Setor sucroenergético

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A norte-americana FMC bateu o martelo: vai construir uma fábrica de defensivos agrícolas em São Paulo.

Em contato com o RELATÓRIO RESERVADO, a própria empresa confirmou o projeto. (Jornal Relatório Reservado 13/11/2014)

 

Movimentos miram novo ministro da Agricultura

Prestes a encerrar seu mandato na Câmara dos Deputados, Eliseu Padilha tem a garantia de Michel Temer de que não ficará ao relento. Se não emplacar no Ministério da Agricultura, poderá desembarcar na Pasta da Pesca. É quase a mesma coisa.

A senadora Kátia Abreu não perde tempo. Candidata ao Ministério da Agricultura, já tem uma lista com três nomes para o lugar de Maurício Lopes na presidência da Embrapa. (Jornal Relatório Reservado 13/11/2014)

 

Endividadas, usinas do país têm na cogeração uma nova moeda forte

Com dívidas superiores às receitas e margens de lucro apertadas na produção de açúcar e etanol, o segmento sucroalcooleiro lançou mão, nos últimos anos, da cogeração de energia para fazer caixa.

Desde 2012, ao menos 15 unidades de cogeração a partir do bagaço da cana-de-açúcar trocaram de mãos, enquanto outras duas dezenas foram incluídas em reestruturações societárias dentro do mesmo grupo. Juntos, esses ativos somam potência instalada de 2,3 mil megawatts (MW), ou 23% do total implantado nas usinas sucroalcooleiras brasileiras, e os negócios podem ter movimentado, no total, em torno de R$ 5 bilhões, segundo estimativas de mercado.

A maior parte dos ativos de cogeração vendidos a terceiros nos últimos dois anos teve como compradores empresas produtoras e distribuidoras de energia elétrica. Dos cerca de 660 MW negociados no período, 370 MW ficaram com a CPFL e 90 MW com a Tractebel.

O movimento reflete a necessidade que muitos grupos sucroalcooleiros têm de reduzir seus endividamentos, que alcançaram patamares recordes. Com a atual falta de liquidez para a venda de usinas de açúcar e etanol no Brasil - reflexo de anos de baixas cotações dos dois produtos - restou a negociação do único ativo com valor: energia elétrica.

"Quando a coisa aperta, vende-se o que dá mais dinheiro", concorda Luiz Cláudio Barreira, especialista em energia da consultoria FG Agro. Ele observa, no entanto, que nem todas as usinas que negociaram seus ativos de cogeração o fizeram para pagar dívidas. Em alguns casos, explica, a motivação estava nos bons preços que o mercado estava disposto a pagar pela eletricidade e na promessa dos compradores de realizar investimentos para ampliar e modernizar a planta em questão.

"Com isso, a usina abre mão da receita, mas entra dinheiro no caixa e ela não precisa desembolsar mais recursos para investimentos", diz Barreira. Há negociações realizadas nos últimos meses nas quais a unidade de cogeração foi vendida pelo equivalente a 30% do valor da usina sucroalcooleira, cita o especialista.

No caso dos ativos de energia que foram separados da usina de cana e vendidos para empresas do mesmo grupo, as razões para a operação são diversas. Incluem desde a necessidade de melhorar a estrutura de capital até questões tributárias, passando pela estratégia de tornar o ativo mais "limpo" para uma eventual entrada de parceiros com capital.

Em linhas gerais, os negócios de cogeração no Brasil têm perfil semelhante. A usina vende o ativo, mas continua a fornecer o bagaço de cana para a unidade. Em troca, o novo proprietário fornece a energia para a operação da fábrica de etanol e açúcar. Na prática, esses contratos funcionam como um arrendamento. Mas, no papel, são contratos de compra e venda que normalmente incluem uma cláusula de venda do ativo ao proprietário original, pelo valor contábil, após o período combinado - 20 anos, normalmente.

"Como são feitas manutenções regulares, ao fim desses 20 anos, essa unidade ainda tem condições de continuar operando", afirma o diretor da área de corporate finance da trading inglesa Czarnikow, Luís Felipe Trindade.

