Setor sucroenergético

Notícias

PR: Cooperativas se unem para criar rede de mistura de adubo

A Coonagro, que reúne 17 cooperativas agrícolas com faturamento de R$ 15 bilhões, comprou uma briga com as grandes produtoras de fertilizantes.

A companhia decidiu investir na construção de uma rede própria de misturadoras de adubo no Paraná. (Jornal Relatório Reservado 11/12/2014)

 

Redução do uso do diesel na França pode gerar oportunidade para etanol brasileiro

Etanol de cana é o único que pode ajudar a UE com as suas emissões Após anos de uso do diesel como principal combustível em sua matriz energética, chegando a 80% da frota de veículos, a França anunciou que irá retirar, gradativamente, os subsídios dados a essa fonte de energia, aumentando, no ano que vem, em 4 centavos de euro o litro e, consequentemente, reduzindo seu consumo, além de instaurar um sistema para identificação dos veículos, possibilitando as autoridades locais limitar o acesso de carros mais poluentes às cidades.

A medida pode ser uma oportunidade na adoção de fontes de energia mais limpas e renováveis para a frota automotiva francesa, entre elas os biocombustíveis como o etanol e o carro elétrico.

A União da indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) desde 2008 mantém um diálogo com autoridades e o mercado automotivo europeu com o objetivo de mostrar os benefícios para o meio ambiente proporcionados pelo etanol e a adoção do combustível brasileiro como alternativa para o consumidor local.

Recentemente a UNICA, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), organizou em Bruxelas (Bélgica) um seminário dedicado aos biocombustíveis. O “Think Energy. Think Brazil: Perspectives on the 2030 Energy and Climate Package” reuniu especialistas para debater o uso dos biocombustíveis sustentáveis no transporte da União Europeia (U.E.), além de promover o etanol de cana-de-açúcar como uma opção para reduzir a poluição local, objetivo das autoridades francesas.

Além disso, Géraldine Kutas, assessora sênior da Presidência da UNICA para Assuntos Internacionais, participou do painel ‘Policy, policy, policy: 2014 Milestones and future implications’ durante o F.O.Licht’s World Ethanol and Biofuels, realizado em novembro último em Londres. Em sua palestra, a executiva enfatizou o aumento da mistura de etanol na gasolina para 27.5% e a maior eficiência dos caros flex, gerando interesse entre os europeus, que atuam para convencer as autoridades a autorizar a mistura de E20 na U.E. (Unica 10/12/2014)

 

Usinas no Brasil veem oportunidades para o etanol na França

SÃO PAULO - Em nota divulgada hoje, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que representa as usinas do Centro-Sul do Brasil, avaliou que vê oportunidades para o etanol brasileiro na nova política para combustíveis líquidos na França. Conforme a entidade, após uso do diesel como principal combustível em sua matriz energética — 80% da frota de veículos — a França anunciou que vai retirar, gradativamente, os subsídios dados a essa fonte de energia.

Já em 2015, vai aumentar em 4 centavos de euro o litro do diesel, de forma a desestimular seu consumo. A França anunciou também que vai implantar um sistema para identificação dos veículos, de forma a possibilitar que as autoridades locais possam limitar o acesso de carros mais poluentes às cidades.

A Unica informou que, desde 2008, mantém diálogo com autoridades e o mercado automotivo europeu com o objetivo de mostrar os benefícios para o meio ambiente proporcionados pelo etanol e a adoção do combustível brasileiro como alternativa para o consumidor local. (Valor Econômico 10/12/2014 às 14h: 35m)

 

Produção agrícola cai na região de Ribeirão Preto

Cana e soja estão entre as culturas que perderam espaço no campo.

As principais culturas agrícolas da microrregião de Ribeirão Preto perderam espaço na última safra e essa redução deve continuar, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA).

O estudo “Previsões e Estimativas das Safras Agrícolas”, que acompanha a evolução da produção rural nos Escritórios de Desenvolvimento Agrícola de todo o Estado de São Paulo, mostra que, em Ribeirão e em 15 municípios vizinhos, a cana-de-açúcar ocupava 362.686 hectares (ha) na safra anterior, na atual, a área caiu para 362.531. Já a produção caiu 3%, de 28 milhões de toneladas, para 27,3 milhões.

