Setor sucroenergético

Notícias

A criação da Gás Natural do Brasil

A criação da Gás Natural do Brasil (GNB) já é fato anunciado e, inclusive, previamente aprovado pelo Cade.

No entanto, o acordo que uniu Cemig e Gas Natural Fenosa ainda teria algumas arestas, algo que, oficialmente, as duas empresas negam. Donos de 68,5% da GNB, os espanhóis estariam exigindo uma opção de compra de mais 10% do capital.

Os mineiros resistem. No fim das contas, o negócio vai sair, mas com uma carga de desgaste que não estava no script. (Jornal Relatório Reservado 18/11/2014)

 

Embrapa Agroenergia prepara testes de cana tolerante à seca

Planta está em fase de multiplicação para experimento em campo.

O colapso em que podem entrar os centros urbanos com a falta de água ficou evidente neste ano, com o baixíssimo nível a que chegaram vários reservatórios, inclusive um dos que abastece a maior cidade brasileira. O longo e severo período de estiagem pelo qual passou a região Centro-Sul do Brasil também afetou, e muito, a área rural. Houve quebra de safra em várias culturas, entre elas a cana-de-açúcar, matéria-prima para o principal biocombustível produzido e consumido no Brasil - o etanol. Não era para menos - a necessidade de água nas lavouras é tanta que a agricultura é responsável por cerca de 70% do consumo desse recurso natural.

Para minimizar o impacto da menor disponibilidade hídrica na produção de cana-de-açúcar, a Embrapa Agroenergia está utilizando estratégias de engenharia genética para obter uma variedade geneticamente modificada tolerante à seca. A pesquisa já passou por testes em laboratório e casa de vegetação.

Para os experimentos em campo, a Embrapa Agroenergia conta com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). Em janeiro deste ano, os dez materiais mais promissores foram plantados em Piracicaba/SP, em área do CTC, para multiplicação. Agora, estão sendo solicitadas autorizações da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para realizar testes em dois campos experimentais: um na região Centro-Oeste e outro na região Sul.

A pesquisa começou em 2008 e tem como parceiro o Centro Internacional de Pesquisas para Ciências Agrárias do Japão (Japan Internacional Research Center for Agricultural Sciences - JIRCAS), instituição que detém a patente do gene utilizado na transformação genética de cana.

O pesquisador que coordena o trabalho, Hugo Bruno Correa Molinari, explica que a tolerância à seca é, se não a primeira, a segunda característica de maior importância para cana. "O setor sucroenergético precisa de variedades mais tolerantes à seca, até porque as novas áreas de expansão da cultura têm problemas de estiagem prolongada ou chuvas irregulares", comenta.

Complexidade

O problema é que tolerância à seca é uma característica complexa de ser trabalhada em plantas, uma vez que envolve grande número de genes e mecanismos fisiológicos. Tanto é que, atualmente, no mundo todo, só estão disponíveis para os agricultores duas variedades transgênicas de culturas agrícolas tolerantes à seca: uma de milho, desenvolvida pela Monsanto, e outra de cana, disponível na Indonésia, por meio de uma parceria entre a PT Perkebunan Nusantara XI, a Universidade de Jember e a Ajinomoto.

A revista Nature Biotechnology listou recentemente outros oito projetos de pesquisa em fase avançada de desenvolvimento com esse objetivo, entre eles o da Embrapa em parceria com o Jircas, que inclui a transformação genética de outras culturas além da cana.

Justamente por causa da complexidade da tolerância à seca, os pesquisadores da Embrapa utilizam um gene que codifica proteínas reguladoras de diversos outros genes. "Como é muito complexo, eu tenho que ativar vários mecanismos que façam a plantar utilizar mais eficientemente o recurso água", detalha Molinari. Por isso, a equipe utiliza a estratégia de engenharia genética de trabalhar com um "gene que controla outros genes".

As avaliações em casa de vegetação indicam que os materiais transformados não só ganharam tolerância à seca, mas também apresentaram aumento no teor de sacarose e da taxa de brotação, além de resistência a herbicida. No entanto, ainda são necessários os testes em condições reais de campo, previstos para começar em 2016, para que os pesquisadores possam comprovar os resultados.

