Setor sucroenergético

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ESPECIAL: Outlook FIESP 2024 - Projeções para o Agronegócio Brasileiro

Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol

A crise no setor sucroalcooleiro persiste. Foram cerca de 60 usinas fechadas na região Centro-Sul desde a safra 2007/2008. A moagem de cana no País quebrou um ciclo de dez anos de crescimento, iniciado em 2000/2001, depois de alcançar 620 milhões de toneladas na safra 2010/2011.

Além do clima, que afetou bruscamente as safras entre 2011 e 2014, a dificuldade de manter um nível necessário de tratos culturais dos canaviais, a adaptação à ampliação da mecanização da colheita e, posteriormente, do plantio, somando-se à política de preços da gasolina do Governo Federal, foram alguns dos fatores que levaram o setor sucroalcooleiro a um cenário marcado por recuperações judiciais, paralisações e desligamentos.

Reflexo disso, a produtividade da cultura despencou: a produção de cana por hectare caiu de 75,9 toneladas na safra 2007/2008 para 68 toneladas em 2014/15, ao mesmo tempo que a qualidade da matéria-prima, medida em quantidade de ATR (açúcar total recuperável) por tonelada de cana, passou de 144 toneladas em 2007/2008 para 133 em 2013/2014.

Em 2014, o setor sucroalcooleiro atingiu o auge de uma crise anunciada, na qual pesaram não somente as adversidades climáticas e de mercado, mas também a política adotada pelo governo federal, de manutenção dos preços dos combustíveis artificialmente baixos, por meio da comercialização da gasolina aos consumidores a valores inferiores aos pagos na gasolina importada.

Com isso, o etanol hidratado, que tem como limite de preço na bomba um porcentual em torno de 70% em relação à gasolina, não pôde passar pelos necessários reajustes de preços, diante dos seguidos aumentos dos custos de produção.

Para ilustrar a situação, em 2013 o preço médio do etanol hidratado nas usinas de São Paulo, sem impostos, foi de R$ 1,18. Se o preço da gasolina praticado pela Petrobras no mercado interno fosse equivalente ao preço internacional, e considerando a mesma paridade de preço do etanol em relação à gasolina observada em 2013, o preço do hidratado na usina deveria estar em R$ 1,34 por litro. Nesse caso, haveria também um reajuste proporcional no preço do etanol anidro. Essas diferenças de preço representariam um aumento de cerca de R$ 4,5 bilhões, somente nas receitas do setor com etanol.

Isso sem contar que o etanol, voltando a ser atrativo, traria ganhos potenciais para o açúcar também, pois haveria um redirecionamento do mix de produção médio do setor mais voltado ao combustível, por conta da maior demanda pelos consumidores e pela melhora das margens. Por essa lógica, e por ser o maior exportador mundial de açúcar, ao reduzir a oferta do produto, o Brasil contribuiria de forma importante para acelerar a recomposição dos preços desse produto no mercado internacional. Essas receitas adicionais seriam muito importantes para um setor que chegou, em 2013, a um endividamento total de R$ 66 bilhões, equivalente a, praticamente, todo o valor da receita auferida pelas usinas no ano.

Com esse cenário, o processo de reestruturação do setor significará uma nova fase de fusões e aquisições no Brasil. A retomada de investimentos só se dará após o equilíbrio entre o endividamento das empresas e sua capacidade de geração de renda. No médio prazo, o setor não terá condições de crescer significativamente, mas o início de um novo ciclo deve se dar em 2015, ano em que a produção global de açúcar será deficitária em relação ao consumo, delineando novos patamares de preços.

A velocidade dessa retomada dependerá, em boa parte, de uma mudança na política de regulação dos preços dos combustíveis, o que definirá, de certa forma, o futuro do etanol hidratado no País. Uma política de equalização dos preços dos combustíveis ao mercado externo promoveria um cenário de retomada do setor.

Já a continuidade do artificialismo dos preços internos da gasolina pode comprometer de forma grave as empresas, reduzindo gradativamente a oferta de etanol hidratado, que será convertido em aumento da oferta de etanol anidro e um excedente de açúcar, condição que impedirá uma recuperação dos preços.

Para compreender a situação do açúcar e a abrangência da crise do setor, destaca-se que o produto enfrenta, desde meados de 2011, queda nos preços internacionais.