Estimativa

Ainda segundo o levantamento do instituto, a soja, outra importante cultura na região, também deverá perder área para a safra 2014/2015, na comparação com a de 2013/2014.

A redução será de 17%, de 8,5 mil hectares, para 7,1 mil. Já a área para a produção de arroz deve cair 46%. A área para a produção de café se manteve estável.

Entre as causas para essa diminuição, ainda segundo o estudo, está o desenvolvimento urbano, com o lançamento de novos empreendimentos em áreas mais afastadas. (A Cidade 10/12/2014

 

Itaú: Dólar a R$ 2,80 e taxa Selic a 12,5% no fim de 2015

O crescimento da economia americana, em um cenário de déficit em conta corrente e de atividade fraca no Brasil, deve manter o câmbio pressionado em 2015, afirmou o economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn. A projeção da instituição é que o dólar atinja R$ 2,80 no fim de 2015.

Para a taxa básica de juros (Selic), a estimativa do Itaú é de uma alta moderada, para até 12,5% ao ano. Além da Selic, o economista espera um ajuste gradual da TJLP, a taxa de juros de longo prazo, usada como referência em empréstimos do BNDES.

O segundo mandato da presidente Dilma Rousseff deve promover um ajuste suficiente apenas para evitar uma deterioração ainda maior dos fundamentos, segundo Goldfajn. "Nosso cenário não contempla reformas profundas que possibilitem um maior crescimento nos próximos anos", afirmou, durante almoço com a imprensa promovido pelo Itaú BBA, unidade de banco de atacado da instituição.

A projeção do economista é de expansão de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano e de 1,8% em 2016. A inflação deve se manter no teto da meta e fechar 2015 em 6,5%. Ao contrário dos anos anteriores, o maior peso para a inflação deve vir dos preços administrados, enquanto o preço dos serviços deve sofrer uma desaceleração, segundo Goldfajn.

Com foco no atendimento das 3 mil maiores empresas brasileiras e, desde o ano passado, de 31 mil companhias com faturamento a partir de R$ 30 milhões, o Itaú BBA percebeu uma certa "paradeira" no mercado em meio às denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras, segundo o presidente do Itaú BBA, Candido Bracher. Ele disse, no entanto, que é difícil "colocar na conta" os impactos desse caso na economia e nos negócios. "É do interesse de todos que a situação seja esclarecida o quanto antes", afirmou.

Do ponto de vista do banco, a política de concessão de crédito às empresas se manteve, segundo Bracher. "Buscamos ter um relacionamento responsável e de longo prazo com os clientes", afirmou. "Nossa análise sempre foi muito criteriosa." O presidente do Itaú BBA disse que o banco procura analisar a viabilidade de projetos específicos das companhias.

Bracher vê espaço para uma redução gradual do papel que o BNDES desempenhou no financiamento às empresas nos últimos anos. "É importante que esse processo seja feito paulatinamente, mas o mercado de capitais tem capacidade para ocupar esse espaço", disse.

O chefe do banco de investimentos do Itaú BBA, Jean-Marc Etlin, afirmou esperar um mercado "mais construtivo" para ofertas de ações em 2015. Com apenas um IPO e duas ofertas subsequentes realizados no Brasil neste ano, o mercado de renda variável é hoje "uma sombra do que já foi", segundo o executivo.

Para as emissões de renda fixa, a projeção é de um mercado atuante em 2015. Segundo Etlin, as empresas continuarão captando recursos numa tentativa de se antecipar à alta de juros nos Estados Unidos. Com o resultado das eleições, retirou-se um pouco da volatilidade do mercado, o que ajuda a entrar em 2015 em condições mais realistas, disse Etlin. (Brasil Agro 10/12/2014

 

Indústria completa em outubro 37 meses seguidos de demissões

Em cenário de pessimismo e de produção menor, emprego acumula queda de 3% no ano. Salários se recuperam, mas empresas cortam horas destinadas à produção diante da demanda mais fraca.

Com o fraco desempenho da produção e o pessimismo de empresários, o emprego na indústria voltou a cair em outubro. O número de pessoas ocupadas no setor recuou 0,4% ante setembro.