Na Embrapa Agroenergia, há ainda duas outras linhas de pesquisa de engenharia genética com cana-de-açúcar: uma para aumento de conteúdo de biomassa e outra para modificação da parede celular. Esta última visa a facilitar o acesso aos açúcares do bagaço e palha, o que favoreceria a produção de etanol celulósico (2G) e outros produtos de alto valor agregado. (Embrapa 17/11/2014)

 

Governo discutirá aumento do etanol na gasolina na sexta

O governo federal convocou uma reunião com representantes do setor produtivo de etanol e da indústria automotiva no dia 21, sexta-feira, às 14h30, em Brasília, para discutir o aumento de 25% para 27,5% na mistura do álcool anidro à gasolina.

No encontro, o governo deve apresentar os estudos técnicos que mostraram que o aumento da mistura não traz risco para os motores dos veículos, uma exigência das montadoras para concordar com o pleito dos usineiros.

Participarão da reunião comandada pela Casa Civil representantes dos ministérios das Minas e Energia e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior.

Pelo setor de etanol, estarão presentes lideranças da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) e do Fórum Nacional Sucroenergético e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) foi convocada para representar as montadoras. (Agência Estado 17/11/2014)

 

Puxado pelo reajuste da gasolina, etanol volta a subir nos postos do país

Os preços do etanol hidratado, usado diretamente no tanque dos veículos, subiram com força nos últimos dias, puxados pela gasolina, que na semana passada também ficou mais cara nos postos de combustíveis de todos os Estados brasileiros. Conforme levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio do biocombustível valorizou-se aos motoristas de 17 Estados e do Distrito Federal entre os dias 9 e 15 de novembro na comparação com a semana anterior.

Conforme a pesquisa, o reajuste da gasolina, que foi de 3% na refinaria, gerou no mesmo intervalo o repasse ao consumidor final nos postos em percentuais médios de 1,6% no país. Alguns Estados registraram valorização da gasolina superior a 3%, como Ceará (4,7%) e Piauí (3,8%).

O etanol hidratado pegou carona nesse reajuste. Na média, a valorização no país na semana entre 9 e 15 de novembro foi de 0,26%, com Ceará e Goiás liderando as altas com 1,47% e 1,28%, respectivamente. No Estado de São Paulo, maior centro consumidor de combustíveis do país, o hidratado ficou 0,26% mais caro, a R$ 1,864 o litro, em média.

Considerando o reajuste ocorrido nos postos nas últimas duas semanas, ou seja, desde que o reajuste foi anunciado pela Petrobras, a gasolina subiu ao motorista do Estado de São Paulo em 1,72%, enquanto o preço do litro do hidratado, na mesma comparação, subiu 0,75%.

Goiás foi um dos Estados onde a alta do hidratado ao consumidor final foi maior em duas semanas, com o preço médio do litro saindo de R$ 2,094 (entre 02 e 8 de novembro) para R$ 2,125 (entre 9 e 15 de novembro) - uma valorização acumulada de 1,48%. No mesmo período, o preço médio do litro da gasolina em Goiás subiu 1,32%.

No entanto, em sete Estados o preço médio do litro do etanol hidratado caiu na semana entre 9 e 15 deste mês nos postos, na comparação com a semana anterior. A maior retração foi observada em Pernambuco (1,11%). Em dois Estados, o preço médio do biocombustível ficou estável (Amapá e Acre).

Na usina em São Paulo também houve alta de preços do etanol hidratado. O indicador Cepea/Esalq para o biocombustível subiu 3,15%, a R$ 1,2277 o litro entre os dias 10 e 14 deste mês. Na semana anterior, o indicador havia se valorizado 5%. (Valor Econômico 18/11/2014)

 

Estudo mapeia estímulos a biocombustíveis

Estudo da consultoria Bain & Company identificou que os biocombustíveis ainda precisam de suporte dos governos para avançar nos próximos anos. E que esses estímulos são mais eficientes na forma de mandatos do que por meio de subsídios à produção.

