Setor sucroenergético

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Basf

Nem tudo é má notícia no universo corporativo.

A Basf vai investir, em 2015, cerca de 200 milhões de euros em novos projetos de biotecnologia no Brasil.

A cifra é 30% superior ao desembolso do ano passado. (Jornal relatório Reservado 08/01/2015)

 

Votorantim

O Grupo Votorantim não sabe o que fazer com a sua operação de alumínio.

Um dos players do cartel das antigas six sister disse que não a aceitava nem de graça.

Uma decisão pelo menos está aparentemente tomada: o alumínio vai ser separado da Votorantim Metais. (Jornal relatório Reservado 08/01/2015)

 

Setor sucroenergético busca marco regulatório para biocombustível

Medida estimularia novos investimentos em toda cadeia, desde a indústria de base até as próprias usinas.

O setor sucroenergético avalia que a sinalização do governo em favor do etanol e a perspectiva de preços mais remuneradores para o açúcar no segundo semestre de 2015 devem apenas minimizar as dificuldades enfrentadas nos últimos anos.

A análise ainda é de que nada tira o foco da grande questão estrutural, que é a necessidade de um marco regulatório para o biocombustível. Ele estimularia novos investimentos em toda cadeia, desde a indústria de base até as próprias usinas, cujo endividamento apenas no Centro-Sul beira os R$ 70 bilhões.

Não há investimento em expansão da capacidade produtiva. Isso só vai ocorrer quando houver regras – reforça mais de uma vez a diretora-presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina.

Já para o sócio-diretor da consultoria Canaplan e presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, a crise é tão aguda que mesmo com um eventual aumento da competitividade do etanol nos primeiros meses de 2015 o setor só terá algum alívio na safra 2017/2018.

Entre os mecanismos mencionados por Carvalho está a volta da Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico (Cide) na gasolina, zerada em 2012.

É uma taxa sobre o impacto ambiental da gasolina, e o governo precisa arrecadar – disse.

Ele espera a volta da Cide, na sua totalidade, para o primeiro semestre. O diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa, no entanto, não vê o retorno do imposto de R$ 0,28 por litro tão cedo.

Com o preço do petróleo em queda, o governo tem menos premência de fazer isso agora, o que poderia pressionar a inflação – explicou.

Se pairam dúvidas sobre a Cide, há pelo menos uma certeza: o aumento da mistura de anidro na gasolina. Espera-se que o porcentual passe de 25% para 27,5% já no mês que vem e gere uma demanda adicional de 1,2 bilhão de litros, de acordo com cálculos da consultoria Datagro. Prevendo o incremento, a Unica estima que a produção de anidro deverá crescer 11,2% na próxima safra, para 11,9 bilhões de litros.

Com as medidas, o setor espera recuperar importante parcela de participação na matriz energética brasileira. Na safra 2008/2009, o biocombustível respondeu por 60,2% da demanda do chamado Ciclo Otto, que engloba hidratado e gasolina C. A partir de 2010, contudo, passou a cair e em 2014/2015 ficou em 46,8%.

Açúcar

Hoje com preços menos remuneradores que os do etanol, o açúcar deve mostrar recuperação apenas no final de 2015, com provável aperto nos estoques globais. Mas nada que aponte para uma mudança significativa do patamar de preços no médio prazo. O mercado de açúcar demerara, negociado na Bolsa de Nova York, espera uma reversão apenas daqui a dois anos, quando as reservas - que serão consumidas ao longo do período - caiam para o equivalente a 29% da demanda mundial, de 180 milhões de toneladas, segundo estimativas da Biosev. Historicamente, quando essa relação, hoje em 46%, se aproxima de 30%, há valorização expressiva dos preços. Foi assim no final da década passada, quando as cotações pularam a 30 centavos de dólar por libra-peso com o porcentual entre 31% e 32%.

Até 2017/2018, as usinas comercializarão açúcar por valores próximos ou até abaixo do custo de produção. Hoje, o contrato mais líquido da commodity ronda os 15 centavos de dólar por libra-peso, mesmo valor gasto para produzir essa quantidade do produto, segundo a Archer Consulting. No momento da comercialização, contudo, o açúcar acaba sendo vendido com descontos que podem levar o preço para perto de 14 centavos de dólar por libra-peso.

