Setor sucroenergético

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John Deere fecha a torneira

Os executivos da John Deere no Brasil têm passado os últimos dias trancados em intermináveis reuniões.

Missão: cortar 20% do plano de investimentos da companhia para 2015, que originalmente previa um desembolso de aproximadamente US$ 100 milhões.

Oficialmente, a empresa diz que não comenta planos de investimentos por país. (Jornal Relatório Reservado 20/11/2014)

 

Reajuste da gasolina causou impacto também do etanol, diz Unica

SÃO PAULO - O reajuste da gasolina causou também aumento nos preços do etanol hidratado, usado diretamente nos tanques dos veículos. De acordo com os dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) compilados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o reajuste médio em São Paulo foi de 0,26%.

“Este foi o percentual observado em diversos munícipios do Estado de São Paulo, onde é possível encontrar o litro do etanol ao preço médio de R$ 1,86 nas bombas”, diz a Unica.

Em 6 de novembro, a gasolina foi reajustada em 3% na refinaria, o que refletiu em uma média de 1,6% de aumento para o consumidor na comparação com a semana anterior. O preço do litro da gasolina médio em São Paulo ficou em R$ 2,89, segundo a Unica.

“Estes valores observados entre o preço do litro do etanol e o da gasolina comprovam que a paridade de 64% entre os combustíveis é totalmente favorável economicamente ao etanol”, afirma a entidade em nota à imprensa.

“O consumidor do Estado de São Paulo que optar em abastecer com etanol, além de economizar financeiramente, também contribui com o meio ambiente, já que o nosso biocombustível reduz em até 90% as emissões de gases causadores do efeito estufa quando comparado com a gasolina,” afirma o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues. (Valor Econômico 19/11/2014 às 19h: 07m)

 

69% de toda cana plantada no Brasil na safra 2014/15 são variedades RB

As variedades RB de cana-de-açúcar - desenvolvidas pela rede de dez universidades federais - responderam por 69% da área de plantio na atual safra 2014/15. O dado faz parte do levantamento do Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar da Rede Interuniversitária de Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (PMGCA/Ridesa).

Na avaliação em 121 usinas de São Paulo e Mato Grosso do Sul, a área plantada com cana nova ou em renovação atingiu 506 mil hectares em 2014. Em segundo lugar ficaram as variedades CTC, do Centro de Tecnologia Canavieira, com 15%, e as SP, desenvolvidas pelos centros de pesquisa do governo paulista, com 11%.

As variedades RB alcançaram ainda 63% da área total cultivada com cana avaliada pelo levantamento (3,74 milhões de hectares), com 22% para as SP e 11% das CTC.

A variedade RB867515 foi a mais cultivada entre todas, com 22,4% do plantio em novas lavouras ou áreas de renovação, e representou 27,3% de todo o canavial avaliado no censo, ou mais 1 milhão de hectares.

O coordenador do PMGCA/Ridesa, Hermann Paulo Hoffmann, destacou a variedade RB965902, lançada em 2010, mas que demonstrou alta resistência à estiagem deste ano, considerada a maior dos últimos 80 anos. Com isso, a variedade, que teve apenas 6.602 hectares plantados em 2013, na 19ª posição entre as mais plantadas, chegou ao 10º lugar este ano, com 10.457 mil hectares plantados.

Hoffmann afirmou, ainda, que em 2015 quatro novas variedades RB de cana serão liberadas para o plantio, o que deve elevar para 82 o número de cultivares desenvolvidos desde 1977 pelo centro de pesquisa comandado pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), com sede em Araras (SP), e pela rede de instituições universitárias criada em 1992.

O coordenador do PMGCA/Ridesa espera que as primeiras variedades RB transgênicas sejam apresentadas em quatro anos, em projetos feitos em parceria com a multinacional Dupont. "As duas mais plantadas (RB867515 e RB966928) já foram transformadas em transgênicas com resistência ao glifosato e à diatraea, a broca da cana", concluiu. (Canal Rural 19/11/2014)

 

Mercadante discute aumento de etanol na gasolina

BRASÍLIA - O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, agendou para amanhã reunião com entidades empresariais e outras autoridades de governo para debater um estudo técnico conduzido pela Petrobras feito para comprovar se é possível elevar a proporção de etanol anidro na gasolina vendida para 27,5%.

Considerada fundamental para amenizar a crise que afeta as usinas, a expectativa é que o Palácio do Planalto contemple o segmento sucroalcooleiro com a notícia de que os testes foram positivos.

