Setor sucroenergético

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Queria ver Dilma chorar mediante os 300 mil demitidos no setor canavieiro

As lágrimas de crocodilo vertidas pela presidente Dilma Rousseff, em cerimônia nesta semana durante apresentação do relatório da Comissão da Verdade em Brasília, não comoveu ninguém.

É verdade que há de se lamentar a tragédia durante a ditadura que vitimou 434 brasileiros.

Dilma; choraria de verdade, se, aproveitando o clima de véspera do Natal, visitasse pelo menos uma das famílias dos 300 mil demitidos no setor canavieiro apenas nos últimos 6 anos. Ela não precisaria sujar seus sapatos de barro e/ou poeira, bastaria vir à Sertãozinho – ou Piracicaba – e visitar a residência de um dos metalúrgicos demitidos que sequer receberam salários atrasados e nem tiveram liberado o seu FGTS que não foi depositado por empresários insanos e irresponsáveis.

“Madame” poderia também aproveitar a viagem e visitar uma das famílias de produtores de cana, que há séculos praticam a agricultura familiar na sua essência, e que estão perdendo o patrimônio construído com muito suor, sacrifícios e lágrimas, em razão da política socialista bolivariana – não seria ‘petroleira’ como afirma o prof. Marcos Fava Neves da USP-RP/FEA? – que está nos sendo imposta.

Com todo o respeito à categoria de ‘catadores’ tão prestigiados por ‘madame’, por Lula e pelo ‘ministrozinho’ Gilberto Carvalho – aquele envolvido no assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel -, esta turma da “petralha” poderia se reunir com um grupo de filhos das vítimas da crise canavieira e ouvir o que eles esperam do futuro. Ou, pior, o que gostariam de pedir neste Natal a Papai Noel.

Neste processo predatório imposto a mais de 2,5 milhões de famílias que dependem, diretamente, da atividade do setor sucroenergético, há dois culpados: Dilma e Lula, que, por inacreditável que possa parecer, ainda são ‘endeusados’ por áulicos e lambe-botas de plantão.

O mal que “ambos os dois” fizeram e continuam fazendo aos brasileiros se assemelha ao que os piores tiranos da história fizeram à humanidade. Aliás, em recordes, ambos ao imporem o sistema de rapinagem e assalto aos cofres públicos, Petrobras à frente, já estão disparados na frente.

Com efeito, a lambança da Petrobras já se constitui no maior ato de corrupção não apenas do Brasil, mas de todo o mundo!

Portanto, aproveitando o “choro-rô” de ‘madame’ e o clima de Natal, que nenhum brasileiro mais tenha que passar o que todos estão passando em decorrência da péssima e desastrada gestão que esta gente do PT e sua “quadrilha de rapinagem” da base de apoio estão nos impondo! (Ronaldo Knack é Jornalista e graduado em Administração de Empresas e Direito. É também fundador e editor do BrasilAgro; ronaldo@brasilagro.com.br)

 

Cana provoca as maiores perdas no Estado

Com queda de até 41,7% do PIB, os quatro municípios de São Paulo com a pior produção de riquezas em 2012 sofrem com a dependência do setor de cana.

As duas maiores quedas ocorreram em Getulina (41,7%) e Uru (40,3%), municípios que eram dependentes da plantação de café e da pecuária, o que mudou em 2011 com o arrendamento de terras para cana.

Em Getulina, como as plantações de cana são altamente mecanizadas, o número de empregos no campo caiu 60%, o que refletiu no comércio e nos serviços.

Além disso, o valor referente à lavoura de cana parou de ser contabilizado no município e passou para as cidades onde estão as usinas. Com isso, o PIB do setor agrícola em Getulina caiu 89,2%, em 2012.

O prefeito de Uru, Benedito José Ribeiro (PSDB), disse que a queda do PIB resultou na redução de arrecadação do município.

"A riqueza é produzida aqui, mas é contabilizada em outras cidades. É complicado para nós, porque a cidade é pequena e é difícil trazer empresas para cá."

Clementina e Buritizal, que tiveram queda no PIB de 38,5% e 32,3%, respectivamente, foram afetadas também por mudanças no setor sucroalcooleiro. As usinas instaladas nas cidades passaram a contabilizar a produção na sede de cooperativas. (Folha de São Paulo 12/12/2014)

 

Petróleo fecha abaixo dos US$ 60 pela primeira vez em cinco anos

Petróleo nos EUA fechou em queda de US$ 0,99, ou 1,62%, a US$ 59,95.

Já o Brent caiu US$ 0,56, ou 0,87%, a US$ 63,68 o barril.

O petróleo nos Estados Unidos fechou abaixo de 60 dólares por barril nesta quinta-feira (11) pela primeira vez em cinco anos, com os mercados de petróleo prolongando as perdas da semana por preocupações sobre excesso de demanda.

O petróleo nos Estados Unidos fechou em queda de US$ 0,99, ou 1,62%, a US$ 59,95 por barril. Já o petróleo Brent caiu US$ 0,56, ou 0,87%, a US$ 63,68 o barril. (Reuters 11/12/2014)

 

Falta de consenso entre as usinas e de diálogo com o governo ajudou a agravar a crise

No tempo em que Eduardo Carvalho comandou a Unica, as empresas eram familiares, comandadas pelos "homens de terno de linho branco", que, apesar das diferenças de interesses, conseguiam tomar decisões de consenso.

O setor sucroenergético, que engloba as indústrias que produzem açúcar, etanol e geram energia elétrica a partir da moagem do bagaço da cana-de-açúcar, enfrenta uma das piores crises desde a criação, em 1975, do Programa Nacional do Álcool (Proalcool). O cenário atual contrasta com a euforia que tomou conta do setor há dez anos, quando grandes companhias assumiram o comando das empresas e investiram pesado na expansão da capacidade instalada, apostando no potencial de crescimento tanto do mercado interno como das exportações brasileiras de etanol e açúcar.