Ele lembra que o valor do negócio varia conforme a capacidade do ativo, o preço da venda futura de energia e o uso de vapor para processamento de cana da usina onde está o ativo. "As unidades que venderam energia no leilão [mercado regulado] de 2008, a R$ 210 ou R$ 215 o MWh, terão uma receita maior, por isso valem mais", exemplifica Trindade.

A Czarnikow assessorou a entrada da companhia francesa Albioma no mercado brasileiro. Ao comprar, neste ano, a termelétrica do grupo paulista Rio Pardo, que tem capacidade de 60 MW, a multinacional conseguiu avançar em sua estratégia de adquirir no Brasil ativos equivalentes a 600 MW nos próximos dez anos.

Ao mesmo tempo, a transação permitiu que o Rio Pardo, situado em Cerqueira César (SP), reduzisse sua alavancagem. Com a operação, a usina diminuiu sua dívida em R$ 25 milhões e recebeu uma injeção de R$ 112 milhões no caixa.

O mesmo ocorreu com a Tonon Bioenergia, que na semana passada concluiu a venda da última participação acionária que tinha em ativos de cogeração. Os primeiros negócios foram fechados em 2012, quando a empresa vendeu, por cerca de R$ 150 milhões, 85% de duas unidades de cogeração - em Bocaina (SP) e Maracaju (SP) - para a Energisa.

Na época, conta o CEO da Tonon, Rodrigo Aguiar, o objetivo era melhorar a estrutura de capital da empresa para retomar os planos de expansão. Mas era preciso, para tal, alongar as dívidas de curto prazo, que representavam cerca 80% do endividamento total.

"Logo após a concretização do negócio, a empresa se capitalizou, conseguiu fazer um empréstimo sindicalizado e alongou os débitos. A consequência foi a emissão dos bonds com vencimento em 2020, que mudou a cara da companhia", afirma Aguiar. A capitalização possibilitou ampliar a capacidade de moagem de cana da unidade Vista Alegre de 2,5 milhões para 3,7 milhões de toneladas.

A Odebrecht Agroindustrial, braço sucroalcooleiro da Organizações Odebrecht, também usou a cogeração para melhorar sua estrutura de capital. Vendeu por R$ 3,7 bilhões suas nove unidades para uma subsidiária do próprio grupo (Odebrecht Agroenergia). Os ativos têm potência instalada de 738 MW, menor apenas que a do da Raízen, que somam 940 MW.

No último mês, a Raízen, controlada por Cosan e Shell, também segregou as unidades de cogeração de suas usinas de açúcar e etanol e criou uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para cada uma delas. A companhia não comenta, mas em 2013, antes de os preços da energia no mercado spot baterem o recorde de R$ 822 o MWh - e quando os preços do açúcar e do etanol estavam baixos -, a empresa sondou o mercado para uma possível venda de participação nesses ativos. (Valor Econômico 13/11/2014)

 

Biosev teve prejuízo no 2º tri de 2014/15

A Biosev, segunda maior sucroalcooleira do país e controlada pela Louis Dreyfus Commodities, registrou um prejuízo de R$ 42,419 milhões no segundo trimestre da safra 2014/15, correspondente ao terceiro trimestre do ano de 2014. No mesmo período do ano passado, a companhia havia registrado um lucro líquido de R$ 80,434 milhões. A empresa informou que houve impacto do não reconhecimento de créditos tributários de R$ 45,1 milhões e também pesou a despesa com pagamento de juros 21,8% maior, de cerca de R$ 125 milhões.

A receita líquida da companhia também recuou no período em 16,7%, a R$ 1,111 bilhão, resultado da estratégia de aumentar os estoques e, portanto, reduzir o volume vendido. No açúcar de exportação (bruto), a Biosev manteve um preço médio estável e, no de mercado interno (refinado), obteve um preço médio 27,8% maior do que em igual trimestre de 2013/14. A empresa também maximizou a produção de eletricidade, cujos preços estão recordes no mercado spot.

