Setor sucroenergético

Notícias

Copersucar

A Eco-Energy, trading criada pela Copersucar nos Estados Unidos em parceria com investidores locais, está à beira de uma combustão.

Os sócios norte-americanos exigem que a empresa invista mais na produção local de etanol, como forma de reduzir as importações de álcool do Brasil. Não foi para isso que a Copersucar criou a empresa. (Jornal Relatório Reservado 11/11/2014)

 

Centro de pesquisas da GE

O primeiro centro de pesquisas da América Latina da multinacional americana GE, que será inaugurado nesta quinta-feira (13), no Rio de Janeiro, já detém três pedidos de patentes sob análise.

As pesquisas que buscam o selo de propriedade intelectual da companhia são nas áreas de bioenergia, aviação civil e realidade aumentada.

"Um dos nossos desafios é produzir etano  a um custo menor e em processos mais eficientes", afirma a pesquisadora Suzana Domingues. (Folha de São Paulo 11/11/2014)

 

Mitsui e Dow re-embalam seu "plástico verde

À medida que 2014 vai chegando ao fim, cresce a expectativa entre os executivos da Dow Chemical e da Mitsui no Brasil.

Sócios em uma joint venture, os dois grupos devem definir no início do ano que vem o destino de um dos maiores projetos do setor sucroalcooleiro no país. Trata-se da construção de um complexo industrial na cidade de Santa Vitória (MG).

A empreitada envolve a construção de uma usina de açúcar e álcool, com capacidade de moagem de 2,5 milhões de toneladas por safra, e de uma fábrica de biopolímeros a base de cana-de-açúcar - produto popularmente chamado de "plástico verde". O que está em jogo é um investimento da ordem de US$ 1,5 bilhão. Nas últimas semanas, os planos da Dow e da Mitsui ganharam um importante impulso.

O projeto original prevê a construção de uma térmica movida a biomassa, com capacidade instalada de 46 MW, o que garantirá a autossuficiência energética das duas plantas.

A Energias do Brasil (ERB), leia-se a portuguesa EDP, sinalizou o interesse de financiar a instalação da usina e assumir o controle e a operação do empreendimento. Dow e Mitsui chegaram a iniciar a construção do complexo, mas as obras foram interrompidas no início deste ano, em razão da queda dos preços do etanol e das incertezas que cercam o setor.

Desde então, norte-americanos e japoneses estão debruçados sobre o projeto cortando tudo que é gordura no orçamento. (Jornal Relatório Reservado 11/11/2014)

 

Preço do etanol sobe 5% na usina na esteira de reajuste da gasolina, diz Cepea

O preço do etanol hidratado subiu quase 5 por cento nas usinas do Estado de São Paulo na semana passada, uma alta ainda maior do que a implementada para a gasolina na última sexta-feira nas refinarias da Petrobras, de 3 por cento.

"Depois de apresentar variações negativas, ainda que ligeiras, por duas semanas seguidas, o preço do etanol hidratado subiu com força entre 3 e 7 de novembro, no mercado paulista, impulsionado, em parte, pelo anúncio do reajuste da gasolina", afirmou em análise nesta segunda-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No final da semana passada, Petrobras anunciou um reajuste de médio de 3 por cento nos preços da gasolina, combustível concorrente do etanol hidratado no mercado brasileiro, por conta dos carros flex. A estatal também reajustou o diesel em 5 por cento nas refinarias.

O Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado teve média de 1,1853 real/litro (sem impostos) na semana passada, alta de 4,8 por cento em relação à anterior.

Para o etanol anidro (misturado à gasolina), a média do Indicador CEPEA/ESALQ permaneceu praticamente estável no mesmo comparativo, a 1,2856 real/litro (PIS/Cofins zerados).

Distribuidoras elevaram as compras no mercado à vista, principalmente de hidratado, na expectativa de melhora nas vendas do biocombustível com o reajuste da gasolina, disse o Cepea.

Do lado das usinas, o volume ofertado se manteve restrito, o que contribuiu para as altas de preços.

"Além do encerramento antecipado da moagem da safra 2014/15 da região centro-sul, unidades se retraíram, apostando em novos reajustes", afirmou o Cepea ponderando que as chuvas na última semana também prejudicaram a colheita e limitaram a oferta.

Nos postos, a relação entre o etanol e a gasolina segue favorável ao biocombustível nos Estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso e no Paraná, disse o Cepea citando informações da ANP, o órgão regulador do setor de combustíveis no Brasil.