Conforme publicado pelo Valor no mês passado, o estudo realizado pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes) já foi concluído e fontes do setor empresarial e do próprio governo afirmam que os testes realizados mostraram que os motores dos automóveis e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina suportariam a nova composição sem perda de eficiência. Atualmente, o percentual de mistura está fixado em 25%.

Apesar de o Planalto vir guardando segredo sobre o estudo, fontes do grupo de trabalho criado para debater o tema há mais de três meses alegam que há indicativos de que o aumento da mistura não é maléfico aos motores do ponto de vista de carburação e não aumenta a emissão de gases poluentes.

Detalhes técnicos como nível de resistência e durabilidade dos motores à adaptação com a mistura ainda serão revelados pela Casa Civil. Há uma possibilidade de que o resultado final seja apresentado nesse encontro de amanhã.

Foram chamados para a reunião representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), da União da Indústria de Cana-de Açúcar (Unica), do Fórum Nacional Sucroenergético, do Ministério de Minas e Energia e do Ministério da Agricultura.

O aumento da mistura para 27,5% do teto do percentual já é permitido por lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff no fim de setembro. Mas, como diz a lei, a adoção de fato do aumento, depende do resultado de testes como os que foram feitos pelo Cenpes.

Apesar de agradar aos usineiros, a medida enfrenta resistência da indústria automobilística. As montadoras alegam que, com 27,5% de etanol anidro, a gasolina pode comprometer o desempenho dos automóveis movidos apenas com o combustível fóssil, afetando a combustão e gerando maior emissão de gases poluentes como monóxido de enxofre.

O aumento da mistura de etanol na gasolina é uma das medidas reivindicadas pelo segmento sucroalcooleiro e que estão em avaliação pelo governo. Já foi aprovada a inclusão do açúcar entre os itens financiáveis pelo programa de crédito para armazenagem, a Petrobras já reajustou o preço da gasolina e o Ministério da Fazenda vem sinalizando a volta do tributo Contribuição de Intervenção no Domínio. (Valor Econômico 19/11/20014 às 17h: 42m)

 

Vendas de bioestimulantes em expansão no país

Complexos formados por substâncias capazes de promover um melhor equilíbrio hormonal das plantas e favorecer seu crescimento, os bioestimulantes começam a ganhar espaço no mercado brasileiro com a crescente preocupação dos agricultores em incrementar o rendimento de suas lavouras.

De acordo com cálculos da consultoria BBAgro Global, esse mercado já movimenta por ano US$ 230 milhões no país, pouco mais de 10% do total global (US$ 2 bilhões), e deverá crescer para cerca de US$ 500 milhões em três anos. Além dos ganhos que podem proporcionar, o peso desses produtos no custo total é baixo, o que pode até acelerar a expansão.

Conforme Franco Borsari, diretor da BBAgro, pesquisa feita pela empresa com agricultores, distribuidores, consultores e companhias de fertilizantes especiais nas principais regiões do país apontou que o uso de fertilizantes foliares e bioestimulantes representam, em média, 3% do custo das lavouras.

Outro fator que tem potencial para elevar as vendas é o fato de os bioestimulantes, que podem ser utilizados para reduzir o abortamento global, por exemplo, ainda serem mais usados em hortaliças e frutas e terem baixa penetração no caso de grandes culturas como soja, algodão e cana-de-açúcar.

Uma das líderes do ramo, a Agrichem do Brasil cresceu, em média, 20% ao ano nos últimos três anos e pretende lançar novos produtos para acelerar esse avanço. O bioestimulante que a empresa comercializa é seu segundo produto mais vendido pela companhia, conforme o diretor administrativo e financeiro Marcelo Soares.

No caso da subsidiária brasileira da italiana Valagro, a receita da companhia com a venda de bioestimulantes cresceu 30% de janeiro a outubro deste ano em relação ao mesmo período de 2013, de acordo com o diretor técnico Vitor Hugo Artigiani Filho.

Apesar de o potencial de crescimento das vendas nesse segmento ser considerado grande - e das estimativas da BBAgro - Marcelo Luiz Marino Santos, diretor de fertilizantes foliares da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), observa que esse mercado ainda carece de dados mais precisos no Brasil.

Em parte por conta disso, afirma Daniel Basílio Zandonadi, analista de pesquisa da Embrapa Hortaliças, há demanda para que se crie uma regulamentação específica para os bioestimulantes, que hoje podem ser registrados no país como fertilizantes ou agrotóxicos.