O setor reclama que foi abandonado pelo governo e acabou sendo penalizado pelas medidas adotadas para controlar a inflação, como a limitação da alta de preços dos combustíveis, além da redução gradual, desde 2008, e do fim da cobrança, em 2012, da taxa de Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que garantia a competividade do combustível de fonte renovável. Por isso, nos últimos anos, os produtores de etanol têm convivido com o descompasso entre os custos de produção ascendentes e a defasagem do preço, que é atrelado ao da gasolina, com base em 70% de eficiência energética em relação ao derivado de petróleo.

A frota de veículos flex continua crescendo, abastecida pelo etanol produzido pelas dezenas de usinas e destilarias construídas na década passada, mas a maioria das empresas enfrenta dificuldades financeiras devido as margens estreitas e ao alto nível de alavancagem. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) calcula que o endividamento do setor está em R$ 77 bilhões, valor 10% superior ao faturamento de R$ 70 bilhões estimado para esta safra. Segundo a UNICA, atualmente existem 375 usinas em operação, e destas pelo menos 30 devem paralisar as atividades na próxima safra por causa da falta de dinheiro. Nos últimos seis anos, entre 60 e 70 usinas encerraram suas atividades por problemas financeiros e outras 70 operam em regime de recuperação judicial.

Capital a custo zero

"O setor esta quebrado e a situação somente será resolvida com injeção de capital a custo zero, com o investidor apostando no risco", diz o consultor Eduardo Carvalho, do alto da experiência vivida no comando da Unica entre 2000 e 2007. Na gestão do executivo, o carro flex se tornou uma realidade e hoje representa 94% das vendas nacionais de veículos leves, assegurando no ano passado o consumo de 10,7 bilhões de litros de etanol hidratado e mais 10,4 bilhões de litros de anidro misturado à gasolina. Em 2003, quando o carro flex foi lançado, o Brasil consumia pouco mais de 8 bilhões de litros de etanol, dos quais 5 bilhões eram de anidro e 3 bilhões de hidratado.

O diretor comercial do banco ltaú BBA, Alexandre Figliolino, reconhece que a estagnação do preço do etanol é um fator importante para explicar a crise, mas observa que. a exemplo da queda de um avião, "nunca existe uma causa só". Na avaliação do executivo do Itaú; "por mais que a total ausência de definição de políticas públicas tenha sido fundamental para a deterioração do setor, sem dúvida as questões climáticas e a mecanização acelerada das atividades de colheita e plantio, aliadas à má gestão e planejamento numa parte significante do setor, também têm seu papel de responsabilidade no tamanho da crise que vivemos".

Outra questão apontada por Figliolino é a falta de diálogo do setor com o governo, que foi interrompido desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu a Presidência da República, em 2010. "Faltam diálogo, inteligência e vontade para resolver as coisas", diz o executivo, alertando para o risco de destruição do parque produtivo e desperdício do investimento feito pelas usinas, o que compromete também a industria de bens de capital fornecedora de equipamentos para o setor, o que pode dificultar, no futuro, a retomada do crescimento.

Na avaliação de Eduardo Carvalho, a mudança no comando das empresas foi um fator que contribuiu para dificultar o diálogo com o governo. Ele conta que, no tempo em que comandou a Unica, as empresas eram familiares, comandadas pelos "homens de terno de linho branco", que, apesar das diferenças de interesses, conseguiam tomar decisões de consenso. A partir do momento em que as corporações passaram a comandar o setor, as decisões ficaram mais complicadas e muitas das empresas preferiam falar diretamente com o governo, o que tornava difícil o investimento. "Os problemas na política de representação do setor foi um fator que também contribuiu para agravar a crise", diz ele.

Para retomar a conversa com o governo, a Unica escolheu o ex-ministro Roberto Rodrigues, um profundo conhecedor do setor. Logo que assumiu a presidência do conselho da entidade, em junho deste ano, Rodrigues se reuniu com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloisio Mercadante, para apresentar os pleitos do setor, como a volta da incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que era de RS 0,28 sobre o preço do litro da gasolina quando foi zerada pelo governo, em 2012. O executivo Alexandre Figliolino calcula que a redução gradual da Cide desde maio de 2008 até zerar em 2012 representou uma perda de receita para o setor de RS 16 bilhões.

Retorno da Cide

Por isso Rodrigues defende o retorno da tributação sobre a gasolina, lembrando que a taxa leva em conta o reconhecimento das chamadas externalidades positivas do etanol não monetizadas, como os ganhos na saúde pública e na área ambiental, alem da geração de renda e emprego. O setor também pede ao governo medidas tributárias, como a desoneração da incidência do PIS/Cofins e a harmonização da cobrança do ICMS pelos Estados, que hoje impõe diferenciados níveis de alíquotas para taxar o etanol.

As perspectivas para o setor ainda são nebulosas, mas Alexandre Figliolino prevê que o primeiro movimento em relação à retomada do crescimento será de pequenas ampliações e otimização nas unidades já existentes, com investimento em cogeraçâo de energia elétrica e outros que agreguem valor e aumentem a competitividade das empresas em relação aos produtos principais - açúcar e etanol.

Figliolino acredita que um movimento de consolidação também pode ocorrer, "à medida que há uma enorme disparidade de resultados e nível de endividamento no setor, o que fará com que empresas bem estruturadas e com capacidade de alavancagem financeira absorvam outras em dificuldade". Ele não descarta a entrada de novos players no setor, "basicamente investidores estrangeiros em parcerias com grupos já estabelecidos". Na opinião do executivo, será por meio da tecnologia, sobretudo as adotadas nas atividades agrícolas, que o etanol irá recuperar sua competitividade em relação à gasolina. (Globo Rural 11/12/2014)

 

Consultoria aponta alternativas para aumentar eficiência no setor

“É preciso ter um planejamento transparente e exequível”, relata especialista.