Foi a sétima taxa negativa seguida nessa base de comparação, segundo dados do IBGE. Nesse período contínuo de queda, o emprego acumula uma perda de 3,9%.

Em relação a 2013, o cenário também é negativo e a indústria completou, em outubro, 37 meses consecutivos nos quais as demissões superam as contratações.

Na comparação com outubro do ano passado, o emprego teve queda de 4,4%. Foi o tombo mais intenso desde outubro de 2009 (-5,4%), período em que o país vivia o auge dos impactos da crise global na economia doméstica.

Com esse resultado, o total do pessoal ocupado assalariado também recuou, 3%, no acumulado de 2014.

Já a taxa acumulada nos últimos 12 meses registra uma queda de 2,8% e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro do ano passado --desde então, todos os resultados são negativos.

O emprego na indústria cai na esteira da menor confiança de empresários com os rumos da economia, em razão da freada do consumo, da maior concorrência com importados e da dificuldade para exportar.

SEM REAÇÃO

As contratações no setor não reagiram nem com a melhora da produção no terceiro trimestre, quando a indústria foi destaque do PIB. É que empresários não enxergaram na melhora uma retomada mais consistente.

Pelos dados do IBGE divulgados nesta quarta (10), o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria (indicador do salário no setor) cresceu 1,1% de setembro para outubro. O resultado, porém, não recupera totalmente a perda de 1,3% de setembro sobre agosto.

Com a deterioração do emprego, está cada vez mais difícil para as categorias da indústria obter reajustes acima da inflação.

Outro sinal ruim é que os empresários têm cortado horas destinadas à produção diante da demanda mais fraca, sinalizando que o emprego, em 2015, não deve reagir.

Em outubro de 2014, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, recuou 0,8% ante setembro.

Foi à sexta taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 4,1% nesse período.

Os dados mostram que, se uma retomada da produção vier, os empresários ainda têm "gordura" antes de contratar. Vão aumentar as horas destinadas à produção com os empregados que já estão nas fábricas.

Desse modo, e diante da expectativa de um 2015 ainda difícil para a indústria, empresários não vislumbram uma melhora das contratações do setor. (Folha de São Paulo 11/12/2014

 

Monsanto investirá US$ 150 milhões no Brasil

A Monsanto Brasil anunciou ontem que investirá US$ 150 milhões no país durante o exercício fiscal de 2015, iniciado em 1º de setembro. Os aportes serão direcionados a pesquisa e produção de sementes, operações que têm como carros-chefes a soja e o milho.

No ano fiscal de 2014, a multinacional faturou no Brasil US$ 1,8 bilhão, o que significou um crescimento de 15% em relação ao ano fiscal anterior. "Esse resultado está dentro do 'guidance' global de expansão da companhia de 10% a 15%", disse Rodrigo Santos, presidente da Monsanto Brasil, em evento com a imprensa realizado ontem em São Paulo. No mundo, a multinacional faturou US$ 15,85 bilhões no ano fiscal de 2014, uma alta de 6,7% em relação a 2013.

Nos últimos dez anos, a multinacional de biotecnologia investiu no Brasil US$ 1 bilhão, tanto em modernização de fábricas e unidades de produção de sementes como em aquisições (Alellyx/CanaVialis, do setor de cana-de-açúcar). O último aporte foi em 2012, no centro de desenvolvimento tecnológico de Petrolina (PE), que recebeu investimentos de US$ 20 milhões. No montante previsto para o Brasil em 2015, no entanto, a companhia afirma não ter em vista mais aquisições.

De acordo com o executivo, a Monsanto também dará início no primeiro semestre do ano que vem a um projeto-piloto com 50 agricultores brasileiros para trazer ao país a Climate Corporation, a mais recente divisão da múlti que atua no segmento de tecnologia de informação para o produtor rural. Se o resultado do piloto for positivo, a intenção é entrar no mercado brasileiro com o serviço em até dois anos.