Conforme Zandonadi, os bioestimulantes compõem uma categoria que inclui também inoculantes microbianos, substâncias húmicas (produto de extração de fontes ricas em matéria orgânica, como turfa, esterco), aminoácidos e extratos de algas, entre outros.

Considerados "diferenciais" que auxiliam o processo fisiológico das plantas, os bioestimulantes, conforme o pesquisador, não substituem a adubação convencional e podem ser considerados "uma nutrição fisiológica complementar".

Mas Zandonadi afirma que, no caso de produtores já bastante tecnificados, o ganho de produtividade proporcionado por esses produtos gira em torno de 5% em suas lavouras. Para quem não faz um preparo de solo adequado, por exemplo, os ganhos podem ser apenas marginais. (Valor Econômico 20/11/2014)

 

Petrobras afasta cinco executivos

SERVIDORES FORAM DESTITUÍDOS de cargos de chefia por terem sido citados em auditorias que apuram irregularidades. Funcionários trabalharam com ex-diretor sob suspeita.

A Petrobras afastou de cargos de chefia cinco funcionários citados em auditorias internas que investigam casos de corrupção na companhia. Todos participaram das contratações de equipamentos e serviços para a construção da Refinaria Abreu e Lima, instalada em Pernambuco, e integravam a equipe de Paulo Roberto Costa.

Ex-diretor de Abastecimento da estatal, ele foi preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Lava­Jato, que investiga desvio de recursos da companhia.

Entre os atingidos pela medida, está Glauco Colepicolo Legatti, que era gerente-geral da Abreu e Lima. O cargo é ligado à Diretoria Corporativa e de Serviços. Ex-diretor da área, Renato Duque está preso desde a semana passada. Outro destituído de suas funções foi Francisco Paes, gerente-geral de gestão tecnológica do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes). Paes, anteriormente, foi gerente-executivo da Diretoria de Abastecimento, indicado por Costa.

Além deles, foram afastados a chefe de escritório da Petrobras em Singapura, Venina Velosa da Fonseca, o gerente-geral de compras para empreendimentos da Diretoria de Abastecimento, Heyder de Moura Carvalho, e o executivo da Logum, Roberto Gonçalves. A Logum é uma empresa de logística no setor do etanol, criada pela estatal em parceria com empreiteiras.

Em nota, a Petrobras confirmou as mudanças no quadro gerencial. A petroleira ressaltou "que não houve demissões, já que não há evidência até o momento de dolo, má-fé ou recebimento de benefícios por parte desses empregados citados nos relatórios das comissões internas de apuração". As comissões ainda vão apurar as responsabilidades dos executivos. Caso fique comprovada a participação no esquema de corrupção, o funcionário pode ser exonerado.

A obra da Refinaria Abreu e Lima, que deve entrar em operação em maio do ano que vem, é um dos alvos da Lava-Jato e também de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU). Inicialmente, o projeto foi orçado em US$ 2,5 bilhões. Mas, segundo a presidente da Petrobras, Graça Foster, o investimento no projeto fechará em US$ 18,5 bilhões.

TÉCNICO CRITICA FALTA DE LICITAÇÃO

Ontem, em audiência na CPI mista da Petrobras no Congresso, o secretário de Fiscalização de Obras para a Área de Energia do TCU, Rafael Jardim Cavalcante, afirmou que mais da metade das compras de bens da estatal nos últimos quatro anos foram feitas sem licitação. O técnico estima que a companhia tenha gasto em bens – não inclui obras, mas abrange maquinário, materiais e objetos de escritório, por exemplo – entre R$ 60 e R$ 70 bilhões nesse período.

Levantamentos preliminares apontam que 60% dessas contratações de bens são feitas sem licitação. Qual é o risco em termos de boa governança corporativa dessa prática e dessa previsão legal, questionou Cavalcante. (Zero Hora 20/11/2014)

 

Mosaic informa aumento do número de pesquisas em grãos, cana e cereais

SÃO PAULO - A Mosaic Fertilizantes, maior produtora global de fosfatados e potássio combinados, informou hoje que vai ampliar investimentos em pesquisas no Brasil. Sem informar o montante, a companhia explicou que realizará 31 novos estudos. Com isso, o número total de pesquisas deve alcançar 91, um aumento de 50% na comparação com as 60 pesquisas desenvolvidas pela Mosaic na safra passada no Brasil.