O sócio da consultoria, Fernando Martins, responsável pelas áreas de agricultura e energia renovável, diz que os mandatos permitem que o custo adicional da adoção de políticas energéticas seja repassado aos que usufruem dos biocombustíveis, e não a toda a sociedade, como ocorre com os subsídios. "No caso da mistura do etanol na gasolina, por exemplo, quem paga o custo é quem tem carro. Não é justo aos que usam transporte público também pagarem a conta".

Martins constata que os biocombustíveis ainda são mais caros que os combustíveis fósseis, o que reforça a tese da necessidade de políticas públicas para alavancar o consumo. "Até mesmo no Brasil, onde a produção é a mais eficiente na primeira geração, a indústria sofre quando o governo retira créditos tributários. Atualmente, o etanol é mais competitivo que a gasolina somente no Estado de São Paulo, onde os custos de produção e os impostos são mais baixos", afirmou o sócio da Bain & Company.

Na sua visão, a indústria de biocombustível é extremamente sensível a mudanças em políticas, portanto, a estabilidade é importante para o crescimento mais do que a escolha dos atuais instrumentos de política pública. "Na Alemanha, por exemplo, a retirada de subsídios criou excesso de capacidade de produção e puxou alguns produtores à insolvência. Nos Estados Unidos, muitos produtores estão hesitantes em investir em comercialização e ampliação dos biocombustíveis celulósicos sem a garantia de que o governo vai manter os mandatos até e depois de 2022", afirma.

Os biocombustíveis de segunda geração, diz ele, terão os mesmos desafios da primeira geração, como acesso a terra, alta dos custos trabalhistas e dificuldades logísticas. (Valor Econômico 18/11/2014)

 

Reajuste da gasolina eleva IPCA-15 para 0,5%, preveem analistas

O reajuste de 3% da gasolina que passou a vigorar no dia 7 de novembro ainda deve ter impacto moderado sobre o IPCA-15 de novembro, a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, mas deve contribuir para que o índice volte a se acelerar na passagem mensal.

De acordo com a média das projeções de 19 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, o IPCA-15 subiu 0,5% em novembro, alta mais forte do que o avanço de 0,42% registrado pelo índice oficial de inflação em outubro. As estimativas para a prévia do IPCA, a ser divulgada amanhã pelo IBGE, vão de alta de 0,44% até 0,58%.

Se confirmada a estimativa média dos economistas, o IPCA acumulado em 12 meses deve passar de 6,59% em outubro para 6,55% na leitura parcial de novembro, terceiro mês consecutivo que o IPCA-15 fica acima de 6,5%. Com o aumento de combustíveis e pressões sazonais, como alta de passagens aéreas e aumento de alimentos e bebidas, economistas avaliam que a inflação só deve voltar ao intervalo permitido pelo regime de metas em dezembro.

Adriana Molinari, da Tendências Consultoria, avalia que boa parte da aceleração esperada para a inflação entre outubro e a prévia de novembro, para a qual a economista estima avanço de 0,58%, deve vir de transportes. Adriana estima que esse grupo deve deixar alta de 0,39% no mês passado e avançar 0,81% agora. O reajuste de 3% da gasolina autorizado pela Petrobras no início do mês deve responder por parte desse aumento, afirma a economista, que estima alta de 1,2% para os combustíveis. "O etanol também tende a subir, por causa do período de entressafra e da própria alta da gasolina."

Outra pressão, diz Adriana, virá de passagens aéreas, que costumam subir nesta época do ano por causa da proximidades das festas de fim de ano. A Tendências estima alta de 12%, após avanço de 1,94% em outubro.

Além de transportes, a alimentação também voltar a registrar aceleração na passagem mensal, por motivos sazonais. Em relatório, a equipe de pesquisa econômica do Itaú estima alta de 0,46% do IPCA-15 em novembro, com contribuição relevante, de 0,17 ponto percentual, do grupo alimentação e bebidas.

Para Alexandre de Andrade, economista da GO Associados, além da pressão de carnes e derivados de leite, já observada nos resultados anteriores, agora são os alimentos in natura que devem voltar para terreno positivo e pressionar o grupo. Após alta de 0,46% no mês passado, o economista estima que os alimentos e bebidas tenham variação positiva de 0,55% nesta leitura. "Além da sazonalidade, há certa influência climática, com as frutas mostrando variações bem elevadas."