Para a próxima safra, a Unica diz que até nove usinas não devem processar cana devido às dificuldades financeiras e apenas uma nova unidade, em Santa Vitória (MG), deve ser inaugurada em 2015. (G1 07/01/2015 às 22h: 30m)

 

Açúcar: Oferta em alta

Após duas sessões de correções técnicas, os preços futuros do açúcar fecharam em queda ontem na bolsa de Nova York.

Os contratos do demerara para maio encerraram com recuo de 7 pontos, a 15,12 centavos de dólar a libra-peso.

A desvalorização é compatível com o quadro dos fundamentos, já que a produção na Tailândia e na Índia tem apresentado bons resultados, recompondo os estoques locais.

Do lado da demanda, há forte pressão da China, que tem reduzido suas importações.

No cenário macroeconômico, o dólar em alta colaborou para devolver os preços do açúcar para o campo negativo, embora o ajuste para cima nos preços do petróleo tenha limitado o movimento.

No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,49%, para R$ 51,28 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 08/01/2015)

 

S&P rebaixa nota de crédito da sucroalcooleira GVO

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixou as notas de crédito da sucroalcooleira Virgolino de Oliveira (GVO) por avaliar que a companhia não será capaz de cumprir com seus futuros pagamentos de juros relativos aos seus três bonds, no valor de US$ 40 milhões que vencem nas próximas semanas.

Os ratings na escala global foram rebaixados de CCC- para CC e na escala nacional Brasil de brCCC- para brCC. Conforme a agência, todos os ratings permanecem na listagem “CreditWatch” com implicações negativas, o que reflete a possibilidade de um rebaixamento dos ratings para ‘D’ se a empresa entrar em default nos pagamentos de sua dívida.

O rebaixamento reflete a visão de uma probabilidade muito alta de que a GVO não será capaz de cumprir com seus futuros pagamentos de juros, no valor aproximado de US$ 40 milhões, US$ 8,5 milhões dos quais vencem em 13 de janeiro próximo, conforme a agência. “Esse cenário provavelmente levará a um default geral nas obrigações da empresa”, afirmou a S&P em nota ao mercado.

A GVO tem três bonds em circulação que vencem em 2018, 2020 e 2022 e totalizam US$ 785 milhões. Os pagamentos de juros vencem, respectivamente, nos dias 13 e 28 do mês de janeiro e no dia 9 do mês de fevereiro. Conforme a S&P, a empresa tem enfrentado altos níveis de endividamento e de carga de juros, o que tem prejudicado sua geração de fluxo de caixa em face dos já baixos volumes de moagem decorrentes da seca em São Paulo e dos preços baixos do açúcar no mercado global. “Entendemos que como a empresa tem pago sua dívida devida à Copersucar, isso resultou em uma posição marginal de caixa para a GVO pagar os juros”, afirmou a agência de classificação de risco. (Valor Econômico 07/01/2015 às 20h: 57m)

 

Empresários elogiam discurso de posse do novo ministro

Foi bem-recebido por representantes empresariais o discurso do novo ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Armando Monteiro Neto. O que mais agradou foi o "equilíbrio" demonstrado pelo ministro entre a defesa do ajuste fiscal da nova equipe econômica e a reivindicação de espaço para as políticas industriais.

Uma das ideias anunciadas por Monteiro é lançar medidas com pouco impacto para as contas do governo, como desburocratização de processos aduaneiros e simplificação tributária, para estimular as vendas de produtos brasileiros ao exterior.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, elogiou o discurso e lembrou que algumas das medidas em questão já foram discutidas com a nova equipe econômica, mas que ficaram faltando alguns pontos. "Tenho certeza que o programa dele será bastante eficiente", comentou.

O novo ministro, que comandou a CNI entre 2002 e 2006, apresentou em seu discurso de posse ideias que ele defendia quando estava à frente da entidade. "Ele tem uma visão moderna da necessidade do país e da indústria", reiterou o atual presidente da CNI.

Andrade, Monteiro Neto e o presidente da Anfavea, Luiz Moan, também se manifestaram contra a eventual recriação da CPMF, o chamado "imposto do cheque". Para o ministro do Desenvolvimento, a volta do imposto seria um "retrocesso".