Entre as novas localidades onde a empresa passará a desenvolver estudos estão cidades de Mato Grosso, Paraná e São Paulo. As pesquisas devem envolver as culturas da soja, milho, milho safrinha, cana-de-açúcar, algodão, arroz, trigo, canola e feijão.

A Mosaic Company teve no terceiro trimestre deste ano um lucro líquido de US$ 202 milhões, quase o dobro do obtido no mesmo período de 2013 (US$ 124 milhões). (Valor Econômico 19/11/2014 às 17h: 56m)

 

Moagem da São Martinho será recorde com 9,3 mi de toneladas

Maior processadora de cana-de-açúcar do mundo, a Usina São Martinho, em Pradópolis (SP), encerrará a safra 2014/15 com uma moagem novamente recorde, próxima a 9,3 milhões de toneladas, alta de 3% sobre as 9 milhões de toneladas da safra passada. O desempenho ocorrerá mesmo com uma quebra de 15% da produtividade na safra por conta da seca.

A cana colhida para o processamento na usina deve ter um rendimento de 90 toneladas por hectare, ante 105,97 toneladas por hectare na safra passada. Segundo Luís Gustavo Teixeira, gerente de Produção Agrícola do Grupo São Martinho, o aumento será possível por causa do remanejamento para a unidade de um volume de cana que foi processado em outra usina do grupo, no ano passado, a Santa Cruz, em Araraquara (SP).

"A quebra na produtividade foi muito grande e ocorreu basicamente por causa da estiagem, já que as chuvas durante este ano ficaram em apenas 400 milímetros, ante uma média anual de 1.500 milímetros", explicou Teixeira. "Sofremos com a seca", acrescentou.

Um dos projetos para liberar mais cana-de-açúcar para o corte e o processamento foi a criação de uma "biofábrica" de mudas pré-brotadas de cana para o plantio, cuja operação iniciou em novembro. A biofábrica ocupa uma área pequena e deverá liberar a cana de grandes áreas utilizadas como viveiros para o processamento, bem como reduzir as áreas de renovação dos canaviais, segundo Teixeira.

"A meta é chegar a uma renovação, hoje em 12% da área, para a menor possível, na casa de um dígito", explicou. Já foram investidos R$ 4,6 milhões na unidade e a companhia espera que o projeto se pague em três anos e meio.

Só com a cana destinada ao processamento que deixará ser transformada em muda nos viveiros abertos, o retorno estimado é de R$ 1,5 milhão ao ano. "Além disso, a produtividade das mudas pré-brotadas desenvolvidas na unidade foi de 20% a 30% maior no primeiro corte e isso não foi contemplado no estudo de viabilidade", concluiu Teixeira.

As quatro usinas do Grupo São Martinho devem moer quase 21 milhões de toneladas de cana em 2014/15. Além da São Martinho e da Santa Cruz, o grupo tem a unidade Iracema, em Iracemápolis (SP), e é sócio da Petrobras na Nova Fronteira, em Quirinópolis (GO). (Agência Estado 19/11/2014)

 

Exportações do agronegócio devem cair no acumulado de 2014, diz Cepea

SÃO PAULO - As exportações do agronegócio devem cair no acumulado de 2014, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. As informações dos últimos 12 meses já mostram que a perda de divisas chegou a quase 4,3% do faturamento do setor.

O Cepea tem dados de exportações apenas até setembro que somam US$ 77 bilhões, 2,5% menos que no mesmo período de 2013; a redução do volume neste comparativo foi de 5,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, o faturamento somou US$ 99 bilhões, com retração de 4,3% frente aos 12 meses anteriores, com queda de 4,6% da quantidade.

Na parcial deste ano, o maior peso para o resultado negativo vem do setor sucroalcooleiro, que apresenta queda tanto em volume exportado quanto dos preços recebidos pelos exportadores na comparação com 2013. Na mesma condição estão o milho e o suco de laranja.

Ainda segundo o Cepea, apesar de haver uma queda no setor como um todo, alguns produtos mostraram crescimento nas vendas como café, madeira, soja em grão, carne bovina, farelo de soja, carnes de aves, óleo de soja e celulose. Em termos de preços externos (em dólares), as carnes bovina e suína, o farelo de soja, as frutas e o etanol apresentaram aumento. (Valor Econômico 19/11/2014 às 17h: 59m)

 

Chuvas pesadas devem ocorrer em áreas de café na próxima semana

Chuvas devem atingir as regiões mais ao sul do cinturão produtor de café e cana do Brasil a partir desta quarta-feira, com a umidade da Amazônia favorecendo as precipitações e melhorando as condições na principal região agrícola do país castigada por longa estiagem, disseram meteorologistas locais e dos EUA nesta quarta-feira.