Adriana, da Tendências, avalia que a baixa ocorrência de chuvas observada na segunda metade deste ano ainda não parece ter gerado problemas mais relevantes sobre a oferta. "Os produtos in natura estão em queda desde julho, então é natural que tenha alguma recomposição agora", afirma.

A economista avalia ainda que as carnes devem ter um período de desaceleração a partir de novembro, com o início do período de abate, o que pode ajudar, em certa medida, a compensar a alta esperada para tubérculos e verduras. O risco, diz, é que a evolução de preços no atacado tem sido menos favorável do que se imaginava. As exportações seguem firmes, o que não contribui para a desaceleração de preços domésticos.

Os economistas ainda mencionam vestuário e habitação como outros fatores de pressão para o IPCA no mês. "Temos alguns reajustes autorizados para novembro e o grupo também tem se mostrado mais pressionado nas leituras do índice de inflação da Fipe", diz Andrade, da GO Associados, que espera alta de 0,72% de habitação no IPCA-15.

Em função desses fatores, o economista estima que o IPCA vai continuar a avançar até o fim do ano. Andrade estima alta de 0,6% do índice em novembro, com viés de alta, e de 0,7% no último mês do ano. Nessa conta, diz, a inflação encerraria o ano em 6,5%, exatamente no limite da meta perseguida pelo Banco Central, de 6,5%.

Adriana, da Tendências, também projeta IPCA de 6,5% ao fim de 2014. Após o reajuste de combustíveis, que deve adicionar 0,13 ponto percentual para a inflação deste ano, a economista revisou sua estimativa, que anteriormente era de alta de 6,4%.

A desvalorização recente da taxa de câmbio, diz, por enquanto não é um risco muito relevante, porque já está "na conta" -a Tendências trabalha com dólar a R$ 2,58 ao fim deste ano. "O risco é o câmbio se aproximar de R$ 2,70, ou uma evolução pior do que esperado dos alimentos in natura, por causa da instabilidade climática", afirma Adriana. (Valor Econômico 18/11/2014)

 

Fundo do BTG Pactual quer investir em terminal portuário

O BTG Pactual procura oportunidades para entrar no negócio portuário, por meio do seu fundo focado em investimentos de infraestrutura. Ainda está em estudo se o investimento será feito na construção, a partir do zero, de um terminal privado ("greenfield"), em um futuro arrendamento de área pública (via disputa por licitação), ou por meio da aquisição total ou parcial de algum ativo existente.

A ideia do BTG não é apenas ser um investidor financeiro, mas ter uma atuação ativa na gestão do negócio - possibilidade aberta pela nova Lei dos Portos, de 2013. O novo marco regulatório do setor não impõe critérios de conhecimento prévio da operação portuária ou faz restrição a interessados em construir um terminal portuário privado ou participar de um certame licitatório.

O segmento de grãos é um dos que vêm sendo mais profundamente estudados pelo fundo de investimentos. Notadamente uma saída portuária na região Norte para escoar a produção da fronteira agrícola que avança no sentido Centro-Norte. Hoje, dada a falta de alternativas logístico-portuárias, especialmente o milho e a soja fazem uma cruzada ilógica da fazenda até o cais para ser escoados pelo porto de Santos (SP), já saturado.

"Em 2012, Santos tinha 19 milhões de toneladas [de capacidade instalada] para uma demanda de 23 milhões de toneladas", disse Túlio Machado, diretor associado do BTG Pactual, ao falar a uma seleta plateia sobre as oportunidades de investimento no setor portuário, em São Paulo. Naquele ano, o Estado do Mato Grosso exportou 60% da soja e 70% do milho embarcando pelo cais santista.

Saindo pelo Norte, as commodities estariam mais próximas do Canal do Panamá, ora em ampliação, o que eliminaria até quatro dias da viagem de navio para a Ásia - a China é o principal comprador da soja brasileira.

Também estão no radar do BTG oportunidades de terminais multiuso ou dedicados ao nicho de movimentação de contêineres. Não necessariamente será apenas um terminal, disse Machado. Há conversas com tradings e armadores, que garantiriam a demanda da carga para viabilizar o negócio, no caso de um terminal greenfield.

