de cana-de-açúcar de 24,4 milhões de toneladas, ante um total de 26,8 milhões registrado no mesmo período de 2013. A redução foi consequência do clima muito seco, "que prejudicou o processo de plantio e crescimento da cana-de-açúcar afetando o nível de moagem no trimestre", informou a Cosan em seu relatório de resultados referente ao período. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Cosan também diminuiu no trimestre (-11,75%), totalizando R$ 1,06 bilhão. A margem Ebitda diminuiu de 12,6%, no terceiro trimestre de 2013, para 10,3% (julho a setembro deste ano). O lucro líquido da companhia recuou 92,6% no terceiro trimestre, na comparação com igual período de 2013, passando de R$ 205,9 milhões para R$ 15,2 milhões. No segmento de etanol, a empresa também decidiu carregar estoques, partindo da premissa de que os preços no Brasil não devem cair.

"Se houver algum ajuste, será para cima", disse Lutz, horas antes do reajuste de combustíveis anunciado ontem pela Petrobras. Conforme esclareceu o executivo, a estratégia de estocar etanol foi pensada a partir da crise que assola o mercado, com usinas fechando e produtores descapitalizados. Nesse cenário, a expectativa é de que haja poucos players para suprir a demanda no período da entressafra. No segmento de distribuição de combustíveis, a Cosan ampliou em 12,5% sua receita líquida no terceiro trimestre, na comparação anual. O incremento foi gerado majoritariamente pelo aumento de 6,1% no volume total de combustíveis vendidos no período, com destaque para diesel e gasolina, que cresceram respectivamente 7,4% e 7,9% na comparação entre os trimestres. (Brasil Econômico 07/11/2014)

 

Safra 2015/16 de cana da Cosan deve repetir a de 2014/15

SÃO PAULO  -  O presidente da Cosan, Marcos Lutz, disse hoje em conferência com investidores que a disponibilidade de cana-de-açúcar da Raízen Energia para o próximo ciclo, o 2015/16, deve ser muito próxima ou um pouco maior do que a desta temporada, a 2014/15.

Segundo ele, é esperado um crescimento da produtividade das áreas próprias da companhia, mas um encolhimento do desempenho das áreas de fornecedores, devido à crise que vem resultando em menos investimento agrícola do que o ideal.

Na divulgação dos resultados do terceiro trimestre do ano-fiscal, encerrado em 30 de setembro, a Cosan revisou novamente para baixo a previsão de moagem de cana nas usinas da Raízen, cujo controle é compartilhado com a Shell.

A nova estimativa da empresa agora é de processamento em 2014/15 de um volume entre 57 milhões e 58 milhões de toneladas, ante a projeção anterior de um volume entre 58 milhões e 60 milhões de toneladas.

A empresa também revisou para baixo a previsão de comercialização de açúcar — para um volume entre 4,1 milhões e 4,3 milhões de toneladas, ante 4,2 milhões e 4,5 milhões do previsto anteriormente— e também reduziu a projeção de venda de etanol — para 1,9 bilhão a 2,1 bilhões de litros, ante 2 bilhões e 2,2 bilhões de litros da estimativa anterior.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Raízen foi mantido entre R$ 2,3 bilhões e 2,7 bilhões e a de Capex, entre R$ 2 bilhões e R$ 2,2 bilhões.

Lutz afirmou ainda que a estratégia de sua controlada Raízen Energia de carregar mais estoques de etanol para vender na entressafra da cana-de-açúcar, que começa em dezembro, se deveu à percepção de que, devido à crise no setor sucroalcooleiro, poucos produtores terão condição financeira de carregar estoques para vender entre dezembro e março do ano que vem.

Segundo Lutz, há também a visão de que as perspectivas de queda do preço de combustíveis no país é muito pequena. “Há muito mais possibilidade de uma alta dos preços dos combustíveis do que de baixa”, afirmou Lutz.

Em 30 de setembro deste ano, a Raízen Energia detinha um estoque de etanol 65,7% maior, a 1,082 bilhão de litros, na comparação com igual momento do ciclo passado, o 2013/14.

Também até 30 de setembro, a Cosan havia precificado 2,613 milhões de toneladas de açúcar da safra atual, a 2014/15, ao valor médio de 42,69 centavos de real por libra-peso — resultado de um hedge de açúcar na bolsa de Nova York a 17,94 centavos de dólar por libra-peso e de um hedge cambial médio de R$ 2,38.

