Setor sucroenergético

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Grupo Ultra abastece o tanque nos Estados Unidos

Após se consolidar como o grande grupo privado do mercado brasileiro de combustíveis, o Grupo Ultra quer agora fazer a América. O conglomerado petroquímico estaria articulando a compra de uma leva de aproximadamente 500 postos da Citgo, rede com mais de seis mil unidades de serviço nos Estados Unidos.

Por mais curioso que possa parecer, trata-se de um enclave bolivariano em pleno território “imperialista”.

Desde 1990, a PDVSA controla 100% da Citgo. Uma vez consumada, esta seria uma das maiores investidas internacionais do Ultra, e a primeira no mercado de combustíveis – segmento.

que hoje responde por mais de 80% do seu faturamento. Por meio da Oxiteno, o grupo já está presente nos Estados Unidos, México, Venezuela e Uruguai.

]Não custa lembrar que já há algum tempo o Ultra ensaia uma grande aquisição no exterior. Negociou a compra da operação de GLP da Shell na Europa e de ativos da área química nos Estados Unidos, neste último caso por meio da própria Oxiteno. A operação confronta duas companhias em momentos distintos. Se, de um lado, há uma corporação extremamente líquida, como o Ultra, do outro o que se vê é um grupo com crescentes problemas de caixa.

A queda dos preços do petróleo tem enorme impacto sobre a PDVSA e, por extensão, sobre as próprias contas públicas da Venezuela. Diante deste cenário, cresce a pressão para que a companhia se desfaça de ativos no exterior que lhe permitam fazer caixa e compensar a perda de receita com a depreciação da commodity.

Há alguns meses, a própria imprensa venezuelana especula a hipótese de a PDVSA promover um spinoff da Citgo, com o objetivo de vender parte do capital de cada uma das áreas de negócio ou mesmo negociar alguns ativos separadamente, como no caso dos postos de combustíveis. Ainda segundo a mídia da Venezuela, recentemente, a estatal teria recebido uma oferta para negociar até 30% de suas três refinarias nos Estados Unidos. Em tempo: curiosamente os caminhos do Ultra e da PDVSA já se cruzaram, mas em circunstâncias bem diferentes. Em 2007, quando a Ipiranga colocou seus postos à venda, a estatal venezuelana se candidatou ao negócio. Diante da impossibilidade de comprar todos os estabelecimentos, operação que não seria aprovada pelo Cade, a Petrobras estimulou o Ultra a ficar com as unidades da Ipiranga no Sul e no Sudeste.

Desta forma, evitou a entrada de um novo player estrangeiro no setor. Mas isso são águas passadas.

Neste momento, Ultra e PDVSA parecem ter sido feitos um para o outro. (Jornal Relatório Reservado 10/12/2014)

 

BP vai injetar R$ 242 milhões no negócio de cana no Brasil

SÃO PAULO - A BP Biocombustíveis, braço sucroalcooleiro da petroleira britânica BP, vai homologar no próximo dia 15 de dezembro em assembléia de acionistas um aumento de capital de R$ 242 milhões. O recurso será usado, segundo a empresa, para financiar projetos de investimentos já em andamento; tais como a expansão da unidade Tropical, localizada em Edeia (GO), assim como a ampliação do canavial para safra de 2015/16.

Conforme a companhia, o capital também será aplicado na melhoria de suas operações industriais. A BP está no Brasil em biocombustíveis desde 2008, mas a maior parte de seus investimentos nessa área vem sendo feito desde 2011. A empresa tem três usinas de açúcar e etanol em operação no país. (Valor Econômico 09/12/2014 às 18h: 40m)

 

Cade propõe restrição à fusão da ALL

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) encerrou na segunda-feira sua análise sobre a fusão entre o grupo de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo (controlada pelo grupo Cosan). Agora, o caso segue para a etapa final: o julgamento no Tribunal do órgão antitruste. Apesar de o fato ter sido visto pelo mercado como positivo em um primeiro momento, por representar mais uma etapa cumprida em direção à operação, o parecer é duro. A Superintendência negou a operação como foi apresentada e defendeu imposição de medidas para o negócio receber a aprovação final.