Para motoristas de carros flex, não compensa abastecer com o etanol se o biocombustível custar na bomba mais de 70 por cento do valor da gasolina.

Na semana passada, a presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Elizabeth Farina, afirmou à Reuters que o reajuste da gasolina da Petrobras, com impacto ainda menor na bomba, foi muito pequeno para beneficiar as vendas de etanol. (Reuters 10/11/2014 às 15h: 48m)

 

Preço do etanol sobe na maior parte do país

Os motoristas da maior parte do país já estão pagando mais caro pelos combustíveis nos postos. Pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostrou que, na semana entre 2 e 8 de novembro, os preços do etanol hidratado, usado diretamente no tanque dos veículos, subiram ao consumidor final de 15 Estados em relação à semana anterior. Na mesma comparação, a gasolina ficou mais cara para motoristas de 15 Estados e do Distrito Federal.

O movimento reflete um aumento dos preços do etanol nas usinas de cana-de-açúcar e a alta da gasolina nas refinarias. Começou a vigorar na sexta-feira o reajuste de 3% da gasolina, conforme anunciado pela Petrobras. Apesar de o percentual ter sido considerado pequeno, o reajuste traz um efeito psicológico e, num primeiro momento, provocou uma elevação de R$ 0,10 no litro em alguns postos de combustíveis da capital paulista, explica um trader. Segundo ele, o efeito real teria de ser da ordem de R$ 0,03 por litro (ou 1,3%).

Nas usinas, as cotações também subiram na última semana, depois de algumas semanas em retração. O indicador Cepea/Esalq para o hidratado se valorizou 1,05% de 3 a 7 de novembro ante a semana anterior, para R$ 1,1853 o litro.

Nos postos, a maior valorização do biocombustível foi registrada no Acre, onde o preço do litro do hidratado ficou 1,2% mais elevado. No Estado de São Paulo, maior centro consumidor do país, o preço médio subiu 0,46%, acima da alta observada na gasolina em igual intervalo, de 0,42%. A maior valorização da gasolina no país foi registrada em Alagoas, onde o preço médio ao consumidor final subiu 1,53%.

Os dados divulgados ontem pela ANP também mostraram que o motorista de alguns Estados pagaram mais barato pelo etanol. A queda ocorreu em dez Estados e houve estabilidade de preços em outros dois. Para a gasolina, houve recuo em nove Estados e preços estáveis em dois.

As variações na última semana alteraram pouco a paridade entre os combustíveis. Para ser considerado vantajoso ao motorista, os preços do hidratado têm que ser inferiores a 70% dos da gasolina. Em São Paulo, essa relação permaneceu em 65%, em Goiás ficou em 67% e em Mato Grosso, em 64%. No Paraná, o etanol ganhou vantagem, já que a relação recuou de 68,1% para 67,9%. (Valor Econômico 11/11/2014)

 

Preços do açúcar sobem motivados pelo reajuste da gasolina

Depois de registrar preços baixos ao longo da última semana, as cotações do açúcar na bolsa de Nova York tiveram uma reação na sexta-feira (7). A commodity foi negociada a 15,69 centavos de dólar por libra-peso, no vencimento março/15. Uma alta de 21 pontos no comparativo com a véspera. O mesmo aconteceu nas outras telas.

O aumento do preço da gasolina pela Petrobras, na quinta-feira (6), foi o motivo da valorização do açúcar, segundo os analistas consultados pelo jornal Valor Econômico de hoje (10). A decisão era aguardada pelo setor sucroalcooleiro do Brasil, na medida em que eleva a competitividade do etanol para as usinas e tem consequência indireta no mercado de açúcar. Porém, Nick Penney, trader da Sucden Financial, observa que a tendência de alta do dólar ante o real pode anular esse efeito, já que o açúcar é vendido na moeda americana, e o biocombustível, na moeda brasileira.

O Diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa disse que o mercado de açúcar "continua pressionado alimentado pela desvalorização do real em relação ao dólar e também com o petróleo acumulando quedas no mercado internacional. O aumento no preço da gasolina anunciado pela Petrobras, de apenas 3%, a partir desta sexta-feira, foi mal recebido pelo mercado acionário brasileiro que esperava um percentual mais elevado para que a estatal do petróleo pudesse começar a compensar lentamente parte do imenso prejuízo que tem tido com o subsidio aos preços".

Em Londres, o açúcar também subiu na sexta. No vencimento dezembro/14, a commodity valorizou 3,50 dólares com negócios firmados em US$ 418,90 a tonelada.