A precificação está 2,44% menor que a posição que tinha em 31 de março deste ano, quando o açúcar de 2014/15 estava precificado em 43,76 centavos de real por libra-peso (para um volume de 1,65 milhão de toneladas).

Para a próxima temporada, a 2015/16, a companhia precificou 565 mil toneladas de açúcar a um valor médio de 46,39 centavos de real por libra-peso, resultado de um hedge de açúcar na bolsa de Nova York a 17,44 centavos de dólar e um hedge cambial médio de R$ 2,66.

Lutz afirmou que a companhia não está neste momento buscando aquisição de novos ativos em cana-de-açúcar. “Já temos um tamanho grande neste setor e estamos preocupados com gestão de custo”, afirmou.

No “longuíssimo” prazo, avaliou Lutz, o sucroalcooleiro será um setor com presença forte. “Mas para retomar investimentos, temos que ter mais clareza de como o segmento estará no médio prazo”, avisou. (Valor Econômico 07/11/2014)

 

Cosan projeta melhor preço para açúcar e baixa recuperação dos canaviais

A empresa de infraestrutura e energia Cosan projeta preços mais elevados para o açúcar em 2015, devido a uma menor oferta no mercado mundial, especialmente pelo gargalo na produção do Brasil, principal fornecedor global do produto, disse nesta quinta-feira o principal executivo da companhia.

"Houve uma migração de sacarose de etanol para açúcar nesses últimos anos que fez com que o mercado de açúcar ficasse abastecido mesmo sem investimentos para crescimento do setor no Brasil. Mas a gente vê para o ano que vem melhores preços", disse o diretor-presidente da Cosan, Marcos Lutz, em uma conferência com jornalistas.

O primeiro contrato do açúcar bruto na bolsa de Nova York atingiu em setembro o menor patamar em mais de cinco anos, devido a uma ampla oferta internacional.

De olho em melhores oportunidades de comercialização em 2015, a empresa decidiu carregar estoques de açúcar produzido ao longo de 2014.

Em 30 de setembro, a companhia mantinha 1,58 milhão de toneladas do produto em estoque, volume 45 por cento superior a um ano antes, segundo dados divulgados na véspera.

"Não foi uma estratégia de especular em eventual variação de preço de entressafra. Valia mais a pena pagar o custo de carregar o produto em estoque mais alguns meses", disse Lutz.

Praticamente todo esse volume já está com preços definidos, disse o executivo.

"A gente tem fixações para o ano que vem já com valor melhor", afirmou.

O preço fixado para o açúcar em estoque é de 42,74 reais por saca de 50 kg, após a conversão do preço internacional e do câmbio.

Por volta das 12h, a ação da Cosan era negociada em queda de 2,8 por cento, enquanto o Ibovespa caía 1,6 por cento no mesmo horário. 

FIXAÇÕES MAIS ALTAS

Para o açúcar a ser produzido na safra 2015/16, que começa oficialmente em abril, os valores são maiores, revelou Lutz.

Cerca de 18 por cento da produção da próxima temporada já tem preços fixados, em média de 46,30 reais por saca.

A perspectiva de melhores negócios ocorre depois de a companhia registrar perdas na receita líquida da Raízen Energia, sua divisão de açúcar e etanol, no terceiro trimestre.

POUCA RECUPERAÇÃO NA PRÓXIMA SAFRA DE CANA

Já para a safra de cana do centro-sul do Brasil em 2015/16, que começa a ser colhida por volta de abril do ano que vem, Lutz acredita que a moagem fique praticamente estável ante a temporada que está sendo finalizada após fortes prejuízos causados pela seca.

"Para o ano que vem temos uma safra bastante semelhante à deste ano. Eu não vejo grande recuperação", disse o presidente.

A estimativa oficial da Unica, entidade que representa as usinas da principal região produtora do país, é de uma safra de 545,9 milhões de toneladas em 2014/15, menor que a estimada no início da temporada e abaixo da realizada na temporada anterior.

NUNCA HOUVE UMA REDUÇÃO DE PRODUÇÃO TÃO GRANDE POR SECA DESDE QUE SE COMEÇOU A MEDIR ISSO, HÁ CERCA DE 80 ANOS

Lutz estimou que haverá uma recuperação natural dos canaviais, caso eles recebam precipitações dentro da média histórica durante a temporada de chuvas do Sudeste, nos próximos meses.