A palavra final, no entanto, é do Tribunal do Cade. Mesmo assim, ao impugnar (se opor) à fusão, a Superintendência indica que não serão aceitas as propostas feitas pelas empresas. E que serão exigidas mais condições no julgamento final que será feito pela Corte. No mercado, também acredita-se ser difícil que o aval final seja completamente diferente do parecer da Superintendência - por exemplo, aprovando a operação conforme foi apresentada.

Nos autos, a Superintendência conclui que a fusão representa um "sensível aprofundamento da verticalização" entre ferrovia e outros mercados. Além disso, menciona que eventuais práticas discriminatórias tomadas por ALL/Rumo em relação a concorrentes poderiam criar dificuldades de funcionamento e aumentar custos para outras empresas em setores como exportação de commodities agrícolas, distribuição de combustíveis e prestação de serviços logísticos.

Há um aspecto visto como positivo pelo órgão antitruste caso a operação seja aprovada: o impulso em investimentos - mesmo assim, algo alvo de desconfiança pela Superintendência. "As eficiências alegadas, neste momento e sem garantias relacionadas, não são suficientes para afastar as preocupações. Não se pode aprovar o presente ato de concentração tal como apresentado", afirma o parecer.

Após consultas ao mercado, a Superintendência concluiu que são necessários "remédios" como condição para a aprovação. Uma das alternativas vislumbradas nos bastidores é o aperfeiçoamento das regras de um comitê de gestão da ferrovia, ainda a ser criado. Outra hipótese é a de limitar as cotas de transporte de produtos da Cosan e da Raízen (empresa de Cosan e Shell) na ferrovia. Atualmente, elas utilizam aproximadamente 30% da capacidade e poderiam ficar limitadas a esse patamar.

Nos autos, o Cade cita diversas outros "remédios" sugeridos por terceiros interessados. Entre eles: proibição à ALL/Rumo de participação em licitações de terminais no porto de Santos ou alienação dos já existentes; alienação de terminais no interior paulista; imposição de metas de expansão de capacidade; limite para carregamento de cargas próprias; entre outros.

Além dos "remédios" sugeridos pelos terceiros interessados (Agrovia, Novo Oriente, Ipiranga, Fibria e diferentes entidades como a Abiove), outras empresas ouvidas pelo Cade recomendaram medidas. Entre as sugestões, está a da Eldorado, que pede a proibição de a ALL usar material rodante da produtora de celulose para demandas de outras empresas. A Copersucar pede garantias de capacidade e disponibilidade. Outras empresas, como a Petrobras Distribuidora, também manifestaram preocupações sobre a operação ao órgão antitruste e chegaram a defender que a operação fosse barrada.

Em comunicado, a Cosan afirmou que buscará uma solução negociada com o Tribunal do Cade, com o objetivo de afastar preocupações concorrenciais identificadas e obter a aprovação da incorporação dentro do prazo.

Na bolsa, a primeira reação do mercado foi positiva. ALL e Cosan Logística chegaram a figurar pela manhã como as maiores altas do Ibovespa. Segundo analistas ouvidos pelo Valor, o fim da análise do processo pela Superintendência foi visto como positivo pois representou um avanço em direção à fusão. Já as preocupações concorrenciais foram vistas pelos investidores como um aspecto "natural" do rito do órgão antitruste.

Ao fim da tarde, no entanto, a ALL fechou em queda de 2,17%, para R$ 4,96. Já a Cosan Logística fechou com 1,85%, para R$ 2,75. O principal índice da bolsa caiu 0,16%, para 50.193 pontos. Karina Freitas, da Concórdia, diz que as notícias sobre avanço do processo de fusão causam efeito positivo no mercado. Mas que as preocupações levantadas devem ser levadas em conta pelo investidor. (Valor Econômico 10/12/2014)

 

MPT processa Renuka do Brasil por sonegar direitos trabalhistas

SÃO PAULO - O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Bauru (SP) informou que ingressou com ação civil pública contra a sucroalcooleira Renuka do Brasil por sonegar direitos trabalhistas básicos, como o não pagamento de adicional de periculosidade, submissão à jornada excessiva e não fornecimento de equipamentos de proteção individual. A empresa, controlada pela indiana Shree Renuka Sugars, afirmou que ainda não foi notificada pela Justiça e que só poderá se pronunciar quando isso ocorrer e após deter conhecimento dos autos.