Além disso, com a chegada de uma nova frente fria do Sul no fim de semana, até 130 milímetros de chuva podem cair em quatro dias sobre as principais plantações de café do Brasil em Minas Gerais e Espírito Santo, a partir de 24 de novembro, segundo a Somar Meteorologia.

Se confirmadas, as chuvas generalizadas sobre o centro-sul poderiam sugerir o fim da seca que começou em janeiro e causou volatilidade nos mercados futuros de café e açúcar este ano. O Brasil é o maior exportador das duas commodities.

Meteorologistas do Commodities Weather Group, nos Estados Unidos, disseram que os modelos de previsão apontam para a possibilidade de algumas áreas de cultivo de café em Minas Gerais receberem chuva em excesso no período de 6 a 10 dias.

No entanto, o CWG acrescentou que modelos têm errado recentemente em relação aos volumes de precipitações, e que as chuvas podem ser mais fracas do que o esperado.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao do governo, não registrou chuva significativa nas últimas 48 horas na maior parte das regiões produtoras de café e de cana em São Paulo e Minas Gerais.

Chuvas esparsas no Rio Grande do Sul e no Paraná, também previstas a partir desta quarta-feira, devem ajudar o plantio de soja, ainda que a colheita de trigo sofrerá devido à umidade.

Pancadas de chuva também devem atingir Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Chuvas generalizadas são esperadas para cobrir a maior parte das regiões de soja, milho, café e cana-de-açúcar a partir da próxima semana, durante vários dias, o que deve compensar o recente tempo quente e seco.

A chuva será bem-vinda especialmente sobre as áreas de café, onde as plantações floresceram nas últimas semanas. A chuva deverá garantir a fixação das flores, que vão se transformar nos frutos a serem colhidos no próximo ano. (Reuters, 19/11/2014 às 16h: 25m)

 

Após mais de dez anos parada, reativação de usina cearense anima região

A Usina Manoel Costa Filho poderá ser reativada antes mesmo de 2016. O empreendimento, adquirido por empresários paulistas, em contrato de comodato, passará a ser denominado Golden Nordeste. No momento, o local passa por limpeza. O antigo maquinário será recuperado. Desde a semana passada que trabalhadores estão no local fazendo melhorias no campo e funcionários antigos estão sendo contatados para darem uma assistência técnica.

Há mais de uma década que a usina está sem funcionamento e há um ano e meio foi adquirida por meio de leilão pela Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), do Governo do Estado, por R$ 15,4 milhões. Durante esse período, houve várias tentativas de negociações com empresas do Brasil e exterior sem sucesso. Muitos alegaram a pouca disponibilidade de água na região, mas a perspectiva de implantação do Canal da Transposição do Rio São Francisco e Cinturão das Águas anima os produtores.

A última tentativa de negociação aconteceu com os empresários paulistas, que nos últimos três meses vinham mantendo contato com a Adece para tratar das possibilidades de negociação, que resultaram no contrato de comodato. Depois dos empresários paulistas estarem na região várias vezes para verificar as condições de funcionamento, decidiram então adquiri-la. Também foi o único grupo a avançar nas negociações. Eles devem priorizar a produção de açúcar.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Agrário de Missão Velha, José Elismar de Vasconcelos, nesse momento reacende a esperança de funcionamento da velha usina. A formação de profissionais para o segmento também deverá estar assegurada com a fábrica-escola de cana-de-açúcar que irá atuar na formação de novos técnicos do setor, a partir do próximo ano, por meio do Centro de Ensino Tecnológico (Centec). O local vem sendo gerido, no momento, pela Associação do Sítio Coité, no distrito de Barbalha e no local estão sendo produzidos o álcool, cachaça e rapadura totalmente orgânica. Os produtos são comercializados também na fábrica-escola, ao lado do terreno da Embrapa.