Transparência, gestão com um time qualificado e experiente, gestão profissionalizada, coesa, que siga regras e com integração entre as áreas, são os fundamentos principais para que o setor sucroenergético apresente resultados positivos. A afirmação é Sérgio Duque Estrada, sócio diretor e fundador da empresa. O gestor explica que o mais importante é gerar valor através de alta performance para sobreviver no longo prazo e valorizar seu ativo para ser um player interessante nesse novo ambiente de consolidação.

“É preciso ter um planejamento transparente e exequível. A corporação precisa construir um planejamento que é capaz de seguir, e obviamente, gerar caixa positivo. A crise é extrema por isso há maior exigência de garantia por parte dos Bancos. O processo de geração de valor demora duas safras, mas se começar logo, logo o resultado virá”, reforça.

A Valormax é uma consultoria fundada em 1999 por profissionais do mercado financeiro oriundos de bancos internacionais e consultorias especializadas. A empresa passa por uma nova fase atualmente, já que recentemente passou a ser parte do portfólio do Pró-Usinas, que viabiliza soluções que apresentam resultados comprovados no incremento da eficiência e da rentabilidade das usinas e grupos produtores. (Jornal Cana 11/12/2014)

 

Previsível, moagem de cana supera estimativas da Unica

Como esperado, a moagem de cana no Centro-Sul caiu com força na última quinzena de novembro, mas foi suficiente para levar o volume total da safra 2014/15 a superar a estimativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). A previsibilidade também chegou aos volumes produzidos de açúcar e etanol, que até 30 de novembro já alcançaram patamares superiores aos estimados oficialmente pelo setor.

Os dados apresentados ontem pela Unica indicaram uma moagem de 15,75 milhões de toneladas de cana nas últimas duas semanas de novembro, queda de 39,5% em relação a igual período de 2013. No acumulado desde o início do ciclo até 30 de novembro, o volume alcançou 554,09 milhões, 1,5% acima das 545 milhões estimadas pela entidade, e 3% abaixo das 571,20 milhões processadas em igual intervalo de 2013.

O número menor da quinzena foi consequência das chuvas do fim de novembro que atrapalharam a colheita e levaram muitas usinas a adiar o encerramento da safra para o início de dezembro, conforme a entidade. Ainda assim, 136 unidades já tinham concluído as operações até o fim do mês passado, bem acima das 73 do mesmo período de 2013.

Na quinzena, a produção de açúcar caiu 46,8%, para 762,23 mil toneladas e, no acumulado da safra até o fim de novembro, o volume chegou a 31,5 milhões de toneladas, baixa de 4,9% ante as 33,12 milhões do mesmo período do ciclo passado, e 0,46% acima da previsão da Unica, que é de 31,355 milhões.

Os números da Unica tiveram efeito limitado nas cotações da commodity na bolsa de Nova York, que reagiram ontem muito mais à valorização do dólar. Os lotes para março caíram 2,07%, ou 32 pontos, a 15,15 centavos de dólar a libra-peso.

A produtividade dos canaviais alcançou 63,5 toneladas por hectare em novembro, recuo de 15% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). Do início da safra até o fim de novembro, a quebra atingiu 7,8% - mas em São Paulo, que foi mais afetado pela estiagem, aproximou-se dos 12%, a 73,8 toneladas por hectare.

Já o teor de açúcar na cana, o chamado Açúcar Total Recuperável (ATR) chegou a 137,41 quilos por tonelada na segunda quinzena, alta de 4,33% sobre os 131,71 quilos do mesmo intervalo de 2013. No acumulado da safra, a concentração de ATR na planta alcançou 137,14 quilos por tonelada, aumento de 2,66%, na mesma comparação.

Mesmo com um viés altamente alcooleiro na quinzena, a produção do biocombustível caiu, puxado pelo menor volume de cana processada no período. Foram fabricados 803,36 milhões de litros (295,60 milhões de litros de anidro e 507,76 milhões de litros de hidratado) na segunda quinzena do mês passado, volume 28,79% inferior ao do mesmo intervalo de 2013.

Já a produção acumulada cresceu 3,54%, para 25,18 bilhões de litros (ante 24 bilhões da previsão da Unica). O destaque ficou por conta do etanol hidratado, com 14,58 bilhões de litros, alta de 6,12%, enquanto a de anidro aumentou 0,18%, a 10,60 bilhões de litros. De toda a cana processada na quinzena, 63,03% foram destinados à produção de etanol, acima dos 56,17% de igual intervalo de 2013. No acumulado da safra, esse número alcança 56,49%. (Valor Econômico 12/12/2014)

 

Mais de cem usinas encerram a safra no CS e moagem acumulada atinge 554 mi ton

O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul atingiu 15,75 milhões de toneladas na segunda metade de novembro, queda de quase 40% em relação às 26,04 milhões de toneladas registradas na mesma quinzena de 2013.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 30 de novembro, a moagem totalizou 554,09 milhões de toneladas, ante 571,20 milhões de toneladas processadas no mesmo período do ano anterior – redução de 3,00%.

Segundo o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, “as chuvas dos últimos dias de novembro prejudicaram a operacionalização da colheita, levando muitas usinas a postergarem o término da safra para o início de dezembro.” Ainda assim, a quantidade de unidades com moagem encerrada até o final de novembro é muito maior comparativamente ao último ano: são 136, contra apenas 73 empresas na mesma data de 2013.