O MPT pede que a Justiça determine à empresa a regularização da conduta trabalhista e o pagamento de R$ 10 milhões pelos danos morais causados à coletividade.

Conforme o MPT, o inquérito civil foi instaurado após o recebimento de uma denúncia que apontava possíveis omissões quanto ao pagamento de férias dos trabalhadores. O MPT requisitou fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego na sede da Usina Madhu, em Promissão (SP).

Segundo o relatório fiscal, foram lavrados 26 autos de infração durante a inspeção, devido a problemas como falta de fornecimento de equipamentos de proteção individual adequado ao risco, não pagamento do adicional de periculosidade, prorrogação da jornada normal de trabalho além do limite legal de duas horas diárias sem qualquer justificativa legal, e ausência de depósito mensal referente ao FGTS.

Na ação, que tramita na Vara do Trabalho de Lins e ainda não foi julgada, o MPT pede à Justiça que a Renuka utilize assentos nos postos de trabalho de acordo com o disposto nas normas, submeta o trabalhador a exames periódicos, remunere o exercício do trabalho em condições de periculosidade com o adicional de 30%, incidente sobre o salário e conceda período mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre duas jornadas. Ainda, que o empregado tenha repouso semanal remunerado de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos domingos, entre outras providências.

A Renuka do Brasil controla duas usinas de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo. O grupo indiano Shree Renuka Sugars detém ainda outras duas unidades no Estado do Paraná. (Valor Econômico 09/12/2014 às 18h: 37m)

 

Concentração da produção de etanol nos EUA permaneceu baixa, diz FTC

SÃO PAULO - O mercado de etanol nos Estados Unidos continua com um baixo nível de concentração, o que mantém distante a chance de que produtores individuais ou organizados em grupos possam exercer controle sobre preços e oferta do biocombustível no país, concluiu o relatório de 2014 da Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

No décimo relatório anual sobre o tema, a FTC avaliou que o nível de concentração desse mercado nos Estados Unidos é levemente mais concentrado do que há um ano, mas ainda permanece baixo.

No relatório de 2014, a FTC destacou que o país detinha 148 empresas produzindo ou prestes a começar a produção do biocombustível nos próximos 12 a 18 meses, queda leve em relação às 156 firmas observadas no relatório de 2013.

O maior produtor de etanol do país tem uma participação na capacidade instalada de 10,9%, estável em relação ao relatório de 2013, conforme a FTC.

O baixo nível de concentração e o largo número de participantes faz com que dificilmente um produtor individual ou produtores possam exercer poder de mercado na coordenação de preços ou níveis de oferta. (Valor Econômico 09/12/2014 às 18h: 31m)

 

Para Cepea, agronegócio ainda suporta economia em 2015

O cenário para o agronegócio deverá ser diferente no próximo ano do que o registrado nos anteriores. Os estoques voltam a ficar elevados e deverá haver redução de preços das commodities.

Mesmo assim, o agronegócio deverá ser o grande fator de suporte da economia nacional em 2015. A avaliação é de pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), que preveem alta de 2,8% para o setor em 2015.

Internamente, o agronegócio se depara com um mercado estagnado ou com fraca expansão devido a uma provável alta do desemprego e de desaceleração do salário.

Externamente, as perspectivas são de menor liquidez, juros mais elevados, dólar valorizado e preços de commodities em queda. "A característica dominante nos mercados em geral será a elevada volatilidade", diz Geraldo Barros, professor da Esalq/USP e coordenador do Cepea.

 Os pesquisadores da instituição admitem que é difícil algumas projeções para o próximo ano. O câmbio, por exemplo, ainda é um incógnita. Se desvalorizado, ajuda o agronegócio, mas dificulta o controle da inflação.

Já o cenário internacional de baixa nos preços do petróleo poderá reduzir custos de alguns insumos para o setor.

O Brasil, a exemplo de outros países, não está livre dos impactos climáticos. Com isso, o governo precisará reforçar o financiamento e o seguro de renda agrícola.

Para o Cepea, os fundamentos do agronegócio não justificam animação, mas não são de "choradeira" para a maioria das atividades.