O empresário Jorge Gerdau também disse ter gostado do que ouviu. Para ele, apesar do ajuste que será imposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é possível combinar medidas que estimulem a indústria.

Outro setor animado com a nova equipe econômica é o sucroalcooleiro. Para a presidente da União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, o ajuste fiscal prometido vai favorecer as usinas. Isso porque medidas visando o aumento da arrecadação, como a recriação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que incidia sobre o preço da gasolina, dará mais competitividade ao etanol. (Valor Econômico 08/01/2015)

 

Com importação de US$ 1,480 bi, China é o grande parceiro de MS

Mato Grosso do Sul teve na China o seu grande parceiro comercial em 2014. Segundo dados do Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior via internet (Aliceweb), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), dos US$ 5,245 bilhões vendidos em produtos para o mercado internacional no ano passado, US$ 1,480 bilhão, o equivalente a 28,23%, foram para o país asiático.

Segundo o Aliceweb, o estado exportou para a China um total de 20 produtos no ano, mas um grupo de cinco itens concentrou 98,86% do faturamento. O principal item comercializado foi a soja em grãos, com um volume de 1,885 milhão de toneladas e que resultou em uma receita de US$ 949,946 milhões, representando 64,14% do total. (G1 07/01/2015 às 13h: 30m)

 

Usinas demandam quase um quarto das capacitações do Senar em MS

Dos 135 cursos que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) vai oferecer em Mato Grosso do Sul no mês de janeiro, 32 capacitações, o equivalente a 23,7% do total, serão voltados para atender a demanda do setor sucroenergético do Estado.

Segundo o Senar, esses cursos serão voltados aos colaboradores de duas usinas do grupo Biosev no estado, a Passa Tempo, localizada em Rio Brilhante, e a Maracaju, que fica no município de mesmo nome.

O superintendente da entidade no Estado, Rogério Beretta, credita esse aumento de demanda por capacitação no setor sucroenergético a dois fatores. O primeiro é o bom relacionamento dos sindicatos rurais e supervisores do Senar com as usinas, o que possibilitou que a grade de cursos fosse adequada a real necessidade das empresas.

O segundo fator, conforme ele; foi o investimento do Senar na formação de instrutores, o que possibilitou que a entidade ampliasse o número de turmas.

Em 2014, dos cursos oferecidos pelo Senar para trabalhadores rurais do segmento, os que registraram maior procura foram: manutenção preventiva de tratores agrícolas, operação de trator com transbordo canavieiro, NR 33 - trabalhador e vigia em espaço confinado e NR 31 para trabalhadores que lidam com agrotóxicos. (Cana News 07/01/2015)

 

Petrobras seguirá sem concorrentes na importação de combustíveis, dizem analistas

"A chance de um corte de preço na refinaria, para uma volta da Cide, é maior do que o mercado imagina", afirmou o BTG Pactual em carta a clientes.

É improvável o surgimento de novos grandes importadores de combustíveis no Brasil, além da Petrobras, apesar das condições de preços favoráveis para importações de diesel e gasolina no momento, segundo especialistas.

Isso porque a logística de distribuição no país é dominada pela Petrobras e novos importadores poderiam se indispor comercialmente com a estatal, perdendo contratos de fornecimento no futuro, segundo especialistas e analistas de bancos.

Além disso, importadores ainda correriam riscos ao ter que lidar com preços controlados pelo governo, que eventualmente poderia aproveitar o cenário de cotações mais baixas do petróleo para determinar uma redução nos valores dos derivados nas refinarias da Petrobras.

Já houve importações por outras empresas em outros momentos da história, mas o volume nunca foi elevado, lembrou uma fonte do mercado, que preferiu não se identificar.

"A gente já teve janela de importações anteriores, em 2010, 2011, de diesel, e o que se via chegando no Brasil era um barco por mês, dois barcos por mês, se olhar na participação de mercado chegava a 1 por cento, 1,5 por cento, não é nada além disso", disse.

A queda contínua do preço do barril do petróleo fez com que o prêmio dos combustíveis no país em relação aos preços praticados no exterior fosse para 60 por cento para a gasolina e 49 por cento para o diesel, segundo cálculos recentes do banco HSBC.