“Este número elevado de usinas com safra já finalizada reflete a quebra agrícola que atingiu principalmente o Estado de São Paulo”, destacou Rodrigues.

Segundo o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a produtividade dos canaviais colhidos em novembro na região Centro-Sul alcançou 63,5 toneladas por hectare, recuo de 15% sobre o mesmo período de 2013. No acumulado da atual safra até o final daquele mês, a quebra agrícola atingiu 7,8%, enquanto no Estado de São Paulo supera 11% (73,8 toneladas por hectare, contra 83,8 toneladas em 2013).

Qualidade da matéria-prima

Nos últimos 15 dias de novembro, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) totalizou 137,41 kg por tonelada de cana-de-açúcar, aumento de 4,33% quando comparado aos 131,71 kg observados na mesma quinzena de 2013.

No acumulado desde o início da safra até 30 de novembro, a concentração de ATR na planta alcançou 137,14 kg por tonelada de matéria-prima, 2,66% acima do valor apurado no mesmo período do ano anterior.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda quinzena de novembro totalizou 762,23 mil toneladas, redução de quase 50% sobre o mesmo período de 2013 (1,43 milhão de toneladas) e de 36,55% em relação à primeira metade do mês (1,20 milhão de toneladas). No acumulado até o final de novembro, a quantidade fabricada somou 31,50 milhões de toneladas, contra 33,12 milhões de toneladas contabilizadas até a mesma data do ano passado – recuo de 4,90%.

Esta queda reflete a predominância do mix alcooleiro ao longo desta temporada. Da quantidade total de cana-de-açúcar moída na segunda quinzena de novembro, 63,03% destinou-se à produção de etanol, ante 56,17% em igual intervalo de 2013. No acumulado desde o início da atual safra, este percentual alcançou 56,49%.

Com mais caldo sendo destinado ao etanol, a fabricação do biocombustível caiu menos do que a de açúcar na última quinzena de novembro. Foram 803,36 milhões de litros produzidos (295,60 milhões de litros de etanol anidro e 507,76 milhões de litros de etanol hidratado), retração de 28,79% comparativamente a 2013.

Já a produção acumulada até 30 de novembro cresceu 3,54% comparativamente ao mesmo período da safra 2013/2014, totalizando 25,18 bilhões de litros. O principal avanço coube ao etanol hidratado, com 14,58 bilhões de litros fabricados - alta de 6,12% sobre 2013. A produção de etanol anidro, por sua vez, aumentou 0,18%, somando 10,60 bilhões de litros.

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil somaram 2,05 bilhões de litros em novembro, 2,06% acima do valor apurado no mesmo mês da safra passada. Deste volume, 137,73 milhões de litros destinaram-se à exportação e 1,92 bilhão de litros ao mercado doméstico.

No acumulado entre 1º de abril a 30 de novembro, o volume de etanol comercializado pelas usinas do Centro-Sul alcançou 16,33 bilhões de litros, 6,89% abaixo daquele registrado no mesmo período da safra 2013/2014. Esta queda reflete, sobretudo, a forte retração das exportações. Estas somaram apenas 957,78 milhões de litros no período, frente a 2,15 bilhões de litros observados até a mesma data de 2013 – redução superior a 55%.

Por sua vez, as vendas ao mercado doméstico entre abril e novembro totalizaram 15,37 bilhões de litros, praticamente o mesmo valor apurado em igual período do último ano (15,39 bilhões de litros). Deste volume, 8,92 bilhões de litros referem-se ao etanol hidratado e 6,45 bilhões de litros ao etanol anidro. (Unica 11/12/2014)

 

Evolução do setor é relatada em estudo

O boletim apresenta dados sobre a produção nacional de cana-de-açúcar, açúcar e etanol até 1º de novembro deste ano.

O Ceper/Fundace divulga nesta quinta-feira (11/12) o Boletim Sucroalcooleiro que analisa dados do Departamento da Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura divulgados na primeira quinzena de novembro bem como a estimativa da União da Agroindústria Canavieira (Unica) para a safra 2014/2015. O boletim apresenta dados sobre a produção nacional de cana-de-açúcar, açúcar e etanol até 1º de novembro deste ano e mostra a evolução da produção e da produtividade da cana-de-açúcar por região produtora, indicando crescimento de produção nas regiões Centro-Sul e Centro-Oeste e redução da produção no Nordeste. Com relação à produtividade, o boletim mostra estagnação das regiões em geral.

O estudo traz a área total de cana-de-açúcar disponível para colheita na região Centro-Sul e também segmentada por oito estados que a compõem e aponta que desde a safra 2009/2010 a área disponível no estado de São Paulo segue estagnada enquanto que na região Centro-Sul houve desaceleração na área plantada.

Os dados mostram também a redução da participação de São Paulo na área total disponível para colheita na região Centro-Sul. A queda na participação paulista foi de 10 pontos percentuais, indo de 70% em 2003/2004 para 60% na safra 2013/2014. Segundo o boletim, os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso de Sul e Paraná foram responsáveis pelo crescimento da área disponível de cana-de-açúcar nas últimas safras na região Centro-Sul.

O boletim aponta ainda a evolução da área disponível para colheita de cana-de-açúcar nas diversas Regiões Administrativas do estado de São Paulo. O estudo mostra dinâmicas distintas em cada região como crescimento intenso de área em São José do Rio Preto, crescimentos menores em Bauru e Presidente Prudente e reduções em Ribeirão Preto, Franca e Campinas, por exemplo.

O estudo traz a evolução dos preços do etanol no mercado spot (entre usinas e distribuidoras) a partir do final de 2011, mostrando estabilidade no período, após leve redução no final de 2011. Dentro do mesmo período foi o açúcar que sofreu queda, decorrente de um cenário internacional ainda fraco. As exportações do setor também mostraram queda, tanto para o etanol quanto para o açúcar. Os pesquisadores concluem que “a retração da demanda externa tem sido um elemento crucial na crise apresentada pelo setor, além da fraca demanda interna e da política de controle do preço da gasolina.”