O fenômeno foi resultado do aumento da produção em países menos expressivos para esse mercado, principalmente os asiáticos, e da resposta dos produtores de açúcar de beterraba à forte quebra de safra na Índia em 2009/2010, que na ocasião gerou um déficit no mercado mundial e, consequentemente, uma elevação expressiva dos preços do produto, reavendo as margens para esses produtores. Isso levou a quatro anos de superávit no mercado de açúcar global, trazendo seus preços para próximo do custo de produção brasileiro.

No caso das projeções que serão apresentadas a seguir, é fundamental destacar que, para a elaboração das mesmas, consideramos um cenário otimista, ou seja, de conformidade dos preços da gasolina com o mercado internacional para os próximos anos.

Assim, a produção de açúcar e etanol deverá chegar, em 2024, a 48,7 milhões de toneladas e 42,8 bilhões de litros, respectivamente, o que demandará uma área plantada de 10,5 milhões de hectares e uma produção de 851 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

No cenário projetado, o Brasil deverá enviar ao mercado externo 36,8 milhões de toneladas de açúcar, o que representa 18% da demanda mundial.

No caso específico do etanol, com uma frota flex atendida em 27% pelo combustível, a demanda chegaria, em 2024, a 40,4 bilhões de litros. O mercado internacional não deve trazer notícias suficientes para modificar o cenário do produto, já que a demanda de etanol avançado, estabelecida no Renewable Fuels Standard dos EUA, tende a se manter no patamar atual ou ser revista para baixo, provocando a redução da demanda do etanol importado do Brasil.

 

VARIAÇÃO 2014/15 A 2024/25

  • Produção, Área e Produtividade Brasileira de Cana-de-Açúcar

  • Destino da Cana-de-Açúcar

  • Consumo Doméstico e Exportação Líquida de Açúcar

  • Consumo Doméstico de Etanol Anidro e Hidratado

  • Evolução da frota brasileira de veículos

  • Participação Regional na Produção de Cana-de-Açúcar

*A soma das participações, quando maiores/menores que 100%, são explicadas pelo sistema de arredondamento.

  • Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol em 2024/25 (Comparativo entre as safras 2014/15 e 2024/2025 - Projeção de 10 anos)

  • Produção por Região

** A soma das participações, quando maiores/menores que 100%, são explicadas pelo sistema de arredondamento.

Fonte : Outlook Fiesp / Elaboração: FIESP/DEAGRO e MBAGRO

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Elegância e decadência na recepção à equipe econômica

O novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, será tosquiado no cargo. Barbosa vai tomar conta de toda a política microeconômica do governo. Entre os espinhosos abacaxis estão a retomada do programa de concessões, as reformas tributária e previdenciária e o redesenho do BNDES, incluindo uma elevação da TJLP que vai deixar os empresários sem achar graça nenhuma.

Para completar, ele deverá ser o futuro presidente do Conselho da Petrobras. Joaquim Levy entrará no Ministério da Fazenda com o pé direito caso se confirme o convite a Eduarda La Rocque para assumir a Secretaria do Tesouro.

“Duda” é um enclave da PUC-RJ na nova equipe econômica, o que era impensável com Guido Mantega. Mas pode até ser que exista alguma dose de maquiavelismo neste movimento. Seria uma forma de calar as previsíveis críticas de Armínio Fraga, Gustavo Franco e cia.

Saem a PUC-Rio de FHC e a UFRJ de Lula e Dilma I e adentra o gramado a Fundação Getulio Vargas. Joaquim Levy terá toda e mais alguma colaboração da FGV, que está eufórica com a sua indicação. Levy poderá contar particularmente com a luxuosa colaboração do professor Aloisio Araújo, o mais bem equipado economista matemático do Brasil.

Araújo, no seu estilo discreto, quase invisível, contribuiu intensamente com o próprio Levy durante o governo Lula I. Os recorrentes manifestos de protesto escritos por intelectuais de esquerda estão não só perdendo o significado, como parecendo formas vazias de afirmação de personagens que deixaram de ter protagonismo na vida pública.

São abaixo-assinados contra medidas que ainda não foram adotadas e cenários econômico-sociais que não ocorreram. Atitudes típicas dos chamados “quinta coluna” ou de quem quer aparecer a qualquer preço; (Jornal Relatório Reservado 27/11/2014)

 

Cosan vê boas perspectivas para o etanol em 2015

A Cosan avaliou nesta quarta-feira que existem dois potenciais fatores favoráveis em 2015 para a indústria de etanol, que tem enfrentado dificuldades nos últimos anos em meio a políticas do governo desfavoráveis para o combustível.