O carro-chefe do agronegócio, a soja, perde preços no próximo ano. Essa queda ocorrerá devido à produção recorde e à alta nos estoques.

No primeiro semestre de 2015, a saca deverá ter um preço próximo de US$ 23 em Paranaguá, aponta o Cepea.

O cenário para o milho também exige cuidados dos produtores. O estoque previsto pela Conab acima de 15 milhões de toneladas não permite recuperação de preços.

O café terá rumos diferentes. A perda de produção neste ano, devido à seca, e as perspectivas de nova queda no próximo ano vão segurar os preços aquecidos. Além disso, os estoques nacionais e mundiais estão caindo.
O setor de citricultura também deverá ter preços melhores, segundo o Cepea. A situação delicada do setor nos últimos anos afastou muitos produtores, com consequente redução de área e de cuidados com a lavoura. A consequência será uma oferta menor de laranja.

O setor sucroenergético vem com dificuldades desde 2008, mas esse cenário deverá ficar para trás. Diálogo com o governo, volta da Cide, deficit mundial de açúcar e câmbio devem favorecer o setor.

A escassez de gado e consequente menor oferta de carne neste ano elevaram os preços no setor. O consumidor interno terá uma renda menor para suportar esses preços, mas as exportações devem continuar firmes.

Após um ano bom, os suinocultores vão ter o pé no chão. A demanda interna pode não reagir, mas as exportações continuam.

No mercado de frango, maior equilíbrio entre oferta e demanda poderá resultar em preços maiores.

Retomada: A arroba de suíno atingiu até R$ 86 nesta terça-feira (9) nas granjas paulistas. O preço médio praticado pelos frigoríficos ficou em R$ 83, com alta de 1,7%.

Argentina: A melhora dos preços externos da carne bovina permitiu à Argentina elevar em 12% as receitas obtidas com as exportações nos últimos seis meses.

Receitas: De maio a outubro, os exportadores argentinos obtiveram US$ 748 milhões, ante US$ 670 milhões em igual período anterior.

Recuperação: Os argentinos conseguiram elevar também o volume exportado, que somou 139 mil toneladas nos últimos seis meses, 10% mais ante igual período de 2013. (Folha de São Paulo 10/12/2014)

 

Energia barata agrava crise das commodities

A energia é responsável por até metade dos custos da produção de alimentos e de metais

A queda dos preços dos combustíveis está agravando a maior depressão das commodities em uma geração. Como a energia é responsável por até metade dos custos de produção de alimentos e metais, todos os tipos de commodities vão continuar caindo, segundo o Société Générale e o Citigroup. Os grandes estoques e a desaceleração das economias estão prejudicando a demanda, e o petróleo mais barato reduz o preço mínimo com que as mineradoras e os produtores continuam lucrando. O milho poderia cair mais 3%; o algodão, 6,5%, e o ouro, até 5%, segundo o SocGen.Os custos estão caindo devido ao surgimento de excedentes de cobre e de açúcar e por causa da desaceleração da economia na China, a maior consumidora de energia, metais, carne suína e soja. O petróleo bruto do tipo Brent, a gasolina e o petróleo para aquecimento registraram as maiores perdas porque o aumento das perfurações nos EUA provocou uma guerra de preços com os produtores da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep)."Este fenômeno também terá efeitos em outros mercados de commodities, em alguns casos deforma direta e, em outros, de forma indireta", disse Michael Haigh, diretor de pesquisa sobre commodities do SocGen.

O petróleo bruto do tipo Brent, a referência internacional, despencou 41% desde o final de junho, para US$ 66,58 por barril, pois a produção dos EUA atingiu o nível mais alto em três décadas. O preço ontem ficou em US$ 65,29, o menor desde setembro de 2009. A queda dos preços do petróleo será uma bênção para os consumidores, que poderão pagar menos pelos alimentos, disse Aakash Doshi, do Citigroup. Cerca de 45%das despesas operacionais docultivo e da colheita de arroz provêm de insumos como combustíveis, lubrificantes, eletricidade e fertilizantes, segundo uma análise da Secretaria de Informações sobre Energia dos EUA. A energia representa cerca de 54% dos custos do milho e do trigo. O petróleo mais barato não afeta as commodities somente por reduzir os custos de produção. Também está minimizando a perspectiva de altas nos preços ao consumidor, o que corrói o atrativo do ouro e de outros ativos utilizados como coberturas contra a inflação, disse Jeff Sica, presidente da Sica Wealth Management LLC em Nova Jersey. "O que vemos numa fazenda são os tratores, os caminhões, as bombas de gasolina, os fertilizantes e os produtos químicos. Está tudo vinculado à energia", disse John Baffes, economista do Banco Mundial. (Bloomberg 10/12/2014)