O BTG Pactual Infraestrutura II é o maior fundo de infraestrutura da América Latina, com US$ 1,83 bilhão captado. Reúne entre os cotistas investidores brasileiros e estrangeiros, além de capital dos sócios do banco.

O fundo tem participação em quatro ativos. São eles a Contrail, empresa que explora oportunidades de transporte de contêineres, em especial na região do porto de Santos (SP); a LAP, empresa que investe em projetos de geração de energia na América Latina; a Sete Brasil, criada para administrar sondas de perfuração próprias e contratadas que serão usadas pela Petrobras; e a GlobeNet, empresa de telecomunicações brasileira. O fundo, cuja captação foi lançada em 2011, tem prazo de duração de 12 anos. (Valor Econômico 18/11/2014)

 

Crescimento do setor sucroenergético e agropecuário é tema de debate em Piracicaba

O III Simpósio de Agronegócio e Gestão (SIM) será realizado nos dias 4, 5 e 6 de dezembro no Campus da Esalq em Piracicaba (SP). Promovido pelo Pecege, Esalq, Usp e Fealq, o simpósio vai reunir nos três dias do evento especialistas das áreas de agroenergia, agronegócios e gestão de negócios.  Os painéis vão trazer temas pertinentes ao crescimento e desenvolvimento de toda a cadeia produtiva sucroenergética e agropecuário, bem como estratégias de marketing, comunicação para fomentar o mundo dos negócios.

De acordo com o Assistente de Coordenação do Pecege, Haroldo Torres; nesta edição do simpósio o objetivo é aproximar o público externo do acadêmico com palestras de cunho estratégico, “diferente das outras edições do simpósio, este ano abrimos as portas do Pecege com a intenção de interagir com o público e para que conheçam nossa plataforma de trabalho através dos cursos de MBA que oferecemos”, afirma.

Esalq sediará o evento.

Programação

No dia 4 de dezembro (quinta-feira), o Painel Agroenergia traz para o debate de ideias com Pedro Mizutani, da Raízen, Elizabeth Farina, da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Jaime Finguerut do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e a embaixadora Mariangela Rebuá, representando o Ministério de Relações Exteriores.

Na sexta, dia 5, o simpósio expõe o Painel Agronegócios sobre os desafios, o mercado externo e as novas tendências mundiais. Neste dia, os convidados irão conferir explanações de Rubens Rodrigues dos Santos, da Conab, Gustavo Diniz Junqueira, da Sociedade Rural Brasileira, Caio Dornelles do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Dieter Schultz da Basf e Roberto Barcellos, da Beef Veal Consultoria.

O simpósio será encerrado no dia 6 (sábado) com o Painel Gestão de Negócios com discussões sobre a nova era digital, estratégia de comunicação e marketing no mundo conectado e novos modelos de negócios. Nesse dia, o público vai acompanhar palestras de Simone Abrantes Estrela, da Indicação Consultoria em Capital Humano, Carlos Alberto Julio da Globo News e CBN e Wesley Barbosa do Facebook. Mais informações: eventosim.org.br. (Jornal Cana

 

Apesar de clima desfavorável, mais 97 usinas iniciam moagem na Índia

Condições climáticas que atrasam o processo de CCT e incertezas políticas são responsáveis pelo adiamento das usinas.

Após duas semanas de atraso, a safra na Índia reinicia em grande parte das usinas. Apesar das condições climáticas, que atrapalham os processos de corte, carregamento e transporte (CCT), somadas às dificuldades financeiras do setor,  97 usinas voltaram a operar esta semana, sendo 56 cooperativas e 41 usinas privadas.

Para Sanjiv Babar, diretor geral da Federação das Cooperativas de Usinas de Açúcar do Estado de Maharashtra, as operações atrasaram devido ao processo eleitoral no país. “Muitas usinas enfrentam crise financeira, estas demandam alguma assistência financeira  do governo, caso alguma garantia aconteça, as usinas podem moer imediatamente”, afirmou ao India Times nesta segunda-feira.