Para fazer download do boletim completo acesse: http://bit.ly/cepersucro. (Jornal Cana 11/12/2014)

 

Comissão mista isenta de tratores e máquinas agrícolas de emplacamento

Os tratores e máquinas agrícolas poderão ficar isentos, a partir de 1º de janeiro de 2015, do registro e do licenciamento anual junto aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). Emenda apresentada à Medida Provisória (MP) 656 já aprovada por Comissão Mista do Congresso, na prática desobriga o emplacamento de tratores e daqueles veículos automotores destinados a puxar ou arrastar máquinas destinadas à execução de tarefas dentro da propriedade rural, como as colheitadeiras.

A proposta também prevê, entre outros pontos, a prorrogação de normas de isenção tributária e regulamenta medidas para estimular o crédito imobiliário. O relatório, com a emenda, foi aprovado nesta quarta-feira (10/12), com o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Depois de passar pelo crivo da Comissão Mista, a MP segue, agora, para a Câmara dos Deputados.

A CNA defende a medida para evitar que o produtor rural seja ainda mais onerado, uma vez que, atualmente, ele não paga taxas anuais de trânsito, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A entidade entende que a obrigatoriedade do registro e do licenciamento tem caráter meramente arrecadatório, uma vez que os tratores e máquinas agrícolas estão quase que em tempo integral dentro das propriedades, sem circular em vias públicas.

Segundo a CNA, os tributos relacionados a emplacamento, licenciamento, entre outros, correspondam a aproximadamente 3% do valor de cada máquina. Levantamento feito pela área técnica da Confederação mostra que, dependendo do estado, o produtor rural teria despesas adicionais com taxas anuais de trânsito acima de R$ 300. Os mais prejudicados com a medida seriam os pequenos e médios agricultores.

A proposta prevê, ainda, a criação de um cadastro específico para máquinas agrícolas, com o objetivo de coibir roubos e furtos e dar mais segurança aos proprietários rurais para o comércio de maquinário usado, garantindo a procedência do produto para o comprador. (CNA 11/12/2014)

 

Governo da Índia eleva preço de etanol destinado à gasolina

Após sete anos recebendo o mesmo valor do setor petrolífero, produtores de etanol receberam mais pelo litro do biocombustível adicionado à gasolina.

Após pressão do setor de açúcar e etanol da Índia, o governo federal acatou o pedido de elevação do preço do biocombustível destinado à mistura com a gasolina.

O valor do litro pago pela indústria petrolífera não recebia ajustes desde 2009, que durante sete anos teve valor aproximado de 44 centavos de dólar. Com o anúncio o litro será comercializado a 78 centavos, o setor articulava a elevação para ao mínimo 71 centavos.

No país a atual mistura é de 5%, há movimentos para elevação desta porcentagem até 20%, até o momento nenhuma resolução sobre esta medida foi decidida. Especialistas afirmam que ação reduzirá a dependência externa pelo combustível fóssil. (Jornal Cana11/12/2014)

 

Guarani encerra safra 2014/15

A Guarani, empresa do Grupo Tereos e uma das líderes do setor sucroenergético brasileiro, encerra a safra 2014/15, em meados de dezembro e, apesar do longo período de estiagem registrado nesse ano, deverá moer 20,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Um crescimento de 3% em relação à safra anterior.

O evento para oficializar o encerramento do ciclo aconteceu hoje (10 de dezembro), no Parque do Peão em Barretos.

Durante o encontro, a Companhia anunciou o balanço da safra 2014/15 e antecipou as perspectivas para o próximo ciclo. Segundo Alberto Pedrosa, diretor Presidente da Guarani, 2014 foi um ano particularmente difícil e de muitos desafios para o setor sucroenergético.

"Fomos surpreendidos por uma seca histórica, que trouxe impacto negativo para nossas atividades, já afetadas por uma série de fatores de mercado desfavoráveis. Tivemos uma redução significativa na produtividade agrícola e no volume total de produção. Precisamos manter o foco em nossa competitividade para garantir nosso sucesso, mesmo em tempos adversos", acrescenta.

Na safra 2014/15 a empresa avançou na cogeração de bioeletricidade e, já no próximo ano, deve gerar 1200 GWh de energia limpa e renovável para comercialização.

No campo, a Guarani também chega ao fim da safra cumprindo integralmente o compromisso assumido com a assinatura do Protocolo Agroambiental. A empresa implementou a colheita mecanizada em 100% das áreas mecanizáveis. Isso representa 98% de sua cana própria.

Para a próxima safra, a expectativa da companhia, é continuar crescendo o seu volume de moagem. (Assessoria de comunicação Guarani 11/12/2014)

 

Busca por melhora na segurança alimentar impulsionará agronegócio

Debater idéias e medidas para aprimorar produção de alimentos gera transformações positivas para toda a sociedade.

Em um momento em que, devido ao aumento populacional, o número de hectares per capita no mundo diminui gradualmente, podendo chegar a 0.4 em 2050, incentivar a inovação e a busca por novos caminhos para alavancar o potencial produtivo global é essencial. Na realidade, com medidas estratégicas para que as cadeias produtivas funcionem de forma eficiente não serão necessários mais que 0.3 hectares per capita para garantir a alimentação de 9 bilhões de pessoas em 2050.

De acordo com estudos do Rabobank, um dos fatores determinantes para a melhora da segurança alimentar é o aumento do investimento na pesquisa em agricultura e desenvolvimento, na capacidade de estocagem, em logística e em educação. São áreas complexas, que exigem abordagens únicas e que farão toda a diferença para atingir um novo patamar em qualidade e distribuição de alimentos no futuro. Ao destacar os aspectos positivos do agronegócio, jovens são atraídos e há o incentivo à criatividade e à modernização.