"Certamente a chuva de janeiro vai ser muito importante para essa definição. Temos um déficit hídrico acumulado bem grande e em teoria não pode faltar chuva nesse verão de jeito nenhum."

Por outro lado, a recuperação nessas áreas deverá ser compensada pela rotação de culturas em algumas áreas.

"A gente também observa, de maneira geral na indústria, produtores que estão fazendo rodízio de lavoura. Ao final do ciclo de 6 a 7 anos de cana, ao invés de plantar imediatamente cana, eles eventualmente fazem uma safra de soja, ou algo assim", disse ele.

Longos períodos de seca em 2014 levaram a Cosan a reduzir suas projeções para o volume de cana que vai processar nesta temporada.

Em seu relatório de resultados do terceiro trimestre, a companhia disse que sua divisão sucroenergética deverá moer de 57 milhões a 58 milhões de toneladas ante 58 milhões a 60 milhões de toneladas na projeção feita no trimestre anterior. Em 2013, a moagem somou 61,4 milhões de toneladas.

"No nosso histórico, nunca houve uma redução de produção tão grande por seca desde que se começou a medir isso, há cerca de 80 anos. É uma quebra por seca nunca antes vista", disse o executivo, ao comentar os resultados da companhia, divulgados na véspera.

O lucro líquido da Cosan recuou 92,6 por cento no terceiro trimestre na comparação anual, com aumento de despesas financeiras e queda no lucro operacional. (Reuters 06/11/2014)

 

MN define taxa de juros de crédito para renovação de canaviais

BRASÍLIA  -  Em reunião extraordinária realizada hoje, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou alterações nas normas do ProRenova-Rural e o ProRenova-Industrial. “Esses programas visam a fomentar a produção de cana-de-açúcar por meio de financiamentos à renovação dos canaviais antigos e à ampliação da área plantada e, com isso, atender à crescente demanda por etanol combustível. A medida integra o conjunto de outras adotadas pelo governo federal desde 2012 para fortalecer o setor sucroalcooleiro”, diz o Ministério da Fazenda por meio de nota.

De acordo com a nota da Fazenda, as medidas foram tomadas para permitir que as instituições financeiras credenciadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apliquem a taxa efetiva de juros de acordo com as datas de implantação dos projetos de renovação de canaviais. Assim, busca-se não prejudicar os mutuários que cumpriram os requisitos para contratação das operações para renovação de canaviais em 2013 e 2014. 

Para os projetos de plantio de cana-de-açúcar implantados de 1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2013, a taxa efetiva de juros será de 5,5 % ao ano, com prazo de contratação até 31 de dezembro de 2014. 

Para os projetos iniciados de primeiro de janeiro de 2014 até 31 de dezembro de 2014, a taxa será composta de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) — que nos últimos 12 meses está em 5,07% — mais  2,7 pontos percentuais, ao ano, com prazo de contratação até 31 de março de 2015. O prazo de reembolso das linhas é de 72 meses, com carência de até 18 meses. (Valor Econômico 06/11/2014 às 20h: 30m)

 

Para setor de etanol, aumento da gasolina decepciona

O presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, avaliou que as altas de 3% da gasolina e de 5% do diesel anunciadas nesta quinta-feira, 6, pela Petrobrás são "duas notícias ruins" para o setor produtivo de etanol. "O aumento é aquém do esperado para a gasolina e não corrige as distorções da Petrobras. A alta no diesel implica em um aumento muito grande no custo do setor que vai ser maior do que qualquer ganho de competitividade com esse pequeno aumento da gasolina", disse o executivo da entidade que reúne todas as entidades do setor.

Na avaliação de Rocha, a expectativa do setor produtivo de etanol é de que houvesse um aumento maior da gasolina e menor no diesel. Ainda segundo ele, é controversa a avaliação de que o impacto na inflação é maior com a alta na gasolina do que a do diesel, o que justificaria um reajuste maior para o diesel. "Essas fórmulas deveriam ser revistas, porque o diesel impacta nos custos de produção e cria um efeito cascata que pode não ter impacto num primeiro momento, mas que chegará ao consumidor final", afirmou. (O Estado de São Paulo 06/11/2014 às 23h: 23m)

 

Tereos cria trading na França para distribuir açúcar branco

SÃO PAULO -  A Tereos, o maior produtor de açúcar da França e com operação também no Brasil e na África, anunciou hoje a criação da Tereos Commodities, que vai operar com distribuição de açúcar branco. 