O volume de venda cresceu 17% no trimestre, e os preços médios, foram 19,7% mais elevados. "Compramos bagaço, cavaco de madeira e poda de árvores para ampliar a cogeração", conta o presidente da Biosev, Rui Chammas. Conforme ele, também houve investimentos na melhora da eficiência das caldeiras que passaram, na média, a produzir 28 quilowatts/tonelada, ante a média de 23,6 kw/t de igual trimestre do ano passado.

A decisão de levar mais estoques de açúcar e etanol para vender na entressafra aumentou o nível de alavancagem da companhia, explica Chammas. A dívida líquida ajustada (inclui estoques) aumentou 10,8%, a R$ 4,080 bilhões no segundo trimestre, em relação aos três meses anteriores. O Ebitda ajustado, por outro lado, caiu 31%, para R$ 273 milhões, fazendo com que a relação entre esses dois indicadores subisse a 4 vezes, ante 3,2 vezes do trimestre anterior. "Temos covenants que limitam essa alavancagem a 3,5 vezes. Mas, até o fim da safra, vamos melhorar esse indicador", afirma. (Valor Econômico 13/11/2014)

 

Biosev atinge moagem de 21 milhões de toneladas

Crescimento no volume de cogeração de energia no 2T15 foi de 21,4%; Otimização do mix resulta em aumento do preço médio do açúcar em 27,8% no mercado interno;Redução do saldo de curto prazo da dívida em R$ 226 milhões, ante o trimestre anterior.

A Biosev (BSEV3), segunda maior processadora de cana-de-açúcar do mundo, encerrou o 1º semestre da safra 2014/15 com moagem de 21,1 milhões de toneladas, apresentando redução de 3% em relação ao mesmo semestre do ano anterior.

“Tivemos um trimestre marcado por uma seca histórica em São Paulo e Minas Gerais e conseguimos reduzir esses efeitos com o bom desempenho dos polos do Mato Grosso do Sul e do Nordeste. Prosseguimos com a estratégia de maximizar a rentabilidade ao longo da safra, o que significou a manutenção dos estoques em níveis mais elevados, que serão realizados ao longo dos próximos trimestres”, diz Rui Chammas, presidente da Biosev. “Também foi relevante a desvalorização do real em 11% no trimestre e seus impactos nos resultados financeiros. Ainda assim, seguimos com a nossa disciplina financeira, o que nos permitiu manter o nível de endividamento ajustado constante em dólares e reduzir o endividamento de curto prazo em R$ 226 milhões.”

No trimestre, a produção foi mais alcooleira e o etanol atingiu 50,1% do mix. O teor de ATR da cana foi de 135,9 kg/ton, o que representa aumento de 3,6% em relação ao 2T14. Já a produtividade dos canaviais medida pelo TCH atingiu 67,6 ton/ha, redução de 7,1% em comparação ao segundo trimestre do ano anterior.

A receita líquida da Biosev totalizou R$ 1,1 bilhão no 2T15. A receita líquida do açúcar foi de R$ 650,5 milhões, queda de 13,3% em relação ao mesmo trimestre de 2014, reflexo do volume menor de vendas associado à estratégia de carregamento de estoques. Esse efeito foi parcialmente compensado por melhores preços do produto no mercado doméstico. A receita do etanol no segundo trimestre foi de R$ 274,7 milhões, 33,7% menos que na safra anterior, decorrente também da estratégia adotada.

Já a receita líquida de energia cresceu 40%, atingindo R$ 84,5 milhões, impulsionada por maiores volumes de vendas e melhores preços no mercado spot. O aumento da produtividade das unidades de cogeração da companhia e a geração adicional de energia proveniente de biomassa adquirida de terceiros contribuíram para esse resultado.

No período, a Biosev alcançou lucro bruto de R$ 480,2 milhões e o EBITDA ajustado foi de R$ 273,1 milhões, com margem de 24,6%. O prejuízo acumulado da safra apresentou uma redução de 50% no resultado antes do imposto de renda.

“Mantemos o guidance anunciado no início da safra e seguimos concentrados na execução do plano de negócios com o objetivo de alcançarmos geração de caixa livre positivo já a partir desta safra”, conclui Chammas.