Mercado interno

O mercado interno seguiu valorizado. Os negócios foram firmados em R$ 50,22 a saca de 50 quilos do tipo cristal, alta de 0,50% no comparativo com a véspera. (UDOP 10/11/2014)

 

Odebrecht Agroindustrial emite R$ 2 bi em debêntures

A Odebrecht Agroindustrial, braço sucroalcooleiro do grupo Odebrecht, acaba de concluir uma emissão privada de debêntures de R$ 2 bilhões. Os papéis foram subscritos por uma subsidiária integral da Odebrecht Energia, que concentra os ativos de energia elétrica do grupo. Segundo o presidente da Odebrecht Agroindustrial, Luiz Mendonça, os recursos já entraram no caixa da companhia.

Para realizar a operação, a Odebrecht Energia captou os R$ 2 bilhões com o braço de participações do BNDES, a BNDESPar, por meio de debêntures variáveis. "Foi uma emissão de dívida precificada a taxa de mercado e com possibilidade de ganho variável", resumiu Mendonça.

De acordo com ele, a Odebrecht Energia poderá utilizar os recursos captados junto à BNDESPar para antecipar uma parte do pagamento devido à Odebrecht Agroindustrial pela aquisição dos ativos de cogeração a partir da biomassa, fechada em julho deste ano. As nove unidades de produção de eletricidade a partir do bagaço da cana foram vendidas por R$ 3,7 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão foram pagos à vista.

A operação, que integra o plano de capitalização do negócio sucroalcooleiro, é uma sinalização ao mercado de que a Odebrecht continuará apostando nesse segmento, afirmou Mendonça.

No mês passado, o grupo controlador fez um aumento de capital de R$ 836 milhões na companhia sucroalcooleira, dos quais R$ 620 milhões já entraram no caixa e os R$ 216 milhões restantes serão aportados até março.

Os recursos - tanto os provenientes da venda da cogeração quanto os do aumento de capital - vão garantir os investimentos de R$ 2,3 bilhões já aprovados pelo conselho da empresa para o triênio que começou nesta safra 2014/15, conforme o executivo. O orçamento prevê aportes de R$ 900 milhões em 2014/15 (basicamente no plantio de cana), R$ 700 milhões em 2015/16 e outros R$ 700 milhões no ciclo 2016/17.

A Odebrecht Agroindustrial poderá, ainda, captar cerca de R$ 600 milhões caso os outros acionistas, entre eles, a BNDESPar, exerçam o direito preferência de subscrição de ações no aumento privado de capital -, o mesmo que resultou na capitalização de R$ 836 milhões pelo grupo controlador. O prazo para os acionistas se posicionarem termina no dia 21 deste mês.

"Se os outros acionistas não acompanharem, serão diluídos. Não seria agora o momento ideal para buscar outra fonte de recurso. Mas, no futuro, a companhia tem várias possibilidades, entre elas, abrir capital e buscar novos sócios", afirma Mendonça.

Em suas nove usinas de cana no Centro-Sul, a Odebrecht Agroindustrial deverá processar em 2014/15 cerca de 25 milhões de toneladas da matéria-prima e fabricar, etanol e açúcar. Para o ciclo 2015/16, esse volume deve ser ampliado para entre 28 milhões e 29 milhões de toneladas. (Valor Econômico 11/11/2014)

 

São Martinho lucra quase 90% a mais no 2º tri do ciclo 2014/15

A venda de energia elétrica e uma oferta robusta de cana-de-açúcar nesta safra 2014/15 deram o tom dos resultados do grupo sucroalcooleiro São Martinho no segundo trimestre da temporada, encerrado em 30 de setembro. A companhia, que controla quatro usinas no Centro-Sul, apresentou um lucro líquido de R$ 115,2 milhões, 89% acima dos R$ 60,8 milhões obtidos em igual trimestre de 2013/14.

A estiagem reduziu a oferta disponível de cana da companhia em 1 milhão de toneladas - mas, ainda assim, o guidance de moagem de 19,64 milhões de toneladas será cumprido, segundo o presidente da companhia, Fábio Venturelli. "Essa cana adicional deixaríamos para processar no ano que vem, mas foi perdida", afirmou o executivo.

O trimestre foi, no entanto, positivamente impactado pelo elevado volume de eletricidade produzido a partir do bagaço e que será vendido ao longo deste ciclo no mercado spot, cujos preços superaram o R$ 800 o megawatt-hora (MWh). "Dos 663 mil MWh que devem ser comercializados na safra, 200 mil serão no mercado livre", explicou o diretor de relações com investidores do grupo, Felipe Vicchiato. Ele mencionou que o preço médio da companhia no spot é de R$ 600 o MW, enquanto no mercado regulado é de R$ 170 MW.