Isso depois de a Petrobras vender por anos combustíveis mais baratos do que no exterior --os preços lá fora oscilam ao sabor da cotação da commodity, enquanto no Brasil são controlados.

Com o atual cenário, um importador de gasolina poderia ter uma margem de ganho de 18 por cento, considerando apenas a chegada ao Brasil, disse o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires.

Entretanto, ele ponderou que "a política brasileira não segue a lógica de mercado internacional e isso cria um risco muito grande para o importador".

Segundo Pires, o governo pode alterar os preços a qualquer momento, e o importador perderia dinheiro.

Já na relação com a Petrobras, em contratos firmados com a estatal, as distribuidoras têm garantias de suprimento, e a contrapartida é o histórico de volume, segundo a fonte de mercado que preferiu não se identificar.

Segundo a fonte, não adianta a distribuidora querer aproveitar o momento para importar grandes volumes e criar um histórico negativo com a estatal, porque no momento em que os preços mudarem ela não terá mais essa garantia de suprimento.

O segmento que pode se beneficiar desse cenário, segundo Pires, são as pequenas distribuidoras de combustíveis, que vendem pequenos volumes, e que também não ameaçam Petrobras.

POSSÍVEL REDUÇÃO DE PREÇOS

Outro movimento que tem sido discutido pelo mercado seria uma possível decisão do governo de reduzir preços de combustíveis, abrindo caminho para o retorno da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), com foco no aumento da arrecadação.

Essa aventada redução de preços tem tido impacto negativo nas ações da estatal.

Procurada, a Petrobras respondeu, por e-mail, que "a política de preços da Petrobras visa não repassar a volatilidade dos preços internacionais ao consumidor doméstico, seja para mais ou para menos."

Em linha com essa resposta, o Itaú BBA e o UBS afirmaram nesta quarta-feira considerarem improvável que o governo toque nos preços de diesel e de gasolina, pelo menos no curto prazo.

"Para começar, o argumento de não aumentar os preços no passado tem sido de não passar a volatilidade de curto prazo para o mercado interno, e ainda não está claro se e por quanto tempo os preços do petróleo permanecerão tão deprimidos", afirmou a analista do Itaú BBA Paula Kovarsky.

Os preços do petróleo Brent atingiram recentemente uma mínima de mais de cinco anos, um pouco acima de 50 dólares o barril, com preocupações sobre a oferta excedente no mercado global.

Outros bancos, no entanto, ainda consideram a possibilidade de redução de preços no Brasil, como o HSBC e o BTG Pactual.

"A chance de um corte de preço na refinaria, para uma volta da Cide, é maior do que o mercado imagina", afirmou o BTG Pactual em carta a clientes nesta quarta-feira. (Reuters 07/01/2015)

 

Petrobras acelera compra externa de gasolina

Companhia e concorrentes aproveitam queda na cotação internacional do petróleo.

Após ter se empenhado para reduzir as importações de combustíveis, nos nove primeiros meses de 2014, a Petrobras inverteu o movimento e voltou a comprar mais combustíveis no exterior.

Devido à queda na cotação externa do petróleo, a gasolina fora do país está 36% mais barata, e o diesel, 31%.

De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), em outubro a Petrobras pediu aval para importar 151 mil toneladas de gasolina, 150% além da média de julho a setembro.

Em novembro, o pedido foi de 198 mil toneladas e, em dezembro, chegou a 388 mil toneladas, ou 546% a mais do que no terceiro trimestre. Houve movimento similar nos pedidos de diesel.

De janeiro a outubro, o preço do barril esteve acima de US$ 85, chegando ao pico de US$ 112 em junho, quando começou a cair --fechou em US$ 51 nesta quarta-feira (7).

Nesses dez meses, a gasolina brasileira, por determinação do governo, tinha preço 15,7% mais baixo que no exterior, segundo o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).

A Petrobras importa parte do combustível que vende e vinha se esforçando para derrubar essa importação.

Assim, as autorizações de importação saíram de uma média mensal de 215 mil toneladas, nos seis primeiros meses do ano, para 60 mil toneladas de julho a setembro.

Mas, agora, a gasolina está quase 55% mais cara, e o diesel, 41,5%, que no golfo do México, segundo o CBIE.