Sobre a Biosev

A Biosev é a segunda maior processadora de cana-de-açúcar do mundo e atua com 11 unidades agroindustriais estrategicamente localizadas em quatro Polos no Brasil.

A Companhia, que é controlada pelo Grupo Louis Dreyfus Commodities Holdings (LDCH), iniciou sua atuação na indústria de açúcar-etanol em 2000; com a aquisição de sua primeira unidade no Brasil, e desde então tem implementado uma trajetória de crescimento que combinou aquisições e expansões, resultando em um aumento de capacidade de moagem de 0,9 milhões tons/ano em 2000 para 36,4 milhões tons/ano atualmente. A Biosev gerencia 340.000 hectares de terras e tem capacidade de comercializar 1.346 Gwh de energia elétrica proveniente da biomassa. A Companhia adota os mais altos padrões de governança corporativa e é listada no Novo Mercado da BM&Fbovespa. www.biosev.com (Brasil Agro 12/11/2014)

 

Metalúrgica fecha as portas em Sertãozinho

Metalúrgica fecha as portas em Sertãozinho Usinas Fuzi-Tec1.

A crise vivida pelo setor sucroenergético fez mais uma vítima em Sertãozinho. Na segunda-feira (11), outra metalúrgica da cidade realizou demissões em massa – no total, 135 funcionários foram desligados da Fuzi-Tec Caldeiras. A diretoria da empresa alegou falta de recebimento dos clientes como o motivo para o fechamento.

Atuando no setor de caldeiras há 22 anos, a Fuzi-Tec, que presta serviços para outros setores além do sucroenergético, acumulou uma dívida de R$ 10 milhões nos últimos anos. Sem ter condições de saldar o débito com os credores, a diretoria optou por encerrar as atividades.

“Com o coração apertado, eu fecho as portas. Nossa produção precisou ser interrompida: não estamos recebendo e as contas só aumentam”, explicou Ivair Pastoreli, diretor da Fuzi-Tec.

Decisão unilateral

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a decisão pelo fechamento surpreendeu a todos. “A empresa não procurou o sindicato para tomar esta atitude. Foi uma decisão unilateral, sequer desconfiávamos. Lacraram e trancaram os portões, e os trabalhadores foram surpreendidos com esta notícia afixada nos portões”, disse Valdemir Caldana, integrante da administração judicial do Sindicato dos Metalúrgicos.

Com contratos em andamento e equipamentos para serem entregues, mas sem dinheiro, a saída encontrada pela diretoria foi fechar. O diretor da Fuzi-Tec explica que os funcionários foram avisados. “Eu fiz o anúncio a eles na segunda-feira pela manhã”, disse Pastorelli.

As demissões na metalúrgica aumentaram o número de desempregados na cidade. “Calculo que já perdemos 4 mil postos de trabalho neste ano, 400 deles nas últimas 72 horas”, ressaltou Caldana.

De acordo com o sindicato, os funcionários demitidos ainda não receberam o acerto. A diretoria da Fuzi-Tec afirma que o pagamento das rescisões será feito na próxima semana. “Temos uma entrada programada para o dia 18. Nossa expectativa é quitar os débitos”, explicou Pastorelli.

O diretor também cobrou apoio ao setor e mantém esperança de reabrir a metalúrgica. “Infelizmente as entidades não nos apoiam. O governo não olha para nós. Caso a Fuzi-Tec volte a operar será com 30% da sua carga de funcionários”, explicou. (A Cidade 12/11/2014)

 

Guarani planeja reduzir seu consumo de energia

A Guarani, braço sucroalcooleiro da Tereos Internacional, iniciou um projeto para reduzir o consumo de eletricidade pelas usinas do grupo. Conforme o presidente da Divisão Brasil da Tereos, Jacyr Costa, a meta é, em dois anos, reduzir em torno de 10% a demanda energética das unidades. "Isso significará 10% mais de bagaço para produção e exportação de eletricidade", explica o executivo.

Na França, compara, a energia representa 30% do custo de produção de açúcar. Com a valorização dos ativos de energia no Brasil, a empresa deu largada na iniciativa com a transferência de tecnologia de suas usinas francesas para conseguir cumprir a meta de redução de uso. "A princípio, o foco é 10%. Mas, no Brasil, gasta-se 50% mais energia para fabricar uma tonelada de açúcar do que na França".