Em comunicado feito a investidores, a Tereos afirmou que a meta é deter 15% do mercado de distribuição global de açúcar branco até 2020.

“Com a reforma do regime de açúcar na Europa, a partir de 2017 a União Europeia será livre novamente para exportar e participar de um mercado global que cresce 3% ao ano puxado pelo consumo dos países emergentes”, justificou a empresa em comunicado.

O executivo Patrick Dean será o líder desse negócio. Para implementar esse projeto, a Tereos aposta no suporte vindo dos seus ativos nessa área, espalhados no Brasil, Europa e no Oeste da África.

O grupo Tereos controla a Tereos Internacional que, no Brasil, detém ativos de cana-de-açúcar e amidos. No trimestre encerrado em 30 de junho, a companhia teve uma receita de R$ 1,8 bilhão e um prejuízo líquido de R$ 32 milhões. (Valor Econômico 06/11/2014 às 15h: 52m)

 

Demanda fraca inibe venda de etanol

O mercado de etanol, que vem tendo os preços achatados pela falta de reajuste nos da gasolina, passa a ter um novo complicador.

A demanda por combustíveis não reage, devido ao ritmo menor da economia, e até a gasolina cai de preços.

A paridade nos preços do etanol, em relação aos da gasolina, recuou para 64,6% nesta semana e, mesmo assim, parte dos consumidores continua fiel à gasolina.

Dados da Fipe também confirmam a vantagem do etanol em relação à gasolina --que deve aumentar após o reajuste anunciado pela Petrobras nesta quinta (6).

Pesquisa na instituição em São Paulo aponta que no final de outubro o etanol tinha o preço mais favorável em relação à gasolina desde o mesmo período de 2009.

Essa queda da paridade deveria ser maior ainda se o repasse do recuo dos preços do etanol hidratado nas últimas semanas nas usinas já tivesse chegado ao consumidor.

As próprias usinas sentem a demanda menor de combustível. As vendas de outubro permaneceram nos patamares dos meses anteriores.

Este seria o período para uma reação do consumo do etanol, uma vez que a partir do final deste mês e início do próximo o setor começa a entrar na entressafra. A oferta de etanol cai e os preços sobem. (Folha de São Paulo 07/11/2014)

 

Bovespa recua 1,98% por blue chips e incertezas

A Bovespa teve a segunda queda seguida ontem, com investidores aproveitando para embolsar lucros enquanto esperam por um eventual reajuste dos preços dos combustíveis pela Petrobras e a futura equipe econômica da presidente reeleita Dilma Rousseff. O Ibovespa recuou 1,98%, a 52.637 pontos, depois de fechar em queda de 1,26% na quarta-feira. O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,6 bilhões. Investidores aguardam nova reunião do Conselho de Administração da Petrobras no dia 14, quando serão apreciadas as demonstrações financeiras da estatal, que pode definir eventual reajuste dos combustíveis. Em comunicado na quarta-feira, a estatal disse que a orientação do seu Conselho tem sido pela manutenção dos níveis de preços da gasolina e do diesel e reiterou que até o momento não há data ou percentual definidos para reajuste no preço.

O mercado também busca indicações sobre quem será o ministro da Fazenda do segundo mandato da presidente Dilma, que afirmou na véspera que só anunciará seu indicado ao posto após a reunião do G20, em 15 e 16 de novembro. Além do quadro de incertezas, a fraqueza nos preços de commodities ajudou a derrubar ações de companhias como a Vale e do setor siderúrgico, como Usiminas. Já da temporada de balanços, a empresa de infraestrutura e energia Cosan teve forte baixa, após queda de 92,6% no lucro líquido na comparação anual. No sentido oposto, as exportadoras Fibria, Suzano e Embraer, que se beneficiam da desvalorização do real, fecharam na ponta positiva. O dólar subiu 1,82 %, na quinta sessão seguida. (Brasil Econômico 07/11/2014)

 

Seca no Brasil afeta o mercado mundial de açúcar

Mesmo com preço 10% abaixo do registrado em outubro de 2013, agência da ONU alertou sobre maior alta mensal em cinco anos.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) alerta que a seca em partes do território brasileiro faz com que o preço internacional do açúcar sofra uma das maiores altas mensais já registradas nos últimos cinco anos.