"O Brasil é o segundo país mais importante para a Monsanto depois dos EUA", disse Santos. Ele ressaltou que embora os segmentos de soja e milho sejam os carros-chefes em vendas no país, a plataforma de serviços para a agricultura será tão revolucionária para a Monsanto quanto foi a biotecnologia. "O 'big data' e a agricultura de precisão vão absorver a maior parte dos investimentos futuros da empresa".

No início desta semana, a Climate Corporation anunciou a compra da 640 Labs, startup baseada em Chicago, em sua estratégia de fortalecer a atuação da companhia na maximização de ganhos e otimização de recursos naturais dos produtores rurais através de tecnologia de campo.

O pacote de novas tecnologias que a Monsanto vem estruturando nos últimos meses com sua entrada em agricultura de precisão, dados meteorológicos e pesquisa biológica poderá gerar retorno de US$ 20 bilhões ao agronegócio. (Valor Econômico 11/12/2014)

 

Exportação de etanol dos EUA em 2014 pode superar 3 bilhões de litros

SÃO PAULO - A Associação de Combustíveis Renováveis dos Estados Unidos (RFA, na sigla em inglês) informou que as exportações de etanol do país podem alcançar 3,039 bilhões de litros (803 milhões de galões, cada um com 3,785 litros) em 2014. A projeção, segundo a entidade, foi feita anualizando os embarques acumulados entre janeiro e outubro deste ano, que foram de 2,5 bilhões de litros (669,3 milhões de galões), 40% acima do realizado em igual período de 2013.

Somente no mês de outubro, os embarques de etanol dos Estados Unidos totalizaram 300 milhões de litros (79,2 milhões de galões), um aumento de 40% em relação a setembro e o maior nível em sete meses, conforme análise feita pela RFA, que representa as usinas de etanol do país, com base em dados divulgados pelo governo americano.

O Canadá foi o principal cliente do etanol de milho americano em outubro ao receber 28% do total embarcado, seguido pelos Emirados Árabes Unidos, com 21%, as Filipinas, com 21% e a Tunísia, com 14%. Coreia do Sul, México, Holanda e Brasil foram outros destinos-chave em outubro.

Os Estados Unidos importaram 4,1 milhões de litros (1,1 milhão de galões) de etanol em outubro. No ano, a importação média mensal foi de 7 milhões de galões (26,7 milhões de litros), com o acumulado do ano atingindo 255,5 milhões de litros (67,5 milhões de galões).

Estimativa feita pelo Citigroup indica que as exportações de etanol dos Estados Unidos poderão alcançar, em média, entre 950 milhões e 1 bilhão de galões por ano de 2015 a 2020, mais que o dobro do nível de 2010, devido à maior competitividade do biocombustível, alcançada com o recuo das cotações do milho.

Conforme a RFA, os embarques do subproduto da produção de etanol de milho, o DDGS (Distillers Dried Grains), usado para produção de ração, caíram em outubro 14% em relação a setembro, “refletindo o colapso nos embarques para a China”, segundo a RFA.

As exportações de DDGS para a China caiu para o nível mais baixo desde julho de 2009 e foram equivalentes a apenas 3% do volume embarcado aos chineses em junho deste ano. “Felizmente, os produtores americanos foram bem sucedidos em direcionar n´vieis recordes de DDGs para o resto do mundo”, afirmou a associação em nota.

Com a China fora dos dez maiores importadores de DDGS, o México se tornou o novo líder em outubro, saltando a 148 milhões de toneladas, ou 19% do total embarcado no mês, enquanto a Turquia ficou com 16%. No acumulado do ano, as exportações totais do subproduto do etanol de milho atingiu 9,96 milhões de toneladas, já acima do recorde de 9,71 milhões de toneladas embarcadas em 2013. (Valor Econômico 10/12/2014 às 10h: 33m)

 

ALL e Triunfo abandonam projeto da Vetria

A América Latina Logística (ALL) e a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) decidiram encerrar a parceria feita há três anos, quando criaram a Vetria Mineração. Com isso, chega ao fim o megaprojeto integrado de mina, ferrovia e porto que exigiria R$ 11,5 bilhões em investimentos e chegaria a uma produção de 27,5 milhões de toneladas por ano de minério de ferro.