 

CCEE cria atendimento especializado em bioeletricidade e outros renováveis

Com apoio da Unica, atendimento personalizado tem como finalidade dar mais qualidade e agilidade aos processos.

O crescimento de fontes renováveis, especialmente a geração eólica e a biomassa, levou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) a criar um atendimento especializado voltado para empresas que investem nessas usinas. A instituição projeta que a capacidade instalada em eólicas deve crescer 205% nos próximos cinco anos, passando dos atuais 3.384 MW para 10.354 MW, enquanto o número de parques deve saltar de 154 para 426; já as usinas movidas a biomassa devem crescer 9,5% no período, saindo de 9.712 MW para 10.381 MW, com as plantas em operação passando de 212 para 228.

A contratação de usinas dessas fontes em leilões e no mercado livre de energia fez com que 170 empresas, representando 228 empreendimentos eólicos e à biomassa, se tornassem associadas da CCEE apenas entre 2013 e 2014. O forte aumento da participação desses agentes na CCEE, que soma 2,8 mil associados - entre geradores, comercializadores, distribuidores e consumidores de energia elétrica - sinalizou para a instituição a necessidade de criar uma carteira temática de atendimento.

“Identificamos a oportunidade de qualificar o apoio a esses agentes por meio de um relacionamento mais próximo e pessoal. Não apenas pelo crescimento exponencial das renováveis em si, mas também pelas características particulares do negócio – que tem diversas regras específicas e atrai novos investidores, nem todos já com expertise em comercialização”, explica Cesar Pereira, gerente executivo de Atendimento ao Mercado da CCEE.

O atendimento contemplará inicialmente nove empresas, escolhidas por critérios de capacidade e número de usinas em operação cadastradas na CCEE. Os participantes dessa primeira etapa contarão com um gestor especializado em energia renovável para atendê-los no âmbito da CCEE. A expectativa é ganhar agilidade para solucionar questões práticas e aprofundar o conhecimento da CCEE em relação às demandas específicas relacionadas a essas fontes.

As associações que representam os investidores desse segmentos - Associação Brasileira de Energia Eólica - Abeeólica e União da Indústria de Cana-de-Açúcar - Unica - forneceram apoio à CCEE na idealização da novidade e também serão parceiras na capacitação da instituição para prestar esse atendimento personalizado. “A ideia é avaliar os resultados da iniciativa e expandir a carteira de forma gradual, com possibilidade de ampliar o escopo para todo o portfólio de renováveis”, informa Cesar Pereira

A Central de Atendimento da CCEE realiza uma média de 4 mil atendimentos por mês, prestando auxílio às empresas associadas com relação a todos os assuntos relacionados à comercialização de energia e operações no mercado. (Jornal da Energia 09/12/2014)

 

Ritmo de negócios diminui, mas preço do açúcar segue firme

A proximidade das férias coletivas de muitas empresas já tem desacelerado o ritmo dos negócios no mercado spot.

A demanda apresenta-se estável, sem sinais de aquecimento – compradores contam com o açúcar recebido por meio de contratos –, mas as usinas têm mantido a postura firme quanto aos preços solicitados. Assim, os valores do açúcar cristal no mercado spot paulista seguiram firmes nos últimos sete dias, mantendo a tendência iniciada em outubro.

De 1º a 8 de dezembro, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal (mercado paulista), cor Icumsa entre 130 e 180, ficou praticamente estável (+0,03%), a R$ 52,21/sc na segunda-feira, 8.