Dados divulgados hoje (6), em Genebra, pela entidade ligada à ONU e comandada pelo brasileiro José Graziano da Silva apontam que os preços de alimentos no mundo, porém, estão em seu nível mais baixo desde agosto de 2010. Em outubro, eles registraram o sétimo mês de queda seguida. A redução só não foi maior por conta do setor do açúcar que, de certa forma, neutralizou parte da queda geral e principalmente no setor do leite e de carnes.

O índice geral de preços da FAO caiu para 192,3 pontos, 0,2 abaixo dos níveis de setembro. Isso significa o menor nível em mais de quatro anos, tendência gerada por uma redução na demanda na China e estoques cheios em diversos países exportadores.

No setor do açúcar, porém, a seca no Brasil modificou de forma importante o mercado mundial. Em outubro, o índice subiu para 237,6 pontos, uma alta de 4,2% em apenas um mês. "Isso ocorreu em grande parte por conta da seca em partes do Brasil", indicou a FAO. "O fato levou a relatos de que a colheita de cana será menor que o esperado", afirmou a entidade da ONU.

Mesmo com a alta, o preço do açúcar continua mais de 10% abaixo dos níveis de outubro de 2013.

Uma situação bastante diferente vive os demais setores. Os preços do leite, por exemplo, tiveram uma queda de 1,9% e em parte por conta do embargo russo contra produtos europeus. Em um ano, o setor sofreu uma redução de 26% em seus preços.

No caso das carnes, ela sofreu uma queda de 1,1% nos preços internacionais em outubro, em comparação à setembro. Mas ainda continua 10% acima dos valores de outubro de 2013. (Agência Estado 06/11/2014)

 

Mudança climática derruba produtividade da cana-de-açúcar

Jose Vicente Caixeta Filho*, professor titular e diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz" (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).

O contexto das mudanças climáticas é um exemplo do grau de importância dos MCPs (Process Based Crop Models) como ferramentas científicas e operacionais. Internacionalmente, instituições se organizam em torno de MCPs com diversos objetivos estratégicos, destacando-se: o de congregar e registrar resultados científicos; uso como instrumento de apropriação de resultados, de inserção geopolítica cientifica; atuação como mecanismo de difusão tecnológica e extensão.

Em 2013, um grupo de pesquisadores desenvolveu um estudo sobre a qualidade das simulações geradas por MCPs desenvolvidos para a cultura do trigo. Os resultados dessa pesquisa foram publicados na revista Nature, uma das revistas de maior impacto cientifico do mundo.

O Brasil, contudo, continua aquém de suas possibilidades de campo e se ressentindo da ausência de competência nesta área de atuação. Dentre as aplicações, neste ano de 2014, foram realizadas simulações para quantificar o impacto do clima na safra atual de cana-de-açúcar.

As simulações foram desenvolvidas para 64 pontos espalhados nas principais regiões canavieiras do Brasil, através de modelos testados em condições de campo por experimentos conduzidos por alunos de graduação e pós-graduação da ESALQ/USP, indicando que o clima afetou de modo diferenciado as diferentes regiões produtoras.

As simulações para o Paraná indicaram queda de 4% na produtividade por causa do clima, enquanto Minas Gerais teve perda de 2%. Em Goiás e Mato Grosso do Sul o clima contribuiu com ganhos de 4% e 8% respectivamente.

A pior condição climática foi observada em São Paulo, onde o clima foi pior, causando perdas de produtividade de cerca de 10% em relação à safra anterior, com condições mais severas nas regiões de Piracicaba e Ribeirão Preto, onde a quebra de produtividade por causa do clima chegou aos 25%.

O progresso computacional recente viabilizou o uso de modelos de crescimento de plantas que permitem selecionar estratégias mais eficientes de produção, prever safras agrícolas, melhorar a análise de risco de negócios agropecuários e viabilizar o funcionamento de sistemas mais sustentáveis. Em associação com a experimentação agrícola convencional, tais ferramentas computacionais são instrumentos para a aplicação dessa abordagem sistêmica.

Tais expectativas, certamente, cresceram em virtude dos sucessos reportados pela literatura científica sobre o papel operacional, tático e estratégico dos modelos baseados em processos biofísicos no apoio à tomada de decisão no planejamento de sistemas de produção agrícola.

Nos últimos dez anos, a temática das mudanças climáticas ganhou repercussão junto à sociedade civil e um dos interesses neste tema é o possível impacto na agricultura. Neste contexto, o projetoAgMIP congrega pesquisadores de todo o globo num esforço para quantificar impactos e encontrar estratégias de adaptação para a agricultura mundial.