De acordo com Costa, alguns investimentos em maquinários estão em curso, mas o diferencial do projeto está no intercâmbio com técnicos das unidades francesas do grupo. "Vamos colher resultados desse projeto já na próxima safra, a 2015/16". A Guarani tem sete unidades industriais, localizadas na região noroeste do Estado de São Paulo.

Nesta temporada, a empresa deve produzir 1 milhão de megawatts-hora (MWh), ante 700 mil em 2013/14. "Nossa previsão inicial é vender de 5% a 10% do volume produzido no mercado spot", diz Costa. No próximo ciclo, o grupo pretende cogerar 1,2 milhão de MWh, 20% de aumento - sem considerar economias com o aumento da eficiência.

A empresa começou testes com objetivo de aproveitar a palha - que normalmente fica no campo após a colheita da cana - como matéria-prima na cogeração. "Neste ciclo, a palha ainda vai representar de 2% a 3% do volume total de matéria-prima. Mas a tendência é que esse insumo ganhe mais importância".

Com o início das atividades de cogeração de energia da usina Tanabi e o avanço na produção das unidades Mandu e São José, todas em São Paulo, a produção de eletricidade da companhia cresceu 35% no segundo trimestre da atual safra (2014/15). No total, excluindo as receitas de trading no trimestre, as vendas de energia somaram R$ 64 milhões no período, um aumento de 32% em relação aos R$ 49 milhões registrados em igual trimestre de 2013/14.

No total, a receita líquida da Guarani no trimestre foi 3% menor, a R$ 574 milhões. O principal impacto veio dos preços médios mais baixos de açúcar (7% para R$ 817 por tonelada). Com isso, o Ebitda ajustado da Guarani foi a R$ 112 milhões, 4,8% abaixo do obtido no segundo trimestre de 2013/14.

Conforme Costa, as usinas do grupo devem encerrar a safra 2014/15 na primeira quinzena de dezembro, com uma moagem entre 20 milhões e 20,5 milhões de toneladas. O volume, que é praticamente o mesmo estimado no início da safra pela empresa, só não foi menor porque a companhia tinha uma oferta adicional de 1,3 milhão de toneladas da matéria-prima que havia sobrado do ciclo anterior.

"Nossa perda agrícola ficou em 5%. Conseguimos conter a queda de produtividade porque havíamos investido em tecnologia e uso de novas variedades de cana", diz.

A estimativa do executivo é que a produtividade dos canaviais vai atingir mais de 80 toneladas de cana por hectare, abaixo das 93 toneladas registradas em 2013/14, mas acima do obtido em 2011, quando teve o baixo desempenho de 70 toneladas.

Para a temporada 2015/16, Costa antevê para a Guarani uma safra muito parecida com a atual, em termos de oferta de cana. (Valor Econômico 13/11/22014)

 

Açúcar: Previsão de aperto

A alta dos preços do açúcar ganhou um novo combustível ontem na bolsa de Nova York com a divulgação de uma previsão mais apertada para a oferta nesta temporada.

Os lotes do demerara para maio de 2015 fecharam em 16,62 centavos de dólar a libra-peso, alta de 12 pontos.

A estimativa foi feita pela Organização Internacional do Açúcar, que reduziu sua projeção de superávit na safra atual de 1,3 milhão de toneladas para 473 mil toneladas.

Apesar do corte, o cenário ainda é mais otimista que o de algumas consultorias.

A FCStone, por exemplo, divulga amanhã uma projeção de déficit global de 2,77 milhões de toneladas.

O mercado também tem sido impulsionado por compras dos fundos e pelo mercado físico. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,12%, a R$ 50,86 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 13/11/2014)

 

Redução de ICMS do etanol pode salvar oito usinas em Minas Gerais

Está em análise na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e deverá ser votado nesta quarta na Comissão de Constituição de Justiça da casa, o projeto de lei PL 5.494/14 que propõe a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o etanol de 19% para 14%. Para o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, esta redução de alíquota é a medida que pode salvar o setor. "As oito usinas de álcool que fecharam nos últimos anos podem até voltar a funcionar", declara.