A Vetria teria de fazer, além dos aportes na mina - em Corumbá (MS), onde está a jazida de ferro - pesados investimentos na ferrovia da ALL até Santos (SP). Ali, o produto seria embarcado em um terminal portuário, que teria de ser erguido em área considerada difícil para esse tipo de operação pesada. Para complicar, as sócias da Vetria dependeriam de capital de investidores financeiros e estratégicos para sustentar o projeto e garantir demanda futura no mercado. A empresa aguardava um bom momento para ir ao mercado buscar investidores.

Em comunicado divulgado na tarde de ontem, ALL e Triunfo citam como justificativa para o rompimento o fato de "determinadas condições previstas no contrato de associação" não terem sido atendidas dentro do prazo estipulado. As empresas também citam "condições de mercado e perspectivas atuais, especialmente no que diz respeito aos níveis de preço praticados para o minério de ferro".

Empreendimentos como o da Vetria foram concebidos quando a matéria-prima tinha preços entre US$ 150 e US$ 200 a tonelada. Esse tempo foi embora e não há previsão de voltar tão cedo. Atualmente, a commodity é negociada em torno de US$ 70 a tonelada.

O comunicado diz ainda que ALL e Triunfo decidiram encerrar o contrato "comprometendo-se a avaliar, definir e adotar conjuntamente os atos e as medidas que vierem a ser necessários em virtude da referida resolução, nos termos do Contrato de Associação".

A ALL informou ainda que os contratos de arrendamento de direitos minerários firmado entre a Vetria (por meio da subsidiária Vetorial Mineração) e a MMX Corumbá Mineração e de opção de compra de ações firmado entre a Vetria e a MMX Mineração e Metálicos foram integralmente cedidos para a Vetorial Siderurgia, "conforme autorizado por ambos contratos".

A Vetria foi anunciada em dezembro de 2011 e tinha como sócios a ALL, controladora, a Triunfo e a Vetorial. Para experts do setor, o empreendimento, devido às suas condições e aos pesados investimentos demandados, já estava condenado desde o nascedouro.

Outros projetos de minério de ferro no Brasil, dependentes de log[ística de transporte e portuária, conforme especialistas, estão condenados ao mesmo destino da Vetria. Ou a ficarem congelados até haja um novo ciclo de exuberância - o que vai depender de como se comportará a economia do maior consumidor do produto no mundo - a China. (Valor Econômico 11/12/2014)

 

ALL fechou em alta

ALL fechou em alta de 1% após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) divulgar parecer contra a união da transportadora ferroviária e da Rumo Logística, do grupo de infraestrutura e energia Cosan.

Para a equipe da corretora Brasil Plural, o acordo será aprovado com restrições, que poderiam dar maior transparência sobre preços, tarifas e volumes movimentados por tipo de carga, com o cenário mais negativo contemplando exigência de garantias pelo Cade de capacidade para determinados setores.

Em nota a clientes, o BTG Pactual citou como positivo para a ALL a notícia de que a Conab elevou em 5,8% a previsão da safra de soja do Brasil 2014/2015, para um recorde de 95,8 milhões de toneladas.

Fora do Ibovespa, Eneva caiu 33,8 % após a empresa de energia elétrica controlada pela alemã E.ON entrar com pedido de recuperação judicial porque não conseguiu renovar acordo com bancos credores. (Reuters 11/12/2014)

 

PIB sustentável' do Brasil cresceu apenas 2% em 20 anos, diz estudo

Se toda a riqueza produzida pelo Brasil fosse dividida pelo total de habitantes do país em 1990, cada brasileiro levaria para casa R$ 3.999. Vinte anos depois, em 2010, a divisão desse bolo – conhecido pelos economistas como o PIB per capita - seria de R$ 5.604, uma alta de 40%.

No entanto, segundo um novo indicador divulgado nesta quarta-feira, a economia brasileira teria crescido na verdade apenas uma fração disso: 2% em duas décadas.

A explicação: se por um lado, mais bens e serviços foram produzidos, por outro, mais recursos renováveis e não renováveis também foram gastos para alimentar esse crescimento. Além disso, por causa de flutuações de mercado, parte dessas matérias-primas também perdeu valor ao longo do tempo.