Outro projeto de escala global, atualmente em operação, é o Yield Gap Atlas, que conta com financiamento de diversos órgãos internacionais e que tem como objetivo a elevação da produção agrícola mundial em bases sustentáveis. Ambos projetos analisam a segurança alimentar da humanidade e baseiam-se em simulações processadas através de MCPs. (O Estado de São Paulo 06/11/2014)

 

O que mudar nos preços de combustíveis no Brasil: Julio Bueno

O modelo econômico brasileiro sempre fez com que o Estado interviesse nos preços de combustíveis, como parte das gestões dos déficits em transações correntes e do controle inflacionário. E, hoje, embora o mercado seja teoricamente livre, a Petrobras continua sendo o agente dominante, praticamente monopolista, do suprimento de combustíveis no país, o que estimula o controle de preços. Um olhar sobre a formação de preços de combustíveis no Brasil ao longo do tempo mostra que os diversos governos, com exceção do atual, sempre remuneraram a Petrobras tendo por base os preços internacionais. Mesmo na época do choque do petróleo, as políticas de preços, algumas vezes subsidiados, tinham a preocupação de remunerar corretamente a estatal, preservando a sua sanidade financeira.

O que ocorre hoje no país é a utilização dos preços dos combustíveis como instrumento de política de controle da inflação. Não há qualquer previsibilidade quanto a esses preços, que são alterados de acordo com o desejo do acionista majoritário e controlador da Petrobras, o Governo Federal, com conseqüências nefastas, como: 1- Prejuízo ao caixa da Petrobras: calcula-se em cerca de R$ 60 bilhões a perda da empresa por não ter os seus preços alinhados ao mercado internacional, importando combustível mais caro e não podendo repassar ao mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, a empresa está fazendo os maiores investimentos da sua história, levando, inapelavelmente, ao aumento do endividamento em nível acima do razoável; 2- Prejuízo aos acionistas minoritários e perda da credibilidade do país: a empresa vem perdendo dramaticamente valor de mercado.

Como há ações da Petrobras nas mãos de acionistas internacionais, e pela importância que a empresa tem na economia brasileira, a perda de confiança no Brasil é consequência imediata;3- Desmonte do programa do etanol: o etanol hidratado, para ser competitivo, deve ter o seu preço ao consumidor em, no máximo, 70% do preço da gasolina. Assim, se o preço da gasolina é muito baixo, o etanol não é adequadamente remunerado, o que explica as atuais dificuldades do setor, que está literalmente quebrado; 4- Adiantamento dos índices inflacionários: recente pesquisa feita pela PwC com empresários do Rio de Janeiro mostrou que a maioria pretende aumentar,este ano, seus preços acima da meta de inflação, certamente prevenindo-se do repique que haverá por conta do reajuste dos preços administrados; 5- Aumento inconveniente do consumo de gasolina: o consumidor passa a consumir mais, gerando mais engarrafamento, mais emissões, mais desgaste das nossas estradas. A Petrobras tem o indesejável paradoxo de elevar o seu prejuízo com o aumento nas vendas; 5 - Aumento das emissões de gases poluentes: claro está que a substituição do consumo do etanol pela gasolina resulta em um nível maior de emissões, na contramão do que exigem os desafios ambientais contemporâneos; 7- Perda de previsibilidade do conjunto da economia: os preços hoje praticados não levam em conta a realidade dos mercados, o que aumenta a imprevisibilidade, como mostram as recentes quedas do preço do petróleo no mercado internacional, inibindo os investimentos. Para que a economia caminhe de forma eficiente, é preciso que os preços dos combustíveis estejam conectados ao mercado internacional, tenham uma volatilidade suportável e sejam previsíveis. Caso a opção seja que o Brasil mantenha o monopólio de fato, é fundamental revisar a Lei 9.478, de 1997, criada para promover a competição em todos os segmentos do setor. E reeditar a Cide, introduzida pelo governo em 2001, e hoje zerada, para que tenhamos um colchão que reduza a volatilidade dos preços. (Brasil Econômico 07/11/2014)

 

Tradings procuram elevar rentabilidade

A queda nas cotações internacionais das principais commodities agrícolas, depois de um longo período de valorização dos preços, está reduzindo também a receita das quatro maiores tradings mundiais do setor. O cenário, porém, não é necessariamente negativo para ADM, Bunge, Cargill e Dreyfus, cu-ja receita líquida conjunta superou US$ 350 bilhões em 2013, já que pode abrir espaço para uma desejada ampliação tanto da rentabilidade das operações de processamento quanto da produção de itens de maior valor agregado.