"O mundo está enfrentando enormes desafios na segurança alimentar. Trocar experiências e debater temas importantes como gestão profissionalizada, governança e sucessão, sustentabilidade, ciência, cadeia de suprimentos, Big Data, entre outros é essencial para o futuro do agronegócio global”, explica Fabiana Alves, diretora do Rural Banking no Brasil.

Ações de engajamento: F20 e Global Farmers Master Class

Tendo em vista a importância de promover o intercâmbio da experiência de cadeia produtiva de diversas regiões, o Rabobank reuniu a expertise de grandes produtores rurais do mundo todo em um evento realizado na Austrália, no último mês, chamado F20. O encontro contou com a participação de mais de 650 produtores rurais e outros profissionais ligados ao mercado de diferentes nacionalidades, incluindo brasileiros. Aproveitando o acontecimento do G20 naquele país, o F20 foi realizado uma semana após o Global Farmers Master Class 2014, conferência entre 40 produtores rurais clientes do Rabobank de diversos países para tratar de temas relacionados ao setor, e que também aconteceu em Sydney. Dessa forma, as questões imprescindíveis para a economia e para a sociedade foram discutidas unificadamente, em uma mesma cidade e durante um mesmo período.

“Compartilhar informações e pensar no futuro com líderes do agronégocio de várias partes do mundo representa umaoportunidade pessoal e profissional que é inigualável. Um tópico que considero importante é a racionalização do uso dos nossos recursos naturais: terra, água e minerais. Um tema amplo, com componentes econômicos, científicos e até mesmo éticos. Como grandes agricultores, não podemos ser passivos, precisamos ser proativos”, comenta Bruno Malcher, cliente do Rabobank Brasil.

Mais informações sobre a iniciativa F20 http://www.rabobankf20summit.com/

Sobre o Rabobank

Com sede em Utrecht, na Holanda, o Rabobank possui cerca de 10 milhões de clientes, aproximadamente 60 mil funcionários e está presente em mais de 45 países. No Brasil, a instituição está presente há mais de 20 anos e conta com 16 agências no interior do país, em oito estados brasileiros, atendendo a produtores rurais e grandes empresas agroindustriais, com uma gama de serviços financeiros que inclui consultoria a empréstimos, gestão de riscos e investimentos (Brasil Agro 12/12/14)

 

Gerente da Petrobras diz ter alertado Graça sobre abusos

Documentos internos da Petrobras obtidos pelo Valor mostram que a diretoria da estatal, inclusive sua presidente, Graça Foster, foram informadas das irregularidades na empresa muito antes da revelação do escândalo pela operação Lava-Jato. A geóloga Venina Velosa da Fonseca, que foi gerente-executiva da diretoria de abastecimento, onde ocorreu a maioria dos desvios apontados pelas investigações, afirma que alertou sobre pagamentos de serviços de comunicação que não foram prestados e sobre a escalada de aditivos que elevaram os custos da refinaria Abreu e Lima de US$ 4 bilhões para US$ 18 bilhões.

A funcionária, que foi afastada da Petrobras no mês passado mesmo sem ter sido acusada pelo Ministério Público de participação no esquema de corrupção, diz ter alertado José Carlos Cosenza - que substituiu Paulo Roberto Costa, mentor e delator das irregularidades - a respeito dos desmandos, sem que nenhuma providência tenha sido tomada.

Venina sustenta, por meio de cópias de e-mails e de centenas de documentos protocolados na estatal, que notificou Graça Foster pela primeira vez em mensagem enviada no dia 3 de abril de 2009, quando a atual presidente ocupava a diretoria de gás e energia. Ela voltou a enviar mensagens depois que Graça assumiu o comando da empresa, em fevereiro de 2012.

Uma das alegações de Venina é que, por causa das denúncias que fez, teria sido destituída da gerência-executiva em outubro de 2009 e transferida para o escritório da estatal em Cingapura em fevereiro de 2010, onde, segundo ela, não exerceu nenhuma função.

Ainda de acordo com Venina, em uma ocasião, após ouvir as denúncias de sua gerente, Paulo Roberto Costa teria apontado para o retrato do presidente Lula e indagado se ela queria "derrubar todo o mundo".

Procurada pelo Valor, a Petrobras não respondeu aos pedidos de esclarecimentos até o fechamento desta edição. O Ministério Público vai tomar o depoimento de Venina na próxima semana, em Curitiba (Brasil Agro 12/12/2014)

 

Aumenta fila de navios nos portos para embarcar açúcar na semana

O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros aumentou de 28 para 34 na semana encerrada em 10 de dezembro, de acordo com levantamento feito pela agência marítima Williams Brasil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 28 de dezembro.

Foi agendado o carregamento de 1,23 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 862,69 mil t, ou 70% do total. Maceió responderá por 14% (173,68 mil t); Paranaguá, por 10% (125,50 mil t); Recife, por 5% (59,69 mil t); e Suape, por 1% (11,17 mil t).

Em Santos, o terminal da Copersucar deve embarcar 169,75 mil t. No da Rumo, estão agendadas 669,94 mil t; e no TEAG, da Cargill/Biosev, 23 mil t. A maior quantidade a ser exportada é da variedade VHP, açúcar bruto de alta polarização, com 1,12 milhão de toneladas.