Segundo pesquisadores do Cepea, alguns compradores paulistas optaram por negociar lotes de açúcar cristal com usinas do estado de Goiás, onde o preço estava inferior ao de São Paulo, mesmo considerando-se o custo de transporte entre os estados. (CEPEA / ESALQ 09/12/2014)

 

Maior consumo de final de ano já aquece mercado de etanol

Distribuidoras de combustíveis começaram a se abastecer para o típico aquecimento do consumo no final do ano na semana passada. Essa maior demanda elevou os preços do etanol.

Além disso, as expectativas de aumento do percentual de mistura de etanol na gasolina e de retomada da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o combustível fóssil reforçam o interesse de compradores.

Assim, segundo pesquisadores do Cepea, o número de negócios efetivados na primeira semana de dezembro foi expressivo, com usinas se mantendo firmes quanto aos valores pedidos.

Entre 1º e 5 de dezembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado, referente ao estado de São Paulo, foi de R$ 1,2638/litro (sem impostos), elevação de 2,6% sobre o da semana anterior.

Para o anidro, a valorização também foi de 2,6%, com o Indicador CEPEA/ESALQ (estado de SP) passando para R$ 1,3897/litro (PIS/Cofins zerados). (CEPEA / ESALQ 09/12/2014)

 

Crédito mais apertado afeta as empresas

As pessoas jurídicas enfrentam mais dificuldades para tomar crédito em banco. Pior do que a elevação das taxas médias de juros, de 1,1 ponto porcentual ao ano (de 14,8% ao ano, em outubro de 2013, para 15,9% ao ano, em outubro de 2014), é o que ocorre com os prazos médios dos empréstimos. Estes caíram, nas mesmas datas, de 63,9 meses para 60,8 meses. Mas apenas entre setembro e outubro o prazo médio caiu de 71,7 meses para 60,8 meses, segundo o Banco Central.

Os números oficiais mal revelam o que de fato ocorre no mercado de crédito: a inadimplência está oculta por sucessivas operações de renegociação de dívidas - adotadas por empresas que não podem pagar os empréstimos bancários no vencimento - ou em casos de atrasos com fornecedores, entre os quais concessionárias de serviços públicos.

Em alguns setores, as dificuldades são dramáticas, segundo reportagem de Josette Goulart, no Estado de segunda-feira. Levantamentos do Itaú BBA e da consultoria Datagro mostraram que 60 usinas de açúcar e álcool fecharam as portas desde 2008 e que pelo menos 30 companhias estão em recuperação judicial. O endividamento dessas companhias com os bancos é estimado em R$ 77 bilhões. Segundo a agência de classificação de riscos Fitch Ratings, já se pode falar em risco sistêmico do setor, reduzindo a oferta de capital de giro.

O risco de crédito afasta os bancos de grande parte dos tomadores. O temor de calote pelos bancos é tão grande que alguns já incluem entre os fatores de risco o da escassez de água, no caso dos setores mais dependentes do insumo, como o têxtil, o químico, o farmacêutico, o de bebidas, papel e celulose, além do sucroalcooleiro. "Se avaliarmos que a água é fundamental para a empresa e que ela não tem um plano B, não vamos abrir limite de crédito", disse ao jornal Valor Cláudio Cusin, diretor do Banco Indusval.

Ao mesmo tempo, empresas que pretendiam lançar títulos no exterior estão adiando a colocação, porque os investidores pretendem juros mais altos. Além disso, o boletim Focus de 5 de dezembro, preparado pelo Banco Central com base em pesquisa com consultorias econômicas, registrou a expectativa de que a cotação do dólar atinja R$ 2,70, no final do ano que vem, ante R$ 2,67, na pesquisa anterior. Ontem, as cotações superavam R$ 2,60. O aperto de crédito pode agravar a estagnação neste fim de ano e as expectativas para 2015. (O Estado de São Paulo 10/12/2014)

 

Máquinas agrícolas deverão ser emplacadas a partir de janeiro

Medida vale para veículos que transitam em vias públicas fabricados após agosto de 2014.

A partir de janeiro de 2015, todos os tratores e máquinas agrícolas que trafegam em vias públicas deverão ser emplacados. A decisão foi divulgada na quarta-feira (26/11) no Diário Oficial da União e vale para veículos fabricados depois de agosto de 2014. Veículos anteriores a essa data estão liberados do emplacamento.