Companhias centenárias, as "ABCD" saíram fortalecidas de muitas das crises do passado, mas em outras os reflexos em seus resultados foram negativos. Daí a busca por um portfólio capaz de amenizar as oscilações das commodities e garantir melhores rentabilidades, uma vez que obter margens de 5% em operações de comercialização (trading) já pode ser considerado uma vitória.

Um exemplo é o da Bunge. Segundo seu presidente no Brasil, Raul Padilha, o objetivo da empresa é ampliar "de forma integrada", para entre 30% e 35%, a participação da divisão "Food & Ingredients" nas vendas totais nos próximos anos. É a área onde estão abrigados os produtos de maior valor agregado, que hoje respondem por 20% da receita. "Agribusiness", que inclui as operações de trading, ainda representa 80% do faturamento. "Mas 'Agribusiness' é o nosso 'core business' e temos que continuar crescendo nessa frente". (Valor Econômico 07/11/2014)

 

Venda de máquinas agrícolas cai 8,6% em outubro

No acumulado do ano queda chega a 17%.

As vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias no atacado atingiram 6.655 unidades em outubro, recuo de 8,6% ante outubro de 2013 e alta de 0,7% na comparação com setembro , divulgou nesta quinta, dia 6, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Com o resultado, as vendas acumulam retração de 17% no acumulado do ano até outubro sobre igual período de 2013, para 59.105 unidades.

Já a produção de máquinas agrícolas chegou a 7.926 unidades em outubro, alta de 10% na comparação com setembro e recuo de 20% ante mesmo mês do ano passado. De janeiro a outubro, a produção de máquinas agrícolas acumula queda de 15,6% sobre igual período de 2013, para 72.382 unidades.

As exportações de máquinas agrícolas em valores, por sua vez, totalizaram US$ 213.391 milhões em outubro, alta de 4,7% na comparação com setembro e recuo de 45,7% ante outubro de 2013. No acumulado do ano até o mês passado, as exportações de máquinas agrícolas em valores caíram 21,9% em relação a igual período de 2013, para US$ 2.378.300 bilhões.

O total de máquinas agrícolas exportadas chegou a 1.316 unidades em outubro, queda de 4,6% na comparação com setembro e recuo de 20,5% ante outubro de 2013. Já no acumulado de janeiro a outubro deste ano sobre igual período do ano passado, as exportações de máquinas agrícolas caíram 9,5%, para 11.901 unidades.

Boletim completo

Contando os resultados completos da indústria automobilística no último mês, foram comercializadas 306,9 mil unidades, um crescimento de 3,6% frente as 296,3 mil de setembro. Já no comparativo com outubro do ano passado, as vendas foram inferiores em 7,1% com 330,2 mil veículos naquele mês. No acumulado a queda foi de 8,9% com 2,83 milhões de unidades este ano e 3,11 milhões em 2013.

Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, acredita que os resultados deste mês reforçam o viés de retomada de crescimento no segundo semestre deste ano:

– O desempenho de julho a outubro comprova que teremos um segundo semestre melhor que o primeiro. Ainda há alguma imprevisibilidade, mas no sentido positivo, quanto aos próximos dois meses, por razões como a oferta de crédito, sazonalidade, elevação do IPI e motivação gerada pelo Salão do Automóvel. Mas o fato é que o viés é de otimismo.

Produção

A produção acompanhou o resultado do licenciamento em outubro: este foi o segundo melhor mês do ano, com 293,3 mil veículos. No comparativo com setembro, representa uma baixa de 2,5%, já que o mês anterior registrou o recorde do ano com produção de 300,8 mil unidades.

Na análise com outubro do ano passado a produção encolheu 9% – foram 322,5 mil unidades naquele período. Na soma dos dez meses já transcorridos neste ano, a produção mostrou declínio de 16% quando confrontadas as 2,68 milhões de unidades deste ano com as 3,19 milhões de 2013.

Exportações

As exportações de autoveículos fecharam outubro com 23,5 mil unidades, retração de 9,7% frente as 26 mil de setembro e de 54,6% em relação as 51,8 mil de outubro do ano passado. Até o décimo mês do ano, 284,8 mil produtos saíram do país, o que significa diminuição de 40,4% contra as 477,8 mil de igual período de 2013.