No 2º trimestre, a companhia vendeu um volume 44% maior de eletricidade, a um preço médio 69% mais elevado. Com isso, a receita líquida obtida com esse produto subiu 143%, para R$ 62 milhões, em relação ao valor obtido em igual intervalo do ciclo passado (2013/14). A receita com açúcar recuou 15,6% na mesma comparação, para R$ 249,8 milhões, a com o etanol hidratado recuou 0,5%, a R$ 81 milhões, e a obtida com anidro caiu 40,3%, para R$ 87,3 milhões.

A receita total da companhia no trimestre caiu 14,4%, para R$ 526 milhões, montante que já inclui o reconhecimento de uma receita de R$ 13,5 milhões vindo do primeiro empreendimento imobiliário da companhia - o Recanto das Paineiras. "Esse reconhecimento é feito na medida em que se vendem lotes e avança a construção das obras de infraestrutura", afirmou Vicchiato.

Mesmo com a queda da receita do açúcar e do etanol (anidro e hidratado), a companhia conseguiu no trimestre, graças à eletricidade, um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no segundo trimestre da safra 7,6% maior que em igual período de 2013/14, a R$ 256,9 milhões.

Esse resultado operacional, somado à receita não recorrente da venda da empresa Agropecuária Boa Vista - dentro da transação de compra do controle da usina Santa Cruz -, da ordem de R$ 50 milhões, é que impactaram positivamente o lucro líquido trimestral.

Em 30 de setembro, a dívida líquida da companhia havia subido 55,4%, a R$ 2,392 bilhões, em relação à posição de 31 de março. A maior necessidade de capital de giro e elevados estoques de açúcar e etanol justificam a maior parte dessa elevação, segundo Venturelli. "É preciso considerar, ainda, que concluímos a compra da usina Santa Cruz em agosto. Portanto, no referido trimestre, consolidamos 100% dos resultados dessa unidade dos meses de agosto e setembro, mas os ativos e passivos, entraram de uma só vez no balanço", explicou Venturelli.

A expectativa da companhia, afirma Venturelli, é, no entanto, terminar a safra 2014/15, em 31 de março do ano que vem, com um múltiplo de dívida líquida/Ebitda menor do que o atual, de 2,28 vezes. (Valor Econômico 11/11/2014)

 

Tereos tem prejuízo líquido de R$ 16 milhões no 2º tri de 2014/15

SÃO PAULO - A Tereos Internacional, grupo que controla usinas de cana-de-açúcar e indústria de amidos no Brasil, na África e na Europa, informou hoje que teve um prejuízo líquido de R$ 16 milhões no segundo trimestre da safra 2014/15, encerrado em 30 de setembro, ante o lucro líquido de R$ 9 milhões de igual trimestre da temporada 2013/14. O resultado líquido atribuível aos acionistas controladores foi negativo em R$ 2 milhões, ante o lucro líquido de R$ 14 milhões de mesmo trimestre do ciclo anterior.

A receita líquida da companhia recuou 10% no trimestre, a R$ 1,987 bilhão. A maior parte dessa receita foi gerada pela divisão de amidos (R$ 651 milhões), seguida pela de açúcar (R$ 462 milhões), que recuaram na comparação trimestral 8,9% e 20%, respectivamente.

O lucro operacional também retraiu-se na mesma comparação em 43%, a R$ 49 milhões. O endividamento total da empresa cresceu 23% , a R$ 4,3 bilhões, ante a posição de 30 de março deste ano, quando esse montante era de R$ 3,5 bilhões. (Valor Econômico 10/11/2014 às 19h: 49m)

 

São Paulo reduz projeções para safras de laranja e cana; eleva estimativa de café

O Estado de São Paulo, maior produtor brasileiro de laranja e cana-de-açúcar, reduziu ligeiramente as suas previsões de colheita deste ano para esses produtos agrícolas, na comparação com o levantamento anterior, enquanto elevou a expectativa de colheita de café, segundo nota divulgada nesta segunda-feira pela Secretaria Estadual de Agricultura.

Entre as grandes safras paulistas, as de café e cana foram especialmente prejudicadas pela seca histórica registrada no último verão, que foi seguida por meses de precipitações mensais mais baixas que a média.