No mês passado, a notícia da negociação com o grupo paulista animou os produtores de Barbalha, que já estavam sem perspectivas quanto à reativação do setor. A produção de cana ficou praticamente estagnada em sua totalidade e os poucos engenhos existentes, quase todos parados. A nova fase, conforme Elismar, poderá ser iniciada com o estímulo aos produtores. Os agricultores, mesmo pegos de surpresa, aguardam as novas possibilidades de trabalho. Milhares deles, todos os anos, de localidades como o distrito de Arajara, em Barbalha, e sítios de Missão Velha, onde havia maior parte da lavoura da cana, buscam alternativas de emprego na cultura canavieira do interior de São Paulo, em lavouras do Paraná, Minas Gerais e na Bahia.

A meta dos novos empreendedores é que grande parte do maquinário possa ser aproveitada. O próprio governo ao adquirir a agroindústria decidiu realizar um levantamento de área produtivas na região, que deve chegar, principalmente com áreas agricultáveis nas cidades de Crato, Barbalha e Missão Velha, a 8.500 hectares, necessários para fazer a usina produzir. O levantamento foi realizado por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce). Os técnicos foram a campo para efetivar essa estimativa, com a consulta aos produtores.

Boa parte das terras no entorno da própria usina, atualmente, vem sendo utilizada para o cultivo de bananas, um dos produtos que tem se expandido no Cariri, principalmente em área de Barbalha e no distrito de Missão Nova, em Missão Velha, onde há mais de 700ha de bananas no cultivo irrigado, e que já abastece vários mercados do Nordeste e da própria região. (Diário do Nordeste 19/11/2014)

 

Commodities Agrícolas

Café - Recompras técnicas: As cotações do café arábica dispararam ontem na bolsa de Nova York, em meio às previsões de tempo seco no Sudeste do Brasil, que motivaram recompras de fundos. Os lotes para março fecharam com avanço de 620 pontos, a US$ 1,991 a libra-peso, o maior valor desde 21 de outubro. A Somar Meteorologia indicou que quase todo o Brasil deve passar os próximos dias com clima quente e seco. Porém, com as floradas abertas, os cafezais precisam agora de umidade constante nos próximos meses para a formação dos grãos. A incerteza quanto ao potencial de produtividade deu impulso a recompras por parte dos fundos especulativos. O movimento também ocorreu em um dia de queda do dólar no Brasil. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 5,96%, para R$ 495,93 a saca.

Laranja - Quinta alta seguida: Os futuros do suco de laranja subiram pelo quinto pregão seguido ontem na bolsa de Nova York, em meio a uma massa de ar frio nos Estados Unidos. Os lotes do suco concentrado e congelado para março fecharam com alta de 160 pontos, a US$ 1,3935 a libra-peso, o maior valor desde 31 de outubro. A entrada de uma massa de ar ártico nos Estados Unidos está derrubando as temperaturas em quase todo o país. Ontem, o Serviço Climático Nacional americano emitiu alertas de expectativa de geada para algumas partes da Flórida para ocorrer até hoje. Há algumas semanas, analistas diziam que eventuais geadas poderiam prejudicar os pomares. No mercado doméstico, o preço da laranja à indústria apurado pelo Cepea/Esalq subiu 1%, para R$ 10,10 a caixa de 40,8 quilos.

Trigo - Rumor de importação: Relatos de que compradores dos Estados Unidos, maiores exportadores mundiais de trigo, acertaram a compra de cereal da França assustaram os traders e derrubaram as cotações do produto ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para março caíram 10 centavos, para US$ 5,41 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis de igual vencimento recuaram 7,25 centavos, a US$ 5,8925 o bushel. A compra teria sido feita por produtores de ração. O cereal francês, com qualidade inferior por causa do excesso de umidade, está mais barato que o dos EUA, onde o congestionamento nas ferrovias encareceu o frete e, consequentemente, a mercadoria transportada. No mercado interno, o preço médio da saca no Paraná subiu 1,16%, para R$ 29,72.

Milho - Demanda retraída: O avanço da colheita nos Estados Unidos e a redução da demanda pelo cereal americano têm aumentado o espaço para a oferta do produto no país, o que voltou a pressionar as cotações ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para março de 2015 fecharam com baixa de 9 centavos, a US$ 3,76 o bushel. Recentes relatórios apontam redução do volume negociado e embarcado pelos exportadores americanos. Além disso, o atraso nas entregas de etanol de milho no país ante congestionamentos nas ferrovias pode reduzir a demanda imediata pelo grão. Essa situação tem motivado os fundos a liquidar posições, o que tem aprofundado os recuo dos preços nos últimos dias. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa registrou alta de 0,59%, para R$ 28,75 a saca. (Valor Econômico 20/11/2014)