O Congresso Nacional manteve o veto de Dilma Rousseff ao projeto 3.312/2012 do deputado federal Alceu Moreira (PMDB-RS), que acabava com o licenciamento, emplacamento e imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para maquinário agrícola. A votação aconteceu na última terça (25/11).

A Frente Parlamentar Agropecuária vai tentar reverter a decisão, já que eleva custos para os produtores.

A documentação e cobrança de taxas serão de responsabilidade dos governos estaduais. Aos tratoristas, será exigida a Carteira Nacional de Habilitação "categoria B".

ANFAVEA

A vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ana Helena de Andrade, considerou positivo o emplacamento obrigatório e lembrou que a medida está prevista no Código de Trânsito Brasileiro.

"O emplacamento contribui para a segurança do operador e de outros veículos e pessoas. Além disso, protege os proprietários, bancos e seguradoras ao aumentar a segurança jurídica e garantir o legítimo reconhecimento da propriedade", completou Ana Helena, em nota enviada pela assessoria da ANFAVEA. (Agência Estado 09/12/2014)

 

Unida defende projetos de revitalização da atividade canavieira do NE em audiência pública na Câmara dos Deputados

Nesta quarta-feira, 10, o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Alexandre Andrade Lima apresentará sugestão de medidas estruturais em prol da manutenção da cultura canavieira regional durante audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. O dirigente é um dos convidados do deputado federal Paulo Feijó (PR-RJ) - requerente da audiência. Paulo Leal, presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), também apresentará propostas para encontrar soluções para a crise canavieira no território nacional. A audiência será realizada a partir da 9h, no plenário 6 da Casa Legislativa em Brasília. 

Feijó tomou a iniciativa da promoção da audiência pública, haja vista que ele avalia que a cana-de-açúcar não possui amparo das políticas pública, diferente do que ocorre para outros produtos comerciais como soja, arroz, café, laranja, uva e etc. O parlamentar defende que haja uma revisão da política da formação de preços para a cana, o açúcar e para o etanol, uma vez que tais valores sofrem impactos diretos devido ao atrelamento ao preço da gasolina.

O presidente da Unida aproveitará para reivindicar medidas estruturantes do governo federal na Zona da Mata nordestina, prejudicada sempre com as recorrentes estiagens na Região. Pequenas barragens para concentrar e qualificar o múltiplo uso da água, inclusive voltada para a agricultura, integram a lista de iniciativas governamentais que serão defendidos. Além disso, Lima ainda defenderá um programa específico de recuperação da atividade canavieira. Na última passada, Lima teve a oportunidade de expor o mesmo projeto ao ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, que ficou de levar o pleito para a primeira reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste em 2015. (Unida 09/10/2014 às 17h: 08m)

 

Novo rombo vai para conta de luz em janeiro

Parte do buraco de R$ 3 bi será coberta por meio do aumento da tarifa do consumidor no início do ano que vem. Governo vai usar o novo mecanismo da bandeira tarifária para antecipar o repasse do deficit do último bimestre de 2014.

A solução que está sendo costurada pelo governo para cobrir o novo buraco bilionário do setor elétrico, estimado em R$ 3 bilhões, inclui um aumento de tarifas para o consumidor no curto prazo.

A ideia, segundo o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Romeu Rufino, é fazer uso do dinheiro extra que será recolhido dos consumidores por meio de uma nova ferramenta, a bandeira tarifária, para cobrir parcialmente gastos das distribuidoras em aberto.

Na prática, o governo usará uma receita que seria direcionada a novas despesas para cobrir uma dívida antiga.

A pendência equivale ao gasto das distribuidoras com a compra extra de energia em novembro e neste mês. A operação foi necessária para manter o atendimento dos consumidores, já que os contratos atuais não seriam suficientes.

Em outras palavras, se essas elétricas não recorressem ao mercado de curto prazo e comprassem eletricidade mais cara, seus consumidores deixariam de ser atendidos.

O preço da energia no curto prazo está alto em razão da seca, que afetou o abastecimento das hidrelétricas, forçando um uso mais intensivo das usinas termelétricas, que são mais caras.

A dívida das distribuidoras terá de ser quitada em janeiro e fevereiro. A data coincide com o início da vigência das bandeiras tarifárias, criadas para que o preço ao consumidor possa ser acrescido mensalmente de acordo com os custos correntes para atendimento da população.