O clima pode atrasar a moagem em outra parte inoperante, que teme a descontinuidade produtiva devido a falta de oferta de cana-de-açúcar. “Estas condições acarretam em uma colheita mais lenta, que resulta em efeito cascata, atrasando transporte e moagem”, concluiu Babar. (Jornal Cana 17/11/2014)

 

Petrobras admite que foi informada sobre recebimento de propina da SBM

Comissão interna não achou irregularidade, mas SBM admitiu pagamento.

Mais cedo, Graça Foster anunciou criação de diretoria de governança.

Após anunciar a criação de uma diretoria de governança na Petrobras, motivada por denúncias de corrupção da Operação Lava Jato, a presidente da estatal, Graça Foster, admitiu nesta segunda-feira (17) que foi informada pela empresa SBM Offshore de que funcionários da empresa receberam propina da companhia holandesa.

Em março deste ano, a Petrobras afirmou que uma comissão interna criada pela estatal para investigar as denúncias não havia encontrado “fatos ou documentos que evidenciem" esse tipo de pagamento.

"No caso da SBM, nós fizemos uma comissão interna de apuração que levou, se não me engano, 45 dias, e nessa apuração, nós não identificamos nenhuma não conformidade nos processos de contratação e, mais do isso, naquele período, nós não identificamos nenhuma sinalização de que pudesse ter havido corrupção na companhia. E foi assim que terminamos nosso trabalho", disse Graça Foster.

Ela admite, no entanto, que foi informada de que “havia, sim, pagamento de propina”. "Nós informamos aquilo que nós identificamos, nenhuma não conformidade nesse sentido. Passadas algumas semanas ou alguns meses, eu fui informada de que havia, sim, pagamento de propina para empregado ou ex-empregado de Petrobras”, afirmou Graça.

“Nós recebemos informações da própria SBM que havia pagamento de propina para funcionário da Petrobras e imediatamente foi cortado. Fizemos algumas visitas, idas, à Holanda, aos Estados Unidos, inclusive, para tentar obter informações, nomes, sem sucesso. Então, até hoje não sabemos quem, nem quando. Quem paga essa conta é a própria SBM que fica fora das licitações”, declarou.

Diretoria de governança

Graça disse ter proposto a criação do novo órgão de governança na sexta (14), ao Conselho de Administração da companhia, e que obteve dele "a autorização para aprofundamento e preparação de proposta para criação – na diretoria do colegiado na Petrobras – dessa diretoria de compliance".

"Foi apoio unânime que nós recebemos do comitê de administração da Petrobras. Temos capacidade de governar, de governança da companhia", disse Graça durante a divulgação de dados operacionais do terceiro trimestre de 2014, em conferência com analistas e investidores.

Afastamento da SBM

De acordo com a executiva, após o relato sobre a propina, a SBM foi afastada das licitações da estatal brasileira: “imediatamente, nós informamos à SBM que ela não participaria de nenhuma licitação conosco enquanto não fosse identificada a origem, nome de pessoas que estariam se deixando subornar dentro da Petrobras e é isso que aconteceu”, afirmou. “Tivemos uma licitação recente, foram duas licitações recentes, Libra e Tartaruga, e a SBM não participou".

Apesar da declaração, a presidente da estatal declarou que não irá interromper os contratos existentes com a empreiteira até que as informações sejam "tão avassaladoras que justifique que nós encerremos contrato".

“Nós temos contratos com a SBM, sempre uma performance muito acima da média, boa, ou seja, não vamos interromper contratos com ela nem com outros empreiteiras que estão trabalhando conosco até que tenhamos informações que sejam tão avassaladores que justifiquem que nós encerremos contrato”.

A denúncia

O suposto esquema foi revelado na internet em outubro do ano passado por um ex-funcionário da empresa holandesa SBM Offshore, e publicado pelo jornal "Valor Econômico". Segundo a empresa, ele pediu dinheiro para não divulgar os documentos.

Segundo a denúncia, a SBM, uma das maiores empresas de aluguel e operação de plataformas, teria corrompido autoridades de governos de vários países e representantes de empresas privadas para conseguir contratos.