Ou seja, conclui o relatório, o Brasil ficou mais rico, mas a um ritmo inferior do que supõe a métrica tradicional.

Em sua segunda edição, o Índice de Riqueza Inclusiva (ou IRW, de Inclusive Wealth Index) mediu o desempenho econômico de 140 países entre 1990 e 2010 de forma a refletir a evolução do desenvolvimento sustentável nesse período.

Publicado a cada dois anos desde 2012, o levantamento não se restringe a analisar o quanto aumentou o PIB per capita no período - calcula o impacto na economia das mudanças em capital humano (mão de obra), capital natural (recursos naturais) e capital produzido (produção de bens e serviços) de cada país.

De forma geral, segundo aponta o relatório, os países apresentaram um crescimento bem mais expressivo quando analisado apenas seu desempenho econômico pelos critérios de PIB per capita. Entre 1990 e 2010, esse indicador registrou alta de 50%.

No entanto, quando as mudanças no capital humano, natural e produzido são consideradas, a economia mundial cresceu muito menos: apenas 6%.

PIB sustentável x per capita (1990-2010)

China - +47% (IWI per capita) x +523% (PIB per capita)

EUA - +13% (IWI per capita) x +33% (PIB per capita)

Índia - +16% (IWI per capita) x +155% (PIB per capita)

Brasil - +2% (IWI per capita) x +40% (PIB per capita)

Fonte: Inclusive Wealth Report

De acordo com a pesquisa, o baixo nível de crescimento do capital humano (em termos de educação, aptidão e habilidades), combinado com vastas perdas no capital natural (terras agrícolas, florestas, reservas fósseis e minerais), explicam o mau desempenho do crescimento da economia global apesar dos enormes ganhos no capital produzido.

"O relatório desafia a perspectiva limitadora do PIB. E também destaca a necessidade de integrar a sustentabilidade na evolução econômica e no planejamento de políticas públicas", afirmou Partha Dasgupta, professor emérito de Economia da Universidade de Cambridge e um dos responsáveis pelo estudo.

"Olhar além do PIB e adotar um Índice de Riqueza Inclusiva internacionalmente é fundamental para que a agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015 se adeque aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU", acrescentou Dasgupta.

Perda de recursos

O Brasil não foi exceção entre os países que apresentaram desequilíbrios entre os critérios convencionais de medição do crescimento da economia e a alternativa proposta pelo IWI.

Entre 1990 e 2010, os economias per capita de Estados Unidos, Índia e China, por exemplo, cresceram respectivamente 33%, 155% e 523%. Já quando o desenvolvimento sustentável é analisado, a riqueza inclusiva desses países teria crescido 13%, 16% e 47% em duas décadas.

Outros países inclusive tiveram desempenho negativo quando avaliada a variação do IWI, como o Equador, onde o PIB per capita aumentou 37% e a riqueza inclusiva caiu 17%. A economia do Catar quase dobrou de tamanho (alta de 85%) segundo a medição tradicional, mas o IWI apresentou queda de 53%.

Brasil perdeu capital florestal e foi ultrapassado pela China

De acordo com o relatório, o crescimento populacional e a depreciação do capital natural são os dois principais fatores por trás da queda da geração de riqueza sustentável per capita na maioria dos países analisados.

O estudo acrescenta que a população aumentou em 127 dos 140 países analisados, enquanto o capital natural registrou trajetória inversa, caindo também em 127 das 140 nações avaliadas.

"Embora ambos os fatores tenham influenciado negativamente o crescimento da riqueza, as mudanças populacionais foram responsáveis pelas maiores reduções", destaca a pesquisa.

Fonte finita

No caso do capital natural, a situação do Brasil é curiosa. Apesar de ter a segunda maior cobertura florestal do mundo, com 56% do território dominado por florestas, o país foi um dos que mais perdeu capital florestal nos últimos anos, ao lado de Nigéria, Indonésia, Mianmar e Zimbábue, e acabou ultrapassado pela China.

O país asiático, por sua vez, lidera o ranking global, mas só tem 18% de seu território coberto por florestas, segundo o estudo, devido às diferenças de preço da madeira. A China tem mais áreas onde a matéria-prima pode ser extraída e vendida legalmente.