Assim, a cada mês em que as térmicas estiverem sendo usadas em larga escala, o consumidor verá uma indicação de bandeira vermelha ou amarela na fatura --que determinará o reajuste.

Segundo a Aneel, nos meses em que essas bandeiras estiverem vermelhas em todo país, a arrecadação das distribuidoras será R$ 800 milhões superior --o que daria R$ 1,6 bilhão no primeiro bimestre.

Caberia então ao governo encontrar uma solução para equacionar o restante da dívida, de R$ 1,4 bilhão.

A questão é que, adotando essa saída, as despesas adicionais com as térmicas de janeiro e fevereiro não serão abatidas pelos recolhimentos adicionais mensais, como planejado inicialmente. O aumento do custo nos primeiros meses teria de ser repassado à frente, na época do reajuste tarifário, como feito hoje.

As tarifas devem ter o impacto, ainda, de empréstimo de R$ 17,8 bilhões tomado pelas distribuidoras para fechar suas contas (com previsão de repasse em 2015 e 2016) e de pagamento de quase R$ 10 bilhões coberto pelo Tesouro e que deveria ir para a conta em cinco anos a partir de 2014. (Folha de São Paulo 10/12/2014)

 

Commodities Agrícolas

Cacau: Rolagem de posições: Os preços do cacau fecharam em alta pelo quarto dia consecutivo ontem na bolsa de Nova York sob impulso de compras técnicas. Os contratos com vencimento em março subiram US$ 49, para US$ 2.952 a tonelada, o maior valor desde 27 de outubro. Em quatro dias, a amêndoa já subiu US$ 100. Com a aproximação do vencimento do contratos de dezembro, na sexta-feira, muitos fundos e especuladores correram para liquidar suas posições no primeiro contrato e compraram novas posições no segundo para evitar o recebimento da mercadoria. A elevação ocorre apesar da colheita continuar avançando no oeste da África. No mercado interno, o preço médio do cacau em Ilhéus e Itabuna subiu para R$ 105 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Demanda aquecida: O mercado da soja teve mais um dia de valorização ontem diante da aposta dos traders de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) eleve sua estimativa para a demanda pelo grão no relatório que será divulgado hoje. Os contratos da soja para entrega em março fecharam em alta de 5,75 centavos, a US$ 10,555 o bushel na Bolsa de Chicago. As exportações americanas acima do esperado nas últimas semanas e a alta do farelo nos EUA roubaram a atenção dos traders recentemente, e analistas acreditam que essas indicações serão incorporadas pelo USDA em suas novas projeções, reduzindo a previsão para os estoques finais. No mercado interno, o preço na Bahia ficou em R$ 56,33 a saca, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Milho: Teto em três semanas: Os preços do milho subiram de forma expressiva ontem na bolsa de Chicago reflexo do reposicionamento dos fundos na véspera da divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os papéis para março tiveram alta de 5 centavos, a US$ 3,9525 o bushel, o maior valor desde 14 de novembro. Embora acredite-se que o USDA vá elevar suas estimativas para os estoques finais do cereal no país, os traders apostam mais na revisão para baixo nas estimativas para a área de milho nos EUA na próxima safra, já que os preços estão pouco remuneradores. Essas projeções de área serão divulgadas por uma agência do USDA na segunda-feira. No mercado doméstico, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para o milho subiu 0,19%, para R$ 26,74 a saca.

Trigo: Expectativa com USDA: Os preços do trigo fecharam no campo negativo ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para março caíram 12,25 centavos, para US$ 5,8575 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento fecharam em US$ 6,22 o bushel, com baixa de 17,25 centavos. Os traders acreditam que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevará sua estimativa para os estoques finais do cereal no país ante a baixa demanda pelo cereal americano até agora. Porém, a oferta internacional não está assegurada, uma vez que a Austrália, que concorre com os EUA nesse mercado, deve disponibilizar menos trigo após a quebra de safra deste ano. No mercado interno, o preço médio no Paraná apurado pelo Cepea/Esalq subiu 0,42%, para R$ 544,37 a tonelada. (Valor Econômico 10/12/2014)