A colheita de café apenas não cairá na comparação anual porque 2013 foi um ano de baixa no ciclo bianual de produtividade das plantações de arábica. Já safra de laranja contou com uma grande florada ao final do ano passado, permitindo um pequeno crescimento da produção em 2014. No caso da cana, as perdas foram expressivas.

São Paulo, que responde tradicionalmente por mais de 70 por cento da safra de cana do centro-sul, deverá colher 402,6 milhões de toneladas este ano, segundo levantamento feito em setembro, redução de 1,6 por cento na comparação com a estimativa de junho, e uma queda de 9,4 por cento em relação a 2013.

A secretaria explicou que a queda de safra considera perdas de produtividade devido à estiagem e uma área plantada que parou de crescer, como acontecia anteriormente, por conta das "condições econômicas adversas que atravessa o setor nos últimos anos".

A "anomalia climática desfavorável que atingiu a lavoura no período de desenvolvimento" reduziu a produtividade em 10,2 por cento, segundo apuraram os especialistas do governo.

SAFRA DE CAFÉ MELHOR, MAS NÃO MUITO

A safra de café do terceiro Estado produtor da commodity no Brasil fechou este ano em 4,6 milhões de sacas, incremento de cerca de 4 por cento ante a projeção de junho, segundo o levantamento da secretaria.

O governo alertou que em anos de alta do ciclo bianual do arábica, como foi 2014, os paulistas colheriam mais de 5 milhões de sacas. Mas a seca evitou um resultado melhor.

Na temporada de 2013, ano de baixa do ciclo bianual do arábica, a colheita de café de São Paulo somou 4,42 milhões de sacas da temporada anterior.

São Paulo é o terceiro Estado produtor de café do Brasil (maior produtor global), atrás de Minas Gerais e Espírito Santo, cuja safra em sua maioria é da variedade robusta.

Considerando apenas a produção de arábica, os paulistas estão na segunda posição entre os principais produtores do país.

"Para a cultura do café, a anomalia climática incidente no primeiro trimestre do ano impôs prejuízos à formação e enchimento dos frutos, ocasionando diminuição da peneira, má formação e chochamento das sementes", disse a secretaria em nota.

A secretaria disse ainda que as perdas somente não foram maiores nos cinturões produtivos de Franca e Ourinhos por terem sido beneficiados por chuvas irregulares no primeiro trimestre, enquanto aqueles situados em condição de montanha (São João da Boa Vista, Bragança e Campinas) foram menos afetados pela seca.

LARANJA

A safra de laranja prevista para este ano em São Paulo; Estado que responde por quase todos embarques de suco do Brasil, o maior exportador mundial, aponta para um volume total de 292,9 milhões de caixas de 40,8 kg, leve baixa de 0,75 por cento na comparação com o levantamento de junho, mas ainda 2,3 por cento acima do obtido na temporada passada, "visto que a florada (para 2014) foi abundante no final de 2013".

Os números incluem tanto a safra comercial --com processamento pela indústria e que já está na fase final de colheita-- quanto os frutos provenientes de pomares não expressivos economicamente, bem como as perdas relativas ao processo produtivo e as de colheita.

Espera-se uma produtividade agrícola de 26.475 kg/ha, superior àquela obtida na estimativa final da safra anterior em 5,2 por cento (equivalente a 1,8 cx./pé). Porém, em algumas regiões sem irrigação, a produtividade está prevista em 1,5 cx./pé.

A seca, entretanto, favoreceu o rendimento industrial da laranja colhida, disse à Reuters o diretor-executivo da CitrusBR, associação que representa a indústria, Ibiapaba Netto, explicando que os frutos vieram com mais suco do que água este ano.

"Vai ser um dos melhores rendimentos industriais, a laranja está pequena, cheia de suco, precisa de menos caixas (de laranja) para fazer uma tonelada (de suco)", afirmou Ibiapaba Neto, comentando que o processamento da safra deverá ser encerrado ao final de dezembro, diferentemente de outras que se estendem até janeiro.

Ele acrescentou que a seca, contudo, traz dúvidas para a florada que vai gerar a safra do ano que vem. A CitrusBR diz que só será possível quantificar isso em fevereiro. (Reuters 10/11/2014 às 14h: 28m)

 

Milho precisa de boas notícias para vencer soja

Os dados do relatório de oferta e demanda de grãos deste mês do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado nesta segunda-feira (10), foram favoráveis ao milho.

Na avaliação do órgão norte-americano, a safra do cereal, prevista em 367,7 milhões de toneladas no mês passado, deverá ficar em 365,9 milhões em 2014/15, conforme nova avaliação.