"Há dois upsides potenciais para o negócio de etanol que nem sequer estão expressos em nosso guidance", disse Vasco Dias, presidente da Raízen, joint venture da Cosan e da Shell.

Falando antes de evento de investidores no Cosan Day, em São Paulo, o presidente da maior produtora de açúcar e etanol do Brasil disse que novas medidas do governo poderão em breve aumentar os lucros da empresa.

A primeira medida possível tem relação com a reintrodução de uma taxa sobre a gasolina conhecida como Cide, o que permitiria que o etanol recuperasse alguma parcela do mercado de combustíveis de veículos leves que perdeu nos últimos anos, disse Dias.

Ao longo dos últimos anos, o governo tem procurado conter a inflação mantendo o preço da gasolina controlado. Uma das estratégias para isso foi eliminar a Cide (Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico), o que prejudicou a competitividade do etanol.

Fonte do governo consultada pela Reuters nesta quarta-feira disse que está em análise o aumento da alíquota da Cide sobre combustíveis, zerada desde 2012.

De acordo com a fonte, além de gerar receita anual superior a 10 bilhões de reais, o tributo vai melhorar a competitividade do etanol no mercado brasileiro.

A Cide foi de 28 centavos por litro antes de o governo eliminá-la.

Além disso, Dias disse que o governo poderia, no próximo ano, aumentar o limite máximo da faixa de mistura de etanol na gasolina para 27,5 por cento, ante o teto atual em vigor de 25 por cento, e com isso aumentar a demanda pelo etanol anidro.

O governo está em fase final de estudos de viabilidade sobre os efeitos da mistura maior. (Reuters 26/11/2014 às 19h: 04m)

 

Real desvalorizado estimula venda de açúcar da nova safra, diz Copersucar

Um real mais fraco frente ao dólar norte-americano pode encorajar vendas de açúcar brasileiro da próxima safra, disse nesta quarta-feira o diretor financeiro da gigante brasileira Copersucar, Leopoldo Saboya.

A moeda local desvalorizada torna as vendas do produto, negociado em dólares, mais lucrativas quando convertidas em real.

Muitas usinas do Brasil, maior produtor e exportador de açúcar, têm enfrentado dificuldades devido ao preço baixo do adoçante, em meio a um excedente de oferta global, e acumulam dívidas.

"Nesta temporada, a colheita do centro-sul está praticamente encerrada", disse Saboya à Reuters no intervalo de um seminário da Organização Internacional do Açúcar (OIA).

"Para a temporada 2015/16, que começa em abril, ouvimos que há algumas pessoas aproveitando a desvalorização do real para vender a preços futuros", disse o executivo da empresa, maior comercializadora global de açúcar e etanol integrada à produção, com dezenas de usinas associadas.

Saboya disse ver chances de o real permanecer desvalorizado ante o dólar no próximo ano, devido às projeções de que o banco central dos Estados Unidos poderá elevar taxas de juros.

O executivo projetou uma safra de cana no centro-sul do Brasil em 2015/16 praticamente inalterada ante os 565 milhões de toneladas de 2014/15.

O diretor da consultoria Datagro, Guilherme Nastari, disse esperar uma produção entre 560 milhões e 590 milhões de toneladas em 2015/16, ante sua estimativa de 572 milhões de toneladas em 14/15.

O seminário de dois dias da OIA termina na quarta-feira. (Reuters 26/11/2014 às 15h: 38m)

 

Tributo da gasolina anima mercado

O Ibovespa operava perto da estabilidade nesta quarta-feira. Entre os destaques de alta estão os papéis da Cosan, que chegaram a subir mais de 5%.

O mercado repercute a notícia da possível volta da Cide (Contribuição Para Regular o Preço dos Combustíveis). A medida faz parte de um pacote que o governo deve anunciar para reequilibrar as contas públicas. (Exame 26/11/2014)

 

EUA produzem volume recorde de etanol com boas margens de lucro

Os fabricantes de etanol dos Estados Unidos produziram um volume recorde do biocombustível na semana passada, mostraram dados do governo nesta quarta-feira, com a oferta de milho em abundância e os altos preços do combustível resultando nas melhores margens de lucro em cerca de seis meses, disseram operadores.