Como medida compensatória à redução, o projeto propõe a alteração do ICMS sobre a gasolina de 27% para 29%. A proposta é de autoria do governo do Estado. "O principal objetivo é o incentivo à cadeia produtiva do álcool, que é muito importante para Minas Gerais, que é um produtor expressivo. E não haverá prejuízo financeiro para o Estado pois haverá compensação no aumento do ICMS da gasolina", diz o relator do projeto, deputado Sebastião Costa (PPS).

Em São Paulo, principal Estado produtor e que tem a menor alíquota de ICMS do etanol - 12% - há uma proposta de redução para 7%, encabeçada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). "Estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), da Universidade de São Paulo (USP) mostra que a adoção do ICMS de 7% para o etanol traria benefícios diretos também para os mais de 15 mil produtores independentes de cana do Estado de São Paulo, que teriam seu produto valorizado. O valor agregado dos municípios canavieiros aumentaria sensivelmente, ampliando a participação desses municípios na distribuição do ICMS estadual", defende a Unica.

Em Minas Gerais, 60% dos fornecedores de cana-de-açúcar são pequenos produtores. "Temos 1.350 produtores de cana no Estado, prejudicados pela atual política que só valoriza a gasolina. Com esse projeto o etanol voltaria a ganhar competitividade e toda a cadeia produtiva seria beneficiada", diz Campos. Minas vende 15 litros de etanol para cada cem litros de gasolina.

Erros

De acordo com a Unica, o governo federal ao privilegiar o petróleo, fez com fechassem, nos últimos anos, 70 usinas de álcool no país e 40 estão em recuperação judicial. (Jornal o Tempo 12/11/2014)

 

Carregamento recorde

A Bunge deve finalizar hoje o embarque de um volume recorde de açúcar em um único navio no porto de Santos (SP) - 105,5 mil toneladas. O açúcar a granel será transportado até Dubai, nos Emirados Árabes, por um navio tipo Cape Size, de bandeira holandesa. O navio, com capacidade para transportar 110 mil toneladas, corresponde à carga de 2.640 caminhões da commodity, informou a multinacional americana. "Mais do que o recorde de volume embarcado pela Bunge, essa operação de exportação é importante porque amplia a competitividade do açúcar brasileiro internacionalmente", afirmou, em nota, Gabriel Carvalho, diretor comercial de açúcar e bioenergia da Bunge Brasil. O último carregamento recorde do produto no país foi de pouco mais de 81 mil toneladas, em 2006, conforme informações da companhia. (Valor Econômico 13/11/2014)

 

Mercado global de açúcar caminha para déficit em 2015/16, diz OIA

A Organização Internacional de Açúcar (OIA) projetou um déficit global de açúcar de 2 milhões a 2,5 milhões de toneladas na temporada 2015/16, anunciando um novo ciclo de déficit no mercado internacional do adoçante.

A organização com sede em Londres ainda estimou um excedente global de açúcar de 473 mil toneladas na temporada 2014/15, ante excedente de 3,63 milhões em 2013/14.

Na previsão trimestral divulgada em agosto, a OIA havia estimado um excedente maior para 14/15, de 1,3 milhão de toneladas. (Reuters 12/11/2014 às 12h: 46)

 

AIE prevê alta no consumo de biocombustíveis no Brasil

O consumo de biocombustíveis no Brasil deverá crescer no médio e longo prazos, graças a políticas do governo e ao aumento no número de carros flex no país, segundo relatório anual divulgado nesta quarta-feira, 12, pela Agência Internacional de Energia (AIE). A agência prevê que o consumo brasileiro de biocombustíveis avançará de 300 mil barris de óleo equivalente (BOE) por dia em 2012 para 500 mil BOE/dia em 2020 e alcançará 800 mil BOE/dia em 2040.