Além disso, acrescenta o relatório, o Brasil perdeu capital florestal entre 1990 e 2000 devido ao desmatamento e só começou a recuperá-lo na última década, quando medidas para conter a derrubada de árvores, como leis mais duras, foram tomadas pelo governo.

Por outro lado, o país ganhou capital natural ao aumentar o número de terras destinadas à agricultura.

O estudo alerta, no entanto, sobre o consumo desenfreado das matérias-primas que alimentou o crescimento econômico na década anterior, medido pelos critérios convencionais.

"Por mais de meio século, avaliamos o progresso das nações com base em quanto é produzido, consumido e investido; nós o medimos em dólares americanos e agregamos os dados em uma métrica fácil de ser comparada: o Produto Interno Bruto (PIB)", afirmou Anantha Duraiappah, diretor da Unesco / Instituto Mahatma Gandhi de Educação para Paz e Desenvolvimento Sustentável.

"A suposição implícita, no entanto, de que a fonte da qual depende esse crescimento é infinita claramente não é verdadeira. Menos de 50% dos 140 países analisados estão uma trajetória sustentável; mais da metade deles está consumindo além do que podem", acrescentou ele. (BBC Brasil 10/12/2014)

 

Commodities Agrícolas

Laranja: Estimativas neutras: Os contratos futuros do suco de laranja fecharam com resultados mistos ontem na bolsa de Nova York depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve sua projeção para a produção de laranja na Flórida. Os lotes do suco concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para março fecharam em US$ 1,483 a libra-peso, recuo de 30 pontos. Outros contratos, porém, tiveram alta, como o de vencimento em janeiro. O órgão continua projetando uma colheita de 180 milhões de caixas de laranja e uma produtividade de 6,08 litros por caixa, já que as condições da florada dos pomares no Estado americano foram consideradas "ideais". No mercado doméstico, o preço da laranja para a indústria apurado pelo Cepea/Esalq recuou 0,2%, para R$ 10,20 a caixa.

Algodão: Freio no consumo: As cotações do algodão fecharam em baixa ontem na bolsa de Nova York ante sinais de enfraquecimento da demanda. Os papéis com vencimento em maio fecharam em 60,18 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 45 pontos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu suas estimativas para a produção americana e global da pluma, o que deu um forte impulso aos preços logo nos primeiros minutos após a divulgação do relatório do órgão. Contudo, ao longo do pregão, os traders voltaram-se às projeções para a demanda, menores que as divulgadas em novembro, principalmente para países asiáticos, como China e Paquistão. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o algodão com pagamento em oito dias recuou 0,15%, para R$ 1,6507 a libra-peso.

Milho: Estoque de milhões: As cotações do milho fecharam com leve queda ontem na bolsa de Chicago após a divulgação do relatório com as novas estimativas de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos para março fecharam com recuo de 1,5 centavo, a US$ 3,9375 o bushel. O órgão americano aumentou sua estimativa para a produção mundial neste ciclo para 991,58 milhões de toneladas e para os estoques de passagem globais para 192,5 milhões de toneladas. O USDA também fez uma leve redução no cálculo para os estoques finais nos EUA para 50,75 milhões de toneladas, reflexo de um consumo interno maior, mas essa variação não foi considerada pelos traders. No mercado doméstico, o indicador Esalq/ BM&FBovespa subiu 0,79%, para R$ 26,95 a saca.

Trigo: Oferta surpreende: O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu ontem ao elevar suas projeções para os estoques finais de trigo dentro e fora do país, o que exerceu pressão sobre os futuros do cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para março fecharam com avanço de 4 centavos, a US$ 5,8175 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento fecharam em US$ 6,175 o bushel, com recuo de 4,5 centavos. O USDA calcula que, em 31 de maio, quando acaba o ciclo 2014/15, o volume de trigo no mundo será de 194,9 milhões de toneladas, enquanto nos EUA esse montante deve ser de 17,81 milhões de toneladas. No mercado interno, o preço médio da tonelada no Paraná calculado pelo Cepea/Esalq subiu 0,14%, para R$ 545,14. (Valor Econômico 11/12/2014)