A produção de etanol subiu mais de 1 por cento, para uma média de 982 mil barris por dia na semana que terminou em 21 de novembro, informou a Administração de Informação de Energia, do governo dos EUA, nesta quarta-feira.

Esse é o maior volume semanal desde que AIE começou a acompanhar os dados em 2010.

Os estoques de biocombustível feito de milho nos EUA diminuíram em 263 mil barris, para 17,07 milhões de barris, o menor em cerca de um mês.

A produção recorde veio apesar de a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos ter adiado, até o próximo ano, decisão sobre metas para o uso de biocombustíveis na mistura com a gasolina do país.

O anúncio EPA na semana passada provavelmente teve pouco impacto sobre a produção de etanol, disse o analista de biocombustíveis Jerrod Kitt, do Grupo Linn, uma corretora de Chicago. "É puramente sazonal, mais as margens", disse ele.

Muitas usinas de etanol realizam a manutenção anual antes da colheita de milho, o que lhes permite operar perto de capacidade quando a oferta sazonal do grão deixa o produto mais barato.

Fabricantes de etanol estão ganhando até 2 dólares por bushel de milho no etanol que eles produzem-- os melhores lucros desde o verão passado, disse Kitt.

Os futuros do etanol estão oscilando perto de uma máxima de dois meses meio, acima de dois dólares por galão. (Reuters 26/11/2014 às 17h: 09m)

 

Grupo Clealco atinge seu recorde histórico de moagem

O Grupo Clealco atingiu na última segunda-feira, dia 24 de novembro, seu recorde histórico de moagem em uma safra. Foi registrada a marca de 8,254 milhões de toneladas de cana-de-açúcar esmagadas, superando as 8,229 milhões de toneladas esmagadas na safra 2013/2014.

Até o fim de março, quando a safra atual será encerrada, a previsão é que a Companhia atinja o volume de moagem de 9,5 milhões de toneladas, ampliando o recorde.

A chegada da nova unidade do Grupo, no município de Penápolis, contribuiu para que o número fosse alcançado, mesmo em uma safra marcada por quebra de canavial, problemas climáticos, e baixo preço do açúcar no mercado, fatores que dificultaram o andamento da produção e comercialização no setor sucroenergético. (Assessoria Clealco 26/11/2014

 

BRF planeja ter 20% da receita gerada no Oriente Médio até 2020

A empresa brasileira de alimentos BRF, maior exportadora global de carne de frango, pretende elevar sua receita gerada no Oriente Médio para ao menos 20 por cento do faturamento total até 2020, com a ajuda da maior demanda por alimentos congelados, disse o próximo presidente da companhia nesta quarta-feira.

A BRF inaugurou nesta quarta-feira uma fábrica de processados em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, sua primeira unidade industrial no Oriente Médio, que irá produzir pizzas, hambúrgueres e itens de panificação, entre outros, e empregar 1.400 funcionários.

O investimento inicial foi da ordem de 160 milhões de dólares, mas o grupo planeja expandir a capacidade em 30 por cento, para 100 mil toneladas até 2020.

O Oriente Médio é o maior destino das exportações da BRF e atualmente contribui com 17 por cento da receita da empresa, com vendas principalmente de produtos Sadia com certificação halal (alimentos autorizados para consumo de muçulmanos sob a lei islâmica).

"Nossa fatia de mercado está crescendo entre 5 a 10 por cento no Oriente Médio nos últimos cinco anos, apesar da Primavera Árabe", disse à Reuters o presidente da divisão internacional da BRF, Pedro Faria, que irá assumir o cargo de presidente global em janeiro.

A crescente população do Oriente Médio e o aumento do consumo de comidas congeladas em relação aos produtos resfriados criaram oportunidades de crescimento, acrescentou.

"Com a nova linha de produção em Abu Dhabi e a expansão planejada, uma meta de fatia de 20 por cento da receita é boa e factível nos próximos cinco anos", disse.

A BRF também está investindo em logística, distribuição e vendas. Este ano, adquiriu a Federal Foods, de Abu Dhabi, e 40 por cento da Al Khan Foods, de Omã, além de estar perto de concluir um acordo com a Al Yasra Foods, do Kuweit, que colocará parte do seu negócio de produtos congelados em uma joint-venture com a BRF.