Os embarques do cristal B-150 somam 21,30 mil toneladas e os do tipo A-45, 89,18 mil t. O A-45 e o B-150 são exportados ensacados. (Reuters 11/12/2014)

 

Ultra planeja investir até R$ 1,42 bi no ano que vem

O Grupo Ultra, que atua nas áreas de distribuição de combustíveis (Ipiranga e Ultragaz), especialidades químicas (Oxiteno), armazenagem de granéis líquidos (Ultracargo) e varejo farmacêutico (Extrafarma), planeja investir até R$ 1,42 bilhão em 2015, valor que é "parecido e consistente" com os montantes aplicados nos últimos anos, segundo seu presidente, Thilo Mannhardt. Para 2014, a previsão é de desembolso de R$ 1,48 bilhão sem levar em conta aquisições - até o fim do terceiro trimestre, considerando-se o dispêndio para compra da Extrafarma, os investimentos somavam R$ 1,508 bilhão.

Em entrevista ao Valor, o executivo destacou que a manutenção do nível de investimento reforça a confiança no potencial de evolução dos negócios e no Brasil, uma vez que a maior parte dos recursos será aplicada no país. "Todos os [cinco] negócios receberão investimentos. A grande novidade desse plano é o crescimento acelerado da Extrafarma", acrescentou. (Veja texto abaixo)

Conforme Mannhardt, os negócios que formam o grupo têm como característica comum a resiliência. "Na Ipiranga, o consumo de gasolina e etanol depende do crescimento da frota. Houve perda de ritmo em 2014, mas ainda assim a expansão foi saudável e 2 milhões de carros foram adicionados", exemplificou. Para 2015, acrescentou, é muito provável que a tendência dos resultados do terceiro trimestre possa se repetir.

A totalidade dos recursos que serão investidos em 2015 será proveniente do caixa da Ultrapar, cujo conselho de administração aprovou, anteontem, a emissão de R$ 500 milhões em debêntures da Ipiranga e um programa de recompra de até 6,5 milhões de ações.

A maior parte dos aportes, ou R$ 922 milhões, será direcionada para a rede Ipiranga. Segunda maior distribuidora de combustíveis do Brasil, com participação de mercado de 22%, a Ipiranga conta com mais de 6,8 mil postos de gasolina e vai ampliar presença na região conhecida como "Conen", que reúne Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Conforme Mannhardt, o foco nesses mercados deve-se ao maior ritmo de crescimento em comparação ao Sul e Sudeste e à relativamente baixa participação (market share), ainda em 14% - cerca de 10 pontos percentuais abaixo da fatia abocanhada no Sudeste.

Desse total, R$ 357 milhões serão destinados à manutenção do ritmo de expansão da rede, por meio da abertura de novas lojas, embandeiramento de postos de terceiros e franquias am/pm e Jet Oil, com foco nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, além de novos centros de distribuição para atender às lojas de conveniência. Outros R$ 75 milhões serão direcionados à ampliação de infraestrutura logística, sobretudo em bases operacionais, e R$ 142 milhões serão destinados à modernização de bases existentes e sistemas de informação.

Além disso, do montante referente à Ipiranga, R$ 348 milhões serão aplicados na manutenção da atividade, que envolve a renovação de contratos com revendedores e reforma de postos. Assim como nas demais áreas, o Ultra segue atento a oportunidades de aquisição, porém neste momento o foco está no crescimento orgânico, ressaltou o presidente do grupo.

Na Oxiteno, maior produtora de especialidades químicas derivadas de óxido de eteno na América Latina, os investimentos em 2015 poderão chegar a R$ 121 milhões, aplicados tanto no exterior quanto no Brasil. Mannhardt lembrou que a empresa, que reduziu a exposição ao mercado de commodities (os glicóis) e hoje dedica mais de 80% de seu portfólio às especialidades químicas, ainda se beneficia do aumento de capacidade resultante de investimentos de R$ 2 bilhões, executados entre 2007 e 2011. "A Oxiteno ainda está ocupando essa capacidade. O próximo passo, no primeiro semestre, será o término da expansão da operação em Coatzacoalcos, no México".

Na área de distribuição de gás natural e GLP, a Ultragaz receberá R$ 187 milhões, concentrados principalmente no UltraSystem (granel de pequeno porte), construção, ampliação e manutenção de bases de engarrafamento e reposição e aquisição de vasilhames. Já a Ultracargo, maior empresa brasileira na área de armazenagem para granéis líquidos, os investimentos ficarão em R$ 49 milhões, com plano potencial de expansão do terminal de Itaqui (MA), que deve entrar em operação em 2016. "Já estamos presentes em todos os portos brasileiros, o que permite essa liderança. Agora, temos novos projetos, especialmente em Itaqui", comentou. (Valor Econômico 12/12/2014)

 

Economia dos EUA consegue crescer sem usar mais petróleo

Os Estado Unidos estão produzindo a maior quantidade de petróleo em 31 anos, o crescimento econômico se acelera e os preços do petróleo estão despencando. Então, por que os americanos estão usando menos petróleo?

À medida que os Estados Unidos chegam cada vez mais perto da independência energética, a maior eficiência no uso de combustíveis, as mudanças na demografia do país e o incremento da energia renovável estão alterando a dinâmica que antes teria provocado um aumento da demanda por gasolina. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a um ritmo de 2,4% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o consumo de petróleo recuou 0,3%, mostram dados do governo.

"A demanda por petróleo e o crescimento do PIB andavam de mãos dadas no passado", disse Christopher Knittel, professor de Economia Aplicada na Sloan School of Management do MIT. "Agora, em certos aspectos, eles estão quase independentes um do outro devido aos investimentos na economia de combustível, que tenderam a quebrar o elo."