No documento, a AIE nota, porém, que o consumo de biocombustíveis no Brasil está estagnado desde 2010, devido à diminuição da demanda por etanol hidratado. "A falta de reajuste nos preços da gasolina reduziu a competitividade do etanol hidratado, que representava mais de dois terços do consumo de etanol em 2010, mas apenas um pouco mais da metade em 2012", diz a AIE. "Isso resultou na diminuição da adição obrigatória do etanol (à gasolina), diminuindo o consumo de etanol anidro."

Para a AIE, que tem sede em Paris, o consumo global de biocombustíveis continuará concentrado nos Estados Unidos, União Europeia e Brasil, mas a participação dessas localidades no resultado mundial deverá cair significativamente, de quase 90% em 2012 para 70% em 2040. A previsão se deve basicamente ao aumento do consumo de biocombustíveis previsto na China e em outros países asiáticos. A AIE também calcula que a demanda global por bioenergia chegará a 2 bilhões de toneladas de óleo equivalente em 2040, ante 1,344 bilhão de toneladas em 2012. (Estadão.com 12/11/2014)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Previsão de aperto: A alta dos preços do açúcar ganhou um novo combustível ontem na bolsa de Nova York com a divulgação de uma previsão mais apertada para a oferta nesta temporada. Os lotes do demerara para maio de 2015 fecharam em 16,62 centavos de dólar a libra-peso, alta de 12 pontos. A estimativa foi feita pela Organização Internacional do Açúcar, que reduziu sua projeção de superávit na safra atual de 1,3 milhão de toneladas para 473 mil toneladas. Apesar do corte, o cenário ainda é mais otimista que o de algumas consultorias. A FCStone, por exemplo, divulga amanhã uma projeção de déficit global de 2,77 milhões de toneladas. O mercado também tem sido impulsionado por compras dos fundos e pelo mercado físico. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cristal subiu 0,12%, a R$ 50,86 a saca de 50 quilos.

Laranja: Baixo consumo: O mercado do suco de laranja retornou ao campo negativo ontem na bolsa de Nova York, após um breve respiro no dia anterior. Os lotes do suco concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para março fecharam a US$ 1,2805 a libra-peso, com baixa de 220 pontos. A queda refletiu a nova redução das vendas de suco de laranja no varejo dos EUA, conforme pesquisa divulgada na segunda-feira. Nas quatro semanas até 25 de outubro, o volume vendido caiu 9,4% na comparação anual, segundo levantamento da Nielsen. A demanda em queda amplia a folga com relação à oferta, que deve crescer em 2014/15 diante do esperado aumento de produção de laranjas na Flórida. No mercado doméstico, o preço da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq caiu 1,19%, a R$ 10 a caixa de 40,8 kg.

Milho: Sexta alta seguida: Os preços do milho fecharam em alta ontem pela sexta sessão consecutiva na bolsa de Chicago, em meio a receios sobre oferta e a demanda americana. Os lotes para março fecharam em US$ 3,905 o bushel, elevação de 4 centavos. A empresa de meteorologia DTN prevê a chegada de uma frente fria típica de meados de inverno para a parte central dos Estados Unidos na próxima semana. No frio, aumenta o consumo de ração, elevando a demanda pelo grão. Do lado da oferta, pesa ainda o corte na estimativa de safra do Departamento de Agricultura americano, ainda que a projeção seja de safra recorde. Além disso, os produtores resistem em vender a safra nova, reduzindo o volume disponível. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa subiu 1,76%, para R$ 27,77 a saca.

Trigo: Inverno se aproxima: Preocupações com a produção de trigo dentro e fora dos Estados Unidos deram sustentação à terceira alta seguida do cereal ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para março subiram 17,25 centavos, a US$ 5,48 o bushel. Em Kansas, onde é comercializado o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual vencimento subiram 19 centavos, a US$ 5,99 o bushel. O tempo mais frio que o normal previsto para as Grandes Planícies americanas pode adiantar o período de dormência e causar alguns danos, além de aumentar o consumo de ração em confinamentos. Para fora dos EUA, a consultoria Strategie Grains previu uma quebra de safra na União Europeia de 6 milhões de toneladas. No mercado interno, o preço médio no Paraná calculado pelo Cepea/Esalq caiu 0,32%, para R$ 543,30 a tonelada. (Valor Econômico 13/11/2014)