"E é bem isso o que o mercado de milho precisa. Dados que façam com que o cereal suba mais do que a soja", diz Daniele Siqueira, analista da AgRural, de Curitiba.

A relação de preços da soja está mais favorável do que a do milho. Se não houver uma reação dos preços do cereal, os norte-americanos poderão elevar ainda mais a área de soja em 2015.

Mais uma safra recorde da oleaginosa elevaria os estoques e derrubaria ainda mais os preços do produto no mercado externo.

Se esse cenário de maior produção de soja se confirmar nos Estados Unidos --e o Brasil também vem obtendo safra recorde--, os produtores brasileiros serão afetados por uma redução de preços da commodity.

Daniele diz que as estimativas do Usda para o milho contrariaram o mercado, que esperava uma elevação dos dados da produção. A estimativa menor ocorre porque o governo norte-americano agora prevê 181,4 sacas por hectare, abaixo das 182,2 previstas anteriormente.

Ao contrário do milho, a safra de soja deverá subir. Os novos números do Usda indicam o recorde de 107,7 milhões de toneladas, ante os 106,9 milhões previstos no mês anterior.

Nesse caso, o aumento ocorre porque a produtividade da soja foi elevada para 53,2 sacas por hectare, acima das 52,8 previstas anteriormente, segundo Daniele.

O Usda não mexeu nas estimativas de produção de soja de 2014/15 do Brasil --94 milhões de toneladas-- e da Argentina --55 milhões.

Com a melhora de produção nos Estados Unidos, a safra mundial vai a 312,1 milhões de toneladas, 9% mais do que no ano passado.

Já a produção mundial de milho recua para 990,3 milhões de toneladas, ante 990,7 milhões previstos no mês passado. A produção brasileira será de 75 milhões de toneladas, aponta o Usda. (Folha de São Paulo 11/11/2014)

 

Usinas do Norte e Nordeste contam com tarifa diferenciada de exportação

As unidades de produção de açúcar localizadas nas regiões Norte e Nordeste do país têm o benefício de cota preferencial de exportação de açúcar em 161,2 mil toneladas, destinada ao Brasil pelo Governo dos Estados Unidos da América (EUA). A medida está de acordo com Instrução Normativa nº 38, do último dia 4, assinada pelo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller (http://anexos.datalegis.inf.br/arquivos/1242021.pdf) e publicada no Diário Oficial da União (DOU) dessa sexta-feira, dia 07 de novembro.

A Instrução segue a Lei no 9.362, de 13 de dezembro de 1996, que dispõe sobre medidas reguladoras do abastecimento do mercado interno de produtos do setor sucroalcooleiro. As cotas tarifárias de importação de açúcar foram fixadas pelo Governo dos EUA ao Brasil com base no volume de produção da safra 2013/2014. Para o coordenador de Açúcar e Álcool da Secretaria de Produção e Agroenergia (SPAE) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cid Caldas, essa Instrução traz conseqüências positivas. “A cota específica de exportação para o mercado americano é diferenciada devido ao estágio socioeconômico, principalmente da região Nordeste. Com isso, essa medida traz benefícios sociais aos produtores dessas regiões, pois esse diferencial de preço é incorporado nas indústrias, o que favorece a comercialização”, explicou Caldas.

A cota de exportação de açúcar destinado ao mercado norte-americano, referente ao período de 1o de outubro de 2014 a 30 de setembro de 2015, fica estabelecida nos volumes, em toneladas curtas. Este ano, os estados com direito à maior parcela brasileira da cota são Alagoas, com 46,41%, Pernambuco, com 38,41% e o Rio Grande do Norte, 4,06%, sendo o restante distribuído nas demais Unidades da Federação.

A divisão em cada unidade de produção é realizada de acordo com a participação de cada usina no total de produção dos derivados da cana-de-açúcar na safra 2013/2014. Somente terão direito ao recebimento da cota as unidades e produção da Região Norte e Nordeste que industrializaram açúcar no ano safra 2013/2014, em suas próprias instalações fabris, e que estejam com seu parque industrial em condições de processamento da cana-de-açúcar na presente safra.