O boom do xisto levou a produção dos EUA para seu máximo semanal desde 1983. A produção de petróleo aumentou 65% em apenas cinco anos, e o país suprirá 89% da sua própria energia em 2014. Os Estados Unidos vão exportar mais do que importar energia até 2025, disse a Wood Mackenzie em um relatório, em outubro. A EIA, agência de estatísticas de energia do governo americano, prevê um avanço de 0,7% na demanda no ano que vem; analistas consultados pela Bloomberg esperam que a economia se expanda quatro vezes mais rapidamente.

Um modo mais fácil de ver como os americanos estão dependendo menos do petróleo: 1.178 barris foram consumidos por dia para cada US$ 1 bilhão do PIB em setembro, uma queda de 33% frente a 1.760 barris diários registrados há 20 anos.

Algumas dessas cifras podem ser explicadas pelo aumento da economia de combustível dos carros nas estradas americanas. Em média, os carros vendidos em agosto podiam viajar 10,9 km por litro de combustível, 28% a mais do que em 2007, segundo o Instituto de Pesquisa sobre Transporte da Universidade de Michigan.

A produção de biocombustíveis também está contribuindo para reduzir a quantidade de petróleo na gasolina. O etanol agora representa cerca de um décimo das vendas de combustíveis para motor nos EUA. O consumo de gasolina caiu 3,7% desde 2010, mesmo com uma alta de 0,8% no número de quilômetros percorridos nas estradas dos EUA.

Além disso, é necessário considerar o efeito dos jovens americanos que se mudam para as cidades. A população nas áreas dos centros urbanos cresceu a mais de duas vezes a taxa geral das áreas metropolitanas nos EUA entre 2000 e 2010, segundo o governo. Mais pessoas que moram no centro das cidades equivalem a mais pessoas que podem andar sem carros.

Nos últimos cinco anos, as vendas das empresas americanas de energia renovável cresceram a um ritmo anual de 49%. Já o crescimento das empresas de petróleo, gás e carvão foi de 9,4%. A produção de energia renovável aumentou para o recorde de 252 milhões de megawatts-hora (MWh) em 2013, mostram dados compilados pela Bloomberg. O petróleo gerou 13 milhões de MWh, uma queda de 88% desde 2003.

Há também uma distorção no caso da independência energética - preços mais baixos do petróleo poderiam, paradoxalmente, enfraquecer a demanda. O raciocínio é o seguinte: o declínio no petróleo dará aos consumidores mais renda disponível, que eles podem usar para comprar veículos mais eficientes, disse o economista de energia Philip Verleger. Do mesmo modo, as companhias aéreas reinvestirão os lucros possibilitados pela baixa do combustível para comprar aviões novos com motores mais econômicos, disse ele.

"Os consumidores estão fazendo o máximo possível para não terem que comprar produtos de petróleo", disse Verleger. "A queda dos preços do petróleo vai acelerar a morte do próprio combustível. (Valor Econômico 12/12/2014)

 

Commodities Agrícolas

Laranja: Segunda alta em NY: Os futuros do suco de laranja subiram pelo segundo dia seguido ontem na bolsa de Nova York, apesar das perspectivas de uma relação menos apertada entre a oferta e a demanda nesta safra. Os contratos do produto concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para março subiram 125 pontos, a US$ 1,4955 a libra-peso. No dia anterior, o Departamento de Agricultura americano (USDA) manteve sua estimativa de aumento da safra da Flórida em 3%. No início da semana, foi divulgada uma nova pesquisa da consultoria Nielsen que identificou mais queda no consumo do suco nos EUA em novembro, de 8,2% na comparação anual. No mercado interno, o preço da laranja à indústria calculado pelo Cepea/Esalq manteve-se em R$ 10,20 a caixa.

Algodão: Vendas aquecidas: O aumento do volume de algodão vendido pelos Estados Unidos para o exterior deu forte gás às cotações da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os contratos do produto com vencimento em maio fecharam com elevação de 84 pontos, a 61,02 centavos de dólar a libra-peso. Segundo relatório semanal do Departamento de Agricultura do país (USDA), os exportadores acertaram a venda de 43,47 mil toneladas da pluma ao exterior na semana encerrada dia 4, um aumento de 19% em apenas uma semana. O dado animou os traders, já que sinalizou uma demanda mais aquecida no momento, diante dos atuais níveis de preço. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias registrou alta de 0,22%, para R$ 1,6544 a libra-peso.

Soja: Alta especulativa: Após o forte tombo de quarta-feira, os preços da soja voltaram a subir ontem na bolsa de Chicago, sob impulso de compras especulativas e otimismo com relação à demanda. Os lotes para março fecharam com avanço 10,25 centavos, a US$ 10,4875 o bushel. A ida de uma delegação chinesa aos EUA tem animado os traders, que esperam por um anúncio de intenção de compra de soja. Embora o anúncio não represente uma formalização de compra, alguns operadores vêem sinais de apetite das esmagadoras da China pelo produto americano. Também aposta-se em um aumento no volume de soja processado em novembro pelas indústrias dos EUA, a ser reportado na segunda-feira. No mercado interno, o preço médio da soja no Paraná caiu 0,15%, para R$ 59,90 a saca, segundo o Deral/Seab.

Milho: Rumor da China: O mercado do milho ganhou fôlego na bolsa de Chicago com rumores de que a China pode autorizar a compra de um produto americano derivado do cereal. Os lotes para março fecharam em alta de 4,75 centavos, a US$ 3,985 o bushel, o maior valor desde 13 de novembro. Os traders acreditam que Pequim deve autorizar em breve a estatal Cofco, maior trading chinesa, a importar uma carga de DDG, um subproduto do processamento do milho na produção de etanol com alta concentração de proteína, utilizado em rações. O país tem restringido a importação de DDG e chegou a cancelar importações neste ano. A alta do grão também refletiu compras especulativas, após a queda do dia anterior. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa subiu 1,08%, para R$ 27,24 a saca. (Valor Econômico 12/12/2014)