O custo total dos três investimentos no Oriente Médio é de 200 milhões de dólares. (Reuters 26/11/2014)

 

Setor de máquinas do Brasil vê cenário de fraqueza no 1º semestre de 2015

O faturamento bruto da indústria de máquinas e equipamentos no Brasil recuou 11,7 por cento em outubro ante mesmo mês de 2013, dando continuidade a um cenário de fraqueza que deve se estender para o primeiro semestre de 2015, informou nesta quarta feira a associação que representa o setor, Abimaq.

A indústria apurou faturamento bruto no mês passado de 6,536 bilhões de reais. No acumulado dos dez primeiros meses deste ano houve queda de 15,5 por cento nas receitas do setor sobre o mesmo período de 2013, a 58,690 bilhões de reais.

A perspectiva da Abimaq é que o faturamento encerre 2014 com queda nominal de 10 por cento, apesar de um esperado avanço de 10 por cento nas exportações, puxado pela demanda dos Estados Unidos.

"Os dados são muito ruins, porque é uma queda pelo terceiro ano consecutivo. O Brasil vai ter o terceiro ano de redução na formação bruta de capital fixo, (...) independente da nova equipe econômica, não vai crescer de forma sustentável nos próximos anos", disse o diretor de competitividade da Abimaq, Mario Bernardini.

Na sua avaliação, o cenário recessivo será mantido no primeiro semestre de 2015, ainda mais porque os juros devem continuar subindo. "Se o governo apertar o freio e arrumar a casa, (o faturamento) pode começar a subir no segundo semestre. Mas isso é mais um desejo que uma realidade", disse Bernardini.

Na comparação de outubro com setembro, o faturamento do setor registrou avanço de 6,9 por cento. Mas o movimento foi causado principalmente pelo efeito da recente desvalorização do real ante o dólar. Embora Bernardini não considere o atual patamar do câmbio suficiente para uma melhora mais expressiva na competitividade do setor, ele espera um aumento na participação de mercado de produtos nacionais sobre os estrangeiros no consumo aparente.

Em outubro, o consumo aparente de máquinas e equipamentos no país caiu 14,9 por cento na comparação anual, 9,641 bilhões de reais.

As exportações somaram 1,056 bilhão de reais, queda de 4,4 por cento ante outubro do ano passado. Já as importações recuaram 18 por cento na mesma base comparativa, a 2,419 bilhões de reais. (Reuters 26/11/2014)

 

Vale impacta Bolsa antes de anúncio da equipe econômica

Ibovespa fechou em queda de 0,83 %, a 55.098 pontos; volume financeiro somou R$ 6,32 bilhões.

A bolsa paulista fechou em queda ontem, com ações da Vale e de siderúrgicas liderando as perdas do Ibovespa, após o principal índice acionário brasileiro trabalhar de lado em parte da sessão, diante da espera de agentes financeiros pelo aguardado anúncio da nova equipe econômica hoje.

O principal índice da Bovespa encerrou em baixa de 0,83%, a 55.098 pontos. O volume financeiro somou R$ 6,32 bilhões, abaixo da média do ano (R$ 7,27 bilhões), com a véspera de feriado nos Estados Unidos ajudando a reduzir o ritmo também no pregão doméstico. As ações da Petrobras passaram boa parte do dia no azul, mas sucumbiram no final, com as preferenciais caindo 0,35% e os papéis ordinários recuando 0,08%. A maior pressão negativa veio de Vale, que quebrou sequência de altas.

As preferenciais da mineradora subiram nos últimos quatro pregões, acumulando alta de 9,3%. Nesta sessão, terminaram em baixa de 4%. As ações ON cederam 3,8%. O setor siderúrgico liderou as perdas, em dia de novas notícias desfavoráveis, incluindo previsão do Instituto Aço Brasil (IABr) de alta de apenas 4% nas vendas da liga no mercado interno em 2015. No caso de Usiminas, o BofA Merrill Lynch ainda cortou o preço-alvodo papel de R$ 7 para R$ 4,9.A queda nos papéis dos bancos privados Itaú e Bradesco também pesou, assim como a reversão dos ganhos de Banco do Brasil após declarações do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, sobre as ações da instituição e o Fundo Soberano Nacional. Ainda no setor, a unit do Santander Brasil perdeu 2,7%. Cosan, por sua vez, manteve-se como um dos destaques de alta do índice, fechando em alta de 4,56%. (Reuters 27/11/2014)