As cotas foram calculadas de acordo com a produção informada pelas indústrias na safra 2013/2014, por meio do Sistema de Acompanhamento da Produção Canavieira (SapCana)  , enviada quinzenalmente ao Mapa. (Mapa 10/11/2014)

 

Usinas sucroalcooleiras atingem 91% da capacidade de moagem em MT

No mês de outubro, a moagem da cana-de-açúcar no estado de Mato Grosso atingiu 15,2 milhões de toneladas. De acordo com o Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do estado de Mato Grosso (Sindalcool/MT), esse montante representa 91% da quantidade esperada para a safra de 2014. A produção de etanol chegou a 968 milhões de litros até este mês e a de açúcar atingiu 391 milhões de toneladas.

Do total produzido de etanol, segundo os dados do Sindalcool, 461 milhões de litros foram de anidro, produto propício à mistura da gasolina, e 507 milhões de litros foram de etanol hidratado, destinado diretamente ao combustível utilizado no carro. Ainda foram produzidos 28 milhões de etanol provenientes de grãos, como o milho e sorgo.

“A safra da cana-de-açúcar correu muito bem e está perto do fim em Mato Grosso”, segundo Jorge dos Santos, diretor executivo do Sindalcool. Ele informa que a colheita e esmagamento da cana pode ocorrer até o dia 20 de dezembro, pois, com o início das chuvas, aumenta a dificuldade em todas as etapas da produção sucroalcooleira.

De março a novembro, a quantidade esperada para ser moída em Mato Grosso é de 16,7 milhões de toneladas. A produção a partir do milho e sorgo continua até março de 2015 e deve chegar a 200 mil toneladas, segundo informações do diretor. Para a cana, o ano que vem ainda é uma incógnita, mas o diretor não prevê crescimentos consideráveis.

“Não acredito em grandes avanços para a próxima safra, porque não temos uma demanda para aumentar a produção no estado. Em decorrência da estiagem deste ano em São Paulo, principal produtor de cana-de-açúcar, pode haver uma quebra na eficiência do estado, e então Mato Grosso poderia evoluir, porque capacidade na indústria para crescer na produção de etanol e álcool nós temos”, concluiu Jorge dos Santos . G1 10/11/2014)

 

Avanço nos preços da soja e do milho pressiona o IGP-M

Primeira prévia do mês registrou alta de 0,51%, puxada por "aumento passageiro" dos grãos, dizem economistas.

A primeira prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M ) de novembro, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre),captou a mudança nos preços das commodities, em especial do milho e da soja, que, após longos meses de queda, voltaram a subir. O indicador registrou alta de 0,51%, frente a recuo de 0,07% no mesmo período de apuração do mês anterior. Segundo economistas, alterações na colheita dos grãos, provocadas pelas chuvas abundantes nos Estados Unidos e a seca no Brasil, mexeram comas expectativas do mercado. Um movimento que não deve se manter firme por muito tempo. "O déficit hídrico no Centro Oeste e no Paraná dificultou a safra de verão, o que deve atrapalhar a colheita. O mercado antecipou esse movimento e estabeleceu um prêmio para isso.

Ma,; como voltou a chover nessas regiões críticas; o processo de alta deve estancar", avalia o superintendente adjunto de Inflação da FGV/IBRE, Salomão Quadros. Dos três índices que compõem o IGP-M (IPA, IPC e INCC), o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) com o maior peso, de 60%, sofreu a maior alta, de 0,65%, após ter recuado 0,24% na prévia anterior. A soja em grão saiu de uma queda de 2,73% para uma alta de 4,07%. O mesmo comportamento teve o milho (em grão), que havia registrado deflação de 1,43% e subiu para 6,67%. Os preços da cana-de-açúcar também apresentaram elevação, aceleraram 3,21%, frente à queda de 0,27 no período anterior. Assim como os bovinos, com inflação de 3,46%, frente a 1,31% do mês anterior. Economista da RC Consultores, Marcel Caparoz acredita que a seca no Brasil pode atrapalhar bastante as safras de soja e milho, pressionando a inflação no atacado e contribuindo para elevar o IGP-M nos próximos meses.

"A seca do Mato Grosso atrasou o plantio da soja, tornando-amais vulnerável a pragas, e encurtando a segunda safra de milho, que acontece no ano que vem. Já nos Estados Unidos, as chuvas em alguns cinturões agrícolas atrapalharam a colheita. Todos esses fatores mudam a tendência do mercado, que passa a enxergar a possibilidade de estoques menores, e fazem subir os preços", analisa o economista, lembrando que ainda é cedo para dizer se a seca vai interferir no prognóstico da Safra 2015, a ser divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Salomão Quadros, da FGV/Ibre, após seis meses consecutivos de queda, chegamos no limite de baixas do IGP-M. "A alta das commodities agrícolas no IPA vai atenuar, mas não acabam em novembro. Além disso, novembro pode captar os impactos no reajuste dos combustíveis e da energia elétrica", diz.