O ex-funcionário disse ainda que, entre 2005 e 2011, o valor pago teria chegado a US$ 250 milhões. No Brasil, o principal intermediário do esquema seria o empresário Julio Faerman. Ele foi um dos representantes da SBM no país até 2012 e é citado na investigação criminal aberta peloMinistério Público Federal neste mês. Faerman nega as acusações.

Comissão interna da Petrobras concluiu não haver provas de suborno. A denúncia, porém, está sendo investigada pela Polícia Federal. Os contratos entre a empresa holandesa e a Petrobras passam ainda por uma análise do Tribunal de Contas da União.

A companhia holandesa negou que tenha feito pagamentos indevidos a servidores ou a trabalhadores da estatal. A empresa informou ter pago US$ 139,1 milhões em comissões para seu agente no Brasil, mas reiterou não ter comprovado pagamento de propina a funcionários da Petrobras.

As empresas Faercom e Oildrive, apontadas nas denúncias como intermediárias dos pagamentos de propina no Brasil, também negam envolvimento.

No início de novembro, no entanto, a SBM informou que fechou acordo com o Ministério Público da Holanda e aceitou pagar US$ 240 milhões como punição por pagamentos de propina ocorridos entre 2007 e 2011 no Brasil, na Guiné Equatorial e em Angola (G1, 17/11/14

 

Commodities Agrícolas

Café: Ajuda do dólar: Enquanto os investidores aguardam novas previsões de chuva para a região produtora do Brasil, um novo dia de desvalorização do real ajudou a ditar uma forte queda dos preços do café arábica na bolsa de Nova York. Os contratos para março fecharam em baixa de 455 pontos ontem, a US$ 1,918 a libra-peso. A alta do dólar perante o real exerceu influência inversa sobre o café, já que o Brasil é o maior exportador mundial de arábica e a desvalorização cambial incentiva os ofertantes a disponibilizar seu produto no mercado. Os preços, porém, ainda encontram certa sustentação diante da estimativa de tempo mais seco no Sudeste do Brasil pelo menos até sexta-feira. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica recuou 3,21%, para R$ 462,71 a saca.

Algodão: Oferta de sobra: O avanço da colheita nos Estados Unidos e o baixo ritmo das exportações americanas têm deixado algodão de sobra nos estoques do país, o que voltou a pesar ontem sobre os preços do produto na bolsa de Nova York. Os lotes da pluma com vencimento em março fecharam com queda de 53 pontos, a 59,10 centavos de dólar a libra-peso. Desde o início do ano-safra do algodão nos EUA, em 1º de agosto, o país embarcou 261 mil toneladas da fibra, cerca de um terço do volume exportado no mesmo período do ano passado. Além disso, os estoques americanos se recompõem rapidamente, conforme a colheita se aproxima do fim. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,1%, para R$ 1,6566 a libra-peso.

Soja: Demanda em alta: A divulgação de dados sobre a demanda pela soja americana deu forte impulso aos futuros do grão ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março subiram 13,75 centavos, a US$ 10,44 o bushel. No mês passado, as indústrias dos EUA processaram 57% mais a oleaginosa que em setembro, somando 4,29 milhões de toneladas, segundo associação do setor. Um grande volume de soja também foi direcionado para fora do país. Os embarques subiram 24% na semana até o dia 13, ante a semana anterior, e desde o início da safra, superam os de 2013 em 17%, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No mercado interno, o preço médio da saca no Paraná caiu 1,6%, para R$ 59,19, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Seab.

Trigo: Recuo em Chicago: O mercado do trigo abriu a semana no campo negativo nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para março caíram 9 centavos e fecharam a US$ 5,5375 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual vencimento fecharam em US$ 6 o bushel, com baixa de 8,25 centavos. As Grandes Planícies dos EUA, onde se concentra a maior parte das lavouras de trigo do país, estão sob um frio mais forte que o normal para essa época do ano, mas as exportações de trigo dos EUA continuam em ritmo descendente. Os embarques caíram 54% na semana encerrada dia 13 ante o período imediatamente anterior, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No mercado doméstico, a saca no Paraná subiu 0,2%, para R$ 29,62, segundo o Deral/Seab. (Valor Econômico 18/11/21014)