Caminhões

O licenciamento de caminhões em outubro apresentou aumento de 8,6% ao se comparar as 12,2 mil unidades do mês contra os 11,2 mil veículos de setembro, mas decréscimo de 9,1% sobre outubro do ano passado, quando foram comercializados 13,4 mil produtos. O acumulado do ano aponta recuo de 13,4%: foram 111,2 mil este ano e 128,5 mil em 2013.

A produção de caminhões no décimo mês foi de 12,4 mil unidades, alta de 5,2% com relação as 11,8 mil de setembro de 2014 e baixa de 32,4% quando comparadas com as 18,3 mil de outubro do ano passado. No período acumulado deste ano há declínio de 24,6% quando comparadas as 124,5 mil unidades fabricadas em 2014 com as 165 mil do ano anterior.

As exportações em outubro ficaram 12,3% abaixo do registrado em setembro – foram 1,4 mil contra 1,6 mil – e 44,3% menor ante o resultado de outubro de 2013, quando 2,5 mil caminhões foram exportados. As 15,3 mil unidades que deixaram o Brasil nos dez primeiros meses do ano representam 26% de recuo se comparadas com as 20,7 mil de igual período de 2013. (Rural BR 06/11/2014 às 13h: 19m)

 

Commodities Agrícolas

Café: Chuva e rolagem: Os futuros do café arábica cederam novamente ontem na bolsa de Nova York sob pressão de vendas técnicas e das recentes chuvas registradas no cinturão produtor do Brasil. Os contratos para entrega em março de 2015 fecharam com queda de 255 pontos, a US$ 1,88 a libra-peso. Os fundos buscam se desfazer dos contratos com entrega para dezembro para evitar o recebimento dos lotes físicos. O movimento de liquidação de posições ganha força diante do clima mais úmido nesta semana na região Sudeste. Segundo o Cepea, da Esalq/USP, as chuvas têm impulsionado as floradas, principalmente no cinturão produtivo mineiro. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica teve queda de 0,22%, para R$ 440,54 a saca.

Laranja: Piso em um ano: Pela quinta sessão seguida, os contratos futuros do suco de laranja cotados na bolsa de Nova York fecharam com desvalorização. Os papéis do suco concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para janeiro recuaram ontem 145 pontos, a US$ 1,3085 a libra-peso, patamar que não era observado desde 7 de novembro de 2013. Os baixos preços são resultado da redução das preocupações com a temporada de furacões nos EUA, que termina no fim deste mês. Dessa forma, os fundamentos voltam a pesar, com perspectiva de aumento da safra na Flórida e em São Paulo e após sucessivas quedas no consumo americano. No mercado interno, o preço da laranja para a indústria apurado pelo Cepea/Esalq registrou queda de 0,49%, para R$ 10,12 a caixa de 40,8 kg.

Soja: Alta técnica: Os contratos futuros de soja subiram pelo segundo dia seguido ontem na bolsa de Chicago, resultado de compras por parte dos fundos. Os contratos da oleaginosa com vencimento em janeiro fecharam com alta de 8,75 centavos, a US$ 10,28 o bushel. A comercialização lenta nos Estados Unidos tem impedido quedas mais expressivas. Há também apostas de que o USDA apresentará estimativas que devem ter impactos divergentes sobre as negociações. Por um lado, acredita-se que o órgão manterá o cálculo para os estoques finais do grão no mundo nesta temporada, e por outro, que reduzirá a estimativa para o volume de soja nos estoques americanos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a soja no Paraná subiu 0,37%, para R$ 62,69 a saca.

Milho: Na esteira da soja: As cotações do milho registraram uma ligeira elevação ontem na bolsa de Chicago, guiadas pelo mercado da soja e por compras especulativas. Os papéis do cereal para entrega em março fecharam com alta de 1 centavo, cotados a US$ 3,84 o bushel. Ao longo do dia, os preços tiveram forte volatilidade diante da briga entre os fundamentos e os movimentos dos fundos. As apostas de analistas consultados pelo Wall Street Journal para o próximo relatório do USDA, de segunda-feira, são "baixistas". As expectativas são de que o órgão elevará suas projeções para os estoques finais de milho no mundo e principalmente nos EUA, onde deverão crescer 80% ante a safra 2013/14. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa caiu 0,71%, para R$ 26,58 a saca. (Valor Econômico 07/11/2014)