Preço do aluguel em tendência de estabilização

A possível alta do IGP-M, indicador base de reajuste dos aluguéis, nos próximos meses não deve impactar nos valores dos contratos novos de locação. Diretor de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Mark Turnbull acredita que o mercado de locação está em fase de acomodação e que os preços não devem sofrer fortes altas. "O momento de pós-eleições é ainda de insegurança para locatários e proprietários. E não há nenhum fator no mercado imobiliário que antecipe uma subida nos preços. A tendência é de estabilização", observa Trunbull.

do sindicato na capital paulista mostra que os valores dos contratos novos de aluguel vêm caindo desde março e, agora, parecem seguir em uma trajetória de estabilização, com recuo de 0,1% na passagem de agosto para setembro. Nos últimos 12 meses, o aumento acumulado atingiu 3,52%, percentual próximo ao do IGP-M de setembro, que ficou em 3,54%.Segundo o Diretor de Gestão Patrimonial e Locação do SecoviSP, o Índice de Velocidade de Locação ( IVL) tem aumentado a cada mês, chegando a 45 dias, o que afasta, ainda mais, as expectativas de fortes altas nos preços dos contratos novos de locação."A procura e a oferta existem ainda, mas o que vem prevalecendo é a negociação", diz. (Brasil Econômico 111/11/2014)

 

Commodities Agrícolas

Café: Novas chuvas: Os preços do café arábica recuaram ontem na bolsa de Nova York, em meio a previsões climáticas favoráveis às áreas produtoras no Brasil. Os papéis para março fecharam a US$ 1,857 a libra-peso, com queda de 105 pontos. O grão chegou a subir de forma expressiva duas vezes no pregão com movimentos técnicos, mas voltou para o lado negativo ante as indicações do clima. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê para hoje chuvas moderadas a fortes em áreas dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha, em Minas Gerais, sul e oeste da Bahia e norte do Espírito Santo. As recentes precipitações têm arrefecido os preços, já que reduzem a tensão com o déficit hídrico nas lavouras. No mercado doméstico, o indicador Cepea/ Esalq para o arábica caiu 0,36%, a R$ 449,46 a saca.

Cacau: Alta especulativa: As cotações do cacau subiram pela terceira sessão seguida ontem na bolsa de Nova York sob impulso de compras especulativas. Os lotes para março fecharam com avanço de 0,38%, ou US$ 11, a US$ 2.894 a tonelada. Ao longo do dia, os preços chegaram a superar o patamar de resistência de US$ 2.900 a tonelada, que não era quebrado desde 30 de outubro. As últimas altas da commodity ocorrem após o mercado alcançar o menor patamar de posições compradas (apostas em preços mais altos) em 16 meses, o que sugere que os fundos estão cobrindo posições nos últimos dias. O movimento é limitado pelo avanço da colheita no oeste da África. No mercado doméstico, a arroba em Ilhéus/Itabuna foi negociada em média a R$ 104, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Laranja: Safra cresce na Flórida: Em levantamento divulgado ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve sua previsão de que os produtores da Flórida colherão mais laranjas na nova safra, o que exerceu forte pressão sobre as cotações do suco da fruta ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para março fecharam em US$ 1,2645 a libra-peso, recuo de 310 pontos. O órgão estima a safra no Estado em 108 milhões de caixas, ou um crescimento de 3,25% ante o volume colhido no ciclo anterior. O dado reforça a perspectiva de oferta confortável. O consumo continuou em queda em outubro nos EUA e não houve dano provocado por furacões este ano aos pomares do país. No mercado interno, o preço da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq permaneceu em R$ 10,12 a caixa de 40,8 quilos.

Algodão: Pluma abundante: A revisão para cima nas projeções da safra americana de algodão, feita ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), provocou um tombo nos preços da pluma na bolsa de Nova York. Os lotes para março fecharam em 61,32 centavos de dólar a libra-peso, em queda de 129 pontos. O órgão estimou que a colheita dos EUA somará 3,57 milhões de toneladas da fibra. O USDA ainda manteve sua estimativa para o volume a ser adquirido pela China em 1,52 milhão de toneladas, apesar do país ter anunciado mudanças em sua política para diminuir os estoques públicos e a dependência de importações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,11%, para R$ 1,657 a libra-peso. (Valor Econômico 11/11/2014)