Já a Raízen, dos postos Shell, obteve aval para importar, em dezembro, 55 mil toneladas de gasolina. A Alesat pediu para importar 20 mil toneladas. Elas não haviam registrado pedidos anteriores.

Raízen e Alesat não se pronunciaram. A Petrobras disse que a política de preços não acompanha as oscilações de curto prazo no petróleo.

REAJUSTE

O movimento das concorrentes da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, ligou o sinal de alerta da estatal, uma vez que poderá levar à queda na venda de derivados nas refinarias. A Folha apurou que o assunto chegou a ser abordado em reunião do conselho de administração da Petrobras em dezembro.

Uma saída seria reduzir o preço, para frear a concorrência. A questão é que os conselheiros também querem que a estatal aproveite os preços maiores para recompor seu caixa, após anos de perdas.

Segundo o CBIE, a Petrobras perdeu R$ 57 bilhões entre 2011 e 2014, com a defasagem. Considerando a defasagem média de dezembro, a Petrobras tem ganhado R$ 3 bilhões por mês vendendo combustíveis mais caros.

A idéia é que os preços só caiam se a importação pelas rivais tornar-se incômoda. (Folha de São Paulo 08/01/2015)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Oferta em alta: Após duas sessões de correções técnicas, os preços futuros do açúcar fecharam em queda ontem na bolsa de Nova York. Os contratos do demerara para maio encerraram com recuo de 7 pontos, a 15,12 centavos de dólar a libra-peso. A desvalorização é compatível com o quadro dos fundamentos, já que a produção na Tailândia e na Índia tem apresentado bons resultados, recompondo os estoques locais. Do lado da demanda, há forte pressão da China, que tem reduzido suas importações. No cenário macroeconômico, o dólar em alta colaborou para devolver os preços do açúcar para o campo negativo, embora o ajuste para cima nos preços do petróleo tenha limitado o movimento. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,49%, para R$ 51,28 a saca de 50 quilos.

Café: Clima seco: Os preços do café arábica subiram pela terceira sessão seguida ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para maio fecharam em US$ 1,7775 a libra-peso, com avanço de 20 pontos. A perspectiva de um clima mais seco neste mês no Sudeste do Brasil segue oferecendo sustentação aos preços. A empresa americana de meteorologia DTN prevê temperaturas acima do normal no cinturão cafeeiro, o que deve aumentar a necessidade de chuvas periódicas para manter boas condições de produção. Os cafezais costumam ser mais sensíveis à umidade nos primeiros meses do ano, época de desenvolvimento dos grãos do café. A alta dos preços ontem foi compensada em parte por movimentos de liquidações técnicas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 0,79%, a R$ 472,96 a saca.

Algodão: Elevação em NY: Os futuros do algodão mantiveram-se em queda ao longo da maior parte da sessão ontem na bolsa de Nova York, mas nos minutos finais uma reviravolta conduziu os preços para cima. Os papéis para maio fecharam em 60,91 centavos de dólar a libra-peso, em alta de 15 pontos. A virada se deu na mesma hora em que o Fed divulgou a ata de sua última reunião, indicando que não deve aumentar os juros tão cedo. O dólar tem se fortalecido diante das expectativas de uma elevação dos juros americanos neste ano, o que vem pressionando os preços do algodão e outras commodities. Já a perspectiva de uma redução na área plantada neste ano tem limitado essa queda. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias subiu 0,47% a R$ 1,6749 a libra-peso.

Milho: Efeito etanol: O mercado do milho registrou um tombo ontem na bolsa de Chicago após dados do setor de etanol nos Estados Unidos. Os contratos para maio fecharam com recuo de 1,25 centavos, a US$ 4,135 o bushel. Segundo o governo americano, a produção de etanol, que no país é feito a partir do milho, caiu 2,3% na semana encerrada dia 2, enquanto os estoques subiram 4%. Os dados demonstram que tem ocorrido uma forte desaceleração do consumo do biocombustível nos EUA, em um momento em que o petróleo atinge mínimas desde 2009, reduzindo o preço da gasolina. A divulgação dos dados estimulou uma liquidação de posições por parte dos fundos de investimento. No mercado doméstico, o indicador Esalq/ BM&FBovespa para o milho recuou 0,35%, para R$ 28,10 a saca. (Valor Econômico 08/01/2015)